O Monte Saint-Michelé uma ilha rochosa situada na foz do rio Couesnon, em França, onde foi construída uma abadia (abadia do Monte Saint-Michel) e o santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel. Saint-Aubert, bispo de Avranches, fundou o Monte Saint-Michel no ano 708. Quando pela terceira vez o arcanjo São Miguel apareceu nos seus sonhos, o bispo decidiu construir um santuário em sua homenagem. O presságio de um touro amarrado sobre o Monte Tombe anunciou o local do santuário, hoje conhecido como Monte Saint-Michel.
Originalmente chamado de Mont Tombe, e em seguida de Mont-Saint-Michel au péril de la mer (Monte Saint-Michel em perigo do mar), a ilhota atravessou várias épocas históricas até se tornar o terceiro local mais visitado na França. Os visitantes de hoje seguem as pisadas dos peregrinos que, durante séculos, atravessaram a Europa para rezar neste local sagrado.
A visão do Mont-Saint-Michel a erguer-se da baía é inesquecível, de qualquer modo, para o visitar tem de aceder a um passadiço pavimentado que só está acessível quando a maré está baixa. Caso contrário, fica-se à mercê das planícies lamacentas e a uma maré que sobe rapidamente. Hoje, a ilha, situada a 800 metros da costa da Normandia, no noroeste de França, é Património Mundial da UNESCO.
Os Profiteroles são uma sobremesa tipicamente francesa que utiliza a massa choux na composição das "carolinas", que são as bolinhas de massa recheadas com creme de confeiteiro, chantilly ou sorvete.
Os profiteroles surgiram na França, ainda durante o Renascimento, no século XVI. São um doce bastante popular naquele país, onde foi considerado uma iguaria real em meados do século XVI. Atendendo a um pedido de Catarina de Médici, soberana da França na época, o chef italiano Penterelli criou a receita.
Esta sobremesa é servida tradicionalmente com sorvete de creme e calda quente de chocolate meio amargo. O ritual clássico é servir as carolinas com o sorvete num prato (ou taça), e servir a calda quente por cima de tudo. Esta sobremesa tornou-se muito popular com o tempo, em todo o mundo.
Aliados (2017) é um thriller romântico de espionagem, ambientado na Segunda Guerra Mundial, realizado por Robert Zemeckis e que conta no elenco com Brad Pitt, Marion Cotillard e Jared Harris.
O realizador Robert Zemeckis foca-se na missão do casal de protagonistas e na investigação brutal de Max após suspeitas de que a esposa seja uma espiã nazi.
Sinopse: O enredo arranca em 1942, onde numa missão para eliminar um embaixador nazi em Casablanca, Marrocos, os espiões Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se conhecem e encenam um casamento para assassinar o embaixador alemão. Acabam por se apaixonar perdidamente. Mudam-se para Londres, onde constroem uma vida e têm uma filha. Os problemas começam anos depois, o que provoca uma reviravolta dramática nas suas vidas, com suspeitas sobre uma ligação entre Marianne e os alemães, ou seja de ser uma agente dupla. Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e os dias de felicidade do casal vão por água abaixo.
Ele é encarregue de a executar caso a suspeita se confirme ou, caso contrário, será ele próprio executado por traição. Desesperado, Max embarca numa investigação contra o relógio para descobrir a verdade sobre a sua inocência.
A primeira metade do filme agrada aos mais românticos, é nela que a relação de ambos se estabelece. Na segunda metade há muita ação e o desenlace da trama.
A Geografia Serve Antes de Mais Para Fazer a Guerra(Geografia: um instrumento de poder. Colecção Século XX-XXI. Iniciativas Editoriais. Lisboa. 1977) é um livro deYves Lacoste(1929 - 2026).
Yves Lacoste foi um geógrafo e geopolítico francês. Lançou no início de 1970 a revista Hérodote, que nos últimos trinta anos procurou revelar a face oculta da Geografia, isto é, o seu caráter político. Contribui com obras críticas e inovadoras, como La géographie, ça sert, d'abord, à faire la guerre para uma discussão do conceito da geografia política e geopolítica, especialmente em França.
