Os Himbassão um grupo étnico de aproximadamente 20.000 a 50.000 pessoas que vivem na Namíbia, na região de Kunene (antes Caocolândia) e são considerados a tribo mais fascinante deste país.
Migraram de Angola para a Namíbia há cerca de 200 anos à procura de solos mais férteis. Os Himba vivem hoje no norte da Namíbia e em partes do sul de Angola. Esta área é conhecida pelas paisagens áridas, com savanas e desertos que se estendem a perder de vista. A vida é dura, mas os Himba desenvolveram formas engenhosas de sobreviver e prosperar naquele ambiente.
São povos semi-nómadas e pastoris. São os últimos povos semi-nómadas da África. Estão estreitamente relacionados com os hereros, também falantes da língua herero.
Os costumes e tradições são passados de pais para filhos. Entre os mais curiosos está o hábito de as mulheres protegerem a pele e o cabelo com argila e de ter como meio de limpeza apenas um "banho" de fumo. As mulheres não tomam banho durante toda a vida, apenas os homens tomam banho comum com água.
Os meninos têm as cabeças rapadas e as meninas usam colares de madeira para representar a pureza. As mulheres fazem artesanato com arames e madeira e os homens cuidam dos rebanhos.
Aproveite e conheça melhor este povo assistindo ao documentário que se segue para mais informações sobre a Tribo Himba.
O Vale do OMOlocaliza-se num território junto a montanhas e nas margens do rio Omo, no sul remoto da Etiópia, onde há séculos vivem tribos que preservam costumes e comportamentos culturais da África mais tradicional e, por isso, por muito tempo, as suas culturas têm permanecido intocáveis. Porém, essa região tem vindo a ser cruelmente agredida e invadida por turistas, missionários, e pela construção de uma grande hidroelétrica, que irá alagar toda área povoada pelos povos que ali habitam.
O baixo vale do rio Omo, no sudoeste da Etiópia, é então o lar para oito povos diferentes, cuja população total é de cerca de 200.000. Entre eles, destacam-se: os Karo, os Mursi, os Hamer, os Bume, os Konso eos Omorate, entre outros. Eles vivem ali há séculos.
A inundação anual do rio Omo alimenta a rica biodiversidade da região e garante a segurança alimentar destes grupos especialmente porque a precipitação é baixa e irregular. No vale do Rio Omo, estes povos seminómadas conduzem grandes rebanhos de gado em busca da melhor pastagem, ao longo das margens do rio.
O Baixo Vale do Omoé uma área de uma beleza espetacular com diversos ecossistemas, incluindo pastagens, afloramentos vulcânicos, e uma das poucas matas fluviais remanescentes na região semi-árida da África que suporta uma grande variedade de vida selvagem.
O Vale Inferior do Omoinclui também um sítio arqueológico pré-histórico, reconhecido mundialmente, localizado nas margens do Rio Omo, perto do Lago Turkana onde ele desagua, na Região de Gému Gofa, no sudoeste da Etiópia, a cerca de oitocentos kms da capital Adis Abeba.
Na região demarcada deste sítio, ao longo de décadas de pesquisas foram encontrados fragmentos e vestígios - e rochas desde o Plioceno até ao Pleistoceno (de 3,8 milhões a 11,7 mil anos) - da presença humanoide. As pesquisas arqueológicas que têm sido realizadas neste local, estão entre as mais importantes, significativas e valiosas do mundo, e revelam não só o processo evolutivo dos hominídeos e das suas subespécies, mas também da fauna e da flora. Estas pesquisas e trabalhos arqueológicos têm desvendado a evolução do Homo Sapiens da África. Foram ali encontrados, também, fósseis com mais de três milhões de anos, das espécies Australopitecos e Homo habilis.
Em 1980 o Comité do Património Mundial da UNESCO homologou a inscrição e inclusão do Vale Inferior do Omo na Lista do Património Mundial na Etiópia, justificando que as evidências e vestígios pré-históricos e paleo-antropológicos encontrados no Vale Inferior do Omo proporcionam, das mais significativas e importantes descobertas, sobre a evolução social e técnica da raça humana iniciadas desde o período pré-histórico.
