domingo, fevereiro 22, 2026

Virá

 Ouça o cantor brasileiro Silva em Virá (Videoclipe Oficial). "Virá" é uma canção sobre esperança, afeto e amor.

Lúcio Silva de Souza (1988), mais conhecido pelo nome artístico de Silva, é um cantor, compositor e músico multi-instrumentista brasileiro.

Ah, ah

'Cê faz que não vê, mas eu te vejo
O corpo que fala sem querer
Reflete no olhar igual ao espelho
Te espero no claro amanhecer
Se você quiser, você vai ver
Não vai dar pra disfarçar a luz do sol, eu e você

Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, nosso amor já vai raiar

Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, nosso amor já vai raiar

Ah, ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiarº

Ah, ah

'Cê faz que não vê, mas eu te vejo
O corpo que fala sem querer
Reflete no olhar igual ao espelho
Te espero num claro amanhecer
Se você quiser, você vai ver
Não vai dar pra disfarçar a luz do sol, eu e você

Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, o nosso amor já vai raiar
Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, nosso amor já vai raiar

Ah, ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah
Nosso amor já vai

Ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah
'Cê faz que não vê, mas eu te vejo

sábado, fevereiro 21, 2026

Balada de Lisboa

Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo

Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Nas manhãs da tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente

Esta é a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais.

Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem

Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém
Manuel Alegre - Babilónia, 1983

sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Ainda Se Lembra Do Cantinflas?

Cantinflas (1911 - 1993) era o nome artístico do humorista, ator e comediante mexicano Mario Moreno

Cantinflas protagonizou cerca de 49 filmes, destacando-se pela comédia social e habilidade linguística única ("cantinflear"). 

Alguns dos filmes notáveis que interpretou incluem, entre outros:  "A Volta ao Mundo em 80 Dias" (1956) onde desempenhou o papel de Passepartout, ganhando reconhecimento mundial; "Bombeiro Atómico" (1952); "Se eu fosse Deputado" (1952); O Grande Fotógrafo (1953); Pepe (1960); O Analfabeto (1961); Sua Excelência (1967); O Patrulheiro 777 (1978) e o último, "O Varredor" (1982). 

A maioria dos seus filmes, especialmente na década de 50 e 60, foi realizada por Miguel M. Delgado, focando-se em personagens humildes que superavam situações através do seu carisma e sagacidade. 

Para quem se lembra dos filmes de Mário Moreno "Cantinflas", aquele artista que vinha com as calças a meio do rabo, deixo-lhe aqui um cheirinho de alguns dos filmes que fez. Divirtam-se, e riam, que até ver ainda não pagamos imposto.

Em Cantinflas O Analfabeto, Mario Moreno é um jovem analfabeto que recebe uma carta que lhe diz que herdou uma larga soma de dinheiro de um tio que falecera. Contudo, ele vai ter de aprender a ler, para conseguir perceber o que vem escrito na carta.
Já o vídeo "Festival de Cantinflas" (1939), realizado por Carlos Toussaint, é uma compilação de curtas-metragens que destaca os primeiros trabalhos de comédia de Mario Moreno "Cantinflas", em que atua em cenários variados desempenhando papéis como um taxista que não leva os passageiros ao seu destino ou um pugilista. Esta coletânea apresenta o início da icónica personagem, explorando o humor característico e o estilo único de Cantinflas no cinema mexicano inicial. 

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

O Morgado e o Morgadinho

 O Morgado e o Morgadinho são doces tradicionais, originários de Portimão e Silves, que representam a forte tradição algarvia da amêndoa. 

São feitos à base de massa de amêndoa (amêndoa pelada e moída, açúcar, água), recheada com fios de ovos, ovos moles e doce de chila (gila) e cobertos por glacê. 

A versão grande, decorada com pétalas e flores (ou formas de maçapão), é o "Morgado", enquanto a individual, com bolas prateadas, é o "Morgadinho". 

O Morgado é, por vezes, moldado em forma de queijo, e a sua confecção reflete um saber artesanal antigo, passado de geração em geração. 

