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quinta-feira, maio 07, 2026

O Croissant

A receita do croissant surgiu na Áustria, mas consolidou-se no território francês a partir de meados do século XIX. A sua origem é atribuída aos padeiros de Viena, onde era conhecido pelo nome de Kipferl desde o século XIII, sendo feito de tamanhos variados.

Para alguns autores, a origem do kipferl, viennoiserie antepassado do croissant, dá-se, assim, na Áustria entre os séculos XIII e XVII, e aparece também na Hungria e na Itália, mas não se sabe a receita exata (salgada ou doce) e nem se a massa era folhada ou não. Este tipo de pastelaria também pode ter tido as suas origens no Próximo Oriente e nas cozinhas do palácio de Topkapi, em Istambul, na Turquia.

Terá sido um oficial austríaco, August Zang, associado a um nobre vienense de nome Ernest Schwarzer, que os introduziu em Paris entre 1837 e 1839, abrindo uma padaria de nome Boulangerie Viennoise, cujo sucesso rapidamente inspirou imitadores a produzirem a massa.

Foi feito na França num primeiro momento por trabalhadores que imigraram de Viena, a viennoiserie começou em seguida a ser praticada pelos seus pupilos. A prática espalhou-se e começou a ser chamada de travail viennois (trabalho vienense), e o cozinheiro chamado de viennois (vienense). Dentre esses cozinheiros, distinguiam-se o croissantier, o biscottier e o pâtissier-viennois (pasteleiro-vienense).

No entanto, foi só a partir do começo do século XX que essas receitas, especialmente a do croissant, se tornaram um símbolo da culinária francesa.

O Croissant é, hoje, uma delícia francesa que se espalhou pelo mundo e que faz sucesso tanto na sua versão salgada quanto na doce. 

Ícone da confeitaria, este prato tem uma maciez irresistível e sabor amanteigado. 

A preparação envolve uma massa de farinha, sal, açúcar, água, fermento e, é claro, manteiga de alta qualidade.

O segredo está na técnica meticulosa de esticar e dobrar a massa, criando camadas delicadas e crocantes.

O segredo do croissant está portanto na massa, que deve ser semifolhada. A massa semifolhada possui menos gorduras, menos dobras e leva fermento biológico. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a folhagem do croissant.

Um bom croissant deve ter um bom aspecto, como uma lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo, aerado, e mostrar a consistência certa.

Depois de cuidadosamente assados, os croissants podem receber os mais diversos recheios, incluindo cremes, chocolate, geleias e outras delícias.

quinta-feira, outubro 03, 2024

Um Show de Sorveteiro





Aprecie o show que um sorveteiro de Istambul, na Turquia, proporciona.
Vale mesmo a pena ver. 
Divirta-se

segunda-feira, junho 03, 2024

Istambul: memórias de uma cidade

Istambul: memórias de uma cidade é um livro de Orhan Pamuk.

Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, uma atividade que o tornou universalmente conhecido e lhe valeu variadíssimos prémios e distinções. Em 2006, recebeu o Nobel da Literatura.

A obra de Pamuk é apreciada por milhares de leitores no Ocidente e no seu país natal, onde os seus livros são sempre bestsellers, apesar das posições críticas manifestadas em relação à política da Turquia.

Sinopse:
O Prémio Nobel da Literatura 2006 traça um retrato magistral da cidade onde habita. De uma forma intimista e ao mesmo tempo muito visual, o autor recria um engenhoso modo de evocar a sua cidade de eleição. Neste livro, Orhan Pamuk fala sobre as primeiras impressões de melancolia que invadem os habitantes de Istambul e os unem nas memórias coletivas de um povo: o de viverem sobre as ruínas das glórias imperiais num país a tentar modernizar-se e permanentemente a receber influências do cruzamento entre este e oeste. Esta elegia a Istambul é-nos revelada pelas personagens criadas por Pamuk, escritores e pintores, artistas na generalidade que através dos olhos do criador vêem e descrevem a cidade. E é também a partir da sua própria história de vida, desde menino até à fase adulta que o autor nos transmite os seus pensamentos, crenças e ideologias sempre com Istambul como pano de fundo. Ao combinar memórias e fotografias com reflexões sobre arte, história e a civilização em geral deixa ao leitor um legado único sobre aquela que é a sua cidade.

sexta-feira, dezembro 29, 2023

A Capadócia

A Capadócia é uma região com belezas naturais e históricas. A área é composta por diferentes cidades e vilas, entre elas Göreme, Ürgüp, Uçhisar e Avanos

A Capadócia é uma região semiárida, situada na área central da Turquia e conhecida pelas inconfundíveis "chaminés de fada".

