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sexta-feira, setembro 30, 2011

Lavapiés

Sugiro-lhe um pequeno passeio por um dos bairros madrilenos. Aqui vai uma pequena e elementar radiografia sobre Lavapiés.
"Lavapiés" é o nome de uma praça do centro de Madrid (Espanha). É também o nome de uma rua e de uma estação de metro, além disso, é a zona mais popular do bairro de "Embajadores" (distrito Centro). Este bairro é, no entanto, mais conhecido pelo nome de Lavapiés, ou Embajadores-Lavapiés.
Na sua origem Lavapiés era a judiaria do bairro judeu de Madrid. A actual Igreja de San Lorenzo ocupa um solar que foi a sinagoga do bairro judeu. Esta comunicava com a praça de Lavapiés através da rua que hoje se chama Rua da Fé, e que então era a rua da Sinagoga.
Muitas familias judias viveram no bairro Lavapiés até à sua expulsão em 1492. Só alguns judeus notáveis (ex: médicos) estavam autorizados a viver fora do bairro.
Parece que o nome Lavapiés se deve à existência de uma fonte na praça. Aí fazia-se a lavagem ritual dos pés antes dos judeus se dirigirem ao templo.
Já agora, a denominação de "Manolo" e "Manola" que se dá aos castiços madrilenos, tem origem em Lavapiés. Diz-se que tem a ver com a profusão do nome Manuel, com que se batizavam muitos judeus para escapar à
expulsão em 1492.
No final dos anos 80, Lavapiés era um bairro habitado por gente mais velha que vivia em casas velhas e de pequenas dimensões. A abundância de casas abandonadas e de habitações de renda barata atraiu nos anos 80 e 90, muitos jovens com poucos recursos, entre eles numerosos "okupas". Lavapiés foi, provavelmente, a zona de Madrid com maior densidade de casas ocupadas e aí tiveram lugar as primeiras experiências de "okupação" da capital espanhola.
Hoje em dia ainda existem um certo número de centros sociais "okupados" e é também o bairro com maior quantidade de as
sociações culturais e relações de vizinhança de Madrid.
Mais recentemente e pelas mesmas razões, foram atraídos para este bairro centenas de imigrantes. Calcula-se que cerca de 50% da população de Lavapiés é de origem estrangeira. Devido a esta multiculturalidade, eventos como o Ano Novo chinês ou o Ramadão têm ali quase a mesma expressão que o Natal espanhol. De qualquer modo, os habitantes de Lavapiés não gostam de pronunciar a palavra "multiculturalidade" porque isso soa-lhes a parque temático. Para eles o seu bairro é o seu bairro, ou seja um organismo vivo. Não o trocam por nada do mundo, porque Lavapiés é, para eles, um estado mental.

terça-feira, fevereiro 02, 2021

Madrid: O Mundo Segundo os Brasileiros

Conheça a cidade de Madrid através do programa televisivo: O Mundo Segundo os Brasileiros.

Madrid é a capital e a maior cidade da Espanha. Tem uma população de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas, com uma área metropolitana com cerca de 6,5 milhões de habitantes. É a segunda maior cidade da União Europeia, depois de Berlim, e a sua área metropolitana é a terceira maior da UE, depois de Londres e Paris. A área urbana da capital espanhola abrange um total de 604,3 de Km2.

Não perca mais esta visita virtual, através do vídeo abaixo ou clicando aqui. Em tempos de pandemia, estas são outras alternativas para se distrair.

