Criança desconhecida e suja brincando à minha porta, Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos. Acho-te graça por nunca te ter visto antes, E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança, Nem aqui vinhas. Brinca na poeira, brinca! Aprecio a tua presença só com os olhos. Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la, Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez, E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas. Brinca! pegando numa pedra que te cabe na mão, Sabes que te cabe na mão. Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior? Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
A Biblioteca de Qasr Al Watanfica situada dentro do complexo do Palácio Presidencial, na Corniche Road, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. O Palácio abriga uma vasta biblioteca de conhecimento focada no saber, governação e tradições intelectuais árabes. Dispõe de mais de 50.000 livros e recursos sobre a história e a cultura árabes .
O Qasr Al WatanAbu Dhabi é um palácio magnífico que mostra a cultura e a história da Arábia. Possui grandes salões, jardins deslumbrantes e exposições culturais num ambiente de opulência e elegância sem igual. A sua arquitetura incorpora padrões e motivos geométricos islâmicos tradicionais em todo o design.
O grande lustre do palácio é composto por 350.000 cristais, criando um ponto focal deslumbrante no salão principal.
Este documentário de Amy J. Bergajuda-nos a perceber um pouco dos contrastes da sua vida e também da sua inigualável energia criativa.
O filme, Janis: Little Girl Blue, acompanha Joplin durante os seus anos de apresentações no Monterey Pop Festival em 1967, no Woodstock Festival em 1969 e no Festival Express em 1970. Inclui, também, entrevistas com familiares, amigos e contemporâneos do rock.
A ditadura militar brasileira executou, em 20 de agosto de 1971, a militante política Iara Iavelberg. Ela era então namorada do capitão Carlos Lamarca, um dos inimigos da repressão, e foi companheira de Dilma Rousseffno combate à tirania.
A verdade sobre a morte de Iara Iavelberg foi sempre um objetivo para os seus familiares, que nunca se conformaram com a versão divulgada naquela época, de que ela teria cometido suicídio.
Na versão do regime militar, Iara deu um tiro contra o próprio peito quando se viu diante da impossibilidade de fugir. O laudo – que posteriormente desapareceu – foi assinado pelo legista Charles Pittex, e o corpo foi entregue à família apenas um mês após a sua morte. Seguindo as tradições judaicas, Iara foi enterrada numa área específica do cemitério destinada a suicidas, com os pés voltados para a lápide, tradição entendida como uma desonra.
A teoria de suicídio, entretanto, nunca convenceu a família, incluindo os seus dois irmãos, Samuel e Raul, também militantes. Após uma longa batalha a família pôde, em 2003, reiniciar um processo de investigação e realizar uma exumação do corpo de Iara.
O legista Daniel Muñoz concluiu que a morte de Iara por suicídio era "improvável", e o seu corpo foi finalmente retirado da ala de suicidas do cemitério israelita.
Mariana Pamplona, sobrinha de Iara, escreveu o roteiro para o documentário Em busca de Iara (2014), no qual, além de um perfil da tia, busca desvendar as circunstâncias de sua morte.
Passam hoje 49 anos sobre o27 Maio de 1977, um período negro da história angolana que não deve ser branqueado ou esquecido. Na sequência dos trágicos acontecimentos que ocorreram neste dia, dezenas de milhares de angolanos foram torturados, presos e/ou encaminhados para campos de concentração (eufemisticamente chamados de reeducação), e fuzilados sem julgamento, enquanto outros desapareceram sem deixar rasto.
Deixo-o hoje com a entrevista (datada de 30 julho de 2024) feita, pela Associação 27 de maio, ao querido amigo Manuel Vidigal, que se despediu de nós recentemente e que foi uma das vítimas do 27 de maio de 1977.
Rive droite, rive gauche - Margem Direita, Margem Esquerda - é um filme francês (1984) realizado por Philippe Labro, e que conta no elenco comGérard Depardieu, Nathalie Bayee Carole Bouquet, entre outros. Bouquet recebeu uma indicação para o César de Melhor Atriz Coadjuvante.
