Lisboa à beira-mar, cheia de vistas, Ó Lisboa de Irmãs e de fadistas! Ó Lisboa dos líricos pregões… Lisboa com o Tejo das Conquistas, Mais os ossos prováveis de Camões! Ó Lisboa de mármore, Lisboa! Quem nunca te viu, não viu coisa boa… Ó Lisboa das meigas Procissões!
Ai canta, canta ao luar, minha guitarra, A Lisboa dos Poetas Cavaleiros! Galeras doidas por soltar a amarra, Cidades de morenos marinheiros, Com navios entrando e saindo a barra De proa para países estrangeiros! Uns pra França, acenando Adeus! Adeus! Outros pras Índias, outros… sabe-o Deus!
Ó Lisboa das ruas misteriosas! Da Triste Feia, de João de Deus, Beco da Índia, Rua das Fermosas, Beco do Fala-Só (os versos meus…) E outra rua que eu sei de duas Rosas, Beco do Imaginário, dos Judeus, Travessa (julgo eu) das Isabéis, E outras mais que eu ignoro e vós sabeis. (…) António Nobre - Despedidas: 1895-1899, 1902
Carnaval Surrealista é uma pintura a óleo de Vito Campanella (1932 - 2014). A sua obra é predominantemente surrealista, sendo um dos artistas mais destacados desse movimento.
Vito Campanella foi um pintor italiano de grande relevância para a pintura surrealista. Ao longo de sua trajetória, viveu em diversas cidades, como Conversano, Florença e Milão, onde participou ativamente de movimentos artísticos locais. Transitando por diferentes correntes estéticas, encontrou no surrealismo a sua forma mais autêntica de expressão.
Em 1956, mudou-se para a Argentina com sua família, incorporando influências da cultura latino-americana na sua obra, sem nunca perder a ligação aos salões europeus.
A sua pintura, marcada por um refinado simbolismo e uma técnica impecável, consolidou-se como um dos grandes legados do surrealismo moderno.
"Limito-me a pintar, a pintar incansavelmente. Comecei, em todo o caso, sendo um impressionista, depois passei para a pop art. Produzia no estilo da pop art quando ainda não era moda. Em seguida trilhei o que os críticos chamam de Surrealismo, que é o estilo que me permite expressa melhor o que penso. E se digo que os críticos me definem como surrealista não é para estabelecer discórdia, é simplesmente porque não consigo definir minha pintura. Eu pinto e pronto". Vito Campanella
(Frühlingstanz bei Stampa ou Ronde de couples dans un pré près de Stampa) é uma das raras pinturas de paisagens e festas da juventude de Alberto Giacometti. A obra antecede a sua famosa fase de esculturas alongadas e reflete o seu fascínio pelo pontilhismo e pelo modernismo.
1922 foi um ano de viragem para Giacometti, marcando o momento em que o artista se mudou para Paris para estudar na Académie de la Grande Chaumière. Pintado no norte de Stampa, na Suíça (a sua região natal no vale de Bregaglia), a obra apresenta um traçado vibrante. O artista frequentemente começava por fazer esboços na tela com cores primárias (vermelho para as figuras, azul para as paisagens), e é possível notar elementos geográficos locais como a Igreja de San Giorgio ao fundo.
Alberto Giacometti (1901- 1966) foi um renomado pintor e escultor suíço, profundamente influenciado pelo modernismo. A sua obra teve um papel essencial na definição da escultura surrealista, evoluindo posteriormente para um estilo marcado pelo existencialismo e pela representação expressiva da figura humana.
As suas esculturas alongadas e etéreas tornaram-se icónicas, transmitindo uma sensação de solidão e fragilidade. Giacometti explorou a condição humana de maneira única, refletindo angústia e introspecção nas suas criações.
A sua produção inicial em 1922 revela um jovem pintor que estava a assimilar as influências do Impressionismo do seu pai, Giovanni Giacometti, bem como a arte clássica. Para entender melhor como as influências tradicionais e globais se fundiam no estilo maduro e nas pinturas de Giacometti não deixe de ver o vídeo abaixo.
