quinta-feira, fevereiro 11, 2021
quarta-feira, fevereiro 10, 2021
O Hambúrguer
O Hambúrguer, com toda a certeza, é sinónimo de comida americana.
Esta receita foi trazida para os E.U.A. por imigrantes alemães de Hamburgo, nos finais do século XIX. Daí o nome Hambúrguer. Contudo, popularizou-se ainda mais graças às grandes cadeias de comida rápida (fast food).
O Hambúrguer é feito de carne moída cozinhada. O sanduíche em si possui muitas variantes, sendo montado de acordo com a preferência daquele que o irá comer.
O hambúrguer que conhecemos hoje e que está no imaginário de muitos não é nada parecido, porém, com o clássico hambúrguer americano. Em vez de ser um snack enorme, com várias camadas de carnes, queijos, bacon e molhos, o hambúrguer original é pequeno e bem simples. Tinha mais ou menos um seis ou sete centímetros, muito pequeno, porque assim era possível cozinhá-lo rapidamente.
Esta receita, poderá ser mais saudável se fizer um bom hambúrguer americano caseiro. Receita que as crianças e adolescentes irão adorar.
Desfrute do autêntico sabor americano na sua mesa, com duas receitas que aqui lhe deixo. Uma no vídeo abaixo e outra que é uma receita caseira (mais saudável) que pode realizar com as suas crianças ou adolescentes. Aproveite o confinamento para experimentar.
Ingredientes:500 g de carne moída
1 ovo
Tomates
Folhas de alface
1 colher (de sopa) de pão ralado
½ cebola
Pães de hambúrguer (com ou sem sementes de sésamo)
100 g de queijo cheddar
Ketchup e mostarda
Sal q.b.
Azeite q.b.
terça-feira, fevereiro 09, 2021
Tic, Tic, Tac
Oiça o cantor brasileiro Zezinho Corrêa (da banda Carrapicho), recentemente falecido em Manaus com COVID 19, no êxito Tic, Tic, Tac.
Bate forte o tambor galera!
Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac
Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac
É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar
É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar
As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar
As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar
Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou
Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor
Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor
Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac
Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac
É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar
É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar
As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar
As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar
Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou
Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor
Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor
segunda-feira, fevereiro 08, 2021
Tinmel
Atualmente não restam senão ruínas dos seus tempos de glória, nomeadamente das muralhas que cercavam a cidade e da grande mesquita, exemplo das grandes mesquitas dos almóadas, cujo modelo se difundiu por todo o Magrebe ao longo dos séculos seguintes. Esta mesquita foi construída em memória de Mehdi IBN TOUMERT fundador da dinastia almóada (século XII).
A mesquita ergue-se isolada sobre um trecho verdejante do vale do Nefis. A aldeia atual, chamada Tinmel, Tin Mal ou Ifouriren situa-se mais abaixo, no vale.
A mesquita de Tinmel é uma das únicas duas mesquitas de Marrocos que não muçulmanos podem visitar (a outra é a Mesquita Hassan II em Casablanca).
domingo, fevereiro 07, 2021
O Melro
Recordando uma noite bem passada em casa de amigos, aqui lhe deixo um conto em forma de poema, de Guerra Junqueiro (1850-1923) um dos poetas filosóficos de Portugal, que ali foi muito bem recitado pela Filó.
O melro, eu conheci-o:
Era negro, vibrante, luzidio,
Madrugador, jovial;
Logo de manhã cedo
Começava a soltar, de entre o arvoredo,
Verdadeiras risadas de cristal.
E assim que o padre-cura abria a porta
Que dá para o passal,
Repicando umas finas ironias,
O melro de entre a horta,
Dizia-lhe: “Bons dias!”
E o velho padre-cura
Não gostava daquelas cortesias.
O cura era um velhote conservado,
Malicioso, alegre, prazenteiro;
Não tinha pombas brancas no telhado,
Nem rosas no canteiro:
Andava às lebres pelo monte, a pé,
Livre de reumatismos,
Graças a Deus, e graças a Noé.
O melro desprezava os exorcismos
Que o padre lhe dizia:
Cantava, assobiava alegremente;
Até que ultimamente
O velho disse um dia:
“Nada, já não tem jeito! este ladrão
Dá cabo dos trigais!
