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domingo, julho 26, 2026

Polonnaruwa

 Polonnaruwa é uma das cidades históricas mais importantes do Sri Lanka.  Hoje, as suas ruínas monumentais constituem um dos principais vértices do Triângulo Cultural do país. O destino turístico combina monumentos budistas, arquitetura hindu, engenharia hidráulica avançada e uma forte ligação à vida selvagem local.

Polonnaruwa foi a segunda das antigas capitais do antigo Reino do Ceilão (ilha no Oceano Índico conhecida também por Taprobana) , após a destruição de Anuradhapura em 993. Foi centro do poder político e militar de um reino que reconquistou terras aos invasores vindos do sul da Índia e floresceu entre os séculos XI e XIII.

Esta antiga cidade, declarada Património Mundial da UNESCO em 1982, é composta por um conjunto de edifícios – palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos – rodeados por um lago artificial.

O conjunto arquitetónico de Pollonaruva, que ocupa uma área bastante grande, é composto por palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos entre os quais se destacam os de Lankatilaka e Tivanka, com magnificas decorações de estuque e ladrilhos, e o do Templo de Vatadage, de forma circular com quatro estátuas de Buda sentado.  Os monumentos mais famosos e uma das principais atrações deste magnífico local, são os Budas de Galvihara, gigantescas estátuas, talhadas em rocha, de Buda em diversas posições (duas estátuas de Buda sentado, uma de Buda em pé e outra, a mais extraordinária do conjunto, um Buda deitado com 14 metros!).

A cidade é construída em diversos blocos, sendo o primeiro o Grupo do Palácio Real. Este teria sido um edifício de sete andares, mas hoje só resta uma ruína de paredes grossas e pouco mais do que terão sido dois pisos. Ainda neste grupo, pode ver o Salão das Audiências, guardado por dois imponentes leões de pedra, bem como a piscina real.

Situado na parte mais antiga e sagrada, o quadrilátero é o local onde foram construídos os templos com maior importância. 

Dá que pensar como foi possível construir tanta grandeza e criar tanta beleza numa altura em que tudo era feito à mão, sem computadores ou máquinas elétricas. 
A não perder!

terça-feira, julho 21, 2026

Dambulla

Dambulla é uma cidade do Sri Lanka, no distrito de Matale, localizada no Triângulo Cultural daquele país, que é formado pelas cidades de Anuradhapura, Polonnaruwa e Sigiriya. Fica situada a cerca de 150 km de Colombo, a nordeste e a norte de Kandy, que fica a cerca de 72 Km. 

Dambulla é uma cidade vibrante, mundialmente famosa pelo seu complexo de templos budistas escavados pelo homem, num penhasco gigantesco.

A mais importante atracção em Dambulla é o Templo Dourado ou Templo de Ouro que é um complexo, com mais de 2.000 anos, de cinco grutas principais com mais de 150 estátuas de Buda e pinturas murais fascinantes que refletem a arte e a cultura do budismo. 

Aproveitando grutas naturais na rocha granítica, que já eram usadas por monges budistas, os templos nas grutas de Dambulla foram sendo construídos ao longo de séculos, fruto do patrocínio de reis, que as transformaram em verdadeiros locais de veneração e peregrinação, com estátuas escavadas na rocha e tetos e paredes repletos de pinturas. O resultado de séculos de trabalho foi uma obra de arte assombrosa, com centenas de estátuas e mais de dois mil metros quadrados de murais.

Estas grutas estão situadas no meio da natureza, no topo de uma rocha, pelo que também são conhecidas como Templo da Rocha, declarado Património da Mundial da Humanidade em 1991. A sua caraterística mais marcante é o gigantesco Buda Dourado. As grutas cobrem uma área de 2.100 m² e têm pinturas nas paredes e Budas no interior. Existem quatro grutas: a Gruta Devaraja, a Gruta dos Grandes Reis, a Gruta do Grande Templo Novo e a Gruta do Templo Ocidental.
Faça uma viagem virtual até Dambulla e conheça estes templos através dos 2 vídeos abaixo.
Aqui vai o primeiro.
E agora o segundo.

sexta-feira, julho 17, 2026

Pinnawala & o Orfanato de Elefantes

Pinnawala é uma vila no distrito de Kegalle, no Sri Lanka, a cerca de 90 km da capital, Colombo. É conhecida pelo seu orfanato de elefantes.

O Orfanato de Elefantes de Pinnawela está situado a noroeste da cidade de Kegalle, a meio caminho entre a atual capital comercial Colombo e a antiga residência real de Kandy. Ali há cerca de 84 elefantes sob proteção.  

O orfanato foi criado em 1975 pelo Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, numa propriedade de 25 ha de plantação de cocos, adjacente ao rio Maha Oya. O orfanato de elefantes foi fundado originalmente para oferecer cuidados e proteção aos muitos elefantes órfãos encontrados nas florestas do Sri Lanka.

domingo, julho 12, 2026

Vamos até Colombo?

