sábado, setembro 17, 2022

Ta'aruf, Taarof ou Taaruf: O Que É?

Taarof é a arte persa da etiqueta. O Ta'aruf ou Taaruf é um conjunto de regras de etiqueta social,  que norteiam todas as relações no Irão, quer seja dentro quer seja fora de casa, e causam grande estranheza aos estrangeiros. O Taaruf é então um código que regula a vida social nos negócios, família, namoros, etc. É uma espécie de competição pela atitude mais humilde perante os outros – sejam eles convidados, familiares ou parceiros de negócio. É uma atitude bastante louvável e que demonstra uma grande educação. Mas está tão enraizada que, por vezes, é difícil perceber as verdadeiras intenções e personalidade das pessoas. Porque, basicamente, há muitas pessoas que estão a dizer que não, mas o que querem mesmo dizer é que sim e vice-versa. 

Um exemplo de taaruf acontece com aqueles que andam de autocarro ou de avião e se sentam num lugar à frente de alguém. Deve-se pedir desculpas a quem está atrás pelo simples facto de que o outro está a ver as suas costas.

Outro exemplo é o que aconteceu a um jornalista americano que elogiou o relógio de um vendedor  de tapetes. O que ele não sabia é que, de acordo com o taaruf, o dono do objeto elogiado é obrigado a oferecê-lo. O homem aceitou o presente e saiu da loja, o que fez o vendedor ir atrás dele para explicar o mal entendido e reaver o relógio. 

Se, numa viagem ao Irão, pedir a algum iraniano para lhe comprar qualquer coisa e este, depois, não quiser receber o dinheiro correspondente, é porque está a fazer Ta'aruf. Assim, deve continuar a insistir porque à terceira vez ele acaba por receber o dinheiro.

" (...) Excepto... bem, aconteceu uma coisa com um rapaz numa loja de sumos. Ele recusou-se a aceitar o nosso dinheiro, mas uns minutos depois veio atrás de nós pela rua abaixo para no-lo pedir. (...) - ... é taarof - Hamid ri-se muito - . (...) Um homem não pode receber primeira vez, não, não pode aceitar - Hamid faz tsk várias vezes e abana a cabeça como fez o rapaz - nem segunda vez - fecha os olhos e põe uma mão sobre o coração - ... depois terceira vez tudo bem. É o costume". (...).

 Lua-de-Mel no IrãoAlison Wearing,  Gótica, Lisboa, 2001.

quinta-feira, setembro 15, 2022

Salar de Uyuni: Um Espelho de sal

O Salar de Uyuni, nos Andes, sudoeste da Bolívia, é o maior e mais alto deserto de sal do mundo. Trata-se do legado de um lago pré-histórico que secou, deixando uma paisagem desértica de quase 11.000 km2 com sal branco e claro, formações rochosas e ilhas repletas de cactos. O seu tamanho é impressionante embora a vida selvagem seja rara neste ecossistema único.

Este deserto localiza-se nos departamentos de Potosí e Oruro, no sudoeste da Bolívia, perto da Cordilheira dos Andes. O salar é também o único ponto natural brilhante que pode ser visto do espaço. Ele serviu de guia aos astronautas da Apollo 11, que chegaram à lua em 1969.

A crosta do Salar de  Uyuni serve como uma fonte de sal de cobre e de uma piscina de salmoura, que é extremamente rica em lítio. Ele contém de 50 a 70% das reservas mundiais de lítio, recurso que está em processo de ser extraído

Espelho de sal. Mais uma maravilha da natureza... 

Ora veja. 

Não perca esta oportunidade.

E agora um vídeo:

quarta-feira, setembro 14, 2022

Lua-De-Mel No Irão

Lua-De-Mel No Irão é um livro (2001) da jornalista canadiana Alison Wearing. 