Sinopse: Para que serve a Geografia e qual a sua função social? Neste livro, Yves Lacoste responde a estas questões e a frase título sintetiza um pouco o papel da ciência geográfica. A razão de ser da Geografia recai sobre a necessidade de melhor compreender o mundo e pensar o espaço para que nele se possa lutar de forma mais eficaz.
(Frühlingstanz bei Stampa ou Ronde de couples dans un pré près de Stampa) é uma das raras pinturas de paisagens e festas da juventude de Alberto Giacometti. A obra antecede a sua famosa fase de esculturas alongadas e reflete o seu fascínio pelo pontilhismo e pelo modernismo.
1922 foi um ano de viragem para Giacometti, marcando o momento em que o artista se mudou para Paris para estudar na Académie de la Grande Chaumière. Pintado no norte de Stampa, na Suíça (a sua região natal no vale de Bregaglia), a obra apresenta um traçado vibrante. O artista frequentemente começava por fazer esboços na tela com cores primárias (vermelho para as figuras, azul para as paisagens), e é possível notar elementos geográficos locais como a Igreja de San Giorgio ao fundo.
Alberto Giacometti (1901- 1966) foi um renomado pintor e escultor suíço, profundamente influenciado pelo modernismo. A sua obra teve um papel essencial na definição da escultura surrealista, evoluindo posteriormente para um estilo marcado pelo existencialismo e pela representação expressiva da figura humana.
As suas esculturas alongadas e etéreas tornaram-se icónicas, transmitindo uma sensação de solidão e fragilidade. Giacometti explorou a condição humana de maneira única, refletindo angústia e introspecção nas suas criações.
A sua produção inicial em 1922 revela um jovem pintor que estava a assimilar as influências do Impressionismo do seu pai, Giovanni Giacometti, bem como a arte clássica. Para entender melhor como as influências tradicionais e globais se fundiam no estilo maduro e nas pinturas de Giacometti não deixe de ver o vídeo abaixo.
Um filme francês bonito e atraente com uma ótima atuação de Audrey Tautou.
Sinopse: Uma francesa de luto pela morte do marido, há três anos, é cortejada por um colega de trabalho sueco.
Nathalie (Audrey Tautou) é jovem, bonita, tem um casamento perfeito e leva uma vida tranquila, com tudo no lugar. Contudo, quando o marido falece após uma acidente, o seu mundo vira de cabeça para baixo. Para superar os momentos tristes, decide focar -se no trabalho e deixa de lado os seus sentimentos. Até o dia em que, sem mais nem menos, dá um beijo a Markus (François Damiens), seu colega de trabalho e os dois acabam por embarcar numa jornada emocional não programada, revelando uma série de questões até então despercebida por ambos, o que os leva a fugir para redescobrir o prazer de viver e entender melhor esse novo amor.
Rive droite, rive gauche - Margem Direita, Margem Esquerda - é um filme francês (1984) realizado por Philippe Labro, e que conta no elenco comGérard Depardieu, Nathalie Bayee Carole Bouquet, entre outros. Bouquet recebeu uma indicação para o César de Melhor Atriz Coadjuvante.
Sinopse:
Jacques Guarrigue (Jacques Weber) e Paul Sénanques (Gérard Depardieu) têm uma firma de advocacia. Paul é um advogado bem-sucedido da margem direita do Sena. Entre outros, ele representa o poderoso e temível empresário e investidor Pervillard (Bernard Fresson). Apesar de ser casado, Paul apaixona-se por uma jovem chamada Sacha (Nathalie Baye), ex-funcionária de Pervillard. Quando descobre que ela foi demitida por não permitir que Pervillard a molestasse, torna o caso público provocando um escândalo político contra Pervillard. Sacha demonstra toda a sua gratidão, mas agora precisa temer a fúria de Babée (Carole Bouquet), a esposa ciumenta de Paul.