 Colombo ou Columbo é a maior cidade, o principal centro financeiro e a capital comercial do Sri Lanka. É uma cidade histórica e portuária, o principal centro financeiro, empresarial, económico e cultural do país, situada ao lado de Sri Jaiavardenapura-Cota, atual capital do Sri Lanka. Esta metrópole vibrante mistura arranha-céus modernos, arquitetura colonial britânica, holandesa e portuguesa, e templos religiosos multiculturais.

O nome Colombo foi introduzido pelos portugueses em 1505. Parece ter derivado do termo cingalês clássico kolon thota, que significa "porto sobre o rio Kelani". Outra teoria afirma que deriva da expressão cingalesa kola-amba-thota, que significa "porto com árvores frondosas de manga".

Se quiser visitar Colombo, os tuk-tuks (triciclos motorizados) são o meio mais popular e prático para deslocações curtas.

O que ver em Colombo?

  1. O Templo de Gangaramaya que é m dos templos budistas mais importantes de Colombo. É famoso pela sua arquitetura eclética e por albergar uma vasta coleção de artefactos sagrados e estátuas; 
  2. O Galle Face Green que é um longo passeio à beira-mar, ideal para caminhar ao pôr do sol, pôr a voar papagaios de papel e provar comida de rua local, como o famoso Kottu Roti (prato do Sri Lanka que consiste em roti picado, um curry de carne, à escolha, acompanhado de ovos mexidos, cebola e pimenta);
  3. A Colombo Lotus Tower, com mais de 350 metros de altura e a forma de lótus, proporciona vistas panorâmicas de 360 graus sobre toda a cidade e o Oceano Índico;
  4. O Bairro de Pettah é um mercado aberto e movimentado onde se pode encontrar de tudo, desde especiarias exóticas e tecidos até produtos eletrónicos, refletindo a azáfama local;
  5. A Praça da Independência ou Independence Square é um monumento histórico rodeado de jardins, construído para comemorar a independência do Sri Lanka do domínio britânico em 1948.
Bairro de Pettah

Um importante porto do oceano Índico, Colombo foi uma possessão portuguesa entre 1518 e 1524 e entre 1554 e 1656. Exploradores portugueses, liderados por Lourenço de Almeida, chegaram pela primeira vez ao Sri Lanka em 1505. Durante a sua primeira visita, fizeram um tratado com o rei de Cota, Parakramabahu VIII, que lhes permitiu negociar a canela, que existia ao longo das áreas costeiras da ilha, inclusive nas ilhas de Colombo. Os portugueses estabeleceram um forte na cidade para a defenderem de invasores, conforme tinham acordado com o rei Parakramabahu VIII. Após os portugueses, passou a ser dominada pelos holandeses, que intensificaram algumas políticas coloniais na cidade. A partir do fim do século XVIII, passou a ser um domínio britânico, cuja influencia se faz sentir grandemente na arquitetura da cidade, até o país obter independência deste de forma pacífica, em 1948.

sexta-feira, junho 26, 2026

A Cascata de Svartifoss

A Cascata de Svartifoss (ou "Cascata Negra") é uma das quedas de água mais icónicas e fotogénicas da Islândia, famosa não pelo seu tamanho ou caudal, mas pela sua impressionante moldura natural de colunas geométricas de basalto negro. Esta cascata tem aproximadamente 20 metros de queda livre.
Svartifoss é uma das várias cascatas islandesas emolduradas por colunas de basalto hexagonais distintas, tão lisas que parecem ter sido esculpidas pelos próprios deuses nórdicos. Talvez não tenham origem nos parentes de Odin, mas a ciência por trás delas é notável: as juntas colunares são formadas quando os fluxos de lava arrefecem e contraem sob pressão, com fissuras que penetram profundamente na rocha recém-formada. Estas fissuras normalmente cruzam-se em ângulos de 120 graus. Assim, à medida que as fissuras se tornam mais profundas, a sua forma aproxima-se de um hexágono quase perfeito, expondo colunas geométricas perfeitas quando a face da rocha eventualmente se rompe. 
Esta cascata e os seus arredores imponentes são um dos destaques da área de Skaftafell, no Parque Nacional Vatnajökull.

domingo, maio 24, 2026

A Rive Gauche

A cidade de Paris, capital da França, é atravessada pelo rio Sena

Rive Gauche (margem esquerda, em francês) é o nome que se dá à parte sul da cidade de Paris, em oposição à margem direita do rio conhecida por Rive Droite.

Na margem esquerda incluem-se os seguintes distritos: 5º arrondissement; 6º arrondissement; 7º arrondissement; 8º arrondissement; 14º arrondissement e o 15º arrondissement de Paris (salvo a île des Cygnes).