Assista agora a dois vídeos, acerca do Vale do OMO, dos youtubers Carla Mota & Rui Pinto: VIAJAR ENTRE VIAGENS.
O primeiro vídeo que pode ver aqui, fala-lhe da tribo Karo, onde os homens cortam as orelhas quando casam!
No segundo vídeo que pode ver em baixo, vai perceber que para se casarem, as noivas Hamer, se cobrem de lama e os homens saltam por cima de vacas.
O Grupo Coral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira é um dos grupos corais de Cante Alentejano mais antigos de Portugal.
Nas Minas de Aljustrel Trai larai larai lai lai la Morreram muitos mineiros, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu Morreram muitos mineiros, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu Lai larai larai lai lai la
Trago a cabeça aberta Trai larai larai lai lai la Que me abriu uma barrena, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu Que me abriu uma barrena, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu Lai larai larai lai lai la
Trago a camisa rota Trai larai larai lai lai la E sangue de um camarada, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu E sangue de um camarada, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu Lai larai larai lai lai la
Santa Bárbara bendita Trai larai larai lai lai la Padroeira dos mineiros, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu Padroeira dos mineiros, vê lá Vê lá companheiro, vê lá Vê lá como venho eu Trai larai larai lai lai la
Lai larai larai lai lai la Lai larai larai lai lai la Lai larai larai lai lai la
Assinalando esta época do ano, aqui lhe deixo mais uma receita de Broas dos Santos, retirada do livro: Festas e Comeres do Povo Português (Editorial Verbo).
Ingredientes:
1,5 kg de abóbora-menina 1 kg de farinha de trigo 0,5 kg de farinha de milho 30 grs de fermento de padeiro 250 grs de açúcar escuro 1 colher de sopa de sementes de erva-doce 1/2 colher de sopa de canela 50 grs de nozes 50 grs de pinhões 50 grs de passas 1 pau de abóbora coberta sal
Confecção:
Coze-se a abóbora num pouco de água com sal, escorre-se e esmaga-se. Reserva-se a água. Peneiram-se as farinhas para uma tigela. Dissolve-se o fermento em 1 dl de água fria e junta-se as farinhas, amassando sempre vigorosamente, vão-se juntando a abóbora e o açúcar. Se for necessário, junta-se parcimoniosamente água de cozer a abóbora.
Quando a massa tiver uma consistência bem elástica, põe-se a levedar em local temperado. Estando a massa levedada, adicionam-se a erva-doce e a canela, as frutas em bocadinhos, sendo as passas e a abóbora previamente passadas por água morna e enxutas. Tem-se uma tigela pequena com cerca de 10 cm de diâmetro, deitam-se dentro um pouco de farinha de trigo e um bocado de massa. Molda-se esta em bola, rodando a tigela. Dispõem-se as broas em tabuleiros untados com azeite e levam-se a cozer em forno bem quente (200º a 220 ºC) durante 30 a 40 minutos
No oriente, a flor de lótus significa pureza espiritual. O lótus (padma), também conhecido como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, é uma planta aquática que floresce sobre a água.
No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é a pureza do corpo e da mente. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.
A flor de lótus é, assim, um dos símbolos mais importantes do Budismo. Ela representa a pureza, a perfeição e, entre outros, o renascimento. No seu trono Buda é muitas vezes representado sentado nessa flor.
A flor de lótus vermelha representa o amor e a compaixão. É a flor de Avalokiteshvara, o bodhisattva da compaixão. A flor de lótus rosa representa o próprio Buda, e por isso a Flor de Lótus Rosa é a mais significativa para o Budismo. A flor de lótus branca simboliza o espírito e a mente, bem como pureza. A flor de lótus azul simboliza a sabedoria e o conhecimento e, assim, está associada com Manjushrio, o bodhisattva da sabedoria.
A Imagem do Buda. O símbolo budista mais universal e facilmente reconhecido é a imagem do Buda sentado na posição de meditação.
As Pegadas do Buda, ou Buddhapada, são uma das representações iniciais do Buda na arte budista. Representa uma impressão do pé ou pés do Buda e é um lembrete de que o Buda realmente existiu como ser humano e andou neste terra.