Sinopse:
Jacques Guarrigue (Jacques Weber) e Paul Sénanques (Gérard Depardieu) têm uma firma de advocacia. Paul é um advogado bem-sucedido da margem direita do Sena. Entre outros, ele representa o poderoso e temível empresário e investidor Pervillard (Bernard Fresson). Apesar de ser casado, Paul apaixona-se por uma jovem chamada Sacha (Nathalie Baye), ex-funcionária de Pervillard. Quando descobre que ela foi demitida por não permitir que Pervillard a molestasse, torna o caso público provocando um escândalo político contra Pervillard. Sacha demonstra toda a sua gratidão, mas agora precisa temer a fúria de Babée (Carole Bouquet), a esposa ciumenta de Paul.
A cidade de Paris, capital da França, é atravessada pelo rio Sena.
Rive Gauche (margem esquerda, em francês) é o nome que se dá à parte sul da cidade de Paris, em oposição à margem direita do rio conhecida por Rive Droite.
Na margem esquerda incluem-se os seguintes distritos: 5º arrondissement; 6º arrondissement; 7º arrondissement; 8º arrondissement; 14º arrondissement e o 15º arrondissement de Paris (salvo a île des Cygnes).
O nome Rive Gauche designa igualmente um estilo de vida típico. Os distritos V e VI, antigos bairros boémios, artísticos e intelectuais da primeira metade do século XX, ditaram esse estilo, chamado em francês de "bobo" (de bourgeois-bohème, "burguês e boémio"), em oposição aos bairros burgueses clássicos e conservadores dos arrondissements XVI e XVII, situados na margem direita.
Historicamente, esta área da cidade ganhou fama mundial como o coração cultural, intelectual e boémio da cidade. Devido ao seu enorme impacto cultural, o nome transformou-se numa marca de estilo e identidade global.
Enquanto a Rive Droite (margem direita, a norte) se associou historicamente ao comércio, finanças e ostentação Real, a Rive Gauche tornou-se o lar de intelectuais e artistas. Foi o ponto de encontro de figuras como Hemingway, Picasso, Verlaine e Sartre, entre outros. Ainda hoje é assim porque é o ponto de encontro dos jovens estudantes devido à Universidade de Sorbonne, e por isso, dos bistrôs, cafés e bares muito animados, das ruas estreitas e repletas de gente que pretende divertir-se.
É na Rive Gauche que se situam bairros icónicos como o histórico Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés. Nesta parte da cidade situam-se monumentos como a Torre Eiffel, os Jardins do Luxemburgo, o Museu Rodin, o Museu d'Orsay e a prestigiada Universidade da Sorbonne.
Em 1966, o estilista Yves Saint Laurent usou o nome para batizar a sua linha "Saint Laurent Rive Gauche". Esta iniciativa histórica provocou uma verdadeira revolução: a democratização da moda, com a primeira loja física de Prêt-à-porter (pronto a vestir) de um designer de alta-costura. Esta loja simbolizou o espírito da época tendo capturada a energia jovem, livre, urbana e rebelde dos estudantes desta parte da cidade na década de 1960.
Inspirada pelo mesmo conceito, a marca Yves Saint Laurent lançou em 1970 o perfume Rive Gauche. Trata-se de uma fragrância floral aldeídica muito marcante, que se tornou num dos maiores clássicos da perfumaria francesa moderna.
Para conhecer melhor esta parte da cidade de Paris, explore os links acima ou veja os vídeos abaixo.
Ouça a canção Morenica interpretada pelo grupo Al'Fado.
Al'Fado é o novo projeto musical que mistura raízesSefarditas com a canção portuguesa por excelência, o Fado. As canções são cantadas em Português, Hebraico e Ladino– dialeto medieval de origem espanhola.
Sediado em Lisboa, o ensemble Al’Fado assume influências musicais que vão do Flamenco ao Jazz, passando pelas Músicas do Mundo, como resultado da diversidade cultural dos músicos portugueses e israelitas que o integram: Gal Tamir (voz e clarinete), Avishay Back (baixo), João Roque (guitarra) e Diogo Melo de Carvalho (percussões e melódica).
Ouça o poema Regresso de Alda Lara na voz de João Abreu Completo.