O nome Rive Gauche designa igualmente um estilo de vida típico. Os distritos V e VI, antigos bairros boémios, artísticos e intelectuais da primeira metade do século XX, ditaram esse estilo, chamado em francês de "bobo" (de bourgeois-bohème, "burguês e boémio"), em oposição aos bairros burgueses clássicos e conservadores dos arrondissements XVI e XVII, situados na margem direita.

Historicamente, esta área da cidade ganhou fama mundial como o coração cultural, intelectual e boémio da cidade. Devido ao seu enorme impacto cultural, o nome transformou-se numa marca de estilo e identidade global.

Enquanto a Rive Droite (margem direita, a norte) se associou historicamente ao comércio, finanças e ostentação Real, a Rive Gauche tornou-se o lar de intelectuais e artistas. Foi o ponto de encontro de figuras como Hemingway, Picasso, Verlaine e Sartre, entre outros. Ainda hoje é assim porque é o ponto de encontro dos jovens estudantes devido à Universidade de Sorbonne, e por isso, dos bistrôs, cafés e bares muito animados, das ruas estreitas e repletas de gente que pretende divertir-se.

É na Rive Gauche que se situam bairros icónicos como o histórico Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés. Nesta parte da cidade situam-se monumentos como a Torre Eiffel, os Jardins do Luxemburgo, o Museu Rodin, o Museu d'Orsay e a prestigiada Universidade da Sorbonne.

Em 1966, o estilista Yves Saint Laurent usou o nome para batizar a sua linha "Saint Laurent Rive Gauche". Esta iniciativa histórica provocou uma verdadeira revolução: a democratização da moda, com a primeira loja física de Prêt-à-porter (pronto a vestir) de um designer de alta-costura. Esta loja simbolizou o espírito da época tendo capturada a energia jovem, livre, urbana e rebelde dos estudantes desta parte da cidade na década de 1960.

 Inspirada pelo mesmo conceito, a marca Yves Saint Laurent lançou em 1970 o perfume Rive Gauche. Trata-se de uma fragrância floral aldeídica muito marcante, que se tornou num dos maiores clássicos da perfumaria francesa moderna.

Para conhecer melhor esta parte da cidade de Paris, explore os links acima ou veja os vídeos abaixo. 
Bom passeio virtual.
E ainda outro vídeo.

sábado, maio 16, 2026

A Biblioteca Mohammed bin Rashid

 A Biblioteca Mohammed bin Rashid (MBRL), localiza-se em Al Jaddaf (junto ao Dubai Creek ), no Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU) . É considerada a maior biblioteca do Médio Oriente e um "monumento ao serviço da ciência e do conhecimento". O exterior apresenta pilares que exibem citações sobre a liderança do Sheikh Mohammed bin Rashid, em 171 idiomas.

Foi inaugurada em 2022 e destaca-se pelo seu design arquitetónico em forma de livro aberto e pela sua extensa coleção com mais de um milhão de títulos físicos e digitais. É composta por nove bibliotecas focadas em diferentes temas, incluindo áreas dedicadas a jovens, mapas, media, artes e negócios.

Dispõe de uma exposição permanente com manuscritos, livros raros e documentos históricos que datam desde o século XIII.

A biblioteca é a primeira na região que utiliza um sistema abrangente de IA, reduzindo a dependência de pessoal humano, tornando mais ágil os processos de seleção de títulos, leitura, bem como empréstimo e devolução de livros. Conta, pois, com um sistema inteligente e robótico que utiliza inteligência artificial para localizar e entregar livros em cerca de 10 minutos. Não é necessária reserva prévia para visitar e o acesso é gratuito.

Esta biblioteca procura ajudar a fortalecer a estatura dos EAU como um centro de cultura e inovação na região, criando um ambiente propício no país que atende a todos os segmentos da comunidade, especialmente escolas e estudantes universitários.

quinta-feira, maio 14, 2026

Bobadela & A Splendidissima Civitas

A Bobadela é uma povoação portuguesa do município de Oliveira do Hospital. A freguesia da Bobadela conta com 5,68 km² de área e cerca de 704 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 123,9 hab./km² . Esta localidade foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. 

A Bobadela, destaca-se pelo seu valioso património histórico, com particular destaque para as Ruínas Romanas de Bobadela que são um dos mais importantes e bem preservados conjuntos arquitetónicos de valor histórico-arqueológico do "período romano" em Portugal. 

 Assim, chama a atenção de quem chega a esta localidade, o Arco Monumental - acesso nascente do forum, a antiga "Splendidissima Civitas" romana, as epígrafes dedicadas à Splendidissima Civitas, a Júlia Modesta e a Neptuno,
a enigmática cabeça de um imperador romano e o magnífico anfiteatro. 

