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sábado, agosto 15, 2026

Pura Hulun Danu

 Pura Hulun Danu é um complexo de puras (templos hindus balineses) situado na ilha de Bali, na Indonésia. Construído em 1926 à beira duma caldeira vulcânica do monte Batur (Gunung Batur), é o segundo pura mais importante de Bali, a seguir ao Pura Besakih ou Templo Mãe.

"Ulun Danu" significa literalmente "cabeça do lago", uma referência ao lago Danau Batur, situado cerca de 6 km a leste, do outro lado do monte Batur. Este templo é dedicado a Dewi Danu, deusa dos lagos e rios.


O templo Ulun Danu Batur fica situado num magnífico local perto de um lago, aos pés do vulcão Batur. Originalmente, o templo e a aldeia de Batur situavam-se noutra caldeira do monte Batur. Em 1926, uma violenta erupção vulcânica destruiu a aldeia e o templo, à exceção do seu santuário mais sagrado, um pelinggih meru (torre que representa o monte Meru da mitologia hindu) com onze andares dedicado a Dewi Danu. Os aldeões mudaram-se para a beira da caldeira mais antiga e mais alta, onde reconstuíram a aldeia e o templo.

Deixando de lado a beleza dos templos, o próprio local é o maior atrativo, à beira do lago e rodeado de verdes montanhas.

sábado, agosto 01, 2026

Baía Hạ Long

 A baía de Ha Long é uma belíssima maravilha natural, situada no nordeste do Vietname, no Golfo de Tonkin, conhecida pelas suas águas verde-esmeralda e pelas milhares de imponentes ilhas de calcário cobertas por florestas tropicais. A maior parte delas não está habitada nem afetada pela presença humana. Esta baía inclui cerca de 1600 ilhas e ilhéus, abrangendo uma área de mais de 1500 Km2. 

A baía é famosa pela sua topografia cársica oceânica contendo ilhas rochosas e argilosas, apresentando tipicamente a forma de pilares calcários pontiagudos e grutas, e forma uma espetacular paisagem marítima. 

Os passeios de junco e as expedições de caiaque no mar levam os visitantes por ilhas que têm nomes iguais aos seus formatos, como as ilhotas Cho Da (cachorro de pedra) e Am Tich (chaleira). A região é bastante procurada para mergulho, escalada e trilhos, principalmente no montanhoso Parque Nacional Cát Bà. A baía de Ha Long apresenta igualmente uma vasta gama de biodiversidade.

A baía de Ha Long é considerada Património Natural Mundial pela UNESCO desde 1994.
Boas Férias. 

quinta-feira, julho 30, 2026

Habarana

 Habarana é uma pequena cidade localizada no coração do Sri Lanka (distrito de Anuradhapura). Estima-se que a população da cidade varie entre os 5.000 e 10.000 habitantes.

Embora Habarana não seja Património Mundial da UNESCO, é sem dúvida a cidade estrategicamente mais bem posicionada e a base natural para uma exploração de 3/4 dias ao Triângulo Cultural do Sri Lanka. A partir daqui pode visitar, entre outros, os principais locais turísticos que ficam a 25–60 km de Habarana:

Sigiriya: 23 km a norte (30 min)
Dambulla: 12 km a oeste (20 min)
Polonnaruwa: 50 km a leste (1h)
Parque Nacional de Minneriya: 25 km a leste (35 min)
Parque Nacional de Kaudulla: 30 km a nordeste (40 min)
Anuradhapura: 53 km a oeste (1h)

Situada quase exatamente no centro do Triângulo Cultural do país,  Habarana permite que os viajantes cheguem, em menos de uma hora de carro e em praticamente qualquer direção, a antigas capitais reais, fortalezas rochosas no topo de grandes rochedos e algumas das melhores reservas de vida selvagem do país. É um destino turístico popular entre os entusiastas de safáris, servindo como ponto de partida para expedições à selva local e ao santuário de Minneriya, que abriga uma grande população de elefantes.