Qual seria a razão
Porque Deus fez os melros e os pardais?!”
E o melro entretanto,
Honesto como um santo,
Mal vinha no oriente
A madrugada clara,
Já ele andava jovial, inquieto,
Comendo alegremente, honradamente,
Todos os parasitas da seara
Desde a formiga ao mais pequeno inseto.
E apesar disto o rude proletário,
O bom trabalhador,
Nunca exigiu aumento de salário.
Que grande tolo o padre confessor!
Foi para a eira o trigo;
E armando uns espantalhos,
Disse o abade consigo:
“Acabaram-se as penas e os trabalhos.”
Mas logo de manhã, maldito espanto!
O abade, ainda na cama,
Ouviu do melro o costumado canto;
Ficou ardendo em chama;
Pega na caçadeira,
Levanta-se de um salto,
E vê o melro a assobiar na eira
Em cima do seu velho chapéu alto!
Chegou a coisa a termo
Que o bom do padre-cura andava enfermo,
Não falava nem ria,
Minado por tão íntimo desgosto;
E o vermelho oleoso do seu rosto
Tornava-se amarelo dia a dia.
E foi tal a paixão, a desventura,
(Muito embora o leitor não me acredite)
Que o bom do padre-cura
Perdera… o apetite!
Andando no quintal um certo dia
Lendo em voz alta o Velho Testamento,
Enxergou por acaso (que alegria!
Que ditoso momento!)
Um ninho com seis melros escondido
Entre uma carvalheira.
E ao vê-los exclamou enfurecido:
“A mãe comeu o fruto proibido;
Esse fruto era a minha sementeira:
Era o pão, e era o milho;
Transmitiu-se o pecado.
E, se a mãe não pagou, que pague o filho.
É doutrina da Igreja. Estou vingado!”
E engaiolando os pobres passaritos
Soltava exclamações:
“É uma praga. Malditos!
Dão me cabo de tudo esses ladrões!
Raios os partam! andai lá que enfim…”
E deixando a gaiola pendurada
Continuou a ler o seu latim
Fungando uma pitada.
Vinha tombando a noite silenciosa;
E caía por sobre a natureza
Uma serena paz religiosa,
Uma bela tristeza
Harmônica, viril, indefinida.
A luz crepuscular
Infiltra-nos na alma dolorida
Um misticismo heroico e salutar.
As árvores, de luz ainda douradas,
Sobre os montes longínquos, solitários,
Tinham tomado as formas rendilhadas
Das plantas dos herbários.
Recolhiam-se a casa os lavradores.
Dormiam virginais as coisas mansas:
Os rebanhos e as flores,
As aves e as crianças.
Ia subindo a escada o velho abade;
A sua negra, atlética figura
Destacava na frouxa claridade,
Como uma nódoa escura.
E introduzindo a chave no portal
Murmurou entre dentes:
“Tal e qual… tal e qual!…
Guisados com arroz são excelentes.”
Nasceu a Lua. As folhas dos arbustos
Tinham o brilho meigo, aveludado,
Do sorriso dos mártires, dos justos.
Um eflúvio dormente e perfumado
Embebedava as seivas luxuriantes.
Todas as forças vivas da matéria
Murmuravam diálogos gigantes
Pela amplidão etérea.
São precisos silêncios virginais,
Disposições simpáticas, nervosas,
Para ouvir estas falas silenciosas
Dos mudos vegetais.
As orvalhadas, frescas espessuras
Pressentiam-se quase a germinar.
Desmaiavam-se as cândidas verduras
Nos Magnetismos brancos do luar.
…………………………………………..
…………………………………………..
E nisto o melro foi direito ao ninho.
Para o agasalhar andou buscando
Umas penugens doces como arminho,
Um feltrozito acetinado e brando.
Chegou lá, e viu tudo.
Partiu como uma flecha; e, louco e mudo,
Correu por todo o matagal; em vão!
Mas eis que solta de repente um grito
Indo encontrar os filhos na prisão.
