sábado, março 21, 2015

Árvores são poemas que a terra escreve...



"Árvores são poemas que a terra escreve
para o céu.
Nós as derrubamos e as transformamos
em papel para registar todo o nosso
vazio".
Kahlil Gibran

sexta-feira, março 20, 2015

“Sou pastor”

Aprecie um excelente Poema à maneira de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa), escrito pela aluna Melissa Haro, do 12ºB.
Com este poema, elaborado no âmbito da disciplina de Português, a aluna ganhou o 2º prémio a nível nacional no Concurso “Faça lá um Poema”
Assinalando a Semana da Leitura, o Dia da Escola e o Dia Mundial da Poesia, que se comemora no dia 21 de março, aqui lhe deixo o "Sou Pastor".

Sou pastor.
Pasto rebanhos infinitos
Enquanto percorro vales, montes e campos.
Convivo com as árvores e os arbustos e as flores.
Admiro os céus azuis,
As nuvens pairando
E o vento soprando
Entre os vales
Provocando um eterno e ressoante brado da Natureza.

Ouço as leves brisas e as aves livres cantando.
Preciso de as ouvir…
Cheiro aquele aroma a terra molhada e ainda o perfume do alecrim
Preciso de o cheirar...
Sinto o orvalho pela manhã nas folhas.
Preciso de o sentir...
Vejo aquele pôr-do-sol incidir suavemente nos campos.
Preciso de o ver...

Só quero viver disto.
Dos momentos em que contemplo e contato com a Natureza,
Dos momentos em que farejo e escuto a Natureza.

Quero apenas o imediato e o sensível.
Por isso, fito tranquilamente este rio fluir.
Conheço vagamente a sua nascente,
Mas não tenho afogo em conhecer a sua foz.
Quando for tempo disso aceitarei tranquilamente o meu fado.
Melissa Haro, nº12, 12ºB - Poema à maneira de Alberto Caeiro

quinta-feira, março 19, 2015

Poema à maneira de Fernando Pessoa Ortónimo

No âmbito da disciplina de Português e assinalando a Semana da Leitura e do Dia Mundial da Poesia, que se comemora no dia 21 de março, aprecie um excelente poema à maneira de Fernando Pessoa Ortónimo, escrito pela aluna Catarina Almeida do 12º ano.

Vejo o mundo como me vejo
E no entanto de mim nada sei,
E por isso os outros invejo
Pois não sei o que sou, nem o que serei

É um abismo sem fim,
Este em que me encontro,
Na procura de mim
Encontro qualquer outro.

Se no que fui errei,
O que sou é nada,
E no futuro nada serei,
Acaba assim a minha jornada.
Catarina Almeida, nº4, 12ºA - Poema à maneira de Fernando Pessoa Ortónimo

quarta-feira, março 18, 2015

O Conflito no País Basco

O conflito basco é um conflito armado entre a Espanha, a França e o Movimento de Libertação Nacional Basco. Este movimento éconstituído por um grupo social e político de organizações bascas que buscam a independência da Espanha e da França. O movimento é construído em torno da organização armada ETA, considerada por alguns como uma organização terrorista, porque desde 1959 lança uma campanha de ataques contra a administração espanhola.
O conflito ocorre principalmente em solo espanhol, embora em menor grau também esteja presente em França.
O conflito no País Basco foi o mais longo conflito violento existente na Europa Ocidental, por isso foi algumas vezes referido como "a mais longa guerra na Europa".
Embora o debate sobre a independência do País Basco tenha começado no século XIX, as atividades armadas só começaram quando a ETA foi criada.
Em 20 de outubro de 2011, a ETA anunciou um "cessar definitivo de sua atividade armada".  O premeiro ministro espanhol da altura, José Luis Zapatero, descreveu a decisão como "uma vitória para a democracia, a lei e a razão".
O Conflito no País Basco foi o tema escolhido por um grupo de alunos do 12º B, para o seu trabalho do 2º período. Sugiro que o veja. Vale a pena!

terça-feira, março 17, 2015

Uma Lisboa Quase Desconhecida

Proponho-lhe hoje que descubra "Uma Lisboa Quase Desconhecida", através da excelente apresentação que se segue.
Muitos monumentos lisboetas têm interiores absolutamente magníficos. Acontece que muitos deles não se encontram abertos ao público.
Grande parte dos palácios e palacetes são agora embaixadas ou propriedade do estado, e até mesmo muitas das igrejas monumentais abrem apenas para serviços religiosos. Fique a conhecer alguns destes belos espaços, já que muito poucos de nós, têm esse privilégio.
Passeie-se pelo Palácio da Ega (Palácio do Pátio do Saldanha ou Palácio dos Condes da Ega), pelo Palácio Burnay (ou Palácio dos Patriarcas), pelo Palácio Foz, pelo Palácio das Necessidades, pelo Palácio Ribeiro da Cunha, pela Quinta dos Azulejos, pela Capela de Santo Amaro, pelas Igrejas das Mercês, do Convento da Encarnação e de S. Miguel. Ora veja! Vale bem a pena!

