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quarta-feira, janeiro 21, 2026

O Parque Florestal de Monsanto

O Parque Florestal de Monsanto situa-se na Serra de Monsanto, no concelho de Lisboa e nasceu cerca de 90 anos. Tem uma área de 1000 hectares, integrando o território de sete freguesias: Benfica; São Domingos de Benfica; Campolide; Campo de Ourique; Belém; Ajuda e Alcântara.

É o principal pulmão da capital portuguesa, o maior parque florestal português e um dos maiores europeus. Inclui espaços lúdicos que proporcionam aos habitantes e visitantes várias atividades, tais como desportos radicais, caminhadas, atividades ao ar livre, trilhos de btt-enduro, peças de teatro, concertos, feiras, exposições, e vistas únicas sobre a cidade de Lisboa e concelhos limítrofes, o estuário do rio Tejo e o oceano Atlântico. 

quinta-feira, setembro 21, 2023

Sabia que é proibido dar de comer aos pombos?

Foto DN

É mesmo proibido dar de comer aos pombos em algumas localidades do nosso país. Lisboa, Porto, Cascais e Sintra são alguns dos municípios que proíbem a população de alimentar os pombos e aplicam coimas aos infratores. Na capital, por exemplo, a coima pode chegar aos mil euros. Dar milho aos pombos é proibido de acordo com o n.º1 do Art.º 60º do Regulamento de Resíduos Sólidos.

O motivo desta proibição é evitar que esta praga se reproduza. Ou seja, se os pombos comerem os seus restos de pão e bolos não vão comer o milho com contracetivo que é distribuído pela cidade com o objetivo de controlar esta população de aves que se reproduz avassaladoramente e causa danos nos monumentos, nos prédios e nos nossos carros com os seus excrementos bem como à saúde humana.

segunda-feira, novembro 14, 2022

Era Uma Vez...

Hoje deixo-lhe aqui um delicioso texto. Não deixe de o ler, porque vale mesmo a pena.


"Era uma vez um gato. Um gato com história e com pose, que, neste dia resolveu contar parte da história da sua vida.

Não sou um gato qualquer, embora não saiba se nasci em berço de ouro. O que sei, é que, sem saber como nem quando, fui despejado dos meus aposentos. Depois de andar aos tombos, sobrevivi. Fui parar à loja de velharias da nossa querida Celinha.

Ao princípio até achei piada, mas, como acontece com todos, com o passar do tempo comecei a cansar-me daquela estadia forçada.

Não posso deixar de dizer que os melhores tempos foram aqueles em que fui colocado na montra, à vista de todos os que passavam e que encostavam o nariz ao vidro (e eu, com os meus lindos olhos azuis, a bater-lhes a pestana, mas não os convenci). 

Também adorei quando um certo dia entraram duas damas a quem ao longo do tempo fui retirando o retrato e percebendo um pouco da sua personalidade (à semelhança do que fiz com outros clientes). 

A mais pequenita fazia-se desinteressada pelo artigo e chorava por uma baixa de preço. A outra era um pouco mais discreta e não regateava o preço. Sei que ficava toda contente, quando a amiga intercedia por ela ou lhe comprava o artigo desejado a preços mais convidativos. A pequenita segredava quando via alguma anomalia. Com um toque ou um gesto de cabeça, ia passando informação à outra que sofre de falta de vista já há algum tempo.

Como me senti feliz quando um certo dia, a pequenita pegou em mim e quase que me virou do avesso. Teceu alguns elogios (poucos) que a outra dama secundou. Quando, como quem não quer o gato, perguntou o preço, a coisa mudou de figura. A Celinha, que é boa vendedora, logo argumentou com os meus belos olhos azuis, que até eram de vidro, o que não acolheu aceitação por parte da minha pretendente.

Durante uns dias, quando as damas chegavam, falavam de mim, achavam-me bonito e estranhavam que ainda andasse por ali. Uma delas até disse que eu tinha a grande vantagem de não miar. Por uma ou duas vezes mais, a minha pretendente pegou-me ao colo e até conseguiu uma baixa de preço, o que para mim foi uma desconsideração, mas nada, nem assim me levou… 

Retornei ao meu lugar e mais nada aconteceu, a não ser, um olhar de soslaio uma vez por outra. Comecei a perder a esperança e posso dizer que ficava triste quando via sair a dama, com uns talheres, umas caixas, umas paneleirices, que na minha perspectiva de gato informado e convencido, não tinham graça nenhuma… 

Antes de chegar ao fim da minha história, vou puxar aqui dos meus galões e dizer que sou um gato cheio de predicados.

