A Continuação do Compasso Pascal (Visita Pascal). Em algumas freguesias, principalmente no Norte de Portugal, a visita pascal, onde o pároco leva a cruz decorada para abençoar as casas, estende-se até à segunda-feira de Pascoela.
Realização de Romarias e Piqueniques sobretudo no Alentejo. Nesta região do país, é tradição realizar romarias e almoços no campo neste dia. As famílias reúnem-se para celebrar a ressurreição com convívio, muitas vezes aproveitando o clima primaveril para comer ao ar livre.
A partilha de Folares e Doces. É um dia para continuar a comer os doces típicos da Páscoa, como o folar de carne ou o doce, o pão de ló e as amêndoas, partilhando-os com amigos e vizinhos que visitam a casa.
A visita ou passeio pelos Mercados de Páscoa. Em algumas localidades, como Vila do Conde, ocorrem feiras e mercados de Páscoa que funcionam durante este período, oferecendo animação e gastronomia local.
Em suma, a segunda-feira é vista como um dia de Páscoa Pequena ou de celebração da Pascoela, focada no convívio e na alegria da ressurreição.
Na manhã da segunda-feira de Páscoa, Borba voltou a cumprir a tradição. É dia de Santa Bárbara.
APáscoaé uma das festividades mais celebradas no mundo, marcando a ressurreição de Jesus Cristo no cristianismo, mas também incorporando tradições seculares e culturais diversas, muitas vezes ligadas à chegada da primavera no Hemisfério Norte. A data, que em 2026 ocorre no início de abril (Sexta-feira Santa a 3 e Domingo a 5), é definida pelo primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera/outono.
Significado e Símbolos
O Cristianismo celebra a ressurreição deJesus, sendo considerada a celebração mais importante, muitas vezes acima do Natal. O Judaísmo (Pessach) celebra o êxodo do Egito, sendo a raiz histórica da data.
Ovos, coelhos, cordeiros e chocolate são usados para representar fertilidade, nova vida e a doçura da renovação.
Apesar das diferenças, a Páscoa é globalmente reconhecida como um momento de reunião familiar e celebração da esperança.
Aqui estão algumas das tradições mais marcantes da Páscoa ao redor do mundo:
Na Alemanha o coelho da Páscoa (Osterhase) é a figura central, trazendo ovos de chocolate que são escondidos nos jardins para as crianças procurarem. É costume decorar ovos cozidos e preparar bolos em formato de cordeiro ou coelho.
Na Bulgária, os búlgaros têm a tradição de quebrar ovos cozidos uns nos outros, acreditando que quem ficar com a casca intacta terá sucesso e saúde no ano seguinte.
Haux - Omelete gigante
Em França, na segunda-feira de Páscoa, a cidade de Haux (perto de Bordéus) prepara uma omelete gigante com cerca de 15.000 ovos, uma tradição que alimenta centenas de pessoas.
Já na Suécia a Páscoa tem um toque de Halloween, com crianças vestindo-se de bruxas (påskkärringar) e pedindo doces nas ruas.
Na República Checa as crianças recebem varas de madeira decoradas com laços coloridos, usadas numa tradição simbólica.
Nos Estados Unidos e Inglaterra, o egg rolling (rolar ovos) é tradicional, com a Casa Branca a realizar uma cerimónia famosa na segunda-feira após a Páscoa.
Os Himbassão um grupo étnico de aproximadamente 20.000 a 50.000 pessoas que vivem na Namíbia, na região de Kunene (antes Caocolândia) e são considerados a tribo mais fascinante deste país.
Migraram de Angola para a Namíbia há cerca de 200 anos à procura de solos mais férteis. Os Himba vivem hoje no norte da Namíbia e em partes do sul de Angola. Esta área é conhecida pelas paisagens áridas, com savanas e desertos que se estendem a perder de vista. A vida é dura, mas os Himba desenvolveram formas engenhosas de sobreviver e prosperar naquele ambiente.
São povos semi-nómadas e pastoris. São os últimos povos semi-nómadas da África. Estão estreitamente relacionados com os hereros, também falantes da língua herero.
