Cá vai a marcha mais o meu par Se eu não trouxesse, quem o havia de aturar? Não digas sim, não me digas não Negócios de amor são sempre o que são Já não há praça dos bailaricos Tronos de luxo no altar de manjericos Mas sem a praça que foi da Figueira A gente cá vai quer queira ou não queira
Ó noite de Santo António Ó Lisboa de encantar de alcachofras a florir De foguetes a estoirar Enquanto os bairros cantarem Enquanto houver arraiais Enquanto houver Santo António Lisboa não morre mais
Lisboa é sempre a namoradeira Tantos derrices que já até fazem fileira Não digas sim, não me digas não Amar é destino, cantar é condão Uma cantiga, uma aguarela Um cravo aberto debruçado da janela Lisboa linda do meu bairro antigo Dá-me o teu bracinho, vem bailar comigo
Ó noite de Santo Antônio Ó Lisboa de encantar de alcachofras a florir De foguetes a estoirar Enquanto os bairros cantarem Enquanto houver arraiais Enquanto houver Santo António Lisboa não morre mais
Enquanto os bairros cantarem Enquanto houver arraiais Enquanto houver Santo António Lisboa não morre mais
A música popularmente conhecida como Spring Waltz (ou Valsa da Primavera) está cercada por uma enorme confusão.
A peça chama-se, na verdade, "Mariage d'Amour" (Casamento de Amor) e foi composta em 1978 pelo francêsPaul de Senneville.
Por causa de vídeos virais no YouTube com títulos errados, milhões de pessoas acreditam que a música é de Frédéric Chopin. Na realidade, Chopin nunca escreveu uma peça com este nome.
A obra tornou-se mundialmente famosa através do pianista Richard Clayderman e, posteriormente, por um arranjo de George Davidsonque consolidou o apelido de "Spring Waltz".
Curiosamente, em 2024, um manuscrito de uma valsa inédita e autêntica de Chopin foi descoberto na Morgan Library & Museum em Nova Iorque, mas esta é uma peça curta e melancólica, totalmente diferente da famosa "Spring Waltz" da internet.
Kerala deve a sua fama à sua dança clássica, com aproximadamente 300 anos, a qual combina aspetos de ballet, ópera, mascarada e pantomima. Cochim é uma das cidades do estado de Kerala, onde pode assistir a este espetáculo.
O Kathakalié uma das manifestações tradicionais do sul da Índia, mais precisamente do estado de Kerala. A forma atual do Kathakaliterá sido fixada no final do século XVII, mas, inspira-se em rituais de há dois mil anos.
O Kathakali resulta da combinação de dança, música, canto e teatro e reúne com grande expressividade personagens mitológicos do universo religioso indiano. Deuses, demónios e seres sobrenaturais entrelaçam-se salientando a beleza entre forma e movimento.
O Kathakali é um estilo masculino de teatro-dança. Explora os movimentos leves e mais lentos. As partes do corpo mais usadas, são os olhos e também os pés. Esta manifestação cultural é conhecida não só por ser muito bonita mas também muito difícil.
"O Kathakali é composto por gestos detalhados e movimentos faciais, percussão, música, máscaras pintadas , disfarces e maquilhagem. O que o torna particular é o facto de o ator nunca falar, faz apenas gestos com as mãos e vários movimentos corporais" , explica Shri Padmanabhan, artista de Kathakali.
A preparação para o Kathakali é demorada porque exige uma maquilhagem minuciosa, feita a partir de ervas e outros elementos naturais.
"Através da maquilhagem, as personagens dividem-se em cinco categorias: Pacha (verde), Kathi (faca), Thadi (barba), Kari (negro) e Minukku (beleza). A cor dominante varia de acordo com a personalidade da personagem, segundo a tradição Kathakali", acrescenta o artista.
A Pacha Vehsam, ou maquilhagem verde, retrata protagonistas nobres. A Kathi Vesham retrata personagens vilãs. Existem três tipos de barbas, ou Thadi Veshams: A "Vella Thadi", ou Barba branca, representa macacos super-homens, como o Hanuman. A "Chuvanna Thadi", ou Barba vermelha, representa personagens maléficas. A "Karutha Thadi", ou Barba preta, representa o caçador. A Kari Vesham é utilizado para demónios femininos. A "Minuku Vesham" representa personagens femininas e sábios.
