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terça-feira, janeiro 23, 2024

O dia em que nasci morra e pereça

 O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.

A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!

quinta-feira, dezembro 20, 2018

O Cometa do Natal

O Cometa de Natal, também conhecido como 46P/Wirtanen, fez uma das suas maiores aproximações à Terra em 16 de dezembro de 2018.
A NASA divulgou as fotos do Cometa do Natal que é o mais brilhante dos últimos 20 anos. Durante a passagem, o cometa esteve localizado na constelação de Touro, perto das Plêiades  e emitiu uma cor verde – comum em cometas como o Lovejoy e o Machhol – devido à nuvem brilhante de gás e poeira que envolve o cometa. A sua composição de cianogénio e carbono diatómico brilham na cor verde quando a nuvem é ionizada pela luz solar.
 O Cometa Verde de Natal passou a uma distância de 11,4 milhões de km da Terra - 30 vezes a distância da Lua.  Apesar de parecer uma grande distância, o cometa pôde ser visto a olho nu.
A cada cinco anos e meio, o cometa 46P completa a sua órbita, passando longe da Terra, na maioria das vezes. Mas este ano não foi isto que aconteceu. Este foi um dos cometas a passar mais próximo do nosso planeta em 70 anos e a décima maior aproximação à Terra.
Cometa de Natal foi descoberto em 1948 pelo astrónomo Carl WirtanenO 46P/Wirtanen tem uma largura de 1,1 kms e a sua órbita, de cinco anos e meio em cinco anos e meio, é considerada rápida para um cometa,  já que os de período longo costumam completar as suas órbitas em 200 anos ou mais. Fonte: Último Segundo

Se quiser ficar a saber um pouco mais sobre o assunto, assista aos dois vídeos que se seguem. 
Aqui vai o primeiro. Não perca!
E agora o segundo. Ora veja!

domingo, dezembro 16, 2018

O Leite Creme

O leite-creme é uma das sobremesas mais populares do Minho, para não dizer de todo o país, com forte expressão nas famílias durante a quadra natalícia. É uma sobremesa confecionada à base de leite, ovos, açúcar, amido de milho ou farinha de trigo, casca de limão e um pau de canela.
A conjugação destes ingredientes deu origem a um doce simples, aveludado, com uma
crocante camada de açúcar queimado, que o tornam apetecível e sempre presente em
qualquer mesa portuguesa. Se quiser fazer esta sobremesa para o dia de Natal, aqui lhe deixo a receita.

Ingredientes:
1 l de leite gordo
200 g de açúcar
6 gemas
Casca de limão
1 pau de canela
30 g de amido de milho (maizena)

Preparação:
Aquece‑se o leite com o pau de canela e a casca de limão.
Juntam‑se, numa tigela, as gemas, o açúcar e o amido de milho (maizena).
Mexe‑se muito bem até ficar um creme sedoso, mas sem espuma.
Junta‑se o leite, aos poucos, mexendo sempre rapidamente de modo que o aquecimento seja gradual para que a gema coza lentamente, a fim de evitar a coagulação e para que o calor se distribua igualmente por toda a mistura.
Deve usar‑se um tacho de fundo espesso que permita uma melhor distribuição do calor.
Sobre lume brando e sempre a mexer, deixa‑se engrossar o creme mas tendo cuidado para que não ferva.
Deve retirar‑se do lume mal se veja que se forma uma camada espessa sobre a colher de pau, ou se observe que a colher deixa um trilho no fundo do tacho.
Serve‑se em travessa ou prato individual. No momento de ir para a mesa, já frio, polvilha‑se com uma camada de açúcar e queima‑se com ferro bem quente de modo a conseguir uma crosta caramelizada.
Fonte: Paula Matos dos Santos - Receitas e Sabores dos Territórios Rurais, 2013
Se acha que precisa ainda de uma ajuda suplementar, pode seguir no vídeo abaixo, uma outra forma de fazer este doce tradicional de Portugal.