Alda Lara, nasceu (1930 - 1962) em Benguela e faleceu em Cambambe (Angola), foi uma médica e poetisa portuguesa de origem angolana, que teve uma grande produção poética, publicada apenas após a sua morte, através da recolha dos seus poemas feita pelo seu marido, Orlando de Albuquerque.
A Tigelada de Proença-a-Nova é: "Ligeiramente escura por cima, cor de mel por dentro e um sabor que nos faz viajar às memórias de infância, lembrando o calor do forno a lenha ainda quente (...)".
A tigelada de Proença-a-Nova é um dos doces conventuais (regionais) mais emblemáticos da Beira Baixa. Confecionada de forma artesanal com ovos, mel, limão, canela, farinha e leite, destaca-se pelo seu processo de cozedura: o caçoilo de barro e o forno a lenha bem quente conferem-lhe uma crosta única e um sabor inigualável.
A ligação do concelho a este doce é tão forte que a tigelada foi eleita uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal no distrito de Castelo Branco. É habitual, também, a realização do Festival da Tigelada, com forte adesão de restaurantes e associações locais que promovem a doçaria regional.
Inicialmente confecionada apenas em dias de festa e casamentos, os ingredientes usados são simples: ovos, leite de cabra e mel. Muita gente produzia e tinha em casa estes produtos, pelo que variava apenas o segredo de cada doceira. Este doce português personifica assim os hábitos e costumes de um povo e das atividades locais, como a caprinocultura e a apicultura, sendo cozinhado numa panela de barro.
Atualmente, a Câmara Municipal de Proença-a-Nova implementou a Fábrica da Tigeladaque produz o doce de forma artesanal e está sediada na antiga escola primária da aldeia do Pergulho (local onde a iguaria foi documentada pela primeira vez). O objetivo do espaço é preservar a receita ancestral e garantir a sua produção de qualidade.
Se quiser experimentar é só seguir as receitas que se seguem.
Ingredientes
1 litro de leite
12 ovos
400 g de açúcar louro
Mel q.b.
Raspa de limão q.b.
Canela em pó q.b.
1 colher de sopa de farinha
Preparação:
Pré aquecer o forno que deve estar bem quente para as tigeladas.
Comece por bater demoradamente os ovos com o açúcar, o mel e a raspa de limão, até obter um creme uniforme.
Adicione a canela e a farinha e misture bem para incorporar todos os ingredientes no preparado.
Junte por fim o leite e envolva tudo cuidadosamente até ficar homogéneo.
Unte os caçoulos de barro com azeite.
Coloque os caçoulos no forno e vá distribuindo o preparado por cada um, mexendo sempre bem para que não forme pé.
Deixe cozer durante cerca de uma hora ou até a superfície estar bem dourada e a tigelada firme ao toque.
As tendências de cores para o verão 2026 misturam otimismo e sofisticação. A paleta equilibra tons pastel relaxantes, como o amarelo manteiga e o azul-claro, com cores vibrantes e saturadas como o vermelho tomate, o laranja e tons terrosos quentes.
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante mais de 30 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
No vídeo abaixo, Luciane Cachinski mostra-lhe as coresque estão na moda e são uma tendência em 2026. As cores da próxima estação são simplesmente maravilhosas! Escolha as suas preferidas e as que mais a favorecem e monte looks lindos com elas!
My Name is Gulpilil é um filme (documentário de 2021) aclamado que narra a vida deDavid Gulpilil Ridjimiraril Dalaithngu (1953 – 2021), um dos mais icónicos atores e dançarinos aborígenes australianos.
Este filme e carta de amor ao cinema celebra a sua extraordinária vida e legado. Pode encontrá-lo no Google Play ou na Prime Video.
Este belo documentário realizado por Molly Reynolds é uma homenagem apropriada a David Gulpilil, no final da sua vida singular, na época doente com cancro de pulmão no estágio quatro.
Molly Reynolds é uma realizadora, argumentista e produtora de cinema australiana, reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho documental.
