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quinta-feira, julho 30, 2026

Habarana

 Habarana é uma pequena cidade localizada no coração do Sri Lanka (distrito de Anuradhapura). Estima-se que a população da cidade varie entre os 5.000 e 10.000 habitantes.

Embora Habarana não seja Património Mundial da UNESCO, é sem dúvida a cidade estrategicamente mais bem posicionada e a base natural para uma exploração de 3/4 dias ao Triângulo Cultural do Sri Lanka. A partir daqui pode visitar, entre outros, os principais locais turísticos que ficam a 25–60 km de Habarana:

Sigiriya: 23 km a norte (30 min)
Dambulla: 12 km a oeste (20 min)
Polonnaruwa: 50 km a leste (1h)
Parque Nacional de Minneriya: 25 km a leste (35 min)
Parque Nacional de Kaudulla: 30 km a nordeste (40 min)
Anuradhapura: 53 km a oeste (1h)

Situada quase exatamente no centro do Triângulo Cultural do país,  Habarana permite que os viajantes cheguem, em menos de uma hora de carro e em praticamente qualquer direção, a antigas capitais reais, fortalezas rochosas no topo de grandes rochedos e algumas das melhores reservas de vida selvagem do país. É um destino turístico popular entre os entusiastas de safáris, servindo como ponto de partida para expedições à selva local e ao santuário de Minneriya, que abriga uma grande população de elefantes.

Habarana fica nas proximidades de Sigiriya - famosa por uma antiga fortaleza rochosa e pelas ruínas de um castelo/palácio - e está situada na estrada principal que liga Colombo a Trincomalee, Polonnaruwa e Batticaloa

Ainda nas redondezas de Sigiriya, mas noutra província, pode sentir-se a simplicidade da vida rural e dos camponeses. Aqui, podem ver-se extensos campos de arroz, andar-se num carro de bois, fazer-se um safari e andar-se de barco no lago Habarana

Esta combinação - riqueza cultural aliada a vida selvagem - é o que faz de Habarana uma das bases mais práticas e gratificantes para um roteiro pelo Sri Lanka.

domingo, julho 26, 2026

Polonnaruwa

 Polonnaruwa é uma das cidades históricas mais importantes do Sri Lanka.  Hoje, as suas ruínas monumentais constituem um dos principais vértices do Triângulo Cultural do país. O destino turístico combina monumentos budistas, arquitetura hindu, engenharia hidráulica avançada e uma forte ligação à vida selvagem local.

Polonnaruwa foi a segunda das antigas capitais do antigo Reino do Ceilão (ilha no Oceano Índico conhecida também por Taprobana) , após a destruição de Anuradhapura em 993. Foi centro do poder político e militar de um reino que reconquistou terras aos invasores vindos do sul da Índia e floresceu entre os séculos XI e XIII.

Esta antiga cidade, declarada Património Mundial da UNESCO em 1982, é composta por um conjunto de edifícios – palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos – rodeados por um lago artificial.

O conjunto arquitetónico de Pollonaruva, que ocupa uma área bastante grande, é composto por palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos entre os quais se destacam os de Lankatilaka e Tivanka, com magnificas decorações de estuque e ladrilhos, e o do Templo de Vatadage, de forma circular com quatro estátuas de Buda sentado.  Os monumentos mais famosos e uma das principais atrações deste magnífico local, são os Budas de Galvihara, gigantescas estátuas, talhadas em rocha, de Buda em diversas posições (duas estátuas de Buda sentado, uma de Buda em pé e outra, a mais extraordinária do conjunto, um Buda deitado com 14 metros!).

A cidade é construída em diversos blocos, sendo o primeiro o Grupo do Palácio Real. Este teria sido um edifício de sete andares, mas hoje só resta uma ruína de paredes grossas e pouco mais do que terão sido dois pisos. Ainda neste grupo, pode ver o Salão das Audiências, guardado por dois imponentes leões de pedra, bem como a piscina real.

Situado na parte mais antiga e sagrada, o quadrilátero é o local onde foram construídos os templos com maior importância. 

