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quinta-feira, abril 30, 2026

Um Endereço Impossível

Um Endereço Impossível (An Impossible Address) é um filme do artista e cineasta Suneil Sanzgiri.

O filme está inserido no INDIE Lisboa 2026, e será exibido nos dias 3 (com a presença do realizador) e 10 de maio de 2026.

A obra de Suneil Sanzgiri foi moldada por uma investigação contínua sobre as histórias da luta anti-imperialista e anticolonial no Sul Global — enraizada na sua própria genealogia familiar de resistência em Goa sob a ocupação portuguesa. 

Um Endereço Impossível baseia-se no extenso trabalho de Sanzgiri com o afro-asiático, a Conferência de Bandung de 1955 e as redes transcontinentais de resistência que ligaram a Índia e Angola, nas lutas pela liberdade do domínio português.

Sinopse:
Um Endereço Impossível é concebido como uma carta que não pode ser entregue - apropriando-se de sons e imagens que irrompem da memória histórica.

Fonte: Indie Lisboa
Ele escreve uma carta impossível para Sita Valles, uma médica angolana de ascendência goesa que, após o 25 de abril, deixou Lisboa para se juntar ao MPLA. Um filme que se desenrola através de técnicas cinematográficas variáveis ​​e se apoia numa estética mutável, numa tentativa de compreender o verdadeiro significado da luta.

Esta nova obra de Sanzgiri traça o legado conturbado de Sita Valles — uma revolucionária de origem goesa que lutou pela libertação de Angola, tendo sido mais tarde assassinada pelo Estado angolano. Os seus restos mortais nunca fora encontrados. Lidando visual, sonora e narrativamente com a dificuldade de questionar a história esquiva de Sita a partir da perspectiva de um presente silencioso, o filme de Sanzgiri confronta as contradições da solidariedade e as consequências do trauma coletivo para além da morte. O realizador revela profundas conexões entre lutas que, embora aparentemente desconectadas, ressoam na mesma frequência de resistência. 

Seguindo os passos da revolucionária Sita Valles, através de uma abordagem visual imersiva, onde filmes de 16mm são literalmente enterrados e recuperados da terra, o filme funciona como uma escavação arqueológica e narrativa.

Instalados ao redor da tela do filme, Sanzgiri, apresenta fragmentos de tecido de musselina, enterrados e desenterrados, que apodreceram em grandes pilhas de compostagem durante um mês, juntamente com composições de imagens de arquivo vistas no filme, que foram borradas, criando uma tensão entre a ilegibilidade e a opacidade da memória histórica.
Paralelamente ao filme principal, a obra desconstrói a arquitetura da performance oficial em poéticas informais, através de impressões de imagens e têxteis selecionados, que fazem alusão aos nove atos distintos do filme. 
Explorando as lacunas e falhas dos arquivos, Um Endereço Impossível investiga o poder da herança coletiva.

quarta-feira, novembro 19, 2025

O Império do Sol

 O Império do Sol é um filme, dos géneros drama, guerra e histórico, realizado por Steven Spielberg e que foi nomeado para seis Óscares, em 1988.

O filme baseado no romance autobiográfico de J.G. Ballard, "O Império do Sol", conta a história de um rapaz inglês cuja vida se transforma de um dia para o outro e que conta no elenco com Christian Bale, John Malkovich e Miranda Richardson.

Sinopse:
Quando em 1941 o Japão abre um novo teatro de guerra na Ásia, a China estava há três anos sob ocupação japonesa.

No meio da confusão que se instala em Xangai, com a entrada do exército nipónico, Jim Graham (Christian Bale) é um garoto de 11 anos de uma família inglesa que vive no Oriente. Jim tem um padrão de vida alto, mas de repente é separado de seus pais em virtude da China ser invadida pelo Japão. Encontra Basie (John Malkovich), um aventureiro americano, que o recolhe até acabarem por ser enviados, juntamente com outros prisioneiros ocidentais, para um campo de concentração. Aí, Jim, vai descobrir o medo, a insegurança, a fome, a promiscuidade, a violência e a morte. Isto força-o a defender-se e obriga-o a crescer, tornando-se então um sobrevivente num campo de concentração com rígidas regras. Porém, Jim não se deixa dominar pelo infortúnio e transforma-se num génio do comércio clandestino dentro do campo de concentração, onde vai passar quatro longos anos até ao dia em que a Bomba Atómica põe fim à guerra.

terça-feira, novembro 18, 2025

Vamos até Xangai?

Xangai ou Shanghai é uma cidade de contrastes e a maior cidade da República Popular da China.

O seu nome significa "Sobre o Mar", pois fica situada no litoral do oceano Pacífico e no estuário sul do rio Yangtzé, sendo dividida pelo rio Huangpu ou Huangpo.

É um dos quatro municípios sob administração direta da República Popular da China. Com uma população de 26,31 milhões, é uma das cidades mais populosas do mundo e a única cidade do Leste Asiático com um PIB maior do que o da capital do seu país. Xangai é um centro global de finanças, de negócios e economia, de pesquisa, de educação, de ciência e tecnologia, de manufactura, de turismo, de cultura e transportes, sendo que o Porto de Xangai é o porto de contentores mais movimentado do mundo.

Shangai é ainda conhecida pela sua culinária açucarada, pela linguagem local distinta e pelas suas características cosmopolitas. 