“Quem vos meteu aqui?!” O mais velho,
Todo tremente, murmurou então:
“Foi aquele homem negro. – Quando veio
Chamei, chamei… Andavas tu na horta…
Ai que susto, que susto! Ele é tão feio!…
Tive-lhe tanto medo!… Abre esta porta,
E esconde-nos debaixo da tua asa!
Olha, já vão florindo as açucenas;
Vamos a construir a nossa casa
Num bonito lugar…
Ai! quem me dera, minha mãe, ter penas
Para voar, voar!”
E o melro alucinado
Clamou:
“Senhor! Senhor!
É porventura crime ou é pecado
Que eu tenha muito amor
A estes inocentes?!
Ó natureza, ó Deus, como consentes
Que me roubem assim os meus filhinhos,
Os filhos que eu criei!
Quanta dor, quanto amor, quantos carinhos,
Quanta noite perdida
Nem eu sei…
E tudo, tudo em vão!
Filhos da minha vida
Filhos do coração!!…
Não bastaria a natureza inteira,
Não bastaria o céu para voardes,
E prendem-vos assim desta maneira!…
Covardes!
A luz, a luz, o movimento insano
Eis o aguilhão, a fé que nos abrasa…
Encarcerar a asa
É encarcerar o pensamento humano.
A culpa tive-a eu! quase à noitinha
Parti, deixei-os sós…
A culpa tive-a eu, a culpa é minha,
De mais ninguém!… Que atroz!
E eu devia sabê-lo!
Eu tinha obrigação de adivinhar…
Remorso eterno! eterno pesadelo!…
………………………………………….
Falta-me a luz e o ar!… Oh, quem me dera
Ser abutre ou fera
Para partir o cárcere maldito!…
E como a noite é límpida e formosa!
Nem um ai, nem um grito…
Que noite triste! oh, noite silenciosa!…”
E a natureza fresca, onipotente,
Sorria castamente
Com o sorriso alegre dos heróis.
Nas sebes orvalhadas,
Entre folhas luzentes como espadas,
Cantavam rouxinóis.
Os vegetais felizes
Mergulhavam as sôfregas raízes
A procurar na terra as seivas boas,
Com a avidez e as raivas tenebrosas
Das pequeninas feras vigorosas
Sugando à noite os peitos das leoas.
A lua triste, a lua melancólica,
Desdêmona marmórea,
Rolava pelo azul da imensidade,
Imersa numa luz serena e fria,
Branca como a harmonia,
Pura como a verdade.
E entre a luz do luar e os sons e as flores,
Na atonia cruel das grandes dores,
O melro solitário
Jazia inerte, exânime, sereno,
Bem como outrora a mãe do Nazareno
Na noite do calvário!…
Segundo o seu costume habitual,
Logo de madrugada
O padre-cura foi para o quintal,
Levando a bíblia e sobraçando a enxada.
Antes de dizer missa,
O velho abade inevitavelmente
Tratava da hortaliça
E rezava a Deus Padre Onipotente
Vários trechos latinos,
Salvando desta forma, juntamente,
As ervilhas, as almas e os pepinos.
E já de longe ia bradando:
“- Olé!
Dormiram bem?… Estimo…
Eu lhes darei o mimo,
Canalha vil, grandíssima ralé!
Então vocês, seus almas do diabo,
Julgam que isto que era só dar cabo
Da horta e do pomar,
E o bico alegre e estômago contente,
E o camelo do cura que se aguente,
Que engrole o seu latim e vá bugiar!…
Grandes larápios!… Era o que faltava!
Vocês irem ao milho,
E a mim mandar-me à fava!
Pois muito bem, agora que vos pilho
Eu vos ensinarei, meus safardanas!
Vocês são mariolões, são ratazanas,
Têm bico, é certo, mas não têm tonsura…
E nas manhas um melro nunca chega
Às manhas naturais de um padre-cura.
O melhor vinho que encontrar na adega
É para hoje, olé!… Que bambochata!
Que petisqueira! Melros com chouriço!…
E então a Fortunata
Que tem um dedo e um jeito para isso!…
Hei de comer-vos todos um a um,
Lambendo os beiços, com tal gana enfim,
Que comendo-vos todos, mesmo assim
Eu fico ainda quase em jejum!
