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sexta-feira, dezembro 05, 2025

Os Hutong

Os Hutong são uma janela aberta para o passado de Pequim, são vielas e becos estreitos repletas de casas com pátios, e séculos de cultura e arquitetura chinesas. Foram estabelecidos durante as dinastias Yuan, Ming e Qing e tornaram-se uma parte importante da cultura e do património histórico do país.

A palavra hutong vem do termo mongol hottog, que significa "poço de água". Com o tempo, este termo passou a descrever as pequenas vielas existentes entre fileiras de casas tradicionais com pátio, conhecidas como Siheyuan.  Foram construídos pela primeira vez durante a dinastia Yuan (1271–1368) para criar um tecido urbano mais organizado. Um siheyuan, um tipo tradicional de arquitetura chinesa, é caracterizado por um pátio central rodeado por edifícios em todos os quatro lados. Historicamente, era uma habitação de uma família alargada e um símbolo de riqueza, mas hoje é frequentemente adaptado para habitação moderna, escritórios e espaços comerciais, mantendo o seu design arquitetónico único. 

O layout organizava estas casas de acordo com a hierarquia familiar. A casa principal no lado norte era geralmente reservada aos membros mais velhos, enquanto as alas secundárias nas alas leste e oeste eram para os membros mais novos da família.

Estas vielas tranquilas e sinuosas são exclusivas de Pequim. Os Hutong moldaram a vida quotidiana de gerações e guardam histórias em cada esquina. Os Hutong são a espinha dorsal da velha Pequim, entrelaçando-se em torno da grande Cidade Proibida como uma rede viva da história. Às vezes são chamados "um museu ao ar livre da vida no pátio", onde a vida quotidiana, desde jantares em família até festivais, acontece à vista de todos.

Mas os Hutong estão a desaparecer rapidamente. Desde o fim do Dinastia Qing, mais de 70% dos hutongs de Pequim perderam-se devido ao desenvolvimento urbano. Em 2024, verificou-se que ainda sobreviviam cerca de 400 hutongs, oferecendo um vislumbre de um estilo de vida que está desaparecer a um ritmo alucinante. 

Como referi muitos hutongs foram demolidos, mas outros foram protegidos e agora são atrações turísticas que oferecem um vislumbre da vida tradicional chinesa. Caso vá até Pequim deixo-lhe agora alguns exemplos: O Beco de Dongjiaominxiang é o mais longo e historicamente abrigou embaixadas e bancos; a Rua Diagonal de Yandai é um exemplo de um bairro comercial com estilo tradicional; a Rua Liulichang é uma zona cultural e turística com lojas de antiguidades, caligrafia e pintura e o Ju'er Hutong é conhecido por abrigar a antiga residência de um ministro da dinastia Qing. 

É fácil avistar um "Siheyuan" ao caminhar pelos hutongs de Pequim. O Siheyuan é um tipo de residência tradicional com um rico património cultural. O projeto da área residencial da Vila Olímpica de Inverno de Pequim 2022 foi inspirado no Siheyuan. Assista ao vídeo para vivenciar a essência da cultura de Pequim através do Siheyuan.
Saiba mais sobre hutongs e siheyuan e veja como vivem as pessoas nestas bairros tradicionais de Pequim.
Veja agora como Pequim transforma os seus hutongs e casas com pátio Siheyuan.

quarta-feira, novembro 26, 2025

O Último Imperador

O Último Imperador é um filme (drama histórico, biográfico) realizado por Bernardo Bertolucci e que contou no elenco com John Lone, Joan Chen, Peter O'Toole.

O filme conta a história da vida de Aisin-Gioro Puyi, o último imperador da dinastia Qing. Bernardo Bertolucci, que criou neste filme um magnífico fresco histórico, foi vencedor de 9 Oscares da Academia de Hollywood.

Sinopse:
A saga de Pu Yi (John Lone), o último imperador da China, que foi declarado imperador com apenas três anos e viveu enclausurado na Cidade Proibida até ser deposto pelo governo revolucionário, enfrentando então o mundo pela primeira vez quando tinha 24 anos. Neste período se tornou um playboy, mas logo teria um papel político quando se tornou um pseudo -imperador da Manchúria, quando esta foi invadida pelo Japão. Aprisionado pelos soviéticos, foi devolvido à China como prisioneiro político em 1950. É exatamente neste período que o filme começa, mas logo retorna a 1908, o ano em que se tornou imperador.

segunda-feira, novembro 24, 2025

Chongqing: Uma Cidade Diferente

Xunquim ou Chongqing é uma cidade localizada no sudoeste da China e com uma rica história de 3.000 anos. Administrativamente, é um dos quatro municípios sob administração direta do governo central da República Popular da China (os outros três são Pequim, Xangai e Tianjin) e o único município localizado longe da costa.

O município atual foi recriado em 1997 para ajudar a desenvolver as partes central e ocidental da China.

Chongqing é uma das principais cidades nacionais da China. É um elo importante na Rota da Seda do Rio Yangtzé e uma base para a Iniciativa Cinturão e Rota do país.

Chongqing é uma das cidades mais impressionantes da China. No vídeo abaixo, pode descobrir porque é que esta metrópole montanhosa é conhecida como a "cidade 8D" ou 8 dimensões. É impressionante pelos comboios que atravessam prédios, pelas ruas que se sobrepõem em níveis vertiginosos e tantas outras coisas que pode apreciar neste vídeo. Vale a pena vê-lo até ao fim. Não perca.

sábado, novembro 22, 2025

Voai, Cisnes Selvagens

Voai, Cisnes Selvagens é a continuação do livro de memórias de Jung Chang "Cisnes Selvagens: Três Filhas da China". 

