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terça-feira, outubro 07, 2025

A Capulana: Um Tecido Que Fala

 A Capulana é um tecido tradicional de Moçambique com história (s) para contar. A capulana tem origem asiática e chegou a Moçambique como um bem de troca, tornando-se depois um símbolo de poder. 

Segundo alguns linguistas a palavra "capulana" deriva do tsonga, no entanto outros salientam que provém de Ka Polana que significa o lugar do régulo Polana. No passado, a maioria das capulanas eram feitas localmente, mas atualmente são importadas de países como a Índia e a Indonésia.

A capulana tem uma longa história em Moçambique e é uma parte essencial da cultura e da identidade do país. Ela reflete a rica herança cultural, a história e os costumes do povo moçambicano, e continua a ser uma peça importante no dia a dia das mulheres.

A capulana é um tecido estampado, tradicionalmente usado pelas mulheres e que serve para cobrir o corpo e/ou a cabeça. É um símbolo importante da cultura moçambicana e possui diversas aplicações: como vestuário (moda feminina - saias, lenços, vestidos) e em funções práticas como transportar objetos (embrulho da trouxa) ou crianças ou em toalhas de mesa, cortinados, etc.

As capulanas são conhecidas pela riqueza de cores e motivos, que refletem a cultura moçambicana e podem incluir padrões geométricos, motivos inspirados na natureza ou em símbolos culturais. Os nomes que as capulanas recebem, muitas vezes baseados nas suas estampas ou nos acontecimentos associados, reforçam o seu caráter comunicacional. 

Existem diferentes formas de usar a capulana, dependendo da região e da ocasião. As capulanas são consideradas um símbolo de identidade e de pertença, e podem também ser usadas para transmitir mensagens, como em campanhas políticas ou para celebrar eventos importantes.

As capulanas podem ser personalizadas e estampadas com imagens e mensagens específicas, como a imagem de Josina Machel, uma figura importante na história moçambicana.

sábado, setembro 27, 2025

O Mosaico Hidráulico

O Mosaico Hidráulico ou Ladrilho hidráulico, é um tipo de revestimento artesanal feito à base de cimento, usado em pisos e paredes, e fabricado com uma dupla camada (pigmentação e preenchimento) produzido por meio de prensagem hidráulica. O nome deste revestimento resulta da prensagem a que é submetido. 

O Mosaico Hidráulico é um produto artesanal de grande durabilidade, destinado não só a pavimentos e revestimentos mas também a trabalhos de decoração.

As primeiras referências ao ladrilho hidráulico surgem em 1857 quando este piso foi descrito como alternativa à pedra (ao mármore principalmente), como uma "cerâmica" que não necessitava de cozimento. O produto foi depois apresentado na Exposição Universal de 1867, em Paris, e teve o seu apogeu entre o final do século XIX e meados do século XX.

A coincidência do surgimento desta técnica com o movimento modernista favoreceu o desenvolvimento de mosaicos artísticos, com desenhos complexos. Os fabricantes cercavam-se de desenhadores e arquitetos da moda, como Alexandre de Riquer, Domènech i Montaner, Josep Puig i Cadafalch, Josep Pascó, Antoni Saurí i Sirés e Enric Sagnier.

Os ladrilhos hidráulicos têm, então, a sua origem no final do do século XIX no sul da Europa. Rapidamente esta técnica se espalhou pelos países mediterrâneos. Tornaram-se populares também na Inglaterra vitoriana e na Rússia, pela sua resistência e pelas suas qualidades decorativas.

Um colaborador de Antoni Gaudí, Joan Beltran, desenhou um pavimento hidráulico para a Casa Batlló que acabou por ser instalado na Casa Milà. Posteriormente, serviu de revestimento ao conjunto do Passeig de Gràcia, em Barcelona.

A partir dos anos 1960, o surgimento de outros materiais substituiu progressivamente os pisos hidráulicos por elementos menos elaborados e mais rentáveis.

