sexta-feira, maio 20, 2016

O Sabugueiro

O sabugueiro é um arbusto ou pequena árvore, que pode atingir até 11/14 metros de altura, possui pequenas flores de cor branca e perfume agradável e é considerada uma planta medicinal devido às suas propriedades, que trazem imensos benefícios à saúde humana.
O Sambucus nigra L., conhecido pelos nomes comuns de sabugueiro-da-europa, sabugueiro-negro, sabugueiro ou sabugueirinho, é uma espécie arbustiva pertencente ao género Sambucus (família Adoxaceae), com distribuição natural na Europa e Norte de África mas actualmente naturalizada em diversas zonas temperadas e subtropicais, (incluindo algumas regiões do Brasil como por exemplo no Rio Grande do Sul).
O sabugueiro é uma espécie muito comum, sendo as suas flores e frutos amplamente utilizados como medicamento, alimento e corante. O sabugo ou baga de sabugueiro, é um fruto comestível, utilizado na preparação de doces e de bebidas, razão pela qual a espécie é comercialmente cultivada no centro e leste da Europa.

Para Que Serve o Sabugueiro?

  • Combate os radicais livres – O sabugueiro possui quantidades significativas de substâncias antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres no organismo. Os radicais livres estão associados ao envelhecimento, ao aparecimento de doenças cardíacas, ao cancro e aos derrames;
  • Melhora o sistema imunológico – Por ser rico em vitamina C, o sabugueiro pode ajudar no fortalecimento do sistema imunológico;
  • Combate o envelhecimento – Os antioxidantes e as substâncias como flavonoides e antocianinas protegem as células e podem reduzir a degeneração celular, reduzindo os efeitos do envelhecimento, mantendo o corpo jovem e saudável;
  • Trata as gripes ou resfriados – Auxilia o tratamento de gripes, resfriados, febre, tosse, rinite e sintomas alérgicos. 
  • Outras qualidades: graças às suas propriedades serve para tratar feridas (é cicatrizante), abcessos, problemas renais, hemorróidas, espasmos, ácido úrico,  litíase urinária, nefrite, queimaduras e reumatismo. O sabugueiro tem, ainda, propriedades depurativas, diuréticas, laxantes e sudoríferas.

Como Usar o Sabugueiro?
As partes utilizadas do sabugueiro são as suas flores, as bagas, as folhas e a parte interna do caule.
As flores, permitem fazer o Chá de Sabugueiro: Colocar 1 colher (de sopa) de flores secas de sabugueiro numa chávena de água a ferver. Deixe a macerar durante 10 minutos. Coe e tome 3 chávenas do chá por dia.
A segunda casca, que é aquela que fica depois de se raspar a parte externa das varas, é purgante e diurética.
As folhas são utilizadas ou em fresco, ou secas. Depois de secas podem-se utilizar na preparação de um unguento: “Unguentum Sambuci Viride”. Este era ou foi muitas vezes utilizado como remédio doméstico para tratar escoriações, entorses, frieiras, assim como para cicatrizar cortes.
A baga do sabugueiro contem flavonóides (rutina e isoquercitina), ácidos orgânicos, pigmentos antocianicos, açúcares redutores, isto para além de pectina, taninos e vitaminas A, e C assim como elementos minerais.
O extracto da baga de Sabugueiro, tem propriedades laxativas. O sumo é um óptimo remédio contra as enxaquecas e as dores nervosas.

Os Efeitos Colaterais do Sabugueiro:
Os efeitos colaterais do sabugueiro podem incluir reações alérgicas variadas.

Contraindicações do Sabugueiro:
O sabugueiro está contraindicado para grávidas e lactantes.

