Negombo é uma importante cidade comercial e administrativa do Sri Lanka, localizada na costa oeste do país, junto à Laguna Negombo, na Província Ocidental. Negombo é também o maior centro balnear da costa oeste do país conhecido pelas longas praias arenosas e pela indústria pesqueira. Possui uma população de cerca de 142.136 habitantes e é a cidade mais próxima do Aeroporto Internacional Bandaranaike do Sri Lanka (a uma distância de cerca de 9 km).
Esta cidade colonial sofreu não só a influência portuguesa mas também holandesa e inglesa. O nome "Negombo" é uma corruptela portuguesa de seu nome tâmil, Neerkolombu.
A região estava sob o domínio da monarquia cingalesa, sediada em Sri Jayawardanapura Kotte, quandono início do século XVI, os portugueses derrubaram a monarquia cingalesa, cujos membros foram forçados a transferir-se para Seethawaka. Os portugueses construíram um forte em Negombo e assumiram o controle do comércio das especiarias e em particular a produção e exportação da canela para o Ocidente. Durante quase um século influenciaram também a implantação da religião católica na região. Durante a ocupação portuguesa, os Karava (o clã de navegadores dominante em Negombo), anteriormente budistas e hindus, foram convertidos ao catolicismo. Devido ao grande número de conversões, a atual Negombo é por vezes chamada de "Pequena Roma", uma vez que quase dois terços da sua população são católicos.
A cidade abriga uma grande população bilíngue de católicos romanos, conhecidos como tâmis negombos, que possuem o seu próprio dialeto tâmil, mas se identificam maioritariamente como sinhalas.
Os portugueses reestruturaram a produção e a gestão tradicionais da canela e mantiveram o controle do comércio por mais de um século. O declínio de seu poder teve início na década de 1630, quando o conflito entre os portugueses e o Reino de Kandy chegou a um impasse, tendo o Rei de Kandy procurado a ajuda dos holandeses.
Os holandeses tomaram Negombo aos portugueses em 1646 e negociaram um armistício de dez anos com Portugal. Do legado colonial holandês pouco resta do forte de Negombo, construído em 1672. Ainda assim existem alguns edifícios holandeses, incluindo igrejas reformadas e o Canal Hamilton.
O que pode visitar em Negombo?
Em Negombo, tem várias alternativas para explorar:
1.O Mercado de peixe de Negombo
Aí pode observar os barcos, os pescadores a retirar o peixe das redes de pesca; outros a amanhar o peixe, ali mesmo, já salgado, para depois ser colocado a secar, ao sol, por mulheres, sempre curvadas, que dispõem os peixes ordenadamente em lonas no areal.
2. O Forte Holandês
A Fortaleza de Negombo é uma antiga forticação fundada pelos portugueses no Sri Lanka. Era provavelmente a quarta em importância para os portugueses no Ceilão, a seguir a Colombo, Jafanapatão e Gale.
Um primeiro forte foi construído na década de 1590 por Lourenço Teixeira de Macedo a mando de Jerónimo de Azevedo e foi concluída em 1597.
O forte tinha um formato quadrado ou rombóide, algumas peças de artilharia pequena e três baluartes: Nossa Senhora da Vitória, Espírito Santo e São Lourenço. O canto sem baluarte situava-se a oeste, virado para a foz do rio. Perto do forte de Negombo ficava a fortaleza de Manicavaré.
O forte foi conquistado pelos holandeses em 1639, reconquistado pelos portugueses em 1640 e definitivamente perdido para os holandeses em 1644. Foi das estruturas portuguesas menos alteradas pelos holandeses. Os holandeses construíram um novo forte em 1672, não de formato quadrado mas pentagonal, porém só tinha quatro baluartes, o quinto nunca foi construído possivelmente devido ao custo elevado. Foi demolido pelos britânicos.
Um túnel e uma antiga torre no topo de uma pequena colina é o que resta do antigo Forte Holandês que é acessível aos visitantes.
Igreja de Santa Maria
3. A Main Street
Como Negombo esteve sob controlo das forças portuguesas, holandesas e posteriormente inglesas. Tem, por isso, influências externas ainda hoje bem visíveis, nomeadamente pela existência de igrejas e edifícios de arquitetura colonial. É o que acontece, por exemplo, na Main Street.
