O Monte Saint-Michelé uma ilha rochosa situada na foz do rio Couesnon, em França, onde foi construída uma abadia (abadia do Monte Saint-Michel) e o santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel. Saint-Aubert, bispo de Avranches, fundou o Monte Saint-Michel no ano 708. Quando pela terceira vez o arcanjo São Miguel apareceu nos seus sonhos, o bispo decidiu construir um santuário em sua homenagem. O presságio de um touro amarrado sobre o Monte Tombe anunciou o local do santuário, hoje conhecido como Monte Saint-Michel.
Originalmente chamado de Mont Tombe, e em seguida de Mont-Saint-Michel au péril de la mer (Monte Saint-Michel em perigo do mar), a ilhota atravessou várias épocas históricas até se tornar o terceiro local mais visitado na França. Os visitantes de hoje seguem as pisadas dos peregrinos que, durante séculos, atravessaram a Europa para rezar neste local sagrado.
A visão do Mont-Saint-Michel a erguer-se da baía é inesquecível, de qualquer modo, para o visitar tem de aceder a um passadiço pavimentado que só está acessível quando a maré está baixa. Caso contrário, fica-se à mercê das planícies lamacentas e a uma maré que sobe rapidamente. Hoje, a ilha, situada a 800 metros da costa da Normandia, no noroeste de França, é Património Mundial da UNESCO.
Polonnaruwa é uma das cidades históricas mais importantes do Sri Lanka. Hoje, as suas ruínas monumentais constituem um dos principais vértices do Triângulo Cultural do país. O destino turístico combina monumentos budistas, arquitetura hindu, engenharia hidráulica avançada e uma forte ligação à vida selvagem local.
Polonnaruwa foi a segunda das antigas capitais do antigo Reino do Ceilão (ilha no Oceano Índico conhecida também porTaprobana) , após a destruição de Anuradhapuraem 993. Foi centro do poder político e militar de um reino que reconquistou terras aos invasores vindos do sul da Índia e floresceu entre os séculos XI e XIII.
Esta antiga cidade, declarada Património Mundial da UNESCO em 1982, é composta por um conjunto de edifícios – palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos – rodeados por um lago artificial.
O conjunto arquitetónicode Pollonaruva, que ocupa uma área bastante grande, é composto por palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos entre os quais se destacam os de LankatilakaeTivanka, com magnificas decorações de estuque e ladrilhos, e o do Templo deVatadage, de forma circular com quatro estátuas de Buda sentado. Os monumentos mais famosos e uma das principais atrações deste magnífico local, são os Budas de Galvihara, gigantescas estátuas, talhadas em rocha, de Buda em diversas posições (duas estátuas de Buda sentado, uma de Buda em pé e outra, a mais extraordinária do conjunto, um Buda deitado com 14 metros!).
A cidade é construída em diversos blocos, sendo o primeiro o Grupo do Palácio Real. Este teria sido um edifício de sete andares, mas hoje só resta uma ruína de paredes grossas e pouco mais do que terão sido dois pisos. Ainda neste grupo, pode ver o Salão das Audiências, guardado por dois imponentes leões de pedra, bem como a piscina real.
Situado na parte mais antiga e sagrada, o quadrilátero é o local onde foram construídos os templos com maior importância.
Dá que pensar como foi possível construir tanta grandeza e criar tanta beleza numa altura em que tudo era feito à mão, sem computadores ou máquinas elétricas.
O Médio Oriente é um dos berços históricos do conhecimento, albergando algumas das bibliotecas mais antigas do mundo e, mais recentemente, edifícios ultra-modernos.
A região possui uma tradição milenar de preservação do conhecimento, que remonta a marcos da antiguidade como a Biblioteca de Assurbanipal(na atual Mesopotâmia/Iraque) e a mítica Biblioteca de Alexandria (no Egito).
Se reside em Portugal e tem interesse na temática, pode também visitar a Biblioteca Pública do Médio Oriente e Norte de África, localizada na histórica Biblioteca de São Lázaro, em Lisboa. Este pólo cultural promove a interculturalidade e disponibiliza obras em árabe, persa, hebraico, turco e urdu.