Em Portugal, assim como por todo o Sul da Europa, este tipo de mosaico tem uma longa história e em muitas casas antigas ainda podemos encontrar os mosaicos originais, muitas vezes aplicados em xadrez ou com motivos coloridos mais tradicionais. 

Contudo, continuam a ser produzidos, um a um, até hoje, e a maneira como são feitos continua a mesma há mais de um século. Com padrões geométricos ou florais, coloridos e intemporais, os Mosaicos Hidráulicos continuam a reinventar-se e tornaram-se moda novamente.


Graciano Gouveia, um algarvio de Olhão, é um artesão de oitenta anos, que ainda fabrica Mosaicos Hidráulicos. É um dos três artesãos, a nível nacional, dedicados ao fabrico dos ladrilhos hidráulicos. Dos outros, um vive no Alentejo e o outro em Coimbra. São procurados por clientes, sobretudo estrangeiros, que admiram esta técnica e gostam de visitar as suas oficinas. Hoje pode ver Graciano Gouveia no Museu Municipal de Olhão no Edifício do Compromisso Marítimo, onde decorreu também uma Exposição sobre a Arte do Mosaico.

terça-feira, julho 01, 2025

Nó em Espiral: Macramé

Assista hoje a mais uma aula de macramé. Aqui lhe deixo dois tutoriais acerca de mais um nó básico, o Nó em Espiral ou Nó DNA
Vale bem a pena porque é muito fácil.
Ora veja. 

O vídeo abaixo também ensina a fazer o nó espiral, mas, caso lhe falte fio no decorrer do processo, também ensina como pode fazer uma emenda. Espero que goste.

quinta-feira, junho 26, 2025

O Sino dos Ventos ou Espanta Espíritos

 O Sino dos ventos, é um símbolo de proteção espiritual quer pessoal quer para o lar. O sino dos ventos pode ser encontrado em diversos tipos de materiais como: pedras lascadas ou fatiadas; bambu, metal; cerâmica; madrepérola; pequenos pedaços de madeira ou cristais.

O Sino dos ventos também conhecido como o Senhor dos ventos, Sinos de vento, Mensageiro do vento, Carrilhão de vento, Sinos da felicidade ou Espanta espíritos é usado para melhorar a energia do ambiente através do vento. O Budismo e o Feng Shui usam-no porque segundo estas práticas o ar é uma força que quando se movimenta entre pedaços de bambu, madeira, metal, ou conchas, espalha boas vibrações e o som interage com a nossa energia e ajuda a acalmar o espírito. 

Sino dos ventos tem origem em todo o território asiático, sendo utilizado há mais de 1.000 anos. Na China antiga, era considerado um talismã sagrado que expulsava os espíritos negativos das casas. Além disso, acreditava-se que o objeto atraía bons espíritos para o local onde estava instalado.

Em cada país asiático o Mensageiro do Vento teve um significado específico de acordo com a cultura e hábitos da região. Por exemplo, enquanto na China estes talismãs estavam ligados à religião budista, no Japão este objeto teve um papel importante relacionado com o Feng Shui e o Xintoísmo.

Para o Feng Shui, que é uma técnica que visa trabalhar com a harmonia das energias, este item tem a finalidade de harmonizar o ambiente. Além disso, a peça também limpa as energias más, deixando o ambiente mais bonito até por ser uma bela peça decorativa.

Ao longo do tempo, o Senhor dos ventos espalhou-se pelo mundo, graças à sua beleza e à sua fama de proteção. Atualmente, é muito comum encontrar o Sino dos Ventos quer em jardins e áreas externas das habitações quer no seu interior, desde que esteja num ambiente onde tenha uma boa passagem de ar.

Assim, cria sons agradáveis com o movimento do vento, com o objetivo de criar um ambiente leve e harmonioso. O som suave produzido pelos Sinos da felicidade pode ajudar a criar um ambiente relaxante e tranquilo. 

Em algumas culturas, acredita-se mesmo que os Espanta Espíritos afastam energias negativas e atraem energias positivas, além de ajudar a movimentar energias estagnadas. 
E agora aprenda a fazer um espanta espíritos.