A Mudra é uma língua gestual estilizada, utilizada para transmitir uma ideia, uma situação ou uma forma de estar. Um ator de Kathakali transmite as suas ideias através de mudras. Para tal, o ator segue uma linguagem gestual sistemática, baseada no Hastalakshana Deepika, um tratado da língua gestual.
A orquestra de Kathakali consiste em duas variedades de tambores – o maddalam e o chenda; o chengila é um gongo de metal e o ilathalam, ou címbalos.
O Kathakali é anunciado pelos Kelikottu com o rufar dos tambores e acompanhada pelo Chengila (gongo). A riqueza de uma mistura feliz de cor, expressões, música, drama e dança não têm paralelo em quallquer outra forma de arte.
"O Kathakali é um espetáculo de grupo dominado pelos homens. Para ser reconhecida, uma mulher tem de trabalhar mais do que um artista homem. As atuações têm lugar em templos durante toda a noite. É preciso um treino físico rigoroso para atuar, senão, não é possível fazê-lo", sublinha Adv Ranjini K. P.
"As instituições mais famosas em Kerala não ensinam as mulheres. Aprendemos em aulas privadas. Temos de dar provas para sermos reconhecidas, é o que se passa com as artistas femininas do Kathakali", conclui Adv Ranjini K. P.
Os estudantes de Kathakali passam por um treino rigoroso, repleto de massagens de óleo e exercícios separados para os olhos, lábios, bochechas, boca e pescoço. A Abhinaya, ou expressão, tem tanta importância como a nritya (dança) e o geetham (canto).
Juntamente com expressões faciais altamente evocativas, as mudras e a música, vocal e instrumental, o Kathakali apresenta histórias de uma era passada num estilo altivo que faz lembrar as peças Gregas.
Aprecie agora os vídeos que selecionei para hoje, com aspetos desta arte milenar.
Assista agora a um dia com Kalamandalam Aravind, ator de Kathakali. O seu processo de preparação, maquiagem, figurino e alguns trechos da sua performance de 2017, no Regional Theatre, em Thrissur, Kerala, Índia.
Os Caderninhos de Baile ou de Dança ("carnet de dance", "carnet de bal", "Dance Cards" ou "Tanzkarte") eram uma espécie de caderninhos com um lápis e uma corrente que os prendia ao pulso da senhora ou menina.
Estes caderninhos, cartões de dança ou programas de baile, eram usados para as damas registarem os nomes dos cavalheiros com quem pretendiam dançar em cada dança sucessiva num baile formal, ou seja, eram um acessório feminino fundamental na sua vida social.
Nenhuma menina ou senhora que se prezasse deixava de se fazer acompanhar do seu "carnet" nos bailes românticos do séc. XIX. Nele anotava de forma ordenada o nome dos cavalheiros que lhe pediam a honra de uma dança. E alterar a ordem de inscrição era considerado uma ofensa grave para aquele que era ultrapassado.
O programa contendo as valsas e as polcas que seriam tocadas era divulgado antes do baile. Assim, os homens sabiam de antemão que música requisitar à sua favorita.
Os Caderninhos de Baile mais luxuosos eram feitos de materiais nobres como o marfim, a madrepérola, a tartaruga, o ouro ou a prata, e eram decorados com pedras preciosas (diamantes, rubis, etc).
Se quiser ficar a conhecer algumas destas preciosidades não deixe de clicar aqui.
Hoje proponho-lhe que assista ao tango La Cumparsita, interpretado no gelo por Shae-Lynn Bourne, nos Jogos Olímpicos de Inverno.
Shae-Lynn Bourne (1976) é uma treinadora, coreógrafa e ex-patinadora artística canadiana. Bourne competiu na dança no gelo. Ela conquistou com Victor Kraatz uma medalha de ouro, uma de prata e quatro de bronze em campeonatos mundiais, e três medalhas de ouro no Campeonato dos Quatro Continentes, e foram campeões dez vezes do campeonato nacional canadiano.