É que, para além de ter uns olhos azuis fabulosos (só um cego e a minha pretendente, é que dizem que não são de vidro), tenho a vantagem de não largar pelo, não gastar água, não gastar ração, não fazer necessidades, não precisar de ir ao veterinário e nem sequer miar. 

Afirmo, a pés juntos, que sou um gato com classe.

Ontem aconteceu um imprevisto. 

Já fora de horas a amiga da pequenita entrou na loja da Celinha e disse-lhe que ia levar o gato para dar à sua amiga Gabriela. Confesso aqui, que não dei pulos de contente porque não posso, mas fiquei muito feliz. 

Sem que lhe tenha sido pedido nada, a Celinha, que achou o gesto bonito e ainda estava muito sentida e de lágrimas nos olhos com a partida do seu querido Pina, baixou o meu preço, mas isso não beliscou a minha felicidade.

Sei que agora a minha vida vai mudar de rumo (tal como a da minha nova dona). Tenho a certeza de que vou para uma casa onde me querem bem e onde há uma coleção incompleta de gatos de que eu poderei fazer parte. Sabe-se lá se não encontrarei por lá o amor da minha vida, com uns verdadeiros olhos de vidro, lindos de morrer e de que não importa a cor.

P.S.

Era uma vez um gato… 

Um gato branco e de olhos azuis, com história e com pose, a quem deram o n.º 37 e com um carimbo cheio de classe que a minha querida Gabriela irá descobrir o que é. 

Eu não vos disse que não era um gato qualquer?


Como ainda não sei escrever, pedi à Armanda, a amiga da pequenita, que o fizesse por mim…

Beijinhos com muita amizade.

Miau... Miau…"

Autora: Mª Armanda Coelho

terça-feira, fevereiro 08, 2022

Ilha do Príncipe - Pescando no Azul

Assista ao Trailer do documentário "Ilha do Príncipe - Pescando no Azul" realizado pela BlueTail Films para o canal espanhol de TV Caza y Pesca. Este documentário de 40 minutos realizado na Ilha do Príncipe, tem como protagonista o Blue Marlin, uma espécie que vive nos sonhos de todos os pescadores. José Rodrigues vai tentar capturar um Blue Marlin da forma mais difícil, enquanto Luís Mira sonda as profundezas com os jigs. 
A Ilha do Príncipe é a segunda maior ilha do arquipélago de São Tomé e Príncipe, que é constituído por duas ilhas principais, ambas pertencentes à linha vulcânica dos Camarões. A capital é Santo António.
Prepare-se para conhecer um pouco mais sobre esta ilha e a pesca que tem para oferecer.

Ilha do Príncipe - Pescando no Azul from BlueTail Films on Vimeo.

quinta-feira, fevereiro 03, 2022

Águias: Que espetáculo

Águia é o nome comum dado a algumas aves de rapina da família Accipitridae. Estas aves são geralmente, de grande porte, carnívoras, e têm grande acuidade visual. 

As suas principais presas são: coelhos, esquilos, cobras, marmotas e outros animais, principalmente roedores, de pequeno porte. Algumas espécies alimentam-se de ovos de outros pássaros e peixes.

Aprecie o vídeo abaixo sobre estas aves. É um verdadeiro espetáculo!!!

Não perca!

segunda-feira, outubro 18, 2021

Golfinhos & Outros

Se se quiser divertir um pouco e distrair-se durante uns breves minutos, não deixe de ver o vídeo abaixo.

As reações de elefantes marinhos, golfinhos, focas etc., fazem-nos sorrir e alegram-nos o dia.

Votos de uma excelente semana. 

Não perca.

domingo, fevereiro 07, 2021

O Melro

Recordando uma noite bem passada em casa de amigos, aqui lhe deixo um conto em forma de poema, de Guerra Junqueiro (1850-1923) um dos poetas filosóficos de Portugal, que ali foi muito bem recitado pela Filó.

O melro, eu conheci-o:

Era negro, vibrante, luzidio,

Madrugador, jovial;

Logo de manhã cedo

Começava a soltar, de entre o arvoredo,

Verdadeiras risadas de cristal. 

E assim que o padre-cura abria a porta

Que dá para o passal,

Repicando umas finas ironias,

O melro de entre a horta,

Dizia-lhe: “Bons dias!”