quinta-feira, maio 19, 2016

A Pomba Gira

A Pomba Gira (Pombajira, Bombogira ou Pombagira) é uma entidade espiritual da umbanda, que se manifesta incorporada num médium.
Para muitos, é uma espécie de forma feminina do orixá Exu. O termo poderia ser uma corruptela de Pambu Njila, equivalente ao orixá Exu, no candomblé de Angola. Esta entidade é a mensageira entre o mundo dos orixás e a terra.
O Candomblé é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás, voduns ou nkisis, dependendo da nação. Sendo de origem totémica e familiar, é uma das religiões de matriz africana mais praticadas, tendo mais de três milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente no Brasil.
A umbanda, uma religião brasileira com origens africanas, foi trazida para o Brasil pelos escravos de origem bantu (Angola, Nigéria, etc), e é caracterizada por vários rituais. A Pomba Gira está fundamentada como arquétipo criado a partir da bombogira, originária dos cultos africanos de Angola.
Para muitos a Pomba Gira veio para construir um arquétipo forte e poderoso, para ultrapassar o machismo ostentado por Exu e todos os homens vaidosos, e, a sua força e poder sobre as mulheres.
Com o tempo a entidade construiu um arquétipo de mulher libertada, exibicionista, provocante, livre das convenções sociais e, passou a ser chamada de Pomba Gira.
P. G. do Fogo
Segundo a umbanda a Pomba Gira é um espírito de luxúria, já que todos os prazeres deste mundo lhe são agradáveis.
Para alguns sacerdotes, a Pomba Gira é um espírito de mulheres que na sua vida foram prostitutas, ou mulheres ligadas aos prazeres das coisas carnais, e, que ao morrer se transformaram em entidades espirituais, que voltaram depois ao mundo para evoluir ajudando os outros.
A Pomba Gira é especializada no amor e nos relacionamentos por ser o orixá do trono do desejo e dos estímulos.
P. G.  Maria Mulambo
É vista como a personificação das forças da natureza, que equivale à força feminina de Exu – orixá guardião do comportamento humano, das casas, das aldeias etc.
Afirma-se na teologia Umbanda e Kimbanda, que o conceito Pomba-Gira, serve para distinguir toda uma linhagem de espíritos femininos que costumam auxiliar os médiuns nos terreiros de umbanda, como por exemplo: Sete Saias, Pombagira Maria Mulambo (pombas giras ligadas a locais ermos), Maria Padilha, Rosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas (pombas giras ligadas ás encruzilhadas), Pombagira da Calunga (pombas giras afetas aos cemitérios), Pombagira das Almas, Pombagira Cigana (pombas giras relacionadas com ciganas), Rosa Vermelha, Dona Rosinha Caveira, entre outras.
P. G. Calunga
As cores predominantes da Pomba Gira são o vermelho e o preto. É representada com saias rodadas, blusas com rendas, colares, flores e muitos enfeites.
As suas oferendas preferidas são o champanhe, o vinho, a aguardente, o gim, os espelhos, as bijuterias, os batons, as cigarrilhas e os cigarros de filtro branco, as rosas vermelhas (sempre em número ímpar), as jóias, os perfumes, o mel, o licor de anis (que é uma das suas bebidas preferidas). Enfim, todo o tipo de aparato que se atribui à chamada "vaidade feminina".
Os despachos às Pomba Giras são feitos em encruzilhadas em forma de "T", cemitérios, estradas e, em alguns casos, jardins.
Assista agora, através do vídeo abaixo, à Festa Pomba Gira 2014, num Terreiro de Umbanda.

quarta-feira, maio 18, 2016

Hei-de Trazer-te Aqui

Hei-de trazer-te aqui para te mostrar
os pequenos barcos brancos
que levam o Verão desenhado nas velas
e trazem no bojo a alegria dos arquipélagos
onde se ama sem azedume nem pressa.
Aqui, temos a ilusão breve
de que os dias sabem a pólen
e esvoaçam nas asas das abelhas
como cartas eternamente sem resposta.
José Jorge Letria -  "Capela dos Ócios" 

terça-feira, maio 17, 2016

A Tulipeira do Gabão

1 – Tulipeira do Gabão
A bisnagueira, tulipeira-do-gabão ou chama-da-floresta,é uma árvore da família das Bignoniaceae, sendo a única espécie do seu género botânico.
Esta árvore atinge de 7 a 25 metros de altura, e é nativa da África tropical.
É utilizada com frequência como planta ornamental em zonas tropicais. É muito apreciada pelas suas vistosas flores campanuladas de cor vermelha-alaranjada, rubras ou, mais raramente, amarelas e tem, em condições favoráveis, a capacidade de se tornar uma espécie invasora.
O botão floral em forma de bisnaga contém água, e por isso as flores, são usadas pelas crianças nas suas brincadeiras, tirando partido desta sua particularidade.
A seiva provoca manchas amarelas nos dedos e na roupa, e, as flores são muito atractivas para muitas espécies de aves, apesar da toxidade apresentada pelas mesmas .
Em jardins e parques, o seu néctar atrai muitos beija-flores.
A sua madeira é macia e por isso é, por vezes, usada por aves que fazem os seus ninhos escavando os troncos.