O Anfiteatro Romano da Bobadela só foi descoberto em 1980, por um grupo de arqueólogos. É de estrutura simples, constituído por uma arena elipsoidal e terá sido construído no ultimo quartel do Século I, e destruído por um incêndio nos finais do Século IV. Contudo, terá sido abandonado e desativado antes do incêndio. 

A importância da Bobadela na época romana deduz-se não só pelo arco que se conserva erguido, mas também pelos vestígios visíveis e assinalados na povoação, com particular destaque para o que terá sido o anfiteatro romano. Contudo, o símbolo mais notável da presença romana é, efetivamente, o Arco Monumental que se levanta em frente da igreja, perpendicularmente à frontaria desta. 

Em volta do arco existem longas aduelas, marcadas com o sinal do forfex. Serve-lhe de pés direitos um muro de silharia rusticada nas faces laterais e dotado de cimalha. Internamente, encostam-se-lhe um dos pés direitos, cinco portes silhares, de duas colunas ligadas. Há um silhar junto à capela de Nossa Senhora da Luz, que lhe terá também pertencido. 

A região onde se insere esta localidade, com forte cariz rural e tradições enogastronómicas, inclui locais de interesse como a Casa da Eira de Cima (turismo rural), o Museu do Azeite, os vestígios de moinhos de vento e o pelourinho da Bobadela.

A paisagem envolvente está ligada à produção de azeite e vinho. A área é atravessada por rotas pedestres, incluindo o percurso AllTrails - Oliveira do Hospital - Pinheiro dos Abraços - Bobadela, que passa por locais de interesse histórico e natural.
E agora ainda outro vídeo.

terça-feira, maio 05, 2026

A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico

 Nos Açores, na Ilha do Pico, encontramos um ponto de interesse fantástico: a Paisagem da Cultura da Vinha. Esta é composta por uma faixa de território que abrange parcialmente as costas Norte e Sul, e a costa Oeste da ilha, tendo como referência emblemática dois sítios - o Lajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia.

Este lugar é um exemplo incrível da transformação de uma zona rochosa, de origem vulcânica, numa paisagem vinícola deslumbrante.

A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico é um sítio classificado pela UNESCO desde 2004, compreendendo uma área de 987 hectares na ilha do Pico, a segunda maior do arquipélago dos Açores.

A zona classificada é descrita como uma Paisagem Cultural, e inclui um notável padrão de muros lineares paralelos e perpendiculares à linha de costa rochosa, onde as vinhas são cultivadas em chão de lava negra.

Os muros foram construídos para proteção dos milhares de pequenos e contíguos lotes retangulares (designados currais ou curraletas) da ressalga proveniente da água do mar e do vento marítimo mas deixando entrar o sol necessário à maturação das uvas.

A diversidade da fauna e da flora aqui presente está associada a uma rica presença de espécies endémicas das florestas da Laurissilva características da Macaronésia, algumas muito raras e protegidas por lei, como é o caso da Myrica faya, frequentemente utilizada para fazer abrigos.

Registos desta vinicultura, cujas origens datam do século XV, manifestam-se na extraordinária colecção existente em casas particulares, solares do início do século XIX, adegas, igrejas e portos. A belíssima paisagem construída pelo homem neste local é remanescente de uma prática antiga, muito mais vasta na região açoriana.

quarta-feira, abril 15, 2026

Encontro de Oceanos

 O ponto oficial de encontro entre o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico é o Cabo Horn, no extremo sul da América do Sul (Terra do Fogo), com a fronteira técnica seguindo o meridiano 67°14'W. A Passagem de Drake também é uma zona de transição, onde as águas, embora se misturem devido a fortes correntes, podem apresentar diferenças temporárias de densidade. 

O encontro é uma zona turbulenta conhecida pelos navegadores como um dos trechos mais difíceis de se navegar, e não uma barreira invisível permanente. 

A saber:
Localiza-se no extremo sul do Chile/Argentina, na Terra do Fogo, passando pelo Cabo Horn e Estreito de Magalhães.
Ao contrário de alguns vídeos populares que mostram uma separação total das águas, os oceanos misturam-se de forma gradual e contínua devido às correntes oceânicas.
Alguns vídeos virais que mostram uma linha divisória clara de cores diferentes retratam, geralmente, o encontro de águas de degelo de glaciares com o oceano no Golfo do Alasca, e não o encontro entre os Oceanos Atlântico e Pacífico.
Acredita-se que, em dias calmos, a diferença de densidade, temperatura e salinidade entre os dois oceanos (o Atlântico é geralmente mais salgado) pode criar um efeito visual temporário de fronteira. 
No vídeo abaixo do Manual do Mundo, vai descobrir a verdade por trás das fotos e vídeos que circulam pela internet — e entender por que o mar não tem fronteiras visíveis.