As Duas Fridas (Las dos Fridas) é um autorretrato realizado por Frida Kahlo em 1939. Está localizado em Museu de Arte Moderno de México. É considerada a primeira obra de grande dimensão realizada por Kahlo e uma de suas principais obras.
Kahlo (1907 – 1954) pintou esta obra quando voltou ao México depois de se separar de Diego Rivera, com quem vivia até então em Detroit, Michigan.
Frida Kahlo, nasceu no México e entrou para o mundo da arte quase por acaso. Filha de imigrantes alemães, teve o seu primeiro contacto com a pintura através do pai, que a praticava como hobbie. No entanto, foi um grave acidente na juventude que a levou a empenhar-se na arte, inicialmente como um passatempo durante a recuperação.
Ao longo da vida, enfrentou intensos desafios de saúde e conflitos familiares, que marcaram profundamente a sua obra. Quando André Breton classificou a sua pintura como surrealista num ensaio sobre a sua exposição em Nova York, Frida rebateu: "Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade."
"Em Direção à Torre" (ou Hacia la Torre), é uma pintura de Remedios Varo Uranga.
Remedios Varo Uranga (1908) foi uma pintora surrealista nascida na Catalunha, Espanha. A sua obra destacou-se por narrativas fantásticas e uma estética meticulosamente detalhada.
Hacia la Torre (1960), é uma das obras (óleo sobre masonite) mais emblemáticas da surrealista espanhola-mexicana, muitas vezes associada à primeira parte de um tríptico autobiográfico.
Esta pintura reflete o surrealismo com forte influência mística, alquímica e arquitetura medieval.
Esta obra integra um conjunto de três pinturas que narram uma jornada simbólica. O painel da esquerda, Hacia la Torre, representa o abandono de uma educação católica rígida e a saída da casa paterna. A figura feminina na pintura é vista saindo de um edifício de estilo medieval/gótico, movendo-se com determinação, sugerindo um despertar ou uma busca por liberdade e autoconhecimento. A imagem reflete a "reapropriação da narrativa" pelas mulheres, um tema comum no trabalho tardio de Varo no México, onde as suas personagens femininas não são objetos passivos, mas agentes de sua própria história.
Remedios Varo é conhecida pelas suas figuras andróginas, atmosfera mística e técnica meticulosa, características evidentes nesta obra.
Durante a Guerra Civil Espanhola, Remedios Varo Uranga mudou-se para Paris, onde foi profundamente influenciada pelo movimento surrealista. Com a ocupação nazi de França, foi forçada ao exílio e, em 1941, estabeleceu-se na Cidade do México. Embora inicialmente tratasse o país como um refúgio temporário, permaneceu lá até à sua morte, em 1963, consolidando-se como uma das grandes artistas surrealistas de sua geração. A sua obra é famosa por misturar misticismo, alquimia, ciência e fantasia.
As suas criações transportam-nos para um universo onírico, onde personagens andróginas e melancólicas realizam tarefas enigmáticas em cenários que lembram a Idade Média ou laboratórios renascentistas.
A casa que o aguarelista Alfredo Roque Gameiro manda fazer para a si e para a sua família em 1898 é testemunho do gosto e do ideário da elite nacionalista do Portugal fim de século. Traçada pelo risco do próprio Roque Gameiro, a casa teve importantes contributos do grande Rafael Bordalo Pinheiro e de Raul Lino, o inventor da "Casa Portuguesa". Mas a Casa Roque Gameiro foi, acima de tudo, o ninho e o atelier da chamada "Tribo dos Pincéis": todos os cinco filhos de Roque Gameiro foram treinados como artistas e quase todos marcaram a paisagem estética da primeira metade do séc. XX português. Se considerarmos que duas das filhas de Alfredo Roque Gameiro se casam também com artistas relevantes -Leitão de Barros e Martins Barata - e que até hoje a Tribo continua a dar ao mundo artistas, estamos face a um caso raro na História da Arte portuguesa. Luís Cabral, curador de uma exposição sobre a Tribo dos Pincéis e bisneto de Alfredo Roque Gameiro, é o guia nesta Visita à vida, obra e prole do maior nome da aguarela em Portugal.
