Ouça a cantora brasileira Mari Froes em Figa De Guiné (Vídeo oficial).
Mari Froes faz parte de uma nova onda de artistas brasileiros que estão a revitalizar a MPB (Música Popular Brasileira) com uma abordagem intimista e contemporânea. A sua música mistura folk, pop acústico e arranjos minimalistas, dando ênfase à sua voz e à sensibilidade das suas canções.
Nha fala é a exposição individual de ABDEL QUETA TAVARES(ex aluno da Escola Secundária do Lumiar - Curso Profissional de Turismo)de 1 a 30 de Março 2019, na Galeria Underdogs10.
"Nha fala" é a primeira exposição individual do fotógrafo guineense Abdel Queta Tavares, em Lisboa, Portugal.
A mostra dá a conhecer o olhar singular do artista através de um trabalho formado por retratos fotográficos impressos em médio e grande formato.
No crioulo da Guiné Bissau, de onde Abdel Queta Tavares(1992) é oriundo, "nha fala" significa "minha voz". O conjunto de retratos fotográficos é uma materialização da sua voz enquanto artista e é também expressão da sua luta – uma luta pela descoberta e pela apuração desta sua voz, mas, também, pelo reconhecimento. Abdel Queta Tavares é fotógrafo, director criativo e stylist. Aos14 anos mudou-se com a família para Lisboa, onde permaneceu durante 10 anos. Foi aqui que a sua veia criativa começou a tomar corpo, começando com a compra de uma máquina fotográfica simples, tirando auto-retratos em casa, o que o levou depois a uma paixão acentuada pela fotografia. Queta Tavaresvai buscar inspiração e motivação a tudo o que o leva a contemplar a vida, que o faz sentir especial e traz felicidade: cores, sorrisos, caras, detalhes, expressões e tudo o que enriquece a sua criatividade e o impulsiona a fotografar.
Em 2016 mudou-se para Londres, onde foi descoberto numa loja de Shoreditch pelo fotógrafo britânico David Cantor, que ficou fascinado com a sua roupa e o seu chapéu vermelho, e pediu para tirar o seu retrato. Essa mesma fotografia acabou por ganhar o Taylor Wessing Photographic Portrait Prize, um dos prémios de fotografia mais prestigiados no mundo, tendo sido apresentada na National Portrait Gallery e em muitos outros locais em Londres.
Oiça Saiming em Não Tem Conserto (Video_Official)
A Letra & Música é de Saiming; Beat: Magic Beatz; produção audio: Curlil_G Records; produção videoclip: Digital Motions.
O vídeoclip contou com a participação de Joana Marques & Ronaldo Rodrigues.
Hoje dia dos Namorados oiça Ronaldo, Saiming & RC em Oi Amor Oiça (Video Oficial).
A letra é de Ronaldo, Saiming & RC.
Ao Piano e Guitarra está RC e a realização é de Saiming & Ronaldo.
Não deixe de ouvir de deixar commentários acerca deste trabalho dos nossos alunos.
A Guiné-Bissau, oficialmente República da Guiné-Bissau, é um país da África Ocidental que faz fronteira com o Senegal a norte, a Guiné a sul e a leste e com o Oceano Atlântico a oeste. O território guineense abrange 36.125 Km2 de área, e conta com uma população estimada de 1 milhão e meio de pessoas.
A população da Guiné-Bissau é etnicamente diversa e tem muitas línguas, costumes e estruturas sociais distintas .
Na Guiné-Bissau podem ser referidos os seguintes grupos étnicos, entre outros: os fulas e os povos de língua mandinga, que compõem a maior parte da população e estão concentrados no norte e nordeste do território; os balantas, que vivem nas regiões costeiras do sul e os manjacos, que ocupam as áreas costeiras do centro e norte. Existem ainda outras etnias, mas, a maioria da restante população são mestiços, com ascendência mista de portugueses e africanos, além de uma minoria de Cabo Verde. O país temtambém uma pequena população de chineses. Estes incluem comerciantes e mercadores de ascendência portuguesa e chinesa de Macau, um antigo território sob administração portuguesa na Ásia.
Apenas 14% da população fala português, estabelecido como língua oficial durante o período colonial. Quase metade da população (44%) fala kriol, uma língua crioula baseada no português, enquanto os restantes habitantes falam uma variedade de línguas africanas nativas. As principais religiões são as religiões tradicionais africanas e o islamismo; há uma minoria cristã (principalmente católica romana). A Guiné-Bissau fazia parte do Reino de Gabu, bem como de parte do Império Mali. Partes deste reino persistiram até ao século XVIII, enquanto algumas outras estavam sob domínio do Império Português desde o século XVI. No século XIX, a região foi colonizada e passou a ser referida como Guiné Portuguesa. Após a independência, declarada em 1973 e reconhecida em 1974, o nome de sua capital, Bissau, foi adicionada ao nome do país para evitar confusão com a Guiné (a antiga Guiné Francesa). Foi a primeira colónia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal. Em 1956, Amílcar Cabral liderou a fundação do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que, no início da década de 1960, iniciou a luta armada contra o regime colonial. Cabral foi assassinado em 1973, em Conacri, num atentado que o PAIGC atribuiu aos serviços secretos portugueses mas que, na verdade, fora perpetrado por um grupo de guineenses do próprio partido, que acusavam Cabral de estar dominado pela elite de origem cabo-verdiana.