O livro continua a saga da família da autora, e aprofunda a sua história pessoal ao mesmo tempo que analisa o período da história da China que se seguiu ao fim da era Mao. 

Sinopse:
Cisnes Selvagens, publicado originalmente em 1991, marcou uma geração. Era a história pessoal épica de Jung Chang, da sua mãe e da sua avó - «três filhas da China». O livro começa com o nascimento - e o enfaixamento dos pés - da sua avó em 1909, quando a China ainda vivia no império, e acompanha o período de Mao e a Revolução Cultural, quando os pais de Jung foram sujeitos a provações dolorosas. Termina em 1978, quando a era Mao terminou oficialmente e Deng Xiaoping deu início ao tempo das «reformas».

Quase meio século depois, a China passou de um país pobre e de um Estado decrépito e isolado a uma potência mundial, desafiando a posição dominante dos EUA. Ao longo destas décadas, a vida de Jung esteve intimamente ligada à sua terra natal. As suas experiências nesses anos foram ricas e complexas - tanto mais que todos os seus livros foram (e são) proibidos.

Este livro é a continuação de Cisnes Selvagens e atualiza a história da família de Jung - e também a da China. De certo modo é uma carta de amor de Jung à sua mãe. Inevitavelmente, fala também da sua avó e do seu pai, ambos mortos tragicamente na Revolução Cultural.

A China encontra-se agora noutro momento decisivo: o presidente Xi Jinping procura fazer com que o país regresse aos velhos tempos maoístas e construir um Estado comunista com características capitalistas. Esta nova era Xi está a afetar profundamente a vida de Jung e a da sua mãe. Ao longo das vidas de ambas, ela oferece um relato complexo, intenso, profundamente comovente e inesquecível do que é viver numa ditadura comunista e das ameaças que a China moderna representa para a ordem mundial. Tudo contado como a história de uma família.

quarta-feira, novembro 19, 2025

O Império do Sol

 O Império do Sol é um filme, dos géneros drama, guerra e histórico, realizado por Steven Spielberg e que foi nomeado para seis Óscares, em 1988.

O filme baseado no romance autobiográfico de J.G. Ballard, "O Império do Sol", conta a história de um rapaz inglês cuja vida se transforma de um dia para o outro e que conta no elenco com Christian Bale, John Malkovich e Miranda Richardson.

Sinopse:
Quando em 1941 o Japão abre um novo teatro de guerra na Ásia, a China estava há três anos sob ocupação japonesa.

No meio da confusão que se instala em Xangai, com a entrada do exército nipónico, Jim Graham (Christian Bale) é um garoto de 11 anos de uma família inglesa que vive no Oriente. Jim tem um padrão de vida alto, mas de repente é separado de seus pais em virtude da China ser invadida pelo Japão. Encontra Basie (John Malkovich), um aventureiro americano, que o recolhe até acabarem por ser enviados, juntamente com outros prisioneiros ocidentais, para um campo de concentração. Aí, Jim, vai descobrir o medo, a insegurança, a fome, a promiscuidade, a violência e a morte. Isto força-o a defender-se e obriga-o a crescer, tornando-se então um sobrevivente num campo de concentração com rígidas regras. Porém, Jim não se deixa dominar pelo infortúnio e transforma-se num génio do comércio clandestino dentro do campo de concentração, onde vai passar quatro longos anos até ao dia em que a Bomba Atómica põe fim à guerra.

terça-feira, novembro 18, 2025

Vamos até Xangai?

Xangai ou Shanghai é uma cidade de contrastes e a maior cidade da República Popular da China.

O seu nome significa "Sobre o Mar", pois fica situada no litoral do oceano Pacífico e no estuário sul do rio Yangtzé, sendo dividida pelo rio Huangpu ou Huangpo.

É um dos quatro municípios sob administração direta da República Popular da China. Com uma população de 26,31 milhões, é uma das cidades mais populosas do mundo e a única cidade do Leste Asiático com um PIB maior do que o da capital do seu país. Xangai é um centro global de finanças, de negócios e economia, de pesquisa, de educação, de ciência e tecnologia, de manufactura, de turismo, de cultura e transportes, sendo que o Porto de Xangai é o porto de contentores mais movimentado do mundo.

Shangai é ainda conhecida pela sua culinária açucarada, pela linguagem local distinta e pelas suas características cosmopolitas. 

Originalmente foi uma vila de pescadores e uma cidade mercantil. Xangai cresceu em importância no século XIX devido ao comércio interno e externo e à sua localização portuária favorável. A cidade foi um dos cinco portos forçados a abrir ao comércio europeu após a Primeira Guerra do Ópio. O Acordo Internacional de Xangai e a Concessão Francesa foram posteriormente estabelecidos.

Xangai tem sido descrita como a "vitrine" da economia chinesa em expansão. É uma cidade que apresenta vários estilos arquitetónicos, como a art déco e o shikumen.

O Shikumen é um estilo de arquitetura tradicional de Xangai que combina elementos chineses e ocidentais, caracterizado por casas de pedra e "portas de pedra" (shikumen) que dão nome ao estilo. É uma fusão de arquitetura residencial chinesa, como as "hutongs" de Pequim, com influências ocidentais, como as portas de pedra e as arcadas de estilo romano.  Surgiu na década de 1860, tornando-se a forma de habitação mais comum na cidade, mas, grande parte foi demolida ao longo do tempo. Hoje, edifícios shikumen revitalizados são usados para fins comerciais e culturais, como em Xintiandi (bairro de luxo, conhecido pela revitalização das casas tradicionais deste estilo, para criar uma área comercial e de entretenimento moderna e livre de carros) e Tianzifang.