E depois de vos ter dentro da pança,
Depois de vos jantar,
Vocês verão como o velhote dança,
Como ele é melro e sabe assobiar!…”
Mas nisto o padre-cura titubeante,
Quase desfalecendo,
Atônito de horror, parou diante
Deste drama estupendo:
O melro, ao ver aproximar o abade,
Despertou da atonia,
Lançando-se furioso contra a grade
Do cárcere. Torcia,
Para os partir os ferros da prisão,
Crispando as unhas convulsivamente
Com a fúria de um leão.
Batalha inútil, desespero ardente!
Quebrou as garras, depenou as asas
E alucinado, exangue,
Os olhos como brasas,
Herói febril, a gotejar em sangue,
Partiu num voo arrebatado e louco,
Trazendo dentro em pouco
Preso no bico um ramo de veneno.
E belo e grande e trágico e sereno
Disse:
“Meus filhos, a existência é boa
Só quando é livre. A liberdade é a lei.
Prende-se a asa, mas a alma voa…
Ó filhos, voemos pelo azul!.. Comei!” –
E mais sublime do que Cristo quando
Morreu na cruz, maior do que Catão,
Matou os quatro filhos, trespassando
Quatro vezes o próprio coração!
Soltou, fitando o abade, uma pungente
Gargalhada de lágrima, de dor,
E partiu pelo espaço heroicamente,
Indo cair, já morto, de repente
Num carcavão com silveiras em flor.
E o velho abade, lívido de espanto,
Exclamou afinal:
“Tudo o que existe é imaculado e é santo!
Há em toda a miséria o mesmo pranto,
E em todo o coração há um grito igual.
Deus semeou de almas o universo todo.
Tudo que o vive ri e canta e chora…
Tudo foi feito com o mesmo lodo,
Purificado com a mesma aurora.
Ó mistério sagrado da existência,
Só hoje te adivinho,
Ao ver que a alma tem a mesma essência
Pela dor, pelo amor, pela inocência,
Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!
Só hoje sei que em toda a criatura,
Desde a mais bela até à mais impura,
Ou numa pomba ou numa fera brava,
Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!…
……………………………………………………
Ah, Deus é bem maior do que eu julgava!…”
E quedou silencioso. O velho mundo,
Das suas crenças antigas, num momento,
Viu-o sumir exausto, moribundo
Nos abismos sem fundo
Do temeroso mar do Pensamento.
E chorou e chorou… A Igreja, a Crença,
Rude montanha pavorosa, escura,
Que enchia o globo com a sombra imensa
Dos seus setenta séculos de altura;
O Himalaia de dogmas triunfantes,
Mais eternos que o bronze e que o granito,
Onde aos profetas Deus falava antes
Entre raios e nuvens trovejantes,
Lá dos confins sidéreos do infinito;
Esse colosso enorme, em dois instantes
Viu-o tremer, fender-se e desabar
Numa ruína espantosa,
Só de tocar-lhe a asa vaporosa
De uma avezinha trêmula, a expirar!……………………………………………
…………………………………………
E, arremessando a bíblia, o velho abade
Murmurou:
“Há mais fé e há mais verdade
Há mais Deus com certeza
Nos cardos secos de um rochedo nu
Que nessa bíblia antiga… Ó Natureza,
A única bíblia verdadeira és tu!…”
sábado, fevereiro 06, 2021
sexta-feira, fevereiro 05, 2021
A Propósito da N.ª Sr.ª das Candeias: Provérbios de Fevereiro
O Dia de Nossa Senhora das Candeias comemora-se a 2 de fevereiro.
Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação são outros nomes atribuídos à Santa Maria celebrada neste dia.
Em Portugal, onde se realizam muitas procissões em sua honra, a santa é o orago de dezenas de freguesias com o nome de Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação.
A santa começou a ser especialmente venerada em Portugal no século XV. Quando se descobriu uma imagem da Mãe de Deus entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, em Lisboa, fundou-se ali um convento e uma igreja dedicada à santa. Com a expansão marítima de Portugal, o culto da santa foi espalhado pelo mundo, com especial relevo no Brasil.
