domingo, maio 24, 2026

A Rive Gauche

A cidade de Paris, capital da França, é atravessada pelo rio Sena

Rive Gauche (margem esquerda, em francês) é o nome que se dá à parte sul da cidade de Paris, em oposição à margem direita do rio conhecida por Rive Droite.

Na margem esquerda incluem-se os seguintes distritos: 5º arrondissement; 6º arrondissement; 7º arrondissement; 8º arrondissement; 14º arrondissement e o 15º arrondissement de Paris (salvo a île des Cygnes).

O nome Rive Gauche designa igualmente um estilo de vida típico. Os distritos V e VI, antigos bairros boémios, artísticos e intelectuais da primeira metade do século XX, ditaram esse estilo, chamado em francês de "bobo" (de bourgeois-bohème, "burguês e boémio"), em oposição aos bairros burgueses clássicos e conservadores dos arrondissements XVI e XVII, situados na margem direita.

Historicamente, esta área da cidade ganhou fama mundial como o coração cultural, intelectual e boémio da cidade. Devido ao seu enorme impacto cultural, o nome transformou-se numa marca de estilo e identidade global.

Enquanto a Rive Droite (margem direita, a norte) se associou historicamente ao comércio, finanças e ostentação Real, a Rive Gauche tornou-se o lar de intelectuais e artistas. Foi o ponto de encontro de figuras como Hemingway, Picasso, Verlaine e Sartre, entre outros. Ainda hoje é assim porque é o ponto de encontro dos jovens estudantes devido à Universidade de Sorbonne, e por isso, dos bistrôs, cafés e bares muito animados, das ruas estreitas e repletas de gente que pretende divertir-se.

É na Rive Gauche que se situam bairros icónicos como o histórico Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés. Nesta parte da cidade situam-se monumentos como a Torre Eiffel, os Jardins do Luxemburgo, o Museu Rodin, o Museu d'Orsay e a prestigiada Universidade da Sorbonne.

Em 1966, o estilista Yves Saint Laurent usou o nome para batizar a sua linha "Saint Laurent Rive Gauche". Esta iniciativa histórica provocou uma verdadeira revolução: a democratização da moda, com a primeira loja física de Prêt-à-porter (pronto a vestir) de um designer de alta-costura. Esta loja simbolizou o espírito da época tendo capturada a energia jovem, livre, urbana e rebelde dos estudantes desta parte da cidade na década de 1960.

 Inspirada pelo mesmo conceito, a marca Yves Saint Laurent lançou em 1970 o perfume Rive Gauche. Trata-se de uma fragrância floral aldeídica muito marcante, que se tornou num dos maiores clássicos da perfumaria francesa moderna.

Para conhecer melhor esta parte da cidade de Paris, explore os links acima ou veja os vídeos abaixo. 
Bom passeio virtual.
E ainda outro vídeo.

sábado, maio 23, 2026

Morenica

 Ouça a canção Morenica interpretada pelo grupo Al'Fado.

Al'Fado é o novo projeto musical que mistura raízes Sefarditas com a canção portuguesa por excelência, o Fado. As canções são cantadas em Português, Hebraico e Ladino – dialeto medieval de origem espanhola.
Sediado em Lisboa, o ensemble Al’Fado assume influências musicais que vão do Flamenco ao Jazz, passando pelas Músicas do Mundo, como resultado da diversidade cultural dos músicos portugueses e israelitas que o integram: Gal Tamir (voz e clarinete), Avishay Back (baixo), João Roque (guitarra) e Diogo Melo de Carvalho (percussões e melódica).

sexta-feira, maio 22, 2026

Regresso

 Ouça o poema Regresso de Alda Lara na voz de João Abreu Completo
Alda Lara, nasceu (1930 - 1962) em Benguela e faleceu em Cambambe (Angola), foi uma médica e poetisa portuguesa de origem angolana, que teve uma grande produção poética, publicada apenas após a sua morte, através da recolha dos seus poemas feita pelo seu marido, Orlando de Albuquerque.

quinta-feira, maio 21, 2026

As Tigeladas de Proença-a-Nova

A Tigelada de Proença-a-Nova é: "Ligeiramente escura por cima, cor de mel por dentro e um sabor que nos faz viajar às memórias de infância, lembrando o calor do forno a lenha ainda quente (...)".