quinta-feira, março 15, 2018

A Teoria de Tudo

A Teoria de Tudo é um filme britânico (2015) realizado por James Marsh e que conta com a interpretação de Eddie Redmayne, Felicity Jones e Tom Prior.
Um filme dramático sobre o amor e a capacidade de superação, com um argumento de Anthony McCarten.
A Teoria de Tudo adapta a obra biográfica "Travelling to Infinity: My Life with Stephen", onde Jane Wilde Hawking descreve os seus anos ao lado de Stephen Hawking.
Nascido em Oxford (Reino Unido), em 1942, Stephen William Hawking é considerado um dos mais importantes astrofísicos de todos os tempos.
Vencedor de dois Globos de Ouro – Melhor Actor e Melhor Banda Sonora Original, o filme recebeu ainda cinco nomeações para os Óscares, entre elas para Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Actriz, tendo ganho o Oscar de Melhor Ator com o protagonista Eddie Redmayne.
Sinopse:
O filme narra a vida difícil do cientista Stephen Hawking (1942 - 2018), responsável pela teoria sobre os buracos negros e portador de esclerose lateral amiotrófica, o que o confinou a uma cadeira de rodas e a uma expectativa de vida de dois anos, quando ainda era jovem. O ator Eddie Redmayne está absolutamente fantástico no papel do protagonista. Passa a maior parte do filme mudo, devido à evolução da doença do personagem, mas adota um repertório de trejeitos e posturas (a maneira como ele - não - sustenta o ombro torto, por exemplo) incrivelmente semelhantes aos de Hawking – o resultado é um registo quase que documental sobre o biografado.
A Teoria de Tudo soube aproveitar com sensibilidade o extenso material sobre a vida deste cientista. baseado nas memórias da primeira esposa de Stephen Hawking, Jane Hawking – interpretada com subtileza por Felicity Jones, que passa da excitação do início da relação ao visível cansaço decorrente dos cuidados com o marido.
O filme também não foge de polémicas que poderiam chocar a audiência mais conservadora, a principal delas envolvendo um triângulo amoroso.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

A Super Lua Azul de Sangue: Um Fenómeno Raro

Na madrugada de 31 de janeiro, verificou-se um dos fenómenos astronómicos mais raros de que temos registo a partir da Terra: a Super Lua Azul de Sangue. Estes três eventos lunares já não aconteciam desde há 150 anos. A última vez em que o céu nos mostrou um fenómeno destes foi em 1866 e a próxima vez será em 31 de janeiro de 2037.
Este fenómeno foi mais visível no hemisfério norte e veio acompanhado, também, por um eclipse lunar (o eclipse, no entanto, não foi visível em todo o planeta).

O que é a Super Lua?
A Super Lua acontece, quando a Lua está no ponto mais próximo da Terra (perigeu) no percurso de translação em redor do nosso planeta.
Super Lua em Roma
A Super Lua ocorre quando o momento de maior aproximação é, além disso, o momento em que há Lua cheia. O tamanho da lua estará de 10% a 15% superior ao habitual e será 30% mais brilhante

O que é a Lua Azul
Considera-se que uma Lua cheia é uma Lua Azul quando duas luas cheias acontecem no mesmo mês. A primeira Lua Cheia de janeiro ocorreu logo no dia 1 às 22 horas e a segunda chegou na tarde de terça-feira quando eram, precisamente, 14 horas, 27 minutos e 46 segundos. O facto de haver duas luas cheias no mesmo mês é relativamente incomum e por isso o fenómeno foi batizado de Lua Azul.

O que é a Lua de Sangue?
O último fenómeno astronómico deste 31 de janeiro foi a Lua de Sangue. Durante o decorrer do eclipse, a atmosfera da Terra filtrou a luz azul e verde dos raios solares, mas deixou passar a luz vermelha. Por isso, a Lua ficou tingida pelo reflexo do brilho avermelhado que lhe chegou procedente da nossa atmosfera.
Portanto, esta Lua de Sangue só foi visível apenas nas partes do planeta onde o eclipse pode ser visto.
O eclipse não podeser visto na América do Sul, na África e na Europa Ocidental (Portugal esteve portanto excluído), mas foi visível na América do Norte durante a madrugada de 31 de janeiro. Na Ásia, Austrália, Nova Zelândia e leste da Rússia será possível ver o eclipse lunar total.