Os costumes e tradições são passados de pais para filhos. Entre os mais curiosos está o hábito de as mulheres protegerem a pele e o cabelo com argila e de ter como meio de limpeza apenas um "banho" de fumo. As mulheres não tomam banho durante toda a vida, apenas os homens tomam banho comum com água.
Os meninos têm as cabeças rapadas e as meninas usam colares de madeira para representar a pureza. As mulheres fazem artesanato com arames e madeira e os homens cuidam dos rebanhos.
Aproveite e conheça melhor este povo assistindo ao documentário que se segue para mais informações sobre a Tribo Himba.
O Massacre das Fossas Ardeatinasfoi um dos capítulos mais trágicos da Segunda Guerra Mundial, em Itália. As vítimas foram escolhidas ao acaso e executadas nas grutas das Ardeatinas, perto de Roma.
Erich Priebke era capitão das SS quando, em 24 de março de 1944, ordenou o fuzilamento de 335 civis italianos, e participou do mesmo, como represália pelo ataque partigiano de via Rasella, onde morreram 33 militares alemães.
Em 1996, foi condenado à prisão perpétua. Cumpriu prisão domiciliária de acordo com as leis italianas, porque era proibido estar numa prisão devido à sua idade avançada. Morreu em 11 de outubro de 2013 aos cem anos de idade em Roma, na Itália.
De Roma a Florença, de Abruzzo a Londres e Telavive, o documentário O Corpo e o Nome, que pode veraqui na RTP Play, dá vida à história, entrelaçando imagens de arquivo e testemunhos pessoais, seguindo os caminhos que levaram a uma descoberta inesperada!
Décadas mais tarde, graças ao trabalho árduo de três mulheres, uma documentarista, uma arquivista e uma bióloga forense, o mistério em torno da identidade de várias vítimas desconhecidas foi resolvido. A investigação estendeu-se por diferentes regiões e continentes, ilustrando o alcance do impacto do massacre e a importância de dar um desfecho aos descendentes das vítimas.
"O Corpo e o Nome", estreou quarta-feira, dia 5/2, pelas 22:55 na RTP2.
O Vale do OMOlocaliza-se num território junto a montanhas e nas margens do rio Omo, no sul remoto da Etiópia, onde há séculos vivem tribos que preservam costumes e comportamentos culturais da África mais tradicional e, por isso, por muito tempo, as suas culturas têm permanecido intocáveis. Porém, essa região tem vindo a ser cruelmente agredida e invadida por turistas, missionários, e pela construção de uma grande hidroelétrica, que irá alagar toda área povoada pelos povos que ali habitam.
O baixo vale do rio Omo, no sudoeste da Etiópia, é então o lar para oito povos diferentes, cuja população total é de cerca de 200.000. Entre eles, destacam-se: os Karo, os Mursi, os Hamer, os Bume, os Konso eos Omorate, entre outros. Eles vivem ali há séculos.
A inundação anual do rio Omo alimenta a rica biodiversidade da região e garante a segurança alimentar destes grupos especialmente porque a precipitação é baixa e irregular. No vale do Rio Omo, estes povos seminómadas conduzem grandes rebanhos de gado em busca da melhor pastagem, ao longo das margens do rio.
O Baixo Vale do Omoé uma área de uma beleza espetacular com diversos ecossistemas, incluindo pastagens, afloramentos vulcânicos, e uma das poucas matas fluviais remanescentes na região semi-árida da África que suporta uma grande variedade de vida selvagem.
O Vale Inferior do Omoinclui também um sítio arqueológico pré-histórico, reconhecido mundialmente, localizado nas margens do Rio Omo, perto do Lago Turkana onde ele desagua, na Região de Gému Gofa, no sudoeste da Etiópia, a cerca de oitocentos kms da capital Adis Abeba.
Na região demarcada deste sítio, ao longo de décadas de pesquisas foram encontrados fragmentos e vestígios - e rochas desde o Plioceno até ao Pleistoceno (de 3,8 milhões a 11,7 mil anos) - da presença humanoide. As pesquisas arqueológicas que têm sido realizadas neste local, estão entre as mais importantes, significativas e valiosas do mundo, e revelam não só o processo evolutivo dos hominídeos e das suas subespécies, mas também da fauna e da flora. Estas pesquisas e trabalhos arqueológicos têm desvendado a evolução do Homo Sapiens da África. Foram ali encontrados, também, fósseis com mais de três milhões de anos, das espécies Australopitecos e Homo habilis.
