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quinta-feira, dezembro 25, 2025

Natal… Natais…

 Tu, grande Ser,
Voltas pequeno ao mundo.
Não deixas nunca de nascer!
Com braços, pernas, mãos, olhos, semblante,
Voz de menino.
Humano o corpo e o coração divino.

Natal… Natais…
Tantos vieram e se foram!
Quantos ainda verei mais?

Em cada estrela sempre pomos a esperança
De que ela seja a mensageira,
E a sua chama azul encha de luz a terra inteira.
Em cada vela acesa, em cada casa, pressentimos
Como um anúncio de alvorada;
E ein cada árvore da estrada
Um ramo de oliveira;
E em cada gruta o abrigo da criança omnipotente;



E no fragor do vento falas de anjos, e no vácuo
De silêncio da noite
Estriada de súbitos clarões,
A presença de Alguém cuja forma é precária
E a sua essência, eterna.
Natal… Natais…
Tantos vieram e se foram!
Quantos ainda verei mais?

sexta-feira, setembro 19, 2025

Ilha da Madeira, Levadas

Paula de Moura Pinheiro (1964) é uma jornalista, apresentadora de televisão, radialista e realizadora portuguesa.

O Visita Guiada é um programa de televisão e de rádio sobre peças da história da arte e da cultura portuguesas, cuja autoria e apresentação é desta jornalista.

Proponho-lhe que assista hoje ao programa sobre as Levadas da Ilha da Madeira, Visita Guiada - 11ª temporada - 9º episódio, RTP2, 10 de Maio de 2021

terça-feira, setembro 09, 2025

A Floresta Laurissilva

 A floresta Laurissilva é um tipo de floresta húmida, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas e endémica da Macaronésia, região formada pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde. 

A maior e mais bem conservada mancha de floresta Laurissilva encontra-se nas terras altas da Madeira.

Cobre cerca de 15 mil hectares, o que corresponde a cerca de 20% da ilha. Esta floresta húmida subtropical, com origem há cerca de 20 milhões de anos, destaca-se pela sua elevada biodiversidade e presença de muitas espécies endémicas.

Na laurissilva as plantas mais comuns são as lauráceas como o loureiro (Laurus novocanariensis e Laurus azorica), o vinhático (Persea indica), o til (Ocotea foetens), e o barbusano (Apollonias barbujana). É um dos habitats, no mundo, com maior índice de diversidade de plantas por km². A palavra laurissilva deriva do latim Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosque). É uma floresta produtora de água, precipitação oculta, visível na quantidade de levadas da ilha da madeira, é no Parque Natural da Madeira que se encontra de forma mais preservada.

Devido ao seu excelente estado de conservação e valor ecológico, foi classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO em 1999.

terça-feira, dezembro 24, 2024

El Burrito Sabanero

" El Burrito de Belén " ou " El Burrito Sabanero"  é uma canção de Natal da Venezuela. Foi escrito por Hugo Blanco para o Natal de 1972. A música foi gravada pela primeira vez pelo cantor folk venezuelano Simón Díaz, e incluída no seu disco Las Gaitas de Simon onde foi acompanhado pelo Coro Infantil Venezuelano. Posteriormente, o grupo musical infantil La Rondallita gravou a música em novembro de 1972. Esta última versão ganhou popularidade na América Latina. Desde então, foi gravado muitas vezes por artistas populares. No vídeo abaixo ouça a interpretação desta canção pelo Grupo da Casa do Povo da Calheta (Madeira).