Dá que pensar como foi possível construir tanta grandeza e criar tanta beleza numa altura em que tudo era feito à mão, sem computadores ou máquinas elétricas. 
A não perder!

terça-feira, julho 21, 2026

Dambulla

Dambulla é uma cidade do Sri Lanka, no distrito de Matale, localizada no Triângulo Cultural daquele país, que é formado pelas cidades de Anuradhapura, Polonnaruwa e Sigiriya. Fica situada a cerca de 150 km de Colombo, a nordeste e a norte de Kandy, que fica a cerca de 72 Km. 

Dambulla é uma cidade vibrante, mundialmente famosa pelo seu complexo de templos budistas escavados pelo homem, num penhasco gigantesco.

A mais importante atracção em Dambulla é o Templo Dourado ou Templo de Ouro que é um complexo, com mais de 2.000 anos, de cinco grutas principais com mais de 150 estátuas de Buda e pinturas murais fascinantes que refletem a arte e a cultura do budismo. 

Aproveitando grutas naturais na rocha granítica, que já eram usadas por monges budistas, os templos nas grutas de Dambulla foram sendo construídos ao longo de séculos, fruto do patrocínio de reis, que as transformaram em verdadeiros locais de veneração e peregrinação, com estátuas escavadas na rocha e tetos e paredes repletos de pinturas. O resultado de séculos de trabalho foi uma obra de arte assombrosa, com centenas de estátuas e mais de dois mil metros quadrados de murais.

Estas grutas estão situadas no meio da natureza, no topo de uma rocha, pelo que também são conhecidas como Templo da Rocha, declarado Património da Mundial da Humanidade em 1991. A sua caraterística mais marcante é o gigantesco Buda Dourado. As grutas cobrem uma área de 2.100 m² e têm pinturas nas paredes e Budas no interior. Existem quatro grutas: a Gruta Devaraja, a Gruta dos Grandes Reis, a Gruta do Grande Templo Novo e a Gruta do Templo Ocidental.
Faça uma viagem virtual até Dambulla e conheça estes templos através dos 2 vídeos abaixo.
Aqui vai o primeiro.
E agora o segundo.

sexta-feira, julho 17, 2026

Pinnawala & o Orfanato de Elefantes

Pinnawala é uma vila no distrito de Kegalle, no Sri Lanka, a cerca de 90 km da capital, Colombo. É conhecida pelo seu orfanato de elefantes.

O Orfanato de Elefantes de Pinnawela está situado a noroeste da cidade de Kegalle, a meio caminho entre a atual capital comercial Colombo e a antiga residência real de Kandy. Ali há cerca de 84 elefantes sob proteção.  

O orfanato foi criado em 1975 pelo Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, numa propriedade de 25 ha de plantação de cocos, adjacente ao rio Maha Oya. O orfanato de elefantes foi fundado originalmente para oferecer cuidados e proteção aos muitos elefantes órfãos encontrados nas florestas do Sri Lanka.

domingo, julho 12, 2026

Vamos até Colombo?

 Colombo ou Columbo é a maior cidade, o principal centro financeiro e a capital comercial do Sri Lanka. É uma cidade histórica e portuária, o principal centro financeiro, empresarial, económico e cultural do país, situada ao lado de Sri Jaiavardenapura-Cota, atual capital do Sri Lanka. Esta metrópole vibrante mistura arranha-céus modernos, arquitetura colonial britânica, holandesa e portuguesa, e templos religiosos multiculturais.

O nome Colombo foi introduzido pelos portugueses em 1505. Parece ter derivado do termo cingalês clássico kolon thota, que significa "porto sobre o rio Kelani". Outra teoria afirma que deriva da expressão cingalesa kola-amba-thota, que significa "porto com árvores frondosas de manga".

Se quiser visitar Colombo, os tuk-tuks (triciclos motorizados) são o meio mais popular e prático para deslocações curtas.

O que ver em Colombo?

