Com votos de boas férias, proponho-lhe que ouça a cantora brasileira Marília Mendonça em Tudo Vai Ficar Bem (Vídeo Oficial).
sexta-feira, julho 31, 2026
Tudo Vai Ficar Bem
segunda-feira, julho 27, 2026
Timor
Ouça o cantor português, Luis Represas em Timor .
A letra da canção "Timor", celebrizada pelos Trovante e Luís Represas, é da autoria de João Monge. A música foi composta por João Gil. Esta canção gravada pelos Trovante foi dedicada à luta pela independência do povo timorense.
Do labirinto escolhe-se o mar
No cais deserto fica o desejo
Da terra quente por conquistar
Por sobre as asas do teu dragão
Beijas os corpos no chão queimado
Nunca terás o nosso perdão
Calam-se as vozes
Dos teus avós
Ai Timor
Se outros calam
Cantemos nós
Nobre soldado nunca sonhaste
Ver uma espada na mão de Deus
Que sangra o céu no sol do meio dia
Do meio dos corpos a mesma lama
Leito final onde o amor nascia
Composição: João Monge, João Gil.
quinta-feira, julho 23, 2026
125 Azul
A canção "125 Azul", imortalizada pelo grupo português Trovante, tem letra escrita por Luís Represas e música composta por João Gil. A música foi lançada em 1987 no álbum "Terra Firme".
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para abalar sem destino nenhum
Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
P'ra insistir na companhia
O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar
Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer
Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama
quarta-feira, julho 22, 2026
Alguns Truques Para Parecer Mais Jovial
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante mais de 30 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.Não deixe de ver este vídeo até ao fim, pois, Luciane Cachinski mostra-lhe alguns truques que pode adotar nos seus looks, para ter maior jovialidade. Fica, assim, a conhecer alguns detalhes fáceis que dão muito resultado.
quarta-feira, julho 15, 2026
15 Detalhes De Moda Que Alongam
Os principais detalhes de moda que ajudam a alongar a silhueta baseiam-se em truques óticos que guiam o olhar verticalmente, criando a perceção de maior altura e continuidade (looks monocromáticos, decotes em V e linhas verticais, entre outros) evitando assim cortes horizontais que dividem o corpo.
Assista a mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski que lhe fala dos 15 Detalhes De Moda Que Alongam.
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante mais de 30 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
No vídeo abaixo, Luciane Cachinski mostra-lhe alguns dos truques óticos que alongam a silhueta.
A maioria das mulheres quer saber como se vestir para parecer mais magra e/ou mais alta!
Não deixe de ver este vídeo até ao fim, pois, Luciane Cachinski dá-lhe algumas ideias de looks para parecer mais alta na próxima saída de casa!
Não perca. Vale mesmo a pena.
terça-feira, julho 14, 2026
Lisboa das naus cheias de glória
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| Almada Negreiros |
Ó Lisboa de Irmãs e de fadistas!
Ó Lisboa dos líricos pregões…
Lisboa com o Tejo das Conquistas,
Mais os ossos prováveis de Camões!
Ó Lisboa de mármore, Lisboa!
Quem nunca te viu, não viu coisa boa…
Ó Lisboa das meigas Procissões!
A Lisboa dos Poetas Cavaleiros!
Galeras doidas por soltar a amarra,
Cidades de morenos marinheiros,
Com navios entrando e saindo a barra
De proa para países estrangeiros!
Uns pra França, acenando Adeus! Adeus!
Outros pras Índias, outros… sabe-o Deus!
Da Triste Feia, de João de Deus,
Beco da Índia, Rua das Fermosas,
Beco do Fala-Só (os versos meus…)
E outra rua que eu sei de duas Rosas,
Beco do Imaginário, dos Judeus,
Travessa (julgo eu) das Isabéis,
E outras mais que eu ignoro e vós sabeis.