Originalmente foi uma vila de pescadores e uma cidade mercantil. Xangai cresceu em importância no século XIX devido ao comércio interno e externo e à sua localização portuária favorável. A cidade foi um dos cinco portos forçados a abrir ao comércio europeu após a Primeira Guerra do Ópio. O Acordo Internacional de Xangai e a Concessão Francesa foram posteriormente estabelecidos.

Xangai tem sido descrita como a "vitrine" da economia chinesa em expansão. É uma cidade que apresenta vários estilos arquitetónicos, como a art déco e o shikumen.

O Shikumen é um estilo de arquitetura tradicional de Xangai que combina elementos chineses e ocidentais, caracterizado por casas de pedra e "portas de pedra" (shikumen) que dão nome ao estilo. É uma fusão de arquitetura residencial chinesa, como as "hutongs" de Pequim, com influências ocidentais, como as portas de pedra e as arcadas de estilo romano.  Surgiu na década de 1860, tornando-se a forma de habitação mais comum na cidade, mas, grande parte foi demolida ao longo do tempo. Hoje, edifícios shikumen revitalizados são usados para fins comerciais e culturais, como em Xintiandi (bairro de luxo, conhecido pela revitalização das casas tradicionais deste estilo, para criar uma área comercial e de entretenimento moderna e livre de carros) e Tianzifang.

A cidade de Xangai é hoje sobretudo conhecida pelo panorama urbano de Lujiazui (área localizada numa península formada por uma curva do rio Huangpu), pelos seus museus e edifícios históricos, como o Templo de Deus da Cidade, e pelos edifícios ao longo do Bund (que é um dos espaços mais animados da cidade, uma zona para peões com dois kms de extensão que percorre a parte oeste do rio Huangpu), o que inclui a Torre Pérola Oriental

Xangai também é conhecida por Pudong - área administrativa que é uma das mais importantes de Xangai e que começou a ser desenvolvida em 1990. Pudong abriga importantes marcos arquitetónicos como a Jin Mao Tower (420,5 m), a Oriental Pearl Tower e o Shanghai World Financial Center

Lujiazui é um distrito específico dentro de Pudong, reconhecido como um importante centro financeiro da Ásia-Pacífico. Lujiazui é a reluzente zona financeira de Xangai, conhecida pelos arranha-céus futuristas como a Shanghai Tower (632m), com plataforma de observação no último piso e a torre de TV Torre Pérola Oriental, em forma de agulha, que alberga o Museu de História Municipal de Xangai. A zona também se destaca pela vida noturna em hotéis de luxo, pelos restaurantes europeus refinados, por bares elegantes e discotecas chiques com vistas panorâmicas.

A decisão de destinar Lujiazui como um novo distrito financeiro de Xangai reflete a sua localização: ela está localizada no lado leste do rio Huangpu, em Pudong, e fica do outro lado do rio, e do antigo distrito financeiro e comercial de Bund (famosa área à beira-mar repleta de edifícios da era colonial).

Pudong e Lujiazui não são, portanto, a mesma coisa, mas estão intimamente ligados: Lujiazui é um bairro financeiro dentro da área de Pudong. Pudong é a maior área administrativa em Xangai.

Se quiser visitar e conhecer virtualmente Xangai, não deixe de ver os vídeos abaixo. Aqui vai o primeiro. Não perca.
E agora o segundo.
E ainda um outro vídeo sobre Shangai.

domingo, julho 27, 2025

A Mítica Estrada do Pamir ou Pamir Highway

O Pamir, também conhecido como "Teto do Mundo", é uma grande cordilheira montanhosa no centro da Ásia, localizada principalmente no Tajiquistão. É famoso pelas altitudes elevadas, paisagens deslumbrantes e pela lendária Estrada do Pamir, uma das estradas mais altas do mundo

A Estrada do Pamir (ou Pamir Highway), também conhecida como M41, é uma estrada que atravessa as montanhas do Pamir, na Ásia Central, passando pelo Afeganistão, o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão. A estrada de Pamir é a segunda mais alta rodovia internacional do mundo, atingindo uma altitude de 4655 metros no Passo Ak-Baital.  É a única rota contínua que atravessa o terreno montanhoso e serve como principal rota de comércio no Tajiquistão, especialmente para a região autónoma de Gorno-Badakhshan

A estrada é utilizada há milénios, sendo um elo da antiga Rota da Seda (Silk Road). A rota moderna estende-se de Osh a Kara-Balta, nos subúrbio de Bishkek (a capital do Quirguistão). A secção entre Dushanbe e Osh tem cerca de 1252 km de comprimento. A rota é utilizada há milhares de anos, pois há muito poucas rotas viáveis ​​através das altas montanhas do Pamir

As fontes de cada país discordam sobre quais os extremos da estrada, indicando como início as cidades de Mazar-i-Sharif (Afeganistão), Termez (Uzbequistão), Dushanbe (Tajiquistão) ou Khorugh (Tajiquistão). Todas as fontes, no entanto, concordam que a estrada termina na cidade de Osh, no Quirguistão. Hoje, o percurso faz parte da estrada M41, que começa em Termiz (37° 12′ 39″ N, 67° 16′ 20″ L) e termina em Kara-Balta, a oeste de BishkekQuirguistão.

A Estrada do Pamir é conhecida pelas suas paisagens deslumbrantes, com picos nevados, áreas desérticas e lagos de origem glaciar. 