Sinopse: O filme, que também leva este título (My Name is Gulpilil), foi realizado durante a sua batalha final contra o cancro no pulmão, servindo como uma despedida e um reflexo direto do seu coração.
David Gulpilil foi um pioneiro que mudou a representação dos povos das Primeiras Nações no cinema australiano.
Nascido no norte da Austrália, o seu nome "Gulpilil" representa o seu totem, o martim-pescador. Ele descreveu-se como um homem que vivia entre dois mundos (o branco e o aborígene) e é amplamente reconhecido como um dos melhores bailarinos cerimoniais da Austrália.
O documentário celebra a sua vida e a ligação espiritual à sua terra
Love of my life, you've hurt me You've broken my heart, and now you leave me Love of my life, can't you see? Bring it back, bring it back, don't take it away from me Because you don't know what it means to me
Love of my life, don't leave me You've taken my love (all my love), you now desert me Love of my life, can't you see? (Please bring it back) Bring it back, bring it back, don't take it away from me Because you don't know what it means to me (means to me)
You will remember when this is blown over And everything's all by the way (ooh, yeah) When I grow older, I will be there at your side (ooh) To remind you how I still love you (I still love you)
Back, hurry back, please bring it back home to me Because you don't know what it means to me (means to me) Love of my life Love of my life
A Biblioteca Mohammed bin Rashid (MBRL), localiza-se em Al Jaddaf (junto ao Dubai Creek ), no Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU) . É considerada a maior biblioteca do Médio Oriente e um "monumento ao serviço da ciência e do conhecimento". O exterior apresenta pilares que exibem citações sobre a liderança do Sheikh Mohammed bin Rashid, em 171 idiomas.
Foi inaugurada em 2022 e destaca-se pelo seu design arquitetónico em forma de livro aberto e pela sua extensa coleção com mais de um milhão de títulos físicos e digitais. É composta por nove bibliotecas focadas em diferentes temas, incluindo áreas dedicadas a jovens, mapas, media, artes e negócios.
Dispõe de uma exposição permanente com manuscritos, livros raros e documentos históricos que datam desde o século XIII.
A biblioteca é a primeira na região que utiliza um sistema abrangente de IA, reduzindo a dependência de pessoal humano, tornando mais ágil os processos de seleção de títulos, leitura, bem como empréstimo e devolução de livros. Conta, pois, com um sistema inteligente e robótico que utiliza inteligência artificial para localizar e entregar livros em cerca de 10 minutos. Não é necessária reserva prévia para visitar e o acesso é gratuito.
Esta biblioteca procura ajudar a fortalecer a estatura dos EAU como um centro de cultura e inovação na região, criando um ambiente propício no país que atende a todos os segmentos da comunidade, especialmente escolas e estudantes universitários.
O Santo da Montanha é um romance do escritor português Camilo Castelo Branco, publicado originalmente em 1866. A obra faz parte da vasta bibliografia do autor, um dos maiores expoentes do Romantismo em Portugal.
Por ser um clássico da literatura portuguesa, o livro pode ser consultado aqui noInternet Archive.
Sinopse: A história inicia-se por volta do ano de 1687, descrevendo a movimentação de famílias nobres do Norte e Sul de Portugal. A narrativa centra-se na história de uma paixão avassaladora e trágica entre dois protagonistas incompatíveis: Mécia e Baltazar. O enredo explora temas recorrentes na obra camiliana, como o desejo, as barreiras sociais e as consequências fatais de amores proibidos ou impossíveis.
"Seis meses antes de se abrir um céu que o leitor há de entrever em certas festas de Corpus Christi, em Braga, se eu conseguir bosquejá-las dignamente, espalharam-se prospetos da festividade por todo o reino. Corria o ano de 1687.
A notícia alvoroçara as famílias das províncias de norte e sul. Era um louvar a Deus ver o denodo com que de solares sertanejos de Trás-os-Montes, por caminhos de cabras, desciam fidalgarrões, cabeças de copiosas tribos de meninas, sentadas sobre andilhas de coxins adamascados ou em liteiras ponderosas, cujos brasões iam dizendo a porção de sangue real de godos, seiva do venerando tronco de que tinham grelado as damas ou cavaleiros conteúdas dentro, a cabecear de sono."