E o velho padre-cura

Não gostava daquelas cortesias.

O cura era um velhote conservado,

Malicioso, alegre, prazenteiro;

Não tinha pombas brancas no telhado,

Nem rosas no canteiro:

Andava às lebres pelo monte, a pé,

Livre de reumatismos,

Graças a Deus, e graças a Noé.

O melro desprezava os exorcismos

Que o padre lhe dizia:

Cantava, assobiava alegremente;

Até que ultimamente

O velho disse um dia:

 

“Nada, já não tem jeito! este ladrão

Dá cabo dos trigais!

Qual seria a razão

Porque Deus fez os melros e os pardais?!”

 

E o melro entretanto,

Honesto como um santo,

Mal vinha no oriente

A madrugada clara,

Já ele andava jovial, inquieto,

Comendo alegremente, honradamente,

Todos os parasitas da seara

Desde a formiga ao mais pequeno inseto.

E apesar disto o rude proletário,

O bom trabalhador,

Nunca exigiu aumento de salário.

 

Que grande tolo o padre confessor!

Foi para a eira o trigo;

E armando uns espantalhos,

Disse o abade consigo:

“Acabaram-se as penas e os trabalhos.”

Mas logo de manhã, maldito espanto!

O abade, ainda na cama,

Ouviu do melro o costumado canto;

Ficou ardendo em chama;

Pega na caçadeira,

Levanta-se de um salto,

E vê o melro a assobiar na eira

Em cima do seu velho chapéu alto!


Chegou a coisa a termo

Que o bom do padre-cura andava enfermo,

Não falava nem ria,

Minado por tão íntimo desgosto;

E o vermelho oleoso do seu rosto

Tornava-se amarelo dia a dia.

E foi tal a paixão, a desventura,

(Muito embora o leitor não me acredite)

Que o bom do padre-cura

Perdera… o apetite!

Andando no quintal um certo dia

Lendo em voz alta o Velho Testamento,

Enxergou por acaso (que alegria!

Que ditoso momento!)

Um ninho com seis melros escondido

Entre uma carvalheira.

 

E ao vê-los exclamou enfurecido:

 

“A mãe comeu o fruto proibido;

Esse fruto era a minha sementeira:

Era o pão, e era o milho;

Transmitiu-se o pecado.

E, se a mãe não pagou, que pague o filho.

É doutrina da Igreja. Estou vingado!”

 

E engaiolando os pobres passaritos

Soltava exclamações:

“É uma praga. Malditos!

Dão me cabo de tudo esses ladrões!

Raios os partam! andai lá que enfim…”

 

E deixando a gaiola pendurada

Continuou a ler o seu latim

Fungando uma pitada.

 

Vinha tombando a noite silenciosa;

E caía por sobre a natureza

Uma serena paz religiosa,

Uma bela tristeza

Harmônica, viril, indefinida.

A luz crepuscular

Infiltra-nos na alma dolorida

Um misticismo heroico e salutar.

As árvores, de luz ainda douradas,

Sobre os montes longínquos, solitários,

Tinham tomado as formas rendilhadas

Das plantas dos herbários.

Recolhiam-se a casa os lavradores.

Dormiam virginais as coisas mansas:

Os rebanhos e as flores,

As aves e as crianças.

Ia subindo a escada o velho abade;

A sua negra, atlética figura

Destacava na frouxa claridade,

Como uma nódoa escura.

E introduzindo a chave no portal

Murmurou entre dentes:

 

“Tal e qual… tal e qual!…

Guisados com arroz são excelentes.”

 

Nasceu a Lua. As folhas dos arbustos

Tinham o brilho meigo, aveludado,

Do sorriso dos mártires, dos justos.

Um eflúvio dormente e perfumado

Embebedava as seivas luxuriantes.

Todas as forças vivas da matéria

Murmuravam diálogos gigantes

Pela amplidão etérea.

São precisos silêncios virginais,

Disposições simpáticas, nervosas,

Para ouvir estas falas silenciosas

Dos mudos vegetais.

As orvalhadas, frescas espessuras

Pressentiam-se quase a germinar.

Desmaiavam-se as cândidas verduras

Nos Magnetismos brancos do luar.

…………………………………………..

…………………………………………..

E nisto o melro foi direito ao ninho.

Para o agasalhar andou buscando

Umas penugens doces como arminho,

Um feltrozito acetinado e brando.