A propósito da N.ª Sr.ª das Candeias aqui lhe deixo alguns provérbios de Fevereiro que a ela se referem, entre outros. Se quiser conhecer outros provérbios e suas variantes, referentes ao mês de fevereiro, basta clicar aqui.
- Se a Candelária (2/2) chora, está o Inverno fora, se a Candelária rir está o Inverno para vir.
- Se a Senhora das Candeias (2/2) ri e chora, está o inverno meio dentro e meio fora.
- Se a Senhora das Candeias (2/2) chora, está o inverno fora.
- Se a Senhora das Candeias (2/2) rir, está o inverno para vir
- Dia de S. Brás (3/2), a cegonha verás, e se não a vires o Inverno vem atrás.
- Bons dias em Janeiro, pagam-se em Fevereiro.
- Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.- Água de Fevereiro enche o celeiro.
- Em dia de S. Matias (24/2) começam as enxertias.
- Em Fevereiro, vai acima ao outeiro: se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.
- Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.
- Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.
quinta-feira, fevereiro 04, 2021
O Arquipélago de Tuamotu
O Arquipélago de Tuamotu ou Tuamotus é uma corrente de quase 80 ilhas e atóis, que se estende de noroeste a sudeste duma região do Oceano Pacífico Sul, que é aproximadamente do tamanho da Europa ocidental.
Este arquipélago é administrado pelo governo da Polinésia Francesa, possui uma área territorial de cerca de 850 km² e tem quase 16 mil habitantes, formando a maior cadeia de atóis do mundo. As suas maiores e principais ilhas são Anaa, Fakarava, Rangiroa, Hao e Makemo.
As ilhas Tuamotu foram inicialmente povoadas por polinésios. O povo do Tahiti originalmente referia-se às ilhas como o Paumotus, que significa as "Ilhas Subservientes", até que uma delegação das ilhas convenceu as autoridades francesas a mudar o nome para Tuamotus, que significa "Ilhas Distantes".
No mapa do mundo, o Arquipélago de Tuamotu tem um segundo nome: as Ilhas Rossianos, pois muitos dos atóis receberam o nome dos russos: Kutuzov, Barclay de Tolly, Kruzenstern, Lazarev, Rumyantsev.
A antiga vila de Tetamanu, onde a primeira igreja de Tuamotu foi construída, fica situada na ilha de Fakarava.
Fakarava é um atol do arquipélago de Tuamotu. Estende-se por uma área de 100,5 km², com 1578 habitantes, segundo os censos de 2007, com uma densidade de 16 hab/km². O atol fica a 488 km a nordeste de Taiti.
O Tetamanu Village Resort, localizado no extremo sul de Fakarava, numa reserva da biosfera da UNESCO, é uma charmosa pousada localizada a apenas uma hora e meia à vela ou a 45 minutos de vôo de Rangiroa.
Para quem gosta de mergulho nada como conhecer o Centro de Mergulho Tetamanu que está localizado na Vila Tetamanu.
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| A passagem de Tumakohua |
A partir do Centro de Mergulho pode chegar a outros fabulosos locais de mergulho onde ficará cativado pela beleza e riqueza da vida subaquática e emocionado pelo encontro com grandes predadores.
É uma parte do mundo paradisíaca e simplesmente divina.
quarta-feira, fevereiro 03, 2021
A Casa dos Espíritos: o filme
A ação de A Casa dos Espíritos, adaptado do livro homónimo de Isabel Allende, passa-se toda no Chile. Contudo, nenhuma das cenas do filme foi gravada no Chile. E, surpreendentemente, a maior parte do filme foi gravada na Dinamarca, em Lisboa e no Alentejo.
Sinopse:
A história do Chile da década de 20 aos anos 70 é contada através da saga da família Trueba, que começa com a união de um homem simples (Jeremy Irons), que fica rico, com uma jovem (Meryl Streep) de poderes paranormais. A saga se desenvolve até esta família ser atingida pela revolução, que no início da década de 70 derrubou o presidente Salvador Allende. A história da família Trueba percorre várias gerações e vários momentos históricos do país, num cenário de cortar a respiração.
terça-feira, fevereiro 02, 2021
Madrid: O Mundo Segundo os Brasileiros
Conheça a cidade de Madrid através do programa televisivo: O Mundo Segundo os Brasileiros.
