quinta-feira, fevereiro 11, 2021

Para Animar...





Para animar deixo-lhe aqui Músicas, Danças & Intérpretes, num vídeo sensacional.
Não perca. 
Ora veja!

quarta-feira, fevereiro 10, 2021

O Hambúrguer

O Hambúrguer, com toda a certeza, é sinónimo de comida americana. 

Esta receita foi trazida para os E.U.A. por imigrantes alemães de Hamburgo, nos finais do século XIX. Daí o nome Hambúrguer. Contudo, popularizou-se ainda mais graças às grandes cadeias de comida rápida (fast food).

O Hambúrguer é  feito de carne moída cozinhada. O sanduíche em si possui muitas variantes, sendo montado de acordo com a preferência daquele que o irá comer.

O hambúrguer que conhecemos hoje e que está no imaginário de muitos não é nada parecido, porém, com o clássico hambúrguer americano. Em vez de ser um snack enorme, com várias camadas de carnes, queijos, bacon e molhos, o hambúrguer original é pequeno e bem simples. Tinha mais ou menos um seis ou sete centímetros, muito pequeno, porque assim era possível cozinhá-lo rapidamente. 

Esta receita, poderá ser mais saudável se fizer um bom hambúrguer americano caseiro. Receita que as crianças e adolescentes irão adorar.

Desfrute do autêntico sabor americano na sua mesa, com duas receitas que aqui lhe deixo. Uma no vídeo abaixo e outra que é uma receita caseira (mais saudável) que pode realizar com as suas crianças ou adolescentes. Aproveite o confinamento para experimentar.

Ingredientes:

500 g de carne moída

1 ovo

Tomates

Folhas de alface

1 colher (de sopa) de pão ralado

½ cebola 

Pães de hambúrguer (com ou sem sementes de sésamo)

100 g de queijo cheddar

Ketchup e mostarda

Sal q.b.

Azeite q.b.

Preparação:
Numa tigela, misture a carne moída, o ovo e o pão ralado. Amasse bem até ficar tudo bem homogéneo. Acrescente uma pitada de sal. Molde os hambúrgueres fazendo bolas (tantos quantos quiser) e depois achate-os.

Aqueça um pouco de azeite na frigideira e frite os hambúrgueres. 

Lave a alface e o tomate. Corte a alface em pedaços e faça rodelas com o tomate e a cebola (se não gostar de cebola, pode retirá-la da receita).

Toste um pouco os pães na tostadeira ou no forno por alguns minutos (a 180º C).

Monte o hambúrguer colocando a carne sobre o pão, o queijo cheddar, o tomate, a cebola (se quiser), a alface e coloque um pouco de ketchup e mostarda a gosto.

Agora que está pronto, é só comer!

terça-feira, fevereiro 09, 2021

Tic, Tic, Tac

Oiça o cantor brasileiro Zezinho Corrêa (da banda Carrapicho), recentemente falecido em Manaus com COVID 19, no êxito Tic, Tic, Tac.

Bate forte o tambor galera!

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Carrapicho - Zezinho Corrêa

segunda-feira, fevereiro 08, 2021

Tinmel

Tinmel é uma antiga povoação berbere do século XI situada no Alto Atlas, em Marrocos, 100 km a sul de Marraquexe. Considerada o berço do Califado Almóada, foi dali que os conquistadores almóadas dirigiram as suas campanhas militares vitoriosas sobre os almorávidas no início do século XII, que viriam a culminar na formação do maior império do Noroeste de África e Península Ibérica desde o Império Romano.

Atualmente  não restam senão ruínas dos seus tempos de glória, nomeadamente das muralhas que cercavam a cidade e da grande mesquita, exemplo das grandes mesquitas dos almóadas, cujo modelo se difundiu por todo o Magrebe ao longo dos séculos seguintes. Esta mesquita foi construída em memória de   Mehdi IBN TOUMERT fundador da dinastia almóada (século XII).

A mesquita ergue-se isolada sobre um trecho verdejante do vale do Nefis. A aldeia atual, chamada Tinmel, Tin Mal ou Ifouriren situa-se mais abaixo, no vale.

A mesquita de Tinmel é uma das únicas duas mesquitas de Marrocos que não muçulmanos podem visitar (a outra é a Mesquita Hassan II em Casablanca). 

domingo, fevereiro 07, 2021

O Melro

Recordando uma noite bem passada em casa de amigos, aqui lhe deixo um conto em forma de poema, de Guerra Junqueiro (1850-1923) um dos poetas filosóficos de Portugal, que ali foi muito bem recitado pela Filó.