Chegou lá, e viu tudo.

Partiu como uma flecha; e, louco e mudo,

Correu por todo o matagal; em vão!

Mas eis que solta de repente um grito

Indo encontrar os filhos na prisão.

 

“Quem vos meteu aqui?!” O mais velho,

Todo tremente, murmurou então:

 

“Foi aquele homem negro. – Quando veio

Chamei, chamei… Andavas tu na horta…

Ai que susto, que susto! Ele é tão feio!…

Tive-lhe tanto medo!… Abre esta porta,

E esconde-nos debaixo da tua asa!

Olha, já vão florindo as açucenas;

Vamos a construir a nossa casa

Num bonito lugar…

Ai! quem me dera, minha mãe, ter penas

Para voar, voar!”

 

E o melro alucinado

Clamou:

 

“Senhor! Senhor!

É porventura crime ou é pecado

Que eu tenha muito amor

A estes inocentes?!

Ó natureza, ó Deus, como consentes

Que me roubem assim os meus filhinhos,

Os filhos que eu criei!

Quanta dor, quanto amor, quantos carinhos,

Quanta noite perdida

Nem eu sei…

E tudo, tudo em vão!

Filhos da minha vida

Filhos do coração!!…

Não bastaria a natureza inteira,

Não bastaria o céu para voardes,

E prendem-vos assim desta maneira!…

Covardes!

A luz, a luz, o movimento insano

Eis o aguilhão, a fé que nos abrasa…

Encarcerar a asa

É encarcerar o pensamento humano.

A culpa tive-a eu! quase à noitinha

Parti, deixei-os sós…

A culpa tive-a eu, a culpa é minha,

De mais ninguém!… Que atroz!

E eu devia sabê-lo!

Eu tinha obrigação de adivinhar…

Remorso eterno! eterno pesadelo!…

………………………………………….

Falta-me a luz e o ar!… Oh, quem me dera

Ser abutre ou fera

Para partir o cárcere maldito!…

E como a noite é límpida e formosa!

Nem um ai, nem um grito…

Que noite triste! oh, noite silenciosa!…”

 

E a natureza fresca, onipotente,

Sorria castamente

Com o sorriso alegre dos heróis.

Nas sebes orvalhadas,

Entre folhas luzentes como espadas,

Cantavam rouxinóis.

 

Os vegetais felizes

Mergulhavam as sôfregas raízes

A procurar na terra as seivas boas,

Com a avidez e as raivas tenebrosas

Das pequeninas feras vigorosas

Sugando à noite os peitos das leoas.

A lua triste, a lua melancólica,

Desdêmona marmórea,

Rolava pelo azul da imensidade,

Imersa numa luz serena e fria,

Branca como a harmonia,

Pura como a verdade.

E entre a luz do luar e os sons e as flores,

Na atonia cruel das grandes dores,

O melro solitário

Jazia inerte, exânime, sereno,

Bem como outrora a mãe do Nazareno

Na noite do calvário!…

 

Segundo o seu costume habitual,

Logo de madrugada

O padre-cura foi para o quintal,

Levando a bíblia e sobraçando a enxada.

Antes de dizer missa,

O velho abade inevitavelmente

Tratava da hortaliça

E rezava a Deus Padre Onipotente

Vários trechos latinos,

Salvando desta forma, juntamente,

As ervilhas, as almas e os pepinos.

 

E já de longe ia bradando:

“- Olé!

Dormiram bem?… Estimo…

Eu lhes darei o mimo,

Canalha vil, grandíssima ralé!

Então vocês, seus almas do diabo,

Julgam que isto que era só dar cabo

Da horta e do pomar,

E o bico alegre e estômago contente,

E o camelo do cura que se aguente,

Que engrole o seu latim e vá bugiar!…

Grandes larápios!… Era o que faltava!

Vocês irem ao milho,

E a mim mandar-me à fava!

Pois muito bem, agora que vos pilho

Eu vos ensinarei, meus safardanas!

Vocês são mariolões, são ratazanas,

Têm bico, é certo, mas não têm tonsura…

E nas manhas um melro nunca chega

Às manhas naturais de um padre-cura.

O melhor vinho que encontrar na adega

É para hoje, olé!… Que bambochata!

Que petisqueira! Melros com chouriço!…

E então a Fortunata

Que tem um dedo e um jeito para isso!…

Hei de comer-vos todos um a um,

Lambendo os beiços, com tal gana enfim,

Que comendo-vos todos, mesmo assim

Eu fico ainda quase em jejum!

