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terça-feira, junho 30, 2026

Nôs Morna

 Ouça Cremilda Medina (1991) e Tito Paris (1963) em Nôs Morna. 
Considerada a Voz da Morna (Património da Humanidade) da nova geração, Cremilda Medina é uma das mais conceituadas intérpretes da música tradicional cabo-verdiana. 
Cremilda Medina nasceu e cresceu na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente em Cabo Verde, e desde criança que a música faz parte da sua vida. Começou a cantar com apenas 9 anos e aos 14 já fazia parte de um grupo musical juvenil chamado "Rytmos" que animava festas e acontecimentos sociais na ilha do Monte Cara.
Tito Paris é um músico, compositor e cantor cabo-verdiano, radicado em Lisboa. É um dos maiores responsáveis pela divulgação da música das ilhas da Morabeza pelo mundo, além de uma figura de relevo da comunidade africana na capital.

terça-feira, setembro 09, 2025

A Floresta Laurissilva

 A floresta Laurissilva é um tipo de floresta húmida, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas e endémica da Macaronésia, região formada pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde. 

A maior e mais bem conservada mancha de floresta Laurissilva encontra-se nas terras altas da Madeira.

Cobre cerca de 15 mil hectares, o que corresponde a cerca de 20% da ilha. Esta floresta húmida subtropical, com origem há cerca de 20 milhões de anos, destaca-se pela sua elevada biodiversidade e presença de muitas espécies endémicas.

Na laurissilva as plantas mais comuns são as lauráceas como o loureiro (Laurus novocanariensis e Laurus azorica), o vinhático (Persea indica), o til (Ocotea foetens), e o barbusano (Apollonias barbujana). É um dos habitats, no mundo, com maior índice de diversidade de plantas por km². A palavra laurissilva deriva do latim Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosque). É uma floresta produtora de água, precipitação oculta, visível na quantidade de levadas da ilha da madeira, é no Parque Natural da Madeira que se encontra de forma mais preservada.

Devido ao seu excelente estado de conservação e valor ecológico, foi classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO em 1999.

quinta-feira, julho 17, 2025

Estanhadinha

Ouça Elida Almeida (1993) em Estanhadinha.

Elida Almeida é uma cantora e compositora cabo-verdiana, nascida em Santa Cruz, Ilha de Santiago. Ganhou reconhecimento internacional após vencer o Prix Découvertes RFI em 2015. A sua música mistura géneros cabo-verdianos como o batuque, o funaná e a coladera com influências latinas e pop, resultando num estilo único e vibrante. 

Elida, a menina da ilha de Santiago que virou cantora de intervenção e conquistou o mundo "de dentro para fora".

sábado, julho 05, 2025

Maria Júlia

 Assinalando aqui os 50 anos da independência de Cabo Verde, proponho-lhe que ouça o cantor cabo-verdiano Gil Semedo (1974), em Maria Júlia.
Gil, considerado o "Rei do Pop" de Cabo Verde, renovou o Batuque ou Batuko, "a dança proibida", e muitos artistas o seguiram. Maria Júlia tornou-se assim um grande sucesso.

Maria Julia, pega bu sulada
Bu ben da kutornu
Na kompasu batuku
Maria Julia, mara bu lensu
Bu ben minina
Sim nu arranka txabeta
 
Bu sabi mexi (Maria Julia)
Ka bu dexa (Maria Julia)
Ninguen puxau pa baxu
Bu ten bu don (Maria Julia)
Finka pe na txon (Maria Julia)
Bo é un alegria pa tudo nos
 
Maria Julia, bo bunita
Koxa rodondu
Bu ka mesti nen luxu
Maria Julia, bo ten jetu
Minina bo é dretu
Djan pidi Nhordes pa djudau

Bu sabi mexi (Maria Julia)
Ka bu dexa (Maria Julia)
Ninguen pa puxau pa baxu
Bu ten bu don (Maria Julia)
Finka pe na txon (Maria Julia)
Bo é un alegria pa tudo nos
Maria Julia, mexi bu korpu
Bu koxa rodondu
Mostra di undi ki'u ben
Maria Julia, vivi nos kultura
Goza bu fortuna
Sim é ke la ki ta kura
 