Con mi burrito sabanero, voy camino de Belén
Con mi burrito sabanero, voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

El lucerito mañanero ilumina mi sendero
El lucerito mañanero ilumina mi sendero
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

Con mi cuatrico voy cantando, mi burrito va trotando
Con mi cuatrico voy cantando, mi burrito va trotando
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

Tuki tuki tuki tuki
Tuki tuki tuki ta
Apúrate, mi burrito
Que ya vamos a llegar

Tuki tuki tuki tuki
Tuki tuki tuki tu
Apúrate mi burrito
Vamos a ver a Jesús


Con mi burrito sabanero, voy camino de Belén
Con mi burrito sabanero, voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

El lucerito mañanero ilumina mi sendero
El lucerito mañanero ilumina mi sendero
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

Con mi cuatrico voy cantando, mi burrito va trotando
Con mi cuatrico voy cantando, mi burrito va trotando
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

Tuki tuki tuki tuki
Tuki tuki tuki ta
Apúrate, mi burrito
Que ya vamos a llegar

Tuki tuki tuki tuki
Tuki tuki tuki tu
Apúrate mi burrito
Vamos a ver a Jesús

Con mi burrito sabanero, voy camino de Belén
Con mi burrito sabanero, voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén
Si me ven, si me ven
Voy camino de Belén

Tuki tuki tuki tuki
Tuki tuki tuki ta
Apúrate, mi burrito
Que ya vamos a llegar

Tuki tuki tuki tuki
Tuki tuki tuki tu
Apúrate mi burrito
Vamos a ver a Jesús

segunda-feira, dezembro 23, 2024

O Natal na Venezuela

 O Natal na Venezuela é, no geral, semelhante ao de muitos outros países da América Latina, mantendo um significado profundamente religioso.

É de salientar, também, que de 16 a 24 de Dezembro os venezuelanos vão à missa de manhã. Esta é uma missa especial designada por Misa de Aguinaldo. Depois de cada missa são servidos os tostados (que podem comer-se tostados na chapa ou fritos, e são tradicionais da Colômbia e da Venezuela), acompanhados de café. 

Sabia que em Portugal, mais propriamente na Madeira, também se celebra a Missa de Aguinaldo (para saber mais não deixe de abrir o link acima).

Este costume das Missas de Natal mostra a sobrevivência de formas de evangelizar dos tempos coloniais.

A véspera e o dia de Natal são celebrados em família, sendo preparadas muitas iguarias.

Na época natalícia, na Venezuela, sempre se ouviram os Aguinaldos

Mas, o que são os Aguinaldos? O Aguinaldo é um estilo musical, adaptado aos instrumentos próprios de cada região, que foi trazido pelos espanhóis,  mantendo-se ainda hoje como tradição do Natal na Venezuela.  Antigamente, os aguinalderos costumavam cantar as suas serenatas pelas ruas e eram na sua maioria estudantes.

A palavra aguinaldo tem vários significados: prenda que se dá no Natal ou na festa da Epifania; a espera na época do Natal ou a espera pela festa dos Reis Magos.

A etimologia da palavra aguinaldos, poderá segundo algumas pessoas vir do francês "aguiland" , ou seja, o presente que geralmente é feito pelo Natal ou Ano Novo.

A música de aguinaldos permanece até hoje na Venezuela e faz parte do Natal.

Ouça Betulio Medina em "Aguinaldos Venezolanos" (Maracaibo 15).
E agora um mix de Aguinaldos Venezolanos - La Terraza en Cover - Música Navideña Venezolana.

quarta-feira, março 29, 2023

Nunca Mais Quero Escrever Numa Língua Voraz

Rui Carruço

nunca mais quero escrever numa língua voraz,

porque já sei que não há entendimento,

quero encontrar uma voz paupérrima,

para nada atmosférico de mim mesmo: um aceno de mão rasa

abaixo do motor da cabeça,

tanto a noite caminhando quanto a manhã que irrompe,

uma e outra só acham

a poeira do mundo:

antes fosse a montanha ou o abismo —

estou farto de tanto vazio à volta de nada,

porque não é língua onde se morra,

esta cabeça não é minha, dizia o amigo,

esta morte não me pertence,

este mundo não é o outro mundo que a outra cabeça urdia

como se urdem os subúrbios do inferno

Roberto Chichorro
num poema rápido tão rápido que não doa

e passa-se numa sala com livros, flores e tudo,

e merda, não é justo!