Em 1980 o Comité do Património Mundial da UNESCO homologou a inscrição e inclusão do Vale Inferior do Omo na Lista do Património Mundial na Etiópia, justificando que as evidências e vestígios pré-históricos e paleo-antropológicos encontrados no Vale Inferior do Omo proporcionam, das mais significativas e importantes descobertas, sobre a evolução social e técnica da raça humana iniciadas desde o período pré-histórico.
Assista agora a dois vídeos, acerca do Vale do OMO, dos youtubers Carla Mota & Rui Pinto: VIAJAR ENTRE VIAGENS.
O primeiro vídeo que pode ver aqui, fala-lhe da tribo Karo, onde os homens cortam as orelhas quando casam!
No segundo vídeo que pode ver em baixo, vai perceber que para se casarem, as noivas Hamer, se cobrem de lama e os homens saltam por cima de vacas.
A ciência (através de uma equipa multidisciplinar que contou, entre outros, com o trabalho e o entusiasmo daDrª Eugénia Cunha) chegou às reais feições do rei D. Dinis, que resultaram de um estudo baseado em dados genéticos. A recolha aconteceu quando o túmulo foi aberto, em 2019.
Assim, recentemente, o rosto do rei D. Dinis (ver foto ao lado) foi revelado 700 anos depois da sua morte. É a primeira imagem cientificamente fundamentada de um monarca português.
D. Dinis, o sexto rei de Portugal (1279-1325), foi o primeiro monarca português a nascer na cidade de Lisboa, em 9 de outubro de 1261.
Pensa-se ter sido o primeiro monarca português a saber ler e escrever, tendo assinado sempre com o nome completo. Com os cognomes de O Lavrador e O Rei-Trovador, foi Rei de Portugal e do Algarve de 1279 até à sua morte. Era o filho mais velho do rei D. Afonso III de Portugal e da sua segunda esposa D. Beatriz de Castela.
Destacou-se como patrono das artes e das letras, tendo sido autor de mais de uma centena de composições trovadorescas (cantigas), além de ter feito do galaico-português a língua oficial nos diplomas da chancelaria, e estabelecido a primeira universidade do país em Lisboa (1290).
Na cidade de Lisboa mandou erguer, em 1294, a muralha dionisina para proteger a cidade junto ao rio.
No subsolo da antiga igreja de S. Julião há um Monumento Nacional, que esteve enterrado mais de 700 anos! É a Muralha de D. Dinis, construída em 1294 e que hoje podemos ver no Museu do Dinheiro.
Artur Rocha, o arqueólogo responsável pelas escavações na sede do Banco de Portugal, ajuda-nos a compreender a sua importância para a cidade de Lisboa.
Proponho-lhe, assim, que assista agora ao vídeo A Muralha de D. Dinis explicada por Artur Rocha. Vale bem a pena.
O Akabeko é um brinquedo artesanal japonês, muito popular e antigo. Este brinquedo folclórico tem uma história de cerca de 400 anos.
Akabeko é uma vaca lendária da região de Aizu, no Japão, que inspirou este brinquedo tradicional.
É feito de hariko (papel machê), no formato de uma vaca, composto de duas partes: o corpo e a cabeça e pescoço que balançam. Originário de Aizu, na província de Fukushima, na região nordeste de Tōhoku, o seu nome é traduzido como "vaca vermelha" no dialeto local (aka é "vermelho" e beko "vaca").
Existem, pelo menos, duas lendas que explicam o motivo de o brinquedo ser tão querido em Aizu.
A primeira refere que no século VIII, quando o templo Enzo-ji estava em construção na pequena cidade de Yanaizu, a sua posição no topo de um penhasco dificultava o transporte de materiais de construção pesados. Reza a lenda que uma vaca vermelha, num rebanho de gado, ajudou a transportar os materiais e recusou-se a deixar o local do templo, mesmo depois de o trabalho ter sido concluído. Yanaizu ainda é considerada a cidade natal de akabeko.