Paisagem Com Lanternas (Landscape With Lanterns), 1958, é uma obra do artista belga Paul Delvaux (1897-1994).
Nesta paisagem onírica surrealista, uma mulher misteriosa está de costas. Se a mulher nos conduzir pelo caminho, certamente jamais retornaremos ao mundo dos vivos. Os fios de telefone pendurados após terem sido cortados indicam que a comunicação entre o mundo dos vivos e o dos mortos é impossível. À frente, vemos duas figuras carregando um cadáver envolto num lençol branco. Uma luz rasante e inquietante vinda da esquerda projeta sombras sinistras no chão sob as lanternas, e não das lanternas, como seria de esperar.
Paul Delvaux (1897–1994) foi um dos mais influentes pintores surrealistas belgas, conhecido pelas cenas oníricas que misturam o clássico com o estranho.
O seu trabalho é imediatamente reconhecível por temas recorrentes que criam um universo de silêncio e imobilidade.
As Figuras Femininas, são frequentemente retratadas como mulheres nuas ou vestidas de forma elaborada, com olhares fixos e ausentes, movendo-se como sonâmbulas por paisagens desoladas. As Estações de Comboio eram recorrentes na sua pintura. Inspirado por memórias de infância, Delvaux pintava frequentemente comboios e estações ferroviárias solitárias sob o luar. Outro dos temas utilizado pelo pintor era a Arquitetura Clássica. Ruínas gregas e romanas servem de pano de fundo para as suas cenas, evocando uma sensação de tempo suspenso.
Paul Delvaux, pintor que misturava temáticas oníricas e pessoais, formou-se pela Academia de Belas Artes de Bruxelas, onde mais tarde se tornou professor, desenvolveu uma linguagem visual única, frequentemente associada ao Surrealismo.
Das suas obras podemos destacar: Esqueletos, Jardim Noturno, A tentação de Santo António e A Vénus Adormecida.
Com a perda progressiva da visão, Delvaux deixou de pintar em 1986. A sua última grande exposição ocorreu em Paris, em 1992. Faleceu em 1994, aos 96 anos, deixando um legado artístico marcado por atmosferas misteriosas e cenários poéticos.
O Retrato da Sra. Hasellter (1942) é uma pintura a óleo sobre tela da artista surrealista ítalo argentina Leonor Fini. A obra, frequentemente associada à exploração de figuras femininas poderosas e enigmáticas por Fini, mede 78,7 x 67,3 cm e pertence a uma coleção particular. É um exemplo notável do seu estilo característico, que muitas vezes rejeitava as visões surrealistas tradicionais da mulher. O seu trabalho nem sempre se encaixava na concepção popular típica de surrealismo, às vezes explorando o tema da "femme fatale" sem qualquer imagem particularmente ambígua ou monstruosa. No entanto, a sua obra frequentemente incluía símbolos como esfinges, lobisomens e bruxas. Muitos dos seus personagens nas pinturas eram mulheres ou seres andróginos.
Leonor Fini (1907 - 1996) foi uma pintora, designer, ilustradora e escritora argentina, conhecida pelas suas ilustrações sensuais de mulheres.
Artista multifacetada, foi pintora, figurinista, designer, cenógrafa e escritora. A sua obra destacou-se pela representação de mulheres fortes e autónomas, desafiando os padrões da época. É frequentemente lembrada como a única artista a pintar mulheres "sem desculpas", retratando-as em situações provocantes e empoderadas.
Leonor Fini faleceu em janeiro de 1996, em Paris, tornando-se um símbolo na arte surrealista e na luta pela liberdade feminina na pintura.