sábado, março 28, 2026

Os Portos Fluviais do Tejo

Salvaterra de Magos - Vala Real
 Os Portos Fluviais do Tejo foram historicamente fundamentais para o desenvolvimento de Lisboa (foz e porto de abrigo) e do Ribatejo, servindo como eixos logísticos vitais para o transporte de mercadorias (vinho, lenha, pedra) e pessoas. Locais como Vila Franca de Xira (antiga zona de armadas e cais de pesca),o Porto de Muge (conhecido pela influência das marés - a ação das marés estende-se longe, afetando a navegação até áreas a cerca de 70 km da foz- e ligação à pesca), Salvaterra de Magos - Vala Real (antigo e crucial canal de transporte de mercadorias) e o novo terminal da Castanheira do Ribatejo (terminal fluvial em desenvolvimento para cargas) destacam-se na ligação entre margens e o estuário.

A chegada do comboio no séc. XIX reduziu a importância comercial, mas os portos mantêm relevância no turismo, desporto e, recentemente, no transporte de cargas para reduzir o tráfego rodoviário.

A valorização do território baseia-se nestes antigos portos, que hoje se reorientam para o lazer e a sustentabilidade.
Se quiser saber mais alguma coisa sobre este assunto assista ao programa Visita Guiada sobre os Antigos Portos Fluviais do Baixo Tejo.

A partir da história da navegação no rio Trancão e passando pela antiga Vala Real de Salvaterra de Magos, o geógrafo Jorge Gaspar explica-nos como os afluentes do Baixo Tejo serviram, durante séculos, para alimentar Lisboa.
O decano Jorge Gaspar guia-nos ainda por algumas das mais emocionantes histórias dos grandes rios da Europa, defendendo que foram as navegações fluviais que construíram a identidade do território que se estende do Cabo da Roca aos Urais.

terça-feira, janeiro 27, 2026

A Branda da Aveleira

Branda da Aveleira
 A Branda da Aveleira é uma aldeia que se localiza na entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês (freguesia de Gave, Melgaço). Nesta localidade, deve visitar a Capelinha da Senhora da Guia
e um conjunto de casas rústicas típicas, designadas por cardenhas, muitas delas restauradas, mantendo a traça original, e que foram adaptadas para turismo.
As cardenhas são pequenos abrigos rústicos de pedra, típicos das zonas de montanha no norte de Portugal (como as serras da Peneda-Gerês), usados tradicionalmente pelos pastores durante a transumância. Estruturas de granito com dois pisos - o inferior para o gado e o superior para habitação - constituem o núcleo das "brandas", como a famosa Branda de Santo António de Vale de Poldros
Vales da era glaciar, mamoas pré-históricas e abelhas mansas são apenas alguns dos aspetos que tornam única a aldeia de Branda da Aveleira, no distrito de Viana do Castelo. A paisagem ainda preserva efeitos das transformações geológicas a que o planeta foi sujeito há mais de 10.000 anos, como é visível no desenho dos seus vales, e também guarda indícios dos primeiros habitantes do território, como os que aí ergueram a bem preservada Mamoa do Batateiro.
Uns dias de descanso na aldeia proporcionam um regresso às tradições agrícolas e culturais e momentos de total relaxamento.
Cardenha
Nesta zona não faltam sugestões de percursos pedestres: percorra o Trilho megalítico que o levará ao Dólmen do Batateiro; o Trilho da Aveleira, percurso de montanha; ou o Trilho da Peneda, entre o Povoamento da Peneda e a Branda da Bouça dos Homens.
Desvende os vestígios glaciários na Serra da Peneda e aventure-se à descoberta do lago da Peneda, no cume da serra com o mesmo nome.
Como se isto não bastasse não deixe de provar a saborosa gastronomia local, da qual se destacam
a broa de milho, o fumeiro e o cabrito à moda da Serra.
Se quer conhecer melhor as tradições culturais de Branda da Aveleira, não deixe de a visitar no mês de junho, quando se realiza a Feira do Gado.

quarta-feira, janeiro 21, 2026

O Parque Florestal de Monsanto

O Parque Florestal de Monsanto situa-se na Serra de Monsanto, no concelho de Lisboa e nasceu cerca de 90 anos. Tem uma área de 1000 hectares, integrando o território de sete freguesias: Benfica; São Domingos de Benfica; Campolide; Campo de Ourique; Belém; Ajuda e Alcântara.

É o principal pulmão da capital portuguesa, o maior parque florestal português e um dos maiores europeus. Inclui espaços lúdicos que proporcionam aos habitantes e visitantes várias atividades, tais como desportos radicais, caminhadas, atividades ao ar livre, trilhos de btt-enduro, peças de teatro, concertos, feiras, exposições, e vistas únicas sobre a cidade de Lisboa e concelhos limítrofes, o estuário do rio Tejo e o oceano Atlântico. 

quinta-feira, janeiro 15, 2026

O Pátio da Pascácia

 O Pátio da Pascácia, também conhecido por Pátio da Sociedade, localiza-se na freguesia de Santa Cruz do Castelo. O nome original deve-se a uma conhecida parteira da freguesia. O recinto pertence a uma antiga casa apalaçada do século XVII. Do palacete original do séc. 17, pouco se sabe. 