A cidade de Xangai é hoje sobretudo conhecida pelo panorama urbano de Lujiazui (área localizada numa península formada por uma curva do rio Huangpu), pelos seus museus e edifícios históricos, como o Templo de Deus da Cidade, e pelos edifícios ao longo do Bund (que é um dos espaços mais animados da cidade, uma zona para peões com dois kms de extensão que percorre a parte oeste do rio Huangpu), o que inclui a Torre Pérola Oriental

Xangai também é conhecida por Pudong - área administrativa que é uma das mais importantes de Xangai e que começou a ser desenvolvida em 1990. Pudong abriga importantes marcos arquitetónicos como a Jin Mao Tower (420,5 m), a Oriental Pearl Tower e o Shanghai World Financial Center

Lujiazui é um distrito específico dentro de Pudong, reconhecido como um importante centro financeiro da Ásia-Pacífico. Lujiazui é a reluzente zona financeira de Xangai, conhecida pelos arranha-céus futuristas como a Shanghai Tower (632m), com plataforma de observação no último piso e a torre de TV Torre Pérola Oriental, em forma de agulha, que alberga o Museu de História Municipal de Xangai. A zona também se destaca pela vida noturna em hotéis de luxo, pelos restaurantes europeus refinados, por bares elegantes e discotecas chiques com vistas panorâmicas.

A decisão de destinar Lujiazui como um novo distrito financeiro de Xangai reflete a sua localização: ela está localizada no lado leste do rio Huangpu, em Pudong, e fica do outro lado do rio, e do antigo distrito financeiro e comercial de Bund (famosa área à beira-mar repleta de edifícios da era colonial).

Pudong e Lujiazui não são, portanto, a mesma coisa, mas estão intimamente ligados: Lujiazui é um bairro financeiro dentro da área de Pudong. Pudong é a maior área administrativa em Xangai.

Se quiser visitar e conhecer virtualmente Xangai, não deixe de ver os vídeos abaixo. Aqui vai o primeiro. Não perca.
E agora o segundo.
E ainda um outro vídeo sobre Shangai.

sábado, novembro 15, 2025

55 Dias em Pequim

55 Dias em Pequim é um filme de 1963, dos géneros drama, guerra e ficção histórica, realizado por Nicholas Ray, Guy Green e Andrew Marton e que conta no elenco com Charlton Heston (Major Matt Lewis), Ava Gardner (Natascha Ivanoff), David Niven (Sir Arthur Robertson), Leo Genn (General Jung-Lu), Paul Lukas (Dr. Steinfeldt), entre outros.

O enredo trata da Revolta dos Boxers e a consequente partilha da China entre as potências capitalistas, no início do século 20.

É uma comovente história de amor e lealdade, de um pequeno grupo de estrangeiros que se vê encurralado no interior da Cidade Proibida de Pequim, cercados por milhares chineses, durante a Revolta dos Boxers.

Sinopse:
Na China de 1900 o bairro onde se localizam as embaixadas estrangeiras é atacado pelos boxers - guerrilheiros nacionalistas que lutam contra os dominadores estrangeiros, com o apoio (oficioso) da imperatriz Tzu-Hsi.
O ataque serve de pretexto para que o país seja invadido por um exército internacional composto por ingleses, americanos, franceses, russos, alemães, japoneses e de outras nacionalidades. Segue-se uma feroz repressão, com várias execuções públicas.
Charlton Heston, no papel de um militar americano, apaixona-se por uma aristocrata russa (a bela Ava Gardner), mas rejeita-a por ela ter cometido o "sacrilégio" de dormir com um chinês. Leo Genn aparece caracterizado como chinês, enquanto David Niven encarna o polido embaixador britânico.

quinta-feira, novembro 13, 2025

A Grande Muralha e a Cidade Proibida

No vídeo abaixo, pode visitar Pequim virtualmente. Desde a chegada à cidade de comboio de alta velocidade (TGV), destes viajantes brasileiros, passando pela impressionante Cidade Proibida, a Praça Celestial (ou Praça Tiananmen), vendo as luzes da Wangfujing, até à experiência emocionante de caminhar pela Grande Muralha, no percurso de Mutianyu.

A Wangfujing é uma área comercial famosa em Pequim. É conhecida por ser uma rua pedonal, pelos  shoppings ali existentes e por um mercado noturno de rua. É um local popular para fazer compras de marcas internacionais e locais. O mercado noturno é famoso pelos petiscos exóticos, como escorpiões e outras iguarias, que atraem tanto locais como turistas. 

O nome Wangfujing significa "poço dos príncipes" devido a um poço de água doce que foi descoberto na rua durante a Dinastia Qing

Este vídeo proporciona-lhe uma imersão histórica, cheia de curiosidades, paisagens incríveis e muita cultura!
Ora veja! Vale mesmo a pena.

terça-feira, novembro 04, 2025

O Exército de Terracota

Qin Shi Huang

O Exército de Terracota é uma vasta coleção de milhares de estátuas de soldados, cavalos e carruagens, em tamanho real, descobertas no mausoléu do primeiro imperador da China, Qin Shi Huang

Qin Shi Huang reinou de 221 a 207 a.C. e foi responsável por unificar a China, criando a primeira dinastia imperial. Ordenou a construção do exército quando subiu ao trono, com apenas 13 anos.