segunda-feira, março 16, 2015

Pole Dance

Oiça a cantora brasileira Ana Carolina em "Pole Dance".
Ana Carolina é considerada uma das artistas mais completas e populares do Brasil.
Esta cantora e compositora conta já 14 anos de carreira e inúmeros sucessos musicais. "Pole Dance" é um deles e faz parte do seu último CD "#AC".
Ora veja!

domingo, março 15, 2015

Um Oásis na Europa

"Um Oásis na Europa" é um documentário (em duas partes) produzido por Jorge Fialho em 2009. Este documentário, com 30 minutos de duração, dá-nos a conhecer o Geopark Naturtejo através das suas gentes. É um retrato do quotidiano de quem vive em comunhão com a natureza.
Um geoparque (ou Geopark) é "um território de limites bem definidos com uma área suficientemente grande para servir de apoio ao desenvolvimento sócio-económico local". Deve abranger um determinado número de sítios geológicos de relevo ou um mosaico de entidades geológicas de especial importância científica, raridade e beleza, que seja representativa de uma região e da sua história geológica, eventos e processos. Poderá possuir não só significado geológico, mas também ao nível da ecologia, arqueologia, história e cultura."
O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, é o primeiro geoparque português, integrado desde 2006 nas Redes Europeia e Global de Geoparques, sob os auspícios da UNESCO.
Neste território de 4616 km2, que abrange os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Proença-a-Nova, Nisa, Oleiros e Vila Velha de Ródão, são prioridades a geoconservação, a educação e o geoturismo, todos alicerçados num património geológico de referência.
Para ficar a conhecer este Geopark que é um verdadeiro oásis na Europa,  basta clicar aqui para ver a parte I e aqui, para ver a parte II.

sábado, março 14, 2015

O vestido

No armário do meu quarto escondo de tempo e traça
meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas
à ponta de longas hastes delicadas. 
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito,
meu vestido de amante. 
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido. 
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada: 
eu estou no cinema e deixo que segurem minha mão. 
De tempo e traça meu vestido me guarda
Adélia Prado - Poesia reunida, 1991 - Brasil

sexta-feira, março 13, 2015

A Somalilândia

A Somalilândia é um Estado não-reconhecido internacionalmente. Embora pertença oficialmente à Somália, a região declarou unilateralmente a sua independência em 1991 e, actualmente, é um estado de facto.
A Somalilândia localiza-se na região do "Corno da África". Este território incorpora a antiga Somalilândia Britânica, delineada por tratados internacionais assinados entre 1888 e 1897 e faz fronteira com o Djibuti, a oeste, o Golfo de Aden, ao norte, a Etiópia, ao sul e a Somália (Puntlândia) a leste.
A Somalilândia é formada por cinco regiões administrativas. Uma sexta região - Saaxil - foi criada em 1996. Possui uma área de cerca de 137.600 km² e a cidade capital e sede do governo é Hargeisa.
Em 18 de maio de 1991, líderes do Movimento Nacional Somali (SNM) e líderes dos clãs do norte revogaram o acto (1960 Act of Union) que tinha unido os antigos territórios coloniais da Somália Italiana e da Somalilândia Britânica na República da Somália, e declararam a independência da República da Somalilândia.
A Somalilândia tem mantido uma existência estável, devido ao domínio opressivo de um clã governante e às infraestruturas económicas deixadas para trás por programas de auxílios militares britânicos, russos, e americanos.
Se quiser ficar a conhecer melhor este país, veja com atenção os vídeos que se seguem. Aqui vai o primeiro. Não perca. E agora o segundo vídeo.

quinta-feira, março 12, 2015

Crazy

Patsy Cline, (1932 – 1963) foi uma cantora norte-americana de música country.
Patsy assinou o seu primeiro contrato como cantora country em 1953 e, apesar da sua vida curta, tornou-se uma das intérpretes mais influentes da história da música popular norte-americana.
O seu primeiro sucesso foi "Walkin' After Midnight" (1957), escrito por Don Hecht e Alan Block. Embora tenha começado a carreira gravando rockabilly, era evidente que a sua voz combinava mais com os sucessos pop/country. Outros êxitos foram "Crazy", "She's Got You" e "I Fall To Pieces".
Cline morreu num acidente de avião em Camden, Tennessee, aos 30 anos, em 1963. No avião com ela estavam outras figuras conhecidas do country na época, como Hawkshaw Hawkins, Randy Hughes e Cowboy Copas.
Veja no vído em baixo, uma interpretação ao vivo de "Crasy", na voz desta excelente intérprete. Infelizmente o audio desta performance não é da melhor qualidade. O autor do vídeo tentou resolver este problema colocando o som da faixa original da música "Crasy", daí que haja um pequeno desfasamento de sincronia, entre a imagem e o som.  Mas, vale sempre a pena ouvir a voz desta extraordinária intérprete.
Se quiser ficar a conhecer melhor a história de vida de Patsy Cline, veja em baixo, a 1ª parte do filme "Sweet Dreams" que conta com a interpretação de Jessica Lange.

