O teatro é uma forma de arte milenar que consiste na representação de histórias, emoções e conflitos humanos perante uma audiência, utilizando atores, cenários e técnicas de palco. O termo originário do grego theatron ("lugar para ver"), abrange a dramaturgia, o edifício físico e a arte cénica.
Hoje 27 de março assinala-se, em todo o país e no resto do mundo, mais um Dia Mundial do Teatro.
Muitas salas lisboetas prestigiam esta data com espetáculos gratuitos e outras atividades relacionadas com a grande arte do palco.
Se está em Lisboa pode ir até ao Teatro da Trindade que celebra este dia com uma programação especial. No teatro dirigido por Diogo Infante, pode participar em duas visitas guiadas, e assistir aos espetáculos Brokeback Mountain, na sala estúdio, e A Gaivota, na sala Carmen Dolores.
Em 2026, o ator e criador de teatro Willem Dafoe é o autor da mensagem que tradicionalmente é lida nos teatros de todo o mundo a 27 de março, Dia Mundial do Teatro. Esta mensagem, que pode escutar no vídeo abaixo, é divulgada com antecedência para potenciar a sua divulgação.
O "Hino da Restauração da Independência de Portugal", é um hino patriótico português composto em 1861, por Eugénio Ricardo Monteiro de Almeida, para a peça teatral: 1640 ou a Restauração de Portugal.
Este hino de grande popularidade, chegou até aos nossos dias a ser tocado nas comemorações oficiais do 1.º de Dezembro, sobretudo, a partir de 2012, como parte final do Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas, em Lisboa.
A peça de teatro 1640 ou a Restauração de Portugal, fruto da parceria dos dramaturgosFrancisco Duarte de Almeida Araújo e Francisco Joaquim da Costa Braga, estreou-se no Teatro da Rua dos Condes, em Lisboa, em 1861. A estreia foi um sucesso, na qual os autores foram chamados quatro vezes ao palco, e prolongou-se com enchentes extraordinárias nas récitas subsequentes.
A letra original deste hino, de 1861, é a seguinte:
''Lusitanos, é chegado O dia da redenção. Caem do pulso as algemas, Ressurge livre a Nação.
O Deus de Afonso, em Ourique Dos livres nos deu a lei: Nossos braços a sustentem Pela Pátria, pelo Rei.
Refrão:
Às armas, às armas, O ferro empunhar; A Pátria nos chama, Convida a lidar.
Excelsa Casa, Bragança Remiu cativa nação; Pois nos trouxe a liberdade, Devemos-lhe o coração.
Bragança diz hoje ao povo:
"Sempre, sempre te amarei" O povo diz a Bragança "Sempre fiel te serei".
Às armas, às armas...
Esta c'roa portuguesa Que por Deus te foi doada Foi por mão de valerosos De mil jóias engastada.
Este ceptro que hoje empunhas, É do mundo respeitado, Porque em ambos hemisférios Tem mil povos dominado!
Às armas, às armas...
Nunca pode ser sujeita Esta nação valerosa Que do Tejo até ao Ganges Tem a história tão famosa.
Ama-a pois, qual o merece; Ama-a, sim, nosso bom rei Dos inimigos a defende, Escuda-a na Paz, e Lei.
Às armas, às armas...
Ai! Se houver quem já se atreva Contra os Lusos a tentar, O valor de um povo heróico Há-de os ímpios debelar.
Viva a Pátria, a Liberdade, Viva o regime da Lei, A Família Real viva, Viva, viva o nosso Rei!
A Morgadinha de Valflor é um drama em cinco atos, de Manuel Pinheiro Chagas. Esta peça foi representada pela primeira vez no Teatro D. Maria II, em abril de 1869, e publicada no mesmo ano. Conheceu sucessivas reedições, foi traduzida em espanhol e italiano e foi uma das peças de maior êxito do seu tempo.
A intriga, sentimental e ultrarromântica, desenrola-se na Beira, em finais do século XVIII, época conturbada de transformações políticas e sociais, e gira em torno do amor impossível, com desfecho trágico, entre Leonor, a Morgadinha de Valflor, uma fidalga altiva, e Luís, um humilde pintor em quem ela reconhece a "incontestável superioridade sobre os filhos degenerados da gloriosa nobreza de outrora".