Para além de ser uma rua eminentemente comercial, aquilo que mais fascina são precisamente os edifícios de traça colonial que ainda existem no início da Main Street. E alguns estão muito bem conservados.
4. A Igreja de Santa Maria
A Igreja de Santa Maria é uma das mais imponentes igrejas de Negombo que vale a pena visitar e apreciar as pinturas no teto da nave central.
5. O Canal Hamilton
Reza a história que os primeiros canais do género foram construídos no Sri Lanka pelos Portugueses. Parte do Canal Hamilton terá sido iniciado pelos Holandeses, mas efetivamente construído pelas forças Britânicas, que passaram a controlar a ilha no início do século XIX.
6.Passeio de barco na lagoa de Negombo
O passeio de barco na lagoa de Negombo é mais uma hipótese no roteiro de um dia em Negombo. Durante o passeio poderá fazer uma paragem para apreciar a "ilha dos macacos".
7. Fim de tarde na praia de Negombo
Para relaxar e apreciar o pôr do sol nada como um passeio e uma bebida na praia de Negombo.
Kandy é a segunda maior cidade do Sri Lanka e a capital da chamada "Região Montanhosa". Rica em história antiga e lendas, a cidade é conhecida por possuir uma das localizações e um dos climas mais privilegiados da Ásia. A cidade situa-se a 115 kms de Colombo e destaca-se pela sua beleza e por ser o coração do budismo.
Visitar Kandy é conhecer a capital cultural do Sri Lanka, uma cidade que foi o centro do poder político e militar de um reino que desafiou portugueses e holandeses durante séculos, mantendo-se inconquistado até ao século XIX quando se submeteu ao poder dos ingleses.
No meio das ruas e bazares sempre animados, encontramos o Mercado Central (o lugar ideal para comprar uma recordação de viagem), o Centro das Artes e Artesanato e o Dalada Maligawa, conjunto arquitetónico formado por pavilhões cor-de-rosa com tetos vermelhos onde se encontra o Templo do Dente de Buda, principal centro religioso dos budistas. O Templo da Relíquia do Dente Sagrado (Sri Dalada Maligawa) foi construído dentro do complexo do palácio real e abriga a única relíquia remanescente do Buda, um dente, que é venerado pelos Budistas. O templo é uma das principais atrações de Kandye um famoso Património Mundial da UNESCO no Sri Lanka.
Mas, se quiser conhecer melhor esta cidade e os seus arredores não deixe de visitar também:
O Jardim Botânico Real de Peradeniya situado a poucos kms da cidade. É possível encontrar ali mais de 4.000 espécies de plantas, entre elas sobressaem especiarias de todos os tipos e aromas, da canela à noz-moscada. Este lugar é um paraíso tropical escondido no meio do burburinho da cidade, é um verdadeiro pedaço do Éden para escapar à agitação urbana das redondezas;
A Pekoe Trail (Passeios a Pé) é composta por percursos do século XIX, recentemente transformados em iniciativas de turismo sustentável com financiamento da União Europeia e dos EUA. Cada etapa liga-se a cidades e vilarejos onde é possível a hospedagem - seja em hotéis de luxo, em fazendas extremamente acolhedoras ou em alojamentos simples e autênticos de trabalhadores de plantações de chá. Esta proposta singular é uma das mais recentes atrações em Kandy.
O icónico Lago Kandy tem uma localização bastante central, o lago é visível de muitas das atrações da cidade, especialmente do Miradouro de Kandy. Visitá-lo no momento certo, de preferência ao pôr do sol, é fundamental para vivenciar toda a beleza e a atmosfera única do local.
O Circuito dos Três Templos: Embora o Templo da Relíquia do Dente de Buda seja um lugar incrível, ele não é o único templo a incluir no seu roteiro por Kandy. O circuito dos três templos abrange três templos magníficos, cada um deles uma verdadeira obra-prima do artesanato. Gadaladeniya Viharaya, Embekke e Lankathilaka são outros exemplos da relação do Sri Lanka com o budismo, sendo perfeitos para combinar com uma visita ao Jardim Botânico num belo passeio de um dia.