quarta-feira, março 11, 2015

Os Estorninhos

O estorninho-comum, também chamado de estorninho-malhado, é um pássaro nativo da Eurásia e introduzido na América do Norte, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.
Nidifica por vezes em grandes colónias, em buracos de árvores, muros, debaixo das telhas e em ninhos artificiais.
Caminha rápida e agitadamente em terrenos abertos, prados e relvados em busca de alimento (insectos e vermes). Pode ser confundido com o melro-preto, com comportamento e cor semelhante. Tem porém a cauda mais curta e o bico de cor amarela menos intensa que o do melro.
Tem um comportamento gregário e voa em bandos compactos, em interessantes evoluções, mudando rapidamente de direcção, tal como um cardume de peixes. Com frequência, após a época de reprodução, oferecem esse espectáculo tanto no campo como nas grandes cidades.
Distingue-se do estorninho-preto por este não apresentar qualquer mancha clara durante o verão, ao contrário do malhado. No inverno ambos apresentam pequenas manchas, sendo menores as do estorninho-preto.
Os estorninhos-malhados visitam a península Ibérica durante o inverno, enquanto os estorninhos-pretos permanecem durante todo o ano.
Uma característica interessante e menos conhecida dos estorninhos é a sua capacidade de ingestão de álcool. Graças a uma enzima específica que produz, consegue processar o álcool 14 vezes mais rapidamente que um ser humano o que lhe permite ingerir em grandes quantidades uma série de frutos e bagas que tendem a fermentar a partir de certo nível de maturação.
Aprecie agora o voo sincronizado de milhares de estorninhos-malhados, quando se dirigem para o seu dormitório. É um dos espectáculos naturais mais fascinantes que se podem observar em plena cidade de Lisboa. Pode vê-los, no vídeo abaixo, voando em bando sobre a capital de Portugal, formando figuras e descrevendo movimentos de rara beleza. Este grupo de estorninhos foi filmado a partir da Sé de Lisboa. Agora veja o que acontece ao anoitecer, num inverno no sul da Inglaterra. Um bando de 200.000 estorninhos europeus reúnem-se para voar em formações de tirar o fôlego, antes de se recolherem para passar a noite.
Estes voos incríveis, de precisão aérea e engenharia biológica, são captados nesta memorável sequência de voo.  Ora veja! Vale bem a pena!

terça-feira, março 10, 2015

Peixes

Mulher de Peixe… peixe é
Em águas paradas não dá pé
Porque desliza como a enguia
Sempre que entra numa fria.
Na superfície é sinhazinha
E festiva como a sardinha
Mas quando fisga um namorado
Ele está frito, escabechado.
É uma mulher tão envolvente
Que na questão do Paraíso
Há quem suspeite seriamente
Que ela era a mulher e a serpente.
Seu Id: aparentar juízo
Seu Ego: a omissão, o orgulho
Sua pedra astral: a ametista
Seu bem: nunca ser bagulho
Sua cor: o amarelo brilhante
Seu fim: dar sempre na vista
Vinícius de Moraes 


segunda-feira, março 09, 2015

Os Signos Zodíacais

O Zodíaco é reconhecido como o primeiro sistema de coordenadas celestes, desenvolvido pelos astrónomos da antiga Babilónia e constituído por 12 signos (sinais).
A origem etimológica do termo zodíaco provém do latim "zodiacus", que significa "círculo de animais". É de referir, contudo, que o zodíaco clássico grego, em tudo semelhante ao que usamos hoje, inclui signos (também estes constelações) que não são representados por animais, como por exemplo: Aquário, Gémeos, Virgem e Balança (Libra).
Uma outra explicação etimológica refere que o termo grego significa "um caminho", ou seja, o caminho que o Sol percorre do ponto de vista da Terra.
O Zodíaco refere-se também à região da esfera celeste que inclui um conjunto de oito arcos, acima e abaixo do firmamento elíptico, que se cruza com o caminho da Lua e dos planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno. Os astrónomos da era clássica, entre eles Ptolomeu, chamaram-lhes estrelas flutuantes, para os diferenciar dos planetas fixos.
Há cerca de dois mil anos, Cláudio Ptolomeu, sistematizou todo o conhecimento dos povos com quem os gregos mantiveram contacto, relativamente à tradição astrológica. Nessa altura o equinócio vernal – que marcava o início da primavera no hemisfério norte – era assinalado pela "entrada" do Sol na constelação de Áries (Carneiro). Na verdade, tratava-se do facto de que, da Terra, o Sol era visto tendo a constelação de Áries "ao fundo".
Como este facto marcava o regresso da vegetação e do calor após os meses de inverno, o momento em que a vida irrompia do solo e o início de um novo ciclo, Carneiro (Áries) foi considerado o primeiro signo zodiacal e as constelações seguintes passaram a nomear os signos em sequência.
Por uma questão prática e estética, adoptou-se a ideia do círculo (360º) para a representação do céu. Este círculo também representava o caminho do Sol através das constelações/signos. A cada signo corresponderiam trinta graus em doze parcelas correspondentes. Esta representação veio a ser considerada um "zodíaco intelectual", já que simplificava propositadamente a representação elíptica da órbita dos planetas. Importa saber que, nestes tempos, ainda se acreditava que a Terra era o centro do universo. As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia. A Astrologia e a Astronomia, até então consideradas ciências complementares, baseavam-se na visão geocêntrica.
Entretanto, objeto de estudo e prática de inúmeros cientistas de todas as épocas, a Astrologia conseguiu atrair adeptos e ir consolidadando os seus princípios e técnicas.
De acordo com os astrólogos, outro aspecto importante na percepção da influência dos signos zodiacais é o efeito que neles produz a passagem (trânsito) dos planetas do nosso sistema solar. Os estudiosos atribuíram, por isso, um planeta a cada signo. Estes planetas vieram a ser chamados de "planetas regentes".
Como, na Antiguidade, o método mais utilizado para a observação da movimentação planetária era olhar para o céu, apenas cinco planetas eram visíveis. Eram eles: Mercúrio, Marte, Vénus, Júpiter e Saturno. O Sol e a Lua eram chamados luminares, e contavam entre os planetas, quanto à distribuição d
e regentes por signo. Desta forma, o Sol e a Lua foram atribuídos aos signos de Leão e de Caranguejo (Câncer), respectivamente. Aos cinco planetas foi atribuída uma regência dupla. Vénus, por exemplo, rege o Touro e a Balança (Libra).
Se quiser saber mais alguma coisa os signos do Zodíaco não se esqueça que, no entanto, o  Zodíaco mudou, como pode  ver aqui.

