A história desenrola-se no Norte de Portugal, numa casa de azulejos verdes com um jardim e uma magnólia. Quartos cheios de objetos de vidas passadas aqui. Traços do tempo, gestos e afetos. Aqui Alzira nasceu, viveu e morreu; aqui foi filha, mãe e avó; aqui brincou em criança, aprendeu piano, e dedicou-se a um marido austero. Alzira viveu neste espaço durante décadas, dividindo a sua rotina com Beatriz, a empregada, com quem mantém uma relação desgastada pelo tempo, ao ponto de hoje já não a suportar. Libertada após a morte do marido austero, Alzira toma, pela primeira vez na sua vida, uma decisão que pertence estritamente à sua vontade. A narrativa organiza-se em quadros fragmentados, estruturados ao ritmo das recordações, sem diálogos extensos e apostando na força da imagem.
Lume & Ar
terça-feira, julho 07, 2026
Sob a Chama da Candeia
A história desenrola-se no Norte de Portugal, numa casa de azulejos verdes com um jardim e uma magnólia. Quartos cheios de objetos de vidas passadas aqui. Traços do tempo, gestos e afetos. Aqui Alzira nasceu, viveu e morreu; aqui foi filha, mãe e avó; aqui brincou em criança, aprendeu piano, e dedicou-se a um marido austero. Alzira viveu neste espaço durante décadas, dividindo a sua rotina com Beatriz, a empregada, com quem mantém uma relação desgastada pelo tempo, ao ponto de hoje já não a suportar. Libertada após a morte do marido austero, Alzira toma, pela primeira vez na sua vida, uma decisão que pertence estritamente à sua vontade. A narrativa organiza-se em quadros fragmentados, estruturados ao ritmo das recordações, sem diálogos extensos e apostando na força da imagem.
segunda-feira, julho 06, 2026
O Bolo de Mel de Santa Helena
De acordo com o Blogue Teoria da Cor esta receita tradicional alentejana foi divulgada em 2010, pela atriz Io Appolloni no site, "As Receitas da Io". Também pode ser encontrada uma versão um pouco diferente na "Doçaria Conventual do Alentejo" de Alfredo Saramago.
Aqui fica uma receita do Bolo de Mel de Santa Helena.
0,5l de mel
2,5dl de azeite
150g de açúcar
150g de amêndoa moída
1 colher de café de canela
1 pontinha de cravinho em pó
5 colheres de sopa de farinha
6 gemas
Acrescentar a farinha até obter uma consistência densa, misturando sempre. Juntar as gemas, uma por uma, não parando de mexer com uma colher de pau.
Untar uma forma de 24cm de diâmetro. Forrá-la com papel vegetal e voltar a untar. Polvilhar com farinha.
Levar ao forno pré-aquecido a 150º durante 30 minutos.
Depois desligue o forno e deixe "secar" o bolo mais uns minutos.
domingo, julho 05, 2026
A Biblioteca Khizanat al-Qarawiyyin
O seu valioso espólio inclui mais de quatro mil manuscritos raros e 20.000 volumes, destacando-se uma cópia do Alcorão do século IX escrita em pele de camelo, além de textos históricos originais de Averróis e Ibn Jaldun.
Embora localizada no Norte de África, está intimamente ligada à herança do Médio Oriente.
sábado, julho 04, 2026
As flores do jacarandá
Branda a viola da noite
Branda a flauta do dia
Brando cantar trazia
O vinho doce da noite
A água clara do dia
Quem o olhava escutava
O jacarandá florido
Que o silêncio cantava
sexta-feira, julho 03, 2026
Mais um Dia de Vida: O Livro
Ryszard Kapuscinski (1932 - 2007), em 1955, começou a trabalhar como jornalista, escrevendo reportagens sobre a reconstrução da Polónia. Ainda nos anos cinquenta, foi pela primeira vez enviado como correspondente para a Ásia (Índia, Paquistão, Afeganistão) e para o Médio Oriente. Mais tarde, passou longos anos como correspondente em África e na América Latina. Considerado um dos grandes mestres do jornalismo moderno, Kapuscinski foi eleito em 1999 o melhor jornalista polaco do século XX e distinguido, em 2003, com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.
Ryszard Kapuscinski, escritor e um dos maiores repórteres do século XX, esteve em Angola num período conturbadíssimo: entre o 25 de Abril de 1974 e a independência do país africano, em Novembro de 1975. Mais Um Dia de Vida - Angola 1975 é o extraordinário relato dessa época. Depois de 400 anos de domínio colonial, assiste-se ao violento surgimento de um país novo, imerso numa sangrenta guerra de guerrilha que visa decidir quem governará a nação libertada.
quinta-feira, julho 02, 2026
O Forte de Golconda
Tanto a cidade quanto a fortaleza estão construídas sobre uma colina de granito de 120 metros de altura.
A origem do forte é do ano 1143, aproximadamente, quando a dinastía hindu dos Kakatiya governava a área. O nome significa "colina do pastor".
Desde 1512, Golconda foi um reino independente até 1687, quando foi tomado pelas tropas do imperador Aurangzeb. A capital deste reino esteve situada em Golconda até que, em finais do século XVI, foi trasladada a Hyderabad.
A maioria das construções que ainda estão conservadas, são, aproximadamente, dos séculos XVI e XVII. A sua impressionante estrutura foi capaz de resistir a prolongadas ocupações por parte das tropas da Mongólia.O conjunto de Golconda consiste em quatro fortes diferentes, com uma muralha exterior de 10 kms de comprimento e 87 bastiões semi-circulares. Embora a maioria dos edifícios estejam na atualidade quase destruídos, a fortaleza acolhia outrora diversos palácios cujos restos ainda são visíveis.
O Forte de Golconda, um marco histórico em Hyderabad, em tempos, albergou joias famosas, como os diamantes Koh-i-Noor e Hope. O forte começou por ser uma modesta estrutura de barro construída no século XI pela dinastia Kakatiya. Em 1518, a dinastia Qutb Shahi transformou-o numa formidável cidadela de pedra.
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| O diamante Hope |
quarta-feira, julho 01, 2026
Mais Um Dia de Vida
Com uma técnica de animação extraordinária e um trabalho documental que vai ao encontro dos homens que com ele então se cruzaram, o filme (que pode ver na íntegra no 1º link) é uma belíssima homenagem a um grande repórter de guerra e contou no elenco com Miroslaw Haniszewski, Tomasz Ziętek e Olga Boladz.
No Verão de 1975, o grande repórter de guerra Ryszard Kapuscinski é enviado para Angola, numa altura em que os portugueses estão em debandada e os movimentos de libertação se envolvem numa guerra civil sem tréguas. Dois grupos que buscam a libertação do país têm ideais diferentes: o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), apoiado pela União Soviética, e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), apoiada pelos Estados Unidos.