Criada em 1883, a Biblioteca de São Lázaro está instalada num edifício de arquitetura neoclássica erudita dos finais do séc. XIX. Tem como ex-libris, o seu Salão Nobre, no qual se destacam a disposição hexagonal da sala, o mezanino e o mobiliário da época, transportando os leitores para uma atmosfera verdadeiramente única em toda a cidade.
A beleza deste salão tem motivado um sem número de trabalhos de filmagem, fotografia e, só por si, vale a pena uma visita. O valor histórico e patrimonial do edifício da biblioteca municipal mais antiga de Lisboa é indiscutível.
O Anfiteatro de El Jem (historicamente conhecido como o Coliseu de Thysdrus) é o maior coliseu romano do continente africano e o terceiro maior do mundo. Localizado na atual Tunísia, este monumento destaca-se internacionalmente por estar em um estado de conservação superior ao do próprio Coliseu de Roma, servindo como o testemunho máximo da grandiosidade do Império Romano no Norte de África.
Este antigo centro de entretenimento é uma das ruínas romanas mais bem preservadas de África. Construído no século III d.C., quando a cidade era conhecida comoThysdrus, o Anfiteatro de El Jem tinha capacidade para 35.000 espetadores, o que o tornava um dos maiores anfiteatros do império, apesar da sua localização remota. Erguido entre os anos 230 e 238 d.C. por ordem do oficial Gordiano, o coliseu foi financiado graças à enorme prosperidade de Thysdrus, que era um pólo comercial estratégico e um dos maiores produtores de azeite do império.
Depois de o público ter perdido o gosto pelas batalhas de gladiadores, a estrutura foi reaproveitada ao longo dos séculos, como fortaleza, complexo de apartamentos, celeiro, entre outros, antes de se tornar Património Mundial da UNESCO em 1979. Apesar da sua antiguidade, o chão da arena ainda está preservado e os visitantes podem percorrê-lo, tendo uma ideia de como deve ter sido para os antigos artistas. Devido ao seu excelente estado, serviu de cenário e forte inspiração para grandes produções cinematográficas de Hollywood, como o icónico filme Gladiador (2000).
Sob a Chama da Candeia (2024), é uma longa-metragem de ficção, realizada porAndré Gil Mata, que acompanha a vida de Alzira, da adolescência à velhice, num retrato poético e contemplativo sobre a memória, o tempo e os afetos. Este filme conta no elenco com: Márcia Breia (Alzira) e Eva Ras eCatarina Carvalho Gomes.
Sinopse: A história desenrola-se no Norte de Portugal, numa casa de azulejos verdes com um jardim e uma magnólia. Quartos cheios de objetos de vidas passadas aqui. Traços do tempo, gestos e afetos. Aqui Alzira nasceu, viveu e morreu; aqui foi filha, mãe e avó; aqui brincou em criança, aprendeu piano, e dedicou-se a um marido austero. Alzira viveu neste espaço durante décadas, dividindo a sua rotina com Beatriz, a empregada, com quem mantém uma relação desgastada pelo tempo, ao ponto de hoje já não a suportar. Libertada após a morte do marido austero, Alzira toma, pela primeira vez na sua vida, uma decisão que pertence estritamente à sua vontade. A narrativa organiza-se em quadros fragmentados, estruturados ao ritmo das recordações, sem diálogos extensos e apostando na força da imagem.
Golconda é uma cidade e uma fortaleza em ruínas localizada na região central da Índia. Situa-se a 11 kms de Hyderabad, no estado de Andhra Pradesh e conhecida pelos seus tesouros.
Tanto a cidade quanto a fortaleza estão construídas sobre uma colina de granito de 120 metros de altura.
A origem do forte é do ano 1143, aproximadamente, quando a dinastía hindu dos Kakatiya governava a área. O nome significa "colina do pastor".
Desde 1512, Golconda foi um reino independente até 1687, quando foi tomado pelas tropas do imperador Aurangzeb. A capital deste reino esteve situada em Golconda até que, em finais do século XVI, foi trasladada a Hyderabad.
A maioria das construções que ainda estão conservadas, são, aproximadamente, dos séculos XVI e XVII. A sua impressionante estrutura foi capaz de resistir a prolongadas ocupações por parte das tropas da Mongólia.