A outra lenda, remete a sua origem para a época de um surto de varíola no Japão, no final do século XVI. Naquele tempo, acreditava-se que os brinquedos akabeko protegiam as crianças da doença. Dizem que os círculos pintados na lateral da figura do akabeko representam marcas de varíola. Acredita-se que a cor vermelha também protege as crianças contra doenças, estando associada à boa saúde.
Em 1590, o daimyō (senhor feudal) Gamō Ujisato tornou-se o senhor de Aizu, governando a partir do Castelo Tsuruga, na cidade de Aizu Wakamatsu (na atual província de Fukushima). Visando impulsionar o empreendedorismo entre os seus samurais de baixo escalão, Gamō convidou os fabricantes de bonecos de Kyōto para ajudar a estabelecer competências e técnicas de fabricação de bonecos na região. O resultado foi o primeiro brinquedo akabeko e o seu design era baseado na lendária vaca vermelha do século IX que ajudou a construir o templo Enzo-ji.
O Akabeko não é apenas um brinquedo ou ornamento, composto de duas partes, é também um talismã de boa sorte e de boa saúde, que tem o poder de prevenir doenças, além de ser um símbolo da região de Aizu.
No oriente, a flor de lótus significa pureza espiritual. O lótus (padma), também conhecido como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, é uma planta aquática que floresce sobre a água.
No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é a pureza do corpo e da mente. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.
A flor de lótus é, assim, um dos símbolos mais importantes do Budismo. Ela representa a pureza, a perfeição e, entre outros, o renascimento. No seu trono Buda é muitas vezes representado sentado nessa flor.
A flor de lótus vermelha representa o amor e a compaixão. É a flor de Avalokiteshvara, o bodhisattva da compaixão. A flor de lótus rosa representa o próprio Buda, e por isso a Flor de Lótus Rosa é a mais significativa para o Budismo. A flor de lótus branca simboliza o espírito e a mente, bem como pureza. A flor de lótus azul simboliza a sabedoria e o conhecimento e, assim, está associada com Manjushrio, o bodhisattva da sabedoria.
A Imagem do Buda. O símbolo budista mais universal e facilmente reconhecido é a imagem do Buda sentado na posição de meditação.
As Pegadas do Buda, ou Buddhapada, são uma das representações iniciais do Buda na arte budista. Representa uma impressão do pé ou pés do Buda e é um lembrete de que o Buda realmente existiu como ser humano e andou neste terra.
A Roda do Dharma, ou Dharmachakra, é um dos símbolos mais antigos e importantes do budismo
A Triratna, representa as Três Joias do Budismo (Buda, Dharma e Sangha).
A Árvore Bodhi ou "Árvore do Despertar" foi uma grande figueira (ficus religiosa) sob a qual Siddhartha Gautama alcançou o despertar.
A Cabeça Rapada e o Manto Budista - Desde os tempos de Buda que os monges rapam a cabeça. Fazem-no como um símbolo de renúncia aos desejos sedentos e apegos mundanos.
Nó Infinito (ou nó sem fim) - O Nó infinito é um dos 8 símbolos auspiciosos do budismo Vajrayana e possui vários significados. Ele ensina sobre a interdependência, ilustrando que tudo está interligado e em simbiose; simboliza o Samsara (ciclo de nascimento, morte e renascimento), o karma (causa e efeito), o entrelaçamento entre a sabedoria e a compaixão, etc.
Os símbolos indianos mais conhecidos são utilizados pelas religiões que nasceram na Índia, especialmente o Hinduísmo e o Budismo.
Dentre os símbolos indianos de proteção, o elefante é um amuleto que é utilizado contra a inveja e o mau-olhado. Como é um auxílio na defesa contra o mal, também é considerado um símbolo da sorte.
Na Índia, o elefante também simboliza paciência, sabedoria, longevidade, prosperidade, poder e benevolência.
O elefante é um animal cósmico para os indianos, que o veneram, porque este animal sagrado serve de montaria para os deuses hindus.
Um dos deuses mais importantes é Ganesh, deus da ciência, do conhecimento, da força, da beleza, do equilíbrio, da superação e das letras, que é representado pela cabeça de um elefante e, geralmente, aparece sentado numa flor de lótus.
