quarta-feira, setembro 09, 2026

O Bolo Lêvedo

 O Bolo Lêvedo (ilha de São Miguel)  é uma das maiores especialidades gastronómicas dos Açores. Originário do icónico Vale das Furnas na ilha de São Miguel, é um pão de massa levedada, redondo e achatado, macio e ligeiramente adocicado, que se destaca por ser cozido na chapa ou frigideira (e não no forno). O bolo lêvedo, confecionado com ovos, farinha, açúcar, manteiga, fermento, leite, sal e come-se tradicionalmente morno e aberto ao meio. A forma mais clássica é apenas com manteiga dos Açores, mas também combina perfeitamente com queijo da ilha, compotas ou mel.

A pequena localidade das Furnas – conhecida pelas suas fumarolas e pelo cozido feito nas entranhas da terra – é o sítio certo para provar o bolo lêvedo.

Com uma massa porosa e crosta ligeiramente tostada, tanto se come simples como se usa para fazer sanduíches e hambúrgueres. Nesta vila, além de o bolo ser uma especialidade, tornou-se na imagem de marca do pequeno almoço furnense, mas já a pode encontrar em quase todas as padarias da ilha.

terça-feira, setembro 08, 2026

Eu Não Sou Santa

Ouça Anitta (part. Mestrinho) em Eu Não Sou Santa.

Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora, cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora (cruz-credo!)
Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora, cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora

Noite fria que nem gelo, eu sem ter pra onde ir
Sem afeto, sem morada, mas não sou de desistir
E mesmo quando, ao relento, tive o corpo agasalhado
Me valeu Nossa Senhora com seu manto sagrado
E mesmo quando, ao relento, tive o corpo agasalhado
Me valeu Nossa Senhora com seu manto sagrado
Cruz-credo!

Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora, cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Olho grande não me pega, não me pega mau-olhado
Porque não ando sozinha, ela não sai do meu lado
E não há nada no mundo que possa me derrubar
Enquanto tiver mainha pra poder me acompanhar
E não há nada no mundo que possa me derrubar
Enquanto tiver mainha pra poder me acompanhar
Cruz-credo!

Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora (Nossa Senhora), cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santo, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora

segunda-feira, setembro 07, 2026

Beruwala

 Beruwala é uma cidade situada no distrito de Kalutara, província ocidental, no Sri Lanka. A cidade cobre uma área total de aproximadamente 15 km² e está localizada na costa sudoeste daquele país, 60 km ao sul de Colombo. 
Beruwala é uma vibrante cidade costeira famosa por ser o local da primeira fixação muçulmana da ilha no século VIII. A cidade combina uma rica herança cultural, praias douradas de águas calmas e uma próspera cultura pesqueira.
As principais atrações turísticas são: 
A Mesquita de Kechimalai está construída numa falésia à beira-mar. Esta mesquita histórica é um marco crucial para a comunidade islâmica e oferece vistas panorâmicas do porto. Está também associada ao local de sepultamento do primeiro muçulmano a desembarcar no Sri Lanka
O Farol da Ilha de Barberyn, que é um farol histórico da era colonial situado numa pequena e pitoresca ilha tropical rodeada por palmeiras e acessível através de uma rápida viagem de barco a partir da costa;
O Porto de Pesca de Beruwala, um porto movimentado onde centenas de barcos coloridos se reúnem diariamente. É o lugar ideal para vivenciar a rotina dos pescadores locais e ver o comércio de peixe fresco logo pela manhã;
A Praia de Moragalla que é uma das principais praias da região, conhecida por ser um refúgio tranquilo para relaxar, tirar fotografias e praticar desportos aquáticos;
O Mercado Internacional de Pedras Preciosas ou Gemas, que é uma área de comércio de rua famosa pela venda e troca de pedras preciosas brutas e lapidadas

sábado, setembro 05, 2026

A Gastronomia no Sri Lanka

 A culinária do Sri Lanka é um dos maiores tesouros do país, pois reflete a sua história e diversidade cultural. O Sri Lanka, também conhecido como a Ilha das Especiarias, foi ocupado por portugueses, holandeses e ingleses, daí que a gastronomia seja vibrante e rica em especiarias (canela, cúrcuma, cardamomo, cravo-da-índia, gengibre e alho), tendo como base o arroz, o coco e o caril. Os pratos destacam-se pelos sabores intensos, o uso frequente de pimenta e influências do sul da Índia e do comércio marítimo feito ao longo da história.

A gastronomia do Sri Lanka é conhecida pela fusão de sabores e texturas diferentes, e inclui pratos doces, picantes e outros.

Da Herança Portuguesa resultou a introdução de pratos como o Prawn Curry (caril de camarão), o Seeni Sambol (compota de cebola) e o Bolo de Laranja. O uso de açúcar e especiarias na culinária doce também foi aprimorado durante o período português.

Os pratos principais são, entre outros: 

O Rice & Curry que é o prato nacional e que consiste numa base de arroz servida com vários pequenos recipientes de caril de peixe, de carne, de legumes ou lentilhas (como o parippu), acompanhados por papadams e sambols (condimentos picantes à base de coco).
O Kottu Roti (que significa pão cortado), que é uma famosa comida de rua, tem a sua origem em Batticaloa, no leste do Sri Lanka. Leva pão achatado (roti) picado na chapa com legumes, ovos, carne e muitas especiarias, preparado com um som característico de lâminas a bater no metal.
As Hoppers (Appam) que são panquecas em forma de taça feitas com massa de farinha de arroz fermentada e leite de coco. Podem ser simples ou levar um ovo inteiro partido no centro (egg hopper).
Os String Hoppers que são fios de massa de arroz cozidos a vapor, servidos, ao pequeno almoço ou jantar, em pequenos ninhos, que acompanham caris e sambol de coco.
Wattalapam ou Pudim de Coco
O Lamprais que é um arroz temperado cozinhado a vapor com carne, almôndegas e molhos, embrulhado e assado numa folha de bananeira (herança da colonização holandesa).