A Bobadela é uma povoação portuguesa do município de Oliveira do Hospital. A freguesia da Bobadela conta com 5,68 km² de área e cerca de 704 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 123,9 hab./km² . Esta localidade foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX.
A Bobadela, destaca-se pelo seu valioso património histórico, com particular destaque para as Ruínas Romanas de Bobadela que são um dos mais importantes e bem preservados conjuntos arquitetónicos de valor histórico-arqueológico do "período romano" em Portugal.
Assim, chama a atenção de quem chega a esta localidade, o Arco Monumental - acesso nascente do forum, a antiga "Splendidissima Civitas" romana, as epígrafes dedicadas à Splendidissima Civitas, a Júlia Modesta e a Neptuno,
a enigmática cabeça de um imperador romano e o magnífico anfiteatro. O Anfiteatro Romano da Bobadela só foi descoberto em 1980, por um grupo de arqueólogos. É de estrutura simples, constituído por uma arena elipsoidal e terá sido construído no ultimo quartel do Século I, e destruído por um incêndio nos finais do Século IV. Contudo, terá sido abandonado e desativado antes do incêndio.
A importância da Bobadela na época romana deduz-se não só pelo arco que se conserva erguido, mas também pelos vestígios visíveis e assinalados na povoação, com particular destaque para o que terá sido o anfiteatro romano. Contudo, o símbolo mais notável da presença romana é, efetivamente, o Arco Monumental que se levanta em frente da igreja, perpendicularmente à frontaria desta.
Em volta do arco existem longas aduelas, marcadas com o sinal do forfex. Serve-lhe de pés direitos um muro de silharia rusticada nas faces laterais e dotado de cimalha. Internamente, encostam-se-lhe um dos pés direitos, cinco portes silhares, de duas colunas ligadas. Há um silhar junto à capela de Nossa Senhora da Luz, que lhe terá também pertencido.
A região onde se insere esta localidade, com forte cariz rural e tradições enogastronómicas, inclui locais de interesse como a Casa da Eira de Cima (turismo rural), o Museu do Azeite, os vestígios de moinhos de vento e o pelourinho da Bobadela.
A paisagem envolvente está ligada à produção de azeite e vinho. A área é atravessada por rotas pedestres, incluindo o percurso AllTrails - Oliveira do Hospital - Pinheiro dos Abraços - Bobadela, que passa por locais de interesse histórico e natural.
A Galinha Mourisca é um prato histórico português, tradicional do Minho (especialmente de Vila Nova de Famalicão), que remonta ao século XV/XVI. Consiste numa galinha guisada com toucinho, especiarias e bastantes ervas aromáticas (louro, hortelã, coentros), finalizada com gemas de ovo para engrossar o molho e servida sobre fatias de pão alentejano.
"Façam em pedaços uma galinha bem gorda, e levem-na ao fogo brando, com duas colheres de sopa de gordura, algumas fatias de toucinho, bastante coentro, um punhadinho de salsa, umas folhinhas de hortelã, sal e uma cebola bem grande. Abafem-na e deixem-na dourar, ... " - in "Tratado de cozinha Portuguesa"
Para a preparação da Galinha Mourisca usa-se, tradicionalmente, uma galinha amarela velha, cozinhada lentamente para ficar tenra. Os ingredientes esta galinha são: toucinho (ou banha), hortelã, salsa, coentros, louro, cravo, canela e gemas de ovo. Já o molho leva vinho branco, vinagre, gema de ovo e sumo de limão, criando um molho cremoso, ácido e aromático. Este prato é tradicionalmente servido sobre fatias de pão (ensopado) e finalizado com rodelas de limão e ovos cozidos.
A receita da Galinha Mourisca está fortemente associado à obra de Camilo Castelo Branco (nomeadamente ao livro O Santo da Montanha) e é considerado um ex-líbris gastronómico de Famalicão.