Na Índia e no Tibete os elefantes são venerados e considerados os animais "suporte do mundo". Para eles, o universo repousa no lombo de um elefante. Por isso, muitas vezes, é considerado um animal cósmico.
Além disso, na religião budista, o elefante é um símbolo da encarnação de Buda, pois foi de um elefante que a rainha Maya concebeu Buda.
Dessa forma, Ganesh, concebido pela rainha Maya, possui cabeça de elefante que representa o macrocosmo e corpo de homem, que representa o microcosmo. Nesse ínterim, o elefante é, paradoxalmente, ao mesmo tempo, o começo e o fim.
Popularmente diz-se que sonhar com elefantes traz sorte. Muito embora na nossa cultura o elefante represente peso e incómodo, sonhar com este animal é um bom presságio.
Além disso, diz a tradição que a representação do elefante com a tromba para cima e com as costas viradas para a porta de entrada da casa, atrai boa sorte.
Finalmente, quando usada como amuleto, a imagem do elefante é capaz de combater a inveja e o mau-olhado.
A ornamentação dos elefantes é uma forma de arte no festival anual de Jaipur, na Índia.
Maneki Neko, também conhecido como Gato da Sorte, Gato do Dinheiro ou da Boa Sorte é uma figura de cerâmica, comum entre os japoneses, que acreditam que o mesmo seja portador da sorte. Por isso, pode ser encontrado na entrada de lojas, de restaurantes, de salas de Pachinko e de negócios em geral. É comum vê-los, também, nos balcões próximo das caixas registadoras. Hoje em dia é uma escultura comum em muitos países asiáticos, na maior parte das vezes feita em cerâmica. A escultura mostra um gato (tradicionalmente um BobtailJaponês) a acenar com uma pata levantada. Algumas das figuras são eléctricas, funcionam a pilhas ou são alimentados por energia solar, e efetuam um pequeno movimento de pata, a acenar. No design das figuras, a pata direita levantada supostamente atrai dinheiro, enquanto a pata esquerda levantada atrai clientes. O Maneki Neko, considerado um potente amuleto da sorte, surge com cores, estilos e graus de ornamentação diferentes e, consequentemente, com significados diversos. Além das figuras de porcelana, os Maneki Neko podem ter a forma de porta-chaves, mealheiros, aromatizadores de ambiente e ornamentos variados.
Alguns Maneki Neko seguram um koban (uma moeda de ouro de formato ovalado do Período Edo). Porém, o koban verdadeiro vale apenas um ryo, e o koban do Manekineko representa dez milhões de ryo. Ou seja, trata-se de uma moeda fictícia para simbolizar a fortuna, a riqueza e a prosperidade.
A coleira vermelha com um sino, de alguns Maneki Neko, tem origem nos costumes do Período Edo (1603 – 1867), quando o gato era um animal de estimação dos aristocratas. As damas da corte mimavam os seus gatos, colocando-lhes coleiras vermelhas, feitas de chirimen (um tecido de luxo da época) com um pequeno sino.
Há várias histórias e lendas que explicam a sua origem. A mais popular diz que um dia um samurai passou por um gato que parecia acenar para ele. Pensando que o aceno fosse um sinal, o samurai foi até ao animal, o que fez com que o guerreiro escapasse de uma armadilha que havia sido preparada para ele.
Foi a partir daí que os gatos passaram a ser considerados espíritos da sorte, apesar de que, curiosamente, na cultura nipónica, acredita-se que os gatos, em si, tragam mau augúrio.
Dada a sua importância, o gatinho tem também um dia que lhe é dedicado. Em 29 de setembro é comemorado o dia do Maneki Neko, o chamado Maneki Neko no Hi. Nesse dia, tanto os adultos como as crianças saem às ruas com os rostos pintados com o gato da sorte.
Outra curiosidade interessante é que, segundo dizem, a gatinha mais famosa do Japão, a Hello Kitty, foi inspirada no Maneki Neko.
Mwana (jovem) Pwo (mulher) é a representação feminina na hierarquia dos Tchokwe, grupo étnico que se fixou no nordeste de Angola (províncias de Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico), do Noroeste da Zâmbia e do Sudoeste da República Democrática do Congo (Katanga, Kasaï, alto Kwango), estimado em 1 000 000 de indivíduos.