As "chaminés de fada" são formações rochosas altas com a forma de cone e que se encontram agrupadas no Vale dos Monges, em Göreme e noutros lugares. Emolduradas há milhões de anos por cinzas vulcânicas, as torres rochosas da Capadócia, as famosas chaminés de fada, dão um ar místico e medieval a toda esta região da Turquia

Outros locais importantes da Capadócia são as casas da Idade do Bronze esculpidas nas paredes do vale por trogloditas (habitantes das cavernas) e usadas posteriormente como refúgio pelos primeiros cristãos. 

Os seus primeiros habitantes fizeram uso da topografia incomum para esculpir uma rede subterrânea de casas em forma de colmeia e refúgios religiosos.

O Vale de Ihlara, com 100 metros de profundidade, abriga também várias igrejas esculpidas nas rochas. Passeando pela região, é de impressionar a quantidade de cavernas que existem, a quantidade de igrejas com pinturas sagradas seculares, muitas delas no Göreme Open Air Museum e castelos, como o Castelo de Uçhisar, Hoje é possível visitar estas "vilas subterrâneas" ou até hospedarmo-nos em hotéis caverna. Derinkuyu é uma cidade subterrânea situada embaixo da terra, a 85 m de profundidade, e uma de suas finalidades foi oferecer proteção aos cristãos que sofriam perseguições religiosas. Uma visita a este Património Mundial da Unesco só fica completa com um voo de balão sobre a Capadócia.

Mais do que uma viagem para admirar estas paisagens estonteantes e voar pelo céu num balão colorido, o que já seria um motivo suficiente para justificar o sucesso do turismo local, a região reserva aos seus visitantes, uma imersão na cultura turca moderna e antiga!  

quinta-feira, setembro 08, 2022

A Literatura Persa

A literatura persa abrange cerca de dois mil anos e meio de criação literária, apesar de muito do material pré-islâmico se ter perdido. As suas fontes são a região em que se situa o atual Irão bem como outras áreas da Ásia Central onde a língua persa é ou foi usada. Por exemplo, Molana, um dos mais amados poetas persas, nascido em Bactro (actual Afeganistão), escreveu em persa e viveu em Icônio, então capital dos Seljúcidas. Os gasnévidas conquistaram extensos territórios na Ásia Central e do Sul e adotaram o Persa como língua da corte. Por essa razão há literatura persa em língua persa originária do Irão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central. Nem toda esta literatura foi escrita em Persa, uma vez que alguns consideram as obras escritas por persas noutras línguas, como o grego ou o árabe, como fazendo parte da literatura persa.

Descrita como uma das grandes literaturas da humanidade, a literatura persa tem as suas raízes nas obras sobreviventes escritas em Persa Médio e Persa Antigo, o último desde 522 a.C. (a data da inscrição Aqueménida mais antiga, a Inscrição de Beistum). No entanto, a maior parte da literatura persa é a do período após a conquista islâmica do Irão, em cerca de 650 d.C. Após a subida o poder dos Abássidas no ano 750, os persas tornaram-se os escribas e burocratas do Império Islâmico e, cada vez mais, os seus escritores e poetas. A literatura em Persa Moderno surgiu e floresceu nas regiões de Coração e da Transoxiana, por razões políticas - as primeiras dinastias iranianas, como os Taíridas e os Samânidas, tinham o centro do seu poder no Coração.

