Navi Pillay é uma prestigiada jurista e ativista sul-africana que foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz de 2026. O Comité Nobel Norueguês atribuiu-lhe a distinção pelo seu percurso de uma vida dedicado à defesa dos direitos humanos, promoção da paz e consolidação do direito internacional.
Em 1967, tornou-se a primeira mulher a abrir um escritório de advogados na província de Natal, destacando-se na defesa jurídica de ativistas antiapartheid.
Navanethem "Navi" Pillay foi Alta Comissária das Nações Unidaspara osDireitos Humanos de 2008 a 2014. De ascendência indiana e tâmil, foi a primeira mulher não branca a integrar o Tribunal Superior da África do Sul.
Pillayé um "exemplo na promoção da paz e do direito internacional", segundo o Comité do Nobel. Não só foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país, como também presidiu ao tribunal que julgou o genocídio no Ruanda (entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000) e ainda chefiou a área de direitos humanos da ONU. Mais recentemente, fez parte da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território PalestinianoOcupado, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2021. É a atual juíza do Tribunal Internacional de Justiça para o genocídio em Myanmar.
Ao ganhar o prémio ironizou referindo quetalvez divida o prémio com Trump, como pode ver clicando aqui.
Pollock (2001) é um filme realizado por Ed Harrise que conta no elenco com Ed Harris (no papel de Jackson Pollock), Robert Knott, e Marcia Gay Harden (no papel de Lee Krasner).
O argumento baseia-se na biografia vencedora do Prémio Pulitzer, Jackson Pollock: An American Saga, escrita por Steven Naifeh e Gregory White Smith. Jackson Pollock foi um pintor norte-americano e referência no movimento do expressionismo abstrato. Tornou-se conhecido pelo seu estilo único de pintura por gotejamento.
O principal e mais aclamado filme sobre o pintor é Pollock, uma cinebiografia dramática que retrata a vida e a carreira do ícone do expressionismo abstrato norte-americano. O filme foi realizado, produzido e protagonizado por Ed Harris, que passou cerca de 10 anos a preparar-se para o papel.
Marcia Gay Hardenvenceu o Óscar de Melhor Atriz Secundária (2001) pela sua performance, enquanto Ed Harris foi nomeado para Melhor Ator.
Sinopse: "Pollock" retrata os últimos 15 anos da vida do pintor norte-americano Jackson Pollock — o anonimato (com dificuldades financeiras), o tormento para alcançar uma genialidade reconhecida, a falta de dinheiro, a consagração (através da sua revolucionária técnica de "gotejamento" - drip painting) e, no fim, a decadência. O filme mostra um Pollock perturbado, à mercê de um estado de espírito que depressa muda da euforia para a mais profunda depressão. Também aborda as suas lutas intensas contra o alcoolismo, transtornos mentais e o casamento tumultuoso com a também pintora Lee Krasner.
Para além do retrato psicológico, a história realça a forte oposição que este expressionista abstracto encontrou numa altura em que o mundo artístico norte-americano bebia do surrealismo de Picasso, sem disponibilidade para aturar o (mau) génio que foi Jackson Pollock.
Destaque para a interpretação de Marcia Gay Harden, uma atriz secundária que quase salta para primeiro plano sem, contudo, ofuscar a interpretação de Harris.
A escritora canadiana Anne Carson, de 76 anos de idade, venceu o Prémio Nobel de Literatura de 2026. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira (8/10), pela Academia Sueca, colocando um ponto final no processo de seleção iniciado oficialmente há um ano atrás.
Anne Carson (1950), é uma escritora de língua inglesa conhecida sobretudo pelos livros de poesia que escreveu e pelas suas traduções de literatura grega antiga. Foi a primeira mulher a ganhar o TS Eliot Prize.
Autobiografia do Vermelho é um romance de poesia, metaficção e realismo mágico, da Prémio Nobel de Literatura 2026 Anne Carson.
Sinopse:
Este romance é vagamente baseado em Geryon, um personagem da mitologia grega que só existe mesmo como uma nota de rodapé, alguém para Hércules matar no decurso dos seus Dez Trabalhos.
Gerião é um rapaz e também um monstro alado vermelho, que revela o seu espírito frágil e atormentado numa autobiografia iniciada aos cinco anos de idade. À medida que cresce, ele escapa ao perturbador contexto familiar, encontrando consolo atrás da lente da sua câmara fotográfica, bem como nos braços de Héracles, cavaleiro errante com quem aprende a difícil arte de amar. Ora intrigante ora assombroso, erudito e acessível, denso e aparentemente simples, Autobiografia do Vermelho é, como a autora lhe chama, um romance em verso. A história de Gerião constitui um retrato profundamente comovente de um artista em confronto com o fantástico acidente que ele próprio é.
E agora a análise do livro Autobiografia do Vermelho.
O Baba au Rhum (ou Babá com Rum) é uma sobremesa clássica da pastelaria francesa e italiana. É um bolinho simples, normalmente em forma de uma pequena coroa (anel) ou de cogumelo (cujo diâmetro pode variar de 5 a 7 cm). É feito de massa lêveda, amanteigada, com uma textura extremamente macia, leve e esponjosa, cuja principal característica é ser completamente embebido numa calda de açúcar aromatizada com rum (daí o nome). Tradicionalmente é servido acompanhado por chantilly fresco ou frutas.