O Reino de Kotte foi um poderoso reino medieval localizado no antigo Ceilão), que floresceu principalmente durante o século XV. Atingiu o seu auge sob o comando do ReiParakramabahu VI, que governou de 1412 a 1467. Parakramabahu VI foi o último soberano nativo a conseguir unificar toda a ilha do Ceilão sob um único governo.
Os portugueses chegaram ao antigo Ceilão em 1505, liderados por Lourenço de Almeida. Inicialmente, estabeleceram acordos comerciais e de proteção com o rei de Kotte em troca de especiarias (especialmente canela).
Conflitos internos e a crescente interferência colonial enfraqueceram o reino. Os portugueses acabaram por assumir o controle total da região após a morte do último rei de Kotte e a doação do reino à Coroa Portuguesa (Campanha de Dharmapala). O Rei D. João Dharmapala de Kotte foi o primeiro rei cingalês a converter-se ao Catolicismo. Incapaz de conter os ataques do rival Reino de Ceitavaca, aliou-se totalmente aos portugueses aos quais o próprio rei acabou por doar os seus domínios antes de morrer.
É de notar que durante o período holandês (1658-1796) se produziram na Índia obras portuguesas de relevo sobre a história de Ceilão (Fernão de Queiroz, João Ribeiro). Ao mesmo tempo, reavivaram-se as missões católicas, na clandestinidade, com a entrada em Jaffna do Padre José Vaz, Oratoriano goês, em 1687. A quimera de um regresso das forças do Estado da Índia a Ceilão sobreviveu ao longo de todo o século XVIII, época em que o português crioulo se reforçou na ilha enquanto língua de comunidades cristãs consideradas luso-descendentes ou "portuguesas" ("Portuguese Burghers"), nomeadamente em Columbo (forma de grafia tradicional e antiga usada em Os Lusíadas e em registos clássicos) no litoral do Sudoeste da ilha, e em Batticaloa, onde hoje sobrevive.
A cidade de Kotte, perto de Colombo, é hoje a atual capital do Sri Lanka.
Veja os vídeos a seguir:
Os Portuguese Burghers.
Anda os descendentes dos Portugueses.O Turismo no antigo Reino de Kotte.
Beruwala é uma cidade situada no distrito de Kalutara, província ocidental, no Sri Lanka. A cidade cobre uma área total de aproximadamente 15 km² e está localizada na costa sudoeste daquele país, 60 km ao sul de Colombo.
Beruwala é uma vibrante cidade costeira famosa por ser o local da primeira fixação muçulmana da ilha no século VIII. A cidade combina uma rica herança cultural, praias douradas de águas calmas e uma próspera cultura pesqueira.
As principais atrações turísticas são:
A Mesquita de Kechimalai está construída numa falésia à beira-mar. Esta mesquita histórica é um marco crucial para a comunidade islâmica e oferece vistas panorâmicas do porto. Está também associada ao local de sepultamento do primeiro muçulmano a desembarcar no Sri Lanka;
O Farol da Ilha de Barberyn, que é um farol histórico da era colonial situado numa pequena e pitoresca ilha tropical rodeada por palmeirase acessível através de uma rápida viagem de barco a partir da costa;
O Porto de Pesca de Beruwala, um porto movimentado onde centenas de barcos coloridos se reúnem diariamente. É o lugar ideal para vivenciar a rotina dos pescadores locais e ver o comércio de peixe fresco logo pela manhã;
A Praia de Moragallaque é uma das principais praias da região, conhecida por ser um refúgio tranquilo para relaxar, tirar fotografias e praticar desportos aquáticos;
O Mercado Internacional de Pedras Preciosas ou Gemas, que éuma área de comércio de rua famosa pela venda e troca de pedras preciosas brutas e lapidadas
A culinária do Sri Lankaé um dos maiores tesouros do país, pois reflete a sua história e diversidade cultural. O Sri Lanka, também conhecido como a Ilha das Especiarias, foi ocupado por portugueses, holandeses e ingleses, daí que a gastronomia seja vibrante e rica em especiarias (canela, cúrcuma, cardamomo, cravo-da-índia, gengibre e alho), tendo como base o arroz, o coco e o caril. Os pratos destacam-se pelos sabores intensos, o uso frequente de pimenta e influências do sul da Índia e do comércio marítimo feito ao longo da história.
