As Cornucópias de Alcobaçasão um dos doces conventuais mais emblemáticos de Portugal, destacando-se pela sua massa crocante e recheio rico.
Embora seja incerta a origem das Cornucópias de Alcobaça, tudo indica que foram criadas no Mosteiro de Santa Maria de Cós (ou Coz), fundado no século XII e dependente do Mosteiro de Alcobaça (Património Mundial da Humanidade - UNESCO).
O nome deste doce e o seu formato derivam do latim cornu copiae (corno da abundância), um símbolo da antiguidade que representava a fertilidade e a abundância.
As Cornucópias fazem parte do vasto legado gastronómico dos monges de Cister, que utilizavam o excesso de gemas (após o uso das claras para engomar hábitos ou clarificar vinho) para criar uma doçaria rica em açúcar.
As Cornucópias de Alcobaça são recheadas de ovos-moles, confecionados com gemas e açúcar, quase os únicos ingredientes que entram no receituário da doçaria conventual portuguesa, depois da utilização das claras com objetivos mais prosaicos. Já a massa é fina e crocante, moldada em forma de cone e tradicionalmente frita em azeite (ou óleo). Geralmente é feita com farinha, manteiga, um toque de açúcar e banha. Após a fritura, a massa é muitas vezes passada por açúcar e canela antes de ser recheada.
Para a massa: 250g de farinha; 3 colheres (sopa) de manteiga; 1 colher (chá) de fermento em pó; sal q.b.; água q.b.; azeite ou óleo (para fritar); açúcar e canela (para polvilhar).
Para o recheio: 1 chávena (almoçadeira) de doce de ovos-moles.
Preparação:
Misture e amasse a farinha, a manteiga, o fermento, o sal e a água até conseguir obter uma massa própria para tender. Tenda a massa com a espessura de cerca de 2 ou 3 mm. Corte em tiras de 1,5 cm de largo, e enrole em espiral, partindo de cima para baixo em forma de cornucópia, aconchegando bem. Frite em azeite ou óleo, ou mistura dos dois, a 160º C.
Retire as cornucópias, passe-as por açúcar e canela e recheie com doce de ovos-moles.
Colaboração da D. Paula da «Pastelaria Alcoa», em Alcobaça
(Livro: Doçaria Conventual na Mostra de Alcobaça, Texto Editores, 2004)
youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
Para mulheres maduras que procuram ser elegantes e modernas, existem alguns modelos de saias que se destacam por valorizar a silhueta feminina com conforto e sofisticação. Estes modelos intemporais são pensados para oferecer versatilidade, transitando facilmente entre o casual e o formal.
As 6 saias essenciais são, entre outras: A saia em A ou Evasé (midi) porque o corte em "A" desenha o corpo sem marcar, equilibrando as proporções e alongando a silhueta; A saia Envelope (ou trespassada) porque o seu ajuste personalizável na cintura, se adapta a qualquer tipo de corpo, proporcionando leveza e um toque atual; A saia Lápis (em alfaiataria) que é a versão moderna da clássica saia justa, feita com tecidos estruturados (muitas vezes com elástico no cós), porque realça a feminilidade com conforto;
A saia Plissada (midi) porque une movimento e elegância. O efeito das pregas ajuda a alongar o visual e a disfarçar volumes indesejados; A saia Jeans ou de ganga (lavagem escura) em corte reto ou evasé, porque é a peça ideal para looks casuais chiques, mantendo um ar alinhado e jovial; A saia de Cetim ou Seda, porque sendo fluida traz sofisticação imediata ao look, sendo perfeita tanto para ocasiões formais quanto para um jantar elegante.
Veja então este vídeo, sobre os 6 modelos de saias que com certeza são intemporais e vão durar para a vida toda!
Paisagem Com Lanternas (Landscape With Lanterns), 1958, é uma obra do artista belga Paul Delvaux (1897-1994).
Nesta paisagem onírica surrealista, uma mulher misteriosa está de costas. Se a mulher nos conduzir pelo caminho, certamente jamais retornaremos ao mundo dos vivos. Os fios de telefone pendurados após terem sido cortados indicam que a comunicação entre o mundo dos vivos e o dos mortos é impossível. À frente, vemos duas figuras carregando um cadáver envolto num lençol branco. Uma luz rasante e inquietante vinda da esquerda projeta sombras sinistras no chão sob as lanternas, e não das lanternas, como seria de esperar.