Bu sabi mexi (Maria Julia)
Ka bu dexa (Maria Julia)
Ninguen puxau pa baxu
Bu ten bu don (Maria Julia)
Finka pe na txon (Maria Julia)
Bo é un alegria pa tudo nos
Bu sabi mexi (Maria Julia)
Ka bu dexa (Maria Julia)
Ninguen puxau pa baxu
Bu ten bu don (Maria Julia)
Finka pe na txon (Maria Julia)
Bo é un alegria pa tudo nos
Ó bunita (Maria Julia)
Pega bu sulada (Maria Julia)
Labanta bu kara (Maria Julia)
Goza bu fortuna (Maria Julia)
 Bu ten don (Maria Julia)
Finka pe na txon (Maria Julia)
Bu ten jetu (Maria Julia)
Minina bo é dretu (Maria Julia)
 
Koxa rodondu (Maria Julia)
Ka mesti nen luxu (Maria Julia)
Maneras dretu (Maria Julia)
Bo é ben fetu (Maria Julia)
Ka bu dana (Maria Julia)
Ka bu muda (Maria Julia)
Ka bu straga (Maria Julia)
Bo ki ta manda (Maria Julia)

Ó bunita (Maria Julia)
Pega bu sulada (Maria Julia)
Labanta bu kara (Maria Julia)
Goza bu fortuna (Maria Julia)
Ka bu dana (Maria Julia)
Ka bu muda (Maria Julia)
Ka bu straga (Maria Julia)
Bo ki ta manda (Maria Julia)

Koxa rodondu (Maria Julia)
Ka mesti nen luxu (Maria Julia)
Maneras dretu (Maria Julia)
Bo é ben fetu (Maria Julia)
Ka bu dana (Maria Julia)
Ka bu muda (Maria Julia)
Ka bu straga (Maria Julia)
Bo ki ta manda (Maria Julia)

E agora um vídeo com a letra e a respetiva tradução de Maria Júlia.

segunda-feira, novembro 20, 2023

Sara Tavares



A Sara Tavares partiu rumo às estrelas.
Os mentores do The Voice Portugal 2023 fizeram-lhe, ontem, uma homenagem musical como pode ver a seguir. 
Ouça-os, então

Ouça agora Sara Tavares em Coisas Bunitas.

domingo, dezembro 18, 2022

Boas Festas




Ouça vozes (Lura, Dany Silva, Mayra Andrade, Biús, etc.) de Cabo Verde em Boas Festas. 
Aos cabo-verdianos espalhados pelo mundo e aqueles que não sendo de Cabo Verde apreciam esta excelente música, os meus votos de Boas Festas. 

domingo, outubro 02, 2022

Oh Naia

Jornal de Notícias (Foto)

Ouça a cantora Lura em Oh Naia.

Lura (Lisboa, 1975), é uma cantora portuguesa, de ascendência cabo-verdiana. As suas composições baseiam-se na música tradicional cabo-verdiana como por exemplo a Morna, o Funaná e o Batuque, e influenciadas pela música ocidental africana e contemporânea.

Oh Náia

Kuse ki'n fazeu

Só pamodi n'ba Lisboa

Ma nada n'ka trazeu

A mi n'cumpra tlivison

Ku video ku DVD

Computador pa nha fidjo

Boneca pa nha côdé

Nha dona pidim kelí

Nha pai dja pidim kelá

Nha guenti mó ki'n ta fazi

Sem dinheiro ka ta da


Na frontera: Senhora tem muito peso

Tem que pagar este excesso

Dinheiro gó kem ki fla?

N'papia kuel sô na badiu

Minina n'dal sô pa dôdu

Ê fla: Senhora já viu que

Não tenho o dia todo?


Oh Náia

Kuse ki'n fazeu

Só pamodi n'ba Lisboa

Ma nada n'ka trazeu


domingo, junho 26, 2022

Kolá San Jon é Festa di Kau Berdi

Kolá San Jon é Festa di Kau Berdi (2011) é um filme (documentário) de Rui Simões e que conta no elenco com: Amélia Borges, Corsa Fortes, Filomena Andrade (Filó) e 
Maria do Livramento Duarte (Bibia).

Realizado e produzido pelo documentarista Rui Simões ("Deus Pátria Autoridade", "Bom Povo Português", "Ilha da Cova da Moura"), Kolá San Jon é Festa di Kau Berdi é um filme que regressa à Cova da Moura, bairro localizado na periferia de Lisboa, onde o realizador já tinha encontrado outras histórias para contar. Ali, os cabo-verdianos do bairro recuperam as festas tradicionais do seu país, num ritual característico das Festas Juninas. Ao longo de 60 minutos, o espectador acompanha um grupo de residentes numa "viagem" a Cabo Verde nos festejos do seu Santo Padroeiro, num momento de alegria, convívio e harmonia. Fonte: Público

Um homem transporta uma construção alegórica de um navio. Progride pela rua, ao ritmo dos tambores, navegando por entre um mar de pessoas que dançam. A dança é acompanhada por gritos e frases: "Kolá na mim pâ-me podê Colá na bô! Tud’gente Kolá na mim pâ-me podê Colá na bô! Oh... Oh... que sabe! Kolá S,Jon!"
Assista ao trailer do filme Kolá San Jon é Festa di Kau Berdi.

domingo, fevereiro 20, 2022

quarta-feira, janeiro 12, 2022

Boas Festas

Embora o Dia de Reis já tenha passado não deixe de ouvir o CaboCubaJazz em Boas Festas (Vídeolipe Oficial), com votos de um excelente 2022.