E depois de vos ter dentro da pança,

Depois de vos jantar,

Vocês verão como o velhote dança,

Como ele é melro e sabe assobiar!…”

 

Mas nisto o padre-cura titubeante,

Quase desfalecendo,

Atônito de horror, parou diante

Deste drama estupendo:

O melro, ao ver aproximar o abade,

Despertou da atonia,

Lançando-se furioso contra a grade

Do cárcere. Torcia,

Para os partir os ferros da prisão,

Crispando as unhas convulsivamente

Com a fúria de um leão.

Batalha inútil, desespero ardente!

Quebrou as garras, depenou as asas

E alucinado, exangue,

Os olhos como brasas,

Herói febril, a gotejar em sangue,

Partiu num voo arrebatado e louco,

Trazendo dentro em pouco

Preso no bico um ramo de veneno.

E belo e grande e trágico e sereno

Disse:

“Meus filhos, a existência é boa

Só quando é livre. A liberdade é a lei.

Prende-se a asa, mas a alma voa…

Ó filhos, voemos pelo azul!.. Comei!” –

E mais sublime do que Cristo quando

Morreu na cruz, maior do que Catão,

Matou os quatro filhos, trespassando

Quatro vezes o próprio coração!

Soltou, fitando o abade, uma pungente

Gargalhada de lágrima, de dor,

E partiu pelo espaço heroicamente,

Indo cair, já morto, de repente

Num carcavão com silveiras em flor.

 

E o velho abade, lívido de espanto,

Exclamou afinal:

“Tudo o que existe é imaculado e é santo!

Há em toda a miséria o mesmo pranto,

E em todo o coração há um grito igual.

Deus semeou de almas o universo todo.

Tudo que o vive ri e canta e chora…

Tudo foi feito com o mesmo lodo,

Purificado com a mesma aurora.

Ó mistério sagrado da existência,

Só hoje te adivinho,

Ao ver que a alma tem a mesma essência

Pela dor, pelo amor, pela inocência,

Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!

Só hoje sei que em toda a criatura,

Desde a mais bela até à mais impura,

Ou numa pomba ou numa fera brava,

Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!…

……………………………………………………

Ah, Deus é bem maior do que eu julgava!…”


E quedou silencioso. O velho mundo,

Das suas crenças antigas, num momento,

Viu-o sumir exausto, moribundo

Nos abismos sem fundo

Do temeroso mar do Pensamento.

E chorou e chorou… A Igreja, a Crença,

Rude montanha pavorosa, escura,

Que enchia o globo com a sombra imensa

Dos seus setenta séculos de altura;

O Himalaia de dogmas triunfantes,

Mais eternos que o bronze e que o granito,

Onde aos profetas Deus falava antes

Entre raios e nuvens trovejantes,

Lá dos confins sidéreos do infinito;

Esse colosso enorme, em dois instantes

Viu-o tremer, fender-se e desabar

Numa ruína espantosa,

Só de tocar-lhe a asa vaporosa

De uma avezinha trêmula, a expirar!…

…………………………………………

…………………………………………

E, arremessando a bíblia, o velho abade

Murmurou:

“Há mais fé e há mais verdade

Há mais Deus com certeza

Nos cardos secos de um rochedo nu

Que nessa bíblia antiga… Ó Natureza,

A única bíblia verdadeira és tu!…”

Guerra Junqueiro

quarta-feira, janeiro 20, 2021

Os Gorilas

Conheça a história de Damian Aspinall (da Fundação Aspinall)  através do vídeo abaixo. Ele cuidou de um gorila, o Kwibi, enquanto este era bébé. Criou-se, assim, um vínculo muito especial entre eles. Veja o que aconteceu aquando do seu reencontro, com o Kwibi já adulto e com família.

quarta-feira, janeiro 13, 2021

O Grandala azul

O Grandala azul (Grandala coelicolor) é uma espécie de pássaros que pertence à família dos Turdidae . 


Estas aves são insetívoras arbóreas, pelo que possuem um bico comprido e forte. Normalmente as aves desta família têm cores discretas enquanto outras como o Grandala azul têm cores vibrantes, sobretudo os machos.


Aparecem no nordeste do subcontinente indiano e em algumas regiões adjacentes, existindo, principalmente, nas altitudes baixas a médias, dos Himalaias . 