Habarana fica nas proximidades de Sigiriya - famosa por uma antiga fortaleza rochosa e pelas ruínas de um castelo/palácio - e está situada na estrada principal que liga Colombo a Trincomalee, Polonnaruwa e Batticaloa

Ainda nas redondezas de Sigiriya, mas noutra província, pode sentir-se a simplicidade da vida rural e dos camponeses. Aqui, podem ver-se extensos campos de arroz, andar-se num carro de bois, fazer-se um safari e andar-se de barco no lago Habarana

Esta combinação - riqueza cultural aliada a vida selvagem - é o que faz de Habarana uma das bases mais práticas e gratificantes para um roteiro pelo Sri Lanka.

sexta-feira, julho 17, 2026

Pinnawala & o Orfanato de Elefantes

Pinnawala é uma vila no distrito de Kegalle, no Sri Lanka, a cerca de 90 km da capital, Colombo. É conhecida pelo seu orfanato de elefantes.

O Orfanato de Elefantes de Pinnawela está situado a noroeste da cidade de Kegalle, a meio caminho entre a atual capital comercial Colombo e a antiga residência real de Kandy. Ali há cerca de 84 elefantes sob proteção.  

O orfanato foi criado em 1975 pelo Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, numa propriedade de 25 ha de plantação de cocos, adjacente ao rio Maha Oya. O orfanato de elefantes foi fundado originalmente para oferecer cuidados e proteção aos muitos elefantes órfãos encontrados nas florestas do Sri Lanka.

domingo, junho 28, 2026

Baião da Garoa

 Hoje véspera de São Pedro proponho-lhe que ouça Luiz Gonzaga em Baião da Garoa. 
Luiz Gonzaga (1912 - 1989) foi um cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro. Também ficou conhecido como o Rei do Baião, e foi considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira. 

Este Baião retrata a dura realidade da seca no Nordeste (Paraíba, Ceará e Alagoas), a falta de colheita de milho e feijão, a partida dos retirantes e a prece por chuva a São Pedro.

Na terra seca quando a safra não é boa
Sabiá não entoa
Não dá milho e feijão
Na Paraíba, Ceará, nas Alagoas
Retirantes que passam, vão cantando seu rojão

Tra, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Meu São Pedro me ajude
Mande chuva, chuva boa
Chuvisqueiro, chuvisquinho
Nem que seja uma garoa

Uma vez choveu na terra seca
Sabiá então cantou
Houve lá tanta fartura que o retirante voltou

Tra, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Oi! Graças a Deus
Choveu, garoou

Oi! Graças a Deus
Choveu, garoou
E já vai tempo
Que choveu pra gente boa
Nunca mais deu garoa
Nem deu milho e feijão
E o retirante diz que não desacordou ai
Vai cantando seu e no vai cantando seu baião

Tra, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Meu São Pedro me ajude
Mande chuva, chuva boa
Chuvisqueiro, chuvisquinho
Nem que seja uma garoa

Uma vez choveu na terra seca
Sabiá então cantou
Houve lá tanta fartura
Que o retirante voltou

Tra, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Oi! Graças a Deus
Choveu, garoou
Composição: Gonzagão, Herve Cordovil. 

sábado, junho 20, 2026

A Açorda de Beldroegas

Estamos na época das beldroegas. As beldroegas são uma planta que cresce em todo o lado no final da primavera e início do verão no Alentejo. Aparecem nas ruas, nos campos, nos canteiros, por isso não temos de as cultivar, nem delas cuidar. Há lugares onde as pessoas, as acham uma praga. 

A Açorda de Beldroegas é uma receita simples, deliciosa, rápida e fácil de fazer. É um prato da culinária portuguesa que devido à simplicidade de execução era muito comum em tempos de escassez e durante a época da ceifa (cocaria).

Cocaria é um método tradicional de confeção rural, enraizado no Alentejo, em que os alimentos são cozinhados em potes de barro colocados diretamente sobre brasas no chão. Designa também o grupo de trabalhadores agrícolas que se juntavam no campo para cozinhar os seus farnéis.