Paul Delvaux (1897–1994) foi um dos mais influentes pintores surrealistas belgas, conhecido pelas cenas oníricas que misturam o clássico com o estranho.
O seu trabalho é imediatamente reconhecível por temas recorrentes que criam um universo de silêncio e imobilidade.
As Figuras Femininas, são frequentemente retratadas como mulheres nuas ou vestidas de forma elaborada, com olhares fixos e ausentes, movendo-se como sonâmbulas por paisagens desoladas. As Estações de Comboio eram recorrentes na sua pintura. Inspirado por memórias de infância, Delvaux pintava frequentemente comboios e estações ferroviárias solitárias sob o luar. Outro dos temas utilizado pelo pintor era a Arquitetura Clássica. Ruínas gregas e romanas servem de pano de fundo para as suas cenas, evocando uma sensação de tempo suspenso.
Paul Delvaux, pintor que misturava temáticas oníricas e pessoais, formou-se pela Academia de Belas Artes de Bruxelas, onde mais tarde se tornou professor, desenvolveu uma linguagem visual única, frequentemente associada ao Surrealismo.
Das suas obras podemos destacar: Esqueletos, Jardim Noturno, A tentação de Santo António e A Vénus Adormecida.
Com a perda progressiva da visão, Delvaux deixou de pintar em 1986. A sua última grande exposição ocorreu em Paris, em 1992. Faleceu em 1994, aos 96 anos, deixando um legado artístico marcado por atmosferas misteriosas e cenários poéticos.
E gentil, plumeo cantor, Que d'aromas tão fragrantes Não esparzes com candor, Quando trinas mavioso Nesse insólito rigor De um sol forte e constante Suaves cantos d'amor?!
Ás vezes contemplo Do dia no albor, Sentir o rigor De escravo viver;
Suspiras e gemes Em cantos d'amor, Ah! sê meu primor Não queiras morrer!
Anhélas no mato Andar pelas fragas, Viver só de bagas, Nos ramos dormir?
Esvoaça saltando Na tua prisão Ai! Tem compaixão Não vive a carpir!
Infiltra bondoso No meu coração O doce condão - Do meigo trinar;
Que juro contigo Do muito viver Comtigo morrer, Comtigo findar!
E as azas abrindo O plumeo cantor, As juras d'amor, Ouvio a sorrir -
Em magos acentos Endeixas trinou, Que d'alma exalou, Que d'alma sentiu! -
A Costa dos Murmúrios(2004) é um filme de ficção realizado pela cineasta Margarida Cardoso, com roteiro de Cedric Basso, Margarida Cardoso e Lídia Jorge, que contou no elenco com Beatriz Batarda, Filipe Duarte e Monica Calle.
O filme passou na RTP 2 no sábado passado, 4/Abril às 22,30 h, mas, se o quiser ver agora basta clicar aqui.
Sinopse:
Baseado no romance homónimo de Lídia Jorge, o filme acompanha as vicissitudes da protagonista Evita, que nos anos 60 segue para Moçambique para casar com Luís, que ali cumpre o serviço militar.
Em Moçambique começou há algum tempo a guerra colonial e Luís já não é o mesmo homem que Evita conheceu. Quando os homens partem para uma operação militar no Norte do país, Evita fica sozinha e, no desespero de tentar compreender o que modificou Luís, procura a companhia de Helena, a mulher do capitão do marido, Forza Leal.
Com o tempo, ela descobre mais sobre o marido e Moçambique do que teria imaginado na sua pacífica casa europeia. Racismo, violência, injustiça e fatalismo tornam a vida insuportável.
O filme centra-se na visão das mulheres que acompanham os militares portugueses e oferece uma perspectiva peculiar sobre a violência de um tempo colonial à beira do fim.
O regresso desta grande artista, Yuyu, numa bela interpretação, simultaneamente emocionante e envolvente, do hit de Charles Aznavour: La Bohème. Uma produção, tudo para ouvir.