Sinopse:

Alison Wearing é uma jornalista canadiana e multi-premiada autora de livros de viagens. Visitou o Irão durante um ano e relata-nos essa viagem, dando-nos o retrato das várias pessoas com quem ela e Ian, suposto marido que com ela viajou, já que para uma mulher será praticamente impossível fazer turismo sozinha no país de Kohmeini, se cruzaram ao longo da estadia. Não se pense que Wearing adopta uma postura de quem está acima. Ela limita-se a relatar e retratar pessoas e situações, com ironia, subtileza e humor, e, ao mesmo tempo, a tentar perceber uma sociedade que é bastante diferente da nossa e que poderá mesmo inspirar o medo, tal como acontecia com a jornalista/escritora antes de se decidir visitar o Irão.

" A infinita generosidade que se depreende dos encontros narrados por Wearing alia-se a uma ironia subtil na forma como a autora lida com assuntos mais delicados, nomeadamente o da condição feminina. "Subitamente reparo que todas as mulheres e raparigas usam o 'chadoor' por cima do resto da roupa. (...) que a devastadora diferença dos nossos fatos é a postura que eles proporcionam. Eu tenho o lenço de cabeça apertado, o casaco abotoado, as mão livres; posso estar de cabeça levantada, tenho liberdade de movimentos. A grande dificuldade do 'chadoor' é mantê-lo no sítio. Estar na vertical com as mãos desocupadas implica deixá-lo cair" (pág. 237). O humor está sempre presente."

terça-feira, setembro 13, 2022

Alconcoras, Alcôncoras ou popias

 Alconcoras, Alcôncoras ou popias são bolinhos típicos do alentejo, nomeadamente de Odemira.

À primeira vista parecem um bolo seco, mas depois o recheio é surpreendente e delicioso. É feito à base de mel, açúcar e azeite cozinhado ao lume até formar uma pasta. Essa pasta é depois envolvida numa massa fina, sem açúcar, indo ao forno a cozer por cerca de 15 minutos.

Também já existem variantes de batata doce, amêndoa, etc, mas as Alconcoras  típicas são as de mel. Se as vir à venda em feiras ou supermercados não deixe de as comprar porque estes bolinhos são muito bons.

Para conhecer um pouco mais sobre as Alcôncoras não deixe de ver os vídeos abaixo. 

E agora o outro vídeo.

segunda-feira, setembro 12, 2022

Erro Planejado

Ouça Luan Santana (com Henrique e Juliano) em Erro Planejado (Luan City).


Um erro cometido mais que uma vez é uma decisão
Desculpa, mas não tem como eu te dar duas vezes o meu perdão
Ninguém foi lá naquele bar
Colocar uma boca na sua boca e te obrigar a beijar
Eu não 'tava lá, na sua mente
Mas eu sei que esse erro foi pensado, planejado e consciente (consciente)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca, uoh-oh
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (ah, muleque)
Era só terminar antes de trair
Era só terminar, que eu deixava 'cê ir (joga lá pra cima, vem)
Ninguém foi lá naquele bar
Colocar uma boca na sua boca e te obrigar a beijar
Eu não 'tava lá, na sua mente
Mas eu sei que esse erro foi pensado, planejado e consciente (foi?)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (uoh-oh)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (uoh-oh-oh)
Era só terminar antes de trair (não é?) Só isso
Era só terminar, que eu deixava 'cê ir

Ninguém escreve o vosso destino por vocês...

Aqui vos deixo este pensamento de Barack Obama. Nos tempos que correm, é um pensamento que nos permite boas reflexões. 

“(…) Ninguém escreve o vosso destino por vocês. (…) Somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro. (…) Assumam a responsabilidade pelos estudos e esforcem-se por alcançar objetivos. (…) Não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam – temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. (…)

(…) Nunca desistam de vocês mesmos…”

Barack Obama

domingo, setembro 11, 2022

Se amo alguns livros...



"Se amo alguns livros são aqueles em que sinto que o seu autor, que pode ter morrido séculos antes de eu ter sido engendrado, se dirigia a mim, a mim pessoal e concretamente, a mim em confidência".

Miguel Unamuno