Os produtos utilizados na Açorda de Beldroegas são: cabeças de alho, azeite, beldroegas, pimentão colorau, batatas, ovos, queijo fresco. 

Confeção:
Num recipiente com azeite faz-se um refogado com as cabeças de alho. Juntam-se as beldroegas
e deixa-se refogar mais um pouco. A seguir acrescenta-se a água, sal pimentão colorau (pouco)
e batatas cortadas às rodelas, colocadas ao lume. Finalmente acrescentam-se os ovos e/ou o queijo fresco.
Fonte: Carta Gastronómica do Alentejo - Entrevista feita a Maria Antónia, por Manuel Romão Fialho, Terras Dentro, 2012. Paulo lima - antropólogo, 2012-outubro

sexta-feira, junho 05, 2026

E o dia em que o sol não nascer?

Dia Mundial do Ambiente
 E o dia em que o sol não nascer?
Que o mar se enfurecer...
E tudo que tinha vida morrer?~

O que você vai fazer?

E quando o azul do céu desaparecer?
O solo apodrecer...
E tudo adoecer?
O que você vai fazer?
Para onde você vai correr?
Para Marte, Júpiter, Saturno ou Plutão?

O Planeta Terra é a tua única casa, amado ser...
E a tua verdadeira mãe (natureza) está a morrer...
Pela tua falta de respeito, consciência e compaixão...

Te peço então um momento de reflexão...
Não jogue seu lixo no chão!

Reduza, recicle, reutilize...
Pense, repense, reflita, respeite...
Preste mais atenção...
Mas não use a tua mente e sim o teu coração...
pois ele amado irmão, está sendo usado em vão!


Ainda é tempo de mudar...
Ainda é tempo de salvar os animais e natureza
que o amor só querem nos dar.

Mas a decisão é tua, amado ser...
Tua casa (Terra) e tua alma, amado ser...
Despenderão do que você escolher...
Rama

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

A Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes

 A Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes era um dos elementos mais enigmáticos e fotografados da cidade de Tomar, no centro de Portugal, destacando-se não só pela beleza arquitetónica como pela profunda ligação ao passado templário e ao Convento de Cristo. Inserida na vasta Mata Nacional dos Sete Montes - uma área verde de cerca de 39 hectares conhecida também como a Cerca do Convento - esta pequena construção tornou-se ao longo dos séculos num símbolo de mistério, contemplação e património renascentista.

A Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes é um templo em miniatura com uma planta cilíndrica e em pedra lavrada que evocava as torres-lanterna do Convento de Cristo. Com cúpula esférica era inteiramente construída em pedra de cantaria e ficava situada acima do nível da água de um tanque também circular, ao bordo do qual se liga através de uma ponte de pedra.

A obra foi desenhada no século XVI pelo arquiteto João de Castilho, uma das figuras centrais do Renascimento arquitetónico em Portugal, e funcionava como "Casa de fresco": um abrigo de descanso e meditação para os monges, protegido do calor e ligado à água por um tanque circular.

A passagem da tempestade Kristin pelo concelho e cidade de Tomar causou danos significativos na Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes, um dos elementos patrimoniais integrados naquele espaço histórico e natural.

Não deixe de ver agora os Jardins Históricos (da RTP) acerca da Mata Nacional dos 7 Montes e de como era a Charolinha
E agora veja o que resta da Charolinha da Mata dos Sete Montes após a tempestade Kristin.

terça-feira, setembro 09, 2025

A Floresta Laurissilva

 A floresta Laurissilva é um tipo de floresta húmida, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas e endémica da Macaronésia, região formada pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde. 

A maior e mais bem conservada mancha de floresta Laurissilva encontra-se nas terras altas da Madeira.

Cobre cerca de 15 mil hectares, o que corresponde a cerca de 20% da ilha. Esta floresta húmida subtropical, com origem há cerca de 20 milhões de anos, destaca-se pela sua elevada biodiversidade e presença de muitas espécies endémicas.

