sábado, junho 10, 2017

Portugal by Miguel Esteves Cardoso


Hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Para assinalar este dia especial, proponho-lhe que assista a um entrevista (de 2006) de Miguel Esteves Cardoso, ao historiador Rui Ramos (RTP).
O jornalista Miguel Esteves Cardoso, com ironia e olhar distanciado lista e caracteriza os "padrões de cultura" da actual sociedade portuguesa. A conversa corre como se MEC procurasse traçar o perfil de uma sociedade ideal (mas portuguesa).
Não perca, porque vale bem a pena.   

sexta-feira, junho 09, 2017

A beleza dos Açores

O programa da Tv Globo, Globo Repórter, revela os segredos e a beleza do arquipélago de Açores. Ora veja!
Não perca.

quinta-feira, junho 08, 2017

I Charleston Lisboa

O "I Charleston the World"  é uma iniciativa mundial. São vários grupos espalhados por todo o mundo que já têm um IC dedicado à sua cidade.  O Porto já tem a sua versão, produzida pela Swing Station em 2015.
Em 2016 chegou a vez da capital de ter o seu "I Charleston"!
O projecto "I Charleston Lisboa" apresenta a cidade de Lisboa através da dança Charleston, a dança dos loucos anos 20!

O Charleston é uma dança surgida pouco depois da Primeira guerra mundial, sendo um divertimento dos cabarés, onde as mulheres dançavam e mostravam mais as pernas porque as saias eram mais curtas e tinham o cabelo à garçonne. O nome da dança deve-se à cidade de Charleston, na Carolina do Sul.
Originalmente era dançada pelos negros do sul dos Estados Unidos e dançada em pistas de clubes, como o Cotton Club, ao som de uma orquestra formada exclusivamente por negros e frequentada pela elite branca.
As mulheres agitavam os vestidos curtos, de cintura baixa e muitas franjas e, ao som do charleston, balançavam os longos colares de cristal ou ondulavam as plumas e os leques.

Deixo-lhe agora o vídeo "I Charleston Lisboa", que mostra alguns pontos icónicos da cidade das sete colinas, como: o Rossio, o Chiado, o Castelo, Alfama, a Estrela, Belém, etc.!
Ora veja!
Vale bem a pena ver a alegria dos dançarinos, em contraponto à beleza da capital de Portugal!
"I Charleston Lisboa" - Castelo de S. Jorge from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.

quarta-feira, junho 07, 2017

Joaquim Pinto de Andrade, Uma Quase Autobiografia

Joaquim Pinto de Andrade, Uma Quase Autobiografia é um livro das Edições Afrontamento que vai ser lançado hoje.
Joaquim Pinto de Andrade (1926 -2008) foi um sacerdote angolano e um dos fundadores do MPLA.
Formado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma participou em 1956 no I Congresso dos Homens de Cultura Negra, realizado em Paris.
Foi Presidente honorário do MPLA em 1962 e a partir de 1974 fez parte do grupo Revolta Activa, contrário à política oficial do partido que em 11 de Novembro desse ano, assumiu o poder em Angola.
Era Chanceler da Arquidiocese de Luanda, e foi membro da Sociedade Africana da Cultura. Morreu no mesmo dia em que faleceu o seu companheiro político do MPLA Gentil Ferreira Viana.

terça-feira, junho 06, 2017

A Lobélia Azul

A Lobélia Azul (Lobelia erinus) é  uma planta de uma beleza exuberante, que pode ser utilizada em paisagismo (atenção que é tóxica), devido ao efeito calmante provocado pelas suas belas flores azuis.
Aprecia o clima ameno e adapta-se a diversas regiões, comportando-se como uma planta anual em climas temperados a subtropicais e bienal em climas tropicais a equatoriais. A origem desta planta é o continente africano em especial a África do Sul, o Malawi, e a Namíbia.
As pequenas flores tubulares, que surgem em profusão na primavera e verão, têm aspecto assimétrico e peculiar. Sendo que as duas pétalas superiores são eretas e pequenas, e as três pétalas inferiores são grandes e unidas formam a "pista de pouso" dos polinizadores.
As cores das flores variam do branco ao azul escuro, com o centro amarelo ou branco. Atualmente existe muitas variedades, entre as quais podemos citar: a "Alba" (de flores brancas), a "Florepleno"(de flores dobradas), a "Grandiflora" (de flores grandes), a "Speciosa" (pendente), a "Blue Moon" (de flores azuis), a "Crystal Palace" (folhagem bronzeada), a "Rosamunde" (flores vermelhas), entre outras.