O melro, eu conheci-o:

Era negro, vibrante, luzidio,

Madrugador, jovial;

Logo de manhã cedo

Começava a soltar, de entre o arvoredo,

Verdadeiras risadas de cristal. 

E assim que o padre-cura abria a porta

Que dá para o passal,

Repicando umas finas ironias,

O melro de entre a horta,

Dizia-lhe: “Bons dias!”

E o velho padre-cura

Não gostava daquelas cortesias.

O cura era um velhote conservado,

Malicioso, alegre, prazenteiro;

Não tinha pombas brancas no telhado,

Nem rosas no canteiro:

Andava às lebres pelo monte, a pé,

Livre de reumatismos,

Graças a Deus, e graças a Noé.

O melro desprezava os exorcismos

Que o padre lhe dizia:

Cantava, assobiava alegremente;

Até que ultimamente

O velho disse um dia:

 

“Nada, já não tem jeito! este ladrão

Dá cabo dos trigais!

Qual seria a razão

Porque Deus fez os melros e os pardais?!”

 

E o melro entretanto,

Honesto como um santo,

Mal vinha no oriente

A madrugada clara,

Já ele andava jovial, inquieto,

Comendo alegremente, honradamente,

Todos os parasitas da seara

Desde a formiga ao mais pequeno inseto.

E apesar disto o rude proletário,

O bom trabalhador,

Nunca exigiu aumento de salário.

 

Que grande tolo o padre confessor!

Foi para a eira o trigo;

E armando uns espantalhos,

Disse o abade consigo:

“Acabaram-se as penas e os trabalhos.”

Mas logo de manhã, maldito espanto!

O abade, ainda na cama,

Ouviu do melro o costumado canto;

Ficou ardendo em chama;

Pega na caçadeira,

Levanta-se de um salto,

E vê o melro a assobiar na eira

Em cima do seu velho chapéu alto!


Chegou a coisa a termo

Que o bom do padre-cura andava enfermo,

Não falava nem ria,

Minado por tão íntimo desgosto;

E o vermelho oleoso do seu rosto

Tornava-se amarelo dia a dia.

E foi tal a paixão, a desventura,

(Muito embora o leitor não me acredite)

Que o bom do padre-cura

Perdera… o apetite!

Andando no quintal um certo dia

Lendo em voz alta o Velho Testamento,

Enxergou por acaso (que alegria!

Que ditoso momento!)

Um ninho com seis melros escondido

Entre uma carvalheira.

 

E ao vê-los exclamou enfurecido:

 

“A mãe comeu o fruto proibido;

Esse fruto era a minha sementeira:

Era o pão, e era o milho;

Transmitiu-se o pecado.

E, se a mãe não pagou, que pague o filho.

É doutrina da Igreja. Estou vingado!”

 

E engaiolando os pobres passaritos

Soltava exclamações:

“É uma praga. Malditos!

Dão me cabo de tudo esses ladrões!

Raios os partam! andai lá que enfim…”

 

E deixando a gaiola pendurada

Continuou a ler o seu latim

Fungando uma pitada.

 

Vinha tombando a noite silenciosa;

E caía por sobre a natureza

Uma serena paz religiosa,

Uma bela tristeza

Harmônica, viril, indefinida.

A luz crepuscular

Infiltra-nos na alma dolorida

Um misticismo heroico e salutar.

As árvores, de luz ainda douradas,

Sobre os montes longínquos, solitários,

Tinham tomado as formas rendilhadas

Das plantas dos herbários.

Recolhiam-se a casa os lavradores.

Dormiam virginais as coisas mansas:

Os rebanhos e as flores,

As aves e as crianças.

Ia subindo a escada o velho abade;

A sua negra, atlética figura

Destacava na frouxa claridade,

Como uma nódoa escura.

E introduzindo a chave no portal

Murmurou entre dentes:

 

“Tal e qual… tal e qual!…

Guisados com arroz são excelentes.”

 

Nasceu a Lua. As folhas dos arbustos

Tinham o brilho meigo, aveludado,

Do sorriso dos mártires, dos justos.

Um eflúvio dormente e perfumado

Embebedava as seivas luxuriantes.

Todas as forças vivas da matéria

Murmuravam diálogos gigantes

Pela amplidão etérea.

São precisos silêncios virginais,

Disposições simpáticas, nervosas,

Para ouvir estas falas silenciosas

Dos mudos vegetais.

As orvalhadas, frescas espessuras

Pressentiam-se quase a germinar.

Desmaiavam-se as cândidas verduras

Nos Magnetismos brancos do luar.

…………………………………………..