O conjunto de Golconda consiste em quatro fortes diferentes, com uma muralha exterior de 10 kms de comprimento e 87 bastiões semi-circulares. Embora a maioria dos edifícios estejam na atualidade quase destruídos, a fortaleza acolhia outrora diversos palácios cujos restos ainda são visíveis.
O Forte de Golconda, um marco histórico em Hyderabad, em tempos, albergou joias famosas, como os diamantes Koh-i-Noore Hope. O forte começou por ser uma modesta estrutura de barro construída no século XI pela dinastia Kakatiya. Em 1518, a dinastia Qutb Shahi transformou-o numa formidável cidadela de pedra.
O diamante Hope
A entrada é realizada através da Porta da Vitória (Fateh Darwaza). Na conhecida "Grande Porta", a acústica permite ouvir uma palmada a um km de distância. Esta característica utilizava-se para avisar os habitantes do forte sobre possíveis perigos. A cidade fortificada foi famosa no negócio do comércio dos diamantes devido às minas desta pedra preciosa que existem nos arredores.
Em 2010, a UNESCO incluiu o local na sua Lista de Sítios do Património Mundial, sob o título Os Monumentos Qutb Shahi de Hyderabad. Embora o forte já não funcione como sede do poder e os seus célebres diamantes tenham sido retirados no final do século XVII, continua a ser um símbolo vital do legado arquitetónico e histórico da região.
Esta biblioteca é uma fusão perfeita entre a arquitetura árabe tradicional e o design contemporâneo. Possui uma fachada de vidro coberta por painéis triangulares que lembram uma mashrabiya para filtrar a luz do sol.
A mashrabiya (ou musharabìa) é um elemento arquitetónico tradicional do mundo islâmico. Consiste numa janela ou varanda saliente, fechada por uma grade de madeira entalhada, que funciona como sistema de ventilação passiva e filtro de luz, além de garantir privacidade. O termo deriva da raiz árabe sh-r-b (beber). Originalmente, referia-se a uma prateleira ou pequeno espaço onde jarras de água eram colocadas para esfriar, aproveitando a corrente de ar que passava pelos padrões da grade.
A Biblioteca Nacional Rei Fahad é o repositório legal e a biblioteca de direitos autorais da Arábia Saudita. O projeto foi anunciado em 1983, em resposta a uma iniciativa da população de Riade, quando o Rei Fahad ascendeu ao trono, e a implementação começou em 1986.
Entre as coleções especiais da KFNL estão as bibliotecas de Ihsan Abbas, Sheikh Muhammad Ibn Abd al Aziz al Mani, Sheikh Abd Allah Ibn Muhammad Ibn Khamis, Sheikh Uthman Ibn Hamad al Haqil, Sheikh Muhammad Husayn Zaydan, Fawzan Ibn Abd al Aziz al Fawzan, Yusuf Ibrahim al Sallum, Muhammad Musa al Salim, Sheikh Muhammad Mansur al Shaqha, Sheikh Abd Allah Abd al Aziz al Anqari, Xeque Abd Allah Ibn Umar al Sheikh, Xeque Abd Allah Ibn Muhammad al Nasban e Xeque Husayn Ibn Abd Allah al Jarisi.
A Biblioteca Central e Centro de Documentação da Universidade de Teerão (ou Ketabkhane Markazi Daneshgah Tehran, no Irão) é uma das mais antigas e prestigiadas bibliotecas universitárias da região, com uma vasta coleção de manuscritos raros em persa e fontes islâmicas e um dos principais centros de investigação do Médio Oriente.
O imponente e moderno edifício de 9 andares, localizado na Avenida Enghelab, foi projetado pelo arquiteto Bahman Paknia (com contributos de peritos da UNESCO) e inaugurado formalmente em 1971.
Sendo a maior biblioteca académica do Irão inclui uma rica e vasta seleção de recursos em diferentes campos da Ciência, Tecnologia e Literatura.
O acervo da biblioteca inclui mais de um milhão de livros, publicações periódicas, manuscritos, microfilmes, cópias pictóricas, documentos e fotografias históricas, livros litográficos, dissertações académicas, documentos científicos e mapas, mais de 120.000 livros em Inglês, Francês, Alemão, Russo, Italiano, entre outras línguas.