A viagem pela Estrada do Pamir é considerada uma aventura épica, com paisagens que variam de paisagens lunares a vales verdejantes, e a oportunidade de conhecer as culturas Pamiri e Quirguiz. A estrada também atravessa o vale de Wakhan (região montanhosa do Afeganistão, parte das montanhas do Pamir e do Caracórum), e passa por pequenos povoados remotos e aldeias. Na região de Wakhan nasce o rio Amu Dária (o rio Oxo)

Embora seja chamada de "estrada", parte dela não é pavimentada ou está danificada, o que torna recomendável a utilização de veículos 4x4. 

A Estrada do Pamir é um destino popular para viajantes aventureiros que buscam experiências únicas e paisagens impressionantes. 

quarta-feira, julho 23, 2025

Malaca: A Presença Portuguesa

Rancho Folclórico - Malaca
Malaca é a capital do estado malaio de Malaca  (terceiro menor estado da Malásia), localizada no litoral sudoeste da Península Malaia, defronte do estreito de Malaca. Tem uma população de cerca de 370 000 habitantes e uma área, de cerca de 303 km². O estado de Malaca ocupa uma área de 1 650 kmª, equivalente a 1,3% da superfície da Malásia. Divide-se em três distritos: Malaca Central (Melaka Tengah, com 314 km²), Alor Gajah (660 km²) e Jasin (676 km²). As principais cidades do estado de Malaca são a capital, Malaca, e Alor Gajah, Masjid Tanah, Jasin, Merlimau, Pulau Sebang e Ayer Keroh.

A capital do estado, a cidade de Malaca, está localizada estrategicamente entre duas capitais nacionais (Kuala Lumpur e Singapura) e conta com excelentes ligações rodoviárias. Embora não possua uma estação ferroviária, Malaca é servida por um aeroporto doméstico, localizado na cidade de Batu Berendam.

Já foi um dos mais antigos sultanatos malaios, no entanto, atualmente, o estado é governado por um governador.

Segundo J.P. Machado, a etimologia do topónimo português Malaca é controversa, embora seja provável uma origem malaia; João de Barros regista que o termo na língua local significaria "homem desterrado". Alternativamente, outros autores apontam um termo sânscrito (malaca) para a árvore Phyllantus emblica, abundante na região, como a origem do topónimo. O primeiro registo da forma "Malaca" em português parece ser em Gil Vicente, datado de 1562; fontes escritas anteriores adotavam as grafias "Melequa" e "Melaca". O gentílico "malaquês", formado com base no topónimo, é encontrado em português a partir de 1552.

Malaca foi declarada, em 2008, Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Da presença portuguesa na cidade sobrevivem a Igreja de São Paulo e a Porta de Santiago da Fortaleza de Malaca, conhecida como "A Formosa".

Em 2007, o estado de Malaca tinha 759 000 habitantes. Compõe-se de: malaios (57%); chineses (32%); indianos (uma minoria importante) e uma pequena comunidade de cristang, um povo com antepassados portugueses. 

A comunidade cristang é uma pequena comunidade, com origem em antepassados portugueses que remonta aos descobrimentos. A comunidade cristang fala a língua cristang, um crioulo de base portuguesa, sendo que "cristang" significa "cristão" nesta língua. A comunidade é conhecida entre si como "gente cristang"; outros sinónimos para esta comunidade são "Serani" (do malaio "Nasrani", significando seguidores de Jesus de Nazaré) e "gragok" (termo calão para "geragau" ou camarão, referindo-se ao facto de esta comunidade ser tradicionalmente de pescadores de camarão). 

O nome "cristang" é por vezes utilizado incorretamente para nomear outras populações eurasiáticas da Malásia e de Singapura, incluindo povos de descendência holandesa e britânica.

Mesmo depois de os contactos com Portugal cessarem em 1641, a comunidade cristang preservou as suas tradições, religião e língua, mantendo surpreendentes semelhanças culturais e linguísticas com o Portugal atual, especialmente da região do Minho. São maioritariamente católicos praticantes. Alguns serviços religiosos são ainda celebrados em português e a comunidade é sempre referida como portuguesa pelos malaios. Contudo a língua cristang, não é ensinada nas escolas, pelo que está em vias extinção, com excepção da comunidade portuguesa em Ujong Pasir Malacca.

O Bairro Português de Malaca, é o bairro mais famoso da cidade. Nos longínquos 130 anos de presença na cidade, os nossos navegadores deixaram um legado que milagrosamente sobreviveu até aos nossos dias.

A Malaca Portuguesa era o território da atual Malaca, que durante 130 anos (1511-1641) foi uma colónia Portuguesa. 130 anos depois, perdemos Malaca para os holandeses. As famílias de luso-descendentes temiam a perseguição e refugiaram-se nas montanhas. Muitos traços os demarcavam já, as tradições, a língua, a religião, a gastronomia, os nomes de família. Distinguiam-se como a comunidade "cristang", papiavam "portugis", comiam "caldu pescador". Nunca abdicaram da sua identidade cultural, apesar das adversidades.

A dinâmica Comunidade Portuguesa em Malaca, estabelecida desde 1933 mantém o objetivo de reunir a comunidade cristang dispersa, preservando a sua cultura.