segunda-feira, maio 16, 2016

Mayotte

Mayotte ou Maiote é um departamento ultramarino francês, com a capital em Mamoudzou, situado entre o Oceano Índico e o Canal de Moçambique, na porção mais oriental do Arquipélago das Comores.
Maiote é constituído pela ilha Mayotte propriamente dita, também conhecida por Mahoré ou Grande Terre, e duas ilhas bem mais pequenas: Pamanzi (ou Petite Terre) e Chissioi m'Zamboro.
Os seus vizinhos mais próximos são as Comores, a noroeste; Madagáscar, a sudeste; Seicheles, a nordeste; ilhas Gloriosas, dependentes de Reunião, a nordeste; e Moçambique, a oeste.
Foi descoberta por navegadores árabes do período Abássida, no século IX, e anexada, juntamente com as Comores. Em 1503, os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à ilha. Foi anexada pela França em 1841.
É uma ilha de origem vulcânica, com um clima tropical, e chuvas de novembro a maio.
Se for até lá não deixe de visistar: A reserva natural de Saziley; as ilhotas Choazils e M’tzamboro; o Monte Choungui; a reserva da Passagem em “S” e a barreira de colinas de Combani e os seus campos de ylang-ylang.
Um dos principais encantos de Mayotte reside na sua barreira de corais que delimita uma das maiores lagunas fechadas do mundo. Mayotte oferece também dos mais belos espetáculos da natureza: o das baleias-jubarte que ensinam os rudimentos da vida aos seus recém-nascidos ou a observação das tartarugas marinhas. A fauna selvagem é diversificada: o maki, espécie de lêmure próprio de Mayotte ou ainda o roussette, morcego imponente que percorre os céus tanto de dia quanto de noite.
Baobás, Tulipeiras do Gabão ou ainda Takamakas espalham-se pelas florestas úmidas e secas. Podem ser vistos também o ylang-ylang e  magníficas orquídeas selvagens (existem quase 50 espécies diferentes) entre as quais a baunilha.
A sua economia tem por base a agricultura, cujos principais produtos são o coco, o cacau, as especiarias e a pesca.
A maioria da população é muçulmana, praticando o islamismo como religião, o que corresponde a 97% da população. Os restantes 3% seguem o cristianismo (na sua maioria católico).
Mayotte é uma sociedade miscigenada, porque herdou um mosaico de culturas: africana, persa, oriental, malgaxe, europeia e árabe. Este cruzamento de vários mundos e civilizações forjou una cultura rica e autêntica.

domingo, maio 15, 2016

Os Fidalgos da Casa Mourisca

Os Fidalgos da Casa Mourisca é um romance póstumo do escritor português Júlio Dinis (Joaquim Guilherme Gomes Coelho), publicado em 1871.
Sinopse: 
Publicado no ano da morte do autor, este romance foca o progresso da burguesia e a consequente decadência da nobreza. As personagens são, em geral, vagas, sem definição psicológica, servindo como elemento estrutural do conteúdo.
A sequência temporal é evidente e marcada pelas várias circunstâncias que vão constituindo a ação, com as personagens perfeitamente integradas, desempenhando as suas várias funções e dando-nos a conhecer os seus pensamentos.  
Esta obra narra a história dos fidalgos Negrões de Vilar dos Corvos, uma família abalada por várias tragédias que vive na Casa Mourisca. Na altura em que se desenrolam os acontecimentos mais importantes da história, a família está reduzida a três membros: D. Luís Negrão de Vilar de Corvos, um "velho sexagenário, grave, severo e taciturno", e os seus dois filhos mais novos, Jorge e Maurício.
Leia a obra ou veja (em baixo) a adapatação ao teatro d' Os Fidalgos da Casa Mourisca (1963). 

sábado, maio 14, 2016

Duas árvores fantásticas

No mundo inteiro, existem árvores fantásticas pela sua beleza ou pelo seu exotismo, de tal maneira que parecem vir de outro planeta.
Venha daí fazer uma pausa e apreciar duas absolutamente excepcionais.
1 –  A Árvore Sangue de Dragão ou Dragoeiro 
A Dracaena draco L., conhecida pelo nome comum de dragoeiro, ou Árvore Sangue de Dragão, é uma planta da família das Ruscaceae (Dracaenaceae) originária da região biogeográfica atlântica da Macaronésia. É, portanto, nativa dos arquipélagos das Canárias, Madeira e Açores, ocorrendo também em Cabo Verde.
Pode atingir centenas de anos de idade, produzindo árvores de grandes dimensões. Apesar de comum e muito apreciado como planta ornamental nos jardins daqueles arquipélagos, o dragoeiro encontra-se vulnerável no estado selvagem, devido à destruição do seu habitat.
Esta árvore pode ultrapassar os 15 m de altura, e, tem uma seiva que forma uma resina translucente, de cor vermelho sangue. É constituída maioritariamente por éteres, mas contém uma grande diversidade de substâncias, entre as quais a dracenina.
É uma árvore bela, misteriosa e com um formato que lembra uma nave espacial.
A resina vermelha que produz é usada na cosmética (fabrico de batons), em magia ritual e alquimia.
Em rituais de vodu, parece atrair amor ou dinheiro (nunca os dois) ou pode simplesmente ser usada para refrescar o hálito como uma pasta de dentes normal.