O Grandala azul pode ser encontrada em países como o Butão, a Índia, Mianmar e o Nepal, bem como no Tibete e noutras áreas da China.

domingo, novembro 01, 2020

A Foto do Século

A foto ao lado foi considerada a melhor foto deste século.

Uma leoa e a sua cria atravessavam a savana mas o calor era excessivo e, o leãozinho estava em grandes dificuldades.

Um elefante apercebeu-se que a cria morreria e transportou-a na sua tromba até a um charco de água,  caminhando ao lado da mãe leoa.

E ainda lhes chamamos animais selvagens!!!

sábado, março 14, 2020

O Parque Jurássico de Querulpa

O Parque Jurássico de Querulpa situa-se no distrito de Aplao, na província de Castilla, em Arequipa, no Perú. O local onde se situa este parque servia como passagem de dinossauros que migravam entre a Argentina e o Chile.

Este parque é de tal maneira incrível que os seus visitantes se imaginam a voltar milhões de anos atrás no tempo. Além disso, a paisagem árida da região colabora para que a atmosfera paleontológica se torne ainda mais impressionante.

O Parque Jurássico de Querulpa conta, não só, com cerca de 70 pegadas de dinossauros reais, mas também, com representações gigantescas desses animais.
Ali existem pegadas enormes com dimensões como 60 cm de largura e 10 de profundidade. Essas pegadas milenares são supostamente de dinossauros!
A região também conta com fósseis de peixes, crocodilos e múmias centenárias.
No vídeo abaixo pode ficar a ter um "cheirinho" deste autêntico Parque Jurássico.

sexta-feira, novembro 15, 2019

Cavalos de Guerra




Assista ao trailer do filme Cavalos de Guerra (Ria Formosa), que vai estrear brevemente.
"Aquela que foi considerada a maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo, enfrenta hoje sérios riscos de desaparecimento.
Uma equipa de mergulhadores, fotógrafos e cientistas embarcam numa missão pelas águas labirínticas da ria Formosa, com o objetivo de salvar um dos tesouros mais valiosos de Portugal, o enigmático cavalo dos mares."

quarta-feira, outubro 16, 2019

Ave-do-paraíso-de-vitória

O Ptiloris victoriae, também conhecido como o duwuduwu para o povo Yidinji, é uma ave do paraíso endémica da região de Atherton Tableland, uma região localizada no estado de Queensland, na Austrália, onde reside o ano todo.
Esta ave foi descoberta em 1848 e posteriormente nomeada Rainha Vitória  Os machos têm uma linda plumagem roxa, que fica mais azul com tons esverdeados na cabeça e bronze na parte de baixo do peito. Os machos têm uma curiosa mancha azul em forma de triângulo no pescoço. As fêmeas são castanhas, com "sobrancelhas" brancas.
A forma como o macho procura atrair as fêmeas é fascinante – ele curva as asas em torno do corpo e dança para os lados, enquanto insufla a garganta para acentuar a linda plumagem colorida do pescoço.

domingo, outubro 06, 2019

A Ave-do-paraíso de Wilson





A Ave-do-paraíso de Wilson (Cicinnurus respublica) é uma das menores aves do paraíso. Mas, é uma das mais lindas e coloridas espécies deste tipo de aves.
Os machos têm as cores vermelha, preta, azul e violeta na plumagem, e a cabeça é adornada por um tipo de desenho em forma de cruz preta dupla. A belíssima cauda faz uma curva em espiral.
Contrastando com os machos, as fêmeas são acastanhadas, com um pouco de azul na coroa.
As aves do paraíso são típicas da Australásia e estão presentes nas regiões tropicais do Norte da Austrália, Nova Guiné, Indonésia e Ilhas Molucas. As aves-do-paraíso habitam principalmente zonas de floresta tropical e manguezais.


sábado, junho 15, 2019

A Cidade do México: O Mundo Segundo Os Brasileiros

Conheça a Cidade do México através de mais episódio do programa televisivo: O Mundo Segundo Os Brasileiros.
A série percorre os principais roteiros turísticos do mundo, lugares muitas vezes longínquos, pouco explorados e repletos de descobertas e contrastes. África, Ásia, Oceania, Europa e Américas: a cada destino uma nova aventura, narrada por personagens reais em tom documental e quase autobiográfico.
Em cada novo episódio, as várias facetas de uma mesma cidade, com dicas, roteiros, histórias e revelações emocionantes.
Ora veja!