A gastronomia do Sri Lanka é conhecida pela fusão de sabores e texturas diferentes, e inclui pratos doces, picantes e outros.
Da Herança Portuguesa resultou a introdução de pratos como o Prawn Curry (caril de camarão), o Seeni Sambol (compota de cebola) e o Bolo de Laranja. O uso de açúcar e especiarias na culinária doce também foi aprimorado durante o período português.
Os pratos principais são, entre outros:
O Rice & Curry que é o prato nacional e que consiste numa base de arroz servida com vários pequenos recipientes de caril de peixe, de carne, de legumes ou lentilhas (como o parippu), acompanhados por papadams e sambols (condimentos picantes à base de coco). O Kottu Roti (que significa pão cortado), que é uma famosa comida de rua, tem a sua origem em Batticaloa, no leste do Sri Lanka. Leva pão achatado (roti) picado na chapa com legumes, ovos, carne e muitas especiarias, preparado com um som característico de lâminas a bater no metal. As Hoppers (Appam) que sãopanquecas em forma de taça feitas com massa de farinha de arroz fermentada e leite de coco. Podem ser simples ou levar um ovo inteiro partido no centro (egg hopper). Os String Hoppers que sãofios de massa de arroz cozidos a vapor, servidos, ao pequeno almoço ou jantar, em pequenos ninhos, que acompanham caris e sambol de coco.
Wattalapam ou Pudim de Coco
O Lamprais que é um arroz temperado cozinhado a vapor com carne, almôndegas e molhos, embrulhado e assado numa folha de bananeira (herança da colonização holandesa).
O Sri Lanka, conhecido como a "Lágrima da Índia", é muito mais do que um destino de paisagens deslumbrantes e história rica. Este pequeno país insular é também um paraíso para os amantes de gastronomia, como pode ver nos vídeos abaixo
Anuradhapura é considerada uma Cidade Sagradae uma das cidades com ocupação humana mais antigas da Ásia. A cidade destaca-se por combinar ruínas monumentais da antiga civilização cingalesa com uma profunda atmosfera espiritual.
É a primeira grande capital do Sri Lanka, tendo florescido como o coração da civilização cingalesa e o centro mundial do Budismo Theravada. É uma cidade importante situada na planície centro-norte da ilha, a 205 kms ao norte da atual capital, Colombo, nas margens do histórico rio Malwathu Oya. É Património Mundial da UNESCO desde 2006 e famosa pelas ruínas bem preservadas da antiga civilização cingalesa.
O vasto complexo histórico cobre mais de 40 km² e é constituído por ruínas monumentais, palácios, mosteiros e stupas colossais (dagobas). As principais atrações e locais de interesse na cidade sagrada incluem:
Jaya Sri Maha Bodhi, a árvore sagrada mais antiga do mundo (século III a.C.) com documentação histórica, considerada um rebento da árvore original de Bodh Gaya (Índia), sob a qual Buda atingiu a iluminação. É considerado, por isso, um dos locais mais sagrados do Budismo; A Ruwanweliseya Stupa é um dos monumentos mais majestosos e icónicos do Sri Lanka, construído no século II a.C., com uma impressionante cúpula branca frequentemente visitada por centenas de fiéis; A Jetavanaramaya, no seu auge, esta estrutura de tijolos era uma das construções mais altas do mundo antigo e o terceiro maior monumento do mundo (depois das pirâmides de Gizé), com cerca de 122 metros de altura; Os Kuttam Pokuna (Piscinas ou Lagos Gémeos), são um feito extraordinário de engenharia hidráulica e de arquitetura antiga, composto por duas piscinas de banho lindamente esculpidas e ornamentadas, destinadas aos monges do mosteiro e incrivelmente preservados;
O Isurumuniya, um templo rupestre situado perto do lago Tissa Wewaum, um templo budista esculpido na rocha, famoso pelos seus excelentes relevos em pedra, incluindo o famoso entalhe dos "Amantes de Isurumuniya"; A Thuparama Dagoba, que é considerada a stupa mais antiga do Sri Lanka, erguida no século III a.C. para consagrar uma relíquia da clavícula de Buda.