quero criar uma língua tão restrita que só eu saiba,

e falar nela de tudo o que não faz sentido

nem se pode traduzir no pânico de outras línguas,

e estes livros, estas flores, quem me dera tocá-los numa vertigem

como quem fabrica uma festa, um teorema, um absurdo,

ah! um poema feito sobretudo de fogo forte e silêncio

Herberto Helder

domingo, março 05, 2023

Lubango: A Cidade Jardim de Angola

O Lubango é uma cidade e município de Angola, capital da província de Huíla, localizada no sudoeste do país.
O termo "Lubango" vem do nome do soba (rei tribal) dos muílas Calubango (ou Kaluvango), que foi o líder local que recebeu a primeira expedição europeia nas suas terras. A área sob o seu domínio passou a ser denominada Terras do Calubango e, com o tempo, Terras de Lubango.
Polo de desenvolvimento da província da Huíla por excelência, o Lubango é limitado a norte pelos municípios de Quilengues e Cacula, a leste por Quipungo, a sul pela Chibia e a oeste pela Humpata e Bibala (Namibe).
O seu clima é tropical de altitude, a temperatura média anual ronda os 20º centígrados, sendo Julho o mês mais frio e Novembro o mais quente. A média pluviométrica anual é superior a 1000 milímetros.
A etnia predominante nesta região de Angola é o subgrupo étnico Ovamuila, do grupo Nhaneka-Humby, que vive disperso em pequenas aldeias.
Os portugueses da Madeira fundaram, em Janeiro de 1885, a "colónia de Sá da Bandeira", que a 31 de Maio de 1923 atingia a categoria de cidade, depois do comboio ter escalado a urbe, vindo do Namibe.

O Lubango desenvolveu-se sobretudo a partir da "colónia de Sá da Bandeira", tomando esse nome entre 1884 e 1975, enquanto o município foi sempre denominado Lubango. 
O primeiro contacto europeu com pessoas da região data, contudo, de 1627. Embora a soberania portuguesa tenha começado apenas em 1769, foram os holandeses que deram os primeiros sinais de povoamento europeu, por volta de 1880.

No que se refere à educação, o Lubango assumiu-se desde 2007 como "Cidade do Conhecimento". É de salientar que, no tempo colonial, foi uma das primeiras cidades do interior a possuir ensino liceal, não só o Liceu Nacional Diogo Cão, mas também a Escola Industrial e Comercial Artur de Paiva e o Instituto Agrícola do Tchivinguiro. A chamada "Sá da Bandeira" até 1975, acolheu a sede da atual Universidade Mandume Ya Ndemufayo, que, com outras cinco privadas, perfazem uma rede de seis instituições de ensino superior, onde estudam perto de 15 mil estudantes.

O Monumento do Cristo Rei, as Fendas da Tundavala e Bimbe, as águas cristalinas da Cascata da Huíla, a Serra da Leba (esta última embora pertencente ao município da Humpata, o seu acesso é feito a partir do Lubango) são, sem sombra de dúvidas, os cartões de visita desta cidade localizada a cerca de 2 400 metros de altitude.
De acordo com as projeções de 2018, elaboradas do Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 876 339 habitantes e uma área territorial de 3 147 km², sendo o mais populoso município da província, da região sul de Angola e o sexto mais populoso do país.
O Lubango em conjunto com a Chibia e a Humpata é uma área de grande concentração humana.
Concebida para pouco mais de 50 mil habitantes, a urbe suporta atualmente mais de um milhão, distribuídos em quatro comunas (Arimba, Hoque, Quilemba e Huíla), o que dificulta a prestação de alguns serviços básicos com eficácia.
O Lubango, considerada a Cidade Jardim de Angola, assinala este ano o seu centenário a 31/5/2023, desde a sua elevação a esta categoria, quando a primeira locomotiva do Caminho-de-ferro de Moçâmedes (CFM) venceu o deserto do Namibe e chegou ao planalto da Huíla.
A cidade do Lubango tenta, aos poucos, reaver a sua antiga imagem, para que se torne verdadeiramente numa das cidades mais prósperas do país.
Se quiser ficar a conhecer um pouco mais desta cidade angolana não deixe de ver os vídeos abaixo (atenção que pelo menos uma das imagens, do vídeo que se segue, não é do Lubango, mas sim do Lobito - é o caso do Tamariz).