A cidade de Paris, capital da França, é atravessada pelo rio Sena.
Rive Gauche (margem esquerda, em francês) é o nome que se dá à parte sul da cidade de Paris, em oposição à margem direita do rio conhecida por Rive Droite.
Na margem esquerda incluem-se os seguintes distritos: 5º arrondissement; 6º arrondissement; 7º arrondissement; 8º arrondissement; 14º arrondissement e o 15º arrondissement de Paris (salvo a île des Cygnes).
O nome Rive Gauche designa igualmente um estilo de vida típico. Os distritos V e VI, antigos bairros boémios, artísticos e intelectuais da primeira metade do século XX, ditaram esse estilo, chamado em francês de "bobo" (de bourgeois-bohème, "burguês e boémio"), em oposição aos bairros burgueses clássicos e conservadores dos arrondissements XVI e XVII, situados na margem direita.
Historicamente, esta área da cidade ganhou fama mundial como o coração cultural, intelectual e boémio da cidade. Devido ao seu enorme impacto cultural, o nome transformou-se numa marca de estilo e identidade global.
Enquanto a Rive Droite (margem direita, a norte) se associou historicamente ao comércio, finanças e ostentação Real, a Rive Gauche tornou-se o lar de intelectuais e artistas. Foi o ponto de encontro de figuras como Hemingway, Picasso, Verlaine e Sartre, entre outros. Ainda hoje é assim porque é o ponto de encontro dos jovens estudantes devido à Universidade de Sorbonne, e por isso, dos bistrôs, cafés e bares muito animados, das ruas estreitas e repletas de gente que pretende divertir-se.
É na Rive Gauche que se situam bairros icónicos como o histórico Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés. Nesta parte da cidade situam-se monumentos como a Torre Eiffel, os Jardins do Luxemburgo, o Museu Rodin, o Museu d'Orsay e a prestigiada Universidade da Sorbonne.
Em 1966, o estilista Yves Saint Laurent usou o nome para batizar a sua linha "Saint Laurent Rive Gauche". Esta iniciativa histórica provocou uma verdadeira revolução: a democratização da moda, com a primeira loja física de Prêt-à-porter (pronto a vestir) de um designer de alta-costura. Esta loja simbolizou o espírito da época tendo capturada a energia jovem, livre, urbana e rebelde dos estudantes desta parte da cidade na década de 1960.
Inspirada pelo mesmo conceito, a marca Yves Saint Laurent lançou em 1970 o perfume Rive Gauche. Trata-se de uma fragrância floral aldeídica muito marcante, que se tornou num dos maiores clássicos da perfumaria francesa moderna.
Para conhecer melhor esta parte da cidade de Paris, explore os links acima ou veja os vídeos abaixo.
A receita do croissant surgiu na Áustria, mas consolidou-se no território francês a partir de meados do século XIX. A sua origem é atribuída aos padeiros de Viena, onde era conhecido pelo nome de Kipferl desde o século XIII, sendo feito de tamanhos variados.
Para alguns autores, a origem do kipferl, viennoiserie antepassado docroissant, dá-se, assim, na Áustria entre os séculos XIII e XVII, e aparece também na Hungria e na Itália, mas não se sabe a receita exata (salgada ou doce) e nem se a massa era folhada ou não. Este tipo de pastelaria também pode ter tido as suas origens no Próximo Oriente e nas cozinhas do palácio de Topkapi, em Istambul, na Turquia.
Terá sido um oficial austríaco, August Zang, associado a um nobre vienense de nome Ernest Schwarzer, que os introduziu em Paris entre 1837 e 1839, abrindo uma padaria de nome Boulangerie Viennoise, cujo sucesso rapidamente inspirou imitadores a produzirem a massa.