domingo, março 08, 2015

A Mulher

Mulher Com Trança
Camila Rahal
Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura

e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.

Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluida, a subtileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.

António Ramos Rosa  -  "Volante Verde" 

sábado, março 07, 2015

Era Um Redondo Vocábulo

Janita Salomé é um cantor português e irmão de outro cantor, Vitorino Salomé.
Da sua discografia fazem parte: O cante da terra Cantadores de Redondo (1978); Melro (1980); A Cantar ao Sol (1983); Lavrar em Teu Peito (1985); Olho de Fogo (1987); A Cantar à Lua (1991); Lua Extravagante (1991), com Vitorino, Carlos Salomé e Filipa Pais; Raiano (1994); Vozes do Sul (2000); Tão Pouco e Tanto (2003); Utopia (2004); Sons da Fala (2007), com, entre outros, Filipe Mukenga, Tito Paris e Juca; O Vinho dos Amantes (2007); Muxima: homenagem ao Duo Ouro Negro (2010); Muxima ao vivo (2011);  Moda impura (2012); Em nome da rosa (2014).
Oiça agora o Janita Salomé, em "Redondo Vocábulo, numa homenagem ao Zeca Afonso, autor desta excelente letra, que pode ir seguindo abaixo.
Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

sexta-feira, março 06, 2015

O Irmão Alemão

"O Irmão Alemão" é o novo romance de Chico Buarque que foi recentemente lançado em Lisboa.
O livro da editora brasileira Companhia das Letras, é "um romance em busca da verdade e dos afectos".
Chico Buarque já publicou os romances "Estorvo", "Benjamim", "Budapeste" e "Leite Derramado" que venderam quase um milhão de exemplares. É, também autor de peças como "Roda Viva" e "Ópera do Malandro".
"A narrativa de Chico se faz mais daquilo que escorre entre as palavras, do que com as verdades que elas costuram. [...] Ele está entre os grandes narradores brasileiros contemporâneos." — José Castello, O Globo.
 Se quiser ouça agora, Chico Buarque, a ler excertos deste seu livro, vendo os vídeos abaixo. Agora a parte II. Por último a parte III.

quinta-feira, março 05, 2015

Os Grandes Problemas Ambientais

Os problemas ambientais vividos no mundo de hoje são consequência directa da intervenção humana na Terra e nos Ecossistemas.
Esta intervenção causa desequilíbrios ambientais no planeta comprometendo a vida do homem e dos restantes seres vivos.
Proponho-lhe que assista hoje, a uma excelente apresentação, acerca dos problemas ambientais causados pela atividade humana.
Esta apresentação realizada por alunos do 12º B, mostra os efeitos antropogénicos no ambiente natural, alertando para as causas e respetivas consequências.

