O Bolo de Mel de Santa Helena é uma tradicional especialidade conventual alentejana, originária do extinto Convento de Santa Helena do Calvário em Évora. Este bolo rico distingue-se pelo uso de ingredientes nobres como a amêndoa, o azeite e uma calda de mel fervente.
De acordo com o Blogue Teoria da Cor esta receita tradicional alentejana foi divulgada em 2010, pela atriz Io Appollonino site, "As Receitas da Io". Também pode ser encontrada uma versão um pouco diferente na "Doçaria Conventual do Alentejo" de Alfredo Saramago.
Aqui fica uma receita do Bolo de Mel de Santa Helena.
Ingredientes: 0,5l de mel 2,5dl de azeite 150g de açúcar 150g de amêndoa moída 1 colher de café de canela 1 pontinha de cravinho em pó 5 colheres de sopa de farinha 6 gemas
Preparação:
Pôr o mel num tacho a ferver. Juntar o açúcar, o azeite, a amêndoa, o cravinho e a canela. Misturar bem e retirar do lume. Acrescentar a farinha até obter uma consistência densa, misturando sempre. Juntar as gemas, uma por uma, não parando de mexer com uma colher de pau. Untar uma forma de 24cm de diâmetro. Forrá-la com papel vegetal e voltar a untar. Polvilhar com farinha. Levar ao forno pré-aquecido a 150º durante 30 minutos. Depois desligue o forno e deixe "secar" o bolo mais uns minutos.
A antigaBiblioteca Khizanat al-Qarawiyyin, localizada na antiga Medina de Fez em Marrocos, é considerada a instituição de ensino e biblioteca em funcionamento contínuo mais antiga do mundo, abrigando manuscritos que datam do século IX. Fundada em 859, guarda manuscritos com mais de 12 séculos. A biblioteca Qarawiyyin faz parte de um complexo educativo criado no ano 859 d. C. por Fátima al-Fihri, uma culta e endinheirada mulher que herdou uma grande fortuna do seu pai, Muhammad Al-Fihri, um rico mercador.
Contudo, em 1349 o sultão Abū Ya‘qūb construiu as suas instalações na parte oriental do pátio interior da mesquita. Os fundos da biblioteca foram sendo enriquecidos com livros que, desde a sua fundação no século IX, estavam à guarda da mesquita, tal como era hábito na cultura muçulmana.
O seu valioso espólio inclui mais de quatro mil manuscritos raros e 20.000 volumes, destacando-se uma cópia do Alcorão do século IX escrita em pele de camelo, além de textos históricos originais de Averróis e Ibn Jaldun.
Embora localizada no Norte de África, está intimamente ligada à herança do Médio Oriente.
Em 2012, o Ministério da Cultura marroquino abraçou a ideia de restaurar a biblioteca para poder reabri-la ao público, porque as instalações estavam degradadas e a precisar de cuidados.
Mais um Dia de Vida - Angola 1975 é um livro de Ryszard Kapuscinski publicado pela Tinta da China (2013).
Ryszard Kapuscinski (1932 - 2007), em 1955, começou a trabalhar como jornalista, escrevendo reportagens sobre a reconstrução da Polónia. Ainda nos anos cinquenta, foi pela primeira vez enviado como correspondente para a Ásia (Índia, Paquistão, Afeganistão) e para o Médio Oriente. Mais tarde, passou longos anos como correspondente em África e na América Latina. Considerado um dos grandes mestres do jornalismo moderno, Kapuscinski foi eleito em 1999 o melhor jornalista polaco do século XX e distinguido, em 2003, com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.
Sinopse: Ryszard Kapuscinski, escritor e um dos maiores repórteres do século XX, esteve em Angola num período conturbadíssimo: entre o 25 de Abril de 1974 e a independência do país africano, em Novembro de 1975. Mais Um Dia de Vida - Angola 1975 é o extraordinário relato dessa época. Depois de 400 anos de domínio colonial, assiste-se ao violento surgimento de um país novo, imerso numa sangrenta guerra de guerrilha que visa decidir quem governará a nação libertada.
Golconda é uma cidade e uma fortaleza em ruínas localizada na região central da Índia. Situa-se a 11 kms de Hyderabad, no estado de Andhra Pradesh e conhecida pelos seus tesouros.