"Epifania" (Epiphany) é uma pintura surrealista criada por Max Ernst. Esta obra reflete o estilo inconfundível do artista, caracterizado por paisagens oníricas, figuras bizarras e texturas complexas, muitas vezes resultantes das suas técnicas inovadoras de frottage e grattage. A obra é notável pela atmosfera contemporânea e misteriosa.
Grattage é uma técnica de pintura surrealista inventada porMax Ernst em 1927. Consiste em raspar tinta fresca ou seca sobre uma tela para criar texturas, relevos e formas tridimensionais. Frequentemente associada à frottage, a técnica revela camadas inferiores de cor e é usada para criar efeitos aleatórios ou figurativos, sendo também utilizada no informalismo.
Max Ernst(1891/1976) foi um pintor e poeta alemão que se naturalizou norte-americano e, posteriormente, francês. Em 1922, mudou-se para França, onde conheceu André Breton e ingressou no movimento surrealista. Breton descrevia-o como o "mais magnífico cérebro assombrado" das artes, destacando a sua maestria na essência do Surrealismo.
A Tentação de Santo António - 1945
Durante a Segunda Guerra Mundial, Ernst fugiu para os Estados Unidos, retornando a França em 1948, quando se naturalizou francês. A sua obra inovadora, marcada por experiências com colagem, frottage e técnicas inusitadas, consolidou o seu impacto na arte moderna.
Uma das obras mais conhecidas de Max Ernest é A tentação de Santo António (1945) que é uma pintura a óleo surrealista que venceu um concurso para o filme "The Private Affairs of Bel Ami". A obra retrata a angústia do santo no deserto, cercado por criaturas fantásticas e bizarras num estilo onírico e de pesadelo, destacando-se pela mistura do fantástico com o real.
que desfolhei a chuva para ti soltei o perfume da terra toquei no nada e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras e todas me faltaram no minuto em que talhei o sabor do sempre
Para ti dei voz às minhas mãos abri os gomos do tempo assaltei o mundo e pensei que tudo estava em nós nesse doce engano de tudo sermos donos sem nada termos simplesmente porque era de noite e não dormíamos eu descia em teu peito para me procurar e antes que a escuridão nos cingisse a cintura ficávamos nos olhos vivendo de um só amando de uma só vida
O Filho do Homem é uma pintura (1964) do pintor surrealista belga René Magritte (1898 -1967), produzida com tinta a óleo.
Magritte pintou-o como um auto-retrato. A pintura consiste num homem de chapéu-coco, em pé à frente de um pequeno muro, com o mar e um céu nublado ao fundo.
O rosto do homem é, em grande parte, ocultado por uma maçã verde pairando no ar. Apesar disso, os seus olhos podem ser vistos na borda da maçã.
René Magritte iniciou a sua carreira como designer de cartazes e anúncios. Em 1926, ao assinar um contrato com a Galeria la Centaure, em Bruxelas, passou a dedicar-se integralmente à pintura.
No ano seguinte, mudou-se para Paris e passou a integrar o grupo surrealista, tornando-se um dos principais expoentes do movimento. A sua obra desafiou a percepção da realidade pois é marcada por imagens enigmáticas e jogos visuais. Ainda que René Magritte tenha sido o principal nome do surrealismo na Bélgica, ele foi expulso do movimento em 1947 pelo escritor francês André Breton, seu fundador. Ao terminar a Segunda Guerra Mundial o pintor adoptou uma temática mais otimista, chamada por ele de "surrealismo em pleno sol", o que Breton achava pouco condizente com o seu manifesto.
"O Sorriso das Asas Flamejantes", é uma obra-prima surrealista de Joan Miró! Cores vibrantes, formas oníricas e a essência da arte catalã.
Este quadro de Miró foi realizado em 1953. Na pintura distinguem-se os elementos e figuras mais reconhecíveis de Miró. Tais como linhas pretas, grandes círculos de cor e as curiosas formas redondas e linhas de simplicidade infantil.
