sexta-feira, julho 10, 2026

Carnaval Surrealista

Carnaval Surrealista

Carnaval Surrealista é uma pintura a óleo de Vito Campanella (1932 - 2014). A sua obra é predominantemente surrealista, sendo um dos artistas mais destacados desse movimento.

Vito Campanella foi um pintor italiano de grande relevância para a pintura surrealista. Ao longo de sua trajetória, viveu em diversas cidades, como Conversano, Florença e Milão, onde participou ativamente de movimentos artísticos locais. Transitando por diferentes correntes estéticas, encontrou no surrealismo a sua forma mais autêntica de expressão.

Em 1956, mudou-se para a Argentina com sua família, incorporando influências da cultura latino-americana na sua obra, sem nunca perder a ligação aos salões europeus. 

A sua pintura, marcada por um refinado simbolismo e uma técnica impecável, consolidou-se como um dos grandes legados do surrealismo moderno.

"Limito-me a pintar, a pintar incansavelmente. Comecei, em todo o caso, sendo um impressionista, depois passei para a pop art. Produzia no estilo da pop art quando ainda não era moda. Em seguida trilhei o que os críticos chamam de Surrealismo, que é o estilo que me permite expressa melhor o que penso. E se digo que os críticos me definem como surrealista não é para estabelecer discórdia, é simplesmente porque não consigo definir minha pintura. Eu pinto e pronto". Vito Campanella

quinta-feira, julho 09, 2026

O Anfiteatro de El Jem

O Anfiteatro de El Jem (historicamente conhecido como o Coliseu de Thysdrus) é o maior coliseu romano do continente africano e o terceiro maior do mundo. Localizado na atual Tunísia, este monumento destaca-se internacionalmente por estar em um estado de conservação superior ao do próprio Coliseu de Roma, servindo como o testemunho máximo da grandiosidade do Império Romano no Norte de África.

Este antigo centro de entretenimento é uma das ruínas romanas mais bem preservadas de África. Construído no século III d.C., quando a cidade era conhecida como Thysdrus, o Anfiteatro de El Jem tinha capacidade para 35.000 espetadores, o que o tornava um dos maiores anfiteatros do império, apesar da sua localização remota. Erguido entre os anos 230 e 238 d.C. por ordem do oficial Gordiano, o coliseu foi financiado graças à enorme prosperidade de Thysdrus, que era um pólo comercial estratégico e um dos maiores produtores de azeite do império.

Depois de o público ter perdido o gosto pelas batalhas de gladiadores, a estrutura foi reaproveitada ao longo dos séculos, como fortaleza, complexo de apartamentos, celeiro, entre outros, antes de se tornar Património Mundial da UNESCO em 1979. Apesar da sua antiguidade, o chão da arena ainda está preservado e os visitantes podem percorrê-lo, tendo uma ideia de como deve ter sido para os antigos artistas. Devido ao seu excelente estado, serviu de cenário e forte inspiração para grandes produções cinematográficas de Hollywood, como o icónico filme Gladiador (2000).

quarta-feira, julho 08, 2026

Figa De Guiné


Ouça a cantora brasileira Mari Froes em Figa De Guiné (Vídeo oficial).

 Mari Froes faz parte de uma nova onda de artistas brasileiros que estão a revitalizar a MPB (Música Popular Brasileira) com uma abordagem intimista e contemporânea. A sua música mistura folk, pop acústico e arranjos minimalistas, dando ênfase à sua voz e à sensibilidade das suas canções.

terça-feira, julho 07, 2026

Sob a Chama da Candeia

Sob a Chama da Candeia (2024), é uma longa-metragem de ficção, realizada por André Gil Mata, que acompanha a vida de Alzira, da adolescência à velhice, num retrato poético e contemplativo sobre a memória, o tempo e os afetos. Este filme conta no elenco com: Márcia Breia (Alzira) e Eva Ras e Catarina Carvalho Gomes.

