Navi Pillay é uma prestigiada jurista e ativista sul-africana que foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz de 2026. O Comité Nobel Norueguês atribuiu-lhe a distinção pelo seu percurso de uma vida dedicado à defesa dos direitos humanos, promoção da paz e consolidação do direito internacional.
Em 1967, tornou-se a primeira mulher a abrir um escritório de advogados na província de Natal, destacando-se na defesa jurídica de ativistas antiapartheid.
Navanethem "Navi" Pillay foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos de 2008 a 2014. De ascendência indiana e tâmil, foi a primeira mulher não branca a integrar o Tribunal Superior da África do Sul.
Pillay é um "exemplo na promoção da paz e do direito internacional", segundo o Comité do Nobel. Não só foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país, como também presidiu ao tribunal que julgou o genocídio no Ruanda (entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000) e ainda chefiou a área de direitos humanos da ONU. Mais recentemente, fez parte da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestiniano Ocupado, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2021. É a atual juíza do Tribunal Internacional de Justiça para o genocídio em Myanmar.





