O que é um Eclipse lunar?
Este fenómeno acontece quando a Terra, o Sol e a Lua estão alinhados, resultando num eclipse lunar total. A Lua cheia coincide com o momento em que a Lua entra na sombra da Terra, produzindo assim um eclipse.

terça-feira, fevereiro 16, 2016

A propósito das ondas gravitacionais


Einstein tinha razão, previstas por Einstein há 100 anos, as ondas gravitacionais (teoria da relatividade) existem.
Durante décadas, os cientistas tentaram, sem êxito, detectar estas ondas, fundamentais para entender as leis que regem o Universo.
Na quinta-feira passada, um grupo de cientistas de vários países, anunciou ter conseguido detectá-las pela primeira vez.
Esta comprovação é uma das maiores descobertas da ciência do nosso tempo porque, além de confirmar as ideias de Einstein, abre as portas para maneiras totalmente novas de se investigar o Universo. A partir de agora, a astronomia e outras áreas da ciência entram uma nova era.

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Aquário

Se o que se quer é a boa esposa
A aquariana pousa.

Se o que se quer é uma outra coisa
A aquariana ousa.

Se o que se quer é muito amor
A aquariana
É mulher macho sim senhor.

Porém não são possessivas
Nem procuram dominar
Ou são meigas e passivas
Ou botam para quebrar.
Vinícius de Moraes 

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Capricórnio

A capricorniana é capricornial
Como a cabra de João Cabral.
Eu amo a mulher de Capricórnio
Porque ela nunca lhe põe os próprios.

A caprina é tão ciumenta
Que até os ciúmes ela inventa.
Mulher fiel está aí: é cabra
Só que com muito abracadabra.

Suas flores: a papoula e o cânhamo
De onde vêm o ópio e a maconha
Ela é uma curtição medonha
Por isso nos capricorniamos.
Vinícius de Moraes 

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Sagitário

As mulheres sagitarianas
São abnegadas e bacanas.
Mas não lhe venham com grossuras
Nem injustiças ou censuras
Porque ela custa mas se esquenta
E pode ser muito violenta.
Aí, o homem que se cuide…
– Também, quem gosta de censura!
Vinícius de Moraes 

segunda-feira, novembro 02, 2015

Escorpião

Mulher de Escorpião
Comigo não!
É a Abelha Mestra
É a Viúva Negra
Só vai de vedete
Nunca de extra.
Cria o chamado conflito
de personalidades.
É mãe tirana
Mulher tirana
Irmã tirana
Filha tirana
Neta tirana.
tirana tirana.
Agora, de cama diz -
que é boa paca.
Vinícius de Moraes

domingo, outubro 04, 2015

Libra

A mulher de Libra
Não tem muita fibra
Mas vibra.

Quer ver uma libriana contente?
Dê-lhe um presente.

Quando o marido a trai
A mulher de Libra
balança mas não cai.

Se você a paparica
Ela fica.

Com librium ou sem librium
Salve, venusina
Que guarda o equilíbrio
Na corda mais fina.
Vinícius de Moraes 

terça-feira, setembro 01, 2015

Virgem

Se Florence Nightingale era Virgem
Não sei… mas o mal é de origem.

A mulher de Virgem aceita a amante
Isto é: desde que não a suplante.

Sexo de consumo, pães-de-minuto
Nada disso lhe há de faltar
O condomínio é absoluto
A virgem é mulher do lar.

Opala, safira, turquesa
São suas pedras astrais
Na cuca, muita esperteza
Na existência, muita paz.
Vinícius de Moraes

sexta-feira, julho 31, 2015

Leão

A mulher de Leão
Brilha na escuridão.