E agora um outro vídeo. Ora veja.

sexta-feira, fevereiro 10, 2023

Viagem à Madeira

Assista hoje a mais uma viagem do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho o leva na viagem que fez de volta à ilha da Madeira onde estudou. Com este vídeo pode ver tudo aquilo que a Pérola do Atlântico tem para oferecer!

Não perca a oportunidade de aprender um pouco mais. 

 Ora veja!

terça-feira, janeiro 31, 2023

A Fruta da Época

Consumir fruta da época pode ser uma boa escolha para a sua saúde.  A fruta da época pode ainda ajudar a satisfazer necessidades do nosso organismo consoante a época do ano: nos meses mais frios, onde se verificam mais gripes e constipações, o organismo pode beneficiar de alimentos mais ricos em vitamina C (ou seja, fruta de inverno como a laranja, tangerina, etc.), já nos meses mais quentes é importante consumir frutos mais hidratantes (ou seja, fruta de verão como melancia, melão, etc.).

A fruta é rica em de fibras, vitaminas e minerais essenciais ao bem-estar e saúde de qualquer um. É um dos componentes mais importantes da roda dos alimentos e a sua ingestão não deve ser descurada, pelo que deve  o consumir de 3 a 5 peças de fruta e legumes por dia. 

Existem diversos benefícios associados ao consumo de fruta desde a redução do risco cardiovascular, prevenção de doenças crónicas não transmissíveis, até à otimização do sistema imunitário, aumento da sensação de saciedade entre outros.

Comer a fruta da época para além destes benefícios é mais barata e saborosa. 

Comprar fruta da época é uma escolha consciente e acertada. Ao fazê-lo, está a garantir a máxima qualidade nutricional, maior poupança e menor impacto ambiental.

Mas, como também acontece com os legumes ou o com peixe, cada espécie de fruto desenvolve-se melhor em determinada altura do ano.

Fique a conhecer agora, as frutas características de cada mês do ano.

Em Janeiro, Fevereiro e Março: Abacate, amêndoa, ananás, anona, banana, laranja, limão, maçã, maracujá, noz, pera, pinhão, kiwi e clementina.

Em Abril: Abacate, ananás, amora, banana, groselha, laranja, limão, maçã, morango, nêspera e clementina.

Em Maio: Alperce, ananás, banana, cereja, groselha, laranja, limão, maracujá, meloa, mirtilo,  morango nectarina e nêspera.

Em Junho: Alperce, ameixa, amora, ananás, banana, cereja, figo, framboesa, ginja, groselha, limão, melão, meloa, mirtilo, morango, nectarina, pêssego e uva.

Em Julho: Alperce, ameixa, amora, ananás, banana, cereja, figo, framboesa, ginja, groselha, limão, maçã, maracujá, melão, meloa, mirtilo, morango, nectarina, pera, pêssego e uva.

Em Agosto: Alfarroba, ameixa, amora, ananás, anona, banana, figo, fisális, framboesa, limão, maçã, maracujá, marmelo, melancia, melão, meloa,  morango, nectarina, pera, pêssego e uva.

Em Setembro: Alfarroba, ameixa, amêndoa, ananás, anona, banana, figo, fisális, framboesa, limão, maçã, maracujá, marmelo, melancia, melão, meloa, nectarina, noz, pera, pêssego, romã e uva.

Em Outubro: Ameixa, amêndoa, ananás, anona, avelã, banana, castanha, dióspiro, fisális, laranja, limão, maçã, noz, pera, pêssego, romã, clementina e uva.

Em Novembro: Abacate, amêndoa, ananás, anona, avelã, banana, castanha, dióspiro, fisális, laranja, limão, maçã, noz, pera, kiwi, romã, clementina e uva.