A biblioteca possui um valioso conjunto de manuscritos, incluindo documentos históricos, microfilmes, manuscritos pictóricos, livros raros, livros litográficos, fotografias históricas e caligrafia de estudiosos e políticos. Esta colecção inclui cerca de 17.000 volumes de manuscritos em persa, bem como outras línguas.
A Biblioteca Nacional do Qatar, fica situada na Cidade da Educação, em Doha. É um lugar que abriga os campus de importantes universidades de todo o mundo. O novíssimo edifício abriu as portas em 2018 e surpreende pela arquitetura e também pelos tesouros que abriga.
O edifício é um marco arquitetónico com um formato que lembra folhas de papel dobradas, criando uma estrutura em concha e um interior amplo e iluminado.
A Biblioteca foi projetada pelo arquiteto Rem Koolhaas, que utilizou mármore e aço inoxidável, com fachada de vidro ondulado que filtra a luz natural e reduz o calor interno.
Com mais de 45 mil m², o espaço abriga milhões de obras, incluindo livros raros e manuscritos, além de oferecer um ambiente aberto e acolhedor capaz de receber milhares de visitantes ao mesmo tempo.
Mais do que uma simples biblioteca, ela guarda a mais importante coleção de textos e manuscritos da civilização árabe-islâmica do Médio Oriente. São textos escritos por exploradores que passaram pela região há séculos, manuscritos árabes, mapas, globos, instrumentos de cartografia e fotos históricas.
ATorre Milad (Milad Tower), também conhecida como aTorre de Teerão, tem 435 m e é a sexta torre mais alta do mundo e a 24ª maior estrutura independente do mundo. A construção da torre foi iniciada em 1997 e concluída após 11 anos, em 2008. É um edifício multifuncional localizado na capital do Irão.
A Milad Towertem uma base octogonal, simbolizando a tradicional arquitetura persa. Possui escadaria e elevadores para chegar ao topo e faz parte do Centro de Convenções Internacional de Teerão.
O projeto inclui restaurantes, torre de telecomunicações, hotel cinco estrelas, centro de convenções, um centro de comércio, e um parque de TI.
A sua antena possui 100 metros, a torre tem na parte superior 12 andares de metal e vidro, onde funcionam um restaurante panorâmico, uma galeria de arte e um terraço.
Ainda outro vídeo sobre a Torre Milad.
Na Torre de Teerão também se praticam desportos radicais.
A Torre Azadi ou Torre da Liberdade é um dos símbolos de Teerão. A torre, construída em 1971 por ocasião das comemorações dos 2 500 anos do Império Persa, foi chamada originalmente Shahyād, que significa "memorial dos reis". Passou a chamar-se Azadi "liberdade" a partir dos protestos que tiveram lugar em 12 de dezembro de 1978 que conduziriam à Revolução Islâmica de 1979. Esta Revolução transformou o Irão, até aí uma monarquia autocrática pró-Ocidente comandada pelo Xá Mohammad Reza Pahlevi, numa república islâmica teocrática sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini.
A Torre foi concebida pelo arquiteto Hossein Amanat, que aos 24 anos apresentou o projeto vencedor do concurso realizado em 1966. A Torre Azadi combina os elementos arquitetónicos dos períodos Aqueménida e Sassânida e da arquitetura islâmica. Tem 45 m de altura e é inteiramente revestida por 25 000 placas de mármore branco de Isfahan. Um museu e várias fontes completam o conjunto.
A torre está situada no centro da Praça Azadi, cuja área é de 50 000 m². Nessa praça aconteceram as manifestações que conduziram à Revolução de 1979 e que transformaram o país numa ditadura islâmica teocrática.
Envolta em diversas lendas, a fundação do Mosteiro de Lorvão tem vindo a recuar até ao séc. VI, época em que foi pela primeira vez identificada a paróquia suevo-visigótica de "Lurbine", tendo sido seu fundador o abade Lucêncio, que se sabe ter assistido ao Concílio de Braga em 561.