O exército, que é um conjunto escultórico de mais de 7 000 elementos, foi encomendado por Qin Shi Huang para o proteger na vida após a morte, simbolizando um exército que o acompanharia no seu túmulo. O imperador preferiu usar estátuas em vez de sacrificar guerreiros vivos, uma prática comum na época.

A descoberta do Exército de Terracota aconteceu em 1974, quando um grupo de camponeses escavava um poço. Mal sabiam que tinham acabado de fazer uma das mais impressionantes descobertas arqueológicas do século XX - descobriram um conjunto de soldados de barro amarelo em tamanho real - o Exército de Terracota (que é Património Mundial da Humanidade desde 1987).

sexta-feira, outubro 24, 2025

Pequim: Um Roteiro Completo

Pequim é a capital da República Popular da China e está localizada no norte daquele país. É a capital nacional mais populosa do mundo, com mais de 21 milhões de habitantes numa área administrativa de 16 410,5 km². 
Pequim está cercada principalmente pela província de Hebei, com exceção da vizinha Tianjin, a sudeste; juntas, as três divisões formam a megalópole Jing-Jin-Ji e a região da capital nacional chinesa.

Pequim é uma cidade global, uma megacidade e a segunda maior cidade chinesa em população urbana depois de Xangai. É também o centro cultural, educacional e político da nação. É a sede da maioria das maiores empresas estatais chinesas e abriga o maior número de empresas Fortune Global 500 do mundo, bem como as quatro maiores instituições financeiras do mundo por ativos totais. É também um importante centro de transportes. O Aeroporto Internacional de Pequim - Capital tem sido o segundo mais movimentado do mundo em tráfego de passageiros (o mais movimentado da Ásia) desde 2010 e, desde 2016, a rede de metro da cidade é a mais movimentada e mais longa do mundo. O Aeroporto Internacional de Pequim - Daxing, o segundo aeroporto internacional em Pequim, é o maior terminal aeroportuário de estrutura única do mundo.

Vai viajar até Pequim? Vai até lá, mais ou menos à aventura? 
Se sim, não deixe de ver o vídeo abaixo, que lhe faz um roteiro completo de 3 dias nesta cidade. Assim, poderá aproveitar ao máximo a capital da China. O vídeo mostra-lhe onde se pode hospedar, os melhores restaurantes para provar pratos típicos (incluindo o famoso pato lacado à Pequim), preços atualizados e todas as atrações imperdíveis, como a Cidade Proibida, o Templo do Céu, o Jingshang Park, os tradicionais hutongs e muito mais.  Com dicas práticas, de transportes, de curiosidades e de alertas de maneira a evitar complicações, este guia vai ajudá-lo a conhecer Pequim de forma fácil, segura e inesquecível.
Não perca. Vale a pena ver.

segunda-feira, outubro 13, 2025

Zhujiajiao: A Veneza de Shanghai

Zhujiajiao é uma cidade (water town ou cidade canal) muito conhecida na China, situando-se no distrito de Qingpu, ao sul do rio Yangtze. Tem mais de 1700 anos e é a cidade antiga mais bem preservada de Shanghai. Tem pontes antigas (de madeira, pedra, mármore de variados tamanhos e modelos), pequenos canais cobertos pela sombra das árvores e casas que se ligam diretamente aos barcos. A forma como os barcos navegam fizeram com que Zhujiajiao fosse conhecida como a Veneza de Shanghai.

Dizem os entendidos que visitar Zhujiajiao sem ver as pontes é como não a ter visitado. É nelas que existem vários quadros feitos em madeira que contam a sua história. As 36 pontes da cidade oferecem vistas magníficas dos diversos canais e são uma atração famosa. A Ponte Fangsheng é a maior e mais longa dessas pontes e remonta ao século XVI. A Ponte Lang é a única ponte de madeira da cidade e foi construída na forma de um longo corredor tradicional que se estende pelos canais.

Ao longo de um quilómetro da Rua Norte é possível ver casas antigas muito bem preservadas (algumas delas que remontam à Dinastia Ming - 1368-1644) e várias lojinhas pequenas, mas muito elegantes. Tem mais de 10.000 construções que datam das dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911). No período dos Três Reinos, já havia feiras nacionais em Zhujiajiao e os negócios prosperaram na dinastia Ming.


O comércio em Zhujiajiao é mais tradicional, sem souvenirs, mas com produtos feitos à mão de altíssima qualidade e a preços muito bons, incluindo porcelanas. A Rua Norte liga-se a a várias outras pequenas ruas lindas e que merecem ser conhecidas. 

Zhujiajiao é um refúgio idílico que apresenta diversas características das antigas cidades aquáticas da China. 

Em Shanghai, além de Zhujiajiao, existe ainda outra opção de cidade aquática: Qibao. Não é tão antiga, mas não deixa de ser encantadora!

quinta-feira, outubro 09, 2025

A Grande Muralha da China

 A Grande Muralha da China é um conjunto de fortificações construídas ao longo de mais de dois mil anos para defender o império chinês de invasões. Com um comprimento total de mais de 21.000 km, com 7 metros de altura e 3,75 metros de largura em média, incluindo todas as ramificações, é uma das maiores estruturas já criadas pelo homem. Para além da sua função defensiva, a Muralha também servia como um sistema de comunicações e um meio de controle de fronteiras e de comércio, como o da Rota da Seda

 A construção começou no século 7 a.C., mas o grande volume de trabalho e a consolidação do monumento como o conhecemos hoje ocorreram durante a Dinastia Ming (1368-1644). Foi construída ao longo de uma linha Leste-Oeste através das fronteiras históricas do norte da China para proteger os Estados e impérios chineses contra as invasões dos vários grupos nómadas das estepes da Eurásia, principalmente os mongóis.