O título da obra ajuda o observador a entender o sentimento do pintor ao compor este quadro; elementos como o sorriso e as asas de fogo só podem ser distinguidos através de uma mentalidade simples, da qual Miró fazia uso prolífico.
Joan Miró (1893 - 1983) foi um reconhecido pintor, escultor, gravador e ceramista surrealista. Quando viveu em Paris, teve contacto com importantes correntes modernistas, como o fauvismo e o dadaísmo, que influenciaram a sua trajetória artística.
Na década de 1920, aproximou-se do movimento surrealista, conhecendo figuras como André Breton, seu fundador. A partir de então, adotou uma estética mais lúdica, repleta de símbolos que remetiam para a fantasia. Miró participou na primeira exposição surrealista em 1925 e construiu uma carreira marcada pela experimentação e pela originalidade.
Joan Miró criou a sua própria linguagem artística e retratou a natureza da forma como faria o homem primitivo ou uma criança. Foi um dos mais destacados representantes do Surrealismo e a sua obra, profundamente enraizada na identidade catalã e ao mesmo tempo aberta às vanguardas internacionais, marcou um ponto de viragem entre a figuração e a abstração.
No fim da década dos anos 30, quando eclodiu a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Miró estava em Paris, e sua produção artística foi fortemente influenciada pelos horrores da guerra. É dessa época, The Ladder of Escape (1939).
A Persistência da Memória (1931) ou os "Relógios fundidos" é uma das mais famosas obras de Salvador Dalí. Esta pintura apresenta a surrealista imagem da fusão de um relógio de bolso. A interpretação geral do trabalho é a de que o relógio é, incansavelmente, o pressuposto de que o tempo é rígido ou determinista, e neste sentido é apoiado por outras imagens, no trabalho, tais como a vasta expansão da paisagem e de formigas a voar a devorar os outros relógios.
Salvador Dalí(1904 - 1989), nascido na região da Catalunha, Espanha, é o maior símbolo da pintura surrealista mundial.
Aliás, Dalí costumava afirmar: "A única diferença entre mim e os Surrealistas é que Eu sou o Surrealismo".
O trabalho de Dalíchama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica.
O estilo extravagante, tanto na maneira de se vestir quanto nas suas aparições públicas, fez dele um ícone pop da arte moderna.
Ao longo da carreira, Dalí criou mais de 1.500 quadros, além de ilustrações para livros, litografias, cenografias teatrais, desenhos, esculturas e diversos outros projetos artísticos.
"O Porto é só uma certa maneira de me refugiar na tarde, forrar-me de silêncio e procurar trazer à tona algumas palavras, sem outro fito que não seja o de opor ao corpo espesso destes muros a insurreição do olhar.
O Porto é só esta atenção empenhada em escutar os passos dos velhos, que a certas horas atravessam a rua para passarem os dias no café em frente, os olhos vazios, as lágrimas todas das crianças de S. Victor correndo nos sulcos da sua melancolia.
O Porto é só a pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore, procurando assim parecer-me cada vez mais com a terra obscura do meu próprio rosto.
Desentendido da cidade, olho na palma da mão os resíduos da juventude, e dessa paixão sem regra deixarei que uma pétala poise aqui, por ser tão branca".
"Mulher com Sombrinha", é uma obra de Claude Monet (1875).
Mulher com Sombrinha, pintura impressionista de Monet, é também conhecida como "O Passeio". Concluída em 1875, esta obra retrata a primeira esposa de Monet, Camille, e o seu filho Jean, num campo de papoulas perto de sua casa em Argenteuil, na França. Muitas das suas pinturas retratam a sua esposa, Camille. "Mulher com Sombrinha" captura a sensação de um momento fugaz, com Camille capturada num instante de movimento enquanto ela e o seu filho passeiam pelo campo.
Esta pintura, uma das mais conhecidas do pintor, mostra uma campina ensolarada de Argenteuil, região no subúrbio de Paris frequentada pela sua família de 1872 a 1878. A pintura é considerada uma das obras mais emblemáticas do impressionismo e um testemunho do talento de Monet. O quadro é uma interpretação despreocupada da natureza feita por um pintor tão preocupado com detalhes a ponto de dizer que gostaria de pintar "como canta um pássaro".