O CaboCubaJazz combina ritmos cubanos animados com melodias sonhadoras e melancólicas das mornas das ilhas de Cabo Verde. Música de dança melancólica e ardente alterna nas suas performances quentes e cintilantes.

Projeto liderado pelo músico e compositor cabo verdiano radicado na holanda – Carlos Matos em parceria com o percussionista Nils Fischer e Dina Medina que junta clássicos da música de Cabo Verde, arranjos jazz e ritmos cubanos.

sexta-feira, julho 30, 2021

A Sucrinha

 A Sucrinha é um doce típico de Cabo Verde e da Guiné Bissau. Deixo-lhe aqui hoje duas receitas (pescadas na net) deste docinho, uma simples e a outra com amendoim ou mancarra.

Ingredientes:

1 l de leite (também pode ser com leite em pó, o que lhe dá um sabor agradável)
+/-  850gr de açúcar
Baunilha q. b. 
Raspa de limão q. b. 

Preparação:

Leva-se ao lume o leite com o açúcar e a raspa de limão. Quando ferver, mexe-se até fazer estrada e começar a borbulhar. Um pouco antes acrescenta-se a baunilha.

Despeja-se imediatamente para um prato untado, marcam-se os quadrados e deixa-se arrefecer, o que é rápido.

Está pronto e é só experimentar.

Sucrinha de Amendoim

Ingredientes:

250g de amendoim;
1 lata de leite condensado;
2 chávenas de açúcar;
2 colheres de sopa de manteiga;
Baunilha q.b.

Preparação:

Coloque numa panela o amendoim, o açúcar e a manteiga, leve ao lume até o açúcar ficar dourado.

Acrescente depois o leite e mexa sem parar até descolar do fundo da panela.

Espalhe o preparado numa travessa untada com manteiga. Corte em pedaços enquanto ainda está morno, pois se cortar frio pode partir.

Agora bom apetite e boas férias.

terça-feira, janeiro 19, 2021

Lua Nha Testemunha

Oiça os cantores portugueses Ana Moura e António Zambujo, no Coliseu de Lisboa, interpretando a  morna Lua Nha Testemunha, tornada célebre pela cantora cabo - verdiana Cesária Évora.

Bô ka ta pensâ

nha kretxeu

Nen bô ka t'imajiâ,

o k'lonj di bó m ten sofridu.


Perguntâ

lua na séu

lua nha kompanhêra

di solidão.

Lua vagabunda di ispasu

ki ta konxê tud d'nha vida,

nha disventura,

El ê k' ta konta-bu

nha kretxeu

tud k'um ten sofridu

na ausênsia

y na distânsia.


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz


Bô ka ta pensâ

nha kretxeu

Nen bô ka t'imajiâ,

o k'lonj di bó m ten sofridu.


Perguntâ

lua na séu

lua nha kompanhêra

di solidão.

Lua vagabunda di ispasu

ki ta konxê tud d'nha vida,

nha disventura,

El ê k' ta konta-bu

nha kretxeu

tud k'um ten sofridu

na ausênsia

y na distânsia.


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz

sábado, dezembro 19, 2020

Rochas à Vista

Oiça a cantora Celina Pereira em "Rochas à Vista" do disco "Areias mornas de Bubista". Este disco foi uma celebração dos 45 anos de música da cantora e uma homenagem ao compositor cabo-verdiano Luis Rendall e à primeira "cantadeira" de morna Maria Bárbara que participou na primeira exposição musical colonial realizada no ano 1932 em Lisboa.

Celina Pereira foi uma cantora e educadora cabo-verdiana (f. a 17-12-2020) que tirou em Viseu o curso do magistério Primário.

O seu primeiro single foi editado em 1979 pela etiqueta Discos Monte Cara de Bana. Em 1986 é editado o seu primeiro disco, "Força di Cretcheu" (Força do Meu Amor), com arranjos e direção musical de Paulino Vieira, que inclui histórias e cantigas de roda, brincadeira, casamento e trabalho.