Contudo, toda a gente se lembra muito bem do outro nome do pátio: Pátio da Sociedade. Lembram-se, também, da permanente atividade que o animava: arraiais dos Santos Populares, Serões de Fado, jantaradas, reuniões do Clube. Tudo isso organizado pelo Grupo Excursionista do Castelo (G.E.C.), que ocupava o 1º andar do Palacete da Pascácia.



Neste momento não está acessível a visitantes porque tem uma porta sempre fechada. As razões de tal facto poderá descortiná-las clicando aqui.


sexta-feira, dezembro 05, 2025

Os Hutong

Os Hutong são uma janela aberta para o passado de Pequim, são vielas e becos estreitos repletas de casas com pátios, e séculos de cultura e arquitetura chinesas. Foram estabelecidos durante as dinastias Yuan, Ming e Qing e tornaram-se uma parte importante da cultura e do património histórico do país.

A palavra hutong vem do termo mongol hottog, que significa "poço de água". Com o tempo, este termo passou a descrever as pequenas vielas existentes entre fileiras de casas tradicionais com pátio, conhecidas como Siheyuan.  Foram construídos pela primeira vez durante a dinastia Yuan (1271–1368) para criar um tecido urbano mais organizado. Um siheyuan, um tipo tradicional de arquitetura chinesa, é caracterizado por um pátio central rodeado por edifícios em todos os quatro lados. Historicamente, era uma habitação de uma família alargada e um símbolo de riqueza, mas hoje é frequentemente adaptado para habitação moderna, escritórios e espaços comerciais, mantendo o seu design arquitetónico único. 

O layout organizava estas casas de acordo com a hierarquia familiar. A casa principal no lado norte era geralmente reservada aos membros mais velhos, enquanto as alas secundárias nas alas leste e oeste eram para os membros mais novos da família.

Estas vielas tranquilas e sinuosas são exclusivas de Pequim. Os Hutong moldaram a vida quotidiana de gerações e guardam histórias em cada esquina. Os Hutong são a espinha dorsal da velha Pequim, entrelaçando-se em torno da grande Cidade Proibida como uma rede viva da história. Às vezes são chamados "um museu ao ar livre da vida no pátio", onde a vida quotidiana, desde jantares em família até festivais, acontece à vista de todos.

Mas os Hutong estão a desaparecer rapidamente. Desde o fim do Dinastia Qing, mais de 70% dos hutongs de Pequim perderam-se devido ao desenvolvimento urbano. Em 2024, verificou-se que ainda sobreviviam cerca de 400 hutongs, oferecendo um vislumbre de um estilo de vida que está desaparecer a um ritmo alucinante. 

Como referi muitos hutongs foram demolidos, mas outros foram protegidos e agora são atrações turísticas que oferecem um vislumbre da vida tradicional chinesa. Caso vá até Pequim deixo-lhe agora alguns exemplos: O Beco de Dongjiaominxiang é o mais longo e historicamente abrigou embaixadas e bancos; a Rua Diagonal de Yandai é um exemplo de um bairro comercial com estilo tradicional; a Rua Liulichang é uma zona cultural e turística com lojas de antiguidades, caligrafia e pintura e o Ju'er Hutong é conhecido por abrigar a antiga residência de um ministro da dinastia Qing. 

É fácil avistar um "Siheyuan" ao caminhar pelos hutongs de Pequim. O Siheyuan é um tipo de residência tradicional com um rico património cultural. O projeto da área residencial da Vila Olímpica de Inverno de Pequim 2022 foi inspirado no Siheyuan. Assista ao vídeo para vivenciar a essência da cultura de Pequim através do Siheyuan.
Saiba mais sobre hutongs e siheyuan e veja como vivem as pessoas nestas bairros tradicionais de Pequim.
Veja agora como Pequim transforma os seus hutongs e casas com pátio Siheyuan.

segunda-feira, novembro 24, 2025

Chongqing: Uma Cidade Diferente

Xunquim ou Chongqing é uma cidade localizada no sudoeste da China e com uma rica história de 3.000 anos. Administrativamente, é um dos quatro municípios sob administração direta do governo central da República Popular da China (os outros três são Pequim, Xangai e Tianjin) e o único município localizado longe da costa.

O município atual foi recriado em 1997 para ajudar a desenvolver as partes central e ocidental da China.

Chongqing é uma das principais cidades nacionais da China. É um elo importante na Rota da Seda do Rio Yangtzé e uma base para a Iniciativa Cinturão e Rota do país.