Sinopse:
A história desenrola-se no Norte de Portugal, numa casa de azulejos verdes com um jardim e uma magnólia. Quartos cheios de objetos de vidas passadas aqui. Traços do tempo, gestos e afetos. Aqui Alzira nasceu, viveu e morreu; aqui foi filha, mãe e avó; aqui brincou em criança, aprendeu piano, e dedicou-se a um marido austero. Alzira viveu neste espaço durante décadas, dividindo a sua rotina com Beatriz, a empregada, com quem mantém uma relação desgastada pelo tempo, ao ponto de hoje já não a suportar. Libertada após a morte do marido austero, Alzira toma, pela primeira vez na sua vida, uma decisão que pertence estritamente à sua vontade. A narrativa organiza-se em quadros fragmentados, estruturados ao ritmo das recordações, sem diálogos extensos e apostando na força da imagem.

segunda-feira, julho 06, 2026

O Bolo de Mel de Santa Helena

 O Bolo de Mel de Santa Helena é uma tradicional especialidade conventual alentejana, originária do extinto Convento de Santa Helena do Calvário em Évora. Este bolo rico distingue-se pelo uso de ingredientes nobres como a amêndoa, o azeite e uma calda de mel fervente. 

De acordo com o Blogue Teoria da Cor esta receita tradicional alentejana foi divulgada em 2010, pela atriz Io Appolloni no site, "As Receitas da Io". Também pode ser encontrada uma versão um pouco diferente  na "Doçaria Conventual do Alentejo" de Alfredo Saramago

Aqui fica uma receita do Bolo de Mel de Santa Helena.

Ingredientes:
0,5l de mel
2,5dl de azeite
150g de açúcar
150g de amêndoa moída
1 colher de café de canela
1 pontinha de cravinho em pó
5 colheres de sopa de farinha
6 gemas

Preparação:
Pôr o mel num tacho a ferver. Juntar o açúcar, o azeite, a amêndoa, o cravinho e a canela. Misturar bem e retirar do lume.
Acrescentar a farinha até obter uma consistência densa, misturando sempre. Juntar as gemas, uma por uma, não parando de mexer com uma colher de pau.
Untar uma forma de 24cm de diâmetro. Forrá-la com papel vegetal e voltar a untar. Polvilhar com farinha.
Levar ao forno pré-aquecido a 150º durante 30 minutos.
Depois desligue o forno e deixe "secar" o bolo mais uns minutos.

domingo, julho 05, 2026

A Biblioteca Khizanat al-Qarawiyyin

 A antiga Biblioteca Khizanat al-Qarawiyyin, localizada na antiga Medina de Fez em Marrocos, é considerada a instituição de ensino e biblioteca em funcionamento contínuo mais antiga do mundo, abrigando manuscritos que datam do século IX. Fundada em 859, guarda manuscritos com mais de 12 séculos. A biblioteca Qarawiyyin faz parte de um complexo educativo criado no ano 859 d. C. por Fátima al-Fihri, uma culta e endinheirada mulher que herdou uma grande fortuna do seu pai, Muhammad Al-Fihri, um rico mercador.  

Contudo, em 1349 o sultão Abū Ya‘qūb construiu as suas instalações na parte oriental do pátio interior da mesquita. Os fundos da biblioteca foram sendo enriquecidos com livros que, desde a sua fundação no século IX, estavam à guarda da mesquita, tal como era hábito na cultura muçulmana.

O seu valioso espólio inclui mais de quatro mil manuscritos raros e 20.000 volumes, destacando-se uma cópia do Alcorão do século IX escrita em pele de camelo, além de textos históricos originais de Averróis e Ibn Jaldun.

Embora localizada no Norte de África, está intimamente ligada à herança do Médio Oriente.

Em 2012, o Ministério da Cultura marroquino abraçou a ideia de restaurar a biblioteca para poder reabri-la ao público, porque as instalações estavam degradadas e a precisar de cuidados.

sábado, julho 04, 2026

As flores do jacarandá

 O jacarandá florido
Brando cantar trazia
Branda a viola da noite
Branda a flauta do dia

O jacarandá florido
Brando cantar trazia
O vinho doce da noite
A água clara do dia

Quem o olhava bebia
Quem o olhava escutava
O jacarandá florido
Que o silêncio cantava

Matilde Rosa Araújo - As Fadas Verdes