A Grande Muralha estende-se de Dandong, no leste, ao Lago Lop, a oeste, ao longo de um arco que delineia grosseiramente a borda sul da Mongólia Interior. Um abrangente levantamento arqueológico, usando tecnologias avançadas, concluiu que as muralhas da Dinastia Ming têm um total de 8.850 Km de extensão. Esta é composta por 6.259 km de seções da muralha em si, 359 km de trincheiras e 2.232 km de barreiras defensivas naturais, como montanhas e rios. Outra pesquisa arqueológica descobriu que toda a muralha, com todos os seus ramos, mede 21.196 km. Essa extensão total considera estruturas históricas que já não existem mais.

Várias muralhas estavam já a ser construídas no século VII a.C., e mais tarde foram unidas e tornadas maiores e mais fortes, dando origem ao que agora é conhecido como a Grande Muralha. Especialmente famosa é a muralha construída entre 220 e 206 a.C. por Qin Shi Huang, o primeiro Imperador da China. Pouco resta desta muralha nos dias de hoje. Desde então, a Grande Muralha foi reconstruída, mantida e melhorada; a maior parte do trecho existente é da dinastia Ming (1368-1644) como já foi referido.

Foram usadas milhões de toneladas de pedra, madeira, tijolos e argamassa de cal e arroz glutinoso para a sua construção. 

O sistema incluía torres de vigia para comunicação (que transmitiam informações através de sinais de fumo e fogo, indicando a presença e a intensidade do ataque inimigo), fortalezas, postos de comando e plataformas de observação. 

 A maior parte da muralha está em ruínas, com cerca de 30% da estrutura original perdida devido à erosão, ao tempo e a ações humanas. Contudo, alguns trechos foram restaurados e são pontos turísticos populares.

Os milhares de kms da Muralha da China estão divididos em várias seções e, embora todas sejam especiais, cada uma está adaptada a um público em particular.

Uma das seções mais populares da muralha é a zona restaurada conhecida como Badaling. Esta seção, localizada a menos de 80 kms de Pequim, foi a primeira a abrir as portas ao turismo em 1957 .

A imponente paisagem montanhosa de Mutianyu faz dela uma das melhores escolhas para visitar a Grande Muralha da China. Está localizada a menos de 90 quilômetros de Pequim e, embora seja uma das zonas mais populares, não tem um turismo tão massificado como Badaling.

Huanghua Cheng é um trecho da muralha que está bastante desmoronado e tem um perfil um pouco perigoso, mas esse é sem dúvida o maior dos seus encantos.

Uma parte da muralha está submersa nas águas de uma grande represa, por isso os amantes de mergulho podem aproveitar para descobrir a parte mais misteriosa da muralha.

O trecho de Huanghua Cheng tem a vantagem de ser menos explorado, já que são poucos os turistas que decidem aventurar-se no seu terreno irregular.

Afastado por completo da massificação turística, o trecho entre Simatai (alguns trechos são muito inclinados - até 70º - e só podem ser percorridos através da escalada) e Jinshanling é um dos mais escarpados e complicados de percorrer, embora as suas paisagens incríveis sejam uma recompensa mais do que justa.

A Grande Muralha é hoje um símbolo icónico da China e um grande atrativo turístico para o país tendo sido declarada Património Mundial pela UNESCO em 1987.
Veja agora, com atenção, dois vídeos sobre este monumento que faz parte das novas 7 Maravilhas do Mundo. Aqui vai o primeiro.
E agora o outro vídeo.

terça-feira, setembro 30, 2025

Guilin: Um Paraíso da Natureza

Guilin é uma cidade situada ao noroeste da Região Autónoma de Zhuang (Guangxi), na República Popular da China.

Ocupa uma área total de 27.809 km² dos quais 565 km² correspondem à cidade propriamente dita. A população aproximada (em 2010) era de 4,750 milhões de habitantes, constituída pelas seguintes etnias: Zhuang, Yao, Hui, Miao, Han e Dong. Apesar de ter mais de quatro milhões de habitantes, é uma cidade muito limpa e com baixos níveis de poluição.

Guilin é um dos destinos favoritos quer dos chineses (para passar férias), quer de turistas de todo o mundo. É que para além de limpa é dotada de jardins fantásticos, de passeios pedonais ao longo das margens dos rios Li e Taohua e dos lagos Shãn e Róng. Tem várias ruas fechadas ao trânsito, destacando-se a Zhengyang Lu, local favorito dos locais para ir almoçar e jantar fora.

Esta cidade é também um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza, com as suas montanhas verdejantes, os rios límpidos e os campos de arroz que formam uma paisagem fantástica.

Guilin está situada na margem oeste do Rio Li, no meio de um deslumbrante relevo cársico, com montanhas cobertas de vegetação, o que lhe confere uma beleza especial. Esta cidade turística tem como atrações: a pesca noturna com recurso ao corvo-marinho-de-faces-brancas ou cormorão; os cruzeiros no rio Li para apreciar a paisagem cársica das suas margens e as aldeias que existem ao longo das mesmas. 

O passeio ao longo do Rio Li é o que melhor representa a ideia da paisagem típica chinesa, com lagos, planícies e suaves colinas, através de uma sucessão de picos, todos com nomes descritivos: Colina do Pincel, Colina da Luta de Galos, Desfiladeiro dos Bois e Colina dos Bordados. A Colina da Tromba do Elefante é um dos marcos naturais mais conhecidos de Guilin, situando-se no Parque de Xiangshan. Esta formação rochosa assemelha-se a um elefante a beber água do rio, daí o seu nome. A vila de Yangshuo, situada no final do passeio pelo Rio Li, é um dos locais mais encantadores da região. 