Foi feito na França num primeiro momento por trabalhadores que imigraram de Viena, a viennoiserie começou em seguida a ser praticada pelos seus pupilos. A prática espalhou-se e começou a ser chamada de travail viennois (trabalho vienense), e o cozinheiro chamado de viennois (vienense). Dentre esses cozinheiros, distinguiam-se o croissantier, o biscottier e o pâtissier-viennois (pasteleiro-vienense).
No entanto, foi só a partir do começo do século XX que essas receitas, especialmente a do croissant, se tornaram um símbolo da culinária francesa.
O Croissant é, hoje, uma delícia francesa que se espalhou pelo mundo e que faz sucesso tanto na sua versão salgada quanto na doce.
Ícone da confeitaria, este prato tem uma maciez irresistível e sabor amanteigado.
A preparação envolve uma massa de farinha, sal, açúcar, água, fermento e, é claro, manteiga de alta qualidade.
O segredo está na técnica meticulosa de esticar e dobrar a massa, criando camadas delicadas e crocantes.
O segredo do croissant está portanto na massa, que deve ser semifolhada. A massa semifolhada possui menos gorduras, menos dobras e leva fermento biológico. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a folhagem do croissant.
Um bom croissant deve ter um bom aspecto, como uma lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo, aerado, e mostrar a consistência certa.
Depois de cuidadosamente assados, os croissants podem receber os mais diversos recheios, incluindo cremes, chocolate, geleias e outras delícias.
"Em Direção à Torre" (ou Hacia la Torre), é uma pintura de Remedios Varo Uranga.
Remedios Varo Uranga (1908) foi uma pintora surrealista nascida na Catalunha, Espanha. A sua obra destacou-se por narrativas fantásticas e uma estética meticulosamente detalhada.
Hacia la Torre (1960), é uma das obras (óleo sobre masonite) mais emblemáticas da surrealista espanhola-mexicana, muitas vezes associada à primeira parte de um tríptico autobiográfico.
Esta pintura reflete o surrealismo com forte influência mística, alquímica e arquitetura medieval.
Esta obra integra um conjunto de três pinturas que narram uma jornada simbólica. O painel da esquerda, Hacia la Torre, representa o abandono de uma educação católica rígida e a saída da casa paterna. A figura feminina na pintura é vista saindo de um edifício de estilo medieval/gótico, movendo-se com determinação, sugerindo um despertar ou uma busca por liberdade e autoconhecimento. A imagem reflete a "reapropriação da narrativa" pelas mulheres, um tema comum no trabalho tardio de Varo no México, onde as suas personagens femininas não são objetos passivos, mas agentes de sua própria história.
Remedios Varo é conhecida pelas suas figuras andróginas, atmosfera mística e técnica meticulosa, características evidentes nesta obra.
Durante a Guerra Civil Espanhola, Remedios Varo Uranga mudou-se para Paris, onde foi profundamente influenciada pelo movimento surrealista. Com a ocupação nazi de França, foi forçada ao exílio e, em 1941, estabeleceu-se na Cidade do México. Embora inicialmente tratasse o país como um refúgio temporário, permaneceu lá até à sua morte, em 1963, consolidando-se como uma das grandes artistas surrealistas de sua geração. A sua obra é famosa por misturar misticismo, alquimia, ciência e fantasia.
As suas criações transportam-nos para um universo onírico, onde personagens andróginas e melancólicas realizam tarefas enigmáticas em cenários que lembram a Idade Média ou laboratórios renascentistas.
O regresso desta grande artista, Yuyu, numa bela interpretação, simultaneamente emocionante e envolvente, do hit de Charles Aznavour: La Bohème. Uma produção, tudo para ouvir.