"Para o fidalgo D. José de Noronha, “um homem de boa prática” e também “bom cozinheiro”, “o comer é o principal”. É isso que ele diz em O Santo da Montanha, obra de 1866 deCamilo Castelo Branco. Para a mesa tosca onde se senta com familiares seguem duas galinhas coroadas por pirâmides de salpicão sobre toucinho. A personagem, sabedora do que se faz na cozinha, logo apresenta alternativas ao petisco. Uma delas de “comer e gritar por mais”: a galinha mourisca. No terceiro capítulo da obra, lê-se que o fidalgo aprendeu a receita com Arte de Cozinha, 1680, deDomingos Rodrigues, o primeiro livro de cozinha impresso em Portugal em 1680". Jornal O Público (11/6/2021)
Em 2025, celebrou-se o bicentenário do nascimento da mais furiosa e indomável figura literária portuguesa, um escritor peninsular que dominou todos os géneros: Camilo Castelo Branco, pelo que a Galinha Mourisca esteve em destaque nestas comemorações.
Veja aqui os segredos da Galinha Mourisca, no Porto Canal.
Consta que esta era a comida preferida de D. João VI pelo que atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil. Veja agora 2 vídeos brasileiros com receitas deste prato português. O 1º vídeo é da Cozinha dos Tronos - Revista Pretérita 1 de 2.
O segundo vídeo é da chefe Cintia Leite (Band Mulher) que traz uma receita de Galinha Mourisca com Hidromel.
Proponho-lhe que assista ao Concerto de Ópera em Homenagem a Patricia Janečková que se realizou em março deste ano na cidade de Ostrava (Chéquia).
Patricia Burda Janečková (1998 - 2023), mais conhecida como Patricia Janečková, foi uma cantora de ópera eslovaca nascida em Münchberg (Baviera), na Alemanha. Foi uma aclamada soprano coloratura, reconhecida internacionalmente, desde muito jovem, pela sua técnica vocal excecional. Ela venceu o programa de televisão checoslovaco Talentmania em dezembro de 2010 e tornou-se famosa mundialmente, após a conquista, graças à cobertura da rede de televisão CNN.
Especializou-se em ópera e música clássica, com interpretações memoráveis de peças de Mozart e árias como Les oiseaux dans la charmille.
Patricia tinha uma voz rara, um talento precoce e uma sensibilidade que parecia vir do outro mundo.
Infelizmente, a sua trajetória foi interrompida cedo demais. Patricia morreu aos 25 anos de idade, vítima de cancro de mama. O mundo da música perdeu uma grande voz e um raro talento.
O Corredor de Suwalki ou Fenda de Suwalki é uma estreita faixa de terra pouco povoada, entre cerca de 65 a 100 Km de extensão, situada na fronteira entre a Polónia e a Lituânia. É considerado um dos locais mais estratégicos e perigosos do mundo devido à sua posição geográfica.
Esta área é a única ligação terrestre entre os três países bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia) e a restante NATO/OTAN (Polónia). O Corredor de Suwałki permite também a ligação dos Estados Bálticos à UE (transporte e energia) e é por onde passa a rota de transporte mais curta entre a Bielorrússia e o exclave russo do Oblast de Kaliningrado. O seu nome deriva da cidade polaca de Suwałki, localizada no território do corredor.
Situa-se entre a Bielorrússia (aliada da Rússia) a leste e o exclave russo de Kaliningrado a oeste. Este corredor é um Calcanhar de Aquiles para a NATO/OTAN porque alguns analistas temem que, num conflito militar, a Rússia possa tentar tomar esta área, isolando os países bálticos por terra e cortando o apoio dos aliados.
A Lituânia e aPolóniatêm vindo a reforçar as fronteiras e a segurança, especialmente após sanções europeias limitarem o trânsito de produtos russos para Kaliningrado, aumentando as tensões na região. A adesão da Finlândia e da Suécia à NATO/OTAN fortaleceu a defesa na área, tendo ajudado a proteger o acesso aos países bálticos por mar e ar.
Em suma, a Fenda de Suwalki é um ponto crucial onde as fronteiras da NATO/OTAN e da Rússia se encontram, tornando-a um local de alta tensão geopolítica.