2 – O Abricó-de-Macaco ou Árvore Bola-de-Canhão
A árvore apropriadamente chamada de Bola-de-Canhão, é uma árvore muito ornamental, originária da floresta amazónica. É também comum a algumas partes do norte da América do Sul e das Caraíbas.
 Apesar de comestíveis, os frutos não são apreciados pelos humanos, devido ao aroma desagradável que exalam. No entanto, eles servem de alimento a macacos e a alguns animais domésticos.
Os frutos da Árvore Bola-de-Canhão levam quase um ano a amadurecer e podem ser muito perigosos quando caem, pois, têm mais de dez centímetros de diâmetro e podem facilmente ferir as pessoas.
Mas, vale a pena observar, as incríveis flores desta árvore ornamental (como pode ver na foto ao lado e no vídeo abaixo).

sexta-feira, maio 13, 2016

Stitches

Oiça o menino bonito de origem portuguesa, Shawn Mendes, em Stitches (vídeo oficial).
Shawn Mendes (1998) é um cantor e músico luso-canaiano que atuou recentemente em Lisboa, com enorme sucesso.
O seu pai é português, de Lagos, no Algarve, onde este jovem cantor atuou perante um público, pela primeira vez, enquanto a sua mãe é inglesa.
Em 2013, Sawn Mendes começou a divulgar versões de covers na internet (no aplicativo popular Vine), conquistando milhões de visualizações e seguidores em alguns meses. Nesta fase tornou-se conhecido pelos trechos de seis segundos, de interpretações de canções populares.
O seu single de estreia, "Life of the Party", tornou-o o artista mais jovem a estrear nas 25 primeiras posições da Billboard Hot 100.
O seu álbum de estreia, Handwritten, foi lançado em abril de 2015,  que chegou logo ao primeiro lugar na Billboard 200, consagrando-o como o artista mais jovem a conseguir este feito.

quinta-feira, maio 12, 2016

A Orquídea que Lembra Recém-Nascidos (Anguloa Uniflora)

1 - A Orquídea que Lembra Recém-Nascidos (Anguloa Uniflora)
Anguloa é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceæ).
O nome deste género (Ang.), foi dado em homenagem a "Francisco de Angulo", um amante de orquídeas, que viveu no Perú, no final do século XVIII, quando lá chegaram os botânicos espanhóis: José Antonio Pavon Jimenez e Hipólito Ruiz López, membros da "Expedição Botânica ao Vice-Reino do Perú".
O género foi descrito pelos dois botânicos espanhóis, em 1798, e assim batizado como reconhecimento da ajuda que Ângulo lhes deu. O termo uniflora, de origem latina, significa Com Uma Flor (que pode atingir os 10 cm).
Esta orquídea é uma planta herbácia robusta que prefere os climas mais frios e é considerada das maiores espécies terrestres.
Floresce depois da queda das folhas caducas, do Verão até aos princípios do Outono.
O seu habitat distribui-se desde a Colômbia até ao Perú e, encontra-se em altitudes que vão dos 1400 aos 2500 metros (na Venezuela, Colômbia, Equador e Perú), na sombra profunda dos bosques húmidos das regiões montanhosas.

quarta-feira, maio 11, 2016

Favaios

Favaios é uma freguesia com 21,45 km² de área e 1 064 habitantes (2011).

Está localizada na Serra do Vilarelho, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, província de Trás-os-Montes e Alto Douro, no nordeste de Portugal.

Integra-se no Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade.

Aldeia Vinhateira do Douro, Favaios está a cerca de 150 km do Porto  e a 120 de Bragança, A sua população depende, em grande parte, da vinicultura. É conhecida pelo seu vinho moscatel e está localizada num dos mais belos planaltos da região duriense.
Para além da deslumbrante paisagem, das marcas arqueológicas, das casas brasonadas e dos monumentos religiosos, Favaios oferece gastronomia de fazer crescer água na boca!

Numa visita a Favaios, deve começar pelas muralhas do Castelo dos Mouros e depois conhecer a Igreja Matriz de São Domingos, que tem a torre sineira mais alta do concelho. Não deixe de passar pelo Museu do Pão e do Vinho, pela Fonte do Largo da Praça, pela Capela do Senhor Jesus do Outeiro e ainda pelo Cruzeiro de Favaios.