Chongqing é uma das cidades mais impressionantes da China. No vídeo abaixo, pode descobrir porque é que esta metrópole montanhosa é conhecida como a "cidade 8D" ou 8 dimensões. É impressionante pelos comboios que atravessam prédios, pelas ruas que se sobrepõem em níveis vertiginosos e tantas outras coisas que pode apreciar neste vídeo. Vale a pena vê-lo até ao fim. Não perca.

terça-feira, novembro 18, 2025

Vamos até Xangai?

Xangai ou Shanghai é uma cidade de contrastes e a maior cidade da República Popular da China.

O seu nome significa "Sobre o Mar", pois fica situada no litoral do oceano Pacífico e no estuário sul do rio Yangtzé, sendo dividida pelo rio Huangpu ou Huangpo.

É um dos quatro municípios sob administração direta da República Popular da China. Com uma população de 26,31 milhões, é uma das cidades mais populosas do mundo e a única cidade do Leste Asiático com um PIB maior do que o da capital do seu país. Xangai é um centro global de finanças, de negócios e economia, de pesquisa, de educação, de ciência e tecnologia, de manufactura, de turismo, de cultura e transportes, sendo que o Porto de Xangai é o porto de contentores mais movimentado do mundo.

Shangai é ainda conhecida pela sua culinária açucarada, pela linguagem local distinta e pelas suas características cosmopolitas. 

Originalmente foi uma vila de pescadores e uma cidade mercantil. Xangai cresceu em importância no século XIX devido ao comércio interno e externo e à sua localização portuária favorável. A cidade foi um dos cinco portos forçados a abrir ao comércio europeu após a Primeira Guerra do Ópio. O Acordo Internacional de Xangai e a Concessão Francesa foram posteriormente estabelecidos.

Xangai tem sido descrita como a "vitrine" da economia chinesa em expansão. É uma cidade que apresenta vários estilos arquitetónicos, como a art déco e o shikumen.

O Shikumen é um estilo de arquitetura tradicional de Xangai que combina elementos chineses e ocidentais, caracterizado por casas de pedra e "portas de pedra" (shikumen) que dão nome ao estilo. É uma fusão de arquitetura residencial chinesa, como as "hutongs" de Pequim, com influências ocidentais, como as portas de pedra e as arcadas de estilo romano.  Surgiu na década de 1860, tornando-se a forma de habitação mais comum na cidade, mas, grande parte foi demolida ao longo do tempo. Hoje, edifícios shikumen revitalizados são usados para fins comerciais e culturais, como em Xintiandi (bairro de luxo, conhecido pela revitalização das casas tradicionais deste estilo, para criar uma área comercial e de entretenimento moderna e livre de carros) e Tianzifang.

A cidade de Xangai é hoje sobretudo conhecida pelo panorama urbano de Lujiazui (área localizada numa península formada por uma curva do rio Huangpu), pelos seus museus e edifícios históricos, como o Templo de Deus da Cidade, e pelos edifícios ao longo do Bund (que é um dos espaços mais animados da cidade, uma zona para peões com dois kms de extensão que percorre a parte oeste do rio Huangpu), o que inclui a Torre Pérola Oriental

Xangai também é conhecida por Pudong - área administrativa que é uma das mais importantes de Xangai e que começou a ser desenvolvida em 1990. Pudong abriga importantes marcos arquitetónicos como a Jin Mao Tower (420,5 m), a Oriental Pearl Tower e o Shanghai World Financial Center

Lujiazui é um distrito específico dentro de Pudong, reconhecido como um importante centro financeiro da Ásia-Pacífico. Lujiazui é a reluzente zona financeira de Xangai, conhecida pelos arranha-céus futuristas como a Shanghai Tower (632m), com plataforma de observação no último piso e a torre de TV Torre Pérola Oriental, em forma de agulha, que alberga o Museu de História Municipal de Xangai. A zona também se destaca pela vida noturna em hotéis de luxo, pelos restaurantes europeus refinados, por bares elegantes e discotecas chiques com vistas panorâmicas.

A decisão de destinar Lujiazui como um novo distrito financeiro de Xangai reflete a sua localização: ela está localizada no lado leste do rio Huangpu, em Pudong, e fica do outro lado do rio, e do antigo distrito financeiro e comercial de Bund (famosa área à beira-mar repleta de edifícios da era colonial).

Pudong e Lujiazui não são, portanto, a mesma coisa, mas estão intimamente ligados: Lujiazui é um bairro financeiro dentro da área de Pudong. Pudong é a maior área administrativa em Xangai.