sábado, julho 24, 2010

El Rastro

El Rastro de Madrid ou simplesmente El Rastro é um mercado ao ar livre que acontece aos domingos e feriados no centro histórico de Madrid.
Este nome deriva do facto de em tempos recuados, junto ao Rio Manzanares, haver fábricas de curtumes, na Rua Ribeira dos Curtidores, que se localizavam junto ao matadouro. As reses depois de mortas eram arrastadas pelas peles desde o matadouro até às fábricas de curtumes. Este facto, provocava a formação de um enorme rasto de sangue.
Há, ainda, uma obscura lenda que atribui o nome, ao sangue resultante das execuções públicas, pela guilhotina, que ocorriam neste lugar. De qualquer modo, este grande mercado ao ar livre tem a sua origem no século XV.
Hoje em dia El Rastro acontece entre as 9:00 e as 15:00 horas no bairro de Embajadores, no Centro de Madrid. Aí existem cerca de 3.500 postos de venda que se estendem entre a Plaza de Cascorro, a Rua da Ribera de Curtidores, a Rua dos Embajadores, a Ronda de Toledo e a Plaza del Campillo del Mundo Nuevo.
Se gosta de mercados de rua, não pode perder a oportunidade de conhecer El Rastro. É um mercado ao ar livre muito popular, tanto para o turismo como para os moradores da cidade.
Ali, poderá encontrar desde antiquários a vendedores de móveis, de objetos decorativos, de tecidos, de discos,de peles, de roupas e de complementos, de bijuteria e de artesanato. El Rastro é conhecido sobretudo pela venda de objectos e roupas em segunda mão, mas também é possível adquirir artigos novos.
A rua de San Cayetano é o espaço dos artistas. Nela encontra quadros originais ou reproduções de obras de arte.
Depois de terminar a visita e as compras, uma óptima idéia é seguir a tradição madrilena e procurar um bar de tapas (aperitivos) no animado bairro La Latina.

quinta-feira, março 24, 2011

Barcelona mais verde

Barcelona é a maior cidade e capital da comunidade autónoma da Catalunha, no nordeste da Espanha. É também a segunda maior cidade da Espanha depois de Madrid. Possui uma população de cerca de 1.621.537 habitantes numa área de 101,4 km². A área urbana de Barcelona estende-se para além dos limites administrativos da cidade e tem uma população de mais de 4,2 milhões de habitantes, numa área de 803 km². É a sexta área urbana mais povoada da União Europeia depois de Paris, Londres, Vale do Ruhr, Madrid e Milão. Cerca de 5 milhões de pessoas vivem na área metropolitana de Barcelona, que é a maior metrópole da Europa, dentre as localizadas na costa do Mediterrâneo.
Aconselho-o agora a ver o vídeo que seleccionei para hoje. É uma reportagem fantástica, do Jornal Nacional (da Globo) de Maio de 2010, sobre uma também excelente ideia: um sistema alternativo de recolha de lixo nos centros urbanos.
A idéia de um sistema subterrâneo de recolha de lixo em Barcelona é de 1992. Foi nesta data que a capital da Catalalunha sediou os Jogos Olímpicos. Desde então, o projeto tem sido implantado sistematicamente e 70% da área metropolitana já possui bocas de lixo ligadas diretamente aos centros de tratamento. Plástico, latas e papel são reciclados e o lixo orgânico serve para produzir energia. Em cinco anos, Barcelona eliminará definitivamente os camiões do lixo. Para já, deixaram de circular naquela cidade, pelo menos 160 camiões de lixo.
Este sistema acaba com a sujidade nas ruas, com as latas de lixo a abarrotar e com a recolha tradicional - um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente.

terça-feira, março 27, 2012

Na ARCO em Madrid

A Feira Internacional de Arte Contemporânea ARCO é uma feira aberta ao público, organizada pelo IFEMA e que se realiza em Madrid. A ARCO estabeleceu-se em 1991, e aí os visitantes podem comprar objetos de arte provenientes de diferentes propostas apresentadas pelos expositores. Entre os expositores encontram-se galerias de arte e artistas individuais que expõem esculturas, objetos, tecidos e criações multimédia. A agenda é completada com exposições especiais, artistas convidados e shows ao vivo.
Venha agora dar um passeio pela ARCO, e veja o que aconteceu por lá há já alguns anos. Dá que pensar!

terça-feira, dezembro 01, 2020

Os Conjurados

Os Conjurados de 1640 é um livro de Charles-Philippe D' Orleans .