Tanto o pão como o vinho possuem longa tradição na gastronomia local. Não pode, por isso, passar sem o saborear. Delicie-se com o trigo de quatro cantos ou com a bola de carne.

A visita não ficaria completa sem uma passagem pela Adega Cooperativa de Favaios.
O produto de excelência é o seu moscatel. Um vinho generoso único e inconfundível mundialmente apreciado e reconhecido numerosos prémios nacionais e internacionais.
Obtido a partir da uva moscatel, é óptimo para beber antes e depois das refeições.

Veja agora com atenção a reportagem do Porto Canal
sobre a aldeia de Favaios:

terça-feira, maio 10, 2016

A Península de Yamal

A Península de Iamal ou Península de Yamal situa-se no norte da Rússia, localizando-se no distrito autónomo Yamal-Nenets, do noroeste da Sibéria.
Esta península está rodeada pelo Mar de Kara e a região estende-se por cerca de 700 km.  A norte fica a Ilha Belyi, da qual está separada pelo estreito de Malygin. Baydaratskaya Bay, fica a oeste, e o Golfo de Ob, a leste. É praticamente desabitada e o seu solo é constituído maioritariamente por permafrost.
Na língua dos seus habitantes indígenas, os Nenets , que pode ver na excelente apresentação que se segue, "Yamal" significa "End of the Land" ou seja "Fim do Mundo".
Yamal é também habitada por uma infinidade de espécies de aves migratórias. Mas, é uma região chave na produção de gás natural e de petróleo da Federação Russa, produzindo 8,2 milhões de toneladas de gás natural, anualmente.


Recentemente encontrou-se nesta península, uma cratera com cerca de 80 metros de profundidade, como pode ver no vídeo abaixo.
A análise de imagens de satélite da região, permitiu verificar que esta e outras crateras (com diâmetros variáveis) estão espalhadas por uma àrea relativamente grande e, pensa-se que, a sua formação resulta da extração do petróleo e gás natural.

segunda-feira, maio 09, 2016

A Dislexia

A dislexia é um transtorno na área da leitura, escrita e soletração, que pode também ser acompanhado de outras dificuldades, como por exemplo, na distinção entre esquerda e direita, na percepção de dimensões (distâncias, espaços, tamanhos e valores), na realização de operações aritméticas (discalculia) e no funcionamento da memória de curta duração.
A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante o processo de alfabetização, sendo comum provocar uma desfasagem inicial na aprendizagem.
A dislexia não é considerada uma doença, mas sim uma formação diferenciada do encéfalo, o que acarreta problemas na aprendizagem escolar, pela dificuldade revelada por alguns alunos, em descodificar os códigos que lhe são administrados durante as aulas.
A propósito deste transtorno, veja com atenção o vídeo abaixo, que mostra de forma extraordinária algumas das suas características e recorda exemplos de personalidades que sofreram/sofrem de dislexia.
 

domingo, maio 08, 2016

O Douro preso em barragens

Douro Vinhateiro - Leonardo Bizcaya
Verde tão verde e as árvores no fundo.
No fundo os rápidos que de água se quebravam
subindo à sirga em de rabelos barcos.
Mais baixas as alturas se reflectem calmas
de rochas casas e arvoredo fundo.

Verde tão verde o rio se não corre
de lago é preso e um barco noutra margem
parado se contempla a esbelta proa arqueada
sobre o telhado inverso do solar antigo.
Só brisa matinal se encrespa de água e morre.

Verde tão verde era de espuma e rocas
polindo-se tranquilas no fiar das águas.
Pelo Douro - João Escórcio
Vinham descendo os montes em socalcos que
lambidos se inseriam no passar dos barcos.
No fundo como nuvens se enverdecem rocas.

Verde tão verde era de rijas águas
de espumas e de pedras e de alteadas margens.
Tão verde ora de névoa surda
em que de gritos não barqueiros remam.
Que rio se era escuro e já de verdes águas.

Parado e sempiterno e velho de águas rio
não passas repassando as águas de outro tempo,
verde tão verde na manhã parada.
Jorge de Sena - Douro, 30/8/1971 - Exorcismos, Poesia III

sábado, maio 07, 2016

De Morrer a Rir: 10 Pragas Algarvias

Aqui fica uma recolha de 10 Pragas Algarvias, caçado no FB e que é de morrer a rir!  
Ao autor da recolha (que não sei quem é) os meus parabéns.
"São, com certeza, um dos patrimónios culturais algarvios mais peculiares e fantásticos. As pragas algarvias já são pouco usadas, mas continuam sobejamente conhecidas e a ser relembradas em jeito de anedota. Afinal, apesar de serem desejos de má sorte, não queremos que ninguém fique mal por força das palavras.