O nome Tshokwe apresenta algumas variantes (Chócue, Chokwe, Tchokwe, Batshioko) e, entre os portugueses, ficaram conhecidos por Quiocos.
De origem Banto, a etnia Tchokwe, matrilinear, patrilocal e falante do idioma utshokwe, estava sob a autoridade política, legal e religiosa de um chefe tribal, o mwanangana, que reinava com o apoio dos seus antepassados aos quais prestava culto.
Numa perspectiva etnológica, os Tchokwe destacam-se pela sua tradição artística, particularmente pelas suas esculturas e máscaras.
A máscara Mwana Pwo, usada somente pelos homens (mas simbolizando o poder da mulher e o papel que ela exerce: educar, proteger e guiar os membros da sociedade Cokwe), representa o ancestral feminino que regressa à terra, com o poder de validar, ou criticar, a sociedade Cokwe ou Tchokwe. A Máscara Mwana Pwo é exibida nas manifestações culturais, danças tradicionais do grupo étnico Cokwe, nas grandes manifestações culturais entre as quais a mukanda (circuncisão masculina). É feita em madeira esculpida nalguns casos pode ser feita de resina (raras vezes).
Se quiser aprofundar este assunto não deixe de ver o vídeo que se segue.
(expressão latina que significa Corpo de Cristo ou Corpo do Senhor), e generalizada em Portugal como Corpo de Deus, é uma comemoração litúrgica das igrejas Católica Apostólica Romana e Anglicana (esta última, até 1548) que ocorre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes.
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras, é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes coloridos de flores e desenhos de inspiração religiosa, costume este, iniciado pela Irmandade do Santíssimo Sacramento.
Em Portugal este dia, tradicionalmente, é feriado. Entre 2013 e 2015, o feriado foi retirado, mas regressou em 2016.
Neste dia, em todas as 20 dioceses de Portugal fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral, tal como em muitas outras localidades, que são muito concorridas. Estas procissões atingem o seu esplendor máximo em Braga, Porto e Lisboa.
Assista em baixo à Procissão do Corpo de Deus, em Barcelos, que contou com a presença das 89 paróquias (16 Junho 2022). Esta procissão realiza-se tradicionalmente de 2 em 2 anos.
A procissão seguiu até à Igreja Matriz de Barcelos, contando com a presença dos estandartes do Santíssimo Sacramento ou do Sagrado Coração de Jesus das 89 paróquias do arciprestado (o maior de Portugal).
E agora assista à Coca de Monção em 2021. A secular festa do "Corpo de Deus – Coca de Monção" não é só o mais peculiar ritual de Monção, onde o sagrado e o profano se cruzam, como também, um dos eventos mais relevantes do seu calendário cultural, que valoriza a etnografia popular e afirma a identidade coletiva do povo e território monçanense.
As "burneshas" são mulheres que, geralmente na adolescência, fizeram um juramento de castidade e abandonaram vestuário, corte de cabelo e trejeitos femininos, para assumir o papel social de homens.
Em famílias sem herdeiros masculinos, uma das filhas era educada para suceder ao pai no comando de tudo o que à família dissesse respeito.
Em vias de extinção, esta estratégia era usada para manter a honra ou garantir a sucessão de famílias sem filhos varões, e teve lugar em regiões isoladas do norte da Albânia e também, pontualmente, no Montenegro, Kosovo e Macedónia.
Se uma mulher não quisesse casar com o homem a quem havia sido prometida, tinha como "saída" a conversão à personalidade masculina. Seria a única maneira, de preservar a honra da família do pretendente preterido, sem o que se instalaria uma "rixa de sangue" com baixas sucessivas de lado a lado.
Como até cerca de 1920, cerca de 30% da população masculina adulta do país (região) perecia em "rixas de sangue" - honra a todo o custo - o "deficit" de candidatos a chefes de família foi o principal catalisador da existência das "burneshas". O que costumava ser um uma tradição comum no século XV ainda permanece viva em algumas áreas rurais do norte da Albânia.
Desde há alguns anos, que os albaneses vêm questionando o carácter de "atração de circo" que recai sobre estas mulheres (das quais, atualmente se estima que existam cerca de 60, de um modo geral, idosas) e aborrecem-se com a atenção dada a este arcaísmo fora do seu contexto.