(…)
António Nobre - Despedidas: 1895-1899, 1902
quarta-feira, julho 08, 2026
Figa De Guiné
Ouça a cantora brasileira Mari Froes em Figa De Guiné (Vídeo oficial).
terça-feira, julho 07, 2026
Sob a Chama da Candeia
A história desenrola-se no Norte de Portugal, numa casa de azulejos verdes com um jardim e uma magnólia. Quartos cheios de objetos de vidas passadas aqui. Traços do tempo, gestos e afetos. Aqui Alzira nasceu, viveu e morreu; aqui foi filha, mãe e avó; aqui brincou em criança, aprendeu piano, e dedicou-se a um marido austero. Alzira viveu neste espaço durante décadas, dividindo a sua rotina com Beatriz, a empregada, com quem mantém uma relação desgastada pelo tempo, ao ponto de hoje já não a suportar. Libertada após a morte do marido austero, Alzira toma, pela primeira vez na sua vida, uma decisão que pertence estritamente à sua vontade. A narrativa organiza-se em quadros fragmentados, estruturados ao ritmo das recordações, sem diálogos extensos e apostando na força da imagem.
segunda-feira, julho 06, 2026
O Bolo de Mel de Santa Helena
De acordo com o Blogue Teoria da Cor esta receita tradicional alentejana foi divulgada em 2010, pela atriz Io Appolloni no site, "As Receitas da Io". Também pode ser encontrada uma versão um pouco diferente na "Doçaria Conventual do Alentejo" de Alfredo Saramago.
Aqui fica uma receita do Bolo de Mel de Santa Helena.
0,5l de mel
2,5dl de azeite
150g de açúcar
150g de amêndoa moída
1 colher de café de canela
1 pontinha de cravinho em pó
5 colheres de sopa de farinha
6 gemas
Acrescentar a farinha até obter uma consistência densa, misturando sempre. Juntar as gemas, uma por uma, não parando de mexer com uma colher de pau.
Untar uma forma de 24cm de diâmetro. Forrá-la com papel vegetal e voltar a untar. Polvilhar com farinha.
Levar ao forno pré-aquecido a 150º durante 30 minutos.
Depois desligue o forno e deixe "secar" o bolo mais uns minutos.
sábado, julho 04, 2026
As flores do jacarandá
Branda a viola da noite
Branda a flauta do dia
Brando cantar trazia
O vinho doce da noite
A água clara do dia
Quem o olhava escutava
O jacarandá florido
Que o silêncio cantava
sexta-feira, julho 03, 2026
Mais um Dia de Vida: O Livro
Ryszard Kapuscinski (1932 - 2007), em 1955, começou a trabalhar como jornalista, escrevendo reportagens sobre a reconstrução da Polónia. Ainda nos anos cinquenta, foi pela primeira vez enviado como correspondente para a Ásia (Índia, Paquistão, Afeganistão) e para o Médio Oriente. Mais tarde, passou longos anos como correspondente em África e na América Latina. Considerado um dos grandes mestres do jornalismo moderno, Kapuscinski foi eleito em 1999 o melhor jornalista polaco do século XX e distinguido, em 2003, com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.
Ryszard Kapuscinski, escritor e um dos maiores repórteres do século XX, esteve em Angola num período conturbadíssimo: entre o 25 de Abril de 1974 e a independência do país africano, em Novembro de 1975. Mais Um Dia de Vida - Angola 1975 é o extraordinário relato dessa época. Depois de 400 anos de domínio colonial, assiste-se ao violento surgimento de um país novo, imerso numa sangrenta guerra de guerrilha que visa decidir quem governará a nação libertada.
quarta-feira, julho 01, 2026
Mais Um Dia de Vida
Com uma técnica de animação extraordinária e um trabalho documental que vai ao encontro dos homens que com ele então se cruzaram, o filme (que pode ver na íntegra no 1º link) é uma belíssima homenagem a um grande repórter de guerra e contou no elenco com Miroslaw Haniszewski, Tomasz Ziętek e Olga Boladz.