Embora hoje seja um ícone da gastronomia em França é também um verdadeiro património culinário em Nápoles (Itália) onde é conhecido como babà ou babbà.
A origem do bolo é controversa e, por isso, há diferentes versões. Uma delas, refere-se a uma história curiosa do século XVIII, que atribui a origem desta sobremesa criada na Lorena (França) por Estanislau I da Polónia (Stanislas Leszczynski), rei destronado da Comunidade das Duas Nações (Polónia) e exilado na região da Lorena, e pai de Maria Leszczyńska, esposa de Luís XV da França.
Stanislas Leszczynski achava o bolo tradicional da época (kouglof) demasiado seco. O seu pasteleiro, Nicolas Stohrer, decidiu molhar o bolo em vinho doce (mais tarde substituído por rum) para o tornar mais macio.
Como o rei, era um grande fã dos contos das Mil e Uma Noites, batizou a nova criação com o nome de "O Ali-Babá" em homenagem ao herói literário. O nome acabou por se tornar mais curto e passou a ser conhecido apenas para "Babá". Outra versão diz que o nome teria vindo da gastronomia russa, e é uma abreviatura de Baba (avó). Outra versão refere ainda que o Babá seria originado do doce Gugelhupf da gastronomia da Áustria e Baviera.
No início do século XIX, o bolo atravessou os Alpes com Joaquim Murat e chegou à cidade de Nápoles, na Itália. Os napolitanos adotaram-no e fizeram-no seu, chamando-o de babà ou babbà, embora a princípio fosse reservado às mesas da alta sociedade. Só após a unificação italiana é que o babà se popularizou e passou a ser encontrado nas confeitarias napolitanas.
A Massa deste bolo é feita à base de farinha, ovos, manteiga e fermento de padeiro. É muito batida para desenvolver o glúten, o que lhe dá a elasticidade necessária para reter o líquido sem se desmanchar. Depois de levedar, é cozido no forno.
Enquanto o bolo arrefece, ferve-se água com açúcar, baunilha e raspas de citrinos (laranja ou limão) de modo a fazer-se uma Calda. O rum é adicionado logo após retirar a calda do lume para preservar o seu aroma e teor alcoólico.
O segredo do sucesso desta sobremesa reside no Banho ou seja em mergulhar os bolos na calda até que fiquem totalmente encharcados, funcionando como uma esponja.
Agora é só ver a receita de Babá com Rum Original, que pode ver no vídeo abaixo.
A Composição Número 5 (No. 5, 1948) é uma famosa pintura abstrata de Jackson Pollock, criada em 1948.
Jackson Pollock (1912-1956) foi um pintor norte-americano, importante artista do Expressionismo Abstrato, que enfatizava a expressão pessoal espontânea. Desenvolveu a técnica do gotejamento, feita com rápidos respingos sobre a tela e da técnica de action painting (pintura de ação).
Nesta obra utilizou tinta líquida, esmalte sintético e resina nas cores cinza, castanho, branco e amarelo, salpicados e gotejados sobre uma placa de fibra (fiberboard) de aproximadamente 2,40 m por 1,20 m. Pollock colocava a placa diretamente no chão do estúdio e movia-se ao seu redor, derramando e atirando a tinta num fluxo dinâmico, sem utilizar os tradicionais pincéis a passar pela tela.
Em novembro de 2006, a obra foi vendida numa transação privada por 140 milhões de dólares, tornando-se na época uma das pinturas mais caras da história.
As Calanques de Piana (ou Calanches de Piana) são um dos tesouros naturais mais impressionantesda ilha daCórsega, em França.
As Calanques de Pianasitauam-se em Piana, entre Ajaccio e Calvi, no Golfo de Porto. Esta paisagem constitui um deleite para os olhos porque estas formações rochosas escarpadas de um vermelho ocre e debruçadas sobre o mar assemelham-se a esculturas abstratas.
É uma formação geológica em forma de vale profundo com lados inclinados, sendo parte submerso pela água, como se fosse um fiorde mediterrânico. Falésias de granito vermelho mergulham em enseadas azul-turquesa ao longo da estrada entre Piana e Porto.
Estas formações rochosas estão perfuradas por cavidades, os taffoni, devido à ação das variações de temperatura e humidade, associadas à brisa do Mar Mediterrâneo e aos ventos fortes.
Considerada a mais bonita área daquela ilha, apresenta muitos trilhos de caminhada, bem como grutas marinhas. É reconhecida como Património Mundial da UNESCO, desde 1983, juntamente com o golfo de Girolata e a Reserva Natural de Scandola, como parte do golfo de Porto.
As Calanques de Piana oferecem um maravilhoso espetáculo de aglomerados de rochas, picos, esculturas minerais, agulhas e falésias de granito vermelho. A estrada panorâmica que liga as vilas de Porto e Piana é considerada uma das rotas de condução mais bonitas e cénicas da Europa, serpenteando por entre as rochas esculpidas.
Com vista para o mar, este lugar extraordinário com várias formas convida o espectador a sonhar. Algumas rochas evocam formas distintas, como a cabeça de um cão, um coração ou um bispo. As cores são lindas, especialmente ao pôr do sol! E que contraste fantástico com o azul do mar!