Baseado em factos verídicos, Posto de Combate narra a história de 54 soldados dos EUA. Um drama de guerra, que se baseia na obra de não ficção "The Outpost: An Untold Story of American Valor", escrito por Jake Tapper.
Sinopse: No dia 3 de Outubro de 2009, um grupo de 400 rebeldes talibãs investem sobre um posto avançado de combate situado no distrito de Kamdesh (Afeganistão), uma região montanhosa e remota próxima da fronteira com o Paquistão, onde servem 53 soldados norte-americanos. O ataque, que se prolonga por 24 horas, faz também com que as autoridades afegãs percam contacto com mais de 90 polícias do país. Durante todo esse dia, os soldados lutam com bravura. Como consequência, cerca de 200 combatentes talibãs sucumbem ao tentar destruir a base, oito soldados norte-americanos são mortos e 27 ficam feridos. Contra todos os obstáculos, a unidade de soldados participou no mais sangrento combate americano da Guerra do Afeganistão. A Batalha de Kamdesh foi o único ato de bravura da Guerra do Afeganistão galardoado com a mais alta patente de valentia militar.
Teve a sua estreia mundial no Festival South by Southwest em Austin, Texas, e foi indicado para o prémio Cinema Eye Honors de 2015 na categoria "Prémio Destaque".
O filme explora a "revolução fotográfica" no Afeganistão pós-Talibã, onde a fotografia era anteriormente proibida.
Sinopse: No final de 2012, Scarpelli e Bombach viajaram para o Afeganistão para filmar uma curta-metragem sobre fotógrafos.
Este projeto acabou por se transformar na longa-metragem Frame by Frame. O documentário que acompanha quatro fotojornalistas afegãos – Farzana Wahidy, Massoud Hossaini, Wakil Kohsar e Najibullah Musafar – que enfrentam dificuldades enquanto reportam durante a "revolução fotográfica" que ocorre na imprensa livre pós-Talibã.
É um olhar pessoal sobre a vida destes quatro fotógrafos afegãos que trabalham em locais onde a fotografia era anteriormente proibida pelo governo talibã, lutando para construir uma imprensa livre após décadas de censura e guerra.
Neste Mundo(In This World) é um aclamado documentário britânico de 2002 realizado por MichaelWinterbottom, e que conta no elenco com Nabil Elouahabi, Kerem Atabeyoğlu. Estefilmedo génerodrama venceu o Urso de Ouro em Berlim e narra num estilo quase documental a perigosa jornada real de dois jovens afegãos, destacando as dificuldades dos migrantes ilegais.
Este filme explora a luta pela sobrevivência, o sonho de uma vida melhor e a universalidade da condição de refugiado, com atores não profissionais que interpretam versões de si mesmos, o que lhe confere grande autenticidade.
Sinopse: Baseado em factos reais, o emocionante e premonitório "In This World", acompanha o jovem afegão Jamal (Jamal Udin Torabi) e o seu primo mais velho Enayat (Enayatullah) que vivem na cidade de Peshawar, na fronteira do Paquistão, e que são enviados numa perigosa jornada por terra, a partir de um campo de refugiados, para Inglaterra, para ter uma vida melhor. O roteiro da viagem é feito por traficantes de ópio, de cigarros e de peças de carro roubadas, sendo longo e perigoso. Eles entram no Irão escondidos em camiões e vão a pé pelas montanhas do Curdistão até chegarem à Turquia. Em Istambul, esta dupla consegue emprego, com o objetivo de conseguir dinheiro para pagar a próxima etapa da viagem: uma viagem de navio até Itália.
The Forbidden Reel é um documentário canadiano de 2019, realizado por Ariel Nasr. Este documentário retrata o cinema do Afeganistão através da história da Organização de Cinema Afegã.
Ariel J. Nasr é um cineasta canadiano. Como reconhecimento, foi nomeado para o Oscar 2013 na categoria de Melhor Curta-metragem por Buzkashi Boys.