No Verão de 1975, o grande repórter de guerra Ryszard Kapuscinski é enviado para Angola, numa altura em que os portugueses estão em debandada e os movimentos de libertação se envolvem numa guerra civil sem tréguas. Dois grupos que buscam a libertação do país têm ideais diferentes: o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), apoiado pela União Soviética, e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), apoiada pelos Estados Unidos.
terça-feira, junho 30, 2026
Nôs Morna
segunda-feira, junho 29, 2026
São Pedro
És o único dos três que traz velhice
Às festas. Tuas barbas brancas
Têm contudo um ar terno
A que o teu duro olhar não dá razão.
Parece que com essas barbas brancas
Por um fenómeno de imitação
Pretendes ter um ar de Padre Eterno.
Basta ver o tamanho dessas chaves —
As que Roma cruzou no seu brasão.
Segundo aquele passo do Evangelho
Do «Tu és Pedro» etcetera (tu sabes),
Que é, afinal uma fraude
Meu velho, uma interpolação.
Nem dão vontade de ser bom na terra,
Se, segundo evangélicas promessas
Vamos parar, ao fim, a um céu claustral.
Isso — fecharem-me — não quero eu,
Nem com Deus e o que é seu
Que o estar fechado faz-me mal
Até na beatitude do teu céu,
Entre os santos do paraíso,
(A liberdade — Deus dá a Deus —
Um Deus que não sei se é o teu),
O estar fechado, aqui ou ali, dizia eu
Faz-me terríveis cócegas no juízo.
Que não seja uma coisa morta,
Anti-popular, gongórica,
Por fruste deselegante,
Como de quem, sem saber nada, exausto,
Começo por duvidar bastante,
Desculpa-me chaveiro antigo,
De que tivesses existência histórica.
Se nos trazes
A alegria da singeleza
Ou a bondade que não sabe ter tristeza.
O pior é que nada disso fazes.
O teu semblante é duro e cru
E as barbas que roubaste ao Deus que tens
Só arrancam aos dandies teus loquazes
Ditos de dandies cínicos desdéns.
Que diabo, és uma série de ninguéns.
O Santo são as chaves, e não tu.
Para outros as barbas já citadas,
Para uns o tal fatídico chaveiro
Que fecha à chave as almas sublimadas.
Para uns tu fundaste a Roma do Papado
(Andavas bêbado ou enganado
Ou esqueceste
O teu posto quando o fizeste)
E para outros enfim, como é o povo
E segundo as ideias que ele faz,
És quem lhe não vem dar nada de novo —
Umas barbas com S. Pedro lá por traz.
Tudo em ti, salvo as barbas, é incerto,
Tudo teu, salvo as chaves, não tem ser
E a alma mais humilde é clamorosa
De qualquer coisa que se possa ver,
Em sonho até, qual se estivesse perto.
Que nunca escreveria
Este vago poema, em que me apresso
Só para me ver livre do teu nada,
Se não fosse para dar um cunho
A este livro da trilogia
(Santo António, S. João, S. Pedro —
De popular, que bem que soa!)
É que vieste parar a Junho
E a Lisboa?
Um sorriso que lhe fica bem,
Que até, até
No teu dia,
(Ó estupor velho
Como um chavelho,)
O povo anda com alegria,
É fé,
Não em ti nem nas barbas tuas
Mas no que a alegria é.
Espera lá, olha
Roma, fingindo que viceja,
Lentamente se desfolha.
Teu último gesto seja
Um gesto volvente e mudo.
Se tens poder milagroso,
Se essas chaves abrem tudo,
Deixa esse céu lastimoso.
Deixa de vez esse céu,
Desce até à humanidade
E abre-lhe, enfim no mudo gesto teu,
As portas do Inferno, e da Verdade.
domingo, junho 28, 2026
Baião da Garoa
Sabiá não entoa
Não dá milho e feijão
Na Paraíba, Ceará, nas Alagoas
Retirantes que passam, vão cantando seu rojão
Tra, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Meu São Pedro me ajude
Mande chuva, chuva boa
Chuvisqueiro, chuvisquinho
Nem que seja uma garoa
Uma vez choveu na terra seca
Sabiá então cantou
Houve lá tanta fartura que o retirante voltou
Tra, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Choveu, garoou
quarta-feira, junho 24, 2026
São João
Que a mulher do Diabo, se ele a tem,
Os tivesse parido a todos.