Em 1990 lançou "Estória, Estória... No Arquipélago das Maravilhas" que contou com a colaboração de Paulino Vieira. Iniciou um trabalho de contadora de estórias em 1991, nos Estados Unidos.

Edita pela editora francesa Melódie, em 1993, o álbum "Nós Tradição".

No disco "Harpejos e Gorjeios", editado em 1998, canta em crioulo e português. Contou com a direção musical de Zé Afonso. Interpreta a morna "Bejo de Sodade", da autoria de B. Leza, com o fadista Carlos Zel.

Colabora com Martinho da Vila no tema "Nutridinha (nutridinha do sal)" do disco "Lusofonia" de 2000.

"Estória, Estória..." foi reeditado em CD e em formato audiolivro (livro/cassete) tendo vários prémios internacionais. "Estória, Estória… do Tambor a Blimundo" é um áudio-livro que pretende recuperar o património expressivo das histórias e jogos de roda tradicionais africanos. As ilustrações são da autoria da italiana Cláudia Melotti e os textos são da autoria de Celina Pereira bem como a adaptação de dois contos africanos.

Celina Pereira foi condecorada, em 2003, com a medalha de mérito - grau comendadora - pelo presidente português, Jorge Sampaio, pelo seu trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana.

quarta-feira, dezembro 16, 2020

Dona Tututa

 

Epifânia de Freitas Silva Ramos Évora (1919 - 2014), conhecida como Dona Tututa ou Tututa Évora, foi uma pianista e compositora cabo-verdiana.

Considerada uma figura lendária no seu país, foi autora de temas como Grito d’ Dor, Sentimento, Mãe Tigre e Vida Torturada, entre outros. Cesária Évora, Bana, Humbertona e a sua filha Magda Évora são alguns dos intérpretes que gravaram temas seus.

Epifânia Évora amava a música e o piano, tanto quanto era possível alguém o fazer. Ao longo da sua vida, transformou dor e alegria em melodias e cantou-as, rompendo convenções. Para esta Cabo-Verdiana, filha do "inventor da coladera" , a vida só fazia sentido com aplausos. 

Das noites quentes e gloriosas do Café Royal no Mindelo de outrora, à vida familiar na inóspita Ilha do Sal, é possível viajar pela biografia – ora coladera, ora morna – desta apaixonante mulher e celebrar com ela a cultura singular de um país de músicos, que carinhosamente a trata por “Dona Tututa”, através do documentário que foi feito em sua homenagem .


Assista, agora, ao trailer do documentário, Dona Tututa, realizado por João Alves da Veiga, em 2013.


sábado, novembro 14, 2020

A Cidade da Praia (Cabo Verde): O Mundo Segundo Os Brasileiros



Aprecie mais um episódio da série da TV Bandeirantes, O Mundo Segundo Os Brasileiros que nos propõe um passeio pela cidade da Praia em Cabo Verde.
Nesta época de pandemia as viagens só podem ser virtuais. Aqui fica mais um passeio para nos animar.

segunda-feira, dezembro 16, 2019

A Morna

A Morna é um género musical e de dança de Cabo Verde que foi proclamado Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em dezembro de 2019.  Seguindo os entendidos terá nascino na Ilha da Boavista no século XIX.
Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, a morna reflecte a realidade insular do povo de Cabo Verde, o romantismo intoxicante dos seus trovadores e o amor à terra (ter de partir e querer ficar).
É verdadeiramente o símbolo nacional do país, do mesmo modo que o tango é para a Argentina, a rumba para Cuba, o samba para o Brasil, etc. A morna é o único género musical que consegue ser largamente transversal a todos os grupos etários, cronologicamente, geograficamente, etc., daquele país.
Nesta canção apela-se ao sentimento, versando temas vinculados ao amor, à saudade, ao sofrimento, ao desprezo. Geralmente pode-se escutar a morna em ambientes informais onde decorrem as famosas tocatinas, contudo, é nas famosas "noites caboverdianas" que se pode escutar este género musical.
A morna sempre teve os seus embaixadores (Bana, Dany Silva, Tito Paris, Paulinho Vieira, etc) , mas, nos últimos anos, a morna foi conhecida internacionalmente por vários artistas, nomeadamente em França e nos Estados Unidos, sendo a mais famosa a cantora Cesária Évora. O timbre da voz desta diva conquistou e alargou o público da morna, de Cabo Verde até ao Olympia, passando pelo Carnegie Hall, pelo Hollywood Bowl e pelo Canecão.
Oiça agora Cesaria Évora em Lua nha testemunha e Partida.
Partida.

quinta-feira, março 28, 2019

Gufongo

Gufongo é uma receita típica da gastronomia de Cabo Verde. De acordo com o dicionário a palavra significa variedade de pão, folhado de sêmola de milho.
Para que experimente aqui lhe deixo a receita!