quarta-feira, março 04, 2015

A Floresta de Sherwood

Embora seja um lugar real, a Floresta de Sherwood, no condado de Nottingham, Inglaterra, respira a sua própria lenda, tendo sido o lar de um dos mais famosos heróis de todos os tempos: Robin Hood ou Robin dos Bosques.
A existência de Robin dos Bosques, bem como a do rei Arthur, é controversa, mas a lenda preservou este pequeno paraíso intocado, como ponto turístico na região.
Robin Hood era o lendário fora-da-lei (do tempo do rei Ricardo Coração de Leão) da Floresta de Sherwood.
As histórias sobre as aventuras de Robin Hood foram contadas e recontadas por mais de 600 anos. Robin é retratado como um bandido destemido que lidera a sua quadrilha de homens (e mulheres) contra a tirania do príncipe John e do xerife de Nottingham. Arqueiro brilhante, viveu uma vida de aventuras, roubando aos ricos para dar aos pobres e escondendo-se, depois, na floresta de Sherwood. Era ajudado pelos amigos "João Pequeno" e "Frei Tuck", entre outros moradores de Sherwood. Teria vivido no século XIII, gostava de vaguear pela floresta e prezava a liberdade.
A origem exata deste personagem lendário é desconhecida, mas muitas pessoas acham que a lenda de Robin Hood baseia-se na vida de Fulk FitzWarin, um nobre normando que foi deserdado e se tornou um criminoso e inimigo de John da Inglaterra. Outra teoria refere que Robin era um aristocrata, o conde de Locksley, que voltou das cruzadas e encontrou as suas terras saqueadas pelo desonesto xerife .
Sherwood é uma grandiosa floresta no condado de Nottingham e conhecida dos contos de Robin Hood como uma floresta saxã no século XII. Desde a Idade Média, que as lendas dos fora-da-lei levaram milhares de turistas à floresta de Sherwood.
Contudo, a Floresta de Sherwood não é apenas um cenário literário. Esta é, também, uma floresta de importância científica internacional, que alberga muitas espécies, incluindo de abelhas, únicas no mundo. Mas, durante mais de mil anos, foi a interacção do homem com a natureza que criou este ambiente único.
Se quiser conhecer melhor a Floresta de Sherwood veja o vídeo abaixo.  E agora veja o filme "Robin Hood: Prince of Sherwood" (1994), realizado por Jamie Hunter. Este é o único filme independente americano, acerca de Robin Hood.

terça-feira, março 03, 2015

Os Transportes Aéreos

O transporte aéreo implica o movimento de pessoas e mercadorias pelo ar, com a utilização de aviões ou helicópteros. O transporte aéreo é usado preferencialmente para movimentar passageiros ou mercadorias urgentes ou de alto valor.
A partir da Segunda Guerra Mundial a aviação comercial assistiu a um grande desenvolvimento. O avião transformou-se, assim, num dos principais meios de transporte de passageiros e mercadorias no contexto mundial.
O transporte aéreo foi o que mais contribuiu para a redução da distância-tempo, ao percorrer rapidamente longas distâncias. Rápido, cómodo e seguro o avião suplantou outros meios de transporte de passageiros adequados para médias ou longas distâncias.
Este modo de transporte implica a construção de infraestruturas complexas. Os aeroportos requerem enormes espaços e complicadas instalações de saída e entrada dos voos. Por outro lado, os custos e a manutenção de cada avião são bastante elevados. Todos estes factos contribuiram para encarecer este modo de transporte.
Agora sugiro-lhe que assista à apresentação que se segue e que foi elaborada por um grupo de
alunos do 11º C.  

segunda-feira, março 02, 2015

A Antártida

A Antártida,  é o mais meridional dos continentes e um dos menores (14 milhões de km2). Rodeia o pólo Sul, e por esse motivo está quase completamente coberto por enormes glaciares, excepção entre outras zonas, à extremidade norte da península Antártica. A Antártida formou-se com a separação do antigo supercontinente Gondwana há aproximadamente 100 milhões de anos. O seu arrefecimento aconteceu nos últimos 35 milhões de anos.
É hoje o continente mais frio, mais seco e com o maior indíce de ventos fortes do planeta. A temperatura mais baixa da Terra (-89,2 °C) foi registada na Antártida, sendo a temperatura média na costa, durante o verão, de apenas -10 °C; no interior do continente, é de -40 °C.
Muitos autores consideram este continente um grande deserto gelado, devido à baixa taxa de precipitação que se regista no interior do continente.  A altitude média da Antártida é de aproximadamente 2000 metros. As fortes ventanias, com velocidades de aproximadamente 100 km/h são comuns e podem durar vários dias. Contudo, já foram registados ventos até 320 km/h, na área costeira.
Este continente, juridicamente, está sujeito ao Tratado da Antártida, pelo qual as várias nações que reivindicavam territórios no continente (Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido) concordam em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente à exploração científica.
Por este motivo, e pela dureza das condições climáticas, não tem uma população permanente. Contudo, tem uma população provisória de cientistas e de pessoal de apoio às bases polares, que oscila entre mil (no inverno) e quatro mil pessoas (no verão). Dois destes locais com uma população regular (incluindo crianças) são a Villa Las Estrellas (do Chile) e a Base Esperanza (da Argentina).
Veja agora a apresentação elaborada por alunos do 12º B, sobre a  Antárctida (alguns slides têm que ser mudados manualmente).