Madrid é a capital e a maior cidade da Espanha. Tem uma população de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas, com uma área metropolitana com cerca de 6,5 milhões de habitantes. É a segunda maior cidade da União Europeia, depois de Berlim, e a sua área metropolitana é a terceira maior da UE, depois de Londres e Paris. A área urbana da capital espanhola abrange um total de 604,3 de Km2.
Não perca mais esta visita virtual, através do vídeo abaixo ou clicando aqui. Em tempos de pandemia, estas são outras alternativas para se distrair.
segunda-feira, fevereiro 01, 2021
A Casa dos Espíritos
Isabel Allende viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia.
Em 1982, o seu primeiro romance, A Casa dos Espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura pelo Plano Nacional de Leitura.
Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas.
Sinopse:
Nesta sua surpreendente obra de estreia, Isabel Allende constrói um universo repleto de espíritos, de personagens multifacetadas e humanas, entre elas Esteban Trueba, o patriarca, que vive obcecado pela terra e pela paixão absoluta pela esposa, que ele sente sempre para lá do seu alcance.
Clara é a matriarca esquiva e misteriosa, dotada de poderes sobrenaturais, que prediz as tragédias da família e estabelece o destino da casa e dos Trueba. Blanca, a sua filha suave e rebelde, nutre um amor pelo filho do capataz do seu pai, o que provoca o desprezo de Esteban, mesmo quando deste amor nasce a neta que ele adora: Alba, uma beleza luminosa e uma mulher ardente e voluntariosa.
As paixões da família Trueba, as suas lutas e segredos desenvolvem-se ao longo de três gerações e de um século de violentas mudanças. Num contexto de revolução e contrarrevolução, a autora dá vida a uma família unida por laços de amor e ódio mais complexos e duradouros que as lealdades políticas que a poderiam separar.
domingo, janeiro 31, 2021
O Chalet Saudade
sábado, janeiro 30, 2021
Uma Excelente Definição de Guerra
Erich "Bubi" Hartmann (1922 - 1993) foi um aviador alemão.
Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto serviu na Luftwaffe, cumpriu 1 404 missões e entrou em combate aéreo 825 vezes.
No final da Segunda Guerra Mundial os americanos entregaram Erich Hartmann às forças russas. Erich Hartmann ficou preso na União Soviética por dez anos.
sexta-feira, janeiro 29, 2021
Nuit et Brouillard
Nuit et Brouillard ou Night and Fog é uma curta metragem (do género documentário) francesa, de 1956 e realizada por Alain Resnais.
Esta curta, que foi uma encomenda feita a Alain Resnais, foi feita dez anos após a libertação dos campos de concentração alemães.
O título é retirado do programa de sequestros e desaparecimentos Nacht und Nebel (alemão para "Night and Fog") decretado pela Alemanha nazi.
O documentário mostra os terrenos abandonados de Auschwitz e Majdanek, estabelecidos na Polónia ocupada, enquanto descreve a vida dos prisioneiros nos campos. O filme cruza imagens de arquivo a preto e branco com imagens a cor filmadas por Resnais em vários campos.
Night and Fog foi feito em colaboração com o roteirista Jean Cayrol, um sobrevivente do campo de concentração Mauthausen-Gusen. A música da banda sonora foi composta por Hanns Eisler.
Estreado no Festival de Cannes de 1956, Nuit et Brouillard continua a ser simplesmente o melhor filme alguma vez feito sobre os campos de concentração.
Sinopse:
Night and Fog é um documentário que alterna entre o passado e o presente, usando imagens em preto e branco e coloridas. A primeira parte de Night and Fog mostra resquícios de Auschwitz enquanto o narrador Michel Bouquet descreve a ascensão da ideologia nazista . O filme continua com comparações da vida do Schutzstaffel para os prisioneiros famintos nos campos. Bouquet então mostra o sadismo infligido aos condenados, incluindo as experiências científicas e médicos, execuções e estupros. Outra parte é mostrada totalmente a preto e branco e retrata imagens de câmaras de gás e pilhas de corpos. O tema final do filme retrata a libertação do país, a descoberta do horror dos campos e o questionamento de quem era o responsável por eles.