Ingredientes
4 tigelas de água
1/4 tigela de açúcar
0,5 Kg farinha de milho
1 colher de sal
1/4 tigela de margarina
2 colheres de fermento

Preparação
Ponha água a ferver, com a margarina, o açúcar e o sal. Retire do lume e acrescente a farinha de milho, mexendo até dissolver todos os pedaços. Coloque novamente ao lume e deixe cozer em lume muito brando durante cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando.


Deixe arrefecer para poder pegar na panela e depois junte 2 colheres de fermento, um pouco de cada vez, até que seja fácil de amassar.
Faça rolos parecidos com maçarocas (polvilhe as mãos com um pouco de farinha branca para evitar que a massa se pegue).
Frite numa frigideira meio cheia de óleo, em lume médio. Volte as maçarocas de todos os lados até ficarem todas dourados. Sirva quente com café. Hummmmm!

quarta-feira, março 06, 2019

A Festa das Cinzas

Hoje quarta-feira de cinzas é um dia cristão em que começa a quaresma. É um dia cheio de símbolos, especificamente para os católicos para remissão dos pecados ou dos exageros do Carnaval.
Em Cabo Verde, em particular na ilha de Santiago, após toda a folia, alegria e animação do Carnaval, celebra-se a Festa das Cinzas.
Conforme a tradição, os católicos devem iniciar o dia com um período de jejum, para depois terem um almoço marcado por imensa fartura.
Reúne-se a família e amigos, para que juntos se deliciem com várias iguarias, como o peixe seco, cuscuz (veja vídeo abaixo) com mel, xerém, trutchida, couve, mandioca, batatas, coco, entre outras verduras e legumes. Nesta festa, em que todos os que chegam são bem-vindos, o único elemento proibido é a carne.
Quarta feira de cinzas, muita comida, mesa farta – "uma guerra bedju ku cuscuz ku mel"!
Este é assim, um dia marcado pela alegria e convívio. Sem dúvida uma tradição a preservar!
Para preservar a tradição nada como divulgar as receitas de algumas destas iguarias. Assim, aqui lhe deixo duas receitas de cuscuz.


Cuscuz de farinha de milho com mel de cana
Ingredientes:
1 pacote de farinha de milho da mais fina
1 colher das de sopa de canela (facultativo)
mel (facultativo)
1 xícara de água morna
1 xícara de açúcar
½ xícara de farinha de mandioca da mais fina

Preparação:
Juntam-se as farinhas numa tigela. Borrifa-se a água e esfregando muito bem a farinha para que fique húmida, mas solta.
Acrescentam-se os outros ingredientes misturando muito bem. (Esta operação deverá ser feita com as mãos.)
Coloca-se água no cuscuzeiro e vai juntando a mistura, esfregando-se sempre com as duas mãos. Quando acabar, calca-se levemente com uma colher, tapa-se e leva-se ao lume.
Quando começar a soltar fumaça através da tampa, o cuscuz subiu e portanto está pronto.
Serve-se em fatias em quanto está quente, corta-se com uma faca molhada serve-se com o mel de cana.

Cuscuz de farinha de mandioca
Ingredientes:
1kg de farinha de mandioca
250g de açúcar
0,5l de água
aproximadamente 1 colher de sobremesa de canela.

Preparação:
Mistura-se a farinha com o açúcar e a canela,
Molha-se com água, salpicando e mexendo com uma colher de pau.
Coloca-se em cima de um tacho com água a ferver,
E tapa-se à volta (para não sair o vapor), com massa feita de farinha de Mandioca e água.
Coze em lume forte, cerca de 20 minutos.
Desenforma-se e serve-se cortado ás fatias com mel de cana.

sexta-feira, janeiro 25, 2019

Cabo Verde: Dia Mundial Dos Oceanos

Proponho-lhe que veja o vídeo abaixo, que é uma excelente campanha de consciencialização para um dos problemas que mais afeta os oceanos: o plástico que é lançado ou que acaba por ir parar aos mares.
Na cidade da Praia, em Cabo Verde, foi feita esta campanha como forma de comemorar o Dia Mundial Dos Oceanos que é celebrado todos os anos no dia 8 de junho.
A celebração dos oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou na cidade brasileira do Rio de Janeiro em 1992. Em 2008, as Nações Unidas decidiram que o dia 8 de junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos, tornando-se a data oficial.
Dezenas de países celebram a data, incluindo Portugal, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera.

segunda-feira, julho 10, 2017