Na laurissilva as plantas mais comuns são as lauráceas como o loureiro (Laurus novocanariensis e Laurus azorica), o vinhático (Persea indica), o til (Ocotea foetens), e o barbusano (Apollonias barbujana). É um dos habitats, no mundo, com maior índice de diversidade de plantas por km². A palavra laurissilva deriva do latim Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosque). É uma floresta produtora de água, precipitação oculta, visível na quantidade de levadas da ilha da madeira, é no Parque Natural da Madeira que se encontra de forma mais preservada.

Devido ao seu excelente estado de conservação e valor ecológico, foi classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO em 1999.

domingo, junho 08, 2025

Súplica Cearense

O fenómeno da seca no Nordeste brasileiro não é só de hoje. A saga dos sertanejos (retirantes) fugindo da seca tem servido de inspiração a diferentes gerações de artistas, em vários campos criativos.  

Hoje deixo-lhe aqui a música Súplica Cearense que é considerada um Hino do Ceará. Ouça-a aqui na voz do cantor brasileiro Fagner e preste atenção à letra.
"Súplica Cearense", é um retrato emocionante e profundo das adversidades enfrentadas pelo povo do sertão nordestino, especialmente do Ceará, diante das severas secas que assolam a região. A letra da música é uma oração, um clamor ao divino por misericórdia e alívio das condições áridas que tanto castigam a terra e seu povo.

Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará

quinta-feira, junho 05, 2025

5 de junho: Dia Mundial do Ambiente

 Hoje dia 5 de junho é o Dia Mundial do Ambiente.

Sob o tema Combater a poluição por plástico, as comemorações para 2025 serão um momento decisivo para a conservação do ambiente a nível global, uma vez que se espera estar concluído o acordo global sobre os plásticos. Libertar o planeta da poluição por plástico é também um contributo importante para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo os objetivos referentes à ação climática, à produção e ao consumo sustentáveis, à proteção dos mares e oceanos, à reparação dos ecossistemas e à preservação da biodiversidade.

E agora um vídeo acerca da Campanha Combater a Poluição Por Plástico.

terça-feira, junho 03, 2025

A Floresta Das Esmeraldas

A Floresta Das Esmeraldas (1985) é um filme inglês, baseado numa história real, realizado por John Boormane que conta no elenco com: Powers Boothe, Meg Foster, Charley Boorman, Dira Paes, William Rodriguez, Eduardo Conde, Átila Iório e Arthur Muhlenberg

Este filme (que pode ver aqui) que narra a história verídica de um rapaz, que é raptado no Brasil, mostra o choque entre a civilização e a vivência na selva, trazendo à nossa memória a urgente necessidade de preservar um recurso natural único que é a floresta Amazónica.

De registar que este foi o primeiro papel em cinema da atriz brasileira Dira Paes.

Sinopse:
Bill Markham (Powers Boothe) é um engenheiro norte-americano que viaja para o Brasil com a família para trabalhar na construção de uma grande barragem hidroelétrica na floresta Amazónica. Para isso, é necessário devastar diversas áreas verdes e desalojar todas as comunidades que trabalham e moram na região. Como forma de vingança, uma tribo indígena conhecida como "Os índios Invisíveis", por usarem um pó à base de esmeraldas, rapta o filho de Bill, Tommy, de apenas 7 anos, que passa a ser criado como um grande guerreiro indígena. 
Tommy torna-se mesmo no chefe desta tribo da Amazónia. Dez anos depois, pai e filho, que agora atende pelo nome de Tommé (Charley Boorman), reencontram-se e as fortes diferenças culturais tornam a situação constrangedora. Mas Bill vai superar os seus preconceitos para ajudar os companheiros do filho, que sofrem ameaças de outras tribos e dos "Homens Brancos". 
Deixo-lhe agora três vídeos acerca deste filme. Aqui vai o primeiro (que é o trailer do filme).
Agora o segundo.
Por último o terceiro.

quinta-feira, maio 22, 2025

A Papoila Azul dos Himalaias

 A papoila azul dos Himalaias (Meconopse betonicifolia) é uma das plantas mais raras e fascinantes do mundo vegetal. É uma joia botânica originária dos Himalaias, famosa pelas suas flores extraordinárias de um tom de azul intenso e sedoso. A cor azul celeste intensa torna-a única, pois o azul puro é muito raro na natureza, por isso esta espécie é considerada por muitos jardineiros como uma das flores mais belas do mundo.