Night and Fog from UMSchoolOfCommunication on Vimeo.
quinta-feira, janeiro 28, 2021
O Clube Dumas
Arturo Pérez-Reverte, antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como "O Cemitério dos Barcos Sem Nome", "Território Comanche", "O Hussardo", O Pintor de Batalhas e os seis romances da série de aventuras "Capitão Alatriste".
O Clube Dumas é uma obra, parte mistério, parte puzzle, parte jogo intertextual. O Clube Dumas é uma das obras emblemáticas de um dos mais reputados escritores da atualidade. Foi adaptado para o cinema sob o título A Nona Porta, realizado por Roman Polanski e protagonizado por Johnny Depp.
Sinopse:
Pode um livro ser alvo de investigação policial como se de um crime se tratasse? Podem as suas páginas ser encaradas como pistas para um mistério com três séculos?
Lucas Corso, especialista em descobrir edições raras, está a tentar responder a este enigma quando é incumbido de uma dupla missão: autenticar um manuscrito de Os Três Mosqueteiros e decifrar o mistério de um livro queimado em 1667 e que, afirma a lenda, foi co-escrito por Satanás.
Dos arquivos do Santo Ofício às poeirentas estantes dos alfarrabistas e às mais seletas bibliotecas internacionais, Corso é atraído para uma teia de rituais satânicos, práticas ocultas e duelos com um elenco de personagens estranhamente semelhante ao da obra-prima de Alexandre Dumas. Auxiliado por uma beldade misteriosa com o nome de uma heroína de Arthur Conan Doyle, este «caçador de livros« parte de Madrid rumo a Paris, passando por Sintra, em perseguição de um sinistro e aparentemente omnisciente assassino.
quarta-feira, janeiro 27, 2021
A Nona Porta
O filme A Nona Porta" foi inspirado na obra do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, que foi editada em Portugal com o título "O Clube Dumas".
Sinopse:
Depp é Dean Corso, um "caçador" de livros raros e antigos pouco escrupuloso. É contratado por um estranho cliente, Boris Balkan (Frank Langella), para encontrar uma obra misteriosa, o "Livro das Nove Portas para o Reino das Trevas", da qual se pensa existirem apenas três cópias. Balkan, perito em satanismo, tem uma edição que deseja autenticar e quer que Corso encontre as outras duas. Diz-se que o livro é um manual para invocar Satanás e que foi escrito pelo próprio...
O desenrolar da investigação obriga Corso a diversas aventuras entre Nova Iorque, Toledo, Paris e até Sintra. Em Sintra um dos cenários do thriller foi o Chalet Biester e também o Hotel Central.
terça-feira, janeiro 26, 2021
O Chalet Biester
O Chalet Biester (também conhecido como Casa das Bruxas devido aos seus telhados de forma cónica) é um edifício neogótico, escondido na encosta norte da Serra de Sintra, que foi construído entre 1866 e 1869.
A obra foi encomendada ao arquiteto José Luís Monteiro. José Luís Monteiro (1848-1942) foi um dos mais destacados e importantes arquitetos do seu tempo. No interior do Chalet, o ilustre arquiteto teve a colaboração de dois outros artistas, Manini, na pintura decorativa e Leandro Braga, na escultura em madeira, que empregaram nesta fantástica vivenda todos os seus dotes artísticos.
Mas a obra teve ainda outros intervenientes: Baeta na pintura de arauto na entrada, Paul Baudry nos frescos, Rafael Bordalo Pinheiro - nos azulejos, José da Quinta - na guarnição metálica do fogão da sala de jantar, Domingos António de Sousa Meira - nos estuques, Champ Vert - nos vitrais, F. Nogret - engenheiro paisagista que tratou de todos os jardins em 1887, e ainda o mestre Costa - na carpintaria e o seu sobrinho Carlos da Costa Soares - também na carpintaria.
Assim, o Chalé Biester só poderia resultar numa obra que impressiona. Graças às suas características arquitetónicas o palácio parece fazer parte de um cenário imaginário, de uma ópera ou de um filme de suspense, da tal modo que serviu de cenário a Roman Polansky que aí dirigiu parte do seu thriller A Nona Porta.