…………………………………………..

E nisto o melro foi direito ao ninho.

Para o agasalhar andou buscando

Umas penugens doces como arminho,

Um feltrozito acetinado e brando.

Chegou lá, e viu tudo.

Partiu como uma flecha; e, louco e mudo,

Correu por todo o matagal; em vão!

Mas eis que solta de repente um grito

Indo encontrar os filhos na prisão.

 

“Quem vos meteu aqui?!” O mais velho,

Todo tremente, murmurou então:

 

“Foi aquele homem negro. – Quando veio

Chamei, chamei… Andavas tu na horta…

Ai que susto, que susto! Ele é tão feio!…

Tive-lhe tanto medo!… Abre esta porta,

E esconde-nos debaixo da tua asa!

Olha, já vão florindo as açucenas;

Vamos a construir a nossa casa

Num bonito lugar…

Ai! quem me dera, minha mãe, ter penas

Para voar, voar!”

 

E o melro alucinado

Clamou:

 

“Senhor! Senhor!

É porventura crime ou é pecado

Que eu tenha muito amor

A estes inocentes?!

Ó natureza, ó Deus, como consentes

Que me roubem assim os meus filhinhos,

Os filhos que eu criei!

Quanta dor, quanto amor, quantos carinhos,

Quanta noite perdida

Nem eu sei…

E tudo, tudo em vão!

Filhos da minha vida

Filhos do coração!!…

Não bastaria a natureza inteira,

Não bastaria o céu para voardes,

E prendem-vos assim desta maneira!…

Covardes!

A luz, a luz, o movimento insano

Eis o aguilhão, a fé que nos abrasa…

Encarcerar a asa

É encarcerar o pensamento humano.

A culpa tive-a eu! quase à noitinha

Parti, deixei-os sós…

A culpa tive-a eu, a culpa é minha,

De mais ninguém!… Que atroz!

E eu devia sabê-lo!

Eu tinha obrigação de adivinhar…

Remorso eterno! eterno pesadelo!…

………………………………………….

Falta-me a luz e o ar!… Oh, quem me dera

Ser abutre ou fera

Para partir o cárcere maldito!…

E como a noite é límpida e formosa!

Nem um ai, nem um grito…

Que noite triste! oh, noite silenciosa!…”

 

E a natureza fresca, onipotente,

Sorria castamente

Com o sorriso alegre dos heróis.

Nas sebes orvalhadas,

Entre folhas luzentes como espadas,

Cantavam rouxinóis.

 

Os vegetais felizes

Mergulhavam as sôfregas raízes

A procurar na terra as seivas boas,

Com a avidez e as raivas tenebrosas

Das pequeninas feras vigorosas

Sugando à noite os peitos das leoas.

A lua triste, a lua melancólica,

Desdêmona marmórea,

Rolava pelo azul da imensidade,

Imersa numa luz serena e fria,

Branca como a harmonia,

Pura como a verdade.

E entre a luz do luar e os sons e as flores,

Na atonia cruel das grandes dores,

O melro solitário

Jazia inerte, exânime, sereno,

Bem como outrora a mãe do Nazareno

Na noite do calvário!…

 

Segundo o seu costume habitual,

Logo de madrugada

O padre-cura foi para o quintal,

Levando a bíblia e sobraçando a enxada.

Antes de dizer missa,

O velho abade inevitavelmente

Tratava da hortaliça

E rezava a Deus Padre Onipotente

Vários trechos latinos,

Salvando desta forma, juntamente,

As ervilhas, as almas e os pepinos.

 

E já de longe ia bradando:

“- Olé!

Dormiram bem?… Estimo…

Eu lhes darei o mimo,

Canalha vil, grandíssima ralé!

Então vocês, seus almas do diabo,

Julgam que isto que era só dar cabo

Da horta e do pomar,

E o bico alegre e estômago contente,

E o camelo do cura que se aguente,

Que engrole o seu latim e vá bugiar!…

Grandes larápios!… Era o que faltava!

Vocês irem ao milho,

E a mim mandar-me à fava!

Pois muito bem, agora que vos pilho

Eu vos ensinarei, meus safardanas!

Vocês são mariolões, são ratazanas,

Têm bico, é certo, mas não têm tonsura…

E nas manhas um melro nunca chega

Às manhas naturais de um padre-cura.

O melhor vinho que encontrar na adega

É para hoje, olé!… Que bambochata!

Que petisqueira! Melros com chouriço!…

E então a Fortunata

Que tem um dedo e um jeito para isso!…

Hei de comer-vos todos um a um,

Lambendo os beiços, com tal gana enfim,

Que comendo-vos todos, mesmo assim

Eu fico ainda quase em jejum!