  1. O Templo de Gangaramaya que é m dos templos budistas mais importantes de Colombo. É famoso pela sua arquitetura eclética e por albergar uma vasta coleção de artefactos sagrados e estátuas; 
  2. O Galle Face Green que é um longo passeio à beira-mar, ideal para caminhar ao pôr do sol, pôr a voar papagaios de papel e provar comida de rua local, como o famoso Kottu Roti (prato do Sri Lanka que consiste em roti picado, um curry de carne, à escolha, acompanhado de ovos mexidos, cebola e pimenta);
  3. A Colombo Lotus Tower, com mais de 350 metros de altura e a forma de lótus, proporciona vistas panorâmicas de 360 graus sobre toda a cidade e o Oceano Índico;
  4. O Bairro de Pettah é um mercado aberto e movimentado onde se pode encontrar de tudo, desde especiarias exóticas e tecidos até produtos eletrónicos, refletindo a azáfama local;
  5. A Praça da Independência ou Independence Square é um monumento histórico rodeado de jardins, construído para comemorar a independência do Sri Lanka do domínio britânico em 1948.
Bairro de Pettah

Um importante porto do oceano Índico, Colombo foi uma possessão portuguesa entre 1518 e 1524 e entre 1554 e 1656. Exploradores portugueses, liderados por Lourenço de Almeida, chegaram pela primeira vez ao Sri Lanka em 1505. Durante a sua primeira visita, fizeram um tratado com o rei de Cota, Parakramabahu VIII, que lhes permitiu negociar a canela, que existia ao longo das áreas costeiras da ilha, inclusive nas ilhas de Colombo. Os portugueses estabeleceram um forte na cidade para a defenderem de invasores, conforme tinham acordado com o rei Parakramabahu VIII. Após os portugueses, passou a ser dominada pelos holandeses, que intensificaram algumas políticas coloniais na cidade. A partir do fim do século XVIII, passou a ser um domínio britânico, cuja influencia se faz sentir grandemente na arquitetura da cidade, até o país obter independência deste de forma pacífica, em 1948.

sábado, novembro 17, 2018

Portugueses no Sri Lanka

Burgueses Portugueses
 Muitos séculos antes da chegada dos portugueses à ilha de Ceilão, que hoje se chama Sri Lanka, esta já era conhecida dos europeus da Antiguidade sob o nome de Taprobana. É este o nome que Luís de Camões lhe chama logo no início de "Os Lusíadas".
O Ceilão Português, era um território Português no atual Sri Lanka (de 1505 a 1658).
Os portugueses encontraram primeiramente o Reino de Kotte, com quem assinaram um tratado. O Ceilão Português foi estabelecido através da ocupação de Kotte e a conquista de reinos circundantes. Em 1565 a capital do Ceilão Português foi transferida de Kotte para Colombo. A introdução do cristianismo pelos portugueses deu origem a atritos com o povo cingalês.
Provavelmente os cingaleses procuraram ajuda da Holanda na sua luta pela libertação da Igreja Católica. O Império Holandês, calvinista e anti-católico, inicialmente assinou um acordo com o Reino de Kandy.
Após a crise da economia ibérica, em 1627, com a Guerra Luso-Holandesa os portugueses perderam algumas colónias asiáticas, conquistadas pelos holandeses. Foi este o destino dos territórios cingaleses de Portugal, ocupados então pela Holanda. Houve muitos mártires católicos.
Apesar do decurso da história, ainda há elementos da cultura portuguesa no Sri Lanka, datando do período colonial.
Mapa Português do Ceilão
No Sri Lanka há, então, uma comunidade de luso-descendentes que a maioria de nós desconhece. A sua existência só é conhecida por alguns académicos.
Têm a sua própria língua a que chamam "português do Sri Lanka" e foram o sinal da paz durante a guerra civil que assolou aquele país. É preciso salientar que o próprio General que fez cessar o conflito se chama Sarath Fonseka.
Burghers (burgueses) é a designação genérica usada no Sri Lanka para nomear os cidadãos de ascendência mista europeia (portuguesa, holandesa, inglesa, etc.) e oriental (cingalesa, tamil, malaia, etc.) que conservam costumes e tradições de origem europeia à mistura com costumes e tradições de origem local.
De entre os burgueses do Sri Lanka há a distinguir, sobretudo, duas comunidades:

  •  Os burgueses holandeses, frutos da colonização holandesa e inglesa da ilha, que são protestantes presbiterianos, falam inglês, vivem sobretudo na capital do país, Colombo, e nos últimos 40 anos têm emigrado em massa, sobretudo para a Austrália;
  • Os burgueses portugueses, predominantemente resultantes da união entre portugueses e habitantes locais, que seguem a religião católica, falam (cada vez menos) um crioulo indo-português e vivem predominantemente na costa oriental da ilha, sobretudo nas cidades de Batecalou (Batticaloa) e Trinquemale (Trincomalee).