O Natal é uma ocasião festiva, quando muitas famílias cristang se juntam. Realizam-se também diversas festividades como o dia de São João (San Juang) a 24 de junho, hoje uma das maiores atracções turísticas de Malaca, a festa ao São Pedro (San Pedro), patrono dos pescadores, em 29 de junho. A música e dança cristang, é conhecida como branyok. A melodia branyok mais popular, a "Jingkli Nona", é vista como um hino não oficial da comunidade eurasiática de origem portuguesa.

Apelidos de origem portuguesa, como o de Jeremy Monteiro, um conhecido músico, ou o proprietário da Air Asia, Tony Fernandes revelam a origem portuguesa. Além dos nomes, cerca de 300 palavras portuguesas permanecem na língua malaia. Estas incluem kereta (de carreta, "carro"); sekolah (de escola); bendera (de bandeira); mentega (de manteiga); keju (de queijo); meja (de mesa); e nenas (de ananás).
A Jinkli Nona 

quinta-feira, junho 26, 2025

O Sino dos Ventos ou Espanta Espíritos

 O Sino dos ventos, é um símbolo de proteção espiritual quer pessoal quer para o lar. O sino dos ventos pode ser encontrado em diversos tipos de materiais como: pedras lascadas ou fatiadas; bambu, metal; cerâmica; madrepérola; pequenos pedaços de madeira ou cristais.

O Sino dos ventos também conhecido como o Senhor dos ventos, Sinos de vento, Mensageiro do vento, Carrilhão de vento, Sinos da felicidade ou Espanta espíritos é usado para melhorar a energia do ambiente através do vento. O Budismo e o Feng Shui usam-no porque segundo estas práticas o ar é uma força que quando se movimenta entre pedaços de bambu, madeira, metal, ou conchas, espalha boas vibrações e o som interage com a nossa energia e ajuda a acalmar o espírito. 

Sino dos ventos tem origem em todo o território asiático, sendo utilizado há mais de 1.000 anos. Na China antiga, era considerado um talismã sagrado que expulsava os espíritos negativos das casas. Além disso, acreditava-se que o objeto atraía bons espíritos para o local onde estava instalado.

Em cada país asiático o Mensageiro do Vento teve um significado específico de acordo com a cultura e hábitos da região. Por exemplo, enquanto na China estes talismãs estavam ligados à religião budista, no Japão este objeto teve um papel importante relacionado com o Feng Shui e o Xintoísmo.

Para o Feng Shui, que é uma técnica que visa trabalhar com a harmonia das energias, este item tem a finalidade de harmonizar o ambiente. Além disso, a peça também limpa as energias más, deixando o ambiente mais bonito até por ser uma bela peça decorativa.

Ao longo do tempo, o Senhor dos ventos espalhou-se pelo mundo, graças à sua beleza e à sua fama de proteção. Atualmente, é muito comum encontrar o Sino dos Ventos quer em jardins e áreas externas das habitações quer no seu interior, desde que esteja num ambiente onde tenha uma boa passagem de ar.

Assim, cria sons agradáveis com o movimento do vento, com o objetivo de criar um ambiente leve e harmonioso. O som suave produzido pelos Sinos da felicidade pode ajudar a criar um ambiente relaxante e tranquilo. 

Em algumas culturas, acredita-se mesmo que os Espanta Espíritos afastam energias negativas e atraem energias positivas, além de ajudar a movimentar energias estagnadas. 
E agora aprenda a fazer um espanta espíritos.

quarta-feira, março 12, 2025

O Bangladesh

Daca

O Bangladesh, oficialmente República Popular do Bangladesh, é um país asiático, rodeado pela Índia, exceto a sudeste, onde faz fronteira terrestre com Myanmar, e ao sul, onde tem litoral no golfo de Bengala. 

A capital do país é Daca que é uma das maiores cidades do mundo, concentrando mais de 19 milhões de habitantes.

Muitos dos aspectos físicos e culturais do Bangladesh são partilhados com Bengala Ocidental, um estado da Índia vizinho do Bangladesh. Na verdade, o Bangladesh e Bengala Ocidental formam uma região da Ásia conhecida como Bengala. Bangladesh era antigamente conhecido pelo nome de Bengala Oriental. O atual nome Bangladesh significa "nação bengali" ou "nação de Bengala". 

A vegetação é abundante devido clima quente e húmido da região. O seu território é recortado por grandes rios que desaguam na baía de Bengala, sendo o mais importante deles o Ganges. 

A maior parte do país é composta por planícies baixas, fertilizadas pelas enchentes dos rios e cursos d'água que as cruzam. Os rios, durante a época das cheias, depositam solo fértil ao longo de suas margens. Mas muitas dessas enchentes também causam grande destruição nos vilarejos rurais.

Fique a conhecer melhor este país da Ásia através do vídeo abaixo.

quinta-feira, setembro 19, 2024

O Japonismo

Ponte japonesa, Claude Monet, 1899

A influência do Japão na arte europeia é conhecida pelo nome de Japonismo. 

O Japonismo é um termo de origem francesa utilizado pelo colecionador e crítico de arte francês Philippe Burty (1830-1890) referindo-se à influência e popularidade do design e da arte japonesa da segunda metade do século XIX. 

Este termo foi desenvolvido para explicar a repentina expansão e popularidade das estampas "ukiyo-e", um estilo de pintura parecido com a xilogravura japonesa, criada ao longo do período Edo, de objetos artísticos e decorativos japoneses que influenciaram os artistas e obras ocidentais, com maior destaque nos Estados Unidos e Europa. 