O filme estreou em 2019 no Festival Internacional de Cinema Documentário de Amsterdão. A estreia no Canadá ocorreu no Festival Internacional de Documentários Hot Docs de 2020,onde foi um dos cinco vencedores do Prémio do Público Rogers, juntamente com outros filmes.]
O filme recebeu duas indicações ao Prix Iris no 23º Prémio de Cinema de Quebec em 2021, nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Montagem em Documentário (Annie Jean).
Sinopse: Quatro décadas da turbulenta história do Afeganistão vistas pelos olhos de cineastas afegãos destemidos e visionários.
Jogos de (o) Poder ou Charlie Wilson's Waré um filme americano de 2007 (drama biográfico e guerra), escrito por Aaron Sorkin e realizado por Mike Nichols. O filme contou com os actores Tom Hanks,Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman.
Baseado em factos reais, nomeadamente na história do congressista americano Charlie Wilson e do oficial da CIA Gust Avrakotos, cujos esforços levaram à Operação Ciclone, uma operação para organizar e apoiar os insurgentes (mujahideen) afegãos durante a Guerra Soviético-Afegã (1979-89) que, posteriormente, levou ao fim da União Soviética e da reestruturação do governo com a Federação Russa, com a Perestroika e a Glasnost.
Sinopse: Início dos anos 80. A União Soviética invade o Afeganistão, o que chama a atenção de políticos norte-americanos. Um deles é o congressista texano Charlie Wilson (Tom Hanks), um homem mulherengo e polémico que não tem grande relevância política, apesar de ter sido eleito 6 vezes para o cargo. Com o apoio de Joanne Herring (Julia Roberts), uma das mulheres mais ricas do estado que o elege, e do agente da CIA Gust Avrakotos (Philip Seymour Hoffman), Wilson passa a negociar uma aliança entre paquistaneses, egípcios, israelitas e o governo norte-americano, de forma a que os Estados Unidos financiem uma resistência que possa impedir o avanço soviético no local. Drama baseado na experiência deste congressista, que, mesmo sob disfarce, passou momentos tensos no Afeganistão. Wilson estava naquele país durante a guerra contra os soviéticos e manteve um relacionamento estreito com os rebeldes afegãos.
Os Olhos de Cabul (França, 2019) é um filme de animação, desenhado à mão, com realização de Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellece roteiro de Sébastien Tavel, Patricia Mortagne e Zabou Breitman.
Sinopse: Verão de 1998. Cabul, capital e maior cidade do Afeganistão, está sob a lei dos Talibãs. Zunaira e Mohsen são jovens e apaixonados. Apesar de toda a violência e miséria diárias, alimentam a esperança de um futuro melhor. Um dia, um gesto impensado faz com que a vida dê uma volta sem regresso.
Este filme é uma adaptação do livro "As Andorinhas de Cabul" (Les hirondelles de Kaboul), de Yasmina Khadra.
Às Cinco da Tarde é um filme iraniano (drama) de 2003, realizado por Samira Makhmalbaf com roteiro de Samira Makhmalbaf e de Mohsen Makhmalbaf. Passa-se nas ruínas bombardeadas de Cabul, e conta a história da ambiciosa Noqreh. Às Cinco da Tarde conta no elenco com: Agheleh Rezaie - Noqreh, Abdolgani Yousefrazi - Pai de Noqreh, Razi Mohebi - Poeta e Marzieh Amiri - Leylomah.
O título do filme Às Cinco da Tarde, vem de um um poema de Federico García Lorca e narra a luta de uma jovem pela educação, no Afeganistão pós-Talibã, e mostra a dura realidade do país e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres.
Sinopse: Após a queda do regime talibã no Afeganistão as mulheres podem voltar a estudar nas escolas. Uma delas Noqreh (Agheleh Rezaie), busca educação numa escola não religiosa, inspirada por professores e pela poesia de Federico García Lorca. Vai para a escola às escondidas, devido a desaprovação de seu pai (Abdolgani Yousefrazi). Na escola é realizado um debate entre as jovens que sonham em tornar-se presidentes do Afeganistão, o que faz com que Noqreh passe a sonhar com esta ideia. Entretanto, precisa de aprender a lidar com a dura realidade do seu país, o que inclui a sua cunhada Leylomah (Marzieh Amiri) e o bebé dela, que não tem o que comer.
