Ouça a cantora porto-riquenha Judith Tellado em Yerba Mala (vídeo oficial).
Yerba mala quiero ser entre tus manos otra vez y así dormir después de amar Oh, leka nosht mi amor
Con tus besos despertar y cual guerrera en libertad enfrentar al mundo fiera y sin temor
Yerba mala, yerba mala quiero ser Regalar amargos versos con sabor a miel Y aunque duela diré siempre la verdad Que reír no vale en una vida en falsedad
Que me llamen yerba mala y aún así no moriré Floreceré sobre los campos de otras como yo
Y aunque me hiera la fortuna o me bendiga la bondad soy golondrina bajo el cielo en Zagora
Yerba mala, yerba mala quiero ser Regalar amargos versos con sabor a miel Y aunque duela diré siempre la verdad Que reír no vale en una vida en falsedad
«A obra O Príncipe do Congo, da autoria de Xavier de Figueiredo, constitui-se como um relevante e pormenorizado contributo histórico para a compreensão dos factores e condicionalismos sociais, políticos, culturais, económicos e militares que marcaram a transição de Angola da era do tráfico de escravos para a modernidade. Além disso, traduz o sentimento de afecto e reflecte o grande interesse do autor pela história de África, que investiga com inovação, inquestionável probidade e rigor científico.» - «Prefácio», António Silva Ribeiro
Sinopse: Em 1845, uma viagem a Lisboa, à mítica capital do Puto, marca indelevelmente a vida de D. Nicolau, príncipe do Congo, com apenas 15 anos. O pai, rei do Congo, acalentava a esperança de que esta viagem viesse a contribuir para levar Portugal a reconhecer-lhe liberdade para continuar com o tráfico de escravos, que tinha sido abolido por decreto em todos os domínios portugueses. Mas o jogo político inverte-se e, 15 anos depois, D. Nicolau, vendo o fim do reino do Congo no preito de vassalagem imposto por Portugal, num grito de revolta, publica uma carta de protesto num jornal de Lisboa. Abandona o Ambriz, em Angola, onde pouco antes fora colocado como escrivão da Fazenda, mas é assassinado.
Tendo como fio condutor a vida de D. Nicolau, Xavier de Figueiredo descreve o período conturbado que Angola atravessou com o fim da escravatura.
Manifestação do 1.º de Maio de 1974 Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa
Recordo esse momento, esse terrível entusiasmo. Eram milhares, dezenas de milhar e todos se esticavam, todos tentavam ver os carros, sentiam o solene momento, gritavam da alegria mais pura. Era um som de pólvora liberta, uma explosão de esperança, de loucura, de vida – sim, por uma vez, a vida -. Lembro esse gosto de pão, o corte brusco na inércia, o fogo da presença em oferenda, a compressão da ira vinculada agora a um caminho. Hoje contemplo esta praça, estas ruas que a tristeza semeou de novo e espero a multidão que uma vez aqui floresceu.
Confio em que virá. O vento fala já nos seus passos, faz da espera alimento; o ar vai encher-se de vozes, vai ver-nos todos juntos, livres, respirando através das mãos unidas, através do ardente fluido de alegria que liberta as raízes do canto estagnado. Egito Gonçalves(1920-2001)
Um Endereço Impossível (An Impossible Address) é um filme do artista e cineasta Suneil Sanzgiri.
O filme está inserido noINDIE Lisboa 2026, e será exibido nos dias 3 (com a presença do realizador) e 10 de maio de 2026.
A obra de Suneil Sanzgirifoi moldada por uma investigação contínua sobre as histórias da luta anti-imperialista e anticolonial no Sul Global — enraizada na sua própria genealogia familiar de resistência em Goa sob a ocupação portuguesa.
Um Endereço Impossível baseia-se no extenso trabalho de Sanzgiri com o afro-asiático, a Conferência de Bandung de 1955 e as redes transcontinentais de resistência que ligaram a Índia e Angola, nas lutas pela liberdade do domínio português.
Sinopse: Um Endereço Impossível é concebido como uma carta que não pode ser entregue - apropriando-se de sons e imagens que irrompem da memória histórica.
Fonte: Indie Lisboa
Ele escreve uma carta impossível para Sita Valles, uma médica angolana de ascendência goesa que, após o 25 de abril, deixou Lisboa para se juntar ao MPLA. Um filme que se desenrola através de técnicas cinematográficas variáveis e se apoia numa estética mutável, numa tentativa de compreender o verdadeiro significado da luta.
Esta nova obra de Sanzgiri traça o legado conturbado de Sita Valles — uma revolucionária de origem goesa que lutou pela libertação de Angola, tendo sido mais tarde assassinada pelo Estado angolano. Os seus restos mortais nunca fora encontrados. Lidando visual, sonora e narrativamente com a dificuldade de questionar a história esquiva de Sita a partir da perspectiva de um presente silencioso, o filme de Sanzgiri confronta as contradições da solidariedade e as consequências do trauma coletivo para além da morte. O realizador revela profundas conexões entre lutas que, embora aparentemente desconectadas, ressoam na mesma frequência de resistência.
Seguindo os passos da revolucionária Sita Valles, através de uma abordagem visual imersiva, onde filmes de 16mm são literalmente enterrados e recuperados da terra, o filme funciona como uma escavação arqueológica e narrativa.
