sábado, dezembro 27, 2025

Soupe à L’Oignon

 A Soupe à L’Oignon é uma sopa de cebola que tem raízes profundas, desde a Roma antiga, onde era um prato simples e popular, e assim permaneceu até à França dos séculos XVII e XVIII, onde a corte francesa e reis como Luís XV a tornaram famosa. 

Existe uma outra teoria mais plausível. Ela afirma que Stanislas Leszczynski, Duque da Lorena e pai da Rainha da França, provou sopa de cebola numa taberna de Champagne. Segundo Alexandre Dumas, que relatou a cena, ele quis aprender "como preparar uma sopa semelhante". Diz-se que, posteriormente, popularizou a receita na corte de Versalhes.

Mas foi graças a Les Halles, em Paris, que a sopa de cebola francesa deve sua fama. No século XIX, os donos de restaurantes tiveram a ideia de adicionar queijo ralado e gratinar as tigelas de sopa. Preparada desta forma, a sopa tornava-se muito mais nutritiva para os trabalhadores e notívagos do bairro. 

Os mercados parisienses transformaram-na, então, num prato icónico com a adição de queijo gratinado, tornando-se a "Gratinée des Halles". O prato também era conhecido por mascarar o hálito daqueles que exageravam nas bebidas, ganhando o apelido de "sopa dos bêbados". 

 Hoje é um verdadeiro clássico da culinária francesa, especialmente apreciada nos meses frios de inverno porque este creme é uma explosão de sabor. A cebola é, claro, a protagonista do prato, trazendo doçura e profundidade de sabor quando caramelizada. Gratinada ou não, derrete na boca para o deleite das nossas papilas gustativas.

A sopa de cebola é tradicional na culinária francesa e em muitas regiões produtoras de cebola. É frequentemente servida com croutons e queijo ralado.

E agora fique com a receita de Soupe à L’oignon de Joana Barrios.

Ingredientes: 
8 cebolas grandes
40g de manteiga
1 colher de sopa de farinha
1l de caldo de carne caseiro
Sal q.b.
Pimenta q.b.
3 fatias de pão
100g de Gruyère ralado

Preparação:
1) Descasque as cebolas e corte-as em meias luas; refogue num tacho as rodelas de cebola na manteiga até ficarem douradas e caramelizadas, durante cerca de 10 minutos com o tacho tapado; adicione a farinha peneirada ao tacho, mexendo sempre; junte o caldo de carne e envolva; tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar em lume brando durante cerca de 30 minutos.
2) Disponha as fatias de pão num tabuleiro para ir ao forno e cubra-as com o queijo ralado; tempere com pimenta e leve ao forno, pré-aquecido a 230º, na função grill a gratinar até o queijo derreter e ficar dourado.
3) Num prato fundo disponha as fatias de pão gratinadas sobre a sopa e sirva imediatamente.

sexta-feira, dezembro 26, 2025

Wonderful Christmastime

Ouça Paul McCartney em Wonderful Christmastime.

The mood is right
The spirit's up
We're here tonight
And that's enough

Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The party's on
The feeling's here
That only comes
This time of year

Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The choir of children sing their song
Ding-dong, ding-dong, ding-dong, ding
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh
Doo-doo, doo-doo, doo-doo, doo

Simply having a wonderful Christmastime
We're simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The word is out
About the town
To lift a glass
Oh, and don't look down

Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The choir of children sing their song
They practiced all year long
Ding-dong, ding-dong
Ding-dong, ding-dong
Ding-dong, ding-dong
Ding-dong, ding-dong

The party's on
The spirit's up
We're here tonight
And that's enough

Simply having a wonderful Christmastime
We're simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime



The mood is right
The spirit's up
We're here tonight
Oh, and that's enough

We're simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

Oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh
Wonderful Christmastime

quinta-feira, dezembro 25, 2025

Natal… Natais…

 Tu, grande Ser,
Voltas pequeno ao mundo.
Não deixas nunca de nascer!
Com braços, pernas, mãos, olhos, semblante,
Voz de menino.
Humano o corpo e o coração divino.

Natal… Natais…
Tantos vieram e se foram!
Quantos ainda verei mais?

Em cada estrela sempre pomos a esperança
De que ela seja a mensageira,
E a sua chama azul encha de luz a terra inteira.
Em cada vela acesa, em cada casa, pressentimos
Como um anúncio de alvorada;
E ein cada árvore da estrada
Um ramo de oliveira;
E em cada gruta o abrigo da criança omnipotente;



E no fragor do vento falas de anjos, e no vácuo
De silêncio da noite
Estriada de súbitos clarões,
A presença de Alguém cuja forma é precária
E a sua essência, eterna.
Natal… Natais…
Tantos vieram e se foram!
Quantos ainda verei mais?