O Sri Lanka, conhecido como a "Lágrima da Índia", é muito mais do que um destino de paisagens deslumbrantes e história rica. Este pequeno país insular é também um paraíso para os amantes de gastronomia, como pode ver nos vídeos abaixo
 E ainda um outro vídeo.

sexta-feira, setembro 04, 2026

Para um Amigo Tenho Sempre

 

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.
António Ramos Rosa"Viagem Através de uma Nebulosa"

quinta-feira, setembro 03, 2026

Anuradhapura: Uma Cidade Sagrada

Anuradhapura é considerada uma Cidade Sagrada e uma das cidades com ocupação humana mais antigas da Ásia. A cidade destaca-se por combinar ruínas monumentais da antiga civilização cingalesa com uma profunda atmosfera espiritual.

É a primeira grande capital do Sri Lanka, tendo florescido como o coração da civilização cingalesa e o centro mundial do Budismo Theravada. É uma cidade importante situada na planície centro-norte da ilha, a 205 kms ao norte da atual capital, Colombo, nas margens do histórico rio Malwathu Oya. É Património Mundial da UNESCO desde 2006 e famosa pelas ruínas bem preservadas da antiga civilização cingalesa.

O vasto complexo histórico cobre mais de 40 km² e é constituído por ruínas monumentais, palácios, mosteiros e stupas colossais (dagobas). As principais atrações e locais de interesse na cidade sagrada incluem:

Jaya Sri Maha Bodhi, a árvore sagrada mais antiga do mundo (século III a.C.) com documentação histórica, considerada um rebento da árvore original de Bodh Gaya (Índia), sob a qual Buda atingiu a iluminação. É considerado, por isso, um dos locais mais sagrados do Budismo
A Ruwanweliseya Stupa é um dos monumentos mais majestosos e icónicos do Sri Lanka, construído no século II a.C., com uma impressionante cúpula branca frequentemente visitada por centenas de fiéis;
A Jetavanaramaya, no seu auge, esta estrutura de tijolos era uma das construções mais altas do mundo antigo e o terceiro maior monumento do mundo (depois das pirâmides de Gizé), com cerca de 122 metros de altura;
Os Kuttam Pokuna (Piscinas ou Lagos Gémeos), são um feito extraordinário de engenharia hidráulica e de arquitetura antiga, composto por duas piscinas de banho lindamente esculpidas e ornamentadas, destinadas aos monges do mosteiro e incrivelmente preservados;

O Isurumuniya, um templo rupestre situado perto do lago Tissa Wewaum, um templo budista esculpido na rocha, famoso pelos seus excelentes relevos em pedra, incluindo o famoso entalhe dos "Amantes de Isurumuniya";
A Thuparama Dagoba, que é considerada a stupa mais antiga do Sri Lanka, erguida no século III a.C. para consagrar uma relíquia da clavícula de Buda.

Esta cidade sagrada foi construída em torno de um rebento da "árvore da iluminação" - a figueira de Buda -, trazida para o local no século III a.C. por Sanghamitta, fundadora de uma ordem de monjas budistas. 
Anuradhapura, capital política e religiosa do Ceilão que floresceu durante 1.300 anos, foi abandonada após uma invasão em 993. Ocupando uma área escondida no meio de uma densa floresta por muitos anos, o esplêndido sítio - com seus palácios, mosteiros e monumentos - está agora novamente acessível, como pode ver abaixo.

quarta-feira, setembro 02, 2026

Cântico a Angola

Silvestre Quizembe - 2022
Eu te saúdo Angola!
Terra de meus avós, de meus pais, minha terra,
terra da minha infância,
da minha primeira escola
e meu primeiro amor, primeiro sonho e ânsia,
– eu te saúdo, Angola, eu te saúdo!

Angola do negro, do branco e do mestiço,
Angola velha, Angola nova, Angola eterna,
com sua História, suas lendas, sua mensagem;
Angola da verdade e do feitiço,
Angola da cubata e da casa moderna,
das ruas asfaltadas e da virginal paisagem…

Angola das cidades lindas como Luanda,
com a ilha encantada e encantadora:
Angola da esplendente e variegada flora,
e da fauna preciosa e do rico minério;
Angola do trabalho forte e sério,
e da oração a Deus que em tudo e todos manda…

Angola do luar enfeitiçado
que nos encanta e quebranta,
Angola do sol ardente, e do poente
dolente
como o corpo cansado e já queimado
pelo fogo fatal dum abraço sensual…

Angola das batucadas,
com cantigas e danças desvairadas,
ao ritmo de chinguvo e de marimba,
e das fogueiras incendiando a noite
nas noites orvalhadas de cacimba…
Grácia Ferreira 2021

Angola do progresso urbano e do fomento
das forças económicas da terra;
Angola da Poesia entoada ao vento,
cantada ao Céu e Mar,
em grande beleza,
e da Arte que o sol pinta e o luar
emoldura e descerra,
no cenário feliz da natureza,
ao meu olho pagão, à minh’alma cristã…

Angola de ontem, de hoje, de amanhã,
sempre em grandiosos trilhos,
terra de meus avós, de meus pais, minha terra
e de todos os seus filhos…
Por todos, e por tudo,
eu te saúdo, Angola, eu te saúdo!
Geraldo Bessa Victor - "Cubata Abandonada"