As mais conhecidas são as pragas do Alvor, mas são também populares noutras zonas como Monte Gordo ou Fuzeta. Rogadas em combate verbal ou quando um algarvio se irritava, são sempre irónicas, caricaturais e até violentas. E contam sempre com dizeres e sotaque algarvios.

Recordemos agora algumas pragas algarvias muito boas:

 1- "Permita Deus que tenhas um bichoco tão grande e tão ruim que todo o algodão que há no mundo não chegue para o tratamento"

 2 - "Ah maldeçoade! Que tivesses uma dor de barriga tão grande, tão grande, que te desse pra correr, que cande más corresses más te doesse e que cande parasses arrebentasses.

 3 - "Oh maldeçoade, havia de te crescer um par de cornos tão grandes e tão pequenos, que dois cucos a cantarem, cada um na sua ponta, não se ouvissem um ao outro".

 4 - "Permita Deus que fiques tão magro, tão magro, que possas passar pelo fundo de uma agulha de braços abertos."

 5 - "Amaldeçoade môce, havia de te dar uma dor tã grande, tã grande, que só te passasse com o sumo de pedra."

 6 - "Ah moça maldeçoada, havias de apanhar tante sol, tante sol, que t’aderretesses toda e fosse preciso apanhar-te às colheres com’à banha."

 7 - "Devia Deus dar-te tanto dinheiro que até chovesse em cima de ti tantas notas como bagos de areia há no fundo do mar."

 8 - "Permita Deus que tenhas de andar tanto que gastes os pés e as pernas até à cintura."

 9 - "Que te desse uma traçã no beraco desse cu, que tevesses sem cagar oito dias e quando cagasses só cagasses figos de pita inteiros." 

 10 - "Permita Dês que toda a comida que hoje quemeres, amanhã a vás cagar ao cemitério já de olhos fechados." 

sexta-feira, maio 06, 2016

Dos Gardenias & Besame Mucho

Omara Portuondo por Amoxes
Oiça a cantora cubana Omara Portuondo em dois boleros: Dos Gardenias e  Besame Mucho, em Montreal (Canadá).
Omara Portuondo (1930) é uma cantora de bolero e dançarina cubana, cuja carreira se estende por meio século.
Esta artista fez parte da formação original do Cuarteto d'Aida e já se apresentou com Ignacio Piñeiro, Orquesta Anacaona, Orquesta Aragón, Nat King Cole,  Adalberto Álvarez, Los Van Van, Buena Vista Social Club, Pupy Pedroso, Chucho Valdés, Juan Formell e Maria Bethânia. Bésame Mucho é o título de uma canção escrita em 1940 pela mexicana Consuelo Velásquez antes de completar o seu 16° aniversário. Segundo Consuelo Velázquez, ela inspirou-se numa ária de uma ópera de Enrique Granados. Rapidamente esta canção se converteu numa das mais populares do século XX.
Emilio Tuero foi o primeiro a gravá-la. Mas, não podemos esquecer as interpretações extraordinárias de Nat King Cole, João Gilberto e Beatles, entre outras.
Em 1999, a canção foi reconhecida como a mais cantada e gravada do idioma espanhol, e talvez seja a mais traduzida entre as compostas nesta língua.
Oiça, então esta versão de Omara Portuondo.

quinta-feira, maio 05, 2016

Mais duas orquídeas diferentes...

1- Orquídea com Cara de Babuíno (Dracula Simia)
A Orquídea Dracula simia é uma espécie de orquídea epífita. Esta espécie é originária do sudeste do Equador, onde habita as florestas úmidas e com muita nebulosidade das montanhas.
A sua característica mais marcante é o facto das suas flores possuírem uma incrível semelhança com o rosto de um macaco.
Como é encontrada na natureza em regiões de altitudes entre 1000 e 2000 metros, esta é uma espécie pouco conhecida, embora possa ser cultivada domesticamente com bastante cuidados.