Nascença Eterna

 Nascença Eterna,
Nasce mais uma vez!
Refaz a humílima Caverna
Que nunca se desfez.

Distância Transcendente,
Chega-te, uma vez mais,
Tão perto que te aqueças, como a gente,
No bafo dos obscuros animais.

Os que te dizem não,
Os épicos do absurdo,
Que afirmarão, na sua negação,
Senão seu olho cego, ouvido surdo?

Infelizes supremos,
Com seu fracasso alcançam nomeada,
E contentes se atiram aos extremos
Do seu nada.

Na nossa ambiguidade,
Somos piores, nós, talvez,
E uns e outros só vemos a verdade
Que, Verdade de Sempre!, tu nos dês.

Se nada tem sentido sem a fé
No seu sentido, Sol que não te apagas,
Rompe mais uma vez na noite, que não é
Senão o dia de outras plagas.

Perpétua Luz, Contínua Oferta
A nossa escuridade interna,
Abre-te, Porta sempre aberta,
Mais uma vez, na humílima Caverna.
José Régio - "Obra Completa"

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Natal

Natal, antes e agora
imutável. Feliz
noite branca sem hora
no pátio da Matriz.

Natal: os mesmos sinos
de repiques iguais.
Brinquedos e meninos,
Natal de outros natais.

A Banda, vozes, passos
da multidão fiel.
Tudo nos seus espaços,
o mundo e o carrossel.

Tudo, menos o andejo
homem que se conclui.
Olho-me, e não me vejo,
não sei para onde fui.
Mauro Mota - "Itinerário"

It's Beginning To Look A Lot Like Christmas

 Com votos de Boas Festas e de um Santo Natal proponho-lhe que ouça o canadiano Michael Bublé em It's Beginning To Look A Lot Like Christmas (Áudio oficial).

It's beginning to look a lot like Christmas
Everywhere you go
Take a look at the five and ten, it's glistening once again
With candy canes and silver lanes that glow

It's beginning to look a lot like Christmas
Toys in every store
But the prettiest sight to see is the holly that will be
On your own front door

A pair of Hopalong boots and a pistol that shoots
Is the wish of Barney and Ben
Dolls that'll talk and will go for a walk
Is the hope of Janice and Jen
And Mom and Dad can hardly wait for school to start again

It's beginning to look a lot like Christmas
Everywhere you go
There's a tree in the Grand Hotel, one in the park as well
It's the sturdy kind that doesn't mind the snow

It's beginning to look a lot like Christmas
Soon the bells will start
And the thing that'll make 'em ring is the carol that you sing
Right within your heart

It's beginning to look a lot like Christmas
Toys in every store
But the prettiest sight to see is the holly that will be
On your own front door

Sure, it's Christmas once more

terça-feira, dezembro 23, 2025

O Natal no Iraque

O Iraque é um país do Médio Oriente, limitado a norte pela Turquia, a leste pelo Irão, a sul pelo Golfo Pérsico, pelo Kuwait e pela Arábia Saudita e a oeste pela Jordânia e pela Síria. A sua capital é a cidade de Bagdade, no centro do país e nas margens do rio Tigre

A história do Iraque é milenar, uma vez que o território iraquiano abrigou diversos povos antigos, como os sumérios. Os aspectos culturais e as curiosidades do país perpassam pela sua grandiosa história.

O parlamento iraquiano decidiu por unanimidade que o Natal passasse a ser uma festividade para todo o país a partir de 2021.

Esta proposta foi divulgada durante um encontro entre o presidente iraquiano e o patriarca caldeu, cardeal Louis Raphael I Sako, que expressou a sua alegria e gratidão por esta decisão tão esperada.

Antes da invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003, havia cerca de 1,4 milhão de cristãos no país. No entanto, o seu número diminuiu para cerca de 300.000 depois de centenas de milhares terem fugido da nação após a violência e os ataques de vários grupos armados ao longo dos anos.

Na véspera de Natal os cristãos iraquianos reúnem-se em família e uma das crianças lê em voz alta a história do nascimento de Jesus, enquanto que os restantes elementos da família escutam, segurando velas.

Depois das leituras acende-se a lareira. Quando o fogo se apaga todos devem saltar três vezes sobre as cinzas e pedir um desejo.

Durante a eucaristia de Natal o sacerdote, segurando a imagem de Jesus Menino abençoa uma pessoa que, tocando na que está ao seu lado, a abençoa e assim sucessivamente. É a Paz de Cristo para estes cristãos.

segunda-feira, dezembro 22, 2025

Hotel Timor

Com votos de Boas Festas proponho-lhe que leia Hotel Timor, um livro do escritor timorense Luís Cardoso.