A tigelada de Proença-a-Nova é um dos doces conventuais (regionais) mais emblemáticos da Beira Baixa. Confecionada de forma artesanal com ovos, mel, limão, canela, farinha e leite, destaca-se pelo seu processo de cozedura: o caçoilo de barro e o forno a lenha bem quente conferem-lhe uma crosta única e um sabor inigualável. 

A ligação do concelho a este doce é tão forte que a tigelada foi eleita uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal no distrito de Castelo Branco. É habitual, também, a realização do Festival da Tigelada, com forte adesão de restaurantes e associações locais que promovem a doçaria regional. 

Inicialmente confecionada apenas em dias de festa e casamentos, os ingredientes usados são simples: ovos, leite de cabra e mel. Muita gente produzia e tinha em casa estes produtos, pelo que variava apenas o segredo de cada doceira. Este doce português personifica assim os hábitos e costumes de um povo e das atividades locais, como a caprinocultura e a apicultura, sendo cozinhado numa panela de barro.

Atualmente, a Câmara Municipal de Proença-a-Nova implementou a Fábrica da Tigelada que produz o doce de forma artesanal e está sediada na antiga escola primária da aldeia do Pergulho (local onde a iguaria foi documentada pela primeira vez). O objetivo do espaço é preservar a receita ancestral e garantir a sua produção de qualidade. 
Se quiser experimentar é só seguir as receitas que se seguem.

Ingredientes
1 litro de leite
12 ovos
400 g de açúcar louro
Mel q.b.
Raspa de limão q.b.
Canela em pó q.b.
1 colher de sopa de farinha

Preparação:
Pré aquecer o forno que deve estar bem quente para as tigeladas.
Comece por bater demoradamente os ovos com o açúcar, o mel e a raspa de limão, até obter um creme uniforme. 
Adicione a canela e a farinha e misture bem para incorporar todos os ingredientes no preparado. 
Junte por fim o leite e envolva tudo cuidadosamente até ficar homogéneo. 
Unte os caçoulos de barro com azeite.
Coloque os caçoulos no forno e vá distribuindo o preparado por cada um, mexendo sempre bem para que não forme pé. 
Deixe cozer durante cerca de uma hora ou até a superfície estar bem dourada e a tigelada firme ao toque.

quarta-feira, maio 20, 2026

Tendências: As Cores do Verão 2026

Assista a mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski que lhe fala das Cores do Verão 2026 .

As tendências de cores para o verão 2026 misturam otimismo e sofisticação. A paleta equilibra tons pastel relaxantes, como o amarelo manteiga e o azul-claro, com cores vibrantes e saturadas como o vermelho tomate, o laranja e tons terrosos quentes.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante mais de 30 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.

No vídeo abaixo, Luciane Cachinski mostra-lhe as cores que estão na moda e são uma tendência em 2026.  As cores da próxima estação são simplesmente maravilhosas! Escolha as suas preferidas e as que mais a favorecem e monte looks lindos com elas!

terça-feira, maio 19, 2026

My Name is Gulpilil

 My Name is Gulpilil é um filme (documentário de 2021) aclamado que narra a vida de David Gulpilil Ridjimiraril Dalaithngu (1953 – 2021), um dos mais icónicos atores e dançarinos aborígenes australianos.

Este filme e carta de amor ao cinema celebra a sua extraordinária vida e legado. Pode encontrá-lo no Google Play ou na Prime Video.

Este belo documentário realizado por  Molly Reynolds é uma homenagem apropriada a David Gulpilil, no final da sua vida singular, na época doente com cancro de pulmão no estágio quatro.

Molly Reynolds é uma realizadora, argumentista e produtora de cinema australiana, reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho documental. 

Sinopse:
O filme, que também leva este título (My Name is Gulpilil), foi realizado durante a sua batalha final contra o cancro no pulmão, servindo como uma despedida e um reflexo direto do seu coração.
David Gulpilil foi um pioneiro que mudou a representação dos povos das Primeiras Nações no cinema australiano.
 Nascido no norte da Austrália, o seu nome "Gulpilil" representa o seu totem, o martim-pescador. Ele descreveu-se como um homem que vivia entre dois mundos (o branco e o aborígene) e é amplamente reconhecido como um dos melhores bailarinos cerimoniais da Austrália. 
O documentário celebra a sua vida e a ligação espiritual à sua terra

segunda-feira, maio 18, 2026