Uma história de paixão, intriga e coragem na luta pela restauração da independência de Portugal


Sinopse:

Durante a última década do poder filipino em Portugal, Manuel Bocarro, um médico cristão-novo, é chamado à corte de Madrid para tentar salvar a vida de D. Baltasar de Zuñiga, conselheiro de Filipe IV e figura grada da nobreza de Castela. Segue consigo o neto que ele muito ama, o jovem João, a quem o avô pretende assim oferecer alguma experiência do mundo. 

Defenestração do traidor Miguel de Vasconcelos no Terreiro do Paço


Em Madrid, porém, João não só encontra Miguel de Vasconcelos, que em rapaz retirara das águas do Tejo, como também trava conhecimento com D. Antão Vaz de Almada, que o alicia para a conjura da Restauração portuguesa. João regressa, pois, a Portugal e envolve-se numa série de intrigas que farão dele um dos heróis desconhecidos da revolução de 1 de Dezembro de 1640. A morte da mulher que sempre amara com uma paixão absoluta, a compreensão do papel desempenhado nessa morte pelo rival Miguel de Vasconcelos, o encontro com o misteriosíssimo D. Miguel de Ratisbona, um aventureiro que percorre toda a Europa em defesa de objetivos nem sempre muito claros, farão com que João Bocarro se dedique a uma vingança que acabará por transformá-lo num instrumento sem piedade da Providência e da História.

quarta-feira, junho 11, 2014

Botín: o mais antigo restaurante do mundo

O Botín é considerado o restaurante mais antigo do mundo, pois, tem mais de 300 anos. Situa-se em Madrid, na Calle de Cuchilleros (Rua dos Cuteleiros), junto à Plaza Mayor. O nome actual deste restaurante madrilenho é "Sobrino de Botín", mas, continua a ser conhecido por "Botín". A especialidade gastronómica desta casa é o leitãozinho (cochinillo) assado em forno de lenha. 
Esta casa de comidas (o título de restaurante é posterior) foi fundada pelo francês Jean Botin que a designou como Casa Botín. Mais tarde foi herdada por um seu sobrinho, daí o seu nome actual. No início do século XX este restaurante passou para os actuais proprietários: a família González.
Se tiver oportunidade de ir até Madrid, não deixe de ir até lá, e provar o cochinillo assado. 
Entretanto, fique a conhecer o mais antigo restaurante do mundo, através da bela apresentação que se segue.
E agora veja também, um vídeo promocional sobre este restaurante.

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Os Conjurados de 1640

Os Conjurados de 1640, é um romance escrito por Charles-Philippe d’Orléanslançado em 2016. É o primeiro romance histórico deste autor. Com ele voltamos ao século XVII e podemos lembrar-nos dos 40 nobres responsáveis pela Restauração da Independência de Portugal, após o domínio filipino..
Sinopse:
Durante a última década do poder filipino em Portugal, Manuel Bocarro, um médico cristão-novo, é chamado à corte de Madrid para tentar salvar a vida de D. Baltasar de Zuñiga, conselheiro de Filipe IV e figura grada da nobreza de Castela. Segue consigo o neto que ele muito ama, o jovem João, a quem o avô pretende assim oferecer alguma experiência do mundo. Em Madrid, porém, João não só encontra Miguel de Vasconcelos, que em rapaz retirara das águas do Tejo, como também trava conhecimento com D. Antão Vaz de Almada, que o alicia para a conjura da Restauração portuguesa. João regressa, pois, a Portugal e envolve-se numa série de intrigas que farão dele um dos heróis desconhecidos da revolução de 1 de Dezembro de 1640. A morte da mulher que sempre amara com uma paixão absoluta, a compreensão do papel desempenhado nessa morte pelo rival Miguel de Vasconcelos, o encontro com o misteriosíssimo D. Miguel de Ratisbona, um aventureiro que percorre toda a Europa em defesa de objetivos nem sempre muito claros, farão com que João Bocarro se dedique a uma vingança que acabará por transformá-lo num instrumento sem piedade da Providência e da História.