Muito embora subsista uma pedra de mármore com ornato visigodo, os primeiros documentos escritos só aparecem depois da primeira Reconquista de Coimbra, em 878, data a partir da qual surgem os primeiros documentos escritos testemunhando a existência de uma comunidade que desempenhou um importante papel no fomento agrário e repovoamento da região. Os monges de Cluny, que vieram a fundar o Mosteiro de Lorvão, dedicaram-no aos mártires São Mamede e São Pelágio.
No séc. X, a sua importância era já considerável e o Mosteiro atingiu grande prosperidade graças a doações de fiéis e ricos-homens, nomeadamente, durante o governo do abade Primo, que mandou vir de Córdova artistas especializados para fazerem obras na região. A investida muçulmana de 987 pôs fim a este surto de progresso mas, após 1064, a comunidade laurbanense recuperou o seu prestígio e esplendor e, em redor do Mosteiro, cresceu uma população atraída pelo trabalho oferecido pelos monges nas suas vastas propriedades.
Durante o reinado de D. Afonso Henriques, aconteceram importantes remodelações coincidindo com o governo do Abade João (1162-1192), durante o qual o mosteiro do Lorvão, a par do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, foi um dos principais centros de produção de manuscritos iluminados do jovem reino. Destacam-se entre a produção do scriptorium do Lorvão o Livro das Aves, executado no final do reinado de D. Afonso Henriques (1184), e o Apocalipse do Lorvão, executado já durante o reinado de D. Sancho I (1189).
No ano de 1206, o mosteiro passou para a Ordem de Cister, e passou ao mesmo tempo a ser um mosteiro feminino, tendo por invocação Santa Maria. Esta profunda transformação deveu-se à infanta Beata Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I e mulher de Afonso IX de Leão.
Mas, se quiser conhecer melhor a história deste Mosteiro não deixe de ver, em baixo. o programa televisivo Visita Guiada ao Mosteiro do Lorvão, pelas mãos da jornalista Paula Moura Pinheiro e seus convidados.
Este programa Visita Guiada começa na Torre do Tombo, em Lisboa, onde está guardado o "Apocalipse do Lorvão", manuscrito iluminado do séc. XII que a UNESCO classificou como "Memória do Mundo", e termina no Mosteiro do Lorvão, onde este manuscrito foi produzido há mais de 800 anos. A historiadora Maria Adelaide Miranda, a maior especialista portuguesa em Iluminura, é a a guia nesta dupla visita
Ainda o vídeo:Mosteiro de Lorvão - Penacova
E ainda outro vídeo: Penacova: A História do Mosteiro de Lorvão.
"Nossa Senhora da Vida" refere-se principalmente a um retábulo de azulejos do século XVI e a uma capela em Alcochete que é objeto de grande devoção.
O retábulo, atribuído a Marçal de Matos, está exposto no Museu Nacional do Azulejo em Lisboa e é uma peça histórica importante da azulejaria portuguesa.
A Capela em Alcochete, classificada como Imóvel de Interesse Público, é um local de forte devoção popular e acolhe procissões e as festas do "Barrete Verde".
A imagem de "Nossa Senhora da Vida" é uma obra de arte do século XIV localizada no Mosteiro de Lorvão, em Penacova.
Esta imagem é um dos muitos elementos históricos e artísticos presentes no mosteiro, que foi o primeiro mosteiro feminino de Cister em Portugal e que hoje em dia é um local de visita com um centro interpretativo.
A imagem é um exemplo de arte sacra preservada neste histórico mosteiro.
No vídeo abaixo, pode visitar Pequim virtualmente. Desde a chegada à cidade de comboio de alta velocidade (TGV), destes viajantes brasileiros, passando pela impressionante Cidade Proibida, a Praça Celestial (ou Praça Tiananmen), vendo as luzes da Wangfujing, até à experiência emocionante de caminhar pela Grande Muralha, no percurso de Mutianyu.
A Wangfujingé uma área comercial famosa em Pequim. É conhecida por ser uma rua pedonal, pelos shoppings ali existentes e por um mercado noturno de rua. É um local popular para fazer compras de marcas internacionais e locais. O mercado noturno é famoso pelos petiscos exóticos, como escorpiões e outras iguarias, que atraem tanto locais como turistas.