A Biblioteca Nacional do Qatar, fica situada na Cidade da Educação, em Doha. É um lugar que abriga os campus de importantes universidades de todo o mundo. O novíssimo edifício abriu as portas em 2018 e surpreende pela arquitetura e também pelos tesouros que abriga.
O edifício é um marco arquitetónico com um formato que lembra folhas de papel dobradas, criando uma estrutura em concha e um interior amplo e iluminado.
A Biblioteca foi projetada pelo arquiteto Rem Koolhaas, que utilizou mármore e aço inoxidável, com fachada de vidro ondulado que filtra a luz natural e reduz o calor interno.
Com mais de 45 mil m², o espaço abriga milhões de obras, incluindo livros raros e manuscritos, além de oferecer um ambiente aberto e acolhedor capaz de receber milhares de visitantes ao mesmo tempo.
Mais do que uma simples biblioteca, ela guarda a mais importante coleção de textos e manuscritos da civilização árabe-islâmica do Médio Oriente. São textos escritos por exploradores que passaram pela região há séculos, manuscritos árabes, mapas, globos, instrumentos de cartografia e fotos históricas.
Ouça o cantor Eddy Grant em Gimme Hope Jo'anna(1988).
Gimme Hope Jo'annaé uma canção britânica antiapartheid escrita e lançada originalmente pelo cantor, compositor e multi-instrumentista guianês-britânico Eddy Grant em 1988, durante a era do apartheid na África do Sul. A canção foi proibida pelo governo sul-africano quando foi lançada, mas mesmo assim foi amplamente tocada lá. Alcançou o 7º lugar na top de singles do Reino Unido, tornando-se o primeiro sucesso de Grant no top 10 britânico em cinco anos.
Mulheres de Abril foi produzido, realizado e editado por uma equipa inteiramente feminina. Desde 2018, Raquel Freire trabalha sempre com equipas de mulheres ou pessoas não binárias e trans, numa resposta a uma indústria que, diz, continua a excluir sistematicamente as mulheres.
No documentário a que pode assistir ainda hoje no IndieLisboa (Cinema S. Jorge - sala3, pelas 14 h 15), as mulheres que fizeram parte da resistência antifascista e anticolonial ganham voz e lembram que a revolução não acabou.
Sinopse:
Mulheres de Abril é um filme que celebra a multitude de mulheres revolucionárias: as mães da nossa democracia. Através da voz, do olhar, do silêncio, da acção de cada uma destas mulheres, conhecemos a riqueza das experiências vividas, que, juntas, nos dão um legado de confiança, justiça, perseverança, respeito e liberdade. São mulheres que venceram o fascismo, o colonialismo, as desigualdades sociais em Portugal e nos territórios africanos ocupados e transformaram o mundo à sua volta.
Mulheres de Abril propõe uma viagem pela memória e pela história recente do país, através das vozes de Margarida Tengarrinha, Julieta Rocha, Ana Maria Cabral, Isabel do Carmo, Maria Emília Brederode Santos, Luísa Sarsfield Cabral, Teresa Loff Fernandes, Zezinha Chantre, Helena Neves e Ruth Rodrigues, cujas vidas foram marcadas pela perseguição, prisão, tortura, censura, exílio, clandestinidade, luta e resistência.
A receita do croissant surgiu na Áustria, mas consolidou-se no território francês a partir de meados do século XIX. A sua origem é atribuída aos padeiros de Viena, onde era conhecido pelo nome de Kipferl desde o século XIII, sendo feito de tamanhos variados.
Para alguns autores, a origem do kipferl, viennoiserie antepassado docroissant, dá-se, assim, na Áustria entre os séculos XIII e XVII, e aparece também na Hungria e na Itália, mas não se sabe a receita exata (salgada ou doce) e nem se a massa era folhada ou não. Este tipo de pastelaria também pode ter tido as suas origens no Próximo Oriente e nas cozinhas do palácio de Topkapi, em Istambul, na Turquia.
Terá sido um oficial austríaco, August Zang, associado a um nobre vienense de nome Ernest Schwarzer, que os introduziu em Paris entre 1837 e 1839, abrindo uma padaria de nome Boulangerie Viennoise, cujo sucesso rapidamente inspirou imitadores a produzirem a massa.