Japonismo começou a desenvolver-se por volta da segunda metade do século XIX, sendo promovido pelas

La Japonaise, Claude Monet
Madame Monet en costume japonais

Exposições Internacionais de 1862, 1867 e 1878, em cidades como Londres e Paris

O Japão passou cerca de três séculos, sem contacto com o ocidente, e a sua cultura era desconhecida para o resto do mundo. Enquanto estiveram isolados, os japoneses criaram estilos originais de expressão artística, com temas variados, em especial os ligados à tradição militar, à religião, ou ao quotidiano, tendo desenvolvido também técnicas peculiares de produção.

O Japonismo não pode ser considerado como uma "cópia" do Japão pela Europa, mas sim um encontro entre as duas culturas. 

As xilogravuras do "Ukiyo-e" chegaram ao mercado de arte europeu, numa época em que o impressionismo estava a florescer na Europa. 

Muitos aspectos dos movimentos artísticos da Art Nouveau e do Impressionismo não podem ser entendidos sem uma referência aos modelos japoneses. Entre os pintores mais influenciados pelo Japonismo estão Van Gogh, Manet, Monet, Degas, Gauguin, Seurat, Mucha, Bonnard, Matisse, entre outros.

Imagem original e cópia feita por Van Gogh.

Van Gogh utilizou a palavra Japonaiserie para nomear essas influências da arte japonesa na estética artística europeia. O artista utilizou as pinturas do artista japonês chamado de Hiroshige como inspiração (como pode ver no vídeo abaixo).

Embora a influência do Japonismo nas artes visuais seja notável, ela não se restringe apenas a esta área artística, tendo influenciado também a arquitetura, o paisagismo e a moda.

Com o início e o fim da Primeira Guerra Mundial esse tipo de influência japonesa e as estéticas modernistas deixaram de fazer sucesso.

Assista agora ao vídeo o Japonismo e o surgimento da Arte Moderna.
E agora a influência da arte japonesa em Van Gogh.

quinta-feira, julho 11, 2024

Quais foram as cidades mais caras do mundo para se viver?

Quais foram, em 2023, as cidades mais caras do mundo para se viver? E as mais baratas?

Singapura e Zurique, na Suíça, empataram no primeiro lugar, de acordo com a última pesquisa Worldwide Cost of Living da Economist Intelligence Unit (EIU).

Esta foi a 9ª vez em 11 anos que cidade a asiática lidera a lista da EIU como a cidade mais cara do mundo, compartilhando neste ano a liderança com Zurique.

A pesquisa, teve em consideração 173 localidades, comparando mais de 400 preços para mais de 200 produtos e serviços. A classificação de Singapura foi resultado de custos elevados em produtos de supermercado, álcool, roupas e carro particular. Já na Suíça, a ascensão foi impulsionada por itens domésticos e atividades recreativas.

Em contrapartida as 10 cidades mais baratas do mundo para se viver são:

1. Damasco, Síria
2. Teerão, Irã
3. Trípoli, Líbia
4. Karachi, Paquistão
5. Tashkent, Uzbequistão
6. Túnis, Tunísia
7. Lusaka, Zâmbia
8. Ahmedabad, Índia
9. Lagos, Nigéria
10. Chennai, Índia

terça-feira, junho 11, 2024

O Português falado na Ásia


Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!

Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho aborda o Português falado na Ásia.

Não perca esta oportunidade. 
Ora veja. 

quarta-feira, abril 10, 2024

Yaoi & Yuri


Hoje apresento-lhe mais um género de mangá: o Yaoi e o Yuri.

Estas histórias aos quadradinhos destinadas a adolescentes (dos 16 aos 18 anos), focam-se em relações homoafetivas entre dois homens (Yaoi) ou duas mulheres (Yuri). Os temas destas histórias podem envolver comédia, drama ou até aventura.

Alguns exemplos deste tipo de mangás: Verão, Citrus (Yuri) e Loveless (Yaoi).

domingo, janeiro 07, 2024

O Gakugyou-Jojo

O Gakugyou-Jojo ou Gakugyou-Joujo é um talismã japonês, específico para trazer boa sorte.

Agora que recomeçaram as aulas e se é o tipo de pessoa com dificuldades para aprender ou conseguir o foco fundamental para estudar, o gakugyou-joujo é o talismã ideal. Por lá, este é um talismã específico para trazer boa sorte na altura de passar nas provas da escola ou da faculdade.

Embora seja muito popular entre os estudantes japoneses, o talismã dá ao portador a energia de querer receber conhecimento. Por isso, a energia do gakugyou-joujo pode ser aplicada a qualquer forma de disciplina do conhecimento humano. Não se aplica só no modelo escolar tradicional.

sexta-feira, dezembro 29, 2023

A Capadócia

A Capadócia é uma região com belezas naturais e históricas. A área é composta por diferentes cidades e vilas, entre elas Göreme, Ürgüp, Uçhisar e Avanos

A Capadócia é uma região semiárida, situada na área central da Turquia e conhecida pelas inconfundíveis "chaminés de fada".

As "chaminés de fada" são formações rochosas altas com a forma de cone e que se encontram agrupadas no Vale dos Monges, em Göreme e noutros lugares. Emolduradas há milhões de anos por cinzas vulcânicas, as torres rochosas da Capadócia, as famosas chaminés de fada, dão um ar místico e medieval a toda esta região da Turquia

Outros locais importantes da Capadócia são as casas da Idade do Bronze esculpidas nas paredes do vale por trogloditas (habitantes das cavernas) e usadas posteriormente como refúgio pelos primeiros cristãos. 