O nome Wangfujing significa "poço dos príncipes" devido a um poço de água doce que foi descoberto na rua durante a Dinastia Qing.
Este vídeo proporciona-lhe uma imersão histórica, cheia de curiosidades, paisagens incríveis e muita cultura!
"Universidade de Coimbra - Alta e Sofia" é o conjunto histórico-cultural da cidade portuguesa de Coimbra que foi classificado como Património Mundial daUNESCO em 2013.
A designação abrange duas áreas distintas: a Alta, que é a parte mais antiga e elevada da cidade (com a Universidade, a Biblioteca Joanina, a Sala dos Atos Grandes, o Pátio das Escolas, aCapela de São Miguel e a Torre do Relógio) e a Sofia, que corresponde à Baixa de Coimbra com os seus colégios históricos e as ruas como a Rua da Sofia, que é uma área histórica e de grande atividade estudantil.
A Sofia, que corresponde à Baixa de Coimbra, é a parte da universidade que se desenvolveu mais tarde, com edifícios dos séculos XVI a XVIII. As fachadas de vários colégios universitários podem ser vistas nesta área.
A Universidade de Coimbra foi fundada no séc. XIII (1290), é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas do "Velho Continente". O conjunto desempenhou um papel central na disseminação de conhecimento e na formação de elites em Portugal e nos países de língua portuguesa.
É um exemplo de uma universidade integrada numa cidade, com uma tipologia urbana específica, que conseguiu manter as suas tradições cerimoniais e culturais (ex: as Repúblicas) ao longo do tempo.
Não deixe de assistir ao filme abaixo, narrado pela cantora brasileira Adriana Calcanhotto e pelo apresentador de rádio Sílvio Santos que conta a a história de um grupo de estudantes que embarcam numa visita de estudo à Universidade e se perdem do resto da turma.
Guiados por uma personagem misteriosa que os transporta de volta no tempo para testemunharem grandes eventos históricos ali passados.
mais ainda quando a morrinha cai sobre os Leões. Nos Poveiros o fumo das castanhas lembra a tal Mamuda − sai um polvo frito! O Outro suspirava, naquela ingenuidade: berlindes do Campo Alegre ou de São Lázaro. Procura nos bolsos o balandrau clássico, às Belas Artes, um texto à maneira dos sonetos de Sena – Arca d’Água. Desliza, solitário, do Majestic aos Clérigos, e, ao olhar a catedral – a Lello – lê nos verbetes da enciclopédia inacabada o teu nome de menina: já sorri. Eduardo Guerra Carneiro- A Noiva das Astúrias, 2001
É um dos 17 locais classificados como Património Mundial da UNESCO em Portugal, desde 1983. É também uma das "7 Maravilhas de Portugal". Tem, desde 2016, o estatuto de Panteão Nacional, juntamente com o Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), à semelhança do que aconteceu em 2003 com o Mosteiro de Santa Cruz (Coimbra) relativamente ao Panteão Nacional original desde 1966 na Igreja de Santa Engrácia (Lisboa).
No Mosteiro da Batalha estão sepultados o rei D. João I, a rainha D. Filipa de Lencastre, e alguns dos seus filhos (o infante D. Henrique, o infante D. João, a infanta D. Isabel e o infante D. Fernando), tal como três outros reis (D. Afonso V, D. João II, D. Duarte) e o Soldado Desconhecido.
Trata-se de um monumento muito importante, não só do ponto de vista arquitetónico, mas também dos pontos de vista, histórico e simbólico.
Foi mandado edificar em 1386 pelo rei D. João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória contra os rivais castelhanos na Batalha de Aljubarrota, em 1385.
Atualmente este vasto conjunto monástico apresenta uma igreja, dois claustros com dependências anexas e dois panteões reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas.
Assista agora ao programa televisivo, de Paula Moura Pinheiro, Visita Guiada ao Mosteiro da Batalha.
Sabia que há mais de 60 anos, foi escolhido um local, no Brasil, para receber os portugueses expulsos da cidade de Goa?
O projeto era ambicioso e minucioso. Para atenuar as saudades, a vila planeada, que serviria para abrigar 5 mil goeses, seria uma réplica em miniatura da cidade de Goa que ficava do outro lado do oceano. No entanto, só uma pequena capela, a Igreja de Santa Catharina, foi construída pelos portugueses expulsos de Goa, na Índia.