sábado, dezembro 01, 2012

A Restauração da Independência

"No dia 1 de Dezembro de 1640, terminou o período de 60 anos em que o Reino de Portugal, foi governado pela dinastia Filipina dos Habsburgos (de origem austríaca) , com o fim do reinado de D. Filipe III (conhecido em Espanha por Felipe IV). Esta dinastia, ficou conhecida em Portugal por Filipina, porque todos os monarcas se chamavam  Filipe.
Quando em 1578 sob o comando do rei D. Sebastião, Portugal foi derrotado na batalha de Alcácer Quibir, ficou sem rei ou sucessor ao trono. Durante dois anos o trono português foi ainda ocupado pelo Cardeal D. Henrique. Mas, os direitos de Filipe II de Castela (este monarca Habsburgo era primo de D. Sebastião e portanto neto de D. João III) por um lado, e o seu dinheiro por outro, levaram a que grande parte da nobreza portuguesa aceitasse o domínio de um rei estrangeiro.
A monarquia dos Habsburgo controlava inúmeros estados, todos eles separados entre si. Portugal não era diferente da Catalunha, da Flandres, de Castela, de Navarra, de Nápoles ou de Valência, mas cada um desses países, era independente dos outros.
A completa separação destes estados, "unidos" uns aos outros por ténues laços, era considerada o grande "calcanhar de Aquiles" da monarquia, e acabaria por ser a principal razão da sua decadência.
Para evitar a continua fricção entre os vários reinos, principados, e regiões, a solução passava pela submissão de todos eles a um único rei com um único governo. Isso levou a que se iniciasse uma politica de centralização administrativa, que entrava em conflito com os direitos jurados pelo monarca em cada um dos reinos da coroa. No caso português, nas cortes de Tomar de 1581, D. Filipe I (Felipe II em Castela), prestou juramento como rei de Portugal, mas o seu neto, Filipe III (Felipe IV de Castela) fez letra morta do juramento do seu avô. Do ponto de vista jurídico, ao violar o juramento que Filipe I tinha feito em 1581 perante as cortes de Tomar, Filipe III perdeu a legitimidade para governar Portugal, legitimidade essa que dependia do cumprimento das obrigações a que se tinha obrigado por juramento.
Quando em 1640 os nobres portugueses, muitos deles desiludidos com o não cumprimento das promessas dos monarcas decidem revoltar-se,  não tomam uma decisão original. Na verdade,  nesse mesmo ano de 1640, durante o Verão, um outro país da península ibérica decidiu revoltar-se contra exactamente o mesmo estado de coisas e expulsar a família real dos Habsburgo. Foi o caso da Catalunha.
A monarquia hispânica está envolvida na chamada guerra dos trinta anos e se não tem na altura, meios eficazes para esmagar a revolta na Catalunha, muito menos os tem, para debelar a revolta em Portugal.
Para debelar a revolta da Catalunha, o monarca espanhol manda que se mobilize a nobreza dos restantes reinos, especialmente a portuguesa, com o objectivo de atacar os catalães.
A ordem de mobilização chega a 24 de Agosto, e todos, mesmo D. João II, Duque de Bragança deveriam comparecer perante o rei. Em Portugal os nobres recusam-se e pressionam o mais rico e influente representante da nobreza portuguesa - exactamente o Duque de Bragança - para que aceite chefiar uma revolta, para voltar a colocar um monarca português no trono em Lisboa, terminando assim o período de União Ibérica.
Os nobres tiveram todas as cautelas para não transformar a revolução de 1640 numa revolução de cariz popular. O golpe teria que ser dado, e só depois disso se deveria informar o povo de Lisboa, quando a situação já estivesse sob controlo.
Assim ao despontar do dia 1 de Dezembro de 1640, entram no palácio real cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos pelos «conjurados», que rapidamente controlam a guarda. Procuram o secretário de estado, Miguel de Vasconcelos, cuja morte tinha sido inicialmente determinada. Executam-no, e obrigam pela força a duquesa de Mântua a ordenar a rendição das forças fieis ao monarca Habsburgo, no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo, a torre de Almada e a torre de Belém.
Só por volta das 10:00 horas da manhã é que o povo de Lisboa tem conhecimento do sucedido, e que o duque de Bragança será o novo Rei de Portugal. Embora guiada e conduzida pela nobreza portuguesa, a revolução tem uma aceitação total. Em todo o país quando se conhece a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. As várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV em poucos dias.
O duque de Bragança só chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei, com o título de D. João IV. Nas duas semanas que se seguem - todo o país - nobres e municípios, se declaram por D. João IV, sem que seja disparado um único tiro.
Quando a notícia começa a chegar ao reino de Castela, os nobres portugueses que se encontravam em Madrid, dividem-se em dois grupos. Uma parte junta os seus haveres e volta para Portugal, outra parte acabará por preferir as vantagens e o dinheiro que a sua presença na corte madrilena lhes davam, não retornando a Portugal e mesmo lutando contra a independência do seu próprio país.
A situação de Portugal em 1640, era de absoluta miséria. O dinheiro que 60 anos antes se esperava viesse de Madrid, para ajudar a recuperar uma economia mal gerida e infestada pela administração corrupta no tempo de D. Sebastião e seus antecessores, nunca se materializou e o «Hispanismo» deixara o país numa crise sem precedentes.
O país estava decrépito e decadente e à beira da ruína. No entanto, contra todas as expectativas, contra muitas previsões e contra a própria lógica, o país resistiu e ainda hoje é difícil entender como o conseguiu fazer. Embora a historiografia espanhola tenha criado o mito do apoio dos ingleses a Portugal, esse apoio nunca passou de um mito".
Excertos de: "Diálogos Lusófonos"