Esta cidade sagrada foi construída em torno de um rebento da "árvore da iluminação" - a figueira de Buda -, trazida para o local no século III a.C. por Sanghamitta, fundadora de uma ordem de monjas budistas.
Anuradhapura, capital política e religiosa do Ceilão que floresceu durante 1.300 anos, foi abandonada após uma invasão em 993. Ocupando uma área escondida no meio de uma densa floresta por muitos anos, o esplêndido sítio - com seus palácios, mosteiros e monumentos - está agora novamente acessível, como pode ver abaixo.
Habarana é uma pequena cidade localizada no coração do Sri Lanka (distrito de Anuradhapura). Estima-se que a população da cidade varie entre os 5.000 e 10.000 habitantes.
Embora Habarana não seja Património Mundial da UNESCO, é sem dúvida a cidade estrategicamente mais bem posicionada e a base natural para uma exploração de 3/4 dias ao Triângulo Cultural do Sri Lanka. A partir daqui pode visitar, entre outros, os principais locais turísticos que ficam a 25–60 km de Habarana:
Sigiriya: 23 km a norte (30 min) Dambulla: 12 km a oeste (20 min) Polonnaruwa: 50 km a leste (1h) Parque Nacional de Minneriya: 25 km a leste (35 min) Parque Nacional de Kaudulla: 30 km a nordeste (40 min) Anuradhapura: 53 km a oeste (1h)
Situada quase exatamente no centro do Triângulo Cultural do país, Habarana permite que os viajantes cheguem, em menos de uma hora de carro e em praticamente qualquer direção, a antigas capitais reais, fortalezas rochosas no topo de grandes rochedos e algumas das melhores reservas de vida selvagem do país. É um destino turístico popular entre os entusiastas de safáris, servindo como ponto de partida para expedições à selva local e ao santuário de Minneriya, que abriga uma grande população de elefantes.
Habarana fica nas proximidades de Sigiriya - famosa por uma antiga fortaleza rochosa e pelas ruínas de um castelo/palácio - e está situada na estrada principal que liga Colombo a Trincomalee, Polonnaruwa e Batticaloa.
Ainda nas redondezas de Sigiriya, mas noutra província, pode sentir-se a simplicidade da vida rural e dos camponeses. Aqui, podem ver-se extensos campos de arroz, andar-se num carro de bois, fazer-se um safari e andar-se de barco no lago Habarana.
Esta combinação - riqueza cultural aliada a vida selvagem - é o que faz de Habarana uma das bases mais práticas e gratificantes para um roteiro pelo Sri Lanka.
Polonnaruwa é uma das cidades históricas mais importantes do Sri Lanka. Hoje, as suas ruínas monumentais constituem um dos principais vértices do Triângulo Cultural do país. O destino turístico combina monumentos budistas, arquitetura hindu, engenharia hidráulica avançada e uma forte ligação à vida selvagem local.
Polonnaruwa foi a segunda das antigas capitais do antigo Reino do Ceilão (ilha no Oceano Índico conhecida também porTaprobana) , após a destruição de Anuradhapuraem 993. Foi centro do poder político e militar de um reino que reconquistou terras aos invasores vindos do sul da Índia e floresceu entre os séculos XI e XIII.
Esta antiga cidade, declarada Património Mundial da UNESCO em 1982, é composta por um conjunto de edifícios – palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos – rodeados por um lago artificial.
O conjunto arquitetónicode Pollonaruva, que ocupa uma área bastante grande, é composto por palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos entre os quais se destacam os de LankatilakaeTivanka, com magnificas decorações de estuque e ladrilhos, e o do Templo deVatadage, de forma circular com quatro estátuas de Buda sentado. Os monumentos mais famosos e uma das principais atrações deste magnífico local, são os Budas de Galvihara, gigantescas estátuas, talhadas em rocha, de Buda em diversas posições (duas estátuas de Buda sentado, uma de Buda em pé e outra, a mais extraordinária do conjunto, um Buda deitado com 14 metros!).