Os seus primeiros habitantes fizeram uso da topografia incomum para esculpir uma rede subterrânea de casas em forma de colmeia e refúgios religiosos.

O Vale de Ihlara, com 100 metros de profundidade, abriga também várias igrejas esculpidas nas rochas. Passeando pela região, é de impressionar a quantidade de cavernas que existem, a quantidade de igrejas com pinturas sagradas seculares, muitas delas no Göreme Open Air Museum e castelos, como o Castelo de Uçhisar, Hoje é possível visitar estas "vilas subterrâneas" ou até hospedarmo-nos em hotéis caverna. Derinkuyu é uma cidade subterrânea situada embaixo da terra, a 85 m de profundidade, e uma de suas finalidades foi oferecer proteção aos cristãos que sofriam perseguições religiosas. Uma visita a este Património Mundial da Unesco só fica completa com um voo de balão sobre a Capadócia.

Mais do que uma viagem para admirar estas paisagens estonteantes e voar pelo céu num balão colorido, o que já seria um motivo suficiente para justificar o sucesso do turismo local, a região reserva aos seus visitantes, uma imersão na cultura turca moderna e antiga!  

quinta-feira, outubro 26, 2023

A Flor de Lótus

No oriente, a flor de lótus significa pureza espiritual. O lótus (padma), também conhecido como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, é uma planta aquática que floresce sobre a água.

No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é a pureza do corpo e da mente. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.

A flor de lótus é, assim, um dos símbolos mais importantes do Budismo. Ela representa a pureza, a perfeição e, entre outros, o renascimento. No seu trono Buda é muitas vezes representado sentado nessa flor. 

A flor de lótus vermelha representa o amor e a compaixão.  É a flor de Avalokiteshvara, o bodhisattva da compaixão. A flor de lótus rosa representa o próprio Buda, e por isso a Flor de Lótus Rosa é a mais significativa para o Budismo. A flor de lótus branca simboliza o espírito e a mente, bem como pureza. A flor de lótus azul simboliza a sabedoria e o conhecimento e, assim, está associada com Manjushrio, o bodhisattva da sabedoria.

Entre outros símbolos do Budismo estão: 

  • A Imagem do Buda. O símbolo budista mais universal e facilmente reconhecido é a imagem do Buda sentado na posição de meditação. 
  • As Pegadas do Buda, ou Buddhapada, são uma das representações iniciais do Buda na arte budista. Representa uma impressão do pé ou pés do Buda e é um lembrete de que o Buda realmente existiu como ser humano e andou neste terra. 
  • A Roda do Dharma, ou Dharmachakra, é um dos símbolos mais antigos e importantes do budismo
  • A Triratna, representa as Três Joias do Budismo (Buda, Dharma e Sangha).
  • A Árvore Bodhi ou "Árvore do Despertar" foi uma grande figueira (ficus religiosa) sob a qual Siddhartha Gautama alcançou o despertar. 
  • A Cabeça Rapada e o Manto Budista - Desde os tempos de Buda que os monges rapam a cabeça. Fazem-no como um símbolo de renúncia aos desejos sedentos e apegos mundanos. 
  • Nó Infinito (ou nó sem fim) - O Nó infinito é um dos 8 símbolos auspiciosos do budismo Vajrayana e possui vários significados. Ele ensina sobre a interdependência, ilustrando que tudo está interligado e em simbiose; simboliza o Samsara (ciclo de nascimento, morte e renascimento), o karma (causa e efeito), o entrelaçamento entre a sabedoria e a compaixão, etc. 

sexta-feira, outubro 20, 2023

Maneki Neko: O Gato Japonês da Sorte

Maneki Neko, também conhecido como Gato da Sorte, Gato do Dinheiro ou da Boa Sorte é uma figura de cerâmica, comum entre os japoneses, que acreditam que o mesmo seja portador da sorte. Por isso, pode ser encontrado na entrada de lojas, de restaurantes, de salas de Pachinko e de negócios em geral. É comum vê-los, também, nos balcões próximo das caixas registadoras. Hoje em dia é uma escultura comum em muitos países asiáticos, na maior parte das vezes feita em cerâmica. A escultura mostra um gato (tradicionalmente um Bobtail Japonês) a acenar com uma pata levantada. Algumas das figuras são eléctricas, funcionam a pilhas ou são alimentados por energia solar, e efetuam um pequeno movimento de pata, a acenar. No design das figuras, a pata direita levantada supostamente atrai dinheiro, enquanto a pata esquerda levantada atrai clientes. O Maneki Neko, considerado um potente amuleto da sorte, surge com cores, estilos e graus de ornamentação diferentes e, consequentemente, com significados diversos. Além das figuras de porcelana, os Maneki Neko podem ter a forma de porta-chaves, mealheiros, aromatizadores de ambiente e ornamentos variados.

Alguns Maneki Neko seguram um koban (uma moeda de ouro de formato ovalado do Período Edo). Porém, o koban verdadeiro vale apenas um ryo, e o koban do Manekineko representa dez milhões de ryo. Ou seja, trata-se de uma moeda fictícia para simbolizar a fortuna, a riqueza e a prosperidade.