A Roda do Dharma, ou Dharmachakra, é um dos símbolos mais antigos e importantes do budismo
A Triratna, representa as Três Joias do Budismo (Buda, Dharma e Sangha).
A Árvore Bodhi ou "Árvore do Despertar" foi uma grande figueira (ficus religiosa) sob a qual Siddhartha Gautama alcançou o despertar.
A Cabeça Rapada e o Manto Budista - Desde os tempos de Buda que os monges rapam a cabeça. Fazem-no como um símbolo de renúncia aos desejos sedentos e apegos mundanos.
Nó Infinito (ou nó sem fim) - O Nó infinito é um dos 8 símbolos auspiciosos do budismo Vajrayana e possui vários significados. Ele ensina sobre a interdependência, ilustrando que tudo está interligado e em simbiose; simboliza o Samsara (ciclo de nascimento, morte e renascimento), o karma (causa e efeito), o entrelaçamento entre a sabedoria e a compaixão, etc.
Os símbolos indianos mais conhecidos são utilizados pelas religiões que nasceram na Índia, especialmente o Hinduísmo e o Budismo.
Dentre os símbolos indianos de proteção, o elefante é um amuleto que é utilizado contra a inveja e o mau-olhado. Como é um auxílio na defesa contra o mal, também é considerado um símbolo da sorte.
Na Índia, o elefante também simboliza paciência, sabedoria, longevidade, prosperidade, poder e benevolência.
O elefante é um animal cósmico para os indianos, que o veneram, porque este animal sagrado serve de montaria para os deuses hindus.
Um dos deuses mais importantes é Ganesh, deus da ciência, do conhecimento, da força, da beleza, do equilíbrio, da superação e das letras, que é representado pela cabeça de um elefante e, geralmente, aparece sentado numa flor de lótus.
Na Índia e no Tibete os elefantes são venerados e considerados os animais "suporte do mundo". Para eles, o universo repousa no lombo de um elefante. Por isso, muitas vezes, é considerado um animal cósmico.
Além disso, na religião budista, o elefante é um símbolo da encarnação de Buda, pois foi de um elefante que a rainha Maya concebeu Buda.
Dessa forma, Ganesh, concebido pela rainha Maya, possui cabeça de elefante que representa o macrocosmo e corpo de homem, que representa o microcosmo. Nesse ínterim, o elefante é, paradoxalmente, ao mesmo tempo, o começo e o fim.
Popularmente diz-se que sonhar com elefantes traz sorte. Muito embora na nossa cultura o elefante represente peso e incómodo, sonhar com este animal é um bom presságio.
Além disso, diz a tradição que a representação do elefante com a tromba para cima e com as costas viradas para a porta de entrada da casa, atrai boa sorte.
Finalmente, quando usada como amuleto, a imagem do elefante é capaz de combater a inveja e o mau-olhado.
A ornamentação dos elefantes é uma forma de arte no festival anual de Jaipur, na Índia.
Maneki Neko, também conhecido como Gato da Sorte, Gato do Dinheiro ou da Boa Sorte é uma figura de cerâmica, comum entre os japoneses, que acreditam que o mesmo seja portador da sorte. Por isso, pode ser encontrado na entrada de lojas, de restaurantes, de salas de Pachinko e de negócios em geral. É comum vê-los, também, nos balcões próximo das caixas registadoras. Hoje em dia é uma escultura comum em muitos países asiáticos, na maior parte das vezes feita em cerâmica. A escultura mostra um gato (tradicionalmente um BobtailJaponês) a acenar com uma pata levantada. Algumas das figuras são eléctricas, funcionam a pilhas ou são alimentados por energia solar, e efetuam um pequeno movimento de pata, a acenar. No design das figuras, a pata direita levantada supostamente atrai dinheiro, enquanto a pata esquerda levantada atrai clientes. O Maneki Neko, considerado um potente amuleto da sorte, surge com cores, estilos e graus de ornamentação diferentes e, consequentemente, com significados diversos. Além das figuras de porcelana, os Maneki Neko podem ter a forma de porta-chaves, mealheiros, aromatizadores de ambiente e ornamentos variados.