Luís Cardoso de Noronha (1958) é um dos mais importantes escritores timorenses. Estudou na ilha de Ataúro e nos colégios missionários de Soibada e de Fuiloro, no seminário dos jesuítas e no Liceu Dr. Francisco Machado, em Díli. Mais tarde, em Portugal, licenciou-se em Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e realizou uma Pós-Graduação em Direito e Política do Ambiente, na Universidade Lusófona. Desempenhou as funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere, em Portugal. É autor dos romances: Crónica de Uma Travessia (1997); Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo (2002); A Última Morte do Coronel Santiago (2003); Réquiem para o Navegador Solitário (2007); O Ano em que Pigafetta completou a circum-navegação (2013); Para onde vão os gatos quando morrem? (2017); e o Plantador de Abóboras (2020), romance galardoado com o Prémio Oceanos 2021.

Sinopse:
No coração de Díli, debruçado sobre um mar que guarda mais silêncios do que ondas, ergue-se o Hotel Timor. O edifício é mais do que um lugar de passagem: é testemunha de uma história que resiste ao tempo. Entre Lisboa e Timor, entre a partida e o regresso impossível, este romance habita a fronteira do exílio. As personagens movem-se como viajantes perdidos, estrangeiros na sua própria terra, seres que procuram redenção na lembrança e tropeçam na ferida ainda aberta da História. Amores interrompidos, destinos fragmentados, cartas nunca enviadas, vozes que regressam na madrugada: tudo converge na atmosfera rarefeita do hotel, metáfora de um país e de uma identidade suspensa entre a ruína e a esperança. Com uma escrita densa, melódica e por vezes cruel, o autor ergue uma narrativa que é ao mesmo tempo íntima e coletiva. Hotel Timor fala da dor e da resistência, do esquecimento e da memória, do peso das ausências e da obstinação em continuar a viver, mesmo quando tudo em redor ameaça desaparecer. Ler este livro é entrar num espaço onde a literatura se torna morada de sombras, mas também de claridade inesperada — um lugar onde a palavra resiste, como último refúgio contra a perda.

domingo, dezembro 21, 2025

Heléboro: A Rosa do Natal

O Heléboro é uma flor resistente ao frio e por isso é conhecida como a Flor do Inverno ou a Rosa de Natal.
Esta planta é nativa da Suíça, Áustria e Alemanha. Usada na Idade Média com fins medicinais, ela pode ser tóxica e deve ser manuseada com cuidado. Os heléboros pertencem à família Ranunculaceae, surgem no inverno e são resistentes à neve e às geadas mais intensas. Embora a maioria das espécies sejam de folha perene, as caducifólias podem manter as folhas velhas durante todo o inverno, contribuindo para a decoração dos jardins até surgir a primeira cor das flores. A folhagem é grande e muito brilhante, a floração começa em novembro, altura em que normalmente os jardins começam a perder charme e o encanto, prolongando-se até março.
A maior parte das variedades de Heléboros começam a florir em novembro, suportando o frio e a neve. Outras florescem no fim do inverno e continuam a sua floração até à primavera. Após a floração, os  Helleborus funcionam como uma ótima planta de cobertura, desde o fim da primavera até ao outono.
Esta planta é bastante procurada porque, numa época em que os jardins estão sem vida e sem cor, os heléboros destacam-se com as suas belas flores, que desabrocham brancas e depois adquirem tons vivos.
Apesar de todas as variedades de Helleborus serem conhecidas na Europa como Rosa de Natal, este nome apenas se aplica a uma espécie, ao Helleborus niger, a verdadeira "celebridade" entre todos os Helleborus. Poucas espécies são capazes de apresentar tamanha riqueza de formas e cores no inverno como o Helleborus niger.
As espécies mais comuns são a popular H. niger; o H. lividus, que oferece raminhos de flores de cor verde amarelado a partir do segundo ano de vida; e o H. orientalis, que produz flores com pontinhos na parte inferior e cores amarelo pálido, branco, verde, vermelho ou grená, de acordo com a variedade.

Conta a lenda que a pastora, Medelon, enquanto observava o seu rebanho, viu um grupo de homens passar com presentes para o recém-nascido Jesus. Medelon chorou porque não tinha nenhum presente, nem mesmo uma simples flor… Um anjo, ao ouvir o seu choro, apareceu e, com a mão, afastou a neve. Foi então que apareceu a mais bela flor branca: a Rosa de Natal