domingo, março 01, 2015

A Cidade Maravilhosa

O Rio de Janeiro, cidade brasileira mais conhecida como Cidade Maravilhosa (e aquele que nela nasce é chamado de carioca) faz hoje 450 anos. O Rio é a capital do estado do Rio de Janeiro, situado no sudeste do país.
O Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais conhecida no exterior, a maior rota do turismo internacional no Brasil e o principal destino turístico na América Latina e em todo Hemisfério Sul. É a segunda maior cidade do Brasil (depois de São Paulo), a sexta maior da América e a trigésima quinta mais populosa do mundo.
Parte da cidade foi classificada pela UNESCO (2012), Património Cultural da Humanidade, como "Rio de Janeiro: Paisagem Carioca entre a Montanha e o Mar".
É um dos principais centros económicos, culturais e financeiros do país. Alguns dos aspetos culturais e paisagísticos, que a tornam internacionalmente conhecida são: o Pão de Açúcar, o morro do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, as praias dos bairros de Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca (entre outros), o Estádio do Maracanã,  o bairro boémio da Lapa e os seus arcos, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, as florestas da Tijuca e da Pedra Branca, a Quinta da Boa Vista, a Biblioteca Nacional, a ilha de Paquetá, o réveillon de Copacabana, o carnaval carioca, a Bossa Nova e o Samba.
O Rio de Janeiro é considerada uma cidade global de tipo beta - pelo inventário de 2008 da Universidade de Loughborough (GaWC).
 Foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, altura em que o governo se transferiu para a recém-construída Brasília.
Parabéns à Cidade Maravilhosa e viva a caroquice.
Veja agora três vídeos cujas músicas homenageiam o Rio de Janeiro. No primeiro Caetano Veloso canta a "Cidade Maravilhosa".  No segundo João Gilberto e Caetano Veloso cantam a "Garota de Ipanema".  No último presta-se homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro.

sábado, fevereiro 28, 2015

Hampi e o Reino de Bisnaga

O Império Vijayanagara ou Reino de Bisnaga, nos antigos relatos portugueses, foi uma monarquia hindu do sul da Índia, no planalto do Decão. Fundado em 1336 por Harihara I e seu irmão Bukka Raya I, durou mais de trezentos anos até 1646, embora o seu poder tenha diminuido após uma grande derrota militar em 1565 contra uma força unida dos sultanatos do Decão.
O império foi nomeado a partir da sua capital, a cidade de Vijayanagara, cujas impressionantes ruínas rodeiam a moderna Hampi, agora Património Mundial da UNESCO (1986) na moderna Karnataka, Índia.
Hampi (também conhecida por Cidade da Victória), foi, então, a capital do Império Vijayanagara de 1336 a 1565.  Ocupa uma área de cerca de 26 km2 no vale do Tungabhadra, em Karnataka.
Visitada já no século XV por italianos e persas, foi no século XVI visitada pelos portugueses Duarte Barbosa, Domingo Paes e Fernão Nunes. Todos eles deixaram relatos da grandiosidade e beleza de Hampi. Domingo Paes, viajante português que viveu em Hampi durante dois anos, descreve o monarca da altura - Krishnadeva Raya - como perfeito em todas as coisas.
No início do século XVI, um viajante persa - Abdur Razzak - deixou escrito que "a cidade era de tal modo grandiosa que os seus olhos nunca tinham visto nada parecido e que não tinha conhecimento de existir no mundo lugar como este".
No "coração" de Hampi existem cerca de 350 templos. Existem também fortificações, um vasto e muito elaborado sistema de irrigação, esculturas, pinturas, estábulos, palácios, jardins, mercados,etc.
Hampi é composto pelo "Centro Sagrado" (onde se localizam, entre outros, os templos de Vitthala, de Virupaksha, de Krishna e de Achyuta Raya, a estátua de Narasimha,etc.), pelo "Centro Real" (onde ficam o templo de Hazara Rama, o estábulo real dos elefantes, os quartéis, o tanque dos degraus, o Palácio da Rainha,etc.) e os centros suburbanos.
Em 1565 os sultões de Decão, alarmados com o crescimento e poder do Império de Vijayanagara, aliaram-se e derrotaram Rama Raya na batalha de Talikota. A capital foi ocupada e o império nunca mais recuperou.
Se quiser ficar a conhecer esta extraordinária cidade, veja com atenção, o vídeo que se segue.

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Um hotel incrível...

Proponho-lhe hoje, mais um passeio vitual até à China. Mais propriamente até à cidade de Huzhou (que no censo de 2010, tinha uma população de 2 893 542 habitantes). Aí poderá ficar a conhecer um hotel fantástico: O Sheraton de Huzhou.
O Sheraton tem 27 andares e destaca-se na paisagem de Huzhou. Situado na margem do Lago Taihu, dispõe de 321 quartos espaçosos, dos quais 44 são suites. Este hotel, tornou-se o destino preferido da nova "classe de executivos" da China.
O hotel foi construído com um esplendor imperial.  É iluminado por 20 000 lâmpadas de cristal Swarovski, e, o chão é pavimentado por jade afgão branco, e por quartzo olho de tigre do Brasil.
Huzhou é conhecida como  "A Cidade da Seda". Esta antiga metrópole está localizada na margem sul do Lago Taihu, na parte norte da província de Zheijang. Este é também o lugar do oriente onde nasceu a célebre cultura do chá. 
Situada a 7º a norte do Trópico de Câncer, a cidade de Huzhou  tem um clima subtropical, com uma temperatura média anual que oscila  entre os 12°,2 C  e os 16°,1 C.
Aprecie agora o luxo do Hotel Sheraton de Huzhou, através da apresentação e do vídeo que se seguem.
  E agora o vídeo sobre Huzhou e o Hotel Sheraton.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