Os persas escreveram tanto em Persa como em Árabe, predominando o Persa mais tardiamente. Poetas persas como Ferdusi, Saadi, Hafez, Attar, Rumi e Omar Khayyām são mundialmente conhecidos e influenciaram a literatura em vários países.



Assista agora ao vídeo abaixo, onde a música clássica do Irão sublinha a voz de Mahsa Vahdat, que interpreta grandes poemas persas.

quarta-feira, julho 14, 2021

Mira (Myra): A Pompeia da Anatólia


Mira (Myra) ou Mirra é uma das mais importantes e antigas cidades da Lícia, é escavada nas rochas e está localizada onde hoje é a pequena Kale (Demre), na província de Antália, na Turquia. 

O local está situado nas margens do rio Miro (Demre Çay), na fértil planície aluvial entre Alaca Dağ, a cordilheira de Massícito e o mar Egeu. 

A cidade é mais conhecida por causa de São Nicolau de Mira, que foi ali bispo no século IV, e que é tradicionalmente identificado como sendo o Pai Natal (português europeu) nos países lusófonos.

Myra abriga o porto mais ativo da era arcaica, o maior anfiteatro da região, com capacidade para 11 mil pessoas e os túmulos mais peculiares da era da Lícia.

Estudos geofísicos mostram que ali se encontra uma cidade enorme com um raio de 1,5 km. "Um assentamento espetacular de terraços de milhares de anos", disse o professor Çevik, que descreveu Myra como a "Pompeia da Anatólia".

Lugares históricos são essenciais para o turismo cultural e Myra (Demre) é um dos vários locais de interesse cultural, mais procurados pelos turistas. Aqui temos a cidade antiga, a igreja de São Nicolau, que é um centro de peregrinação, o porto de Andriake, a espetacular Kekova e o Museu das Civilizações da  Lícia. 

 Hoje, Demre é uma importante cidade agrícola da Antália, na costa do mediterrâneo. 

quarta-feira, abril 22, 2020

Milagre na Cela 7

Milagre na Cela 7 é um filme turco (drama) realizado por Mehmet Ada Öztekin e que conta no elenco com Aras Bulut İynemli, Nisa Sofiya Aksongur e Deniz Baysal.

Sinopse:
Remake de um filme sul-coreano de 2013, o filme turco conta a história de Memo (Aras Bulut Iynemli), um pai solteiro com deficiência intelectual que vive num vilarejo da Turquia com a filha, Ova (Nisa Sofiya Aksongur) e a avó, Fatma (Celile Toyon Uysal). Amável e querido por todos, Memo acaba preso injustamente quando testemunha um acidente que culmina na morte da filha de um importante comandante do exército.
Este homem com deficiência intelectual e acusado de um crime que não cometeu precisa provar a sua inocência, para isso, passa a contar com a ajuda dos seus companheiros de cela e de quem também está do outro lado das grades.

terça-feira, julho 17, 2018

Uma Viagem pela Turquia

Proponho-lhe hoje uma viagem virtual pela Turquia através da excelente apresentação que e segue.
A República da Turquia é um país euro-asiático que ocupa toda a península da Anatólia, no extremo ocidental da Ásia, e se estende pela Trácia Oriental, no sudeste da Europa.
É um dos seis estados independentes cuja população é maioritariamente turca. Faz fronteira com oito países: a noroeste com a Bulgária, a oeste com a Grécia, a nordeste com a Geórgia, a Arménia e o enclave do Naquichevão do Azerbaijão, a leste com o Irão e a sudeste com o Iraque e a Síria. O mar Mediterrâneo e Chipre situam-se a sul, o mar Egeu a sudoeste-oeste e o mar Negro a norte.
O mar de Mármara, o Bósforo e o Dardanelos (que juntos formam os Estreitos Turcos) demarcam a fronteira entre a Trácia e a Anatólia e separam a Europa da Ásia. 
Passeie-se agora por algumas cidades da Turquia.
Vale bem a pena. Não perca!