O fotógrafo Jill Peters fotografou algumas "burneshas" - mulheres albanesas que decidiram por iniciativa própria viver como homens, ou que tiveram que assumir essa identidade por mando da família.
Jill explica: "A liberdade de votar, dirigir, ter um negócios, ganhar dinheiro, beber, fumar, possuir armas ou vestir calças era tradicionalmente da competência exclusiva dos homens. As meninas eram comumente forçadas ao matrimónio em casamentos arranjados, muitas vezes com homens muito mais velhos de aldeias distantes. Como alternativa, elas poderiam fazer o voto de virgindade, se tornando "burneshas", o que elevava a mulher à condição de homem e lhe concedia todos os direitos e os privilégios exclusivos da população masculina". (...)
(...) "A fim de manifestar a transição, as mulheres deveriam cortar o cabelo, passar a vestir roupas masculinas e às vezes até mudar de nome. As atitudes e os gestos masculinos eram praticados por elas até se tornarem naturais.
E o mais importante de tudo: as burneshas deveriam fazer um voto de celibato e permanecer castas por toda a vida. "Ela" tornava-se "ele". Esta prática ainda hoje continua, mas com o avanço da modernização em direção às pequenas aldeias, esta tradição arcaica é cada vez mais vista como obsoleta. Apenas algumas "burneshas" mais velhas permanecem".
Jill também verificou que estas mulheres são muito respeitadas nas suas comunidades: "Elas possuem uma quantidade indescritível de força e orgulho, além de honrarem a família acima de tudo. A sua transição absoluta é totalmente aceite sem questionamentos pelas pessoas com quem convivem. Mas o mais surpreendente é que não se arrependem da escolha que fizeram, apesar dos inúmeros sacrifícios pelos quais passam".
Os Impériossãouma das mais características manifestações da arquitetura popular nos Açores. Existem centenas de Impérios por todo o arquipélago e cada um corresponde a uma irmandade do Espírito Santo.
Os impérios são edifícios destinados à exposição de elementos do culto do Espírito Santo, nomeadamente a coroa, o estandarte e as varas.
As festas do Espírito Santo realizam-se durante o mês de maio. É também ao domingo (de Pentecostes) que se realiza o bodo ou a "função" para o qual todos são convidados, ricos e pobres, habitantes ou forasteiros. Milhares de pessoas concentram-se, então, em volta dos vários impérios para comer as Sopas do Espírito Santo.
Estas festividades e os impérios são oriundos de Portugal Continental.
Os primeiros impérios são do final do século XVII, eram de madeira e eram móveis. Em alguns lugares eram chamados de "Teatros". As cores originais eram discretas. Hoje o colorido é muito maior e em alguns há figurações detalhadas de temas que têm a ver com a comunidade local. Nos Açores há até freguesias que têm mais do que um império.
Na Ilha Terceira existem muitos Impérios do Divino Espirito Santo, fruto da crença do povo que não esquece a partilha pelos mais necessitados das esmolas em seu louvor. Uma devoção que partiu de Alenquer, onde foi iniciada, para se firmar nos Açores, pelos primeiros habitantes. Agora é aqui o principal centro dessa devoção em louvor do Divino.
A Casta é uma forma de estratificação social caracterizada: pela endogamia; pela transmissão hereditária de um estilo de vida que, frequentemente, inclui um ofício (profissão), o status ritual numa hierarquia e interações sociais consuetudinárias (habituais); e pela exclusão baseada em noções culturais de pureza e poluição.
Um exemplo etnográfico paradigmático é a divisão da sociedade indiana em grupos sociais rígidos, com raízes na história milenar da Índia, que persiste ainda nos dias de hoje. Todavia, a importância económica do sistema de castas da Índia tem vindo progressivamente a diminuir devido à urbanização e a programas de ação pedagógica.
O sistema de castas indiano é um tema fundamental das pesquisas de sociólogos e antropólogos, sendo, muitas vezes, utilizado como analogia para o estudo de outros tipos de estratificação social existentes fora do subcontinente indiano.
Não deixe de ver o filme abaixo, que é um documentário sobre este assunto.