A cidade é construída em diversos blocos, sendo o primeiro o Grupo do Palácio Real. Este teria sido um edifício de sete andares, mas hoje só resta uma ruína de paredes grossas e pouco mais do que terão sido dois pisos. Ainda neste grupo, pode ver o Salão das Audiências, guardado por dois imponentes leões de pedra, bem como a piscina real.
Situado na parte mais antiga e sagrada, o quadrilátero é o local onde foram construídos os templos com maior importância.
Dá que pensar como foi possível construir tanta grandeza e criar tanta beleza numa altura em que tudo era feito à mão, sem computadores ou máquinas elétricas.
Dambulla é uma cidade do Sri Lanka, no distrito de Matale, localizada no Triângulo Cultural daquele país, que é formado pelas cidades de Anuradhapura, Polonnaruwa e Sigiriya. Fica situada a cerca de 150 km de Colombo, a nordeste e a norte de Kandy, que fica a cerca de 72 Km.
Dambulla é uma cidade vibrante, mundialmente famosa pelo seu complexo de templos budistas escavados pelo homem, num penhasco gigantesco.
A mais importante atracção em Dambulla é o Templo Dourado ou Templo de Ouro que é umcomplexo, com mais de 2.000 anos, de cinco grutas principais com mais de 150 estátuas de Buda e pinturas murais fascinantes que refletem a arte e a cultura do budismo.
Aproveitando grutas naturais na rocha granítica, que já eram usadas por monges budistas, os templos nas grutas de Dambulla foram sendo construídos ao longo de séculos, fruto do patrocínio de reis, que as transformaram em verdadeiros locais de veneração e peregrinação, com estátuas escavadas na rocha e tetos e paredes repletos de pinturas. O resultado de séculos de trabalho foi uma obra de arte assombrosa, com centenas de estátuas e mais de dois mil metros quadrados de murais.
Estas grutas estão situadas no meio da natureza, no topo de uma rocha, pelo que também são conhecidas como Templo da Rocha, declarado Património da Mundial da Humanidade em 1991. A sua caraterística mais marcante é o gigantesco Buda Dourado. As grutas cobrem uma área de 2.100 m² e têm pinturas nas paredes e Budas no interior. Existem quatro grutas: a Gruta Devaraja, a Gruta dos Grandes Reis, a Gruta do Grande Templo Novo e a Gruta do Templo Ocidental.
Faça uma viagem virtual até Dambulla e conheça estes templos através dos 2 vídeos abaixo.
Pinnawalaé uma vila no distrito de Kegalle, no Sri Lanka, a cerca de 90 km da capital, Colombo. É conhecida pelo seu orfanato de elefantes.
O Orfanato de Elefantes de Pinnawela está situado a noroeste da cidade de Kegalle, a meio caminho entre a atual capital comercial Colombo e a antiga residência real de Kandy. Ali há cerca de 84 elefantes sob proteção.
O orfanato foi criado em 1975 pelo Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, numa propriedade de 25 ha de plantação de cocos, adjacente ao rio Maha Oya. O orfanato de elefantes foi fundado originalmente para oferecer cuidados e proteção aos muitos elefantes órfãos encontrados nas florestas do Sri Lanka.
Colomboou Columbo é a maior cidade, o principal centro financeiro e a capital comercial do Sri Lanka. É uma cidade histórica e portuária, o principal centro financeiro, empresarial, económico e cultural do país, situada ao lado de Sri Jaiavardenapura-Cota, atual capital doSri Lanka. Esta metrópole vibrante mistura arranha-céus modernos, arquitetura colonial britânica, holandesa e portuguesa, e templos religiosos multiculturais.
O nome Colombo foi introduzido pelos portugueses em 1505. Parece ter derivado do termo cingalês clássico kolon thota, que significa "porto sobre o rio Kelani". Outra teoria afirma que deriva da expressão cingalesa kola-amba-thota, que significa "porto com árvores frondosas de manga".
Se quiser visitar Colombo, os tuk-tuks (triciclos motorizados) são o meio mais popular e prático para deslocações curtas.