Esta obra de Pinheiro Chagas deu também origem ao filme A Morgadinha de Val-Flor (1923) realizado por Ernesto de Albuquerque eErico Braga. O filme conta no elenco com, Ausenda de Oliveira (morgadinha), Maria Pia d'Almeida (morgada), Maria Sampaio (Mariquinhas), Mário Santos (Luís Fernandes), Duarte Silva (Leonardo Fernandes), entre outros.
Sinopse: A história, ambientada, nas Beiras, no último quartel do século XVIII em Portugal, narra a vida de Leonor, a jovem Morgadinha de Valflor, e suas relações com Luís e outras figuras da sociedade rural.
A história acompanha Leonor, no meio dos costumes e tradições de uma vila portuguesa. Leonor vê-se dividida entre o amor por Luís, um homem de condição social inferior, e as expectativas da família e da sociedade, que a pressionam a casar com outro homem. O enredo desenvolve-se com desafios, duelos e sofrimentos, culminando num trágico desfecho. O filme também aborda a disputa entre Leonor e Mariquinhas pelo amor de Luís, adicionando mais complexidade à narrativa.
Surgiu pela primeira vez na 5.ª edição do periódico "A Lanterna Mágica", a 12 de Junho de 1875, na caricatura intitulada "Calendário Portuguez", alusiva aos impostos, onde se representa o então Ministro da Fazenda, Serpa Pimentel, a sacar ao Zé Povinho uma esmola de três tostões para o Santo António de Lisboa (representado por Fontes Pereira de Melo) com o "menino" (D. Luís I) ao colo, tendo ao lado o comandante da Guarda Municipal, de chicote na mão, presente para prevenir uma eventual resistência.
O Zé Povinho acabou de fazer 150 anos. É uma personagem genial que, há século e meio, dá corpo e cara ao povo português - com ironia, crítica e um certo desalento, mas sempre de punho cerrado.
O Museu Bordalo Pinheiro celebra este aniversário com exposições e conteúdos especiais que mostram como o Zé atravessou regimes, reinventou-se com novos autores e nunca deixou de ser atual. É que o "Zé" não morre: transforma-se. Continua a representar um povo que resiste, que refila, que sofre… mas que não desiste.
Assinalando os 150 anos do Zé Povinho, os 51 anos do 25 de Abril e os 50 anos das independências dos PALOP, assista a um excerto de um filme (1978) de Lauro António: O Zé Povinho Na Revolução.
E agora assista o saudoso Luís Aleluia ao vivo numa paródia (mais recente) sobre o Zé Povinho (FadoTV).
Hoje celebra-se o Dia Mundial do Teatro, por isso, deixo-lhe aqui uma sugestão que descobri aqui: Os crimes de Lisboa.
Dirija-se hoje às 21h 30m ao Arco da Rua Augusta, em Lisboa. Dali se arranca para uma peça que é um passeio e que é também uma lição de história a envolver alguns dos episódios mais marcantes (sangrentos e assustadores) da cidade das sete colinas. No eixo Baixa-Alfama-Mouraria, rumo à praça do Rossio, passa-se uma hora e meia a reavivar memórias do sismo de 1755, do regicídio de D. Carlos, do processo dos Távoras, da ação da Inquisição ou do famigerado "estripador de Lisboa".
Não perca a oportunidade de comemorar esta efeméride.
Guia Da Doceira Em Sua Casa é um livro de culinária de Maria Margarida, s/d, 1ªEdição, Cartaxo; Papelaria e Tipografia Treze.
Esta obra é dedicada aos artistas do teatro português, em que as receitas apresentadas têm os seus nomes associados, como por exemplo: Figos àAntónio Rosa; Broinhas à Adelina Abranches; etc....
Kerala deve a sua fama à sua dança clássica, com aproximadamente 300 anos, a qual combina aspetos de ballet, ópera, mascarada e pantomima. Cochim é uma das cidades do estado de Kerala, onde pode assistir a este espetáculo.
O Kathakalié uma das manifestações tradicionais do sul da Índia, mais precisamente do estado de Kerala. A forma atual do Kathakaliterá sido fixada no final do século XVII, mas, inspira-se em rituais de há dois mil anos.
O Kathakali resulta da combinação de dança, música, canto e teatro e reúne com grande expressividade personagens mitológicos do universo religioso indiano. Deuses, demónios e seres sobrenaturais entrelaçam-se salientando a beleza entre forma e movimento.
O Kathakali é um estilo masculino de teatro-dança. Explora os movimentos leves e mais lentos. As partes do corpo mais usadas, são os olhos e também os pés. Esta manifestação cultural é conhecida não só por ser muito bonita mas também muito difícil.