sexta-feira, maio 04, 2018

O Conflito no Curdistão

O Curdistão, é o nome dado a uma região histórico-cultural do Médio Oriente maioritariamente habitada pelos curdos. Com cerca de 500.000 km², compreende partes da Turquia, do Irão, da Síria e do Iraque.
Atualmente, os curdos são cerca de 30 milhões de pessoas, na sua maioria muçulmanos sunitas, que se organizam em tribos e, que na sua maior parte, falam a língua curda.
Os curdos constituem a mais numerosa nação sem Estado no mundo.
As maiores cidades do Curdistão são Erbil e Kirkuk (no Iraque) , Erzurum e Diyarbakır (na Turquia), Kermanshah e Sanandaj (no Irão) e Al-Qamishli (na Síria).
O Conflito no Curdistão é uma apresentação elaborada por um grupo de alunas do 12º C.
Ora veja.

domingo, abril 08, 2018

A Capadócia

A Capadócia  é uma região histórica e turística da Anatólia central (Ásia Menor), na Turquia. Crê-se que o nome Capadócia provém de um vocábulo hitita que significa "terra de cavalos de raça".
A noção de "Capadócia" é tanto geográfica como histórica, tendo os seus contornos variado consideravelmente, conforme as épocas e pontos de vista. O geógrafo e historiador grego Heródoto considerava que a Capadócia estava delimitada pelos Montes Tauro a sul, pelo Lago Tuz a oeste, pelo rio Eufrates a leste, e pelo mar Negro a norte.
Atualmente, o termo Capadócia tanto pode referir-se a uma área de aproximadamente 15 000 km² entre Aksaray, Hacıbektaş, Kayseri e Niğde, cuja população total não chega ao milhão de habitantes, como a uma área muito mais restrita, o triângulo com aproximadamente 20 km de lado delimitado por Nevşehir, Avanos e Mustafapaşa, a sul de Ürgüp, sendo esta última zona a mais conhecida em termos turísticos.
Na Antiguidade, o termo Capadócia designava uma região ainda mais vasta que a descrita por Heródoto, estendendo-se à costa mediterrânica a sul e quase até ao que é hoje a Arménia a norte.

As características mais distintivas desta região são as formações geológicas únicas (entre elas as Chaminés de Fadas), resultantes de fenómenos vulcânicos e da erosão, e o seu rico património histórico e cultural, nomeadamente cidades subterrâneas e inúmeras habitações e igrejas escavadas na rocha, muitas destas com admiráveis frescos.
Em 1985, o Parque Nacional de Göreme, uma das áreas mais famosas da região, com 9 576 ha, foi declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
Aprecie em baixo, alguns postais desta bela região da Turquia.

quinta-feira, janeiro 25, 2018

Gatos

Gatos (Kedi), é um documentário (2016) da realizadora turca Ceyda Torun. Este documentário é uma espécie de carta de amor aos gatos e à cidade de Istambul.
Istambul, a antiga Bizâncio e Constantinopla, é a maior cidade da Turquia, a quarta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa, com 13 120 596 habitantes na sua área metropolitana (2010). A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus.
Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão.
Sinopse:
Depois de uma pesquisa intensa, que começou com a recolha de 35 histórias de gatos vadios, a realizadora turca acabou por filmar apenas as de sete desses gatos. Seguiu-os por ruelas, barcos, cafés, becos, mercados ou casas de portas abertas, sempre em absoluta de liberdade.
Cada um destes felinos foi batizado com um nome: Sari, Bengü, Psikopat, Deniz, Aslan Parçasi, Duman e Gamsiz.
É um documentário mágico que nos conduz numa viagem pelas ruas de Istambul juntamente com estes seus habitantes de quatro patas que têm personalidades distintas.
Gatos (Kedi) tornou-se um verdadeiro fenómeno mundial, tanto junto do público como da crítica, que não ficou indiferente ao charme destes animais e da cidade de Istambul.
Não deixe, por isso, de ver o trailer oficial (em baixo) deste documentário.
Ora veja!

segunda-feira, julho 18, 2016

A Uvarovite


1) A Uvarovite - pedra preciosa muito rara e cara.