O Retrato da Sra. Hasellter (1942) é uma pintura a óleo sobre tela da artista surrealista ítalo argentina Leonor Fini. A obra, frequentemente associada à exploração de figuras femininas poderosas e enigmáticas por Fini, mede 78,7 x 67,3 cm e pertence a uma coleção particular. É um exemplo notável do seu estilo característico, que muitas vezes rejeitava as visões surrealistas tradicionais da mulher. O seu trabalho nem sempre se encaixava na concepção popular típica de surrealismo, às vezes explorando o tema da "femme fatale" sem qualquer imagem particularmente ambígua ou monstruosa. No entanto, a sua obra frequentemente incluía símbolos como esfinges, lobisomens e bruxas. Muitos dos seus personagens nas pinturas eram mulheres ou seres andróginos.
Leonor Fini (1907 - 1996) foi uma pintora, designer, ilustradora e escritora argentina, conhecida pelas suas ilustrações sensuais de mulheres.
Artista multifacetada, foi pintora, figurinista, designer, cenógrafa e escritora. A sua obra destacou-se pela representação de mulheres fortes e autónomas, desafiando os padrões da época. É frequentemente lembrada como a única artista a pintar mulheres "sem desculpas", retratando-as em situações provocantes e empoderadas.
Leonor Fini faleceu em janeiro de 1996, em Paris, tornando-se um símbolo na arte surrealista e na luta pela liberdade feminina na pintura.
Invadidos que somos pela música anglo-saxónica, hoje proponho-lhe que ouça música francesa com a cantora Yuyu em "Bonjour Bonjour" (vídeoclip oficial).
Yuyu(Giuditta Guizzetti) é uma artista ítalo francesaconhecida por sucessos como "Mon Petit Garçon" e "Bonjour Bonjour", incluindo também uma interpretação de "La Bohème".
A música popularmente conhecida como Spring Waltz (ou Valsa da Primavera) está cercada por uma enorme confusão.
A peça chama-se, na verdade, "Mariage d'Amour" (Casamento de Amor) e foi composta em 1978 pelo francêsPaul de Senneville.
Por causa de vídeos virais no YouTube com títulos errados, milhões de pessoas acreditam que a música é de Frédéric Chopin. Na realidade, Chopin nunca escreveu uma peça com este nome.
A obra tornou-se mundialmente famosa através do pianista Richard Clayderman e, posteriormente, por um arranjo de George Davidsonque consolidou o apelido de "Spring Waltz".
Curiosamente, em 2024, um manuscrito de uma valsa inédita e autêntica de Chopin foi descoberto na Morgan Library & Museum em Nova Iorque, mas esta é uma peça curta e melancólica, totalmente diferente da famosa "Spring Waltz" da internet.
OBolo Ópera (Gâteau Opéra) é um dos doces mais clássicos, refinados e técnicos da confeitaria francesa. Criado em Paris na década de 1950, é conhecido pela sua estrutura elegante, composta por camadas finas e precisas que alternam sabor intenso de café e chocolate. Esta é uma boa opção para quem não dispensa esta deliciosa combinação. Aliás, esta receita da gastronomia francesa traduz-se num intenso contraste entre o amargor do café e o rico sabor do chocolate.
Este bolo foi criado por Cyriaque Gavillon na famosa casa de confeitaria parisiense Dalloyau. A esposa do criador, Andrée Gavillon, batizou o bolo de "Ópera" em homenagem à Ópera Garnier de Paris, e diz-se que as camadas lembravam o palco da ópera ou os palcos dos dançarinos. Embora Dalloyau tenha popularizado o bolo, Gaston Lenôtre também reivindicou a invenção da sobremesa na década de 1960.
Tradicionalmente composto por sete camadas finas e harmoniosas, geralmente incluindo biscoito Joconde (um tipo de pão de ló leve feito com farinha de amêndoas, que é banhado em calda de café para manter a humidade e o sabor), ganachede chocolate intenso e creme de manteiga (buttercream) de café. Geralmente retangular, com uma glaçagem de chocolate espelhada no topo e a palavra "Ópera" escrita com chocolate. Para ser perfeito, deve ter entre 2,5 e 3 cm de altura, sendo servido em fatias finas.