Alguns Maneki Neko seguram um koban (uma moeda de ouro de formato ovalado do Período Edo). Porém, o koban verdadeiro vale apenas um ryo, e o koban do Manekineko representa dez milhões de ryo. Ou seja, trata-se de uma moeda fictícia para simbolizar a fortuna, a riqueza e a prosperidade.
A coleira vermelha com um sino, de alguns Maneki Neko, tem origem nos costumes do Período Edo (1603 – 1867), quando o gato era um animal de estimação dos aristocratas. As damas da corte mimavam os seus gatos, colocando-lhes coleiras vermelhas, feitas de chirimen (um tecido de luxo da época) com um pequeno sino.
Há várias histórias e lendas que explicam a sua origem. A mais popular diz que um dia um samurai passou por um gato que parecia acenar para ele. Pensando que o aceno fosse um sinal, o samurai foi até ao animal, o que fez com que o guerreiro escapasse de uma armadilha que havia sido preparada para ele.
Foi a partir daí que os gatos passaram a ser considerados espíritos da sorte, apesar de que, curiosamente, na cultura nipónica, acredita-se que os gatos, em si, tragam mau augúrio.
Dada a sua importância, o gatinho tem também um dia que lhe é dedicado. Em 29 de setembro é comemorado o dia do Maneki Neko, o chamado Maneki Neko no Hi. Nesse dia, tanto os adultos como as crianças saem às ruas com os rostos pintados com o gato da sorte.
Outra curiosidade interessante é que, segundo dizem, a gatinha mais famosa do Japão, a Hello Kitty, foi inspirada no Maneki Neko.
Rosa de Porcelana (Etlingera elatior) é uma flor exótica, existente em Angola, conhecida pela sua extraordinária beleza.
A Rosa de Porcelana inspirou a criação de uma marca, apresentada dia 12 em Lisboa, na área da cerâmica de mesa e decorativa. A cerâmica permite uma infinita criação de coleções (Galinha de Angola, Palanca Negra, Samakaka, Sona, Mumuíla, Máscara, entre outras) sendo que os produtos desta marca variam entre o uso utilitário e o decorativo, sob os principais formatos e propósitos: serviços de mesa, corporate gift boxes, brindes institucionais e artigos de hotelaria.
A inspiração para o design das diversas coleções prende-se com as diferentes facetas da natureza e da cultura angolana. "A cultura de um povo é o que melhor o identifica. É através dela que preservamos as nossas raízes, os nossos hábitos e costumes, e acima de tudo honramos os que já partiram". Assim, cada coleção ou peça decorativa é acompanhada de uma breve memória descritiva que conta a história da ilustração apresentada.
Maura Faial, a fundadora da Rosa de Porcelana descreve assim a marca, no site da mesma, a que pode aceder aqui.
A marca pretende conquistar o mercado nacional e internacional, tendo como objetivo principal fazer de Rosa de Porcelana uma embaixadora de Angola, enaltecendo e divulgando o seu património histórico, natural e cultural.
Mwana (jovem) Pwo (mulher) é a representação feminina na hierarquia dos Tchokwe, grupo étnico que se fixou no nordeste de Angola (províncias de Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico), do Noroeste da Zâmbia e do Sudoeste da República Democrática do Congo (Katanga, Kasaï, alto Kwango), estimado em 1 000 000 de indivíduos.
O nome Tshokwe apresenta algumas variantes (Chócue, Chokwe, Tchokwe, Batshioko) e, entre os portugueses, ficaram conhecidos por Quiocos.
De origem Banto, a etnia Tchokwe, matrilinear, patrilocal e falante do idioma utshokwe, estava sob a autoridade política, legal e religiosa de um chefe tribal, o mwanangana, que reinava com o apoio dos seus antepassados aos quais prestava culto.
Numa perspectiva etnológica, os Tchokwe destacam-se pela sua tradição artística, particularmente pelas suas esculturas e máscaras.
A máscara Mwana Pwo, usada somente pelos homens (mas simbolizando o poder da mulher e o papel que ela exerce: educar, proteger e guiar os membros da sociedade Cokwe), representa o ancestral feminino que regressa à terra, com o poder de validar, ou criticar, a sociedade Cokwe ou Tchokwe. A Máscara Mwana Pwo é exibida nas manifestações culturais, danças tradicionais do grupo étnico Cokwe, nas grandes manifestações culturais entre as quais a mukanda (circuncisão masculina). É feita em madeira esculpida nalguns casos pode ser feita de resina (raras vezes).