2- Orquídea com Cara de Abelha Risonha (Ophrys Bombyliflora) ou Bumblebee Orchid
O habitat desta orquídea generaliza-se a todo o Mediterrâneo (sobretudo a ocidente). No Algarve, Portugal, ocorre com muita frequência e em grande número.
A Ophrys bombyliflora prefere um substrato calcário, pelo que esta é uma das razões por que é tão comum na costa do Algarve onde o terreno é de areia e tem um alto teor de conchas.

quarta-feira, maio 04, 2016

Nova Caledónia: a ilha que fica no fim do mundo

A Nova Caledónia é um arquipélago da Oceania situado na Melanésia — alguns graus a norte do Trópico de Capricórnio. Trata-se de uma comunidade especial, pertencente à França.
O Acordo de Nouméa criou um estatuto especial para este território, além de ter previsto a realização de um referendo local acerca da sua independência ou da manutenção do seu estatuto como parte integrante da República Francesa.
A Nova Caledónia é a porção de terra mais distante do seu respectivo país soberano, estando localizada a aproximadamente 16 000 km de distância da França continental. Possui uma superfície de 18 575 km². Está situada no Oceano Pacífico, a 1 500 km a leste da Austrália e a 2 000 km a norte da Nova Zelândia.
O arquipélago inclui a ilha principal de Grande Terre, as ilhas Lealdade, o arquipélago Belep, as ilhas de Pines e algumas ilhas remotas. As Ilhas Chesterfield do mar de Coral também fazem parte da Nova Caledónia. A capital do território é Nouméa.
Conta com uma população de cerca de 250 mil habitantes. Os povos nativos são do grupo melanésio, conhecidos como canaques, representando 45% do total da população; cerca de um terço são europeus, especialmente franceses, e a restante  população é constituída por polinésios e vietnamitas.
As lagoas da Nova Caledónia - Património Mundial da
Unesco - Maravilhas Naturais
A língua oficial é o francês, porém, os nativos utilizam um conjunto de línguas melanésias relacionadas umas às outras, conhecidas como línguas canaque.
O nome Nova Caledónia foi-lhe atribuído pelo explorador britânico capitão James Cook, que viu semelhanças entre a paisagem local e as terras altas da Escócia.
Em 1853, o território é anexado pela França e torna-se um destino para milhares de prisioneiros vindos da Europa.
A gradual tomada de terra aos povos nativos fez com que estes alimentassem um sentimento de revolta contra os ocupantes brancos. As tensões explodem finalmente em 1878, quando os canaques promovem ataques, em que cerca de 1000 indivíduos são mortos, o que obriga a uma forte repressão da metrópole.
O nacionalismo canaque continuará com uma forte oposição ao domínio europeu.
Em meados dos anos 80 do século XX essas diferenças resultam em novos confrontos violentos. A França é obrigada a declarar o estado de emergência e enviar pára-quedistas para conter os protestos.
Como solução para os distúrbios é assinado em 1988 o Acordo de Matignon, que propunha o fim do domínio direto de Paris e um referendo sobre a independência, a ser realizada em 1998. Outro importante ponto era o comprometimento da França enfrentar o desequilíbrio económico entre os mais ricos, principalmente europeus, habitantes da província do sul (a metade sul da Nova Caledónia).
O referendo acaba por ser adiado com a assinatura  do Acordo de Nouméa, de 1998, que deu maior autonomia à Nova Caledónia e estipulou que a votação acerca independência fosse realizada entre 2014 e 2019.

terça-feira, maio 03, 2016

Folia Darco

Veja o novo vídeo-clip, do violinista Caly Prado, da música original "Folia Darco".
Caly Prado fez o 8º grau musical na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e a licenciatura em música na Metropolitana de Lisboa e na Universidade do Minho.
Já foi membro de várias orquestras como a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Calouste Gulbenkian, entre outras.
Com estas orquestras gravou vários concertos para a Antena 2. Foi convidado a tocar em festivais como "Transeuropéennes" - França, "Chiesa Música" - Itália, "Sanfte Musik" - Alemanha, "Dias da Música" e "1001 Músicos" - Portugal.
Em 2009 gravou um CD de originais intitulado de "Unsustainable Pain". Tocou no bailado "Sagração da Primavera", de Ígor Stravinski, no Centro Cultural de Belém.
Atualmente é membro fundador da "String Ensemble" e membro da "Camerata Bracarense".
Aprecie então este Folia Darco. Vale bem a pena.