E depois de vos ter dentro da pança,

Depois de vos jantar,

Vocês verão como o velhote dança,

Como ele é melro e sabe assobiar!…”

 

Mas nisto o padre-cura titubeante,

Quase desfalecendo,

Atônito de horror, parou diante

Deste drama estupendo:

O melro, ao ver aproximar o abade,

Despertou da atonia,

Lançando-se furioso contra a grade

Do cárcere. Torcia,

Para os partir os ferros da prisão,

Crispando as unhas convulsivamente

Com a fúria de um leão.

Batalha inútil, desespero ardente!

Quebrou as garras, depenou as asas

E alucinado, exangue,

Os olhos como brasas,

Herói febril, a gotejar em sangue,

Partiu num voo arrebatado e louco,

Trazendo dentro em pouco

Preso no bico um ramo de veneno.

E belo e grande e trágico e sereno

Disse:

“Meus filhos, a existência é boa

Só quando é livre. A liberdade é a lei.

Prende-se a asa, mas a alma voa…

Ó filhos, voemos pelo azul!.. Comei!” –

E mais sublime do que Cristo quando

Morreu na cruz, maior do que Catão,

Matou os quatro filhos, trespassando

Quatro vezes o próprio coração!

Soltou, fitando o abade, uma pungente

Gargalhada de lágrima, de dor,

E partiu pelo espaço heroicamente,

Indo cair, já morto, de repente

Num carcavão com silveiras em flor.

 

E o velho abade, lívido de espanto,

Exclamou afinal:

“Tudo o que existe é imaculado e é santo!

Há em toda a miséria o mesmo pranto,

E em todo o coração há um grito igual.

Deus semeou de almas o universo todo.

Tudo que o vive ri e canta e chora…

Tudo foi feito com o mesmo lodo,

Purificado com a mesma aurora.

Ó mistério sagrado da existência,

Só hoje te adivinho,

Ao ver que a alma tem a mesma essência

Pela dor, pelo amor, pela inocência,

Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!

Só hoje sei que em toda a criatura,

Desde a mais bela até à mais impura,

Ou numa pomba ou numa fera brava,

Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!…

……………………………………………………

Ah, Deus é bem maior do que eu julgava!…”


E quedou silencioso. O velho mundo,

Das suas crenças antigas, num momento,

Viu-o sumir exausto, moribundo

Nos abismos sem fundo

Do temeroso mar do Pensamento.

E chorou e chorou… A Igreja, a Crença,

Rude montanha pavorosa, escura,

Que enchia o globo com a sombra imensa

Dos seus setenta séculos de altura;

O Himalaia de dogmas triunfantes,

Mais eternos que o bronze e que o granito,

Onde aos profetas Deus falava antes

Entre raios e nuvens trovejantes,

Lá dos confins sidéreos do infinito;

Esse colosso enorme, em dois instantes

Viu-o tremer, fender-se e desabar

Numa ruína espantosa,

Só de tocar-lhe a asa vaporosa

De uma avezinha trêmula, a expirar!…

…………………………………………

…………………………………………

E, arremessando a bíblia, o velho abade

Murmurou:

“Há mais fé e há mais verdade

Há mais Deus com certeza

Nos cardos secos de um rochedo nu

Que nessa bíblia antiga… Ó Natureza,

A única bíblia verdadeira és tu!…”

Guerra Junqueiro

sábado, fevereiro 06, 2021

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

A Propósito da N.ª Sr.ª das Candeias: Provérbios de Fevereiro

O Dia de Nossa Senhora das Candeias comemora-se a 2 de fevereiro.

Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação são outros nomes atribuídos à Santa Maria celebrada neste dia.

Em Portugal, onde se realizam muitas procissões em sua honra, a santa é o orago de dezenas de freguesias com o nome de Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação.

A santa começou a ser especialmente venerada em Portugal no século XV. Quando se descobriu uma imagem da Mãe de Deus entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, em Lisboa, fundou-se ali um convento e uma igreja dedicada à santa. Com a expansão marítima de Portugal, o culto da santa foi espalhado pelo mundo, com especial relevo no Brasil.

A propósito da N.ª Sr.ª das Candeias aqui lhe deixo alguns provérbios de Fevereiro que a ela se referem, entre outros. Se quiser conhecer outros provérbios e suas variantes, referentes ao mês de fevereiro, basta clicar aqui.

- Se a Candelária (2/2) chora, está o Inverno fora, se a Candelária rir está o Inverno para vir.