A Uvarovite é um mineral do grupo das granadas, formado de cálcio e de crómio. Dentre o grupo das granadas é a variedade mais rara.
Surge sob a forma de pequenos cristais de cor verde (verde-esmeralda), associados à cromite e à serpentina. É muito brilhante e atraente.
A Uvarite foi descoberta em 1832 por Germain Henri Hess. No entanto, o seu nome provém do colecionador de minerais amador e estadista russo, o Conde Sergei Semenovitch Uvarov (1765-1855).
Esta pedra preciosa encontra-se, principalmente, nos Montes Urais (Rússia), na Finlândia e também na Turquia.

quarta-feira, outubro 07, 2015

Atilla 74: A Violação de Chipre

"Atilla 74: A Violação de Chipre" é um filme, do género documentário, realizado por  Michalis Cacoyiannis (Mihalis Kakoyannis), que descreve os principais acontecimentos que conduziram à invasão turca de Chipre, em 1974, e as suas bárbaras consequências.
Chipre, oficialmente República de Chipre, é uma ilha situada no Mediterrâneo oriental ao sul da Turquia. Chipre localiza-se muito proximo da Turquia (113 Km), da Síria (120 km), do leste da ilha grega de Kastelorizo (150 Km) e do Líbano, a leste.
Nicósia, a capital de Chipre, é a última capital dividida por um muro em todo mundo.
O nome da ilha e do país deriva da palavra grega kýpros, que significa cobre.  Por este motivo, alguns autores especulam que a melhor tradução do nome em português seria Cipro, em vez do galicismo Chipre.
O país é também membro da União Europeia (UE), desde 2004 e  tornou-se membro da Organização das Nações Unidas em 1960.
O terço restante (norte da ilha) foi ocupada pela Turquia em 1974, que então instituiu a República Turca de Chipre do Norte, nunca reconhecida pela ONU, sendo reconhecida apenas pela própria Turquia.
Segundo as leis internacionais, a ilha de Chipre, na sua totalidade, é um país independente. Todavia, em 1974, após 11 anos de violência entre cipriotas e um golpe de Estado de nacionalistas cipriotas gregos, a Turquia invadiu e ocupou a parte norte da ilha.
A violência entre as comunidades e a posterior invasão turca levou à deslocação de centenas de milhares de cipriotas, para além do estabelecimento de uma entidade turco-cipriota , a norte, separada políticamente da restante ilha e reconhecida somente pela própria Turquia.
Na ilha também os sítios de Acrotíri e Deceleia pertencem ao Reino Unido.
De facto Chipre é um pequeno país, que tem o azar de ser também uma ilha, ainda por cima cortada a meio por uma fronteira que desune uma nação inteira formando a norte pela  República Turca de Chipre do Norte  e a sul pela República de Chipre.

quinta-feira, setembro 17, 2015

"Z" de Costa Gravas

Proponho-lhe hoje que veja o filma "Z" de Costa Gravas, mas, para se situar no tempo relembro-lhe em traços muito largos, um pouco da difícil história da Grécia, durante o século XX.
Não podemos deixar de falar na brutal guerra civil vivida, pela Grécia, entre 1946 e 1949, que provocou cerca de 150.000 vítimas e largas dezenas de milhar de refugiados, cuja memória permanece associada a ódios por resolver. Em seguida a Grécia viveu um período de grande instabilidade social e política, retratado por Costa-Gavras no filme "Z", que lhe proponho que veja hoje, e que integrou o confronto com a Turquia em torno da disputa de Chipre. Depois este país viveu a sangrenta "ditadura dos coronéis", que entre 1967 e 1974 encheu as prisões de militantes antifascistas.
"Z " (em Portugal,  "Z - A Orgia do Poder") é um filme franco-argelino de 1969, dirigida por Costa-Gavras e baseado no romance homónimo de Vassilis Vassilikos, que em Cannes, recebeu dois óscares, um para o melhor filme e outro para o melhor ator (J. L. Trintignant).
Intencionalmente o filme  inicia - se com as advertências nos créditos iniciais de Costa-Gavras e de Jorge Semprún de que qualquer semelhança com eventos e pessoas da vida real não é coincidência, dado que o filme de suspense político, baseado em factos ocorridos na Grécia, em 1963.
Sinopse:
Num cenário político tenso, um professor de medicina, deputado grego e um dos líderes da oposição esquerdista, organizam juntamente com outros correligionários de esquerda (Shoula, Matt e Manuel e o deputado George Pirou), uma reunião pela paz e contra a permissão de instalação de mísseis balísticos americanos em território grego. 
Com muitas dificuldades, a reunião é realizada mas ao concluir a sua intervenção o deputado é atropelado e acaba por morrer alguns dias depois. 
A polícia conclui que foi um acidente mas há indícios que levam o juiz de instrução a suspeitar da versão da polícia. Este aprofunda a investigação e conta com a ajuda indireta de um fotojornalista, e de testemunhas como Nick. Com elas conta provar que o deputado foi assassinado.No entanto as testemunhas de que dispõe vão morrendo, também, em condições misteriosas e os envolvidos são condenados a penas leves. Pouco tempo depois os militares desencadeiam um golpe militar. O novo regime persegue os aliados do deputado morto, o fotojornalista e o juiz de instrução. 
 

