Criança desconhecida e suja brincando à minha porta, Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos. Acho-te graça por nunca te ter visto antes, E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança, Nem aqui vinhas. Brinca na poeira, brinca! Aprecio a tua presença só com os olhos. Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la, Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez, E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas. Brinca! pegando numa pedra que te cabe na mão, Sabes que te cabe na mão. Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior? Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
A Biblioteca de Qasr Al Watanfica situada dentro do complexo do Palácio Presidencial, na Corniche Road, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. O Palácio abriga uma vasta biblioteca de conhecimento focada no saber, governação e tradições intelectuais árabes. Dispõe de mais de 50.000 livros e recursos sobre a história e a cultura árabes .
O Qasr Al WatanAbu Dhabi é um palácio magnífico que mostra a cultura e a história da Arábia. Possui grandes salões, jardins deslumbrantes e exposições culturais num ambiente de opulência e elegância sem igual. A sua arquitetura incorpora padrões e motivos geométricos islâmicos tradicionais em todo o design.
O grande lustre do palácio é composto por 350.000 cristais, criando um ponto focal deslumbrante no salão principal.
Este documentário de Amy J. Bergajuda-nos a perceber um pouco dos contrastes da sua vida e também da sua inigualável energia criativa.
O filme, Janis: Little Girl Blue, acompanha Joplin durante os seus anos de apresentações no Monterey Pop Festival em 1967, no Woodstock Festival em 1969 e no Festival Express em 1970. Inclui, também, entrevistas com familiares, amigos e contemporâneos do rock.
A ditadura militar brasileira executou, em 20 de agosto de 1971, a militante política Iara Iavelberg. Ela era então namorada do capitão Carlos Lamarca, um dos inimigos da repressão, e foi companheira de Dilma Rousseffno combate à tirania.
A verdade sobre a morte de Iara Iavelberg foi sempre um objetivo para os seus familiares, que nunca se conformaram com a versão divulgada naquela época, de que ela teria cometido suicídio.
Na versão do regime militar, Iara deu um tiro contra o próprio peito quando se viu diante da impossibilidade de fugir. O laudo – que posteriormente desapareceu – foi assinado pelo legista Charles Pittex, e o corpo foi entregue à família apenas um mês após a sua morte. Seguindo as tradições judaicas, Iara foi enterrada numa área específica do cemitério destinada a suicidas, com os pés voltados para a lápide, tradição entendida como uma desonra.
A teoria de suicídio, entretanto, nunca convenceu a família, incluindo os seus dois irmãos, Samuel e Raul, também militantes. Após uma longa batalha a família pôde, em 2003, reiniciar um processo de investigação e realizar uma exumação do corpo de Iara.
O legista Daniel Muñoz concluiu que a morte de Iara por suicídio era "improvável", e o seu corpo foi finalmente retirado da ala de suicidas do cemitério israelita.
Mariana Pamplona, sobrinha de Iara, escreveu o roteiro para o documentário Em busca de Iara (2014), no qual, além de um perfil da tia, busca desvendar as circunstâncias de sua morte.
Passam hoje 49 anos sobre o27 Maio de 1977, um período negro da história angolana que não deve ser branqueado ou esquecido. Na sequência dos trágicos acontecimentos que ocorreram neste dia, dezenas de milhares de angolanos foram torturados, presos e/ou encaminhados para campos de concentração (eufemisticamente chamados de reeducação), e fuzilados sem julgamento, enquanto outros desapareceram sem deixar rasto.
Deixo-o hoje com a entrevista (datada de 30 julho de 2024) feita, pela Associação 27 de maio, ao querido amigo Manuel Vidigal, que se despediu de nós recentemente e que foi uma das vítimas do 27 de maio de 1977.