A cerca de duas horas de Guilin, os Terraços de Arroz de Longji são outra maravilha imperdível. Estes terraços, também conhecidos como "Terraços da Espinha do Dragão", foram construídos há séculos pelo povo Zhuang, que transformou as encostas das montanhas em terraços produtivos.

Ainda outra atração a não perder são as Grutas de Reed Flute, um sistema de grutas calcárias que impressiona pela sua formação única de estalactites e estalagmites, que se iluminam com cores vibrantes, criando um cenário surreal. Estas grutas são conhecidas há mais de mil anos e foram frequentemente mencionadas na literatura chinesa clássica.
Para continuar este passeio virtual não deixe de ver os vídeos abaixo. Aqui vai o primeiro.
E agora o segundo.

quarta-feira, setembro 24, 2025

Xian: Uma Cidade Milenar

Xian uma das cidades mais importantes da China, é a capital da província de Xianxim.  Foi a capital da China ao longo de várias dinastias: Qin (255 a 206 a.C.), Han (202 a.C. a 25 d.C.) e Tang (618 a 907).

É preciso não esquecer que Xian marcou o início da histórica Rota da Seda, passado que está visível no popular museu de história de Shaanxi.

Situa-se no vale do rio Wei e é o limite oriental da Rota da Seda (que ligava o Oriente ao Ocidente), tendo sido durante a dinastia Tang que atingiu o seu apogeu. Face à sua posição, converteu-se numa metrópole que atraiu mercadores de diversas religiões, transformando-se num "melting pot" de cristãos, muçulmanos, zoroastristas e budistas.

 Xian é também conhecida como o lugar do Exército de terracota, construído durante a dinastia Qin. A cidade tem mais de 3100 anos de história e era designada como Chang'an até à dinastia Ming (1368 a 1644). Como antiga capital do país, a cidade atrai viajantes, todos os anos, para admirar as principais atracções arqueológicas, tendo-se tornado, por isso, um importante destino turístico da China, depois de Pequim.

Se for até Xian não deixe de visitar:
O Exército dos Guerreiros de Terracota;
O Museu de história de Shaanxi ou de Xian;
A Torre do Tambor e Torre Sineira (dois monumentos históricos situados no centro de Xi'an);
A Muralha da cidade de Xian (muito bem preservada);
A rua e o Bairro Islâmico (Beiyuanmen);
O Pagode do Grande Ganso Selvagem (marco budista da cidade da dinastia Tang);
O Pagode do Pequeno Ganso Selvagem (templo budista).

 Outros lugares para visitar em Xian:
O Mercado de caligrafia (na rua Shu Yuan Men);
O Mausoléu de Yangling;
O Monte Huashan;
O Palácio de Huaqing;
O Museu Qianling;
O Túmulo de Yangguifei;
O Mausoléu de Zhaoling;
A Grande Mesquita.

Desde a década de 1990, devido ao crescimento da economia no interior da China, a cidade de Xian re-emergiu como potência cultural, industrial e educacional na região centro-noroeste, com vários recursos voltados para a pesquisa, o desenvolvimento, a segurança nacional e o programa chinês de exploração espacial.

Assim, enquanto em 2005 Xian tinha 8,07 milhões de habitantes, sendo 51,66% homens e 48,34% mulheres, hoje tem cerca de 13 milhões de habitantes.
E ainda outro vídeo:

quinta-feira, junho 26, 2025

O Sino dos Ventos ou Espanta Espíritos

 O Sino dos ventos, é um símbolo de proteção espiritual quer pessoal quer para o lar. O sino dos ventos pode ser encontrado em diversos tipos de materiais como: pedras lascadas ou fatiadas; bambu, metal; cerâmica; madrepérola; pequenos pedaços de madeira ou cristais.

O Sino dos ventos também conhecido como o Senhor dos ventos, Sinos de vento, Mensageiro do vento, Carrilhão de vento, Sinos da felicidade ou Espanta espíritos é usado para melhorar a energia do ambiente através do vento. O Budismo e o Feng Shui usam-no porque segundo estas práticas o ar é uma força que quando se movimenta entre pedaços de bambu, madeira, metal, ou conchas, espalha boas vibrações e o som interage com a nossa energia e ajuda a acalmar o espírito. 

Sino dos ventos tem origem em todo o território asiático, sendo utilizado há mais de 1.000 anos. Na China antiga, era considerado um talismã sagrado que expulsava os espíritos negativos das casas. Além disso, acreditava-se que o objeto atraía bons espíritos para o local onde estava instalado.

Em cada país asiático o Mensageiro do Vento teve um significado específico de acordo com a cultura e hábitos da região. Por exemplo, enquanto na China estes talismãs estavam ligados à religião budista, no Japão este objeto teve um papel importante relacionado com o Feng Shui e o Xintoísmo.

Para o Feng Shui, que é uma técnica que visa trabalhar com a harmonia das energias, este item tem a finalidade de harmonizar o ambiente. Além disso, a peça também limpa as energias más, deixando o ambiente mais bonito até por ser uma bela peça decorativa.

Ao longo do tempo, o Senhor dos ventos espalhou-se pelo mundo, graças à sua beleza e à sua fama de proteção. Atualmente, é muito comum encontrar o Sino dos Ventos quer em jardins e áreas externas das habitações quer no seu interior, desde que esteja num ambiente onde tenha uma boa passagem de ar.