A mulher de Leão, mesmo sem fome
Pega, mate e come.

A mulher de Leão não tem perdão.

As mulheres de Leão
Leoas são.

Poeta, operário, capitão
Cuidado com a mulher de Leão!

São ciumentas e antagônicas
Solares e dominicais
ígneas, áureas e sadônicas
E muito, muito liberais.
Vinícius de Moraes

sexta-feira, julho 03, 2015

Câncer

Você nunca avance
Em mulher de Câncer.

Seu planeta é a Lua
E a Lua, é sabido
Só vive na sua.
É muito apegada
E quando pegada
Pega da pesada.

É mulher que ama
Com muito saber
No tocante a cama
Não sei lhe dizer…
Vinícius de Moraes 

quinta-feira, junho 04, 2015

Gêmeos

A mulher de Gêmeos
Não sabe o que quer
Mas tirante isso
É boa mulher.

A mulher de Gêmeos
Não sabe o que diz
Mas tirante isso
Faz o homem feliz.

A mulher de Gêmeos
Não sabe o que faz
Mas por isso mesmo
É boa demais…
Vinícius de Moraes 

segunda-feira, março 09, 2015

Os Signos Zodíacais

O Zodíaco é reconhecido como o primeiro sistema de coordenadas celestes, desenvolvido pelos astrónomos da antiga Babilónia e constituído por 12 signos (sinais).
A origem etimológica do termo zodíaco provém do latim "zodiacus", que significa "círculo de animais". É de referir, contudo, que o zodíaco clássico grego, em tudo semelhante ao que usamos hoje, inclui signos (também estes constelações) que não são representados por animais, como por exemplo: Aquário, Gémeos, Virgem e Balança (Libra).
Uma outra explicação etimológica refere que o termo grego significa "um caminho", ou seja, o caminho que o Sol percorre do ponto de vista da Terra.
O Zodíaco refere-se também à região da esfera celeste que inclui um conjunto de oito arcos, acima e abaixo do firmamento elíptico, que se cruza com o caminho da Lua e dos planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno. Os astrónomos da era clássica, entre eles Ptolomeu, chamaram-lhes estrelas flutuantes, para os diferenciar dos planetas fixos.
Há cerca de dois mil anos, Cláudio Ptolomeu, sistematizou todo o conhecimento dos povos com quem os gregos mantiveram contacto, relativamente à tradição astrológica. Nessa altura o equinócio vernal – que marcava o início da primavera no hemisfério norte – era assinalado pela "entrada" do Sol na constelação de Áries (Carneiro). Na verdade, tratava-se do facto de que, da Terra, o Sol era visto tendo a constelação de Áries "ao fundo".
Como este facto marcava o regresso da vegetação e do calor após os meses de inverno, o momento em que a vida irrompia do solo e o início de um novo ciclo, Carneiro (Áries) foi considerado o primeiro signo zodiacal e as constelações seguintes passaram a nomear os signos em sequência.
Por uma questão prática e estética, adoptou-se a ideia do círculo (360º) para a representação do céu. Este círculo também representava o caminho do Sol através das constelações/signos. A cada signo corresponderiam trinta graus em doze parcelas correspondentes. Esta representação veio a ser considerada um "zodíaco intelectual", já que simplificava propositadamente a representação elíptica da órbita dos planetas. Importa saber que, nestes tempos, ainda se acreditava que a Terra era o centro do universo. As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia. A Astrologia e a Astronomia, até então consideradas ciências complementares, baseavam-se na visão geocêntrica.
Entretanto, objeto de estudo e prática de inúmeros cientistas de todas as épocas, a Astrologia conseguiu atrair adeptos e ir consolidadando os seus princípios e técnicas.
De acordo com os astrólogos, outro aspecto importante na percepção da influência dos signos zodiacais é o efeito que neles produz a passagem (trânsito) dos planetas do nosso sistema solar. Os estudiosos atribuíram, por isso, um planeta a cada signo. Estes planetas vieram a ser chamados de "planetas regentes".
Como, na Antiguidade, o método mais utilizado para a observação da movimentação planetária era olhar para o céu, apenas cinco planetas eram visíveis. Eram eles: Mercúrio, Marte, Vénus, Júpiter e Saturno. O Sol e a Lua eram chamados luminares, e contavam entre os planetas, quanto à distribuição d
e regentes por signo. Desta forma, o Sol e a Lua foram atribuídos aos signos de Leão e de Caranguejo (Câncer), respectivamente. Aos cinco planetas foi atribuída uma regência dupla. Vénus, por exemplo, rege o Touro e a Balança (Libra).
Se quiser saber mais alguma coisa os signos do Zodíaco não se esqueça que, no entanto, o  Zodíaco mudou, como pode  ver aqui.