Originária das regiões montanhosas dos Himalaias, esta flor cresce a mais de 3.000 metros de altitude, em condições frias e extremas. Foi documentada pela primeira vez pela ciência ocidental em 1912 durante uma expedição britânica ao Tibete.

Embora seja muito cobiçada pela sua beleza, é difícil de cultivar fora do seu habitat natural, pois precisa de ambientes frescos, húmidos e ligeiramente sombreados, semelhantes aos do seu habitat natural nas encostas montanhosas do Tibete e do norte da Índia

As suas pétalas delicadas de tom azul celeste, muitas vezes com reflexos violáceos, criam um contraste impressionante com o verde da folhagem envolvente. Esta planta perene é resistente ao frio e adapta-se bem a solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. Floresce na primavera e no verão, oferecendo um espetáculo inesquecível. Mas também é um símbolo de paciência e dedicação para os amantes da jardinagem, pois requer condições específicas para prosperar e florescer em todo o seu esplendor.

sábado, maio 17, 2025

Hallerbos ou a Floresta Azul

Hallerbos, fica situada no município de Halle, na região da Flandres, é uma floresta antiga com cerca de 552 hectares. É considerada uma das mais belas atrações naturais da Bélgica. A Floresta de Hallerbos, fica apenas a 14 quilómetros da cidade de Bruxelas.

Hallerbos, também é conhecida como a Floresta Azul, porque durante algumas semanas por ano, se transforma num lugar fora do comum, como pode ver nas imagens. 

Na primavera, o chão de Hallerbos cobre-se de milhares de flores azuis que o transformam num espaço de uma beleza extraordinária.

Mas que flores são estas, que transformam esta floresta num cenário de filme?  

São os jacintos selvagens conhecidos como bluebells, que cobrem o chão da floresta, criando um tapete de uma cor azul maravilhosa. As flores florescem geralmente entre meados de abril e início de maio. Este fenómeno atrai, todos os anos, centenas de turistas.

Hallerbos tem vários trilhos de caminhada e também pode ser percorrida de bicicleta ou até a cavalo. Além das flores azuis, há uma infinidade de animais para admirar, incluindo veados, raposas, esquilos, lebres selvagens e mais de 100 espécies diferentes de aves.

terça-feira, fevereiro 04, 2025

Navagio Beach: A Praia Azul Néon

Navagio Beach ou Praia do Naufrágio, há muitos anos atrai a atenção dos viajantes que são apaixonados por praias. Conhecida como uma das praias mais bonitas do mundo - era um dos maravilhosos destinos escondidos na Grécia.

Navagio Beach está localizada na Grécia, mais especificamente na Ilha de Zakynthos. Integra o Arquipélago das Ilhas Jónicas, e está distante de Atenas cerca de 320 km. As Ilhas Jónicas estão localizadas a oeste do continente, no Mar Jónico.

A Praia de Navagio forma uma pequena enseada a noroeste de Zakynthos, e em dias perfeitos o mar, de um azul néon fora do vulgar, é tranquilo, com uma temperatura agradável (máxima de 28º no auge do verão) e forma uma grande e deliciosa piscina de águas transparentes. Rodeada por imensos paredões de calcário, Navagio Beach é visitável apenas por barco, sem acesso direto para pedestres ou para carros.