"O Kathakali é composto por gestos detalhados e movimentos faciais, percussão, música, máscaras pintadas , disfarces e maquilhagem. O que o torna particular é o facto de o ator nunca falar, faz apenas gestos com as mãos e vários movimentos corporais" , explica Shri Padmanabhan, artista de Kathakali.
A preparação para o Kathakali é demorada porque exige uma maquilhagem minuciosa, feita a partir de ervas e outros elementos naturais.
"Através da maquilhagem, as personagens dividem-se em cinco categorias: Pacha (verde), Kathi (faca), Thadi (barba), Kari (negro) e Minukku (beleza). A cor dominante varia de acordo com a personalidade da personagem, segundo a tradição Kathakali", acrescenta o artista.
A Pacha Vehsam, ou maquilhagem verde, retrata protagonistas nobres. A Kathi Vesham retrata personagens vilãs. Existem três tipos de barbas, ou Thadi Veshams: A "Vella Thadi", ou Barba branca, representa macacos super-homens, como o Hanuman. A "Chuvanna Thadi", ou Barba vermelha, representa personagens maléficas. A "Karutha Thadi", ou Barba preta, representa o caçador. A Kari Vesham é utilizado para demónios femininos. A "Minuku Vesham" representa personagens femininas e sábios.
A Mudra é uma língua gestual estilizada, utilizada para transmitir uma ideia, uma situação ou uma forma de estar. Um ator de Kathakali transmite as suas ideias através de mudras. Para tal, o ator segue uma linguagem gestual sistemática, baseada no Hastalakshana Deepika, um tratado da língua gestual.
A orquestra de Kathakali consiste em duas variedades de tambores – o maddalam e o chenda; o chengila é um gongo de metal e o ilathalam, ou címbalos.
O Kathakali é anunciado pelos Kelikottu com o rufar dos tambores e acompanhada pelo Chengila (gongo). A riqueza de uma mistura feliz de cor, expressões, música, drama e dança não têm paralelo em quallquer outra forma de arte.
"O Kathakali é um espetáculo de grupo dominado pelos homens. Para ser reconhecida, uma mulher tem de trabalhar mais do que um artista homem. As atuações têm lugar em templos durante toda a noite. É preciso um treino físico rigoroso para atuar, senão, não é possível fazê-lo", sublinha Adv Ranjini K. P.
"As instituições mais famosas em Kerala não ensinam as mulheres. Aprendemos em aulas privadas. Temos de dar provas para sermos reconhecidas, é o que se passa com as artistas femininas do Kathakali", conclui Adv Ranjini K. P.
Os estudantes de Kathakali passam por um treino rigoroso, repleto de massagens de óleo e exercícios separados para os olhos, lábios, bochechas, boca e pescoço. A Abhinaya, ou expressão, tem tanta importância como a nritya (dança) e o geetham (canto).
Juntamente com expressões faciais altamente evocativas, as mudras e a música, vocal e instrumental, o Kathakali apresenta histórias de uma era passada num estilo altivo que faz lembrar as peças Gregas.
Aprecie agora os vídeos que selecionei para hoje, com aspetos desta arte milenar.
Assista agora a um dia com Kalamandalam Aravind, ator de Kathakali. O seu processo de preparação, maquiagem, figurino e alguns trechos da sua performance de 2017, no Regional Theatre, em Thrissur, Kerala, Índia.
Antes que a Noite Venha é um livro da escritora portuguesa Eduarda Dionísio (1946 - 2023).
A sua estreia literária fez-se, em 1972, com a obra Comente o Seguinte Texto, revelando desde logo uma arte narrativa peculiar, evocando um ambiente onde alunos prestam provas, comentando um texto sob a vigilância do professor.
Sinopse:
A peça "Antes que a noite venha" estreou no Teatro da Cornucópia, em 1992, com as atrizes Luísa Cruz, Rita Blanco, Maria João Luís, Márcia Breia, numa encenação de Adriano Luz. Posteriormente, foi traduzida, publicada e representada em França e em Itália.
Os ais de todos os dias,
os ais de todas as noites.
Ais do fado e do folclore,
o ai do ó ai ó linda.
Os ais que vêm do peito,
ai pobre dele, coitado
que tão cedo se finou!
Os ais que vêm da alma.
Ais d’ amor e de comédia,
ai pobre da rapariga
que se deixou enganar…
ai a dor daquela mãe.