O Templo de Gangaramaya que é m dos templos budistas mais importantes de Colombo. É famoso pela sua arquitetura eclética e por albergar uma vasta coleção de artefactos sagrados e estátuas;
O Galle Face Green que é um longo passeio à beira-mar, ideal para caminhar ao pôr do sol, pôr a voar papagaios de papel e provar comida de rua local, como o famoso Kottu Roti (prato do Sri Lanka que consiste em roti picado, um curry de carne, à escolha, acompanhado de ovos mexidos, cebola e pimenta);
A Colombo Lotus Tower, com mais de 350 metros de altura e a forma de lótus, proporciona vistas panorâmicas de 360 graus sobre toda a cidade e o Oceano Índico;
O Bairro de Pettah éum mercado aberto e movimentado onde se pode encontrar de tudo, desde especiarias exóticas e tecidos até produtos eletrónicos, refletindo a azáfama local;
A Praça da Independência ou Independence Square é um monumento histórico rodeado de jardins, construído para comemorar a independência do Sri Lanka do domínio britânico em 1948.
Bairro de Pettah
Um importante porto do oceano Índico, Colombo foi uma possessão portuguesa entre 1518 e 1524 e entre 1554 e 1656. Exploradores portugueses, liderados por Lourenço de Almeida, chegaram pela primeira vez ao Sri Lanka em 1505. Durante a sua primeira visita, fizeram um tratado com o rei de Cota, Parakramabahu VIII, que lhes permitiu negociar a canela, que existia ao longo das áreas costeiras da ilha, inclusive nas ilhas de Colombo. Os portugueses estabeleceram um forte na cidade para a defenderem de invasores, conforme tinham acordado com o rei Parakramabahu VIII. Após os portugueses, passou a ser dominada pelos holandeses, que intensificaram algumas políticas coloniais na cidade. A partir do fim do século XVIII, passou a ser um domínio britânico, cuja influencia se faz sentir grandemente na arquitetura da cidade, até o país obter independência deste de forma pacífica, em 1948.
Muitos séculos antes da chegada dos portugueses à ilha de Ceilão, que hoje se chama Sri Lanka, esta já era conhecida dos europeus da Antiguidade sob o nome de Taprobana. É este o nome que Luís de Camões lhe chama logo no início de "Os Lusíadas".
O Ceilão Português, era um território Português no atual Sri Lanka (de 1505 a 1658).
Os portugueses encontraram primeiramente o Reino de Kotte, com quem assinaram um tratado. O Ceilão Português foi estabelecido através da ocupação de Kotte e a conquista de reinos circundantes. Em 1565 a capital do Ceilão Português foi transferida de Kotte para Colombo. A introdução do cristianismo pelos portugueses deu origem a atritos com o povo cingalês.
Provavelmente os cingaleses procuraram ajuda da Holanda na sua luta pela libertação da Igreja Católica. O Império Holandês, calvinista e anti-católico, inicialmente assinou um acordo com o Reino de Kandy.
Após a crise da economia ibérica, em 1627, com a Guerra Luso-Holandesa os portugueses perderam algumas colónias asiáticas, conquistadas pelos holandeses. Foi este o destino dos territórios cingaleses de Portugal, ocupados então pela Holanda. Houve muitos mártires católicos.
Apesar do decurso da história, ainda há elementos da cultura portuguesa no Sri Lanka, datando do período colonial.
Mapa Português do Ceilão
No Sri Lanka há, então, uma comunidade de luso-descendentes que a maioria de nós desconhece. A sua existência só é conhecida por alguns académicos.
Têm a sua própria língua a que chamam "português do Sri Lanka" e foram o sinal da paz durante a guerra civil que assolou aquele país. É preciso salientar que o próprio General que fez cessar o conflito se chama Sarath Fonseka. Burghers (burgueses)é a designação genérica usada no Sri Lanka para nomear os cidadãos de ascendência mista europeia (portuguesa, holandesa, inglesa, etc.) e oriental (cingalesa, tamil, malaia, etc.) que conservam costumes e tradições de origem europeia à mistura com costumes e tradições de origem local.