- Se a Senhora das Candeias (2/2) ri e chora, está o inverno meio dentro e meio fora.

- Se a Senhora das Candeias (2/2) chora, está o inverno fora.

- Se a Senhora das Candeias (2/2) rir, está o inverno para vir

- Dia de S. Brás (3/2), a cegonha verás, e se não a vires o Inverno vem atrás.

- Bons dias em Janeiro, pagam-se em Fevereiro.

- Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.

- Água de Fevereiro enche o celeiro.

- Em dia de S. Matias (24/2) começam as enxertias.

- Em Fevereiro, vai acima ao outeiro: se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.

- Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.

- Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.

quinta-feira, fevereiro 04, 2021

O Arquipélago de Tuamotu

O Arquipélago de Tuamotu ou Tuamotus é uma corrente de quase 80 ilhas e atóis, que se estende de noroeste a sudeste duma região do Oceano Pacífico Sul, que é aproximadamente do tamanho da Europa ocidental. 

Este arquipélago é administrado pelo governo da Polinésia Francesa, possui uma área territorial de cerca de 850 km² e tem quase 16 mil habitantes, formando a maior cadeia de atóis do mundo. As suas maiores e principais ilhas são Anaa, Fakarava, Rangiroa, Hao e Makemo.

As ilhas Tuamotu foram inicialmente povoadas por polinésios. O povo do Tahiti originalmente referia-se às ilhas como o Paumotus, que significa as "Ilhas Subservientes", até que uma delegação das ilhas convenceu as autoridades francesas a mudar o nome para Tuamotus, que significa "Ilhas Distantes".

No mapa do mundo, o Arquipélago de Tuamotu tem um segundo nome: as Ilhas Rossianos, pois muitos dos atóis receberam o nome dos russos: Kutuzov, Barclay de Tolly, Kruzenstern, Lazarev, Rumyantsev. 

Tetamanu

A antiga vila de Tetamanu, onde a primeira igreja de Tuamotu foi construída, fica situada na ilha de Fakarava. 

Fakarava é um atol do arquipélago de Tuamotu. Estende-se por uma área de 100,5 km², com 1578 habitantes, segundo os censos de 2007, com uma densidade de 16 hab/km².  O atol fica a 488 km a nordeste de Taiti.

O Tetamanu Village Resort, localizado no extremo sul de Fakarava,  numa reserva da biosfera da UNESCO, é uma charmosa pousada localizada a apenas uma hora e meia à vela ou a 45 minutos de vôo de Rangiroa.

Para quem gosta de mergulho nada como conhecer o Centro de Mergulho Tetamanu que está localizado na Vila Tetamanu.

A passagem de Tumakohua
A passagem de Tumakohua, onde o Centro de Mergulho Tetamanu está situado, abriga uma grande quantidade e diversidade de peixes e de tubarões. A uma profundidade de 20 - 30m pode descobrir todo o ecossistema desta passagem: garoupas, peixes-unicórnio e napoleões e muitos outros nadam sobre um fundo de coral rosa.

A partir do Centro de Mergulho pode chegar a outros fabulosos locais de mergulho onde ficará cativado pela beleza e riqueza da vida subaquática e emocionado pelo encontro com grandes predadores.

É uma parte do mundo paradisíaca e simplesmente divina.

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

A Casa dos Espíritos: o filme

 A Casa dos Espíritos é um filme (1994) do género drama, realizado por Bille August e que conta nos principais papeis com os seguintes atores: Meryl Streep, Glenn Close e Jeremy Irons.

A ação de A Casa dos Espíritos, adaptado do livro homónimo de Isabel Allende, passa-se toda no Chile. Contudo, nenhuma das cenas do filme foi gravada no Chile. E, surpreendentemente, a maior parte do filme foi gravada na Dinamarca, em Lisboa e no Alentejo. 

Sinopse:

A história do Chile da década de 20 aos anos 70 é contada através da saga da família Trueba, que começa com a união de um homem simples (Jeremy Irons), que fica rico, com uma jovem (Meryl Streep) de poderes paranormais. A saga se desenvolve até esta família ser atingida pela revolução, que no início da década de 70 derrubou o presidente Salvador Allende. A história da família Trueba percorre várias gerações e vários momentos históricos do país, num cenário de cortar a respiração. 

terça-feira, fevereiro 02, 2021

Madrid: O Mundo Segundo os Brasileiros

Conheça a cidade de Madrid através do programa televisivo: O Mundo Segundo os Brasileiros.