segunda-feira, novembro 17, 2014

Pamukkale ou Castelo de Algodão


Pamukkale é uma montanha coberta por rocha branca calcária, que há milhões de anos é esculpida por sulcos de água que lhe concederam um aspecto único e de rara beleza. As águas termais brotam do chão a 35 graus e formam piscinas de água azul turquesa, que aliadas ao brilho do mármore travertino sob a luz do sol, fazem daquele local um lugar encantado.
Com este visual mágico, recebeu justamente o nome de Pamukkale, que em turco significa "Castelo de Algodão".
Pamukkale é, então, um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos deram origem a gigantescas bacias de água que descem em cascata numa colina.
Pamukkale localiza-se no sudoeste da Turquia, distando 650 km de Istambul e 230 km de Izmir ou Esmirna.  Pamukkale  e Hierápolis (Cidade Sagrada) foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1988.
É bem provável que, como se localiza a grande distância das maiores cidades turcas, este facto tenha sido responsável pela sua preservação e, apesar de receber turistas há séculos, tem-se mantido praticamente intacto. Ora veja!

domingo, outubro 12, 2014

"Our Terrible Country"

A 12.ª edição do Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, vai acontecer  de 16 a 26 de Outubro. Este festival pretende repensar o documentário nas suas implicações e potencialidades artísticas, políticas e sociais. O Doclisboa representa, também, um lugar de convívio, debate e pensamento vivo, um espaço de proximidade e partilha entre o cinema e o público.
O Doclisboa continua a apostar no público infantil e juvenil, daí que o DocEscolas arranque a 17 de Outubro. A formação de públicos é um dos objectivos do festival, que investe na relação entre a comunidade escolar e as salas de cinema.
Os ateliers, os filmes, e os debates procuram complementar e diversificar os conteúdos programáticos das disciplinas, contribuindo assim para promover o conhecimento curricular e extracurricular, o repertório cultural e científico, bem como a sensibilidade e o interesse pelo cinema documental, a reflexão crítica e a participação.
Assim, no dia 17 está programada a exibição, para o público escolar, de um documentário cuja temática é bastante actual.
"Our Terrible Country" é um documentário (de 85') realizado na Síria e Líbano (em 2014) por Mohammad Ali Atassi e Ziad Homs. Este documentário ganhou o o prémio máximo no Festival  Internacional de Marselha (FIDMarseille).
Sinopse:
Este road movie leva-nos na viagem arriscada de Yassin Haj Saleh, um conhecido intelectual e dissidente sírio, e do jovem fotógrafo Ziad Homsi, que percorrem juntos um itinerário árduo e perigoso da zona libertada de Douma/Damasco até Raqqa, no norte da Síria, para acabarem por se verem forçados a deixar o seu país natal, num exílio temporário na Turquia.
Se puder passe pela Culturgest e veja "Our Terrible Country". Entretanto, aprecie, abaixo, o trailer deste documentário. 