Em Dezembro: Abacate, amêndoa, ananás, anona, avelã, banana, castanha, dióspiro, laranja, limão, maçã, noz, pera, pinhão, kiwi, romã, clementina e uva.

sexta-feira, novembro 19, 2021

O Bolo de Caco

O Bolo do Caco é um ex-libris da gastronomia Madeirense. Apesar de ter o nome de "bolo",  é na verdade um tipo de pão redondo e achatado que estabelece uma ligação entre o pão madeirense e o pão de influência árabe.

Antigamente, o bolo do caco era cozido em cima de uma pedra de basalto sobre brasas escaldantes, esta pedra denominava-se de "caco", daí o nome de "Bolo do Caco". Atualmente é cozido numa chapa metálica ou numa frigideira, aquecidas num bico de gás. 

Em épocas mais recuadas, este pão era muito conhecido porque a sua preparação, ao contrário da maioria dos pães feitos na altura, não necessitava do uso de forno, o que era bastante útil e favorável, porque nessa época a maioria da população não tinha poder de compra suficiente para ter um forno particular.  Além disso no século XVI era proibida a construção de fornos particulares, o que obrigava os cidadãos a utilizar os fornos pertencentes ao rei ou a pessoas com um nível social elevado como por exemplo ordens religiosas, tendo que pagar pelo seu uso. Deste modo, o Bolo do Caco ficou extremamente conhecido sendo muito mais fácil fazê-lo em comparação com outros tipos de pão. 

Confecionado com farinha de trigo, batata-doce, fermento caseiro, água e sal, é amassado e depois de levedar, a massa é dividida em pedaços arredondados e achatados. 

O Bolo do Caco é ma das entradas mais comuns numa refeição típica madeirense, sendo comido quente de preferência com manteiga de alho. Pode também ser consumido sob a forma de sanduíche com produtos típicos da ilha como o polvo, a espetada, o atum, e também no típico "prego" (sanduíche de bife).

Ingredientes:

1 kg de farinha
750 gr de Batatas doces
25 gr de Fermento de padeiro
1 pitada de Sal
Água

Preparação:

Descasque as batatas, leve a cozer em água e reduza-as a puré.
Desfaça o fermento num pouco de água (+/- 150 ml) e adicione também o sal.
Coloque a farinha numa superfície limpa, abra um buraco no meio e coloque aí a batata doce e o fermento. Misture com a mão estes ingredientes. 
Deixe a massa fermentar durante 2 a 3 horas.
Divida a massa em pequenas porções (redondas) e espalme-as (numa superfície polvilhada com farinha). De seguida coza o bolo de caco numa chapa bem quente, de ambos os lados.
Sugestão: Barre com manteiga de alho, salsa picada e e um pouco de sal. E agora, bom proveito!

sábado, outubro 16, 2021

Pão de Ló de Porto Santo

Em Portugal, existem diversas maneiras de fazer o famoso Pão de Ló, conhecendo-se receitas desde finais do séc. XVII.

Hoje proponho-lhe uma receita diferente. Esta faz parte da doçaria madeirense e conta com um toque bem regional. 

O Pão de Ló à moda do Porto Santo leva um toque de aguardente de cana ou de Vinho da Madeira o que lhe dá um sabor único! Veja duas receitas com aguardente clicando aqui ou aqui.

Entretanto, fique com uma receita feita com Vinho da Madeira (da Agenda Grandes Armazéns do Chiado de 1945) republicada pelo blogue As Receitas da Avó Helena.

Ingredientes:

Ovos - 12
Açúcar - 250 g
Farinha - 250 g
Vinho da Madeira - 1/2 cálice
Limão - raspas de um

Preparação:

Batem-se as gemas com o açúcar, junta-se a farinha, o vinho e continua-se a bater. Por fim, misturam-se as claras batidas em castelo com as raspas de limão. Deita-se numa forma untada e forrada com papel vegetal também untado. Leva-se a cozer em forno de calor reduzido.

quinta-feira, novembro 07, 2019

A Agricultura Biológica na Região Autónoma da Madeira

A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola.
Assista ao vídeo em baixo que lhe fala da Agricultura Biológica na Região Autónoma da Madeira (RAM).