quinta-feira, outubro 23, 2014

Potências De 10: Do Micro Ao Macrocosmos

Faça uma viagem virtual do micro ao macrocosmos, ou seja, veja o mundo em diversas escalas, que vão do muito pequeno ao muito grande.
"Potência de Dez" foi produzido em 1977 e, sendo um filme de culto, é, também, um dos melhores exemplos do que é produzir materiais didácticos.
O vídeo de hoje, "Potências De 10:  Do Micro Ao Macrocosmos", é um video baseado num ficheiro em power point, da NASA, em que se mostra a nossa galáxia, desde as partículas mais pequenas até aos aspectos mais significativos. Uma escala é um método de ordenação de grandezas físicas que permite a comparação. Em cartografia uma escala é a relação existente entre as medidas no mapa e as distâncias correspondentes no terreno.
Já agora, a ideia de potência é muito antiga e desde os tempos mais remotos que as suas aplicações facilitaram a vida humana, auxiliando e tornando possíveis muitas representações matemáticas e solucionando problemas de elevado grau de complexidade.
Assim como todas as outras descobertas do homem, as potências possibilitaram o surgimento de novos horizontes e permitiram a expansão dos conhecimentos humanos. Nortearam viagens inimagináveis pelos campos abstratos da matemática e alicerçaram ciências afins como a astronomia, a física, a química e a biologia.
Foi Arquimedes que percebeu um facto curioso: que havia uma grande repetição de multiplicações que envolviam o número 10. Surgiu então a ideia de representar este facto usando a potência de base 10. Hoje é utilizada como notação científica e aplicada em várias áreas do conhecimento humano.

sábado, maio 10, 2014

Olhar para Marte...

Marte é o quarto planeta a partir do Sol.  Foi baptizado com este nome em homenagem ao deus romano da guerra. É o segundo menor planeta do Sistema Solar e é muitas vezes descrito como o "Planeta Vermelho", porque o óxido de ferro predominante na sua superfície lhe dá uma aparência avermelhada.
Marte é um planeta rochoso com uma atmosfera fina, com características de superfície que lembram tanto as crateras da Lua quanto os vulcões, os vales, os desertos e as calotas polares da Terra.  O período de rotação e os ciclos sazonais de Marte são também semelhantes aos da Terra.  Marte tem duas luas conhecidas, Fobos e Deimos, que são pequenas e de forma irregular.
O primeiro voo bem-sucedido sobre Marte foi feito em 1965 pela Mariner 4. As posteriores missões não tripuladas sugeriram que Marte já teve, na sua superfície, uma cobertura de água em grande escala.  Em 2005, dados de radar revelaram a presença de grandes quantidades de gelo de água nos polos e nas latitudes médias deste planeta. A sonda robótica Spirit recolheu amostras de compostos químicos que continham moléculas de água em março de 2007. A sonda Phoenix encontrou também amostras de gelo de água no solo marciano em julho de 2008.
Marte está a ser explorado, actualmente, por cinco naves espaciais: três em órbita — Mars Odyssey, Mars Express e Mars Reconnaissance Orbiter — e duas na superfície — Mars Exploration Rover Opportunity e Mars Science Laboratory Curiosity.
Assim, para conhecer melhor este planeta, proponho -lhe que veja a primeira foto panorâmica de Marte. Para isso basta clicar aqui.  Utilize o zoom para ver a qualidade da imagem!
É uma imagem absolutamente extraordinária, embora os entendidos digam que esta foto custou à humanidade cerca de 2.500 milhões de dólares.
Não deixe, contudo, de a ver. Vale bem a pena!