quinta-feira, abril 27, 2017

As Dálias

A civilização tem lutado para entender a geometria perfeita da Natureza.
Mas, para que servem as palavras, quando se pode contemplar a bela simetria de uma Dália...
As Dálias são originárias do México, onde são muito populares. Os índios daquela região foram os primeiros a cultivar dálias, ainda no período do império Asteca.
No final do século XVIII, o diretor do Jardim Botânico de Madrid encantou-se com esta flor, durante uma visita ao México. Foi o suficiente para que a dália atravessasse o oceano e chegasse à Europa, onde se adaptou ao clima temperado.
Foi o botânico sueco Anders Dahl, que inspirou o nome da flor e que a divulgou na Europa do Norte.
Os holandeses e os franceses foram os maiores incentivadores do cultivo e da produção de inúmeras espécies híbridas de dálias. Hoje, entre naturais e híbridas, existem mais de 3 000 variedades, com uma diversificação de formas, simetrias, cores, tamanhos e adaptações a diferentes condições.

quarta-feira, março 31, 2010

O Convento

A fundação deste antigo convento (século XVII-XVIII) deveu-se ao voto de agradecimento, que a Rainha D. Luísa de Gusmão fez, pelo facto do rei D. João IV ter saído ileso da tentativa de regicídio de que foi alvo, em 1647.
O autor do atentado, Domingos Leite Pereira, terá aproveitado a procissão do Corpo de Deus, Corpus Christi, que decorria na zona da actual Rua dos Fanqueiros, para tentar disparar contra o rei, mas falhou na tentativa e fugiu para Madrid.
As obras de construção do convento tiveram início em 1648. O Convento de Corpus Christi foi consagrado em 1661, sendo entregue aos frades carmelitas descalços de Santo Alberto ou dos Torneiros, porque o convento era vizinho da antiga Rua da Tanoaria.
Destruído em 1755 pelo terramoto e pelo consequente incêndio, sobreviveram parte do corpo da igreja e alguns espaços conventuais, que foram adaptados à estrutura arquitectónica e às ordens impostas para a reconstrução da baixa da cidade e implementadas pelos arquitectos da Casa do Risco.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o convento foi vendido e transformado em habitação e arrendamento comercial.
A original igreja de planta circular com o zimbório octogonal encimado por um pináculo é ainda hoje visível , bem como o portal da entrada da igreja, hoje convertido em acesso a um prédio típico da baixa lisboeta. (localização - Rua de São Nicolau nº 2-16, Rua dos Fanqueiros nº 113-117, Rua dos Douradores nº 50-62 - na Freguesia de São Nicolau).
Aprecie o que resta deste convento e passeie em Lisboa através de mais um episódio de "Lisboa Debaixo de Terra).