Com forte influência conventual, são típicos de festas, casamentos, batizados e mesas de Natal, sendo o morgado de amêndoa um bolo de festas.

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

O Dia dos Diabos e da Morte

Vinhais é uma vila raiana portuguesa localizada em terras de Trás-os-Montes (Bragança) com tradições seculares que atraem inúmeros visitantes. Uma delas é o Dia dos Diabos e da Morte que é celebrado em Vinhais na Quarta-feira de cinzas. 

Esta tradição secular é única em Portugal. As origens da mesma permanecem desconhecidas havendo, no entanto, diferentes interpretações que a situam nas celebrações dos Lupercais romanos, nas procissões da Quarta-feira de Cinzas, na Idade Média, ou mesmo por influência dos franciscanos do Convento de São Francisco de Vinhais, durante os séc. XVIII e XIX.

Durante a celebração um grupo de rapazes mascara-se de Diabo vestindo-se com um fato vermelho, a cara coberta com uma máscara vermelha e um cinto na mão; outros mascaram-se de Morte com um fato preto, a cara enfarruscada (pintada com cinza ou carvão) e carregando uma gadanha. A personagem da Morte, que é única, só sai na Quarta-feira de cinzas.

Os Diabos perseguem principalmente as raparigas. Saem a correr pelas ruas com um chicote e quando as apanham elas são levadas à pedra, onde as obrigam a ajoelharem-se para serem chicoteadas. Depois são obrigadas a recitar orações "pagãs":

"Padre-nosso, caldo grosso,
carne gorda não tem osso,
rilha-o tu que eu já não posso
Salve Rainha, mata a galinha,
põe-na a cozer,
dá cá a borracha que quero beber."
A Morte, mais calma, anda pelas ruas silenciosamente. Quando a Morte encontra alguma pessoa obriga-a a ajoelhar-se e a beijar a gadanha que leva na mão. Ela é a única que pode entrar na igreja, interditada para os Diabos, onde se refugiam as raparigas, para as ir buscar e as entregar aos Diabos.

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Arerê

 

"Arerê" é um dos maiores sucessos da música brasileira do género axé, lançado em 1997 pela Banda Evacom a voz de Ivete Sangalo

Composta por Gilson Babilónia e Alaim Tavares, a música é um clássico de Carnaval, conhecida pelo refrão contagiante "Arerê, um lobby, um hobby, um love com você". 

Assista agora à performance ao vivo da Banda Eva, com Ivete Sangalo, cantando "Arerê".

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

As Filhós de Cabrela

As Filhós de Cabrela, o bêbedo ou brinhol, são os doces tradicionais de Carnaval de Montemor-o-Novo.

Cabrela é uma povoação portuguesa do município de Montemor-o-Novo, freguesia com 194,84 km² de área e 509 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 2,6 hab./km².

Foi vila e sede de concelho entre 1170 e o início do século XIX. Este era constituído apenas pela vila e tinha, em 1801, 892 habitantes.

Este doce típico do Carnaval esteve quase perdido no esquecimento. Há poucos anos recuperou-se a receita ancestral das Filhós de Cabrela que tem como ingrediente base a farinha e os ovos e depois uns toques de aguardente branca, azeite, manteiga, laranjas e mel (ou açúcar).

Com o apoio da Junta de Freguesia local, não só se recuperou a receita, como se candidatou o doce às 7 Maravilhas Doces de Portugal, chegando a finalista. A receita é feita 95% manualmente, o que lhe dá um toque estaladiço e um sabor inconfundível. Se quiser saber como se fazem estas Filhós é só clicar aqui e seguir abaixo a receita dos reis do Carnaval em Montemor-o-Novo.

Ingredientes:
250 g água
100 g erva-doce em grão
50 g banha
120 g sumo de laranja (2 unid. aprox.)
10 g azeite
50 g aguardente
25 g açúcar 
Açúcar q.b. p/ polvilhar
2 ovos
500 g farinha 
farinha q.b. p/ polvilhar
Óleo q.b. p/ fritar