ABiblioteca de Nínive é um dos mais importantes legados históricos da Mesopotâmia. É considerada a primeira biblioteca da história, porque era a mais antiga que foi sistematicamente organizada para preservar uma coleção abrangente do conhecimento - não era limitada a um assunto ou a um tipo de obra. A Biblioteca de Nínive guardava compilações de diversos tipos de textos: cartilhas sobre o mundo natural, geografia, matemática, astrologia e medicina; manuais de exorcismo e de augúrios; códigos de leis; relatos de aventuras e textos religiosos.
A Biblioteca de Nínive localizava-se no palácio de Assurbanípal (que reinou de 668 a 627 a.C.), em Nínive, cidade situada na margem ocidental do rio Tigre (e que corresponde hoje a um sítio arqueológico localizado nos arredores da cidade moderna de Mossul), e que foi a capital do Império Assírio (atual Iraque). Tal palácio era a residência oficial do monarca da Assíria, e localizava-se a 450 kms da Babilónia.
Foi encontrada no século XIX por arqueólogos ingleses e era composta por uma coleção de mais ou menos 25 mil plaquetas de argila (material usado para escrita na época), contendo textos em escrita cuneiforme sobre vários assuntos, muitos deles bilíngues, em sumeriano e acádico. Dentro deste acervo está a famosa Epopeia de Gilgamése fragmentos do Enuma Elis.
A Epopeia de Gilgamés é uma poesia épica da antiga Mesopotâmia. A história literária de Gilgamés começa com cinco poemas sumérios sobre ele, rei de Uruque, alguns dos quais podem datar da Terceira Dinastia de Ur (c. 2100 a.C.).
O Enûma Eliš é o mito de criação babilónico. Foi descoberto por Austen Henry Layard em 1849 (em forma fragmentada) nas ruínas da Biblioteca de Assurbanípal em Nínive (Mossul, Iraque), e publicado por George Smith em 1876.
A Biblioteca de Alexandria foi uma das maiores e mais importantes bibliotecas do mundo antigo. Localizava-se no Egito e funcionou como o principal centro do saber da Antiguidade.
A ideia de sua criação pode ter sido proposta por Demétrio de Faleros, um estadista ateniense exilado, ao sátrapa do Egito e fundador da dinastia ptolemaica.
Fundada no início do século III a.C., no complexo palaciano da cidade de Alexandria, foi idealizada por Ptolomeu I Sóter (Ptolemeu I, tal como o seu antecessor, Alexandre Magno, buscava promover a difusão da cultura helenística) e concluída por Ptolomeu II.
O objetivo desta biblioteca era reunir todo o conhecimento humano num só lugar. Guardava centenas de milhares de rolos de papiro (entre 40.000 e 700.000 rolos de papiro e pergaminho). Fazia parte de uma instituição maior chamada Mouseion (Templo das Musas). Atraiu grandes pensadores como Erastóstenes, Euclides e Arquimedes. Foi o local da tradução da Bíblia Hebraica para o grego (a Septuaginta).
A ideia de que ardeu de uma só vez é um mito popular. Sofreu vários incêndios, guerras e falta de fundos ao longo dos séculos. Um dos incêndios mais famosos ocorreu acidentalmente durante a invasão de Júlio César em 48 a.C. O seu fim definitivo aconteceu devido a tensões religiosas e políticas nos séculos seguintes.
Hoje, a nova Biblioteca de Alexandria é a moderna Bibliotheca Alexandrina, um grandioso centro cultural e de pesquisa inaugurado em 2002. Localiza-se no Egito, perto de onde ficava a antiga instituição. Em termos arquitetónicos possui uma arquitetura em forma de disco solar. Abriga espaço para 8 milhões de livros, 4 museus, um planetário e centros de conferências. Possui uma extensa coleção de livros raros (doados por governos internacionais e por diversos intelectuais), pinturas e esculturas.
Esta instituição foi erguida graças a uma colaboração internacional com a UNESCO e o estúdio de arquitetura Snøhetta. A sua imensa sala de leitura principal tem 11 níveis e uma cobertura de vidro desenhada para aproveitar a luz natural. Para além de ser uma biblioteca de depósito e pesquisa, a Bibliotheca Alexandrina funciona como um pólo educacional vibrante. A estrutura moderna engloba as seguintes valências: Museu de Antiguidades, Museu de Manuscritos, Museu da História da Ciência e Museu Sadat. Ainda alberga um planetário, um laboratório de conservação de manuscritos antigos e espaços dedicados a jovens e pessoas com deficiência visual.
O Médio Oriente é um dos berços históricos do conhecimento, albergando algumas das bibliotecas mais antigas do mundo e, mais recentemente, edifícios ultra-modernos.
A região possui uma tradição milenar de preservação do conhecimento, que remonta a marcos da antiguidade como a Biblioteca de Assurbanipal(na atual Mesopotâmia/Iraque) e a mítica Biblioteca de Alexandria (no Egito).
Se reside em Portugal e tem interesse na temática, pode também visitar a Biblioteca Pública do Médio Oriente e Norte de África, localizada na histórica Biblioteca de São Lázaro, em Lisboa. Este pólo cultural promove a interculturalidade e disponibiliza obras em árabe, persa, hebraico, turco e urdu.
Criada em 1883, a Biblioteca de São Lázaro está instalada num edifício de arquitetura neoclássica erudita dos finais do séc. XIX. Tem como ex-libris, o seu Salão Nobre, no qual se destacam a disposição hexagonal da sala, o mezanino e o mobiliário da época, transportando os leitores para uma atmosfera verdadeiramente única em toda a cidade.
A beleza deste salão tem motivado um sem número de trabalhos de filmagem, fotografia e, só por si, vale a pena uma visita. O valor histórico e patrimonial do edifício da biblioteca municipal mais antiga de Lisboa é indiscutível.
A antigaBiblioteca Khizanat al-Qarawiyyin, localizada na antiga Medina de Fez em Marrocos, é considerada a instituição de ensino e biblioteca em funcionamento contínuo mais antiga do mundo, abrigando manuscritos que datam do século IX. Fundada em 859, guarda manuscritos com mais de 12 séculos. A biblioteca Qarawiyyin faz parte de um complexo educativo criado no ano 859 d. C. por Fátima al-Fihri, uma culta e endinheirada mulher que herdou uma grande fortuna do seu pai, Muhammad Al-Fihri, um rico mercador.
Contudo, em 1349 o sultão Abū Ya‘qūb construiu as suas instalações na parte oriental do pátio interior da mesquita. Os fundos da biblioteca foram sendo enriquecidos com livros que, desde a sua fundação no século IX, estavam à guarda da mesquita, tal como era hábito na cultura muçulmana.
O seu valioso espólio inclui mais de quatro mil manuscritos raros e 20.000 volumes, destacando-se uma cópia do Alcorão do século IX escrita em pele de camelo, além de textos históricos originais de Averróis e Ibn Jaldun.
Embora localizada no Norte de África, está intimamente ligada à herança do Médio Oriente.
Em 2012, o Ministério da Cultura marroquino abraçou a ideia de restaurar a biblioteca para poder reabri-la ao público, porque as instalações estavam degradadas e a precisar de cuidados.
Esta biblioteca é uma fusão perfeita entre a arquitetura árabe tradicional e o design contemporâneo. Possui uma fachada de vidro coberta por painéis triangulares que lembram uma mashrabiya para filtrar a luz do sol.
A mashrabiya (ou musharabìa) é um elemento arquitetónico tradicional do mundo islâmico. Consiste numa janela ou varanda saliente, fechada por uma grade de madeira entalhada, que funciona como sistema de ventilação passiva e filtro de luz, além de garantir privacidade. O termo deriva da raiz árabe sh-r-b (beber). Originalmente, referia-se a uma prateleira ou pequeno espaço onde jarras de água eram colocadas para esfriar, aproveitando a corrente de ar que passava pelos padrões da grade.
A Biblioteca Nacional Rei Fahad é o repositório legal e a biblioteca de direitos autorais da Arábia Saudita. O projeto foi anunciado em 1983, em resposta a uma iniciativa da população de Riade, quando o Rei Fahad ascendeu ao trono, e a implementação começou em 1986.
Entre as coleções especiais da KFNL estão as bibliotecas de Ihsan Abbas, Sheikh Muhammad Ibn Abd al Aziz al Mani, Sheikh Abd Allah Ibn Muhammad Ibn Khamis, Sheikh Uthman Ibn Hamad al Haqil, Sheikh Muhammad Husayn Zaydan, Fawzan Ibn Abd al Aziz al Fawzan, Yusuf Ibrahim al Sallum, Muhammad Musa al Salim, Sheikh Muhammad Mansur al Shaqha, Sheikh Abd Allah Abd al Aziz al Anqari, Xeque Abd Allah Ibn Umar al Sheikh, Xeque Abd Allah Ibn Muhammad al Nasban e Xeque Husayn Ibn Abd Allah al Jarisi.
A Geografia Serve Antes de Mais Para Fazer a Guerra(Geografia: um instrumento de poder. Colecção Século XX-XXI. Iniciativas Editoriais. Lisboa. 1977) é um livro deYves Lacoste(1929 - 2026).
Yves Lacoste foi um geógrafo e geopolítico francês. Lançou no início de 1970 a revista Hérodote, que nos últimos trinta anos procurou revelar a face oculta da Geografia, isto é, o seu caráter político. Contribui com obras críticas e inovadoras, como La géographie, ça sert, d'abord, à faire la guerre para uma discussão do conceito da geografia política e geopolítica, especialmente em França.
Sinopse: Para que serve a Geografia e qual a sua função social? Neste livro, Yves Lacoste responde a estas questões e a frase título sintetiza um pouco o papel da ciência geográfica. A razão de ser da Geografia recai sobre a necessidade de melhor compreender o mundo e pensar o espaço para que nele se possa lutar de forma mais eficaz.
A Biblioteca Central e Centro de Documentação da Universidade de Teerão (ou Ketabkhane Markazi Daneshgah Tehran, no Irão) é uma das mais antigas e prestigiadas bibliotecas universitárias da região, com uma vasta coleção de manuscritos raros em persa e fontes islâmicas e um dos principais centros de investigação do Médio Oriente.
O imponente e moderno edifício de 9 andares, localizado na Avenida Enghelab, foi projetado pelo arquiteto Bahman Paknia (com contributos de peritos da UNESCO) e inaugurado formalmente em 1971.
Sendo a maior biblioteca académica do Irão inclui uma rica e vasta seleção de recursos em diferentes campos da Ciência, Tecnologia e Literatura.
O acervo da biblioteca inclui mais de um milhão de livros, publicações periódicas, manuscritos, microfilmes, cópias pictóricas, documentos e fotografias históricas, livros litográficos, dissertações académicas, documentos científicos e mapas, mais de 120.000 livros em Inglês, Francês, Alemão, Russo, Italiano, entre outras línguas.
A biblioteca possui um valioso conjunto de manuscritos, incluindo documentos históricos, microfilmes, manuscritos pictóricos, livros raros, livros litográficos, fotografias históricas e caligrafia de estudiosos e políticos. Esta colecção inclui cerca de 17.000 volumes de manuscritos em persa, bem como outras línguas.
A Biblioteca de Qasr Al Watanfica situada dentro do complexo do Palácio Presidencial, na Corniche Road, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. O Palácio abriga uma vasta biblioteca de conhecimento focada no saber, governação e tradições intelectuais árabes. Dispõe de mais de 50.000 livros e recursos sobre a história e a cultura árabes .
O Qasr Al WatanAbu Dhabi é um palácio magnífico que mostra a cultura e a história da Arábia. Possui grandes salões, jardins deslumbrantes e exposições culturais num ambiente de opulência e elegância sem igual. A sua arquitetura incorpora padrões e motivos geométricos islâmicos tradicionais em todo o design.
O grande lustre do palácio é composto por 350.000 cristais, criando um ponto focal deslumbrante no salão principal.
A Biblioteca Mohammed bin Rashid (MBRL), localiza-se em Al Jaddaf (junto ao Dubai Creek ), no Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU) . É considerada a maior biblioteca do Médio Oriente e um "monumento ao serviço da ciência e do conhecimento". O exterior apresenta pilares que exibem citações sobre a liderança do Sheikh Mohammed bin Rashid, em 171 idiomas.
Foi inaugurada em 2022 e destaca-se pelo seu design arquitetónico em forma de livro aberto e pela sua extensa coleção com mais de um milhão de títulos físicos e digitais. É composta por nove bibliotecas focadas em diferentes temas, incluindo áreas dedicadas a jovens, mapas, media, artes e negócios.
Dispõe de uma exposição permanente com manuscritos, livros raros e documentos históricos que datam desde o século XIII.
A biblioteca é a primeira na região que utiliza um sistema abrangente de IA, reduzindo a dependência de pessoal humano, tornando mais ágil os processos de seleção de títulos, leitura, bem como empréstimo e devolução de livros. Conta, pois, com um sistema inteligente e robótico que utiliza inteligência artificial para localizar e entregar livros em cerca de 10 minutos. Não é necessária reserva prévia para visitar e o acesso é gratuito.
Esta biblioteca procura ajudar a fortalecer a estatura dos EAU como um centro de cultura e inovação na região, criando um ambiente propício no país que atende a todos os segmentos da comunidade, especialmente escolas e estudantes universitários.
Esta data é celebrada pela igreja católica, homenageando as obras de um dos santos mais importantes do catolicismo: São Tomás de Aquino(1225-1274).
Este Santo é conhecido por ser o padroeiro das escolas públicas, professores e estudantes. Tomás de Aquino foi um notável professor de teologia e filosofia, além de poeta.
São Tomás de Aquino também é considerado um dos primeiros a representar a escolástica (que concilia a fé cristã com pensamento racional), além de ter sido fundador da "escola tomista".
Para celebrar este dia, o tema central promovido pela ONU, será sobre a presença e importância quotidiana dos direitos humanos, com slogans como "«Direitos Humanos: O essencial de cada dia»". O objetivo está em reconectar as pessoas com a dignidade, igualdade e justiça que são alcançáveis e fundamentais para a vida, destacando-os como positivos e essenciais. É um convite para combater a desinformação e mobilizar a ação global.
Este tema destaca a presença dos direitos humanos e sua influência direta na vida de todas as pessoas diariamente. Pretende-se reaproximar as pessoas dos direitos humanos, mostrar como eles influenciam a vida no dia a dia, muitas vezes de maneiras que talvez passem despercebidas. Com muita frequência, os direitos humanos são dados como certos ou vistos como ideias abstratas, mas são fatores essenciais dos quais se depende todos os dias.
Este tema é um desdobramento da campanha de 2024 ("Nossos direitos, nosso futuro, agora"), que já tinha como foco o poder dos direitos humanos para construir um mundo mais pacífico e justo.
"Universidade de Coimbra - Alta e Sofia" é o conjunto histórico-cultural da cidade portuguesa de Coimbra que foi classificado como Património Mundial daUNESCO em 2013.
A designação abrange duas áreas distintas: a Alta, que é a parte mais antiga e elevada da cidade (com a Universidade, a Biblioteca Joanina, a Sala dos Atos Grandes, o Pátio das Escolas, aCapela de São Miguel e a Torre do Relógio) e a Sofia, que corresponde à Baixa de Coimbra com os seus colégios históricos e as ruas como a Rua da Sofia, que é uma área histórica e de grande atividade estudantil.
A Sofia, que corresponde à Baixa de Coimbra, é a parte da universidade que se desenvolveu mais tarde, com edifícios dos séculos XVI a XVIII. As fachadas de vários colégios universitários podem ser vistas nesta área.
A Universidade de Coimbra foi fundada no séc. XIII (1290), é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas do "Velho Continente". O conjunto desempenhou um papel central na disseminação de conhecimento e na formação de elites em Portugal e nos países de língua portuguesa.
É um exemplo de uma universidade integrada numa cidade, com uma tipologia urbana específica, que conseguiu manter as suas tradições cerimoniais e culturais (ex: as Repúblicas) ao longo do tempo.
Não deixe de assistir ao filme abaixo, narrado pela cantora brasileira Adriana Calcanhotto e pelo apresentador de rádio Sílvio Santos que conta a a história de um grupo de estudantes que embarcam numa visita de estudo à Universidade e se perdem do resto da turma.
Guiados por uma personagem misteriosa que os transporta de volta no tempo para testemunharem grandes eventos históricos ali passados.
Os Mitos da Geografia - Oito Maneiras de Entender o Mundo de Forma Errada, é um livro de Paul Richardson.
Paul Richardson é Professor Adjunto de Geografia Humana na Universidade de Birmingham, no Reino Unido. É um académico de renome na área da Geografia e dos Estudos Russos, e o atual Presidente da Associação para os Estudos das Fronteiras.
Sinopse: Os nossos mapas podem já não ser dominados por dragões e monstros, mas as nossas percepções do mundo continuam a ser moldadas por mitos geográficos. Mitos como o de que a Europa é o centro do mundo, que os muros nas fronteiras são a solução para a imigração, ou que a Rússia está predestinada a ameaçar os seus vizinhos.
Neste livro, Paul Richardson desafia os argumentos mais popularizados sobre o determinismo geográfico, mostrando que a forma como o mundo é representado não significa verdadeiramente, na sua maioria, que o mapa em si seja o território.
Oito capítulos muito bem fundamentados que põem em causa suposições há muito defendidas como:
O mito dos continentes e por que razão não correspondem à realidade O mito das fronteiras e porque é que muros como os de Trump não funcionam O mito da nação e as fronteiras difusas O mito da soberania e a recuperação do controlo O mito do crescimento económico e porque não vale a pena morrer por ele O mito do inevitável expansionismo da Rússia O mito da nova Rota da Seda da China O mito de uma África condenada
Às Cinco da Tarde é um filme iraniano (drama) de 2003, realizado por Samira Makhmalbaf com roteiro de Samira Makhmalbaf e de Mohsen Makhmalbaf. Passa-se nas ruínas bombardeadas de Cabul, e conta a história da ambiciosa Noqreh. Às Cinco da Tarde conta no elenco com: Agheleh Rezaie - Noqreh, Abdolgani Yousefrazi - Pai de Noqreh, Razi Mohebi - Poeta e Marzieh Amiri - Leylomah.
O título do filme Às Cinco da Tarde, vem de um um poema de Federico García Lorca e narra a luta de uma jovem pela educação, no Afeganistão pós-Talibã, e mostra a dura realidade do país e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres.
Sinopse: Após a queda do regime talibã no Afeganistão as mulheres podem voltar a estudar nas escolas. Uma delas Noqreh (Agheleh Rezaie), busca educação numa escola não religiosa, inspirada por professores e pela poesia de Federico García Lorca. Vai para a escola às escondidas, devido a desaprovação de seu pai (Abdolgani Yousefrazi). Na escola é realizado um debate entre as jovens que sonham em tornar-se presidentes do Afeganistão, o que faz com que Noqreh passe a sonhar com esta ideia. Entretanto, precisa de aprender a lidar com a dura realidade do seu país, o que inclui a sua cunhada Leylomah (Marzieh Amiri) e o bebé dela, que não tem o que comer.
O filme acompanha-a na descoberta do seu papel na sociedade e no sonho de ser presidente.
O Sorriso de Monalisa é um filme do género drama romântico (2003), realizado por Mike Newell e escrito por Lawrence Konner e Mark Rosenthal. Este filme conta no elenco com Julia Roberts, Kirsten Dunst, Julia Stiles e Maggie Gyllenhaal. O título é uma referência à Mona Lisa de Leonardo da Vinci, e à canção com o mesmo nome, originalmente interpretada por Nat King Cole, que foi gravada por Seal para o filme.
No início de mais um ano letivo aqui lhe deixo um bom filme, que pode servir de inspiração, em qualquer etapa educativa da sua vida, seja com filhos, com amigos, ou até mesmo, na sala de aula, caso seja professor.
Sinopse:
O filme recria a atmosfera e os costumes do início da década de 1950. Conta a história de Katherine Watson, uma professora de história da arte que, educada na liberal Universidade de Berkeley, na Califórnia, enfrenta uma escola feminina, tradicionalista - Wellesley College, onde as melhores e mais brilhantes jovens mulheres dos Estados Unidos recebem uma dispendiosa educação para se transformarem em cultas esposas e responsáveis mães. Katharine Watson (Julia Roberts) é a recém graduada professora que ali consegue emprego, para lecionar aulas de História da Arte. Incomodada com o conservadorismo da sociedade e do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra estas normas e acaba inspirando as suas alunas a enfrentarem os desafios da vida.
O filme é sensível e aborda as mudanças que um professor pode operar na vida de um aluno. É um daqueles filmes que nos fazem vibrar quando a professora, bem interpretada por Julia Roberts, coloca algumas alunas arrogantes no seu devido lugar.
Hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Luiz Vaz de Camões, está a ser homenageado por Portugal nos 500 anos do seu nascimento, pois terá nascido em 1524. Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza.
A biografia incerta do poeta, desde o desterro até às suas viagens, moldou a obra de Luís Vaz de Camões (1524?-1580).
Luís Vaz de Camões é autor dos Lusíadas, o poema épico sobre as descobertas portuguesas. A importância da sua obra só foi reconhecida após a sua morte. A sua influência na literatura portuguesa é enorme, com obras como: Os Lusíadas, os Sonetos e as Rimas.
Camões é reconhecido como o poeta nacional de Portugal, e considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos grandes poetas da tradição ocidental.
Celebrando este dia deixo-lhe aqui dois sonetos sobejamente conhecidos deste poeta português.
Uma Tuna é um agrupamento musical, caracterizado por ser constituído por cordofones. O termo Tuna designa o tipo de agrupamento segundo o leque instrumental que utiliza. Pode apresentar-se como mero agrupamento instrumental (a sua primeira origem), bem como na versão canto e instrumento (atualmente em voga). A tuna pode ser de natureza popular ou de natureza estudantil (derivando das estudantinas do século XIX e inícios do XX), tocando sentada ou de pé ou num misto dos dois.
As Tunas de feição estudantil são apelidadas de Tunas Académicas ou Universitárias (quando agrupam estudantes ligados a uma Universidade). A tuna académica pode ainda dizer respeito às formações compostas por estudantes do liceu (formações muito numerosas no século XIX e de que há registo até aos anos 60-70 do século XX) ou de outros graus de ensino.
Aprecie agora como Johnny do Carmo, um brasileiro, se encanta com a Tuna Universitária de Aveiro e com o tema Amor à Beira Mar.
Aqui lhe deixo a sugestão de dois jogos para ocupar crianças e jovens e os manter afastados dos telemóveis.
Existem vários jogos chamados "Jogo do Burro", incluindo um jogo de cartas e um jogo com pesos (ou malhas).
No Jogo do Burro de cartas o objetivo é ficar sem cartas na mão o mais rápido possível. Cada vez que um jogador perde, é assinalada uma letra da palavra "burro". O jogador que completar primeiro a palavra "burro" é o perdedor. O vencedor é o último que não tenha completado a palavra
Possivelmente com origem nos jogos com malha, jogados por gregos e romanos com ferraduras, o Jogo do Burro com pesos é jogado por todo o país há mais de um século. Existem várias variantes, de norte a sul do país, sempre com uma caixa de madeira, alta - Jogo doBurro de Pé, ou baixa - Jogo doBurro Deitado.
Geralmente jogado em equipa, e após marcada no chão uma linha de 4 metros de distância do tabuleiro do Burro, sorteia-se a ordem dos jogadores, que deve ser mantida até ao fim do jogo. Cada jogador lançará 2 malhas consecutivamente, e após confirmada a pontuação adquirida retira as malhas de cima da marcação, jogando de seguida o outro jogador. A pontuação é definida pela maior soma de valores inscritos na marcação. Caso o jogador acerte na marcação com o Burro inscrito perderá 10 pontos.