A coleira vermelha com um sino, de alguns Maneki Neko, tem origem nos costumes do Período Edo (1603 – 1867), quando o gato era um animal de estimação dos aristocratas. As damas da corte mimavam os seus gatos, colocando-lhes coleiras vermelhas, feitas de chirimen (um tecido de luxo da época) com um pequeno sino.

Há várias histórias e lendas que explicam a sua origem. A mais popular diz que um dia um samurai passou por um gato que parecia acenar para ele. Pensando que o aceno fosse um sinal, o samurai foi até ao animal, o que fez com que o guerreiro escapasse de uma armadilha que havia sido preparada para ele.

Foi a partir daí que os gatos passaram a ser considerados espíritos da sorte, apesar de que, curiosamente, na cultura nipónica, acredita-se que os gatos, em si, tragam mau augúrio.

Dada a sua importância, o gatinho tem também um dia que lhe é dedicado. Em 29 de setembro é comemorado o dia do Maneki Neko, o chamado Maneki Neko no Hi. Nesse dia, tanto os adultos como as crianças saem às ruas com os rostos pintados com o gato da sorte. 

Outra curiosidade interessante é que, segundo dizem, a gatinha mais famosa do Japão, a Hello Kitty, foi inspirada no Maneki Neko.


sábado, outubro 07, 2023

Lixo no Topo do Mundo

 O Monte Evereste é a montanha de maior altitude da Terra. Esta formação faz parte da Cordilheira dos Himalaias e fica localizada na fronteira entre o Nepal e a região autónoma do Tibete. O seu pico está a 8 848,86 m acima do nível do mar, na subcordilheira Mahalangur Himal dos Himalaias. A fronteira internacional entre o distrito nepalês do Solukhumbu e o distrito de Tingri da Região Autónoma do Tibete da República Popular da China passa no cume. O maciço do Evereste inclui, entre outros, os picos do Lhotse (8516 m), do Nuptse (7855 m) e de Changtse (7580 m).

O nome em inglês foi-lhe atribuído em 1865 pela Royal Geographical Society, sob recomendação de Andrew Waugh, diretor do Survey of India, o organismo central de cartografia e topografia da Índia britânica. Não tendo conseguido saber os nomes locais da montanha, Waugh batizou-a com o nome do seu antecessor no Survey of India, George Everest.

O Evereste atrai muitos alpinistas, alguns deles experientes. Existem duas rotas principais de escalada: uma que se aproxima do cume pela face sudeste, no Nepal (conhecida como a rota padrão) e outra pela face norte, no Tibete. Apesar da rota padrão não colocar desafios substanciais na técnica de escalada, o Evereste apresenta perigos reais, tais como o mal da montanha, condições climáticas variáveis, vento, bem como perigos objetivos importantes, como avalanches. Em 2016, e este é um dos problemas com que se debate, havia bem mais de 200 cadáveres na montanha, sendo que alguns deles chegam a servir como pontos de referência.

A fama do Monte Everest atrai alpinistas do mundo inteiro, mas outro problema grave, são os dejetos e o lixo
deixados para trás pelos mesmos nas suas escaladas. 

O Nepal iniciou uma campanha de limpeza com a meta de recolher 10 toneladas de lixo, como pode ver nos vídeos abaixo.

Todo o tipo de detritos é recolhido no Monte Evereste:  Latas, garrafas, dejetos, restos de comida, etc.

Foram recolhidas 3 toneladas de lixo em 2 semanas. Ora veja!

sábado, setembro 09, 2023

A Centáurea Azul

A Centáurea Azul  (Centaurea cyanus) é uma planta herbácea nativa da Europa e pertencente à família Asteraceae. A centáurea é uma planta herbácea anual, de crescimento rápido, que atinge muito facilmente um metro de altura. No verão nascem flores azuis, mas ocasionalmente podem ser brancas, rosa ou roxas. Geralmente encontram-se em campos de milho ou terrenos baldios na Europa e Ásia ocidental. 

Na linguagem das flores, é associada a sentimentos puros e delicados. A cor azul natural persiste mesmo quando seca, permitindo bonitos arranjos decorativos.
Esta planta deve o seu nome ao lendário centauro 
Quíron, famoso pelo seu conhecimento sobre ervas.

Desde a Idade Média, que a Centáurea é utilizada na cosmética devido às suas propriedades calmantes e suavizantes, especialmente benéficas para os olhos.  

Calmante e regeneradora, a Centáurea é ideal para o cuidado da pele irritada e sensível. 

Reidratando-se na presença de água quente, as centáureas secas são adstringentes e calmantes para a pele e couro cabeludo.

domingo, julho 16, 2023

A Estrada do Caracórum

O Caracórum é uma das grandes cordilheiras da Ásia e está localizada na fronteira entre o Paquistão, a China e a Índia, nas regiões de Guilguite, Ladaque e do Baltistão. Por vezes, é considerada parte dos Himalaias, embora, tecnicamente, não o integre. "Caracórum" significa "cascalho negro" em turcomano, devido ao facto de que diversos dos seus glaciares estejam recobertos por aquele material.

A cordilheira inclui mais de 60 picos acima dos 7000 metros, incluindo o K2, a segunda montanha mais alta do planeta, com 8 611 metros. Muitas das montanhas encontram-se no Vale do Hunza, no Paquistão. O Caracórum estende-se por mais de 500 km e é a região do mundo com o maior número de glaciares fora dos polos. Os glaciares de Siachen e de Biafo são o segundo e o terceiro mais longos do mundo fora das regiões polares, com 70 e 63 km de extensão, respetivamente.