O Chalet Biéster tem vindo a ser aprimorado e restaurado ao longos dos tempos e transformou-se numa referência na paisagem de Sintra.
Este imóvel de exceção serviu de mote a uma reportagem do programa televisivo Espaços & Casas da SIC Noticias, que lhe proponho que veja em baixo.
Não perca esta oportunidade.
segunda-feira, janeiro 25, 2021
Soar
Soar é uma curta-metragem em 3D, concebida, escrita e realizada por Alyce Tzue. Este pequeno filme nasceu como um projeto para a sua tese, mas atraiu a atenção do público em festivais ao redor do mundo. Acabou por ser premiado como vencedor da 42ª Student Oscar e foi declarado o melhor filme de animação feito por um estudante.
Soar transformou-se num hit graças à mensagem que quer transmitir: quando nos empenhamos com toda a nossa força, conseguimos tudo o que queremos e ainda mais.
Esta curta metragem inspirou-se nas obras de arte de Hayao Miyazaki e na história do Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry. A sua realização teve lugar na Academy of Art University, em São Francisco e poderá transformar-se, em breve, numa longa metragem.
Sinopse:Soar é uma curta-metragem interpretada por uma menina que tem uma missão: ajudar uma jovem piloto a ir para casa voando, antes que seja tarde demais.
É um pequeno raio de esperança e uma história incrível para refletirmos, e é adequado tanto para adultos quanto para crianças.
Não deixe de assistir.
domingo, janeiro 24, 2021
Adormeci Num Rio
da minha misteriosa
incapacidade de morrer nada sei
dizer-te, nem
de quem me salvou ou por que razão –
Havia um silêncio imenso.
Nenhum vento. Nenhum som humano.
O século amargo
tinha chegado ao fim,
o glorioso, o duradouro,
o sol frio
persistia como uma antiqualha, um memento,
com o tempo a correr por detrás –
O céu parecia muito límpido,
como no inverno,
o solo seco, inculto,
a luz oficial atravessava
calmamente uma fresta no ar
digna, complacente,
desfazia a esperança,
subordinava imagens do futuro aos sinais da passagem do futuro –
Julgo que caí.
Só à força pude tentar levantar-me,
tão estranha me era a dor física –
Tinha esquecido
a dureza destas condições:
a terra, não obsoleta,
mas quieta, o rio frio, pouco profundo –
Do meu sono não recordo
nada. Quando gritei,
a minha voz trouxe-me um inesperado consolo.
No silêncio da consciência, perguntei-me:
porque rejeitei a minha vida? E respondi
Die Erde überwältigt mich:
a terra derrota-me.
Tentei ser exacta nesta descrição,
para o caso de alguém me seguir. Posso garantir
que o pôr-do-sol no inverno é
incomparavelmente belo e a memória dele
dura muito tempo. Julgo que isto significa
que não havia noite.
A noite estava dentro de mim.
Louise Glück - "Telhados de Vidro", nº. 12, Averno, Lisboa, 2009
Tradução – Rui Pires Cabral
sábado, janeiro 23, 2021
Por que motivo me apaixonei pelo Príncipe
Administrativamente, esta ilha constitui, desde 1995, uma região autónoma, formada pelo distrito de Pagué. A ilha tem uma área de 142 km² e uma população estimada, em 2006, de 6 737 habitantes. A capital da ilha é Santo António.
Com 31 milhões de anos, o Príncipe é a primeira reserva mundial da Biosfera (pela Unesco) do arquipélago são-tomense, e passou a ser a primeira reserva africana a integrar a rede mundial da biosfera costeira, provando que a relação entre o homem e a natureza é sustentável
O vídeo que se segue demonstra por que motivo nos podemos apaixonar pelo Príncipe.
Ora veja!
Não perca esta oportunidade.
HBD PRÍNCIPE | EU SOU DO PRÍNCIPE from Maus da Fita on Vimeo.














