Stephen Sayer é um dançarino/instrutor que se dedica a preservar as grandes danças de jazz americanas das décadas de 1920 a 1950. Steve começou a dançar em 1998, aos 16 anos. Em 2011, Steve e a sua parceira Chandrae Roettig conquistaram o primeiro lugar no National Jitterbug Championships e nas divisões US Open Strictly Lindy Hop. Em 2012, foi incluído no Hall da Fama do Swing Dance da Califórnia.
Após um início de carreira na ginástica avançada, Chandrae "Chanzie" Roettig começou na dança contemporânea na Dance Vision em Portland, no Oregon. Em 2007, Chanzie encontrou o seu "amor verdadeiro" no mundo da dança: Swing Dancing (Dança Swing). Depois de ganhar muitos títulos nacionais de dança swing , ela e Stephen Sayer voltaram o seu foco para o ensino. Conhecida pela atitude alegre e divertida, Chanzie é uma alegria de assistir, dançar e aprender.
Chanzie trabalhou com alguns dos principais coreógrafos de Los Angeles no cinema, televisão, música e palco. Recentemente, ela e seu parceiro de dança Stephen Sayer concluíram o trabalho num grande filme intitulado Gangster Squad.
Assista agora a Shag Showcase com Stephen & Chandrae. Ora veja
O jongo, também conhecido como caxambu e corimá, é uma dança brasileira de origem africana que é praticada ao som de tambores, como o caxambu. É essencialmente rural. Faz parte da cultura afro-brasileira. Influiu poderosamente a formação do samba carioca, em especial, e da cultura popular brasileira como um todo.
Esta é uma das chamadas danças de umbigada (sendo, portanto, aparentado com o semba ou masemba de Angola), o jongo foi trazido para o Brasil por negros bantus, escravos, dos antigos reinos de Ndongo e do Kongo, região compreendida hoje por boa parte do território da República de Angola.
Composto por música e dança características, animadas por poetas que se desafiam por meio da improvisação, ali, no momento, com cantigas ou pontos enigmáticos, o jongo tem, provavelmente, como uma de suas origens (pelo menos no que diz respeito à estrutura dos pontos cantados) o tradicional jogo de adivinhação angolano denominado jinongonongo.
Assista ao vídeo abaixo, Begin the Beguine, com Fred Astaire & Eleanor Powell. Na opinião de especialistas, é o melhor número de sapateado do mundo, de todos os tempos. Consta que a dança foi filmada sem cortes num único "take".
A música é de Cole Porter e a dança de Fred Astaire & Eleanor Powell surgiu no filme Melodia da Broadway (1940).
Como diz Frank Sinatra (no áudio sobreposto), nunca se verá algo assim.
Clara Nunes (1942 - 1983), foi uma cantora e compositora brasileira, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país. Pesquisadora da música popular brasileira, dos seus ritmos e do seu folclore, também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil.
A título de curiosidade, o baião/forró intitulado Feira de Mangaio,foi composto por Sivuca (1930-2006) e pela esposa Glorinha Gadêlha (1947). Foi gravado inicialmente pelo próprio Sivuca, posteriormente foi incorporado no repertório de Clara Nunes no LP "Esperança", de 1979, tornando-se um dos grandes sucessos desta cantora.
Neste fim de semana chuvoso, proponho-lhe que assista a um Duelo Dançante entre dois grandes nomes do cinema dos anos 30 a 50, que pode ver no vídeo abaixo.
Bob Hope, comediante impagável e James Cagney, o inesquecível gangster da época da famosa " Lei Seca " nos E.U.A.
Veja com se apresentam dançando de forma espetacular sobre uma mesa de banquetes de grande tamanho.
Ambos em plena forma nos seus tempos áureos da cinematografia de Hollywood.
Veja e reveja este vídeo porque lhe mostra este duelo absolutamente fabuloso.
Veja Rita Hayworth e Fred Astaire em Sway With Me.