O Lumiar


O Lumiar visto por alguns alunos em forma de apresentação. E agora outro trabalho sobre o Lumiar em vídeo.

segunda-feira, junho 05, 2017

Sintra: Património Mundial


Sintra é uma vila portuguesa do distrito de Lisboa (Área Metropolitana de Lisboa).
Esta vila dispõe de uma enorme variedade de edifícios históricos fascinantes e de belíssimas paisagens que a tornaram um dos melhores destinos turísticos, assim como a viagem complementar mais popular a partir de Lisboa.

É sede de um município com 319,23 km² de área e 381 728 habitantes (2015), limitado a norte por Mafra, a leste por Loures, Odivelas e Amadora, a sudeste por Oeiras, a sul por Cascais e a oeste pelo oceano Atlântico.
Sintra é a vila de Portugal com mais habitantes, seguida de Cascais e Oeiras (Portugal). Esta região também é conhecida como Riviera Portuguesa.

Proponho-lhe hoje que assista a mais um episódio da série documental "Património Mundial" que reúne 14 filmes sobre edifícios e paisagens portugueses classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Das vinhas da Ilha do Pico, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, passando, claro, pelos Jerónimos e pelo centro histórico de Guimarães, esta série cobre parte do que de melhor existe em Portugal em património histórico construído e em paisagem natural.

Ora espreite Sintra:


domingo, junho 04, 2017

Não Tem Conserto

Oiça Saiming em Não Tem Conserto (Video_Official)
A Letra & Música é de Saiming; Beat: Magic Beatz; produção audio: Curlil_G Records; produção videoclip: Digital Motions.
O vídeoclip contou com a participação de Joana Marques & Ronaldo Rodrigues.

sábado, junho 03, 2017

História de Angola

História de Angola é um livro do historiador português Alberto Oliveira Pinto.
Alberto Oliveira Pinto (nascido em Luanda em 1962)  desenvolve, atualmente, actividade como docente do Mestrado de Estudos Africanos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e como docente do Mestrado de Estudos de Desenvolvimento (Development Studies) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Sinopse:
"Da Pré-História ao Início do Século XXI pretende ser o livro inexistente durante os 40 anos que decorreram sobre a Independência de Angola, em 1975, e para o qual tanto fui desafiado, desde a década de 1990, por colegas dos Estudos Africanos, pela juventude angolana – da qual destaco os meus alunos -, e também por pessoas das mais diversas proveniências (Angolanos, Portugueses, estrangeiros): uma História de Angola condensada num só livro; um livro que, podendo ser um manual, contém algo mais do que o essencial sobre a memória do povo angolano; um livro que, não só pode servir ao leitor comum, como ao estudante - do ensino universitário, do secundário e mesmo do básico -, como ainda de instrumento de trabalho e consulta aos investigadores. Enfim, um livro destinado o povo angolano mas também ao mundo inteiro. Procurei fazer um manual da História de Angola, embora com questionamentos e aprofundamentos inevitavelmente subjectivistas próprios de um historiador. Não esgota, evidentemente, a História de Angola, mas acredito que serve de ponto de partida para os que a querem conhecer e estudar. Mas também funciona – e porque não dizê-lo? – como objecto lúdico de leitura, se é que há leituras lúdicas.”

sexta-feira, junho 02, 2017

Beijo de Saudade - Mariza e Tito Paris

Mariza e Tito Paris num Beijo de Saudade!
Ela (que nasceu em Moçambique, cresceu na Mouraria e chegou a viver no Brasil)  é, verdadeiramente, uma voz da Lusofonia!

Fado com letra de música de  B. Beleza.
Integrou o álbum Terra, lançado em 2008.

Um Beijo de Saudade com imagens de Lisboa, num vídeo de Román De La Serna.