Navagio Beach tornou-se conhecida após o naufrágio do navio MV Panayiotis, que ocorreu em1980, durante uma tempestade, no litoral de Zakynthos

Antes chamada de Agios Giorgos, a quase desconhecida praia de Zante adquiriu então o apelido de Navagio (em português, Naufrágio e em inglês, Shipwreck). Os destroços da embarcação, levados para a areia, permanecem até hoje como cenário e servem de pano de fundo para incontáveis clicks dos viajantes diante do mar azul néon de Navagio Beach

Algumas vezes a praia de Navagio também é chamada de Smugglers’ Cove, ou "enseada dos contrabandistas". Todos estes nomes fazem referência ao navio Panagiotis, que estaria a carregar contrabando ao encalhar na praia. 

quinta-feira, janeiro 30, 2025

O Chade

O Chade, oficialmente República do Chade, é um país sem acesso ao mar. Localiza-se no centro-norte da África e faz fronteira com a Líbia a norte, com o Sudão a leste, com a República Centro-Africana a sul, com os Camarões e a Nigéria a sudoeste e com o Níger a oeste. 

Tem uma área de 1 284 000 km2 e encontra-se dividido em três grandes regiões geográficas: a zona desértica no norte, o cinturão árido do Sael no centro e a savana sudanesa fértil no sul. 

O Lago Chade, do qual o país obteve o seu nome, é o segundo maior corpo de água de África e o maior do país. Outrora um dos maiores lagos de África, encolheu mais de 90% desde a década de 1960, devido às mudanças climáticas e ao desvio das águas para irrigação.

O ponto mais alto do Chade é o Emi Koussi, um vulcão adormecido que se eleva a 3.415 metros, nas Montanhas Tibesti, no Deserto do Saara, que se situam a norte do país. 

A capital e cidade mais populosa é Jamena ou N'Djamena, localizada junto ao rio Chari, que é o centro político, económico e cultural do país.

O país, que foi uma colónia francesa até obter a sua independência em 1960, tem uma rica herança cultural, com mais de 200 grupos étnicos, cada um com a sua própria língua, música e tradições. Os idiomas oficiais são o árabe e o francês, enquanto as religiões oficiais são o islão e o cristianismo. O povo Toubou, que vive na região desértica do Chade, é conhecido pela resiliência e estilo de vida nómada, sobrevivendo em ambientes duros ao longo de várias gerações.

Os Toubou

Este país é frequentemente chamado de "Coração Morto da África" por causa da sua posição sem litoral e vastas paisagens áridas de deserto. Tem um dos climas mais quentes da Terra, com temperaturas que chegam, frequentemente a mais de 50°C, em algumas regiões, durante os meses mais quentes. O país tem das regiões mais remotas e inexploradas do mundo, com vastos trechos de deserto que permanecem em grande parte intocados pela civilização moderna.

No Chade o Parque Nacional Zakouma, é uma das principais reservas de vida selvagem de África, sendo conhecido pelos seus 559 elefantes, leões e búfalos. De referir que o animal nacional, o leão, tem sido um símbolo de força e coragem na cultura do país durante séculos.

O Chade é um dos poucos países onde ainda se podem encontrar as "caravanas de camelos" únicas do Saara e que fazem parte da sua cultura comercial há séculos. 

Este país também é conhecido pelos seus coloridos mercados tradicionais, como o mercado de N'Djamena, onde pode se encontrar artesanato, especiarias e tecidos locais.

O país enfrenta desafios de segurança contínuos, não só devido a conflitos nos países vizinhos, mas também devido à instabilidade da sua política interna.

Apesar das dificuldades e de ser um dos países mais pobres do mundo (IDH: 0,398 - baixo) o Chade abriga algumas das pessoas mais resilientes e hospitaleiras do mundo, com um forte sentido de comunidade e de solidariedade entre as suas diversas culturas.

Deixo-o agora com 3 vídeos. Não deixe de os ver. Valem bem a pena.
O primeiro é: "Fomos em busca de uma caravana de camelos no Chade" e clicando aqui  vê "Quase não sobrevivemos a uma caravana de camelos no deserto do Chade"!
O segundo vídeo mostra-lhe mais algumas curiosidades acerca deste país.
E agora o último vídeo, sobre A Importância da Água no Chade.