Apesar da morte do líder, a luta pela independência prosseguiu, e o PAIGC declarou unilateralmente a independência da Guiné-Bissau em 24 de setembro de 1973 (faz hoje 42 anos). Nos meses que se seguiram, o ato foi reconhecido por vários países, sobretudo socialistas e africanos. Todavia Portugal só reconheceu a independência da Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974, após a Revolução dos Cravos - ela própria devida, em larga medida, ao impasse em que caíra o esforço bélico português na pequena colónia. Desde a sua independência que a Guiné-Bissau tem um histórico de instabilidade política e nenhum presidente eleito conseguiu completar com sucesso um mandato completo de cinco anos.
O produto interno bruto (PIB) per capita do país é um dos mais baixos do mundo. A Guiné-Bissau é membro da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, da Organização para a Cooperação Islâmica e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Proponho-lhe que aprecie agora alguns excelentes vídeos sobre a geografia e cultura deste país lusófono.
O vídeo "A Ilha dos Bijagós"
Agora outro sobre "Bubaque: O Paraíso Existe".
E ainda outro sobre: "Um casamento da etnia papel na Guiné - Bissau".
Esteve a concurso no Festival de Cinema de San Sebastian (País Basco, Espanha) um documentário, de 63 minutos, sobre a Guiné Bissau, focado na música e no crioulo deste país. "Lantanda" é o título deste filme realizado por Gorka Gamarra. Lantanda, palavra em crioulo que significa "erguer", "pôr de pé", está a ser apresentado desde os dias 24 (Dia da Independência da Guiné-Bissau) , 25 e 27 de setembro no 62.º Festival de Cinema de San Sebastian.
"O filme percorre a história da Guiné-Bissau desde a década de 1960 através da música, com os primeiros temas em crioulo dos Cobiana Djazz e a sua relação com a luta da independência, até à nova geração, com Karyna Gomes, Binhan ou Patche de Rima", explica Gorka Gamarra.
A ideia do filme surgiu enquantoo realizador era funcionário das Nações Unidas em solo guineense. O objetivo passou por "ajudar a mostrar uma realidade da Guiné-Bissau muito diferente das razões pelas quais o país tem sido conhecido nos últimos anos" - como parte de uma rota de narcotráfico e devido à instabilidade político-militar.
Subjacente à música, "surge a questão do crioulo e das línguas maternas", discussão para a qual contribuem as participações no documentário de figuras da cena cultural guineense como Abdulai Sila, Tony Thecka ou Nelson Medina. Gorka Gamarra e a equipa que deu vida a "Lantanda", querem participar em festivais e dar a maior visibilidade possível ao filme, que "tem levado muitas pessoas a descobrir a Guiné-Bissau", refere.
Um dos temas musicais escolhidos para o filme "Lantanda" é um hino da revolução chamado "Mindjeris di Panu Pretu". A releitura deste tema clássico da música Guineense é feita por Karyna Gomes e Ernesto Dabó.
Assinalando mais um aniversário da Independência da Guiné-Bissau, aqui fica uma homenagem à riqueza da cultura desse país!
Kimi Djabate, canta "Mussolu" (mulheres). Kimi Djabaté cantor e guitarrita da Guiné Bissau, é um dos artistas emergentes do circuito das músicas do mundo.
Ouça, aqui, osTabanka Djaza cantar "Paixão Criola" Os TabankaDjaz actuaram na estreia do programa Embondeiro, onde o ritmo, a música e a sua dança chamaram a atenção. Este grupo surgiu em 1989 e, em 1990, editaram com sucesso o primeiro disco: "Tabanka Djaz". A aposta musical do grupo assenta no Gumbé - ritmo de música de cariz urbano, oriundo especificamente da região de Bissau. O Gumbé é executado exclusivamente por instrumentos tradicionais, onde predomina a tina que se toca com uma cabaça emborcada num tanque meio cheio de água. Em 1996, editaram "Sperança". Com este novo disco, o grupo conquista, pela primeira vez, o disco de platina, feito único para um grupo africano de expressão portuguesa. Como se isso não bastasse, "Sperança" é nomeado, em 1997, para os Ngwomo África (os Grammies do continente africano), com três nomeações. Em 2002, surge "Sintimento", o quarto álbum de uma carreira que já vai com 12 anos.
Ouça e veja Manecas Costa interpretando "Fundo di Matu", no programa Embondeiro. Manecas Costa é um cantor de Guiné-Bissau, que vive nos arredores de Lisboa. O seu estilo musical é oGumbé. Manecas é um músico e compositor de reconhecida capacidade e é considerado um dos maiores artistas da Guiné - Bissau e da Africa Negra. Já realizou espetáculos por todo o mundo. De destacar as suas actuações no Rock in Rio e na Casa da Música no Porto.