Os ais que vêm do sexo,
os ais do prazer na cama.
Os ais da pobre senhora
agarrada ao travesseiro
ai que saudades, saudades,
os ais tão cheios de luto
da viúva inconsolável.
Ai pobre daquele velhinho:
_ai que saudades menina,
ai a velhice é tão triste.
Os ais do rico e do pobre
ai o espinho da rosa
os ais do António Nobre.
Ais do peito e da poesia
e os ais de outras coisas mais.
Ai a dor que tenho aqui,
ai o gajo também é,
ai a vida que tu levas,
ai tu não faças asneiras,
ai mulher és o demónio,
ai que terrível tragédia,
ai a culpa é do António!
Ai os ais de tanta gente…
ai que já é dia oito
ai o que vai ser de nós.
E os ais dos liriquistas
a chorar compreensão?
ai que vontade de rir.
E os ais de D. Dinis
Ai Deus e u é…
Triste de quem der um ai
sem achar eco em ninguém.
Os ais da vida e da morte
Ai os ais deste país… Armindo Mendes de Carvalho
Hoje Dia Mundial do Teatro assista à Parte 1 de Poesia Teatral.
São poesias dramatizadas em video a partir de uma Performance realizada pelos alunos do Curso Livre de Teatro da Escola de Dança e Teatro Léia Abreu (Brasil).
Ora veja! Vale bem a pena.
As Bruxas de Salém, é um filme norte-americano de 1996, do género drama, dirigido por Nicholas Hytner.
Este filme é baseado na peça com o mesmo nome de Arthur Miller que aborda os factos históricos que envolveram o julgamento das Bruxas de Salém.
Miller também escreveu o roteiro deste filme que tem no elenco: Daniel Day-Lewis, Winona Ryder, Joan Allen e Paul Scofield.
Felizmente Há Luar! é uma obra deLuís de Sttau Monteiro que foi publicada em 1961, no mesmo ano de Angústia para o Jantar, e que esteve proibida pela censura durante muitos anos. Só em 1978 foi pela primeira vez levada à cena, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.
Esta peça denuncia a injustiça da repressão e das perseguições políticas levadas a cabo pelo Estado Novo. Sinopse:
A obra retrata a trágica apoteose do movimento liberal oitocentista, em Portugal. Apresenta as condições da sociedade portuguesa do séc. XIX e a revolta dos mais esclarecidos, muitas vezes organizados em sociedades secretas.
Baseada na tentativa frustrada de revolta liberal em 1817, supostamente encabeçada por Gomes Freire de Andrade, Felizmente Há Luar! recria em dois atos a sequência de acontecimentos históricos que em Outubro desse ano levou à prisão e ao enforcamento de Gomes Freire pelo regime de Beresford, com o apoio da Igreja, sublinhando um apelo épico (e ético) politicamente empenhado e legível à luz do que era Portugal nos anos 60, chamando a atenção para a injustiça da repressão e das perseguições políticas.
Assista àHistória do Amor, parte 1 de 6 episódios realizados para o programa Fantástico, pela rede de televisão brasileira, Globo.
"O modelo de amor romântico, como o conhecemos hoje, foi inventado no século XII. Na maior parte do tempo e na maioria das civilizações, primeiro as pessoas casavam e o amor vinha depois. Quem descobriu o amor? Como será que nasceu esse sentimento que arrebata e enlouquece corações? Os atores brasileiros Leandra Leal e Daniel de Oliveira começam a contar esta história de uma forma bem divertido no Fantástico. Toda a gente gosta de uma história de amor. Cada época e cada lugar têm as suas histórias. Mas o amor também tem uma história, que começa muito antes de existirem as histórias de amor. E a história contada por Leandra Leal e Daniel de Oliveira começa há dez milhões de anos, com um olhar. No início da humanidade, a reprodução da espécie, portanto o sexo, era mais importante que o amor. Hoje, acreditamos que o amor deve vir antes e o sexo deve ser uma consequência do amor. A maneira como homens e mulheres se amam mudou muito ao longo dos séculos. Há três mil anos, o Rei Salomão tinha 700 mulheres e 300 concubinas.
Até à Idade Média, não era comum o homem tratar a mulher com carinho. O modelo de amor romântico, como conhecemos hoje, foi inventado no século XII. Hoje, acreditamos que o amor traz felicidade, e as histórias de amor devem ter um final feliz. Mas, no século XIX, o bonito mesmo era sofrer por amor.