Se quiser visitar e conhecer virtualmente Xangai, não deixe de ver os vídeos abaixo. Aqui vai o primeiro. Não perca.
E agora o segundo.
E ainda um outro vídeo sobre Shangai.

sexta-feira, outubro 24, 2025

Pequim: Um Roteiro Completo

Pequim é a capital da República Popular da China e está localizada no norte daquele país. É a capital nacional mais populosa do mundo, com mais de 21 milhões de habitantes numa área administrativa de 16 410,5 km². 
Pequim está cercada principalmente pela província de Hebei, com exceção da vizinha Tianjin, a sudeste; juntas, as três divisões formam a megalópole Jing-Jin-Ji e a região da capital nacional chinesa.

Pequim é uma cidade global, uma megacidade e a segunda maior cidade chinesa em população urbana depois de Xangai. É também o centro cultural, educacional e político da nação. É a sede da maioria das maiores empresas estatais chinesas e abriga o maior número de empresas Fortune Global 500 do mundo, bem como as quatro maiores instituições financeiras do mundo por ativos totais. É também um importante centro de transportes. O Aeroporto Internacional de Pequim - Capital tem sido o segundo mais movimentado do mundo em tráfego de passageiros (o mais movimentado da Ásia) desde 2010 e, desde 2016, a rede de metro da cidade é a mais movimentada e mais longa do mundo. O Aeroporto Internacional de Pequim - Daxing, o segundo aeroporto internacional em Pequim, é o maior terminal aeroportuário de estrutura única do mundo.

Vai viajar até Pequim? Vai até lá, mais ou menos à aventura? 
Se sim, não deixe de ver o vídeo abaixo, que lhe faz um roteiro completo de 3 dias nesta cidade. Assim, poderá aproveitar ao máximo a capital da China. O vídeo mostra-lhe onde se pode hospedar, os melhores restaurantes para provar pratos típicos (incluindo o famoso pato lacado à Pequim), preços atualizados e todas as atrações imperdíveis, como a Cidade Proibida, o Templo do Céu, o Jingshang Park, os tradicionais hutongs e muito mais.  Com dicas práticas, de transportes, de curiosidades e de alertas de maneira a evitar complicações, este guia vai ajudá-lo a conhecer Pequim de forma fácil, segura e inesquecível.
Não perca. Vale a pena ver.

terça-feira, outubro 21, 2025

China: O que precisa de saber antes de viajar!

 Não deixe de assistir aos vídeos abaixo que lhe dão algumas ideias sobre o que precisa de saber antes de viajar para a China. Não embarque mesmo, sem assistir a estes vídeos! 

As dicas são valiosas e vão desde questões práticas, como a moeda e o visto, até considerações importantes, como a necessidade de usar VPN, o idioma local, os riscos potenciais e a mentalidade necessária para uma experiência bem-sucedida.
E agora veja também este: Não cometa esses erros na China 
Veja também: 7 Aplicativos para usar na China. 

segunda-feira, outubro 13, 2025

Zhujiajiao: A Veneza de Shanghai

Zhujiajiao é uma cidade (water town ou cidade canal) muito conhecida na China, situando-se no distrito de Qingpu, ao sul do rio Yangtze. Tem mais de 1700 anos e é a cidade antiga mais bem preservada de Shanghai. Tem pontes antigas (de madeira, pedra, mármore de variados tamanhos e modelos), pequenos canais cobertos pela sombra das árvores e casas que se ligam diretamente aos barcos. A forma como os barcos navegam fizeram com que Zhujiajiao fosse conhecida como a Veneza de Shanghai.

Dizem os entendidos que visitar Zhujiajiao sem ver as pontes é como não a ter visitado. É nelas que existem vários quadros feitos em madeira que contam a sua história. As 36 pontes da cidade oferecem vistas magníficas dos diversos canais e são uma atração famosa. A Ponte Fangsheng é a maior e mais longa dessas pontes e remonta ao século XVI. A Ponte Lang é a única ponte de madeira da cidade e foi construída na forma de um longo corredor tradicional que se estende pelos canais.

Ao longo de um quilómetro da Rua Norte é possível ver casas antigas muito bem preservadas (algumas delas que remontam à Dinastia Ming - 1368-1644) e várias lojinhas pequenas, mas muito elegantes. Tem mais de 10.000 construções que datam das dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911). No período dos Três Reinos, já havia feiras nacionais em Zhujiajiao e os negócios prosperaram na dinastia Ming.


O comércio em Zhujiajiao é mais tradicional, sem souvenirs, mas com produtos feitos à mão de altíssima qualidade e a preços muito bons, incluindo porcelanas. A Rua Norte liga-se a a várias outras pequenas ruas lindas e que merecem ser conhecidas. 

Zhujiajiao é um refúgio idílico que apresenta diversas características das antigas cidades aquáticas da China. 

Em Shanghai, além de Zhujiajiao, existe ainda outra opção de cidade aquática: Qibao. Não é tão antiga, mas não deixa de ser encantadora!