O Reino de Nárnia

Nárnia é um mundo fantástico criado pelo escritor irlandês Clive Staples Lewis, como local narrativo para "As Crónicas de Nárnia", uma série de sete livros. O mundo é chamado assim em homenagem ao Reino/País de Nárnia, onde acontece a maior parte da história.
"As Crónicas de Nárnia", uma série de sete livros de fantasia, é a obra mais conhecida de Lewis, sendo a série considerada um clássico da literatura. Esta obra já vendeu mais de 120 milhões de cópias mundialmente, figurando como uma das obras literárias mais bem sucedidas e conhecidas de todos os tempos, estando traduzida em 41 idiomas.
Escrita por Lewis entre 1949 e 1954, "As Crónicas de Nárnia" foram adaptadas diversas vezes, inteiramente ou parcialmente, para a rádio, a televisão, o teatro e o cinema. Além dos tradicionais temas cristãos, a série usa caracteres da mitologia grega e nórdica, bem como os tradicionais contos de fadas.
"As Crónicas de Nárnia" apresentam, geralmente, aventuras de crianças que desempenham um papel central e descobrem o ficcional Reino de Nárnia, um lugar onde a magia é corriqueira, os animais falam, as criaturas mitológicas abundam e ocorrem batalhas entre o bem e o mal. Em todos os livros (com excepção de "O Cavalo e o seu Menino") os personagens principais são crianças de nosso mundo, que são magicamente transportadas para Nárnia a fim de serem ajudadas e instruídas pelo Grande Leão conhecido como Aslam (ou Aslan, dependendo da tradução).
O tempo em Nárnia passa mais rápido do que no nosso mundo. A personagem Susana explicou em "O Príncipe Caspian" que 1300 anos em Nárnia, correspondem a 1 ano em nosso mundo.
 "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" é o primeiro e mais conhecido livro da série intitulada "As Crónicas de Nárnia". Apesar de ser o primeiro livro a ser publicado, é na verdade o segundo na ordem cronológica dos acontecimentos da série.
Em 1979,  "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" entrou para a história como o primeiro longa-metragem animado feito para televisão, chegando a ganhar o Emmy daquele ano. A adaptação foi realizada nos E.U.A. e coproduzido por Bill Melendez, conhecido pela produção de Charlie Brown, e pela companhia Children's Television Workshop, do programa Vila Sésamo.
  

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Have You Ever Really Loved A Woman?

Oiça, mais uma vez Bryan Adams em, "Have You Ever Really Loved A Woman?"
O vídeo foi realizado em Espanha, na "Casa las Pavos Reales" (Malaga ), por Anton Corbijn.
To really love a woman, to understand her
You've got to know her deep inside
Hear every thought, see every dream
And give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lying
Helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
Cause she needs somebody to tell her
That it's gonna last forever
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?

To really love a woman, let her hold you
Till you know how she needs to be touched
You've got to breathe her, really taste her
Till you can feel her in your blood
And when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
Cause she needs somebody
To tell her that you'll always be together
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?

You've got to give her some faith
Hold her tight, a little tenderness
You've got to treat her right
She will be there for you, taking good care of you
You really gotta love your woman, yeah

And when you find yourself lying helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
She needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman? Yeah
Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Oh! Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Ansiosas de liberdade...

"Ansiosas  de liberdade
e de igualar o voo das gaivotas,
as palavras soltam-se no vento,
que as desgrenha,
enrodilha,
e deixa cair
sobre as águas, revoltas,
de um mar de flor".
Luísa Dacosta - "A maresia  e o sargaço dos dias", Edições Asa