Tanto a cidade quanto a fortaleza estão construídas sobre uma colina de granito de 120 metros de altura.
A origem do forte é do ano 1143, aproximadamente, quando a dinastía hindu dos Kakatiya governava a área. O nome significa "colina do pastor".
Desde 1512, Golconda foi um reino independente até 1687, quando foi tomado pelas tropas do imperador Aurangzeb. A capital deste reino esteve situada em Golconda até que, em finais do século XVI, foi trasladada a Hyderabad.
A maioria das construções que ainda estão conservadas, são, aproximadamente, dos séculos XVI e XVII. A sua impressionante estrutura foi capaz de resistir a prolongadas ocupações por parte das tropas da Mongólia.
O conjunto de Golconda consiste em quatro fortes diferentes, com uma muralha exterior de 10 kms de comprimento e 87 bastiões semi-circulares. Embora a maioria dos edifícios estejam na atualidade quase destruídos, a fortaleza acolhia outrora diversos palácios cujos restos ainda são visíveis.
O Forte de Golconda, um marco histórico em Hyderabad, em tempos, albergou joias famosas, como os diamantes Koh-i-Noore Hope. O forte começou por ser uma modesta estrutura de barro construída no século XI pela dinastia Kakatiya. Em 1518, a dinastia Qutb Shahi transformou-o numa formidável cidadela de pedra.
O diamante Hope
A entrada é realizada através da Porta da Vitória (Fateh Darwaza). Na conhecida "Grande Porta", a acústica permite ouvir uma palmada a um km de distância. Esta característica utilizava-se para avisar os habitantes do forte sobre possíveis perigos. A cidade fortificada foi famosa no negócio do comércio dos diamantes devido às minas desta pedra preciosa que existem nos arredores.
Em 2010, a UNESCO incluiu o local na sua Lista de Sítios do Património Mundial, sob o título Os Monumentos Qutb Shahi de Hyderabad. Embora o forte já não funcione como sede do poder e os seus célebres diamantes tenham sido retirados no final do século XVII, continua a ser um símbolo vital do legado arquitetónico e histórico da região.
Mais um Dia de Vida (Another Day of Life) é a adaptação para cinema do livro homónimo de Ryszard Kapuscinski, um dos maiores repórteres de guerra do século XX. Este filme de animação (2018) dos géneros documentário, drama e guerra foi realizado por Raul de la FuenteeDamian Nenow.
Com uma técnica de animação extraordinária e um trabalho documental que vai ao encontro dos homens que com ele então se cruzaram, o filme (que pode ver na íntegra no 1º link) é uma belíssima homenagem a um grande repórter de guerra e contou no elenco com Miroslaw Haniszewski, Tomasz Ziętek e Olga Boladz.
Sinopse: No Verão de 1975, o grande repórter de guerra Ryszard Kapuscinskié enviado para Angola, numa altura em que os portugueses estão em debandada e os movimentos de libertação se envolvem numa guerra civil sem tréguas. Dois grupos que buscam a libertação do país têm ideais diferentes: o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), apoiado pela União Soviética, e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), apoiada pelos Estados Unidos.
No meio de uma série de questões políticas sensíveis, o jornalista propõe-se chegar à linha de frente do conflito armado com o intuito de documentar os seus horrores para o resto do mundo. No entanto, as decisões que Kapuscinski terá que tomar durante o trabalho mostram-se mais complexas do que ele imaginava. De uma Luanda transformada em cidade fantasma sitiada, até à fronteira sul à beira da invasão sul-africana, Kapuscinski é uma testemunha ímpar do nascimento conturbado de um novo país.
Considerada a Voz da Morna (Património da Humanidade) da nova geração, Cremilda Medina é uma das mais conceituadas intérpretes da música tradicional cabo-verdiana.
Cremilda Medina nasceu e cresceu na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente em Cabo Verde, e desde criança que a música faz parte da sua vida. Começou a cantar com apenas 9 anos e aos 14 já fazia parte de um grupo musical juvenil chamado "Rytmos" que animava festas e acontecimentos sociais na ilha do Monte Cara.
Tito Parisé um músico, compositor e cantor cabo-verdiano, radicado em Lisboa. É um dos maiores responsáveis pela divulgação da música das ilhas da Morabeza pelo mundo, além de uma figura de relevo da comunidade africana na capital.