Assim, cria sons agradáveis com o movimento do vento, com o objetivo de criar um ambiente leve e harmonioso. O som suave produzido pelos Sinos da felicidade pode ajudar a criar um ambiente relaxante e tranquilo. 

Em algumas culturas, acredita-se mesmo que os Espanta Espíritos afastam energias negativas e atraem energias positivas, além de ajudar a movimentar energias estagnadas. 
E agora aprenda a fazer um espanta espíritos.

sexta-feira, setembro 13, 2024

A Chinoiserie

"Chinoiserie" é uma palavra francesa que significa a imitação ou evocação dos estilos chineses na arte ou na arquitetura ocidentais. O termo é aplicado particularmente à arte do século XVIII, quando desenhos pseudochineses de inspiração fantástica e extravagante combinavam bem com o estilo rococó que dominava na época. 

Os europeus, nomeadamente ingleses e franceses, ficaram fascinados pela natureza exótica de produtos de luxo, como porcelana, seda e laca, que chegavam à Europa a partir do Leste Asiático desde o início do século XVI. Essas importações estimularam os designers rococós de meados do século XVIII a imitar e a adaptar motivos e ornamentos orientais para uma ampla variedade de objetos. Eles não distinguiam entre o que era chinês, japonês ou indiano, mas combinavam motivos para criar um mundo de fantasia exótico.

A Chinoiserie, é caracterizada por uma série de motivos que ocorrem com frequência. Na Grã-Bretanha do século XVIII, a China parecia um lugar misterioso e distante. Embora o comércio entre os dois países tenha aumentado ao longo dos séculos XVII e XVIII, o acesso à China ainda era restrito e havia poucas experiências em primeira mão do país. A Chinoiserie baseou-se nesses preconceitos exóticos e misteriosos. Os objetos apresentavam paisagens fantásticas com pavilhões fantasiosos, linhas amplas dos telhados de pagodes chineses, pássaros fabulosos e figuras em roupas chinesas. Às vezes, essas figuras eram copiadas diretamente de objetos chineses, mas, mais frequentemente, elas tinham origem na imaginação do designer. Bestas míticas, como dragões, também se tornaram um motivo comum da Chinoiserie, evocando tudo o que era estranho e maravilhoso sobre o Oriente.

Este estilo fantasioso, que atingiu o seu auge na Grã-Bretanha, de 1750 a 1765, dependia mais da imaginação do designer e do artesão do que de retratar com precisão motivos e ornamentos orientais.

O interesse pela Chinoiserie, embora não fosse universalmente popular, continuou nos séculos XIX e XX, mas declinou em popularidade após a Primeira Guerra do Ópio de 1839 - 42 entre a Grã-Bretanha e a China. A China fechou, em seguida, as suas portas para as exportações e importações e, para muitas pessoas, a chinoiserie tornou-se assim, uma moda do passado.

domingo, julho 21, 2024

Dongtan: Uma Ecocidade

Dongtan será, quando construída, a primeira cidade ecologicamente sustentável do mundo.
Dongtan  – ou praia do leste – é o projeto de uma cidade ecológica, com a supervisão do arquiteto Alejandro Gutierrez, para ser construída na parte leste da ilha de Chongming, em Shangai na China. A ideia inicial era que a cidade fosse inaugurada na Exposição Mundial de 2010 em Shangai, mas a cidade não saiu ainda do papel.  O projeto urbanístico foi contratado em 2005 pela Companhia de Investimento Industrial de Shangai (SIIC), e pretendia ser a primeira de uma série de 4 cidades.

Com cerca de  750 km², num local onde a maior parte da terra ainda não foi urbanizada, ela deveria ser implantada ao longo do rio Yangtze, deixando-se 65% da ilha reservada para usos rurais e implantação de parques públicos. 
Em 2010 deveria ter sido construído um sistema formado por uma ponte e um túnel e também uma ampliação do metro que ligariam a ilha a Shangai e ao aeroporto internacional dessa cidade. 
O projeto previa ainda que, em 2020, Dongtan começaria a crescer ao longo dos corredores de transportes públicos na direção norte, mas mesmo assim mais da metade da ilha continuaria mantendo o uso rural ou de parques públicos. (Fonte: 2013).
Atualmente Dongtan parece enveredar por ser um bairro-jardim aos moldes britânicos, um lugar onde a população mais rica de Shangai poderá passar o final de semana. 
Parece que esta será a última ideia do que poderá vir a ser este local.
Dongtan (parte 2)

quinta-feira, junho 06, 2024

Os Telhados na China

A China está a mudar a cor dos seus telhados? Sim, estão de facto a pintá-los de azul. No entanto, o hábito de pintar telhados de azul não é algo novo na China.

Na verdade, muitas províncias chinesas adotam essa tradição cultural há séculos. A cor azul é vista de forma positiva na cultura chinesa e está associada a significados como prosperidade e riqueza. Além de representar prosperidade, o azul também é visto como uma cor protetora.

Acredita-se que ela tenha o poder de afastar más energias e trazer segurança para o ambiente. A tradição de usar o azul em telhados é uma parte importante da herança cultural chinesa e asiática: é uma prática que tem sido transmitida de geração em geração.

Nas grandes cidades, a água da chuva flui para as ruas, para as calçadas, estacionamentos, coberturas e telhados, entrando em contacto com a poluição, com contaminantes vários e outros resíduos durante todo este percurso. Muitas vezes o final deste caminho é o oceano, contribuindo assim, para a sua poluição.