terça-feira, dezembro 04, 2018

Queijo para todos os gostos

O queijo é um alimento feito a partir do leite de vaca, de cabra, de ovelha, de búfala e/ou de outros mamíferos. O queijo é produzido pela coagulação do leite realizada, numa primeira etapa, pela acidificação com uma cultura bacteriana e em seguida, empregando uma enzima, a quimosina (coalho ou substitutos) para transformar o leite em "coalhada e soro". Alguns queijos apresentam também bolores, tanto na superfície externa como no seu interior.
Existem centenas de tipos de queijos diferentes produzidos em todo o mundo. Os diferentes estilos e sabores do queijo são o resultado do uso do leite de diferentes mamíferos ou do acréscimo de diferentes teores de gordura, empregando determinadas espécies de bactérias e bolores, e variando o tempo de envelhecimento e outros procedimentos de transformação do leite.
Mesmo que não goste de queijo não deixe de abrir a apresentação que se segue. Vale mesmo a pena.
Não perca esta oportunidade e, não se esqueça de neste Natal oferecer e comer queijos portugueses.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Os Orangotangos e o Anúncio

Veja clicando aqui, o vídeo "Sem Apetite Para A Extinção" que é um anúncio sobre o óleo de palma e que foi banido da televisão inglesa.
A cadeia de supermercados Iceland prometeu começar a banir o óleo produzido a partir do fruto da palmeira, porque um só ingrediente "está a causar o colapso das populações de orangotangos do Sudeste Asiático".
O vídeo que a marca queria usar como publicidade de Natal  deixou de poder passar na televisão por ser considerado "demasiado político".

sábado, maio 12, 2018

Do Pólo Sul ao Pólo Norte

Pinguim de Adélia - Richard Sidey


Aprecie a excelente expedição fotográfica que Richard Sidey fez do Pólo Sul ao Pólo Norte.
Absolutamente a não perder! Extasie-se com a magnífica exuberância de um planeta chamado Terra.






quinta-feira, janeiro 25, 2018

Gatos

Gatos (Kedi), é um documentário (2016) da realizadora turca Ceyda Torun. Este documentário é uma espécie de carta de amor aos gatos e à cidade de Istambul.
Istambul, a antiga Bizâncio e Constantinopla, é a maior cidade da Turquia, a quarta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa, com 13 120 596 habitantes na sua área metropolitana (2010). A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus.
Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão.
Sinopse:
Depois de uma pesquisa intensa, que começou com a recolha de 35 histórias de gatos vadios, a realizadora turca acabou por filmar apenas as de sete desses gatos. Seguiu-os por ruelas, barcos, cafés, becos, mercados ou casas de portas abertas, sempre em absoluta de liberdade.
Cada um destes felinos foi batizado com um nome: Sari, Bengü, Psikopat, Deniz, Aslan Parçasi, Duman e Gamsiz.
É um documentário mágico que nos conduz numa viagem pelas ruas de Istambul juntamente com estes seus habitantes de quatro patas que têm personalidades distintas.
Gatos (Kedi) tornou-se um verdadeiro fenómeno mundial, tanto junto do público como da crítica, que não ficou indiferente ao charme destes animais e da cidade de Istambul.
Não deixe, por isso, de ver o trailer oficial (em baixo) deste documentário.
Ora veja!

terça-feira, janeiro 23, 2018

Brincadeiras de Gatos

O gato é um mamífero carnívoro da família dos felídeos, muito popular como animal de estimação.
É um predador natural de diversos animais, como roedores, pássaros, lagartixas e alguns insetos.  Evidências genéticas assinalam que os gatos domésticos atuais, partilham uma procedência direta com os gatos selvagens do Médio Oriente.
Os gatos vivem entre quinze e vinte anos e têm uma personalidade independente e brincalhona. O gato tornou-se, por isso, um animal de companhia em diversos lares ao redor do mundo, para pessoas dos mais variados estilos de vida.
Na cultura humana, é uma figura da mitologia ou pode estar associado às mais diversas superstições. É, também um animal que aparece como personagem em diferentes desenhos animados, tiras de jornais, filmes e contos de fadas. Entre as suas mais conhecidas representações, estão os gatos: Tom, Gato Félix, Gato das Botas e Garfield.
São bichos deliciosos  ternurentes que nos podm proporcionar uns minutos de descontração e divertimento.
Ora veja!