Foi feito na França num primeiro momento por trabalhadores que imigraram de Viena, a viennoiserie começou em seguida a ser praticada pelos seus pupilos. A prática espalhou-se e começou a ser chamada de travail viennois (trabalho vienense), e o cozinheiro chamado de viennois (vienense). Dentre esses cozinheiros, distinguiam-se o croissantier, o biscottier e o pâtissier-viennois (pasteleiro-vienense).
No entanto, foi só a partir do começo do século XX que essas receitas, especialmente a do croissant, se tornaram um símbolo da culinária francesa.
O Croissant é, hoje, uma delícia francesa que se espalhou pelo mundo e que faz sucesso tanto na sua versão salgada quanto na doce.
Ícone da confeitaria, este prato tem uma maciez irresistível e sabor amanteigado.
A preparação envolve uma massa de farinha, sal, açúcar, água, fermento e, é claro, manteiga de alta qualidade.
O segredo está na técnica meticulosa de esticar e dobrar a massa, criando camadas delicadas e crocantes.
O segredo do croissant está portanto na massa, que deve ser semifolhada. A massa semifolhada possui menos gorduras, menos dobras e leva fermento biológico. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a folhagem do croissant.
Um bom croissant deve ter um bom aspecto, como uma lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo, aerado, e mostrar a consistência certa.
Depois de cuidadosamente assados, os croissants podem receber os mais diversos recheios, incluindo cremes, chocolate, geleias e outras delícias.
subia a colina ao castelo-fantasma onde um pavão alto me aflorava muito em sonhos à noite. E sofria de asma
alma e ar reféns dentro do pulmão (como um chimpanzé que à boca da jaula respirava ainda pela estendida mão) Salazar três vezes, no eco da aula.
As verdiças tranças prontas a espigar escondiam na auréola os mais duros ganchos. E o meu coito quando jogava a apanhar era nesse tronco do jardim dos anjos
que hoje inda esbraceja numa árvore passiva. Níqueis e organdis, espelhos e torpedos acabou a guerra meu pai grita "Viva". Deflagram no rio golfinhos brinquedos.
Já bate no cais das colunas uma onda ultramarina onde singra um barco pra cacilhas e, no céu que ressuma névoas águas mil, um fictício arco- -irís como é, no seu cor-a-cor, uma dor que ao pé doutra se indefine. No cinema lis luz o projector e o FIM através do tempo retine.
Nos Açores, na Ilha do Pico, encontramos um ponto de interesse fantástico: a Paisagem da Cultura da Vinha. Esta é composta por uma faixa de território que abrange parcialmente as costas Norte e Sul, e a costa Oeste da ilha, tendo como referência emblemática dois sítios - oLajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia.
Este lugar é um exemplo incrível da transformação de uma zona rochosa, de origem vulcânica, numa paisagem vinícola deslumbrante.
A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico é um sítio classificado pela UNESCO desde 2004, compreendendo uma área de 987 hectares na ilha do Pico, a segunda maior do arquipélago dos Açores.
A zona classificada é descrita como uma Paisagem Cultural, e inclui um notável padrão de muros lineares paralelos e perpendiculares à linha de costa rochosa, onde as vinhas são cultivadas em chão de lava negra.
Os muros foram construídos para proteção dos milhares de pequenos e contíguos lotes retangulares (designados currais ou curraletas) da ressalga proveniente da água do mar e do vento marítimo mas deixando entrar o sol necessário à maturação das uvas.
A diversidade da fauna e da flora aqui presente está associada a uma rica presença de espécies endémicas das florestas da Laurissilva características da Macaronésia, algumas muito raras e protegidas por lei, como é o caso da Myrica faya, frequentemente utilizada para fazer abrigos.
Registos desta vinicultura, cujas origens datam do século XV, manifestam-se na extraordinária colecção existente em casas particulares, solares do início do século XIX, adegas, igrejas e portos. A belíssima paisagem construída pelo homem neste local é remanescente de uma prática antiga, muito mais vasta na região açoriana.