Madrid é a capital e a maior cidade da Espanha. Tem uma população de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas, com uma área metropolitana com cerca de 6,5 milhões de habitantes. É a segunda maior cidade da União Europeia, depois de Berlim, e a sua área metropolitana é a terceira maior da UE, depois de Londres e Paris. A área urbana da capital espanhola abrange um total de 604,3 de Km2.

Não perca mais esta visita virtual, através do vídeo abaixo ou clicando aqui. Em tempos de pandemia, estas são outras alternativas para se distrair.

segunda-feira, fevereiro 01, 2021

A Casa dos Espíritos

 A Casa dos Espíritos é um livro da escritora peruana Isabel Allende.

Isabel Allende viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. 

Em 1982, o seu primeiro romance, A Casa dos Espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura pelo Plano Nacional de Leitura.

Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas.

Sinopse:

Nesta sua surpreendente obra de estreia, Isabel Allende constrói um universo repleto de espíritos, de personagens multifacetadas e humanas, entre elas Esteban Trueba, o patriarca, que vive obcecado pela terra e pela paixão absoluta pela esposa, que ele sente sempre para lá do seu alcance.

Clara é a matriarca esquiva e misteriosa, dotada de poderes sobrenaturais, que prediz as tragédias da família e estabelece o destino da casa e dos Trueba. Blanca, a sua filha suave e rebelde, nutre um amor pelo filho do capataz do seu pai, o que provoca o desprezo de Esteban, mesmo quando deste amor nasce a neta que ele adora: Alba, uma beleza luminosa e uma mulher ardente e voluntariosa.

As paixões da família Trueba, as suas lutas e segredos desenvolvem-se ao longo de três gerações e de um século de violentas mudanças. Num contexto de revolução e contrarrevolução, a autora dá vida a uma família unida por laços de amor e ódio mais complexos e duradouros que as lealdades políticas que a poderiam separar. 

domingo, janeiro 31, 2021

O Chalet Saudade



O Chalet Saudade
localiza-se no centro da vila de Sintra, embora afastado das suas ruas mais turísticas pois fica numa encosta do Vale da Raposa e na envolvência do Monte da Lua, do Castelo dos Mouros e do Palácio da Vila.
O Chalet Saudade foi construído no século XIX, a sua localização e características arquitetónicas permitem a obtenção de excelentes vistas panorâmicas ao redor.
O Chalet Saudade foi, há uns anos, completamente remodelado mantendo o mobiliário português vintage, os frescos em trompe l’œil, os jardins românticos, as fontes e os lagos. 
A localização desta casa de hóspedes permite explorar a romântica Vila de Sintra e os seus arredores.  
Proponho-lhe hoje que faça uma visita virtual a este Chalet, clicando aqui, e aqui ou visualizando o vídeo abaixo. 
O vídeo é uma reportagem do programa (2013) da SIC Notícias, Espaços & Casas, sobre  a arquitetura, design de interiores e espaços públicos. 
 

sábado, janeiro 30, 2021

Uma Excelente Definição de Guerra


Erich "Bubi" Hartmann (1922 - 1993) foi um aviador alemão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto serviu na Luftwaffe, cumpriu 1 404 missões e entrou em combate aéreo 825 vezes. 

No final da Segunda Guerra Mundial os americanos entregaram Erich Hartmann às forças russas. Erich Hartmann ficou preso na União Soviética por dez anos. 

sexta-feira, janeiro 29, 2021

Nuit et Brouillard

Nuit et Brouillard ou Night and Fog é uma curta metragem (do género documentário) francesa, de 1956 e realizada por Alain Resnais. 

Esta curta, que foi uma encomenda feita a Alain Resnais, foi feita dez anos após a libertação dos campos de concentração alemães. 

O título é retirado do programa de sequestros e desaparecimentos Nacht und Nebel (alemão para "Night and Fog") decretado pela Alemanha nazi. 

O documentário mostra os terrenos abandonados de Auschwitz e Majdanek, estabelecidos na Polónia ocupada, enquanto descreve a vida dos prisioneiros nos campos. O filme cruza imagens de arquivo a preto e branco com imagens a cor filmadas por Resnais em vários campos. 

Night and Fog foi feito em colaboração com o roteirista Jean Cayrol, um sobrevivente do campo de concentração Mauthausen-Gusen. A música da banda sonora foi composta por Hanns Eisler.

Estreado no Festival de Cannes de 1956, Nuit et Brouillard continua a ser simplesmente o melhor filme alguma vez feito sobre os campos de concentração. 