Os componentes da Receita Tradicional, são: o Biscuit Joconde (massa de amêndoas crocante); Calda de Café (para embeber o biscoito); Buttercream de Café (que é um creme de manteiga com sabor a café); Ganache de Chocolate (chocolate intenso) e Glaçagem (cobertura de chocolate brilhante).
É uma sobremesa que exige técnica, tempo e paciência, sendo muitas vezes considerada uma das provas de fogo na alta confeitaria, popularizada em escolas como Le Cordon Bleu.
Cada garfada é uma experiência: o aroma intenso, o derreter suave na boca e o equilíbrio perfeito entre doçura e sofisticação.
Um doce que não é só sobremesa, é pausa, é prazer, é o sabor de um momento elegante.
O Foie Gras é uma especialidade gastronómica tradicional cuja produção está intimamente ligada à identidade culinária do Sudoeste de França. O Foie Gras é oficialmente reconhecido como parte do "Património Cultural e Gastronómico Protegido" daquele país.
A história conta que este pitéu se tornou uma especialidade com o "Pâté de Contades" inventado por um cozinheiro de Estrasburgo para um marechal de França e governador da Alsácia em 1778. Depois de se tornar uma instituição nas mesas reais no século XIX, o Foie Gras consolidou-se no sudoeste e tornou-se popular no país. É muito consumido no inverno e em datas festivas, como o Natal.
OFoie Gras é uma receita que tem gerado polémica no mundo inteiro, por causa da alimentação forçada de animais. Ainda assim carrega uma aura que evoca luxo e requinte. Juntamente com as trufas, o Foie Gras é considerado uma das maiores iguarias da gastronomia francesa.
Literalmente traduzido como "fígado gordo", este patê tem textura interessante que derrete suavemente na boca. Apesar de ser um prato sofisticado, é conhecido pelo seu sabor delicado e textura aveludada, o que o torna um verdadeiro tesouro para quem aprecia a alta gastronomia.
Um Foie Gras é simplesmente o fígado de um pato ou ganso adulto, saudável e robusto, criado segundo métodos tradicionais, e também em conformidade com as normas rigorosas definidas pela IGP para engordar os patos ou gansos com vista a produzir um fígado maior. Os patos ou gansos são especialmente alimentados com uma dieta rica em grãos.
O Foie Gras tradicionalmente é servido com acompanhamentos como figos, geleias de frutas ou pães frescos, criando uma sinfonia de sabores. Os críticos gastronómicos são unânimes na sua admiração pelo equilíbrio sublime dos sabores deste prato.
"Epifania" (Epiphany) é uma pintura surrealista criada por Max Ernst. Esta obra reflete o estilo inconfundível do artista, caracterizado por paisagens oníricas, figuras bizarras e texturas complexas, muitas vezes resultantes das suas técnicas inovadoras de frottage e grattage. A obra é notável pela atmosfera contemporânea e misteriosa.
Grattage é uma técnica de pintura surrealista inventada porMax Ernst em 1927. Consiste em raspar tinta fresca ou seca sobre uma tela para criar texturas, relevos e formas tridimensionais. Frequentemente associada à frottage, a técnica revela camadas inferiores de cor e é usada para criar efeitos aleatórios ou figurativos, sendo também utilizada no informalismo.
Max Ernst(1891/1976) foi um pintor e poeta alemão que se naturalizou norte-americano e, posteriormente, francês. Em 1922, mudou-se para França, onde conheceu André Breton e ingressou no movimento surrealista. Breton descrevia-o como o "mais magnífico cérebro assombrado" das artes, destacando a sua maestria na essência do Surrealismo.
A Tentação de Santo António - 1945
Durante a Segunda Guerra Mundial, Ernst fugiu para os Estados Unidos, retornando a França em 1948, quando se naturalizou francês. A sua obra inovadora, marcada por experiências com colagem, frottage e técnicas inusitadas, consolidou o seu impacto na arte moderna.