Fique com Nuno Guerreiro e Nancy Vieira em "Lua nha testemunha" (letra e música de Dany Silva ). Nuno Guerreiro (1972) é um cantor português e ex-vocalista na banda Ala dos Namorados, onde ganhou enorme popularidade. Nuno é um contra-tenor, pelo que a sua voz lhe permite explorar diversas sonoridades. Possui assim, a capacidade de interpretar repertório barroco - oratória, árias de Handel ou Purcell, assim como fado, pop ou música soul. Estudou canto lírico no Conservatório Nacional português, onde também obteve o seu diploma como bailarino profissional
Nancy Vieira está ligada a Cabo Verde e à Guiné - Bissau. Tem três discos editados – Nôs Raça, Segred e Lus e tem cantado em Portugal, Cabo Verde e um pouco por todo o mundo. A sua voz tão peculiar tem sido pretexto para ser convidada a participar em discos e espectáculos de inúmeros artistas de entre os quais se destacam Rui Veloso, Ala dos Namorados e Dany Silva.
"Lua nha Testemunha" (letra)
Bô ca ta pensa nha cretcheu Nem bô ca ta imaginá O que longe di bô `m tem sofridoPergunta lua na céu, lua nha companheira di solidão
Lua vagabunda di espaço, qui conchê tudo nha vida Nha disventura, ele qui ta contabo nha cretcheu
Tudo o c`um tem sofrido Na ausência e na distância. Mundo, bô tem rolado cu mim Num jogo di cabra cega, sempre ta persegui`m Pa cada volta qui mundo dá
El ta traze`m um dor pa`m tchiga más pa Deus Mundo, bô tem rolado cu mim Num jogo di cabra cega, sempre ta persegui`m Pa cada volta qui mundo dá El ta traze`m um dor pa`m tchiga más pa Deus
Assista a esta belíssima interpretação de Luanda Cozettie Eneida Marta, feita no programa Embondeiro. Luanda é filha de Wanda Cozetti Marinho e do ex-padre português Alípio de Freitas (preso político no Brasil e que inspirou uma canção de José Afonso).
Esteve a viver em África, acompanhando a mãe no exílio, no período entre os 9 e os 15 anos. Em 1986 começou a cantar em casas noturnas de Brasília. Fez parte do coral Asbac (Associação dos Servidores do Banco Central do Brasil) com quem gravou o disco "Brasil, Brasis". Participou depois no musical "Ponte para o invisível", de Ricardo Movits e Paul Hallstein, de 1988. Participa em variados projectos como o grupo vocal Bico de Veludo, Projeto Sarau, Projeto Exião do Lazer, entre outros. Em 2001 gravou o seu primeiro disco individual, "Luanda!". Gravou músicas para a banda sonora da versão SBT da novela "Escrava Isaura". Também gravou para a série "Jamais te Esquecerei". Formou o grupo Couple Coffee com o baixista Norton Daiello. Rumou, então, a Portugal onde gravaram o disco "Puro" em 2005. Em 2007, os Couple Coffee publicam o disco "Co'as Tamanquinhas do Zeca", dedicado a José Afonso. No ano seguinte editam "Young And Lovely", uma homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. A solo participa em 2007 no disco "1970", de JP Simões, e colabora, em 2009, com Sir Scratch no tema "Quanto Menos Esperas" da banda sonora do filme "Esperança está onde menos se espera" de Joaquim Leitão. Integra também o projeto "Rua da Saudade", homenagem ao poeta José Carlos Ary dos Santos, com as cantoras Viviane, Mafalda Arnauth e Susana Félix.
Eneida Marta, tal como já aqui referi , nasceu na Guiné- Bissau mas está radicada em Portugal. Eneida é uma das mais vibrantes vozes africanas dos dias de hoje. Senhoras e senhores ei-las em "Mindjeris di Panu Pretu."
Eneida Marta, é uma cantora guineense (nasceu na Guiné-Bissau) radicada em Portugal. É talvez uma das mais vibrantes vozes africanas dos dias de hoje.
Eneida mistura a sua notável voz com ritmos como o Gumbé, Tina, Singa, Djanbadon, e Afro-beat. Eneida canta em Mandinga, Fula, Criolo, Futa-Fula e Português combinando as raízes da sua origem com a vibracidade dos arranjos de Juca Delgado, um dos mais importantes produtores de música africana em Portugal. Ouça então Juca Delgado e Eneida Marta em "Guiné na Mundo Fora", numa apresentação feita no programa da RTP Embondeiro.
Por um lado, um país muito pobre que não consegue alcançar nada por causa da má governação, por outro lado, é rico porque as pessoas são muito calorosas e acolhedoras. Cândida Sampaio– 12º C
Construir o Paraíso Aqui foi galardoado com o Prize of Mayor na edição deste ano do Festival AgroFilm, que teve lugar em Nitra, Eslováquia.
O documentário tinha sido apresentado na passada quinta-feira, sob o título Budovanie raja.
Em Setembro foram também feitas apresentações do filme na Cidade da Praia e em Bissau.
Aqui ficam alguns excertos de "Construir o Paraíso Aqui", um filme produzido pela ACEP, com autoria jornalística de Paulo Nuno Vicente, imagem de Luís Melo e grafismo de Ana Grave...