Instalados ao redor da tela do filme,Sanzgiri, apresenta fragmentos de tecido de musselina, enterrados e desenterrados, que apodreceram em grandes pilhas de compostagem durante um mês, juntamente com composições de imagens de arquivo vistas no filme, que foram borradas, criando uma tensão entre a ilegibilidade e a opacidade da memória histórica.
Paralelamente ao filme principal, a obra desconstrói a arquitetura da performance oficial em poéticas informais, através de impressões de imagens e têxteis selecionados, que fazem alusão aos nove atos distintos do filme.
Explorando as lacunas e falhas dos arquivos, Um Endereço Impossível investiga o poder da herança coletiva.
As Clarinhas de Fão (Esposende) são um doce típico português muito famoso.
As Clarinhasde Fão são pastéis de massa muito fina e estaladiça, em forma de retângulo ou meia-lua, polvilhados com açúcar em pó. A massa é feita de farinha e banha, que depois é estendida até ficar quase transparente, o que garante a textura quebradiça após ser frita.
O segredo está também no recheio constituído por doce de chila (também chamada de gila), que deve ser suave e húmido.
Embora se encontrem durante todo o ano, são a estrela das festas locais, especialmente na Páscoa e na Festa do Senhor Bom Jesus de Fão.
Em 1915, já o jornal O Espozendense anunciava as virtudes medicinais de uns pastelinhos fabricados na vila de Fão, como remédio eficaz para a anorexia: "Quer manter sempre uma boa saúde e um excelente apetite, use só os pastéis de doce de fabrico da Sr.ª Rosália Clarinha. Com este delicioso manjar têm-se restituído à vida pessoas verdadeiramente arruinadas do estômago."
A sua textura estaladiça, o recheio macio e, mesmo sem converterem anoréticos, os pastéis continuam populares.
Esta especialidade continua a ser fabricada diariamente na Pastelaria Clarinha (por alusão à fundadora e suas irmãs, conhecidas como "Clarinhas"). Hoje a pastelaria é dirigida por Pedro Alves, sobrinho-bisneto da doceira inicial. A casa fica situada no centro histórico de Fão e é descrita como "farmácia-doçaria da D. Rosália Clarinha" e até é marca registada desde 1947.
*Deixo-lhe aqui hoje uma fórmula aproximada da receita original que, por ser segredo, não está sequer escrita.
Ingredientes para a massa: 250 gr. de farinha de trigo 40 gr. de manteiga 1 colher de sumo de limão 1 l. de água 1 colher de chá de sal
Preparação:
1. Aqueça a água e dissolva nela o sal. 2. Aqueça a manteiga e deite-a sobre a farinha. 3. Junte a água e o sumo de limão, misture tudo e comece a sovar esta massa. 4. Faça-o durante 20 minutos, juntando água, se necessário, quando for ficando mais dura. Descanse 10 minutos e bata mais 10. A massa está pronta após descansar mais meia hora e deve estar elástica e fofa, permitindo ser estendida fina com o rolo não enfarinhado. 5. Estique pequenos pedaços de massa, de modo a que fique bem fininha. 6. Corte rodelas de cerca de 10 cm. de diâmetro, com a ajuda de um corta massas. 7. Coloque uma porção de recheio no centro e espalme.
8. Dobre fechando em meias luas e corte com a carretilha. 9. Frite em rilada (banha de vaca) lentamente.
10. Retire e coloque-as a escorrer em papel absorvente. 11. Envolva-as muito bem em açúcar em pó.
Ingredientes e Preparação do Recheio: 1 chávena de compota de chila 5 gemas Para o recheio, leve ao lume um tacho com o doce de chila e as gemas. Mexa sempre até engrossar mas com cuidado para não deixar cozer as gemas. Retire do lume e deixe arrefecer.
A elegância feminina é construída através da simplicidade, da qualidade e da intemporalidade. Os acessórios são fundamentais para o visual, transformando peças básicas em conjuntos sofisticados.
Aqui lhe deixo 10 Acessórios Essenciais para um Look Elegante: Carteiras de preferência em couro e design intemporal em cores neutras, que oferecem maior durabilidade e sofisticação. Relógios Clássicos com pulseira de couro ou metal que conferem autoridade e estilo. Joias Minimalistas ou seja, peças delicadas como colares de corrente fina, brincos em pérola ou pontos de luz que iluminem o rosto sem sobrecarregar o visual. Óculos de Sol de Qualidade com armações que favoreçam o seu formato de rosto, em tons clássicos como preto, castanho ou tartaruga. Cintos de Couro que são essenciais para definir a silhueta e adicionar um acabamento polido a calças e vestidos. Lenços de Seda que podem ser usados no pescoço, na carteira ou no cabelo para adicionar cor e um toque de luxo discreto.
Mas, não basta usar os acessórios adequados, é preciso também seguir algumas Regras de Ouro:
Menos é Mais: Remova excessos para manter um visual limpo e leve.
Propósito: Cada acessório deve ter uma função ou complementar diretamente o decote e o movimento do corpo.
Qualidade sobre Quantidade: É preferível investir em poucas peças de materiais nobres do que em muitas bijuterias que se desgastam rapidamente.
Assista a mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinskique lhe fala de mais umatendência de moda, que pode complementar o seu look: os acessórios.
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante mais de 30 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
O vídeo que lhe proponho hoje é justamente sobre este assunto.