Se quiser aprofundar este assunto não deixe de ver o vídeo que se segue.
Os Huaorani, também conhecidos como Waos, são um povo indígena da região amazónica do Equador (províncias de Napo, Orellana e Pastaza), compreendem quase 4.000 habitantes e falam a língua Huaorani, além disso têm diferenças marcantes de outros grupos étnicos do Equador.
As suas terras ancestrais estão localizadas entre os rios Curaray e Napo, cerca de 80 km ao sul de El Coca. Estas terras - com aproximadamente 190 km de largura e 120 a 160 km de comprimento - estão ameaçadas pela exploração de petróleo e práticas ilegais de extração de madeira.
Nos últimos 40 anos os Huaorani passaram de uma sociedade de caçadores e recoletores para viver principalmente em acampamentos florestais permanentes. Contudo, cinco comunidades – os Tagaeri , os Huiñatare , os Oñamenane e dois grupos dos Taromenane – rejeitaram todo o contacto com o mundo exterior e continuam a mudar-se para áreas mais isoladas, no interior da floresta amazónica.
A caça fornece uma parte importante da dieta deste povo e é de importância cultural. Antes de uma festa de caça ou pesca, o xamã da comunidade costuma orar por um dia para garantir seu sucesso.
Tradicionalmente, os animais caçados limitavam-se a macacos e pássaros. A principal arma de caça é a zarabatana. Estas armas têm 3 a 4 metros de comprimento. As flechas usadas são embebidas em veneno de curare, que paralisa os músculos do animal que é atingido, de modo que não consegue respirar.
Os Impériossãouma das mais características manifestações da arquitetura popular nos Açores. Existem centenas de Impérios por todo o arquipélago e cada um corresponde a uma irmandade do Espírito Santo.
Os impérios são edifícios destinados à exposição de elementos do culto do Espírito Santo, nomeadamente a coroa, o estandarte e as varas.
As festas do Espírito Santo realizam-se durante o mês de maio. É também ao domingo (de Pentecostes) que se realiza o bodo ou a "função" para o qual todos são convidados, ricos e pobres, habitantes ou forasteiros. Milhares de pessoas concentram-se, então, em volta dos vários impérios para comer as Sopas do Espírito Santo.
Estas festividades e os impérios são oriundos de Portugal Continental.
Os primeiros impérios são do final do século XVII, eram de madeira e eram móveis. Em alguns lugares eram chamados de "Teatros". As cores originais eram discretas. Hoje o colorido é muito maior e em alguns há figurações detalhadas de temas que têm a ver com a comunidade local. Nos Açores há até freguesias que têm mais do que um império.
Na Ilha Terceira existem muitos Impérios do Divino Espirito Santo, fruto da crença do povo que não esquece a partilha pelos mais necessitados das esmolas em seu louvor. Uma devoção que partiu de Alenquer, onde foi iniciada, para se firmar nos Açores, pelos primeiros habitantes. Agora é aqui o principal centro dessa devoção em louvor do Divino.
A Casta é uma forma de estratificação social caracterizada: pela endogamia; pela transmissão hereditária de um estilo de vida que, frequentemente, inclui um ofício (profissão), o status ritual numa hierarquia e interações sociais consuetudinárias (habituais); e pela exclusão baseada em noções culturais de pureza e poluição.
Um exemplo etnográfico paradigmático é a divisão da sociedade indiana em grupos sociais rígidos, com raízes na história milenar da Índia, que persiste ainda nos dias de hoje. Todavia, a importância económica do sistema de castas da Índia tem vindo progressivamente a diminuir devido à urbanização e a programas de ação pedagógica.
O sistema de castas indiano é um tema fundamental das pesquisas de sociólogos e antropólogos, sendo, muitas vezes, utilizado como analogia para o estudo de outros tipos de estratificação social existentes fora do subcontinente indiano.
Não deixe de ver o filme abaixo, que é um documentário sobre este assunto.