Esta comunidade de burgueses portugueses com um grande sentido de lusitanidade, pretende dar a conhecer a Portugal algumas facetas da sua cultura.
Se quiser ficar a saber um pouco mais sobre estes lusodescendentes clique aqui e entretanto partilhe este post.

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

A Maior Palmeira do Mundo: A Corypha umbraculifera

A Corypha umbraculifera é uma palmeira nativa do sul da Índia e do Sri Lanka. É uma das maiores espécies de palmeiras do mundo, podendo chegar até aos 25 metros e as suas folhas chegam a atingir os 5 m.
Possui a maior inflorescência do reino vegetal atingindo de 6 a 8 m de comprimento. A Corypha umbraculifera floresce apenas uma vez na sua vida, entre os 30 e os 80 anos de idade e leva  cerca de um ano para que os frutos amadureçam.
Espécie rara, apresenta desenvolvimento moderado e foi muito utilizada por Roberto Burle Marx nos seus projetos na cidade do Rio de Janeiro, onde alguns exemplares já floresceram.
Apresenta um grande potencial paisagístico desde a sua fase jovem, podendo ser empregada com sucesso em grande jardins, quer como planta isolada quer em grupo.

segunda-feira, maio 29, 2017

As Camélias

Aprecie a beleza e a simetria de uma flor de Camélia.
A Camellia L. é um género de plantas da família Theaceae que produz as flores conhecidas como camélias. 
O género Camellia inclui muitas plantas ornamentais incluindo a planta do chá. O género foi descrito pelo naturalista sueco Carl von Linné em sua obra magna Species Plantarum, e assim designado em homenagem ao missionário jesuíta Georg Kamel.
Este género apresenta cerca de 80 espécies nativas das florestas da Índia, Sudeste Asiático, China e Japão.
As cameleiras ou, em algumas regiões de Portugal, conhecidas como japoneira, são arbustos ou árvores de porte médio, com folhas escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou denteadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas, ou raramente amarelas, algumas tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda. Certas espécies exalam suave perfume.
Muitas espécies são cruzadas para a obtenção de híbridos.
A este género, pertence, ainda, a C. sinensis, de cujas folhas se obtém o chá, cuja atividade comercial movimenta muitos milhões de dólares por ano.
Outras espécies produzem um óleo nas suas sementes, que é aproveitado como combustível.
A camélia é, também, usada em jardins ornamentais. Em Portugal, a cidade de Celorico de Basto promove todos os anos a Festa Internacional das Camélias.

quinta-feira, junho 02, 2016

A Figueira de Bengala

A Figueira de Bengala (Ficus benghalensis) é uma espécie de figueira endémica do Bangladesh, Índia e Sri Lanka.
Em sânscrito o seu nome é Vatavrkscha ou WataWrkscha. Foi debaixo de uma árvore destas que Buda obteve a iluminação.
É uma árvore enorme, conhecida como a Árvore de Gralha, pertencente à família das Moráceas, que dá uma sombra maravilhosa. 
A árvore Banyan (Ficus benghalensis) é a árvore nacional da Índia. No país, as pessoas adoram-na, vagando entre as suas poderosas raízes aéreas.
Esta árvore produz raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo, começando depois a engrossar até formarem troncos indistinguíveis do tronco principal. Deste modo, podem crescer até ocuparem vários hectares, chegando, por vezes, a atingir uma área de um quarteirão inteiro, como, por exemplo, a Grande Árvore Banyan, que por si só é como uma floresta (sim, a foto acima á direita, é de uma única árvore).
Foi construída uma estrada de 330 metros de comprimento em torno dela, mas mesmo assim, continua a espalhar-se para além dela.