Sinopse:

Night and Fog é um documentário que alterna entre o passado e o presente, usando imagens em preto e branco e coloridas. A primeira parte de Night and Fog mostra resquícios de Auschwitz enquanto o narrador Michel Bouquet descreve a ascensão da ideologia nazista . O filme continua com comparações da vida do Schutzstaffel para os prisioneiros famintos nos campos. Bouquet então mostra o sadismo infligido aos condenados, incluindo as experiências científicas e médicos, execuções e estupros. Outra parte é mostrada totalmente a preto e branco e retrata imagens de câmaras de gás e pilhas de corpos. O tema final do filme retrata a libertação do país, a descoberta do horror dos campos e o questionamento de quem era o responsável por eles.

Night and Fog from UMSchoolOfCommunication on Vimeo.

quinta-feira, janeiro 28, 2021

O Clube Dumas

 O Clube Dumas é um livro do escritor, novelista e jornalista espanhol, Arturo Pérez-Reverte (1951).

Arturo Pérez-Reverte, antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como "O Cemitério dos Barcos Sem Nome", "Território Comanche", "O Hussardo", O Pintor de Batalhas e os seis romances da série de aventuras "Capitão Alatriste".

O Clube Dumas é uma obra, parte mistério, parte puzzle, parte jogo intertextual. O Clube Dumas é uma das obras emblemáticas de um dos mais reputados escritores da atualidade. Foi adaptado para o cinema sob o título A Nona Porta, realizado por Roman Polanski e protagonizado por Johnny Depp.



Sinopse:

Pode um livro ser alvo de investigação policial como se de um crime se tratasse? Podem as suas páginas ser encaradas como pistas para um mistério com três séculos?

Lucas Corso, especialista em descobrir edições raras, está a tentar responder a este enigma quando é incumbido de uma dupla missão: autenticar um manuscrito de Os Três Mosqueteiros e decifrar o mistério de um livro queimado em 1667 e que, afirma a lenda, foi co-escrito por Satanás.

Dos arquivos do Santo Ofício às poeirentas estantes dos alfarrabistas e às mais seletas bibliotecas internacionais, Corso é atraído para uma teia de rituais satânicos, práticas ocultas e duelos com um elenco de personagens estranhamente semelhante ao da obra-prima de Alexandre Dumas. Auxiliado por uma beldade misteriosa com o nome de uma heroína de Arthur Conan Doyle, este «caçador de livros« parte de Madrid rumo a Paris, passando por Sintra, em perseguição de um sinistro e aparentemente omnisciente assassino.

quarta-feira, janeiro 27, 2021

A Nona Porta

 A Nona Porta (1999) é um filme do género thriller, realizado por Roman Polanski, e que conta no elenco com Frank Langella, Johnny Depp, Lena Olin e com a especial aparição do músico Goldie.

O filme A Nona Porta" foi inspirado na obra do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, que foi editada em Portugal com o título "O Clube Dumas".

Sinopse:

Depp é Dean Corso, um "caçador" de livros raros e antigos pouco escrupuloso. É contratado por um estranho cliente, Boris Balkan (Frank Langella), para encontrar uma obra misteriosa, o "Livro das Nove Portas para o Reino das Trevas", da qual se pensa existirem apenas três cópias. Balkan, perito em satanismo, tem uma edição que deseja autenticar e quer que Corso encontre as outras duas. Diz-se que o livro é um manual para invocar Satanás e que foi escrito pelo próprio...

O desenrolar da investigação obriga Corso a diversas aventuras entre Nova Iorque, Toledo, Paris e até Sintra. Em Sintra um dos cenários do thriller foi o Chalet Biester e também o Hotel Central.

terça-feira, janeiro 26, 2021

O Chalet Biester

O Chalet Biester (também conhecido como Casa das Bruxas devido aos seus telhados de forma cónica) é um edifício neogótico, escondido na encosta norte da Serra de Sintra, que foi construído entre 1866 e 1869.

A obra foi encomendada ao arquiteto José Luís Monteiro. José Luís Monteiro (1848-1942) foi um dos mais destacados e importantes arquitetos do seu tempo. No interior do Chalet, o ilustre arquiteto teve a colaboração de dois outros artistas, Manini, na pintura decorativa e Leandro Braga, na escultura em madeira, que empregaram nesta fantástica vivenda todos os seus dotes artísticos. 

Mas a obra teve ainda outros intervenientes: Baeta na pintura de arauto na entrada, Paul Baudry nos frescos, Rafael Bordalo Pinheiro - nos azulejos, José da Quinta - na guarnição metálica do fogão da sala de jantar, Domingos António de Sousa Meira - nos estuques, Champ Vert - nos vitrais, F. Nogret - engenheiro paisagista que tratou de todos os jardins em 1887, e ainda o mestre Costa - na carpintaria e o seu sobrinho Carlos da Costa Soares - também na carpintaria. 