Abandonada no alto de um morro nas margens da Lagoa Formosa, em Planaltina de Goiás, uma imponente igrejinha lembra hoje os laços que unem o Brasil à Índia.
Os planos de fundar, no coração do Brasil, a povoação de Nova Goa, foram abandonados por aqueles portugueses.
Sozinha, a igreja continuou de pé no meio do mato tendo sido encontrada por um agricultor, anos mais tarde, em pleno cerrado de Goiás. O local recentemente redescoberto chamou a atenção dos fiéis e do pároco da região. Os católicos mobilizaram-se num trabalho de fé e de reconstrução.
Os vídeos abaixo, revelam as lendas e histórias que circundam este templo misterioso. Através deles pode seguir a transformação da igreja, desde um projeto abandonado a um local negligenciado, até à sua recente redescoberta e aos esforços de restauração pela comunidade local.
Igreja de Santa Catarina de Goa
A beleza e a importância desta réplica exata da igreja de Santa Catarina de Alexandria, que existe há 500 anos na Índia, foi um dos segredos mais bem guardados da região. Uma igreja fascinante construída no Brasil, no século passado, e que fez parte originalmente de um sonho ambicioso.
Descubra como a verdadeira história da igreja foi finalmente desvendada pelos fiéis locais que encontraram pistas sobre a sua origem em recortes de jornais antigos. Admire este tesouro escondido no cerrado brasileiro e descubra os mistérios deste local histórico.
Agora um outro vídeo com uma reportagem sobre este mesmo assunto.
A Igreja de Santo Agostinho, também conhecida como Convento e Igreja de Nossa Senhora da Graça, é uma antiga estrutura em ruínas localizada em Velha Goa, na Índia. A sua construção foi concluída em 1602, e faz parte do conjunto arquitetónico de Igrejas e Conventos de Goa, declarado Património Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
A igreja foi construída no topo do Monte Santo entre 1597 e 1602 pelos frades agostinhos que chegaram a Goa em 1587. A igreja era considerada uma das três grandes igrejas agostinianas no mundo ibérico, ao lado do Mosteiro do Escorial e da Igreja de São Vicente de Fora.
A evangelização da Índia levou muitas ordens monásticas para este território. A chegada dos Agostinianos a Velha Goa no século XVI trouxe, para além dos missionários, mais uma igreja e convento. Do conjunto já pouco resta uma vez que tudo parece ter ruído durante o século XIX. Permanece apenas uma única fachada duma torre que nos permite deduzir a dimensão da Igreja de Nossa Senhora da Graça que estaria na base. Para além disso, podemos ainda percorrer as ruínas onde se podem ver vestígios do que existiu em tempos idos.
Em 1597, o vice-rei D. Francisco da Gama ordenou a construção de um arco comemorativo, em homenagem ao centenário da chegada à Índia do seu bisavô, o navegante Vasco da Gama. A direção das obras é atribuída ao engenheiro-mor da Índia, Júlio Simão.
No arco está escrito: "REINANDO ELREI D. PHELIPE 1º POS A CIDADE AQUI DOM VASCO DA GAMA 1º CONDE ALMIRANTE DESCOBRIDOR E CONQVISTADOR DA INDIA, SENDO VIZO‑REI O CONDE DOM FRANCISCO DA GAMA SEV BISNETO O ANO DE 97” e o nome do arquitecto é: "IVLIVS SIMON ING. MAG. INV."
Este arco fazia parte do sistema defensivo de Goa. O local do atual Arco era ocupado pela chamada "Porta do Cais", também referida como "Porta dos Armazéns", situada ao lado do Palácio dos Vice-Reis.
Em 1655 foi adicionado ao monumento uma placa comemorativa com um busto de João IV de Portugal. Em 1951 o Arco ruiu, vindo a ser reconstruído em 1954.
O Arco dos Vice-Reisé encimado por uma figura de Vasco da Gama do lado virado ao rio e duma imagem de Santa Catarina na fachada virada para terra, para além das placas que testemunham momentos chave da presença dos portugueses naquele território e louvores a figuras iminentes.