O filme acompanha-a na descoberta do seu papel na sociedade e no sonho de ser presidente.
A Ganha-Pão (2017) é um filme que foi nomeado para um Óscar na categoria de Melhor Filme de Animação. A realização esteve a cargo de Nora Twomey e o roteiro de Anita Doron.
O elenco conta com a participação de Saara Chaudry, Soma Bhatia e Ali Kazmi.
A Ganha-Pão resulta da adaptação do romance "The Breadwinner" da ativista canadiana Deborah Ellis.
Sinopse: Parvana (Saara Chaudry) é uma corajosa menina afegã de 11 anos que vive num Afeganistão governado pelas forças Talibã em 2001. Quando o pai (Nurullah) é preso de maneira injusta, ela vê a sua vida mudar completamente. Tem de se disfarçar de menino para trabalhar e garantir o sustento de sua família (a mãe, Fattema, e a irmã, Soraya).
O Pamir, também conhecido como "Teto do Mundo", é uma grande cordilheira montanhosa no centro da Ásia, localizada principalmente no Tajiquistão. É famoso pelas altitudes elevadas, paisagens deslumbrantes e pela lendária Estrada do Pamir, uma das estradas mais altas do mundo.
A Estrada do Pamir(ou Pamir Highway), também conhecida como M41, é uma estrada que atravessa as montanhas do Pamir, na Ásia Central, passando pelo Afeganistão, o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão. A estrada de Pamir é a segunda mais alta rodovia internacional do mundo, atingindo uma altitude de 4655 metros no Passo Ak-Baital. É a única rota contínua que atravessa o terreno montanhoso e serve como principal rota de comércio no Tajiquistão, especialmente para a região autónoma de Gorno-Badakhshan.
A estrada é utilizada há milénios, sendo um elo da antiga Rota da Seda (Silk Road). A rota moderna estende-se de Osh a Kara-Balta, nos subúrbio de Bishkek (a capital do Quirguistão). A secção entre Dushanbe e Osh tem cerca de 1252 km de comprimento. A rota é utilizada há milhares de anos, pois há muito poucas rotas viáveis através das altas montanhas do Pamir.
As fontes de cada país discordam sobre quais os extremos da estrada, indicando como início as cidades de Mazar-i-Sharif (Afeganistão), Termez (Uzbequistão), Dushanbe (Tajiquistão) ou Khorugh (Tajiquistão). Todas as fontes, no entanto, concordam que a estrada termina na cidade de Osh, no Quirguistão. Hoje, o percurso faz parte da estrada M41, que começa em Termiz (37° 12′ 39″ N, 67° 16′ 20″ L) e termina em Kara-Balta, a oeste de Bishkek, Quirguistão.
A Estrada do Pamir é conhecida pelas suas paisagens deslumbrantes, com picos nevados, áreas desérticas e lagos de origem glaciar.
A viagem pela Estrada do Pamir é considerada uma aventura épica, com paisagens que variam de paisagens lunares a vales verdejantes, e a oportunidade de conhecer as culturas Pamiri e Quirguiz. A estrada também atravessa o vale de Wakhan(região montanhosa do Afeganistão, parte das montanhas do Pamir e do Caracórum), e passa por pequenos povoados remotos e aldeias. Na região de Wakhan nasce o rio Amu Dária (o rio Oxo)
Embora seja chamada de "estrada", parte dela não é pavimentada ou está danificada, o que torna recomendável a utilização de veículos 4x4.
A Estrada do Pamir é um destino popular para viajantes aventureiros que buscam experiências únicas e paisagens impressionantes.
Não é Hollywood que mais tem alertado para o facto do regime Talibã ser um dos piores regimes do mundo. São os cineastas afegãos e muçulmanos de outros países, na sua maioria, que mais têm chamado a atenção para este assunto.
Denso e alegórico, o filme baseado numa história verídica, mistura um interessante esquema dual entre uma narrativa documental e aspectos do cinema "ficcional".