Sabemos isso, e sabê-lo-ia antes
De todos nós teu Mestre que viria,
Profeta, Deus e guia dos errantes,
Quão dolorosamente o saberia?
Sei que houve astros no céu da fé vazia.
Por mais astros que a noite use brilhantes,
Que Diabo!, a noite não se chama dia.
Lá o que esse cordeiro significa
Não tem cheiro
Para o povo, que tem a alma rica
Da emoção que não conhece.
Para ele o cordeiro é um cordeiro,
E o menino sorri e a vida esquece.
E os saltos dados a gritar
Com um medo exagerado
Feito tudo de maneira
A mostrar
O riso, as pernas e o agrado.
É quente e anónima a aragem,
Deslembro o teu indefinido encanto.
Meu Irmão, dou-te o abraço fraternal.
terça-feira, junho 23, 2026
Ai, S. João adormeceu
segunda-feira, junho 22, 2026
Os Conjuntos Estão Em Alta No Verão
Os conjuntos estão em alta neste verão de 2026. Destacam-se pela praticidade e elegância, combinando conforto e sofisticação. As maiores apostas da estação incluem conjuntos de alfaiataria em linho, visuais monocromáticos em branco total, peças de inspiração utilitária e workwear, e visuais loungewear fluidos.
Assista a mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski que lhe fala dos Conjuntos Em Alta No Verão de 2026.
Esta temporada é marcada por tecidos naturais, modelagens utilitárias e uma forte influência de propostas minimalistas e monocromáticas.
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante mais de 30 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
No vídeo abaixo, Luciane Cachinski mostra-lhe os conjuntos que são uma tendência em 2026.
Os conjuntos estão aí para que o nosso dia a dia seja muito mais descomplicado. Quem é que já acordou sem paciência para escolher a roupa que vai vestir? Penso que toda a gente.
Assista então ao vídeo e apaixone-se mais ainda por esta beleza chamada "conjunto", porque veio para facilitar nossa vida!
domingo, junho 21, 2026
O Verão
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| Flores de Verão II - Antonio Gouveia |
num fio de repousada água, nos espelhos perdidos sobre
sábado, junho 20, 2026
A Açorda de Beldroegas
Estamos na época das beldroegas. As beldroegas são uma planta que cresce em todo o lado no final da primavera e início do verão no Alentejo. Aparecem nas ruas, nos campos, nos canteiros, por isso não temos de as cultivar, nem delas cuidar. Há lugares onde as pessoas, as acham uma praga.
A Açorda de Beldroegas é uma receita simples, deliciosa, rápida e fácil de fazer. É um prato da culinária portuguesa que devido à simplicidade de execução era muito comum em tempos de escassez e durante a época da ceifa (cocaria).
Cocaria é um método tradicional de confeção rural, enraizado no Alentejo, em que os alimentos são cozinhados em potes de barro colocados diretamente sobre brasas no chão. Designa também o grupo de trabalhadores agrícolas que se juntavam no campo para cozinhar os seus farnéis.
Os produtos utilizados na Açorda de Beldroegas são: cabeças de alho, azeite, beldroegas, pimentão colorau, batatas, ovos, queijo fresco.
Num recipiente com azeite faz-se um refogado com as cabeças de alho. Juntam-se as beldroegas
e deixa-se refogar mais um pouco. A seguir acrescenta-se a água, sal pimentão colorau (pouco)
e batatas cortadas às rodelas, colocadas ao lume. Finalmente acrescentam-se os ovos e/ou o queijo fresco.

