Ondas sagradas do Tejo
Deixa-me beijar as tuas águas
Deixa-me dar-te um beijo
Um beijo de mágoa, um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Nas tuas ondas cristalinas
Deixa-me dar-te um beijo
Na tua boca de menina
Deixa-me dar-te um beijo, oh Tejo

Um beijo de mágoa, um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Nha terra ê quêl piquinino
È Cabo Verde, quêl quê di meu
Terra que na mar parcê minino
È fidjo d'oceano, é fidjo di céu
Terra di nha mãe, terra di nha cretcheu

Nas tuas ondas cristalinas
Deixa-me dar-te um beijo
Na tua boca de menina
Deixa-me dar-te um beijo, oh Tejo

Um bêjo di mágoa, um bêjo di sodadi
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra
P’ra levar ao mar e o mar à minha terra

quinta-feira, junho 01, 2017

Piper

Piper é uma curta-metragem de animação (E.U.A) realizada pelo canadiano Alan Barillaro e produzida pela Pixar Animation Studios.
Estreou-se nos Estados Unidos em 2016, juntamente com o filme Finding Dory. E
Piper (Superação do Medo) ganhou, recentemente, o Óscar para o melhor filme de animação.
São apenas 5 min de duração, mas o realizador levou 3 anos para picturizá-lo.
Veja como a vida pode mudar quando superamos os nossos medos.
Este é um filme excelente, que não deve perder...!
 Ora veja!

quarta-feira, maio 31, 2017

A de Equação de Al-Khwarizmi

Abu Abdallah Mohammed ibn Musa Al-Khwarizmi (780 – 850) foi um matemático, astrónomo, geógrafo e historiador. É do seu nome que deriva o termo "algarismo", em português.
Al-Khwarizmi é considerado o fundador da Álgebra, mas é talvez, a pessoa que melhor defeniu em poucas palavras, o ser humano.
Um dia perguntaram a este grande matemático, como era o ser humano e ele respondeu:

  • "Se tiver Ética, ele é  1
  • Se também  for Inteligente, acrescente 0 e será 10
  • Se também for Rico, acrescente mais um 0 e será 100
  • Se também for Belo, acrescente mais um 0 e será 1000
  • Mas... se perder o 1, que corresponde à Ética, então perderá todo o seu valor e restarão apenas os zeros."

terça-feira, maio 30, 2017

As Conferências do Estoril

As Conferências do Estoril 2017 estão a realizar-se desde ontem e decorrem até 31 de maio.
As Conferências do Estoril tornaram-se num local de encontro de grandes pensadores, de personalidades de renome, um espaço de ecumenismo, onde as mais diversas geografias e ideologias discutem as prementes temáticas da Globalização.
Deixo-lhe aqui um vídeo, com alguns apontamentos de reflexão, do que foi preparado para estas Conferências do Estoril.

segunda-feira, maio 29, 2017

As Camélias

Aprecie a beleza e a simetria de uma flor de Camélia.
A Camellia L. é um género de plantas da família Theaceae que produz as flores conhecidas como camélias. 
O género Camellia inclui muitas plantas ornamentais incluindo a planta do chá. O género foi descrito pelo naturalista sueco Carl von Linné em sua obra magna Species Plantarum, e assim designado em homenagem ao missionário jesuíta Georg Kamel.
Este género apresenta cerca de 80 espécies nativas das florestas da Índia, Sudeste Asiático, China e Japão.
As cameleiras ou, em algumas regiões de Portugal, conhecidas como japoneira, são arbustos ou árvores de porte médio, com folhas escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou denteadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas, ou raramente amarelas, algumas tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda. Certas espécies exalam suave perfume.
Muitas espécies são cruzadas para a obtenção de híbridos.
A este género, pertence, ainda, a C. sinensis, de cujas folhas se obtém o chá, cuja atividade comercial movimenta muitos milhões de dólares por ano.
Outras espécies produzem um óleo nas suas sementes, que é aproveitado como combustível.
A camélia é, também, usada em jardins ornamentais. Em Portugal, a cidade de Celorico de Basto promove todos os anos a Festa Internacional das Camélias.

domingo, maio 28, 2017

Condor

Condor - O Plano Secreto das Ditaduras Sul-Americanas é um livro do  fotógrafo português João Pina.