Sinopse: Uma jovem jornalista nascida na Índia mas filha de pais afegãos (Niloufar Pazira), residindo no Canadá, decide retornar ao seu país, após receber uma carta da irmã relatando que se iria suicidar antes que ocorresse o próximo eclipse solar (na viragem para o século XXI). Nafas resolve então retornar ao Afeganistão a fim de tentar salvar a sua irmã.
A partir do momento da entrada no país, de onde tinha fugido no meio de uma guerra civil provocada pelos Talibãs, dá-se conta da situação do Afeganistão com as imposições do regime fundamentalista islâmico e vive momentos de suspense para ir ao encontro da irmã.
O Viajante da Meia-Noite (2019) é um documentário (EUA, Qatar) realizado por Hassan Fazili com roteiro de Emelie Mahdaviane que conta no elenco com o próprio Hassan Fazili.
Em O Viajante da Meia-Noite, uma família afegã regista, com os seus telemóveis, a angustiante travessia por vários países em fuga da guerra e da perseguição política.
Este é um dos filmes, que faz parte do programa Porto/Post/Doc, que questiona as formas de movimento forçado e voluntário que marcam o nosso tempo.
Sinopse: Um relato da saga, feito na primeira pessoa, do realizador afegão Hassan Fazili e da sua família na busca por asilo. Depois de ter chamado a atenção para os fundamentalistas altamente armados, com um documentário em 2015, sobre os combatentes Taliban, este grupo islâmico estabelece uma recompensa pela cabeça de Fazili. Não tendo outra opção senão fugir com sua esposa e duas filhas, narra com precisão as agruras pelas quais os refugiados passam diariamente, em vários pontos do mundo.
A literatura persa abrange cerca de dois mil anos e meio de criação literária, apesar de muito do material pré-islâmico se ter perdido. As suas fontes são a região em que se situa o atual Irão bem como outras áreas da Ásia Central onde a língua persa é ou foi usada. Por exemplo, Molana, um dos mais amados poetas persas, nascido em Bactro (actual Afeganistão), escreveu em persa e viveu em Icônio, então capital dos Seljúcidas. Os gasnévidas conquistaram extensos territórios na Ásia Central e do Sul e adotaram o Persa como língua da corte. Por essa razão há literatura persa em língua persa originária do Irão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central. Nem toda esta literatura foi escrita em Persa, uma vez que alguns consideram as obras escritas por persas noutras línguas, como o grego ou o árabe, como fazendo parte da literatura persa.
Descrita como uma das grandes literaturas da humanidade, a literatura persa tem as suas raízes nas obras sobreviventes escritas em Persa Médio e Persa Antigo, o último desde 522 a.C. (a data da inscrição Aqueménida mais antiga, a Inscrição de Beistum). No entanto, a maior parte da literatura persa é a do período após a conquista islâmica do Irão, em cerca de 650 d.C. Após a subida o poder dos Abássidas no ano 750, os persas tornaram-se os escribas e burocratas do Império Islâmico e, cada vez mais, os seus escritores e poetas. A literatura em Persa Moderno surgiu e floresceu nas regiões de Coração e da Transoxiana, por razões políticas - as primeiras dinastias iranianas, como os Taíridas e os Samânidas, tinham o centro do seu poder no Coração.
Os persas escreveram tanto em Persa como em Árabe, predominando o Persa mais tardiamente. Poetas persas como Ferdusi, Saadi, Hafez, Attar, Rumi e Omar Khayyāmsão mundialmente conhecidos e influenciaram a literatura em vários países.
Assista agora ao vídeo abaixo, onde a música clássica do Irão sublinha a voz de Mahsa Vahdat, que interpreta grandes poemas persas.
A criação desta Paisagem Protegida teve como objetivos proteger e conservar os aspetos físicos, estéticos, paisagísticos e biológicos do Barrocal algarvio, fomentando de forma equilibrada o desenvolvimento económico, social e cultural da região.
A Rocha da Pena (479 m) constitui uma das elevações do Barrocal algarvio, e apresenta uma cornija calcária com cerca de 50 metros de altura, cujo planalto atinge aproximadamente 2 kms de comprimento. Ao longo dos anos, a sua rocha calcária tem sofrido uma lenta erosão química, dando origem a fendas e grutas.