domingo, dezembro 29, 2024

Tribes on the Edge

"Tribes on the Edge", é um documentário (2019) da cineasta e ativista Céline S. Cousteau, sobre a Amazónia.
Céline S. Cousteau, é neta do consagrado Jacques-Yves Cousteau, documentarista, cineasta, oceanógrafo e inventor conhecido pelas suas viagens de pesquisa a bordo do navio Calypso.
"Tribes on the Edge", explora os temas atuais de ameaças à terra e questões de direitos humanos dos povos indígenas.
Mais do que um filme, tornou-se um movimento impulsionado por um esforço apaixonado para produzir um impacto tangível no Javari (Amazónia) por meio de iniciativas de educação, defesa e ativismo.
Os seres humanos e a natureza estão intimamente interligados. Onde há destruição ambiental, os seres humanos sofrem. Na Amazónia, onde há comunidades indígenas, não há desflorestação. Se elas desaparecem, perdem-se também os guardiões dos ecossistemas vitais.
Com mais de 85.000 km2 (uma área do tamanho de Portugal), o Vale do Javari é o segundo maior território indígena do Brasil e abriga 5000 povos indígenas de 6 tribos, assim como a maior população de pessoas que vivem sem contacto com o mundo exterior em toda a Amazónia. Embora o Javari tenha sido designado para as tribos que lá vivem, há uma pressão maior para aumentar a extração de recursos nocivos do que em outras partes da Amazónia o que tem levado à degradação ambiental. 

Sinopse:  
Mais do que uma narrativa da realidade tribal na Amazónia, "Tribes on the Edge" sugere a história universal da nossa tribo humana e como o nosso futuro está entrelaçado com a natureza. Esta é uma história que invoca a importância crítica do respeito e do cuidado – para a terra, a cultura e a humanidade. A nossa sobrevivência pode depender disso.

quinta-feira, julho 25, 2024

A Ameixoeira & As Suas Hortas

As freguesias da Charneca e Ameixoeira eram freguesias afastadas do centro da capital, fazendo parte da chamada "Região Saloia", que abastecia a cidade com os produtos das suas quintas e campos de cultivo, tendo permanecido lugares campestres até às primeiras décadas do século XX.
A Ameixoeira, com as suas quintas de recreio aristocráticas, casas campestres e clima ameno, era um local atrativo para as gentes de Lisboa. No século XIX, os lisboetas vinham para a Ameixoeira passar os meses de verão, alugando casas para o efeito. No início do século XX tornou-se o local favorito para repouso, de escritores, políticos e outras pessoas endinheiradas.
Das memórias destas épocas recuadas, restam os relatos das "idas às hortas", aos Domingos; da "espera de toiros" na Calçada de Carriche; e dos duelos em defesa da honra na Estrada Militar, ou na Azinhaga da Ameixoeira. Famoso nas duas freguesias era o "Vinho do Termo" que se cultivava, predominantemente, nas Quintas da Torrinha e da Mourisca, e que abastecia as tabernas e retiros da capital.
As hortas estão agora de novo na ordem do dia, destacando-se, para além do seu papel social, as suas vertentes recreativa e pedagógica. Sabia que as primeiras hortas urbanas formais da cidade de Lisboa surgiram no parque do Museu do Traje? E que há também hortas na Alta de Lisboa, em Benfica, em Telheiras, no Vale de Chelas (a maior horta urbana portuguesa) e nos Olivais, na Fábrica Braço de Prata?…

As hortas urbanas também se multiplicaram em Beja, Azambuja, Figueira da Foz, Coimbra, Porto, Braga e no Funchal, graças a múltiplas chamadas de atenção do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles que defendia a integração da ruralidade no interior da cidade sobretudo por razões históricas e culturais, referindo que foi a partir da agricultura que a cidade nasceu, assim como também valorizava o papel social destes espaços na subsistência dos agregados familiares de menores rendimentos.

"Aqui, neste vale (da Ameixoeira), onde ainda brota o liquido que irrigou ao longo de muito séculos hortas e pomares, vinhos e pastos que serviram de alimento a rebanhos da mais variada fauna do reino animal desde o velho forte da Ameixoeira até às entranhas do histórico Conselho de Santa Maria de Belém. Do conselho resta a história registada nos respectivos livros de memórias mas, as hortas poderão ser revividas para gáudio e satisfação a quem a elas queira aderir e dos visitantes".