Os anos 60 do século XX marcaram o início de uma revolução sexual e amorosa que continua dividindo as opiniões até hoje. Uns pensam que o amor é um entrave à liberdade e preferem viver sozinhos. Outros acreditam que vão se casar e ser felizes para sempre".
Comemora-se este ano, os 600 anos da morte de William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, 1564 — 1616). Shakespeare foi um dramaturgo e poeta inglês, considerado como o maior dramaturgo da língua inglesa e um dos mais influentes no mundo ocidental. As suas obras, que permanecem ao longo dos tempos, consistem de 38 peças, 154 sonetos, dois poemas de narrativa longa, e várias outras poesias.
Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permanecem vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
De entre as suas obras é de salientar Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that's the question (Ser ou não ser, eis a questão).
Shakespeare produziu as suas obras mais famosas entre 1590 e 1613. As suas primeiras peças foram principalmente comédias e histórias. Em seguida, escreveu principalmente tragédias até 1608, incluindo Hamlet, Rei lear e Macbeth, considerados alguns dos melhores exemplos do idioma inglês. Na última fase da sua vida, escreveu tragicomédias e colaborou com outros dramaturgos. Shakespeare era um respeitado poeta e dramaturgo na sua época, mas a sua reputação só atingiu o nível de hoje, a partir do século XIX. The Taming of the Shrew (A Megera Domada, no Brasil, e A Fera Amansada, em Portugal) é uma peça teatral de William Shakespeare, sendouma das primeiras comédias por ele escritas. Tem como tema central – que compartilha com outras comédias do autor, como Much Ado About Nothing (Muito Barulho por Nada) e A Midsummer Night's Dream (Sonho de uma Noite de Verão) – o casamento, a guerra dos sexos e as conquistas amorosas. A Fera Amansada diferencia-se das outras comédias porque dedica boa parte da ação à vida matrimonial, ou seja, aos acontecimentos que se sucedem à cerimónia nupcial em si. Não raro as comédias shakespeareanas têm o casamento como final da ação, a exemplo de Much Ado About Nothing. Os principais personagens são Lucêncio, o filho de um rico mercador, e seu empregado Trânio; Petruchio, um rico viajante; Catarina, uma autêntica fera; a doce e meiga Bianca e Baptista, o pai de de Bianca e Catarina.
O enredo, relativamente simples, teria sido recolhido por Shakespeare de antigos contos da tradição oral e diz respeito a um pai, Batista, nobre e rico viúvo, que vive em Pádua com as suas duas bonitas filhas: Catarina e Bianca. Bianca é obediente, dócil e terna. Já a sua irmã Catarina é o oposto, e o seu temperamento rebelde é conhecido de todos os habitantes de Pádua, que sempre se referem a ela como Catarina, a "Fera".
O nobre Baptista era muito censurado por não aceitar as muitas e excelentes propostas de casamento que eram feitas a Bianca, a sua filha mais nova; mas a todos os pretendentes ele respondia que só teriam a mão da filha mais nova depois de ver casada a filha mais velha, Catarina.
Até que certo dia, um fidalgo chamado Petruchio chega a Pádua com a intenção de procurar esposa. Petruchio não se mostra nada desencorajado com o que ouve sobre o temperamento de Catarina, quando sabe que além de rica ela é muito bonita.
Espirituoso, perspicaz, amigo de folgar e dotado de um apurado discernimento Petruchio consegue, através de um ardiloso e divertido plano, amansar o coração rebelde da bela Catarina.
Esta comédia de Shakespeare foi também adaptada ao cinema (1967), com interpretações fabulosas de Richard Burton (Petruchio) e Elizabeth Taylor (Catarina).
Agora É Que São Elas (1954) é um filme português do género comédia, realizado por Fernando Garcia e José César de Sá.
Este filme resultou da filmagem da revista Agora É Que São Elas, interpretada só por mulheres e levada à cena no Teatro Avenida.
Alguns dos quadros que aparecem no filme são: Prá Felicidade do Lar e 3 Mosqueteiros (com Elvira Velez, Arminda Vidal, Nina Monteiro), 3 Vedetas (com Milú, Alzira Camargo, Elvira Velez) e Criada Moderna (com Clarisse Belo).
Se quiser passar um bocado divertido, assista ao vídeo abaixo.
Ora veja! Não perca esta oportunidade.
Publicado no ano da morte do autor, este romance foca o progresso da burguesia e a consequente decadência da nobreza. As personagens são, em geral, vagas, sem definição psicológica, servindo como elemento estrutural do conteúdo.