terça-feira, março 25, 2014

Coisas que tem de saber sobre o Universo!

Sabe o que são e como é surgiram as estrelas?
Sabe como é que surgiu o universo ou o que foi o "Big Bang"?
Sabe como se formou a Terra?
Se tem curiosidade acerca destes assuntos, sente-se confortavelmente e assista ao vídeo, "O Que Precisa Saber Sobre Ciência e Sobre o Universo"!

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

No País dos Dogon

O país dos Dogon é uma verdadeira jóia na África Ocidental. Esta região foi considerada Património Mundial da Humanidade em 1989, não só devido às belezas naturais desta região do globo, mas também, devido à cultura do povo Dogon.
Os Dogon são um  povo que habita quer o Mali quer o Burkina Faso. Os dogons do Mali vivem numa remota região no interior da África Ocidental - são cerca de 200 mil e a sua maioria vive em aldeias localizadas nas escarpas de Bandiagara, a leste do Rio Níger. São um povo com um estilo de vida muito complexo, porque possuem um conhecimento muito preciso do sistema Sirius e dos seus períodos orbitais. Os sacerdotes dogons dizem que sabem destes detalhes, porque aparentemente lhes foram transmitidos oralmente e de forma secreta, há muitos séculos.
Estes informações foram publicados pela primeira vez em 1950, no "A Sudanese Sirius System", escrito pelos antropólogos franceses Germaine Dieterlen e Marcel Griaule, que viveram muito tempo com os dogons no final dos anos quarenta.

De acordo com  os dogons, a criação do mundo está relacionada com as estrelas que eles chamam de Po Tolo, que significa "estrela semente". Este nome vem de uma minúscula semente chamada de "fonio", que em botânica é conhecida como Digitaria exilis. Com esta diminuta semente, os dogons referem-se ao inicio de todas as coisas. Segundo os dogons, a criação começou numa estrela, qualificada pela astronomia como anã branca, e que os astrónomos modernos chamam de Sirius B, a companheira muito menor da brilhante Sirius A, da constelação Cão Maior.
Os dogons também dizem que a Sirius B demora 50 anos para completar uma órbita em volta da Sirius A. O espantoso é que a astronomia moderna estabeleceu que o seu período orbital é de 50,4 anos. Igualmente intrigante é a sua afirmação de que a Sirius B gira em torno do seu próprio eixo e demora um ano terrestre para terminar este movimento. Alguns astrónomos afirmam que isso é possível, enquanto outros discordam dizendo que esse período de rotação é muito longo para uma estrela tão pequena e densa.
Mas, o que é realmente espantoso é o conhecimento que dizem ter sobre o terceiro astro do sistema Sirius, descoberto apenas recentemente pelos astrónomos, já que possui um tamanho irrelevante perto dos dois outros astros do sistema, e por isso levou quase meio século a ser descoberto.
Os Dogons chamam este terceiro corpo de Emme Ya, ou "Mulher Sorgo" e dizem que é uma estrela pequena com apenas um planeta na sua órbita, ou um grande planeta com um grande satélite. Como é que vivem os dogons? Onde habitam? Quais são as suas formas de expressão cultural? Se quiser ter respostas para algumas destas questões, pesquise, investigue e veja os dois vídeos que se seguem. O primeiro é uma viagem no país Dogon e o segundo mostra as danças rituais deste povo africano.
E agora o vídeo que mostra algumas das danças rituais do povo Dogon.