Luísa Dacosta, (16/02/1927 - 15/02/2015), foi uma escritora portuguesa.
Formou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, mas as suas "Universidades" foram as mulheres de A-Ver-O-Mar (Póvoa de Varzim). Elas que murcham aos trinta anos, vivem e morrem na resignação de ter filhos e de os perder, na rotina de um trabalho escravo, sem remuneração, espancadas como animais de carga (Ele não me bate muito, só o preciso) e que, mesmo afeitas, num treino de gerações, às vezes não aguentam e se suicidam (oh! Senhora das Neves! E tu permites!) depois de um parto, quando o mundo recomeça num vagido de criança!
Às mulheres de A-Ver-O-Mar "Deve" a língua ao rés do coloquial. Foi professora do ciclo preparatório e alguma coisa deve, também, aos alunos: o ter ficado do lado do sonho. Isso a motivou a escrever para crianças.
Entre as influências que a sua produção literária manifesta, os críticos têm citado Irene Lisboa, cuja presença seria visível logo no seu primeiro trabalho. Entre a temática que mais a interessou situam-se os relatos de um quotidiano vulgar e a situação da mulher.
Os seus livros situam-se num registo em que um sabor autobiográfico se mistura à crónica e ao conto.
Luísa Dacosta começou a sua vida literária em 1955 com a publicação de um livro de contos intitulado "Província".
A partir de 1972 iniciou a escrita de livros para crianças e dirigiu colecções nesta área editorial.
Na sua actividade de tradutora, traduziu obras de Nathalie Sarraute e Simone de Beauvoir. Colaborou em numerosos periódicos de que podem destacar-se Colóquio/Letras, O Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Raiz e Utopia, Seara Nova.
Se a quiser ficar a conhecer um pouco melhor, assista à entrevista que se segue.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Yeonmi Park e a Coreia do Norte

A Coreia do Norte, oficialmente República Democrática Popular da Coreia, é um país do leste da Ásia que ocupa a metade norte da Península da Coreia. A capital e maior cidade deste país é Pyongyang.
A Zona Desmilitarizada da Coreia serve como área de divisão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. O Rio Amnok e o Rio Tumen separam a Coreia do Norte da República Popular da China.
Uma seção do Rio Tumen no extremo nordeste corresponde à fronteira com a Rússia.
A península foi governada pelo Império Coreano até ser anexada pelo Japão, após a Guerra Russo-Japonesa de 1905. Com a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Coreia foi ocupada pelos Estados Unidos e pela União Soviética, e dividida em dois países distintos.
A Coreia do Norte recusou-se a participar da eleição supervisionada pelas Nações Unidas, feita em 1948, que levava à criação de dois governos coreanos separados, para as duas zonas de ocupação.
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul reivindicavam, então, soberania sobre toda a península coreana, o que os levou à Guerra da Coreia, em 1950.
Um armistício assinado em 1953 suspendeu o conflito, não tendo sido assinado nenhum tratado de paz; este armistício sobreviveu até 2013.
Nesta altura o mesmo foi suspenso pela Coreia do Norte, como parte da propaganda de guerra decorrente de seu 3º teste nuclear, que ocorreu naquele ano. Deste modo, as duas Coreias estão atualmente em guerra, pelo menos formalmente.
A Coreia do Norte é um Estado unipartidário sob uma frente liderada pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia. O governo do país autodeclara-se como seguidor da ideologia juche, desenvolvida por Kim Il-sung, ex-líder do país.
Para ficar a conhecer melhor este país do oriente, oiça o discurso da jovem norte coreana Yeonmi Park, que conta a sua história de vida na Coreia do Norte e, apela à acção contra a violação dos Direitos do Homem no seu país.
E agora o mesmo vídeo com legendas em castelhano. 

domingo, fevereiro 22, 2015

Palácio da Pena, o mais belo da Europa

O Palácio Nacional da Pena ou Palácio da Pena ou Castelo da Pena, localiza-se na vila de Sintra, no distrito de Lisboa, em Portugal.
Este Palácio representa uma das principais expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo, constituindo-se no primeiro palácio neste estilo na Europa, já que foi construído cerca de 30 anos antes do Castelo de Neuschwanstein, na Baviera.
O Palácio da Pena surgiu em 1839, quando o rei D. Fernando Saxe Coburgo-Gotha, marido de D. Maria II, adquiriu as ruínas do Mosteiro de Nossa Senhora da Pena para o adaptar a um palácio. O edifício original, em tempos ocupado pelos monges Jerónimos, data de 1503. A fachada principal do convento foi mantida, à semelhança do que aconteceu com a igreja e com o claustro, cujas galerias se encontram cobertas de azulejos.
Nascido na Alemanha, D. Fernando II trouxe para Portugal a arquitectura romântica germânica. O palácio, um projecto do Barão Eschwege, inspirou-se nos palácios da Baviera e juntou influências Mouras, Góticas e Manuelinas.
Nos anos 90, o palácio foi alvo de um significativo restauro e a maior alteração é visível ao longe: a sua pintura em côr-de-rosa e amarelo: as cores originais do Palácio da Pena!
O Palácio da Pena é o quarto monumento nacional mais visitado em Portugal. Está mobilado com peças características da altura em que surgiu e conta com excelentes vistas sobre os arredores.
Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das Sete maravilhas de Portugal.
O Palácio da Pena foi considerado, recentemente, o mais belo da Europa. Se o quiser ficar a conhecer por dentro e por fora (a 360º), basta clicar aqui. Entretanto, assista ao documentário (partes I, II e III) realizado por Adriana Sousa Duarte sobre o Palácio Nacional da Pena em Sintra e a sua caracterização arquitectónica com depoimentos do director do Palácio, Dr. José Manuel Carneiro.
Aqui fica a PARTE I.
Agora a PARTE II. E por último, aprecie também a parte III deste documentário.