Sinopse:
Condor é um tributo à memória das vítimas da Operação Condor, um plano militar secreto instituído em 1975 por seis países latino-americanos, governados por ditaduras militares de extrema-direita, para eliminar a oposição política. Esta operação resultou na morte de cerca de 60.000 pessoas. Durante aproximadamente uma década, João Pina viajou de forma extensiva pela Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai para documentar o que restou da época do Condor.

sábado, maio 27, 2017

O 27 de Maio foi há 40 anos. Quando é que chega a verdade e a justiça?


Completam-se hoje 40 anos sobre os trágicos acontecimentos do 27 de maio de 1977, em Angola.

Para que não caia no esquecimento, a memória, a recordação e a saudade do meu irmão, Rui Coelho.

Cobardemente assassinado, foi uma, dos milhares de vítimas, desta tragédia.
Tinha 25 anos. Da sua execução não se sabem local, data ou circunstâncias.

Não teve direito a qualquer tipo de julgamento ou defesa. Não se conhecem termos de acusação: Qualquer tipo de pseudo confissão, a existir, foi arrancada sob coacção e tortura.
Rui Coelho nem sequer estava em Angola por alturas do 27 de Maio de 1977. O seu assassinato aconteceu porquê? Para quê?
Violência? Terror? Ameaça? Atentado à vida e aos Direitos Humanos? Ou tudo isso junto?

Será demasiado querer saber porque morreu, e como morreu, o meu irmão?

O Rui Coelho nunca, fosse de que forma fosse, atentou contra a vida de ninguém. Não foi acusado de nenhum ato violento ou crime de sangue.

Queremos resgatar a sua memória e o seu bom nome. Queremos ter acesso aos seus restos mortais para que a família possa cumprir o luto e dar-lhe um enterro digno.
A dor, essa, permanecerá para sempre!

• Uma vida curta, precocemente interrompida, ceifada de forma cruel, cobarde, contrariando todos os princípios dos Direitos Humanos.

• Um crime tão absurdo como repugnante que roubou a vida a um jovem de 25 anos que nunca chegou a poder conhecer e acariciar o seu filho.

• Um jovem generoso e idealista, que lutou por um mundo mais justo e melhor, defendendo as ideias em que acreditava.




  • E convido a ver algumas imagens de um filme-projecto de documentário que está a ser realizado pelo me sobrinho (e sobrinho do Zeca!) Rafael Coelho:

sexta-feira, maio 26, 2017

Angola, o 27 de Maio. Memórias de Um Sobrevivente

Angola, o 27 de Maio. Memórias de Um Sobrevivente, é um livro de José Reis que vai ser lançado amanhã na Casa de Goa, às 17h.

José Reis é um dos sobreviventes dos trágicos acontecimentos, que ocorreram em Angola, em 27 de maio de 1977.
O José Reis foi preso a 30 de maio de 1977, acusado de ser "fraccionista". Só seria libertado dois anos e quatro meses depois, sem nunca ter sido julgado. Nesse período, esteve preso, foi torturado na cadeia de São Paulo, e depois internado num campo de trabalhos forçados.
Não deixe de ler o seu testemunho, porque é necessário e urgente saber o que se passou.

quinta-feira, maio 25, 2017

Dia da Espiga ou Quinta - Feira da Espiga

 A Quinta-feira da Espiga é uma comemoração popular, tradicional de Portugal, que ocorre no dia da Quinta-Feira da Ascensão. Esta celebração ocorre 40 dias após a Páscoa. Em vários municípios de Portugal a Quinta-feira da Espiga é feriado municipal.

A Festa da Ascensão, conhecida também como Quinta-Feira da Ascensão ou apenas como Ascensão comemora a Ascensão de Jesus ao céu. É uma das festas ecuménicas, ou seja, uma das que são comemoradas por todas as igrejas cristãs, juntamente com as celebrações da Semana da Paixão, da Páscoa e do Pentecostes. Na Igreja Católica é conhecida também como Solenidade da Ascensão do Senhor.

O "Dia da espiga" ou "Quinta-feira da espiga" celebra-se em algumas localidades com um passeio matinal pelo campo, onde rapazes e raparigas, colhem espigas de vários cereais (trigo, centeio ou cevada),  em número ímpar, flores campestres (como papoilas, malmequeres ou flores de romãzeira) e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga.
Segundo reza a tradição, o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada de casa, e só deve ser substituído por um novo, no dia da espiga do ano seguinte, para que nela haja pão, azeite, dinheiro e alegria durante todo o ano.
Os ramos da espiga são simbólicos da fecundidade da terra e da alegria de viver: as espigas, geralmente de trigo, simbolizam a abundância (ou o pão), as papoilas, rosas, margaridas e malmequeres, a beleza, e o ramo de oliveira, a paz.