O "Blue Roof" ou Telhado Azul é também  uma nova tecnologia que já conquistou espaço nas coberturas dos prédios nos Estados Unidos, em cidades como Nova Iorque, por exemplo, centros urbanos onde existe baixa permeabilidade do solo. Considerada uma estratégia LID (Low Impact Development Desenvolvimento de baixo Impacto) a ideia é reter a água da chuva na cobertura das edificações! 
Isso mesmo! 
Fazer com que o chamado "runoff", ou seja o escoamento da água pluvial seja mais lento e de forma filtrada, primeiro evitando o excesso de água nas ruas, inundações, deterioração das vias e calçadas, sobrecarga do sistema de escoamento, e segundo fazendo com que o volume que chega aos reservatórios para aproveitamento esteja com menos impurezas.

 Quer os Blue Roof quer os Green Roof contribuem, assim, para uma jornada mais limpa da água.

quarta-feira, junho 05, 2024

O Arroz Proibido

Existe uma grande variedade de arroz, incluindo o arroz branco, integral, selvagem, jasmim, basmati, o arroz preto, entre outros. 

O Arroz Proibido nada mais é que o arroz preto ou negro. Em italiano é conhecido como riso venere.

É originário da China, onde é conhecido como arroz proibido. Proibido porque só era reservado para o imperador,  já que na altura se dizia promotor da longevidade. Todos as outras pessoas estavam proibidas de o consumir.

É um arroz integral de profunda cor negra com reflexos púrpura, de grão médio e não glutinoso da espécie Oryza sativa L., como o agulha ou o carolino, mas sofreu uma mutação genética ocasional que lhe deu a cor. A partir daí, essa mutação foi sendo replicada. 

Tem um sabor intenso, que remete para as castanhas. Fica macio e cremoso e é um bom acompanhamento para peixes e frutos do mar.

É um alimento com muito valor nutricional, rico em fibra, e uma fonte natural de ferro. 

Também é saciante, rico em proteínas e ajuda a regular o colesterol . Está carregado de fibras, em primeiro lugar porque é integral, mas também pelas suas próprias características. Os hidratos que contém são de libertação lenta, ideais para regular o açúcar no sangue. 

Durante a cozedura liberta um delicado aroma de frutos secos que o acompanha durante a degustação.

E agora aprenda a prepará-lo;

Ingredientes:
1 xícara (chá) de arroz preto
½ cebola
3 xícaras (chá) de água
1 colher (sopa) de azeite
1 folha de louro
½ colher (chá) de sal

Preparação:
Descasque e pique a cebola bem fininha. Numa chaleira, leve um pouco mais de 3 xícaras (chá) de água ao fogo baixo, até ferver.

Leve uma panela média ao fogo baixo. Quando aquecer, regue com o azeite e acrescente a cebola. Tempere com uma pitada de sal e refogue por cerca de 2 minutos, até murchar. Junte o louro e misture bem.
Acrescente o arroz e mexa bem para envolver todos os grãos com o azeite por cerca de 1 minuto – isso ajuda a deixar o arroz soltinho depois de cozido.
Meça 3 xícaras (chá) da água fervente e regue o arroz. Tempere com o sal, misture bem e aumente o fogo para médio, não mexa mais.
Assim que a água atingir o mesmo nível do arroz, diminua o fogo e tape parcialmente a panela. Deixe cozinhar até que o arroz absorva toda a água – para verificar se a água secou, fure o arroz com um garfo e afaste delicadamente alguns grãos do fundo danpanela; se ainda estiver molhado, deixe cozinhar mais um pouquinho.
Desligue o fogo e mantenha a panela tapada por 5 minutos antes de servir para que os grãos terminem de cozinhar no próprio vapor. Em seguida, solte os grãos com um garfo, transfira para uma tigela e sirva quente.

sexta-feira, maio 17, 2024

Harbin: Uma Cidade-Esponja

Parque pantanoso de Tianjin

Harbin, no norte da China, é um exemplo de uma "cidade-esponja". 

Uma "cidade-esponja" é uma solução baseada na natureza para manter as inundações à distância, através da utilização da paisagem para reter a água, retardar o seu fluxo e limpá-la ao longo de todo o processo. No fundo, as "cidades-esponja" são cidades ecológicas que oferecem uma estratégia para incorporar o ciclo da água no planeamento urbano.

O conceito foi concebido por Kongjian Yu e proposto por investigadores chineses, em 2013. Assim, Harbin recolhe, limpa e armazena águas pluviais, ao mesmo tempo que protege o habitat natural e proporciona um espaço público verde para uso recreativo.

Décadas de urbanização e poluição, fazem a China enfrentar, por um lado, a escassez de água, por outro, inundações, que têm vindo a ser agravadas pelos efeitos das alterações climáticas.

Parque alagável Yanweizhou - cidade de Jinhua

O Norte da China tem sido particularmente afetado pela escassez de água ao longo de todo o ano, enquanto no Sul da China, o problema é sazonal. Para esta situação contribui o facto de que 80% da água no país está concentrada no Sul, quando o Norte é o epicentro do desenvolvimento nacional.

Na China, onde a economia tem tido um dos crescimentos mais rápidos do mundo, a água está a esgotar-se. Com uma população de 1,4 mil milhões de habitantes, o país precisa de água para se desenvolver, mas esse recurso vital tornou-se limitado e está distribuído de forma desigual, daí que a solução para uma melhor gestão dos recursos hídricos, tenha passado pela criação de cidades ecológicas, ou seja, das chamadas "Cidades-Esponja" (como pode ver nos vídeos abaixo).
Aqui vai o primeiro:
E agora o segundo: