terra da minha infância,
da minha primeira escola
e meu primeiro amor, primeiro sonho e ânsia,
– eu te saúdo, Angola, eu te saúdo!
Angola do negro, do branco e do mestiço,
Angola velha, Angola nova, Angola eterna,
com sua História, suas lendas, sua mensagem;
Angola da verdade e do feitiço,
Angola da cubata e da casa moderna,
das ruas asfaltadas e da virginal paisagem…
Angola das cidades lindas como Luanda,
com a ilha encantada e encantadora:
Angola da esplendente e variegada flora,
e da fauna preciosa e do rico minério;
Angola do trabalho forte e sério,
e da oração a Deus que em tudo e todos manda…
Angola do luar enfeitiçado
que nos encanta e quebranta,
Angola do sol ardente, e do poente
dolente
como o corpo cansado e já queimado
pelo fogo fatal dum abraço sensual…
Angola das batucadas,
com cantigas e danças desvairadas,
ao ritmo de chinguvo e de marimba,
e das fogueiras incendiando a noite
nas noites orvalhadas de cacimba…
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| Grácia Ferreira 2021 |
Angola do progresso urbano e do fomento
das forças económicas da terra;
Angola da Poesia entoada ao vento,
cantada ao Céu e Mar,
em grande beleza,
e da Arte que o sol pinta e o luar
emoldura e descerra,
no cenário feliz da natureza,
ao meu olho pagão, à minh’alma cristã…
Angola de ontem, de hoje, de amanhã,
sempre em grandiosos trilhos,
terra de meus avós, de meus pais, minha terra
e de todos os seus filhos…
Por todos, e por tudo,
eu te saúdo, Angola, eu te saúdo!