Entre elas, a gruta do Algar dos Mouros, que de acordo com a lenda terá sido um local de refúgio dos mouros após a conquista de Salir porD. Paio Peres Correia, daí a sua importância geológica e arqueológica.
Uma das riquezas desta região é a grande diversidade da sua flora, possuindo mais de 500 espécies, algumas endémicas e outras medicinais e aromáticas. Das espécies endémicas destaca-se o Narcissus calcicola, endémica de Portugal e a palmeira-anã ou palmeira-das-vassouras Chamaerops humilis, a única palmeira espontânea da Europa, utilizada para o fabrico de produtos artesanais. Nas espécies medicinais encontra-se a milfurada Hypericum perforatum e a avenca Adianthus capillus veneris. Nas espécies aromáticas destaca-se o rosmaninho Lavandula stoechas e o alecrim Rosmarinus officinalis. Devido à sua localização geográfica, esta Paisagem Protegida possui, também, uma grande diversidade de avifauna, tendo sido avistadas cerca de 122 espécies que, na sua maioria, são residentes, embora também se encontrem aves migratórias, invernantes, nidificadoras e estivais.
Das aves residentes destacam-se o gaio Garrulus glandarius, o búteo ou águia-de-asa-redonda Buteo buteo, uma ave de rapina bastante comum por toda a Europa, e a águia-de-bonelli Hieraaetus fasciatus.
A garça-real Ardea cinerea e o tordo-ruivo Turdus iliacus são aves invernantes. Das aves nidificantes estivais, pode-se observar o abelharuco Merops apiaster e o cuco-canoro Cuculus canorus, que deposita os seus ovos no ninho de outras aves.
Além da avifauna, também ocorrem na Rocha da Pena, mamíferos importantes como o coelho, o javali e pequenos predadores como a raposa Vulpes vulpes, a gineta e o sacarrabos. Também ali existem duas espécies de morcegos, o morcego-de-peluche e o morcego-rato-pequeno, que são espécies consideradas em perigo de extinção.
A Rocha da Pena possui as melhores condições para a prática de variadas actividades desportivas, como a escalada, os percursos pedestres e as ultramaratonas, como pode ver nos vídeos abaixo.
"O Menino de Cabul" (no Brasil: O Caçador de Pipas) é um romance do escritor afegão-americano Khaled Hosseini. Publicado em 2003, é o primeiro romance de Hosseini. Este romance foi adaptado ao cinema dando origem a um filme com o mesmo título em 2007.
Quer o livro quer o filme conta a história de Amir, um garoto rico de Cabul, no Afeganistão, que é atormentado pela culpa de ter traído o seu criado e melhor amigo, Hassan, filho de Ali, também empregado do seu pai. A história tem como cenário uma série de acontecimentos políticos tumultuosos vividos por aquele país. Começa com a queda da monarquia no Afeganistão em Julho de 1973, com a deposição do rei Zahir Shah, depois com o golpe de estado comunista, em abril de 1978, a invasão soviética, em Dezembro de 1979 e a consequente massa de emigrantes refugiados para o Paquistão e para os EUA. De seguida fala ainda da implantação do regime militar pelos Talibã. Amir é um garoto que cresceu no Afeganistão. A mãe morreu durante o seu parto. A relação com o pai, Baba, é demasiado formal e o seu melhor amigo é Hassan, um garoto hazara de lábio leporino, filho do empregado da família, Ali. Amir não entende o afecto que o pai demonstra ter por Hassan. Esse afecto resultou numa plástica, paga por Baba, para corrigir o defeito de nascença do garoto, quando este fez doze anos.
O amigo de Amir é um dos destaques do campeonato anual de papagaios (pipas, no Brasil), que marca o início do inverno em Cabul.
