O Santo da Montanha é um romance do escritor português Camilo Castelo Branco, publicado originalmente em 1866. A obra faz parte da vasta bibliografia do autor, um dos maiores expoentes do Romantismo em Portugal.
Por ser um clássico da literatura portuguesa, o livro pode ser consultado aqui noInternet Archive.
Sinopse: A história inicia-se por volta do ano de 1687, descrevendo a movimentação de famílias nobres do Norte e Sul de Portugal. A narrativa centra-se na história de uma paixão avassaladora e trágica entre dois protagonistas incompatíveis: Mécia e Baltazar. O enredo explora temas recorrentes na obra camiliana, como o desejo, as barreiras sociais e as consequências fatais de amores proibidos ou impossíveis.
"Seis meses antes de se abrir um céu que o leitor há de entrever em certas festas de Corpus Christi, em Braga, se eu conseguir bosquejá-las dignamente, espalharam-se prospetos da festividade por todo o reino. Corria o ano de 1687.
A notícia alvoroçara as famílias das províncias de norte e sul. Era um louvar a Deus ver o denodo com que de solares sertanejos de Trás-os-Montes, por caminhos de cabras, desciam fidalgarrões, cabeças de copiosas tribos de meninas, sentadas sobre andilhas de coxins adamascados ou em liteiras ponderosas, cujos brasões iam dizendo a porção de sangue real de godos, seiva do venerando tronco de que tinham grelado as damas ou cavaleiros conteúdas dentro, a cabecear de sono."
A Bobadela é uma povoação portuguesa do município de Oliveira do Hospital. A freguesia da Bobadela conta com 5,68 km² de área e cerca de 704 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 123,9 hab./km² . Esta localidade foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX.
A Bobadela, destaca-se pelo seu valioso património histórico, com particular destaque para as Ruínas Romanas de Bobadela que são um dos mais importantes e bem preservados conjuntos arquitetónicos de valor histórico-arqueológico do "período romano" em Portugal.
Assim, chama a atenção de quem chega a esta localidade, o Arco Monumental - acesso nascente do forum, a antiga "Splendidissima Civitas" romana, as epígrafes dedicadas à Splendidissima Civitas, a Júlia Modesta e a Neptuno,
a enigmática cabeça de um imperador romano e o magnífico anfiteatro. O Anfiteatro Romano da Bobadela só foi descoberto em 1980, por um grupo de arqueólogos. É de estrutura simples, constituído por uma arena elipsoidal e terá sido construído no ultimo quartel do Século I, e destruído por um incêndio nos finais do Século IV. Contudo, terá sido abandonado e desativado antes do incêndio.
A importância da Bobadela na época romana deduz-se não só pelo arco que se conserva erguido, mas também pelos vestígios visíveis e assinalados na povoação, com particular destaque para o que terá sido o anfiteatro romano. Contudo, o símbolo mais notável da presença romana é, efetivamente, o Arco Monumental que se levanta em frente da igreja, perpendicularmente à frontaria desta.
Em volta do arco existem longas aduelas, marcadas com o sinal do forfex. Serve-lhe de pés direitos um muro de silharia rusticada nas faces laterais e dotado de cimalha. Internamente, encostam-se-lhe um dos pés direitos, cinco portes silhares, de duas colunas ligadas. Há um silhar junto à capela de Nossa Senhora da Luz, que lhe terá também pertencido.
A região onde se insere esta localidade, com forte cariz rural e tradições enogastronómicas, inclui locais de interesse como a Casa da Eira de Cima (turismo rural), o Museu do Azeite, os vestígios de moinhos de vento e o pelourinho da Bobadela.
A paisagem envolvente está ligada à produção de azeite e vinho. A área é atravessada por rotas pedestres, incluindo o percurso AllTrails - Oliveira do Hospital - Pinheiro dos Abraços - Bobadela, que passa por locais de interesse histórico e natural.
A Galinha Mourisca é um prato histórico português, tradicional do Minho (especialmente de Vila Nova de Famalicão), que remonta ao século XV/XVI. Consiste numa galinha guisada com toucinho, especiarias e bastantes ervas aromáticas (louro, hortelã, coentros), finalizada com gemas de ovo para engrossar o molho e servida sobre fatias de pão alentejano.
"Façam em pedaços uma galinha bem gorda, e levem-na ao fogo brando, com duas colheres de sopa de gordura, algumas fatias de toucinho, bastante coentro, um punhadinho de salsa, umas folhinhas de hortelã, sal e uma cebola bem grande. Abafem-na e deixem-na dourar, ... " - in "Tratado de cozinha Portuguesa"
Para a preparação da Galinha Mourisca usa-se, tradicionalmente, uma galinha amarela velha, cozinhada lentamente para ficar tenra. Os ingredientes esta galinha são: toucinho (ou banha), hortelã, salsa, coentros, louro, cravo, canela e gemas de ovo. Já o molho leva vinho branco, vinagre, gema de ovo e sumo de limão, criando um molho cremoso, ácido e aromático. Este prato é tradicionalmente servido sobre fatias de pão (ensopado) e finalizado com rodelas de limão e ovos cozidos.
A receita da Galinha Mourisca está fortemente associado à obra de Camilo Castelo Branco (nomeadamente ao livro O Santo da Montanha) e é considerado um ex-líbris gastronómico de Famalicão.