A pintura é um exemplo clássico do estilo impressionista, caracterizado por pinceladas soltas, cores vibrantes e uma representação efémera da luz e da atmosfera. Monet era um mestre em retratar a luz. As suas pinturas ao ar livre são marcantes e as pinceladas desestruturadas hipnotizam o observador, levando-o para dentro do quadro.
"Caminhada pelo Penhasco em Pourville", é uma obra de Claude Monet (1882).
Claude Monet (1840 - 1926) foi um pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas.
Pourville, uma comuna no interior da Normandia, serviu de inspiração a Monet. Pourville é uma pequena aldeia costeira na Normandia, França, conhecida pelas suas falésias e praias. A aldeia é hoje um local famoso por ter sido retratada em várias pinturas de Claude Monet. Ele gostava do local e sobretudo dos penhascos cobertos de flores.
A pintura retrata duas mulheres (provavelmente a sua segunda esposa, Alice, com a sua filha) explorando os cantos e recantos encantadores dessa ensolarada localidade litoral. Monet passou uma temporada de alguns meses nesse lugar.
O vento e o movimento da cena são transmitidos com pinceladas fortes, estrategicamente posicionadas para ressaltar o verão e equilibrar as proporções da composição.
Recentemente, técnicos fizeram um exame de raio-x na pintura e descobriram que o penhasco secundário foi uma adição tardia à tela, pois não fazia parte do projeto original.
E sem um gesto, sem um não, partias! Assim a luz eterna se extinguia! Sem um adeus, sequer, te despedias, Atraiçoando a fé que nos unia!
Terra lavrada e quente, Regaço de um poeta criador, Ias-te embora antes do sol poente, Triste como semente sem calor!
Ias, resignada, apodrecer À sombra das roseiras outonais! Cor da alegria, cântico a nascer, Trocavas por ciprestes pinheirais!
Mas eu vim, deusa desenganada! Vim com este condão que tu conheces, E toquei essa carne macerada Da vida palpitante que mereces!
Porque tu és a Mãe! Pariste um dia aos gritos e aos arrancos, E parirás ainda pelo tempo além, Mesmo sem madre e de cabelos brancos!
És e serás a faia que balança ao vento E não quebra nem cede! Se te partiu a paz do esquecimento, Também a força de lutar te pede!
Respira, pois, seiva da duração, Nos meus pulmões até, se te cansaste; Mas que eu sinta bater o coração No peito onde menino me embalaste. Miguel Torga- Diário III (1946)
"Banhistas naGrenouillère", é uma obra de de Claude Monet. Este quadro, um óleo sobre tela, foi pintado pelo impressionista francês Claude Monet no Verão de 1869, aquando da sua estadia em Bougival.
Esta pintura foi feita alguns anos antes do movimento Impressionista começar oficialmente (1872), mas já tem alguns elementos daquele estilo, tais como pinceladas largas, meio soltas e um ar de mistério. O óleo mostra um popular resort náutico localizado nos arredores de Paris. A pintura foi produzida a partir de uma paleta de cores vivas e captura os efeitos fugazes da luz na água de uma maneira magnífica.
O Nascimento de Vénus é uma pintura (1482) de Sandro Botticelli. É de têmpera sobre tela e mede 172,5 cm de altura por 278,5 cm de largura.
Faz parte, em conjunto com a tela A Alegoria da Primaverarealizada entre 1477 e 1478, de uma encomenda de Lorenzo di Pier Francesco de Médici, primo do influente Lourenço de Medicis, o Magnífico, que as queria colocar na Villa Medicea di Castello, uma das Villas da família.
Vénus, deusa do amor, nasceu assim, segundo Botticelli, em O Nascimento de Vénus. Ao pintar o amor encarnado, o ideal de perfeição, ele traduz, talvez, a nossa esperança de que o amor seja perfeito?!