Assim, o Chalé Biester só poderia resultar numa obra que impressiona. Graças às suas características arquitetónicas o palácio parece fazer parte de um cenário imaginário, de uma ópera ou de um filme de suspense, da tal modo que serviu de cenário a Roman Polansky que aí dirigiu parte do seu thriller A Nona Porta.

O Chalet Biéster tem vindo a ser aprimorado e restaurado ao longos dos tempos e transformou-se  numa referência na paisagem de Sintra.

Este imóvel de exceção serviu de mote a uma reportagem do programa televisivo Espaços & Casas da SIC Noticias, que lhe proponho que veja em baixo. 

Não perca esta oportunidade.

segunda-feira, janeiro 25, 2021

Soar

Soar é uma curta-metragem em 3D, concebida, escrita e realizada por Alyce Tzue. Este pequeno filme nasceu como um projeto para a sua tese, mas atraiu a atenção do público em festivais ao redor do mundo. Acabou por ser premiado como vencedor da 42ª Student Oscar e foi declarado o melhor filme de animação feito por um estudante.

Soar transformou-se num hit graças à mensagem que quer transmitir: quando nos empenhamos com toda a nossa força, conseguimos tudo o que queremos e ainda mais.

Esta curta metragem inspirou-se nas obras de arte de Hayao Miyazaki e na história do Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry A sua realização teve lugar na Academy of Art University, em São Francisco e poderá transformar-se, em breve, numa longa metragem. 

Sinopse:

Soar é uma curta-metragem interpretada por uma menina que tem uma missão: ajudar uma jovem piloto a ir para casa voando, antes que seja tarde demais.

É um pequeno raio de esperança e uma história incrível para refletirmos, e é adequado tanto para adultos quanto para crianças. 

Não deixe de assistir.

domingo, janeiro 24, 2021

Adormeci Num Rio

 Adormeci num rio, acordei num rio,

da minha misteriosa

incapacidade de morrer nada sei

dizer-te, nem

de quem me salvou ou por que razão –


Havia um silêncio imenso.

Nenhum vento. Nenhum som humano.

O século amargo


tinha chegado ao fim,

o glorioso, o duradouro,


o sol frio

persistia como uma antiqualha, um memento,

com o tempo a correr por detrás –


O céu parecia muito límpido,

como no inverno,

o solo seco, inculto,


a luz oficial atravessava

calmamente uma fresta no ar


digna, complacente,

desfazia a esperança,

subordinava imagens do futuro aos sinais da passagem do futuro –


Julgo que caí.

Só à força pude tentar levantar-me,

tão estranha me era a dor física –


Tinha esquecido

a dureza destas condições:


a terra, não obsoleta,

mas quieta, o rio frio, pouco profundo –


Do meu sono não recordo

nada. Quando gritei,

a minha voz trouxe-me um inesperado consolo.


No silêncio da consciência, perguntei-me:

porque rejeitei a minha vida? E respondi

Die Erde überwältigt mich:

a terra derrota-me.

Tentei ser exacta nesta descrição,

para o caso de alguém me seguir. Posso garantir

que o pôr-do-sol no inverno é

incomparavelmente belo e a memória dele

dura muito tempo. Julgo que isto significa


que não havia noite.

A noite estava dentro de mim.

Louise Glück - "Telhados de Vidro", nº. 12, Averno, Lisboa, 2009

Tradução – Rui Pires Cabral

sábado, janeiro 23, 2021

Por que motivo me apaixonei pelo Príncipe

 A Ilha do Príncipe é a segunda maior ilha do arquipélago de São Tomé e Príncipe, que é constituído por duas ilhas principais, ambas pertencentes à linha vulcânica dos Camarões. 

Administrativamente, esta ilha constitui, desde 1995, uma região autónoma, formada pelo distrito de Pagué. A ilha tem uma área de 142 km² e uma população estimada, em 2006, de 6 737 habitantes. A capital da ilha é Santo António.

Com 31 milhões de anos, o Príncipe é a primeira reserva mundial da Biosfera (pela Unesco) do arquipélago são-tomense, e passou a ser a primeira reserva africana a integrar a rede mundial da biosfera costeira, provando que a relação entre o homem e a natureza é sustentável

O vídeo que se segue demonstra por que motivo nos podemos apaixonar pelo Príncipe. 

Ora veja!

Não perca esta oportunidade.

HBD PRÍNCIPE | EU SOU DO PRÍNCIPE from Maus da Fita on Vimeo.