De entre os burgueses do Sri Lanka há a distinguir, sobretudo, duas comunidades:
Os burgueses holandeses, frutos da colonização holandesa e inglesa da ilha, que são protestantes presbiterianos, falam inglês, vivem sobretudo na capital do país, Colombo, e nos últimos 40 anos têm emigrado em massa, sobretudo para a Austrália;
Os burgueses portugueses, predominantemente resultantes da união entre portugueses e habitantes locais, que seguem a religião católica, falam (cada vez menos) um crioulo indo-português e vivem predominantemente na costa oriental da ilha, sobretudo nas cidades de Batecalou (Batticaloa) e Trinquemale (Trincomalee).
Esta comunidade de burgueses portugueses com um grande sentido de lusitanidade, pretende dar a conhecer a Portugal algumas facetas da sua cultura.
Se quiser ficar a saber um pouco mais sobre estes lusodescendentes clique aqui e entretanto partilhe este post.
A Corypha umbraculiferaé uma palmeira nativa do sul da Índia e do Sri Lanka. É uma das maiores espécies de palmeiras do mundo, podendo chegar até aos 25 metros e as suas folhas chegam a atingir os 5 m.
Possui a maior inflorescência do reino vegetal atingindo de 6 a 8 m de comprimento. A Corypha umbraculifera floresce apenas uma vez na sua vida, entre os 30 e os 80 anos de idade e leva cerca de um ano para que os frutos amadureçam.
Espécie rara, apresenta desenvolvimento moderado e foi muito utilizada por Roberto Burle Marxnos seus projetos na cidade do Rio de Janeiro, onde alguns exemplares já floresceram.
Apresenta um grande potencial paisagístico desde a sua fase jovem, podendo ser empregada com sucesso em grande jardins, quer como planta isolada quer em grupo.
Aprecie a beleza e a simetria de uma flor de Camélia.
A Camellia L. é um género de plantas da família Theaceae que produz as flores conhecidas como camélias.
O género Camellia inclui muitas plantas ornamentais incluindo a planta do chá. O género foi descrito pelo naturalista sueco Carl von Linné em sua obra magna Species Plantarum, e assim designado em homenagem ao missionário jesuíta Georg Kamel.
Este género apresenta cerca de 80 espécies nativas das florestas da Índia, Sudeste Asiático, China e Japão.
As cameleiras ou, em algumas regiões de Portugal, conhecidas como japoneira, são arbustos ou árvores de porte médio, com folhas escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou denteadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas, ou raramente amarelas, algumas tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda. Certas espécies exalam suave perfume. Muitas espécies são cruzadas para a obtenção de híbridos.
A este género, pertence, ainda, a C. sinensis, de cujas folhas se obtém o chá, cuja atividade comercial movimenta muitos milhões de dólares por ano.
Outras espécies produzem um óleo nas suas sementes, que é aproveitado como combustível.
A camélia é, também, usada em jardins ornamentais. Em Portugal, a cidade de Celorico de Basto promove todos os anos a Festa Internacional das Camélias.
A Figueira de Bengala (Ficus benghalensis) é uma espécie de figueira endémica do Bangladesh, Índia e Sri Lanka.
Em sânscrito o seu nome é Vatavrkscha ou WataWrkscha. Foi debaixo de uma árvore destas que Buda obteve a iluminação. É uma árvore enorme, conhecida como a Árvore de Gralha, pertencente à família das Moráceas, que dá uma sombra maravilhosa. A árvore Banyan (Ficus benghalensis) é a árvore nacional da Índia. No país, as pessoas adoram-na, vagando entre as suas poderosas raízes aéreas. Esta árvore produz raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo, começando depois a engrossar até formarem troncos indistinguíveis do tronco principal. Deste modo, podem crescer até ocuparem vários hectares, chegando, por vezes, a atingir uma área de um quarteirão inteiro, como, por exemplo, a Grande Árvore Banyan, que por si só é como uma floresta (sim, a foto acima á direita, é de uma única árvore).
Foi construída uma estrada de 330 metros de comprimento em torno dela, mas mesmo assim, continua a espalhar-se para além dela.