sábado, outubro 24, 2026

Broas de Mel

 Aproximamo-nos a passos largos do Dia de Todos os Santos. Deixo-lhe, por isso, uma receita das tradicionais Broas dos Santos. Estas são de Mel.

As Broas dos Santos (também conhecidas por bolinhos dos Santos ou associadas ao tradicional "Pão por Deus") são um doce típico da gastronomia de Portugal, consumido sobretudo por altura do Dia de Todos os Santos (1 de novembro). Embora existam imensas variações regionais — que podem levar batata-doce, abóbora ou café —, a receita mais tradicional destaca-se pelo aroma intenso a erva-doce e canela e pela riqueza dos frutos secos.

Ingredientes:

Farinha sem fermento 250 gr
Açúcar Amarelo              130 gr
Nozes picadas 35 gr
Azeite 125 ml
Mel 100 ml
Água 250 ml
Sal 1/4 colher de chá
Canela em pó 2/3 colher de sopa

Preparação:

Num tacho grande, leve ao lume a água, o azeite, o mel, a canela em pó, a erva-doce, o sal e o Açúcar Amarelo. Mexa e deixe ferver.
Quando começar a ferver, baixe o lume e adicione as nozes e a farinha de uma só vez. Sem parar de mexer, deixe cozer em lume brando durante 3 minutos. Depois, remova do lume.
Coloque a massa por cima da bancada polvilhada com farinha e deixe arrefecer ligeiramente até que a consiga moldar.
Com as mãos, molde pequenas broas com a massa. Coloque todas as broas num tabuleiro de ir ao forno polvilhado com farinha e, com a ajuda de uma faca, faça losangos na superfície das broas.
Leve ao forno pré-aquecido a 230ºC entre 15 a 20 minutos.
Remova do forno e deixe arrefecer. 
Bom apetite!

sexta-feira, outubro 23, 2026

As Manas Perliquitetes

O termo perliquitete (ou no plural, perliquitetes) é um adjetivo de dois géneros que descreve alguém afetado, vaidoso, presumido, ou que se veste com excessivo esmero e afetação de maneiras. Pode também ter um tom popular indicando alguém espevitado ou sentencioso.

Feita esta explicação, então quem eram estas manas?

As Manas Perliquitetes eram duas irmãs lisboetas do século XIX, Carolina Amália (1833–1897/1887) e Josefina Adelaide (1841–1907) Brandi Guido. Conhecidas pelo visual excêntrico e por circularem pelo Chiado, tornaram-se figuras populares e alvo de mexericos na capital. Desfilavam com roupas e chapéus chamativos e fora do comum, ficando na memória da Lisboa Antiga como símbolos curiosos de uma época passada.

Eram filhas de um comerciante de origem italiana (Narciso José Tomaz Guido), nasceram em Lisboa e foram batizadas na Igreja de Loreto.

Após a morte do pai e problemas financeiros deixados por um irmão, perderam a fortuna inicial e mudaram-se da Rua de S. Bento para zonas mais modestas, para um andar na Rua da Escola Politécnica. Foi lá que travaram conhecimento com Luiz de Almeida de Mello e Castro, um boémio a quem muitos reconheciam o talento para contar histórias exageradas.

Ganharam este nome jocoso de "Manas Perliquitetes" através desse vizinho e boémio alfacinha Luís de Mello e Castro, que costumava apresentá-las com esse epíteto, alcunha que se tornou familiar na cidade. 

Em 1889, Rafael Bordalo Pinheiro caricaturou-as no jornal "Pontos nos ii", numa lista em que enumerava o que iria Portugal apresentar na Exposição Universal de Paris desse ano. Entre os bens nacionais, lá estão as Manas Perliquitetes:

"(...) Dois frascos de bandolina
P'ra alisar gentis topetes,
Tres anneis de coralina 
E as manas Perliquitetes.(...)

quinta-feira, outubro 22, 2026

O Lindy Hop

 O Lindy Hop é uma dança social que nasceu nas comunidades afro-americanas do Harlem, em Nova Iorque, por volta de 1928, com fortes raízes em danças como o Charleston, o Jazz original e o Breakaway. 

O Lindy Hop é dançado ao som do swing jazz, ritmo que teve seu auge na era das Big Bands norte americanas, no fim da década de 20. Assim como no swing jazz, no "Lindy"  são marcantes os improvisos, as brincadeiras e o ritmo contagiante dos dançarinos. É uma dança de pares que pertence à família das danças Swing e acompanha a música Jazz e Swing dos anos 1930 e 1940. Como já foi referido tem uma grande componente de improvisação e conexão entre o par, permitindo momentos de dança juntos (em posição fechada ou aberta) e momentos separados (solo). É uma dança enérgica, com muita liberdade de movimentos, saltos e variações rítmicas (historicamente inclui os aerials ou acrobacias, embora na dança social comum se foque mais no solo e no par sem correr riscos).

 Os passos básicos trabalham a dança social, a conexão e o improviso da dança a dois, e também as routines (coreografias) consagradas que todo hopper (ou seja quem dança o lindy) precisa conhecer, como o Shim Sham e Tranky Doo. Venha aprender tudo aqui e através do vídeo abaixo!

quarta-feira, outubro 21, 2026

O Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo

O Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo (2010)  é um filme de aventura e ação realizado por 

Mike Newell e que conta no elenco com Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton e Ben Kingsley.