segunda-feira, maio 02, 2016

Hotel

Hotel é um livro de Paulo Varela Gomes que foi Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística de 2015.
De acordo com António Guerreiro, do jornal Público, "Hotel" alberga tudo. Na sua composição, ele é de uma total impureza, uma mistura de géneros: romance filosófico, gótico, de mistério, fantástico, de vampiros, erótico e pornográfico. A estes géneros tradicionais e codificados poderíamos ainda acrescentar outro do qual ele é – ousamos supor – o inventor: o romance de arquitectura."
Paulo Varela Gomes (1952 - 2016) foi professor dos ensinos secundário e superior até se reformar em 2012. 
Foi autor de artigos e livros da sua área de especialidade (história da arquitectura e da arte), colaborador e cronista permanente de vários jornais e revistas, designadamente o Público, autor e apresentador de documentários de televisão. 
Sinopse:
"Quando ganhou o euromilhões, Joaquim Heliodoro de Ataíde e Pinto Winzengerode de Mascarenhas Adrião Manoel de Menezes comprou um grande palacete do início do século XX, uma casa que conhecia por fora e por dentro desde criança e a propósito da qual elaborara muitas fantasias, castelãs, hoteleiras e sexuais, e decidiu transformá‑lo num hotel".
"O hoteleiro, amante de história, de arquitectura e de pornografia, assuntos a que dedica muitas reflexões ao longo destas páginas, acrescenta ao mistério do palacete o seu próprio mistério e os vícios e fraquezas que o acompanham. São testemunhas e cúmplices desse mistério vários hóspedes do hotel, em particular Manuela e Margareta, duas mulheres que encantam e intrigam Joaquim Heliodoro".

domingo, maio 01, 2016

Colegial

Em cima da minha mesa,
Da minha mesa de estudo,
Mesa da minha tristeza
Em que, de noite e de dia,
Rasgo as folhas, leio tudo
Destes livros em que estudo,
E me estudo
(Eu já me estudo...)
E me estudo,
A mim,
Também,
Em cima da minha mesa,
Tenho o teu retrato, Mãe!

À cabeceira do leito,
Dentro dum lindo caixilho,
Tenho uma Nossa Senhora
Que venero a toda a hora...
Ai minha Nossa Senhora
Que se parece contigo,
E que tem, ao peito,
Um filho
(O que ainda é mais estranho)
Que se parece comigo,
Num retratinho,
Que tenho,
De menino pequenino...!

No fundo da minha sala,
Mesmo lá no fundo, a um canto,
Não lhes vá tocar alguém,
(Que as lesse, o que entendia?
Só riria
Do que nos comove a nós...)
Já tenho três maços, Mãe,
Das cartas que tu me escreves
Desde que saí de casa...
Três maços - e nada leves! -
Atados com um retrós...

Se não fora eu ter-te assim
A toda a hora,
Sempre à beirinha de mim,
(Sei agora
Que isto de a gente ser grande
Não é como se nos pinta...)
Mãe!, já teria morrido,
Ou já teria fugido,
Ou já teria bebido
Algum tinteiro de tinta!
José Régio

sábado, abril 30, 2016

A Pensão Amor

A Pensão Amor, é um espaço de diverimento em Lisboa, que se localiza na Rua do Alecrim. O seu nome remete-nos para a história do edifício e para o antigo quotidiano do Cais Sodré.
Esta zona da cidade, póxima do porto de Lisboa, era frequentada por prostitutas e marinheiros. Esta antiga e degradada pensão/bordel foi remodelada e reconvertida para novas funções.

A partir de 2011 a Pensão Amor passou a ser um local de convívio e encontro, para lisboetas e turistas, quer durante o dia quer durante a noite.

Pelos vários andares do prédio distribuem-se ateliês de trabalho, um restaurante/cabaret, uma livraria erótica Ler Devagar com Amor e até uma sala (com um varão de strip) para eventos e espectáculos. Aqui recria-se o ambiente erótico de cabaret e o universo do burlesco, num palco disponível para todo o tipo de eventos: concertos, poesia, teatro, lançamentos literários ou musicais, conversas e tertúlias.

Ao pé da Pensão Amor encontra ainda o Povo e a Velha Senhora. O Povo recria a antiga tasca portuguesa, com fado, petiscos e vinho a copo. A Velha Senhora procura recriar o espírito festivo, do burlesco e da boémia da cidade de Lisboa.

Ao entrar no salão da Pensão Amor vai encontrar cadeirões, mesas, puffs, quadros, estátuas e bibelots "de época", estando os tectos pintados com réplicas de frescos dos quais pendem lustres. Pintado com cores quentes, espelhos pendurados, um piano antigo e inundado de fotografias sensuais de várias décadas, a média luz do ambiente completa a atmosfera, onde o erotismo e o burlesco dominam.

Subindo ao primeiro andar deste antigo bordel, as paredes da escadaria estão decoradas pelas pinturas de Mário Belém que caracterizam a sua anterior função.

O projecto Pensão Amor contribuiu para apagar a má-fama desta zona da cidade, ao trazer novas pessoas, novas ideias, novos bares, novos hábitos e uma nova forma de viver a cidade.