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domingo, julho 27, 2025

A Mítica Estrada do Pamir ou Pamir Highway

O Pamir, também conhecido como "Teto do Mundo", é uma grande cordilheira montanhosa no centro da Ásia, localizada principalmente no Tajiquistão. É famoso pelas altitudes elevadas, paisagens deslumbrantes e pela lendária Estrada do Pamir, uma das estradas mais altas do mundo

A Estrada do Pamir (ou Pamir Highway), também conhecida como M41, é uma estrada que atravessa as montanhas do Pamir, na Ásia Central, passando pelo Afeganistão, o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão. A estrada de Pamir é a segunda mais alta rodovia internacional do mundo, atingindo uma altitude de 4655 metros no Passo Ak-Baital.  É a única rota contínua que atravessa o terreno montanhoso e serve como principal rota de comércio no Tajiquistão, especialmente para a região autónoma de Gorno-Badakhshan

A estrada é utilizada há milénios, sendo um elo da antiga Rota da Seda (Silk Road). A rota moderna estende-se de Osh a Kara-Balta, nos subúrbio de Bishkek (a capital do Quirguistão). A secção entre Dushanbe e Osh tem cerca de 1252 km de comprimento. A rota é utilizada há milhares de anos, pois há muito poucas rotas viáveis ​​através das altas montanhas do Pamir

As fontes de cada país discordam sobre quais os extremos da estrada, indicando como início as cidades de Mazar-i-Sharif (Afeganistão), Termez (Uzbequistão), Dushanbe (Tajiquistão) ou Khorugh (Tajiquistão). Todas as fontes, no entanto, concordam que a estrada termina na cidade de Osh, no Quirguistão. Hoje, o percurso faz parte da estrada M41, que começa em Termiz (37° 12′ 39″ N, 67° 16′ 20″ L) e termina em Kara-Balta, a oeste de BishkekQuirguistão.

A Estrada do Pamir é conhecida pelas suas paisagens deslumbrantes, com picos nevados, áreas desérticas e lagos de origem glaciar. 

A viagem pela Estrada do Pamir é considerada uma aventura épica, com paisagens que variam de paisagens lunares a vales verdejantes, e a oportunidade de conhecer as culturas Pamiri e Quirguiz. A estrada também atravessa o vale de Wakhan (região montanhosa do Afeganistão, parte das montanhas do Pamir e do Caracórum), e passa por pequenos povoados remotos e aldeias. Na região de Wakhan nasce o rio Amu Dária (o rio Oxo)

Embora seja chamada de "estrada", parte dela não é pavimentada ou está danificada, o que torna recomendável a utilização de veículos 4x4. 

A Estrada do Pamir é um destino popular para viajantes aventureiros que buscam experiências únicas e paisagens impressionantes. 

domingo, novembro 15, 2020

Mailuu - Suu

 

Mailuu - Suu é uma cidade mineira na região de Jalal-Abad, localizada no sul do Quirguistão

Tem uma área de 120 km2, e uma população residente de 22.853 habitantes (2009). Com a desintegração da URSS esta região tem estado economicamente deprimida. 

De 1946 a 1968, a Zapadnyi Mining and Chemical Combine, em Mailuu-Suu, extraiu e processou cerca de 10.000 toneladas de minério de urânio para o programa nuclear soviético. A extração mineira e o processamento de urânio já não são económicos, o que deixou grande parte da população sem trabalho significativo. 

 Esta cidade era classificada pelo governo soviético como uma cidade secreta, sendo oficialmente conhecida, como tantas outras, apenas como "Mailbox 200"

Mailuu - Suu para além do desemprego debate-se também com graves problemas ambientais. A URSS deixou ali 23 poços com resíduos de urânio instáveis, numa encosta também instável, localizada acima da cidade.  

Em 1958 uma barragem de detritos rompeu-se e libertou 600.000 m3 de resíduos radioativos no rio Mailuu-Suu. 

Em 1994, um deslizamento de terras bloqueou o rio, que fluía sobre as suas margens e inundou outro reservatório de resíduos. Uma inundação causada por um deslizamento de terras quase submergiu um outro poço de resíduos em 2002.

Mailuu-Suu foi considerado um dos 10 locais mais poluídos do mundo num estudo publicado em 2006, pelo Blacksmith Institute . 

O Banco Mundial aprovou uma doação de US $ 5 milhões para recuperar os depósitos de resíduos em 2004, e aprovou uma doação adicional de $ 1 milhão para o projeto em 2011. No entanto, graves ameaças ainda persistem.

Milhões de pessoas na Ásia Central estão potencialmente em risco, pois esta área é altamente sujeita a atividade sísmica. 

Toda esta situação tem impactos na saúde. Um estudo de 1999, conduzido pelo Instituto de Oncologia e Radioecologia, demonstrou que duas vezes mais residentes sofriam de algum tipo de cancro, do que a população no resto do país.