A sequência temporal é evidente e marcada pelas várias circunstâncias que vão constituindo a ação, com as personagens perfeitamente integradas, desempenhando as suas várias funções e dando-nos a conhecer os seus pensamentos.
Esta obra narra a história dos fidalgos Negrões de Vilar dos Corvos, uma família abalada por várias tragédias que vive na Casa Mourisca. Na altura em que se desenrolam os acontecimentos mais importantes da história, a família está reduzida a três membros: D. Luís Negrão de Vilar de Corvos, um "velho sexagenário, grave, severo e taciturno", e os seus dois filhos mais novos, Jorge e Maurício.
Morreu ontem o ator português Nicolau Breyner. Nicolau Breyner (1940-2016) nasceu em Serpa (Alentejo). Depois de passar pelo Canto na juventude, pela Faculdade de Direito e pelo Conservatório, estreia-se em 1959. O actor Ribeirinho, um dos seus professores no Conservatório, convidou-o, juntamente com a actriz Florbela Queirós, para o elenco da peça Leonor Teles. O pequeno papel de Breyner não passou despercebido e brevemente o actor tornou-se cabeça de cartaz nos teatros de revista do Parque Mayer, ao mesmo tempo que se dedicava ao teatro radiofónico na Emissora Nacional.
Participou em filmes como Pão, Amor e... Totobola (1964), O Diabo Era Outro (1969) e Malteses, Burgueses e às Vezes... (1974).
Contudo, Breyner só se torna um fenómeno de popularidade após a Revolução dos Cravos com o programa televisivo Nicolau no País das Maravilhas (1975), onde, juntamente com Herman José, celebrizou a rábula O Senhor Feliz e o Senhor Contente, em que satirizavam, de uma forma lúdica, a situação política e económica do país.
Depois do sucesso do programa humorístico Eu Show Nico (1980), Breyner apareceu associado ao projecto da primeira telenovela portuguesa: Vila Faia (1982). Esta telenovela foi um êxito a nível nacional. Participou também na série humorística Gente Fina é Outra Coisa (1983), entrou como actor na telenovela Origens (1983) e fez uma derradeira incursão no teatro musical com a peça Annie (1984). Nessa fase, fundou a produtora NBP e figurou em séries como a segunda versão de Eu Show Nico (1987) e Os Homens da Segurança (1988). Na década de 90, Breyner dedicou-se exclusivamente à televisão com Euronico (1990), Nico de Obra (1993), Cinzas (1993) e Reformado e Mal Pago (1996), não deixando de fazer incursões no cinema em Jaime (1999) de António Pedro Vasconcelos, Inferno (1999) de Joaquim Leitão, Os Imortais (2003) de António Pedro Vasconcelos e O Milagre Segundo Salomé (2004) de Mário Barroso.
Se não conhece a excelente rábula O Sr. Feliz e o Sr. Contente, veja-a em baixo e assista ao desempenho de Nicolau Breyner e Herman José.
Oiça David Bowie em "Heroes" (vídeo abaixo), ao vivo em Berlim, em 2002. David Bowie (1947 - 2016) foi um músico, ator e produtor musical inglês. É, por vezes, referido como o "Camaleão do Rock" pela capacidade que sempre revelou de renovar a sua imagem. Foi uma importante figura na música popular desde há cinco décadas e é considerado um dos músicos populares mais inovadores e mais influentes de todos os tempos, sobretudo pelo seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980. Distinguiu-se também por um aparelho vocal característico e pela profundidade intelectual da sua obra.
A influência de David Bowie é única, quer musical quer socialmente. Como escreveu o biógrafo David Buckley, "ele penetrou e modificou mais vidas do que qualquer outra figura comparável." De facto, a sua influência é grande no mundo da música quer entre artistas e bandas mais antigas quer na nova geração. Além disso, teve influência em movimentos como a libertação gay e a recriação de uma nova juventude independente. Introduziu novas modas e maneiras de vestir na cena musical e teve uma carreira prestigiada no cinema.
Em 2002, ficou em 29º lugar na lista popular dos "100 Greatest Britons" e vendeu mais de 136 milhões de álbuns ao longo da sua carreira.
Em 2004, a Rolling Stone colocou-o na 39ª posição na sua lista dos "100 Maiores Artistas do Rock de Todos os Tempos" e em 23º lugar na lista dos "Melhores Cantores de Todos os Tempos".