O Dia da Espiga é comemorado sobretudo no Centro e Sul do País. Pensa-se que terá uma origem pré-cristã e marca, de certa forma, o início da época das colheitas.
Outros acreditam que este costume tenha as suas raízes num antigo ritual cristão que consistia na bênção dos primeiros frutos. Mas, as suas características permitem adivinhar origens mais remotas, muito provavelmente em antigas tradições pagãs associadas às festas em honra da deusa Flora que ocorriam por esta altura e às quais se mantém ligada a tradição dos Maios e das Maias.

O Dia da Espiga é considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar.
Por isso,  antes de ser assinalado como feriado municipal, em algumas localidades era já dia de descanso.

Era chamado o "dia da hora" porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava. Dizia-se nas aldeias do sopé da Serra do Montejunto que "na quinta-feira de espiga há uma hora em que os pássaros não vão aos ninhos, as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha e o pão não leveda".

Em Atouguia "o leite não se vende, todo ele é dado". Noutras localidades "não se faz pão em quinta-feira de espiga" e noutras tantas coze-se nesse dia pão "para guardar o ano inteiro".
Era nessa hora , o meio dia, que se colhiam as plantas para fazer o ramo da "espiga" e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.

Cada um dos elementos do ramo da espiga simboliza um desejo:

- A espiga - que haja pão (isto é, que nunca falte comida, que haja abundância em cada lar);
- O ramo de folhas de oliveira - que haja paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). Antigamente as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite, e o azeite faz-se com as azeitonas, que são o fruto da oliveira.
- As flores (malmequeres, papoilas, etc.) -  que haja alegria (simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila «traz» amor e vida e o alecrim «traz» saúde e força.

Hoje em dia, nas grandes cidades, as pessoas já não vão colher o Ramo da Espiga, mas há quem os venda, tendo-os colhido e atado, fazem negócio com a tradição, ajudando, contudo, a preservá-la.

quarta-feira, maio 24, 2017

Foz Côa: Património Mundial da Humanidade

 A série documental "Património Mundial" (da RTP 2) reúne 14 filmes sobre edifícios e paisagens portugueses classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Das vinhas da Ilha do Pico, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, passando, pelos Jerónimos e pelo centro histórico de Guimarães, esta série cobre parte do que de melhor existe em Portugal em património histórico construído e em paisagem natural.
Vila Nova de Foz Côa, ou Foz Côa, é uma cidade portuguesa, pertencente ao distrito da Guarda, Região Norte de Portugal, com cerca de 3 100 habitantes.
O Parque Arqueológico do Vale do Côa é considerado como "um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo e é o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre". Aqui foram identificados cinco dezenas de núcleos de arte, ao longo dos últimos 17 quilómetros do Rio Côa, até à sua confluência com o Douro.
Estes núcleos apresentam gravuras datadas, na sua maioria, do Paleolítico superior (mais de 10.000 anos antes do presente) mas o vale guardou também exemplos de pinturas e gravuras do Neolítico e Calcolítico, gravuras da Idade do Ferro e dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, altura em que os moleiros, os últimos gravadores do Côa, abandonaram o fundo do vale.
Os concelhos de Foz Côa, Meda e Pinhel compartilham vestígios de arte rupestre do Vale do Côa/Parque Arqueológico.
Se quiser ficar a conhecer melhor mais este pedacinho de Portugal, não deixe de ver o vídeo abaixo, com mais um episódio de Património Mundial.
Vale bem a pena. Não deixe de ver!

terça-feira, maio 23, 2017

Sete grandes mistérios da história de Portugal

Ao longo de 900 anos, a História de Portugal está repleta de mistérios, intrigas, desaparecimentos, mortes, etc.
Que os portugueses já sabiam da existência do Brasil antes do tratado de Tordesilhas e que Cristóvão Colombo era português não são novidades, agora o resto...
Veja clicando aqui, os 7 grandes mistérios da História de Portugal.
Não sei, contudo, se estaremos todos de acordo. Mas, vale a pena conhecer estas perspectivas...