domingo, setembro 30, 2018

Madeira: As Formas do Relevo

O arquipélago do qual fazem parte a ilha da Madeira, a ilha do Porto Santo, e os ilhéus Desertas e Selvagens é de origem vulcânica, do período terciário, e formou-se há cerca de 60 milhões de anos.
Actualmente, a actividade vulcânica encontra-se extinta.
O relevo da ilha da Madeira é bastante irregular devido à constante acção de agentes erosivos como o vento, a chuva e o mar. Mas, se quiser ficar a conhecer mais sobre este assunto, assista ao vídeo abaixo, sobre Madeira: As Formas do Relevo.

sexta-feira, julho 13, 2018

A Paisagem Urbana da Madeira e São Miguel


A Paisagem Urbana da Madeira e São Miguel é mais um episódio do programa da série televisiva da RTP "Madeira e São Miguel à Luz da Geografia", realizada por Raimundo Quintal e que lhe proponho que veja hoje.
Paisagem Urbana - “Madeira e São Miguel à Luz da Geografia” from Amigos dos Açores on Vimeo.

domingo, julho 08, 2018

A Flora da Madeira e São Miguel

Conheça a flora da "Madeira e São Miguel à Luz da Geografia". Este episódio faz parte do programa da série televisiva da RTP "Madeira e São Miguel à Luz da Geografia", realizada por Raimundo Quintal, dedicado à Flora.
Flora - “Madeira e São Miguel à Luz da Geografia” from Amigos dos Açores on Vimeo.

sábado, junho 30, 2018

sábado, julho 08, 2017

Madeira: Património Mundial

A luxuriante vegetação da floresta indígena da Laurissilva da Madeira, foi reconhecida pela UNESCO, em 1999, como Património Mundial Natural da Humanidade.
Assista a mais um episódio da série televisiva portuguesa que dá a conhecer o que de melhor existe em Portugal, neste caso sobre a Madeira e a floresta Laurissilva.
A série documental Património Mundial reúne 14 filmes sobre edifícios e paisagens portugueses classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

Das vinhas da Ilha do Pico, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, passando, claro, pelos Jerónimos e pelo centro histórico de Guimarães, esta série cobre parte do que de melhor existe em Portugal em património histórico construído e em paisagem natural.

sábado, maio 14, 2016

Duas árvores fantásticas

No mundo inteiro, existem árvores fantásticas pela sua beleza ou pelo seu exotismo, de tal maneira que parecem vir de outro planeta.
Venha daí fazer uma pausa e apreciar duas absolutamente excepcionais.
1 –  A Árvore Sangue de Dragão ou Dragoeiro 
A Dracaena draco L., conhecida pelo nome comum de dragoeiro, ou Árvore Sangue de Dragão, é uma planta da família das Ruscaceae (Dracaenaceae) originária da região biogeográfica atlântica da Macaronésia. É, portanto, nativa dos arquipélagos das Canárias, Madeira e Açores, ocorrendo também em Cabo Verde.
Pode atingir centenas de anos de idade, produzindo árvores de grandes dimensões. Apesar de comum e muito apreciado como planta ornamental nos jardins daqueles arquipélagos, o dragoeiro encontra-se vulnerável no estado selvagem, devido à destruição do seu habitat.
Esta árvore pode ultrapassar os 15 m de altura, e, tem uma seiva que forma uma resina translucente, de cor vermelho sangue. É constituída maioritariamente por éteres, mas contém uma grande diversidade de substâncias, entre as quais a dracenina.
É uma árvore bela, misteriosa e com um formato que lembra uma nave espacial.
A resina vermelha que produz é usada na cosmética (fabrico de batons), em magia ritual e alquimia.
Em rituais de vodu, parece atrair amor ou dinheiro (nunca os dois) ou pode simplesmente ser usada para refrescar o hálito como uma pasta de dentes normal.