sexta-feira, maio 30, 2014

A Gastronomia Turca

O passeio virtual de hoje é até à Turquia. Mas é um passeio diferente, porque vamos conhecer não o património edificado da Turquia, mas sim, o seu património gastronómico.
A gastronomia turca é rica em massas, vegetais, carnes, peixes e sobremesas. Herdeira da culinária otomana e da localização geográfica do país, a gastronomia turca caracteriza-se  pelo cruzamento de sabores da Ásia e do Mediterrâneo Oriental e foi enriquecida, ao longo dos séculos, devido  às migrações dos turcos, desde a Ásia Central até a Europa.
Entre os elementos trazidos da Ásia Central pelos turcos, estão o iogurte e o yufka, a fina massa também conhecida como filo, que constitui a base da baklava e da bureka. Além destes pratos,  existem outros muito difundidos por todo o Médio Oriente e Europa Oriental, como por exemplo, o dolma, o döner, os diferentes tipos de kebab, os mantis (uma espécie de ravioli), beğendi (pasta de berinjela), o pilaf de arroz, e o kadayif (doce feito de massa cabelo de anjo, ricota e pistachio).
A baklava ou baclava é um tipo de pastel elaborado com uma pasta de nozes trituradas, envolvida em massa filo e banhada em xarope ou mel, existindo variedades que incorporam pistachios, avelãs e sementes de sésamo e de papoila. Se quiser ficar a saber como se prepara este doce, basta clicar aqui.
É geralmente servida como sobremesa nos países que fizeram parte do antigo Império Otomano, sendo um dos pratos nacionais da Turquia.
Baclava
A história da baclava não está bem documentada, sendo a sua invenção reivindicada por vários grupos étnicos. Mas há fortes evidências de que seja de origem túrquica da Ásia Central, e que sua forma atual tenha sido desenvolvida nas cozinhas imperiais do Palácio Topkapi.
Já agora, não poderiamos deixar de falar do café turco. O café turco é um tipo de café tradicional da Turquia e de diversos territórios que outrora integraram o Império Otomano, tais como a Grécia, o Médio Oriente, parte do Norte de África e os Balcãs. É preparado a partir de café moído com consistência de farinha. A bebida resultante fica muito concentrada e espessa, servindo-se tradicionalmente em chávenas pequenas, sem pega, com ou sem açúcar.

domingo, dezembro 29, 2013

Um Milionário em Lisboa

"Um Milionário em Lisboa" é o último romance do jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos.
Sinopse
"Baseado em acontecimentos verídicos, este livro conclui a espantosa história iniciada em "O Homem de Constantinopla" e transporta-nos no percurso da vida do arménio que mudou o mundo.
Kaloust Sarkisian completa a arquitectura do negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantém em permanência uma beldade núbil, dedica-se à arte e torna-se o maior coleccionador do seu tempo.
Mas o destino interveio.
O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levam o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver. Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria de fazer, é o filho quem lhe apresenta a solução:
Lisboa.
O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o".

sábado, dezembro 28, 2013

O Homem de Constantinopla

"O Homem de Constantinopla" é o penúltimo livro do jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos. Inspirado em factos reais, este livro reproduz a extraordinária vida de um misterioso arménio que mudou o mundo.
Sinopse
"O Império Otomano desmorona-se e a minoria arménia é perseguida. Apanhada na voragem dos acontecimentos, a família Sarkisian refugia-se em Constantinopla. Apesar da tragédia que o rodeia, o pequeno Kaloust deixa-se encantar pela grande capital imperial e é ao atravessar o Bósforo que pela primeira vez formula a pergunta que havia de o perseguir a vida inteira:
“O que é a beleza?”
Cruzou-se com a mesma interrogação no rosto níveo da tímida Nunuphar, nos traços coloridos e vigorosos das telas de Rembrandt e na arquitectura complexa do traiçoeiro mundo dos negócios, arrastando-o para uma busca que fez dele o maior coleccionador de arte do seu tempo.
Mas Kaloust foi mais longe do que isso.
Tornou-se o homem mais rico do planeta".