"Para o fidalgo D. José de Noronha, “um homem de boa prática” e também “bom cozinheiro”, “o comer é o principal”. É isso que ele diz em O Santo da Montanha, obra de 1866 deCamilo Castelo Branco. Para a mesa tosca onde se senta com familiares seguem duas galinhas coroadas por pirâmides de salpicão sobre toucinho. A personagem, sabedora do que se faz na cozinha, logo apresenta alternativas ao petisco. Uma delas de “comer e gritar por mais”: a galinha mourisca. No terceiro capítulo da obra, lê-se que o fidalgo aprendeu a receita com Arte de Cozinha, 1680, deDomingos Rodrigues, o primeiro livro de cozinha impresso em Portugal em 1680". Jornal O Público (11/6/2021)
Em 2025, celebrou-se o bicentenário do nascimento da mais furiosa e indomável figura literária portuguesa, um escritor peninsular que dominou todos os géneros: Camilo Castelo Branco, pelo que a Galinha Mourisca esteve em destaque nestas comemorações.
Veja aqui os segredos da Galinha Mourisca, no Porto Canal.
Consta que esta era a comida preferida de D. João VI pelo que atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil. Veja agora 2 vídeos brasileiros com receitas deste prato português. O 1º vídeo é da Cozinha dos Tronos - Revista Pretérita 1 de 2.
O segundo vídeo é da chefe Cintia Leite (Band Mulher) que traz uma receita de Galinha Mourisca com Hidromel.
Proponho-lhe que assista ao Concerto de Ópera em Homenagem a Patricia Janečková que se realizou em março deste ano na cidade de Ostrava (Chéquia).
Patricia Burda Janečková (1998 - 2023), mais conhecida como Patricia Janečková, foi uma cantora de ópera eslovaca nascida em Münchberg (Baviera), na Alemanha. Foi uma aclamada soprano coloratura, reconhecida internacionalmente, desde muito jovem, pela sua técnica vocal excecional. Ela venceu o programa de televisão checoslovaco Talentmania em dezembro de 2010 e tornou-se famosa mundialmente, após a conquista, graças à cobertura da rede de televisão CNN.
Especializou-se em ópera e música clássica, com interpretações memoráveis de peças de Mozart e árias como Les oiseaux dans la charmille.
Patricia tinha uma voz rara, um talento precoce e uma sensibilidade que parecia vir do outro mundo.
Infelizmente, a sua trajetória foi interrompida cedo demais. Patricia morreu aos 25 anos de idade, vítima de cancro de mama. O mundo da música perdeu uma grande voz e um raro talento.
O Corredor de Suwalki ou Fenda de Suwalki é uma estreita faixa de terra pouco povoada, entre cerca de 65 a 100 Km de extensão, situada na fronteira entre a Polónia e a Lituânia. É considerado um dos locais mais estratégicos e perigosos do mundo devido à sua posição geográfica.
Esta área é a única ligação terrestre entre os três países bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia) e a restante NATO/OTAN (Polónia). O Corredor de Suwałki permite também a ligação dos Estados Bálticos à UE (transporte e energia) e é por onde passa a rota de transporte mais curta entre a Bielorrússia e o exclave russo do Oblast de Kaliningrado. O seu nome deriva da cidade polaca de Suwałki, localizada no território do corredor.
Situa-se entre a Bielorrússia (aliada da Rússia) a leste e o exclave russo de Kaliningrado a oeste. Este corredor é um Calcanhar de Aquiles para a NATO/OTAN porque alguns analistas temem que, num conflito militar, a Rússia possa tentar tomar esta área, isolando os países bálticos por terra e cortando o apoio dos aliados.
A Lituânia e aPolóniatêm vindo a reforçar as fronteiras e a segurança, especialmente após sanções europeias limitarem o trânsito de produtos russos para Kaliningrado, aumentando as tensões na região. A adesão da Finlândia e da Suécia à NATO/OTAN fortaleceu a defesa na área, tendo ajudado a proteger o acesso aos países bálticos por mar e ar.
Em suma, a Fenda de Suwalki é um ponto crucial onde as fronteiras da NATO/OTAN e da Rússia se encontram, tornando-a um local de alta tensão geopolítica.
A Biblioteca Nacional do Qatar, fica situada na Cidade da Educação, em Doha. É um lugar que abriga os campus de importantes universidades de todo o mundo. O novíssimo edifício abriu as portas em 2018 e surpreende pela arquitetura e também pelos tesouros que abriga.
O edifício é um marco arquitetónico com um formato que lembra folhas de papel dobradas, criando uma estrutura em concha e um interior amplo e iluminado.
A Biblioteca foi projetada pelo arquiteto Rem Koolhaas, que utilizou mármore e aço inoxidável, com fachada de vidro ondulado que filtra a luz natural e reduz o calor interno.
Com mais de 45 mil m², o espaço abriga milhões de obras, incluindo livros raros e manuscritos, além de oferecer um ambiente aberto e acolhedor capaz de receber milhares de visitantes ao mesmo tempo.
Mais do que uma simples biblioteca, ela guarda a mais importante coleção de textos e manuscritos da civilização árabe-islâmica do Médio Oriente. São textos escritos por exploradores que passaram pela região há séculos, manuscritos árabes, mapas, globos, instrumentos de cartografia e fotos históricas.
Ouça o cantor Eddy Grant em Gimme Hope Jo'anna(1988).
Gimme Hope Jo'annaé uma canção britânica antiapartheid escrita e lançada originalmente pelo cantor, compositor e multi-instrumentista guianês-britânico Eddy Grant em 1988, durante a era do apartheid na África do Sul. A canção foi proibida pelo governo sul-africano quando foi lançada, mas mesmo assim foi amplamente tocada lá. Alcançou o 7º lugar na top de singles do Reino Unido, tornando-se o primeiro sucesso de Grant no top 10 britânico em cinco anos.