When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more
Flashing lights of devotion
Circling in slow motion
I kissed the lips of a potion
And now I'm out in the open
So follow me into the dark
Break up a piece of your heart
Sell it for, sell it for, sell it for money and cars
Come out wherever you are
My motivations are
All my temptations are
My heart is racing with sensation
With sensation now
I whip my diamonds out
My time is timeless now
I get so high
(Ah)
The feeling, feeling so supersonic
(Ah)
I try to stop but I just can't stop it
(Ah)
Dancing in flames, dancing in flames
Sway with me, sway, sway, sway
When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more
Icy
Yeah, super sly chick (aye) I be on the list
Always in the midst I'll blow a bag quick
Bad boy want this, bad boy don't miss (Ha, ha)
Run up on me I bet he get the gist
Harley, Harley catch a quick body
Vroom, vroom, vroom
Like I'm ridin' a Harley
But I'm in a Rari (Skrrt)
Sorry not sorry (Sorry)
Didn't say a peep but I know them birds saw me
Tell your people to call me
If it is 'bout that chicken
The most wanted in Gotham
All your diamonds is missin'
Oh, you thought I was kiddin'
This a suicide mission
You need to make a decision
On what side is you pickin'
(Sway)
See it if I want it I'ma take that
(Sway)
See it if I want it I'ma take that
(I take what I want)
(Sway)
See it if I want it I'ma take that
(Sway, ooh-ooh-ooh-ooh-ohh)
See it if I want it I'ma take that
(Sway)
Girls like me they don't make that
(Sway)
Girls like me they don't make that
(Sway)
(Sway with me, sway, sway, sway)
Girls like me they don't make that
(Sway)
When marimba rhythms starts to play
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more
They can see the show is beginnin'
All the devils are singin'
Climbing up on the chandelier
You can't stop me from swingin'
So follow me into the dark
Break up a piece of your heart
Sell it for, sell it for, sell it for money and cars
Come out wherever you are
When marimba rhythms starts to play
(Oh-oh-oh)
Dance with me
Make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close
Sway me more
Para tornar a espera, numa passadeira, mais divertida, assista ao vídeo abaixo que nos mostra um original semáforo instalado na Praça do Rossio em Lisboa.
O Vira do Minho é uma dança típica do folclore do Alto Minho.
O Vira embora mais conhecido como característico do Minho, é também dançado noutras regiões de Portugal, entre as quais a Estremadura. São vários os tipos de viras conhecidos: O Vira Antigo (Reguengo Grande, Lourinhã e Casais Gaiola, Cadaval), o Vira das Sortes (Olho Marinho, Óbidos), o Vira Valseado (Outeiro da Pedra, Leiria), o Vira de Costas (Colaria, Torres Vedras), o Vira das Desgarradas (Reguengo Grande, Lourinhã), o Vira Batido (Casais Gaiola, Caldas da Rainha), o Vira de Três Pulos (Assafora, Sintra), o Vira de Dois Pulos (Lagoa, Mafra) e o Vira de Seis, em terras de pescadores. Imagine, dispostos em roda os pares de braços erguidos, que vão girando vagarosamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Os homens vão avançando e as mulheres recuando. A situação arrasta-se até que a voz de um dançador se impõe, gritando "fora" ou "virou". Dão meia-volta pelo lado de dentro e colocam-se frente-a-frente com a moça que os precedia. Este movimento vai-se sucedendo até todos trocarem de par, ao mesmo tempo que a roda vai girando, no mesmo sentido. Para ajudar a completar o cenário imagine os dançarinos (as) com os fatos minhotos e as mulheres com as arrecadas.
Mas este Vira do Minho é apenas o mais simples dos viras de roda, pois outros há com marcações mais complexas. E são muitos os nomes em que se desdobram: vira, fandango de roda, fandango de pares, ileio, tirana, velho, serrinha, estricaina, salto, entre outros.
Viana do Castelo é famosa quando se trata de encenar o vira. Mas não é a única. Chegamos à região de Braga e logo nos surge o "vira galego", “despido da opulência primitiva”, como o definiu, Pedro Homem de Mello. As origens do Vira, de acordo com alguns estudiosos situam-se no século XVIII enquanto outros referem a sua origem antes do séc. XVI. Tomaz Ribas considera o Vira uma das mais antigas danças populares portuguesas, salientando que já Gil Vicente a ele fazia referência na peça Nau d’Amores, onde o dava como uma dança do Minho. Note-se, a respeito de filiações e semelhanças, a proximidade do Vira de Dois Pulos de Lagoa e Mafra com o Fandango.
E agora assista ao Grupo Folclórico Das Lavradeiras Da Meadela,Viana do Castelo.