O Parque Agrícola da Alta de Lisboa (PAAL), freguesia de Santa Clara (antigas Ameixoeira e Charneca), foi inaugurado em 2015, e é o primeiro Parque Agrícola de base comunitária, liderado pela Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa (AVAAL), um exemplo de envolvimento entre cidadãos e autarquias na definição de um novo modelo de gestão e participação no uso da estrutura ecológica.
A AVAAL – Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa, é uma ONG de Ambiente, sendo a sua missão a "ecologia cívica", definida como o desenvolvimento social através da valorização ambiental em comunidades locais.
A 1ª fase do PAAL conta com uma área de cerca de 20.000 m2 e 100 hortelões instalados, e é já um espaço de referência na agricultura urbana comunitária nacional.
A 2ª fase previa a constituição de um espaço complementar à produção hortícola, sendo mais virada para a constituição de vinha, pomares, prados e matas, num todo de grande valor ecológico e social.

domingo, julho 21, 2024

Dongtan: Uma Ecocidade

Dongtan será, quando construída, a primeira cidade ecologicamente sustentável do mundo.
Dongtan  – ou praia do leste – é o projeto de uma cidade ecológica, com a supervisão do arquiteto Alejandro Gutierrez, para ser construída na parte leste da ilha de Chongming, em Shangai na China. A ideia inicial era que a cidade fosse inaugurada na Exposição Mundial de 2010 em Shangai, mas a cidade não saiu ainda do papel.  O projeto urbanístico foi contratado em 2005 pela Companhia de Investimento Industrial de Shangai (SIIC), e pretendia ser a primeira de uma série de 4 cidades.

Com cerca de  750 km², num local onde a maior parte da terra ainda não foi urbanizada, ela deveria ser implantada ao longo do rio Yangtze, deixando-se 65% da ilha reservada para usos rurais e implantação de parques públicos. 
Em 2010 deveria ter sido construído um sistema formado por uma ponte e um túnel e também uma ampliação do metro que ligariam a ilha a Shangai e ao aeroporto internacional dessa cidade. 
O projeto previa ainda que, em 2020, Dongtan começaria a crescer ao longo dos corredores de transportes públicos na direção norte, mas mesmo assim mais da metade da ilha continuaria mantendo o uso rural ou de parques públicos. (Fonte: 2013).
Atualmente Dongtan parece enveredar por ser um bairro-jardim aos moldes britânicos, um lugar onde a população mais rica de Shangai poderá passar o final de semana. 
Parece que esta será a última ideia do que poderá vir a ser este local.
Dongtan (parte 2)

sexta-feira, julho 19, 2024

Plitvice: Um Parque de Lagos

O Parque Nacional Plitvice, está situado na Croácia, a apenas 150 Km de Zagreb, capital deste país. Trata-se de um parque nacional que se estende por 20000 hectares de bosques e de lagos, no coração dos Balcãs. Cascatas, lagos, abundante vegetação, abundância de aves e de ursos são características deste parque, que desde 1949 tem a designação de Parque Nacional e, que é Património Natural da Unesco desde 1979.

O Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, com 300km2, é constituído por 16 lagos nos mais diferentes tons de azul e verde, ligados por cachoeiras de todos os tamanhos. 

Os lagos dividem-se em dois grandes grupos, os lagos superiores (12 lagos) e os lagos inferiores (4 lagos).

Há zonas que podem ser visitadas no Verão, outras no Inverno, e, no geral, não há lugares inacessíveis. Tem como problemas a abundante e frondosa vegetação na Primavera, e a neve a algumas cotas no Inverno.

Os passeios podem ser feitos pelos passadiços que serpenteiam o parque, nos caminhos de terra que se situam nas margens dos lagos ou de barco.

Visite o Parque Nacional de Lagos Plitvice, através do vídeo abaixo.

E agora veja como é o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice no inverno.