Uma das obras mais conhecidas de Max Ernest é A tentação de Santo António (1945) que é uma pintura a óleo surrealista que venceu um concurso para o filme "The Private Affairs of Bel Ami". A obra retrata a angústia do santo no deserto, cercado por criaturas fantásticas e bizarras num estilo onírico e de pesadelo, destacando-se pela mistura do fantástico com o real.
O Boeuf Bourguignon é um prato típico da gastronomia francesa, apreciado e preparado desde a Idade Média, que consiste em carne de vaca guisada em vinho tinto, com alguns vegetais e condimentos. Como o nome indica, é uma especialidade emblemática duma região da França, aBorgonha, pátria de vinhos célebres e também da raça charolesa de gado bovino, que são as indicadas para a elaboração desta iguaria.
Reza a história que esta receita foi, no passado, um prato muito apreciado pelos agricultores durante as festas. Comiam-no, sobretudo, com pão torrado esfregado com alho. Este prato acabou por se tornar um prato dominical por excelência. E cada família tinha a sua maneira de cozinhar o Borgonha e acompanhava-o com batatas ou puré.
Aprenda a fazer este prato clássico da culinária francesa, de ensopado de carne em vinho tinto que utiliza ingredientes de alta qualidade (cenouras, aipo, salsa, cogumelos, bacon, cebolas-miniatura, etc.), com a chefe brasileira Rita Lobo.
O Filho do Homem é uma pintura (1964) do pintor surrealista belga René Magritte (1898 -1967), produzida com tinta a óleo.
Magritte pintou-o como um auto-retrato. A pintura consiste num homem de chapéu-coco, em pé à frente de um pequeno muro, com o mar e um céu nublado ao fundo.
O rosto do homem é, em grande parte, ocultado por uma maçã verde pairando no ar. Apesar disso, os seus olhos podem ser vistos na borda da maçã.
René Magritte iniciou a sua carreira como designer de cartazes e anúncios. Em 1926, ao assinar um contrato com a Galeria la Centaure, em Bruxelas, passou a dedicar-se integralmente à pintura.
No ano seguinte, mudou-se para Paris e passou a integrar o grupo surrealista, tornando-se um dos principais expoentes do movimento. A sua obra desafiou a percepção da realidade pois é marcada por imagens enigmáticas e jogos visuais. Ainda que René Magritte tenha sido o principal nome do surrealismo na Bélgica, ele foi expulso do movimento em 1947 pelo escritor francês André Breton, seu fundador. Ao terminar a Segunda Guerra Mundial o pintor adoptou uma temática mais otimista, chamada por ele de "surrealismo em pleno sol", o que Breton achava pouco condizente com o seu manifesto.
O Mille-feuille ou Mil folhas é uma mistura de uma massa muito fina e crocante (massa folhada) e um creme de baunilha. A cobertura é uma fina camada de açúcar de confeiteiro. O nome significa literalmente "mil folhas", referindo-se ao grande número de finas camadas da massa folhada, que proporcionam uma textura muito leve. É uma sobremesa muito elegante e versátil.
OMille-feuille, ou mil-folhas, é uma clássica sobremesa francesa feita com três camadas de massa folhada intercaladas com creme de pasteleiro (ou creme de confeiteiro), coberta com açúcar em pó, muitas vezes com um padrão de chocolate.
Em Portugal, onde é muito popular, serve para denominar dois tipos de doce: inspirado no francês Mille-feuille e no Napoleão, de origem russa, criado em 1912 com clara influência da pastelaria francesa. Assim, pode ser chamado Napoleão, especialmente no Porto, com recheio de creme pasteleiro, natas e doce de ovos, ou Russo (com massa de claras). Este bolo em Lisboa chama-se Mil-Folhas.
No Brasil, é popular com creme de baunilha, doce de leite ou frutas, polvilhado com açúcar de confeiteiro.
Para um Mille-Feuille perfeito, siga a receita abaixo e sirva-o o mais breve possível após a montagem para garantir que a massa continue crocante.