Amir é campeão na competição e Hassan é um talentoso caçador de papagaios ou pipas. Sinopse: "No inverno de 1975, em Cabul, tudo o que Amir mais deseja no mundo é ganhar um concurso de papagaios para poder impressionar o seu pai, e Hassan, o seu amigo inseparável, está determinado a ajudá-lo. Mas, na tarde do concurso, um terrível acontecimento vai destruir os laços que unem os dois rapazes para sempre. E, mesmo quando a família de Amir é forçada a fugir do Afeganistão após a invasão soviética, Amir sabe que um dia terá de regressar à sua terra natal em busca de redenção. O Menino de Cabul é uma história de amor e amizade passada no cenário devastador do Afeganistão nos últimos 30 anos, contada por Khaled Hosseini, autor deste bestseller, com 50 milhões de livros vendidos em todo mundo".
E agora "O Caçador de Pipas", uma Curta Metragem em vídeo, feita em 2011, por alunos de um colégio brasileiro.
Assista à palestra de Alberto Cairo nas TedTalks. Se a quiser legendada em português, clique aqui. Se prefere ouvi-lo em inglês basta abrir o vídeo abaixo. Alberto Cairo lidera o trabalho de reabilitação ortopédica, daCruz Vermelha Internacional, no Afeganistão. As clínicas de Alberto Cairo no Afeganistão costumavam fechar durante os combates. Agora, permanecem abertas. Nesta palestra, Cairo conta a história poderosa de como e por que motivo encontrou humanidade e dignidade no meio da guerra.
Nota: Atenção às siglas RC/CV que correspondem, respectivamente, a Cruz Vermelha/Crescente Vermelho.
Troglodita é uma palavra que pode designar um homem, uma coletividade ou animais que habitam numa caverna ou então, uma habitação cavada numa rocha ou que se apoia sobre falhas ou grutas naturais existentes nas falésias. A origem deste nome remonta ao Antigo Egito onde havia o povo dos Trogloditas, que vivia instalado em rochedos próximos do Mar Vermelho. Há aldeias trogloditas em várias partes do mundo. Desde a França à China (Guyaju - Condado de Yanquing, Pequim), da Tunísia (Matmata) ao Afeganistão, passando pela Turquia (Capadócia) e pelo Irão (Kandovan). Por exemplo, a aldeia Berbere de Matmata, localizada 650 m acima do nível do mar é a maior e mais conhecida das aldeias trogloditas. Aí as casas foram escavadas nas rochas numa tentativa daquele povo escapar ao calor intenso do dia. É preciso lembrar que ao contrário do que se pensa, o povo Berbere não é moreno, mas sim, um povo de pele e olhos claros, daí a necessidade de proteção dos raios solares. Derinkuyu é uma cidade e distrito da Turquia. Localizada na região histórica e turística da Capadócia,Derinkuyu é notável pela sua grande cidade subterrânea, que é a principal atração turística local. Na Capadócia estão localizadas diversas outras cidades subterrâneas, esculpidas numa única formação geológica e utilizadas extensivamente pelos primeiros cristãos como esconderijos. Toda a cidade subterrânea de Derinkuyu está cheia de profundíssimos poços que serviam para abastecer de água e de ar os habitantes trogloditas, que às vezes passavam ali meio ano, sem sair par o exterior. Aprecie agora uma destas aldeias trogloditas.
Alexandra Lucas Coelho, é uma das jornalistas mais consagradas da sua geração, sobretudo na área da grande reportagem e da cultura com dois livros editados. Um sobre o conflito palestiniano, Oriente Próximo (2007) e outro Caderno Afegão (2009), onde regista as suas notas sobre o Afeganistão.
Alexandra Lucas Coelho nasceu em Dezembro de 1967. Fez o secundário na Escola Eça de Queirós, onde a conheci como aluna. Estudou teatro no I.F.I.C.T. e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio, continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. É jornalista no jornal Público desde 1998. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente/Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005. (Fonte: htm//www.relogiodagua.pt/a>) Muito do que sabemos sobre os cenários de guerra deve-se aos jornalistas que, escrevendo ou captando imagens, arriscam a vida para testemunharem aquilo que o resto do mundo prefere ignorar. Não deixe de ouvir, agora, as suas opiniões através de uma entrevista que deu à Antena 1.