2 – O Abricó-de-Macaco ou Árvore Bola-de-Canhão
A árvore apropriadamente chamada de Bola-de-Canhão, é uma árvore muito ornamental, originária da floresta amazónica. É também comum a algumas partes do norte da América do Sul e das Caraíbas.
 Apesar de comestíveis, os frutos não são apreciados pelos humanos, devido ao aroma desagradável que exalam. No entanto, eles servem de alimento a macacos e a alguns animais domésticos.
Os frutos da Árvore Bola-de-Canhão levam quase um ano a amadurecer e podem ser muito perigosos quando caem, pois, têm mais de dez centímetros de diâmetro e podem facilmente ferir as pessoas.
Mas, vale a pena observar, as incríveis flores desta árvore ornamental (como pode ver na foto ao lado e no vídeo abaixo).

segunda-feira, março 28, 2016

A Páscoa na Madeira

A Páscoa no arquipélago da Madeira vive-se com muita intensidade e diferencia-se em termos culturais e gastronómicos do restante país.
A ementa da Páscoa nas ilhas da Madeira e do Porto Santo, apresenta iguarias saborosas e muito variadas.
Na Sexta-feira Santa, os madeirensem evitam comer carne e os pratos mais tradicionais deste dia são: o bacalhau assado, os filetes de peixe-espada preto ou de atum ou o atum de escabeche, acompanhado de salada, inhame, feijão e batatas.
No Domingo de Páscoa volta-se a comer carne e os pratos mais tradicionais das ilhas da Madeira e do Porto Santo e que são muito apreciados nesta quadra são: o cabrito guisado com vinho e canela à maneira da Ponta do Sol, servido com semilhas (batatas) cozidas e legumes.
A carne santa do Porto Moniz, o cabrito assado do Funchal ou o borrego assado são também outros pratos típicos desta quadra.
A Páscoa neste arquipélago apresenta também uma rica e deliciosa doçaria. Os tradicionais torrões de açúcar constituem uma das principais imagens da doçaria madeirense na quadra da Páscoa.
Estes torrões podem apresentar diversas tonalidades, bastando para isso variar a fruta que se vai utilizar.
Na doçaria também se confeccionam os deliciosos bolos ou doces de amêndoas, o pudim de ovos, o pão-de-ló de São Vicente e do Porto Santo ou o bolo doce, iguaria tradicional da Ponta do Sol, feito de erva-doce.
Entretanto, aqui fica uma receita, pescada na net, de Torrões de Açúcar.
Ingredientes:
1 kg de açúcar
1/2 l de leite;
125 g de manteiga;
 2 colheres de chocolate em pó;
Frutas secas nomeadamente nozes e cidra;
1 chávena de côco
Preparação:
Junte ao leite o açúcar com metade da manteiga e leve a ferver mexendo sempre. Junte depois o côco com o resto da manteiga e as frutas moídas.
Ao invés do chocolate, as cores podem ser conseguidas com polpa de fruta, nomeadamente de pitanga, morango, maracujá, laranja e miolo de amêndoa.

quinta-feira, julho 10, 2014

artE de pORtas abErtas

artE de pORtas abErtas é um projeto artístico, que conta com a participação de vários artistas e é liderado pelo fotógrafo espanhol José Maria Montero Zyberchema.
A Arte de Portas Abertas acontece no Funchal, na ilha da Madeira. Assim, na Rua Santa Maria, numa  parte antiga da cidade do Funchal , uma rua em ruínas, com muitas casas vazias e áreas de armazenamento, a arte acontece em portas velhas que são pintadas pelos artistas.
Mais tarde, a Câmara Municipal do Funchal mostrou-se interessada na ideia e apoiou o projecto fornecendo as tintas aos participantes .
Em 2010, os primeiros resultados tornaram-se visíveis. Desde então, cada vez mais e mais portas (cerca de 200) se transformaram em telas para que a criatividade dos artistas se expressasse. Já participaram cerca de 100 artistas e cada um foi responsável por uma porta a que deu o seu toque especial.
Com este projecto as ruas intervenccionadas são agora uma atração turística.
Se quiser ficar a conhecer melhor este projecto, veja agora a entrevista a Juan Gonçalves - pintor da porta 7A - do projeto "artE de pORtas abErtas".