As filmagens foram feitas no Reino Unido e Marrocos (em Aït-Ben-Haddou).

Sinopse:
Na cidade sagrada de Alamut ficam as Areias do Tempo, que dão aos mortais o poder de voltar ao passado. Depois de liderar um ataque à cidade, Dastan (Jake Gyllenhaal), o filho adotivo do rei da Pérsia, consegue uma adaga que lhe dá acesso às Areias. Dastan é um jovem príncipe, que auxilia o irmão a conquistar uma cidade. Lá ele encontra uma estranha e bela adaga, a qual decide guardar. Tamina (Gemma Arterton), a princesa local, percebe que Dastan detém a adaga e tenta aproximar-se dele para recuperá-la. A adaga possui o poder de fazer o seu portador de viajar no tempo, quando dentro dela há a areia mágica. Só que Dastan é vítima de um golpe. Ele é o encarregado de entregar ao pai, o rei Sharaman (Ronald Pickup), uma túnica envenenada, que o mata. Perseguido como se fosse um assassino, precisa agora de provar a sua inocência e impedir que a adaga caia em mãos erradas. Ele foge com a princesa Tamina após ser acusado de matar o pai. O casal precisa proteger o tesouro antigo e desmascarar o assassino do rei.


terça-feira, outubro 20, 2026

Vamos até Aït-Ben-Haddou?

Aït-Ben-Haddou é um ksar (aldeia fortificada de adobe e taipa) icónico localizado no Norte de África e classificado como Património Mundial da UNESCO desde 1987. As construções são feitas de terra batida, argila, palha e gravilha, com torres altas e ameias que protegem as antigas habitações. As estruturas em camadas são exemplos espetaculares da arquitetura marroquina em barro. Atualmente, apenas um punhado de pessoas vive neste ksar, em parte devido à sua deterioração devido ao tempo e à idade. A maior parte da população mudou-se para uma aldeia moderna do outro lado do rio.

O ksar de adobe mais famoso do mundo está fortificado desde o século XI e era uma paragem fundamental para as caravanas de mercadores que viajavam entre o Saara e Marraquexe.

Fica situado no sopé da vertente sul das Montanhas do Alto Atlas, junto ao vale do rio Ounila, na região de Souss-Massa-Drâa, no sul de Marrocos, na antiga rota de caravanas entre o Saara e Marraquexe. Fica na província de Ouarzazate, a cerca de 30 quilómetros da cidade de Ouarzazate e a quatro horas de viagem de Marraquexe.

A indústria cinematográfica não consegue manter-se afastada e partes da aldeia foram restauradas para aparecerem em filmes e programas de televisão.

O local é um dos cenários de rodagem mais famosos do mundo, tendo servido de pano de fundo para grandes produções cinematográficas e séries, tais como:

• Gladiador (2000)
• Game of Thrones (Guerra dos Tronos)
• A Múmia (1999)
• Lawrence da Arábia (1962)
• Babel (2006)
• O Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (2010)

segunda-feira, outubro 19, 2026

Breve o botão que foste

Breve
o botão que foste
e o pudor de sê-lo

Breve
o laço vermelho
dado no cabelo.

Breve
a flor que abriu
e o sol saudou

Breve
tanto sonho findo
que a vida pisou.
João José Cochofel (1919 – 1982)

domingo, outubro 18, 2026

A Mona Lisa

A Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda) é a pintura mais famosa do mundo, criada pelo artista renascentista italiano Leonardo da Vinci. A mulher, cuja identidade é até hoje desconhecida, ficou imortalizada naquele que talvez seja o retrato mais celebrado da pintura ocidental. Tradicionalmente, considera-se que a pintura represente a nobre italiana Lisa del Giocondo

A pintura considerada a obra-prima de Leonardo da Vinci foi iniciada em 1503 e acabou por ficar  concluída apenas em 1517 (com retoques até 1519). Apesar de ser uma tela pequena, com apenas 77 x 53 cm, Mona Lisa fascina os espectadores por causa do seu sorriso enigmático.

Entre as características inovadoras da pintura estão a expressão enigmática da modelo, a monumentalidade da composição, a modelagem subtil das formas e o ilusionismo atmosférico.

Pintada a óleo sobre madeira de álamo, utilizando o famoso sfumato (que suaviza contornos e sombras), a imagem é um símbolo do renascimento. A expressão da modelo parece mudar dependendo do ângulo de observação e da luz. A maestria técnica traduz-se no uso de camadas finas de tinta e sombras que criam uma ilusão rara de profundidade, movimento e vida na pele e no olhar.

A pintura apresenta características da proporção áurea e revela vários triângulos de ouro, bem como a espiral áurea.

Mona Lisa acredita-se ser um retrato de meio-corpo de Lisa Gherardini (esposa do comerciante florentino Francesco del Giocondo) e chama a atenção pela naturalidade com que a protagonista é representada.

Está exposta no Museu do Louvre, em Paris (França), desde 1797. Foi dali roubada em 1911 por Vincenzo Peruggia e recuperada em 1913, um evento que estampou jornais do mundo inteiro e a catapultou para a popularidade global.

Considerada uma obra-prima da Renascença Italiana, foi descrita como "a obra de arte mais conhecida, mais visitada, sobre a qual mais se escreveu, mais se cantou (e) que mais foi parodiada no mundo".