Cones de Passu, Hunza Valley, Paquistão. Autor e Copyright Marco Ramerini.

A estrada do Caracórum, também chamada de N-35 ou Estrada Nacional N-35 (conhecida pelas iniciais KKH), é a estrada pavimentada internacional que alcança a maior altitude. Liga a República Popular da China ao Paquistão através das montanhas do Caracórum.

Estende-se de Hasan Abdal na província do Punjab (Paquistão) até à passagem de Khunjerab em Gilgit-Baltistan, onde cruza para a China tornando-se  na China National Highway 314. 

Esta estrada liga as províncias paquistanesas do Punjab e Khyber Pakhtunkhwa mais a Gilgit-Baltistan com a Região Autónoma Uigur de Xinjiang da China. Esta rodovia é uma popular atração turística e é uma das estradas pavimentadas mais altas do mundo, com altitude máxima de 4.714 m perto da passagem de Khunjerab. Devido à sua elevada altitude e às difíceis condições em que foi construída, é muitas vezes referida como o Oitava Maravilha do Mundo.

A rodovia, ligando a região de Gilgit-Baltistan à antiga Rota da Seda, percorre aproximadamente 1.300 km de Kashgar, uma cidade na região de Xinjiang , na China, a Abbottabad, no Paquistão. 

Uma particularidade da Estrada do Caracórum é que atravessa a zona de colisão entre as placas da Eurásia e da Índia. 

Devido em grande parte ao estado extremamente sensível do conflito da Caxemira entre a Índia e o Paquistão, a estrada do Caracórum tem importância estratégica e militar para essas nações, mas particularmente para o Paquistão e a China.

Aprecie agora três vídeos que lhe mostram algumas das características desta rodovia.
1º - "The Karakoram Highway - The World's Best and Dangerous Roadtrip"
2º - "Exploring the Karakoram Highway - From Kashgar to Karakul Lake".
3º - "Driving Karakorum highway part 1".

quarta-feira, maio 31, 2023

Goa

Goa (na Índia) está rodeada pelos estados indianos de Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul e a oeste pelo mar Arábico
Pangim, a capital, no distrito de Goa-Norte, situa-se na margem do rio Mandovi, e tem 115.000 habitantes na área metropolitana. Outras cidades importantes são: Vasco da Gama, Margão, Mormugão, Pondá e Mapuçá.  Os concelhos do distrito Goa Norte são: Bardez, Bicholim, Pernem, Pondá, Satari e Tiswadi. Os concelhos do distrito Goa Sul são: Canácona, Mormugão, Quepém, Salcete e Sanguém. 
Goa, Damão e Diu foi território da União da Índia de 19 de dezembro de 1961 a 30 de maio de 1987. Este território da União é composto, atualmente, pelo Estado de Goa e dois pequenos enclaves de Damão e Diu na costa de Gujarate, que junto com Dadra e Nagar-Aveli, compunham a Índia Portuguesa. 
Este território foi incorporado por conquista militar dos indianos sobre os portugueses em 1961, mas só foi reconhecido por Portugal em 1974. Administrativamente o território era dividido em três distritos, Goa, Damão e Diu, com capital em Pangim. Em 1987, Goa foi elevado a condição de Estado da Índia, enquanto Damão e Diu permaneceram como território da união. 
De forma a conhecer melhor esta região, aprecie agora a apresentação que se segue.
 
E agora veja também um vídeo sobre Goa.

sexta-feira, março 10, 2023

Vinho & Vinhas

O Vinho é uma bebida alcoólica produzida pela fermentação do sumo de uva.

A vinha e o vinho constituem um património cultural e económico que representa para nós, Portugueses, um dos traços fundamentais da nossa identidade cultural.

O vinho possui uma longa história que remonta pelo menos a aproximadamente 8000 a. C., pensando-se que tenha tido origem nos atuais territórios da Geórgia, Turquia ou Irão. Crê-se que o seu aparecimento na Europa ocorreu há aproximadamente 6500 anos, nas atuais Bulgária ou Grécia. Era muito comum na Grécia e Roma antigas. O vinho tem desempenhado um papel importante em várias religiões desde tempos antigos. O deus grego Dionísio e o deus romano Baco representavam o vinho, e ainda hoje o vinho tem um papel central em cerimónias religiosas cristãs e judaicas como a Eucaristia e o Kidush.

Portugal é um país com uma longa tradição na produção de vinho, tendo sido exportador deste produto desde tempos remotos. 

É de relembrar que a Região Demarcada do Douro, criada em 1756 pelo Marquês de Pombal, constitui a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. 

Originalmente estabelecida para regular a produção do vinho fortificado a que se  chama de "vinho do Porto", hoje a RDD circunscreve a Denominação de Origem Controlada dos vinhos do Porto e Douro. Mas, para além do vinho do Porto, não podemos deixar de referir também o Vinho da Madeira, para além de muitos outros de elevada qualidade e importância.

Mas, se quiser ficar a conhecer tudo sobre vinhos não deixe de clicar aqui , pois, poderá ficar a saber que castas (ou cepas) existem, como envelhecer e armazenar o vinho, alguns pratos e doces que utilizam vinho na sua confeção, outros locais no mundo onde se cultiva a vinha, etc.