Invadidos que somos pela música anglo-saxónica, hoje proponho-lhe que ouça música francesa com a cantora Yuyu em "Bonjour Bonjour" (vídeoclip oficial).
Lume & Ar
segunda-feira, março 23, 2026
Bonjour Bonjour
domingo, março 22, 2026
Quando vier a Primavera
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro (n.16 de abril de 1889) - Poesia (Poemas Inconjuntos)
sábado, março 21, 2026
Como um vento na floresta
Como um vento na floresta,
Minha emoção não tem fim.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos
No fundo da minha imagem.
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento:
Sou ninguém, temo ser bom.
sexta-feira, março 20, 2026
A Valsa da Primavera
A peça chama-se, na verdade, "Mariage d'Amour" (Casamento de Amor) e foi composta em 1978 pelo francês Paul de Senneville.
Por causa de vídeos virais no YouTube com títulos errados, milhões de pessoas acreditam que a música é de Frédéric Chopin. Na realidade, Chopin nunca escreveu uma peça com este nome.
A obra tornou-se mundialmente famosa através do pianista Richard Clayderman e, posteriormente, por um arranjo de George Davidson que consolidou o apelido de "Spring Waltz".
quinta-feira, março 19, 2026
Meu Pai no mercado de flores
Essa não é (dizem) coisa de homem.
Mas ele ri-se, pouco se interessa.
Dedica a tudo todo o cuidado.
A barba feita a navalha, o nó
da gravata, o vinco da calça,
o colete de malha. Sapato
preto, polainito apertado,
põe o chapéu. Ainda bem cedo,
antes das aulas, vai comprar flores,
sob o esplêndido azul do céu.
E a casa, depois, fica cheia
de luz e ternura, gladíolos,
frésias, verbenas, rosas bravas,
cheiros do jardim de Freamunde,
poemas sem o peso das palavras.
José Carlos de Vasconcelos
quarta-feira, março 18, 2026
Conga
terça-feira, março 17, 2026
As Queijadas de Sintra
As Queijadas de Sintra são provavelmente o mais antigo doce da gastronomia sintrense eternizada na literatura portuguesa.
Para além de farinha e sal para a massa, levam queijo fresco, açúcar, ovos, farinha e um pouco de canela para o recheio. A textura suave das queijadas é assegurada pelo cozimento em banho-maria (no forno, mas em água) que depois é envolvida numa massa crocante e estaladiça..