quinta-feira, julho 03, 2014

O Museu da Evolução Humana

O destino de hoje é a cidade de Burgos em Espanha, onde se localiza o Museu da Evolução Humana. É um museu  e uma cidade que merecem uma visita, quanto mais não seja, virtual.
Burgos é uma cidade espanhola localizada no centro da província de Burgos, comunidade autónoma de Castela e Leão, que fica a uma distância de 244 km de Madrid.  Tem uma área 108 km²,  uma população de 174 075 habitantes (2007) e uma densidade populacional de 1 611,81 hab./km².
Graças à sua localização, Burgos tem prosperado economicamente. Burgos é, também, uma cidade rica em arte gótica, destacando-se as igrejas de Santa Gadea (século XII), Santo Estêvão (século XIII) e S. Gil (séc. XIII-XIV), o Hospital del Rey, o Solar del Cid, os conventos das Carmelitas e Agostinhas, e, sobretudo, a Catedral de Burgos (cuja construção foi iniciada em 1221, inspirada no modelo francês de Reims).
Mas, não perca a possibilidade de visitar o Museu da Evolução Humana de Burgos, através da excelente apresentação que se segue.  O edifício deste museu foi desenhado pelo arquitecto Juan Navarro Baldeweg e está dividido em quatro andares.
O museu mostra-nos a evolução biológica, a História da vida na Terra e a Teoria da Evolução de Darwin. Explica, também, a evolução cultural e recria três ecossistemas: a selva, a savana e a tundra-estepe, como explicação das variações climáticas, das adaptações do habitat e exposição de cenários das dificuldades de sobrevivência.

sábado, dezembro 28, 2019

Doña Anita

Oiça Patxi Andión, recentemente desaparecido em Doña Anita (1970).
Patxi Andión era um cantor, compositor, actor, professor e escritor, de origem basca, nascido em Madrid, que tinha uma estreita relação de amizade com Portugal.

Setenta y tres años y un vestido añil,
un hermano cura y un primo en París.
Desborda sus labios con fuerte carmín
Anita, el rosario... un poco de anís?

Bajo el colorete
oculta el tiempo ya perdido
y se prepara a dar carrete
a algún enfermo afligido.

Y baja la escalera
moviendo el sombrero florido
que junto con ella espera
hasta que caiga el telón.

Saluda a Don Julio, que es muy parlanchin,
setenta y dos años,
Letra: Patxi Andion
Compositor: Rafael Ferrero

sábado, março 16, 2013

Uma autêntica fortaleza...


A Fonte de Cibeles, situa-se na Praça de Cibeles em Madrid, Espanha, junto ao Palácio das Comunicações.
Esta fonte foi construída no século XVII, de acordo com um desenho de Ventura Rodriguez de 1782, sobre a deusa Cibeles (deusa grega da fertilidade).
Os autores desta obra foram: Francisco Gutiérrez; Roberto Michel; Miguel Ximénez; Antonio Parera e Miguel Ángel Trilles, que esculpiram em 1895 os cupidos.
Inicialmente estas estátuas estavam no Passeo del Prado (década de 80 do século XVII), tendo sido transferida para local actual em 1895.

Já agora, sabe qual é a relação que há, entre a fonte de Cibeles e o cofre forte do Banco da Espanha? Se não sabe, veja a apresentação que se segue, porque o tema é muito interessante. Ora veja!

sábado, fevereiro 13, 2010

O Azul de Picasso

O Período Azul de Picasso ocorreu entre 1901 e 1904. Nesta fase o artista retratou pessoas infelizes pintadas em tons de azul, evocando sentimentos de tristeza e alienação. Acredita-se que este momento tenha sido influenciado pelo suicídio de seu amigo Casagemas, ocorrido em 1901.
Em 1904, Picasso iniciou o seu Período Rosa (que transmitia muito optimismo)influenciado pelo primeiro de muitos amores (Fernande Olivier) que serviram de inspiração à sua obra.
Em 1906, Picasso conheceu Henri Matisse, um artista muito conhecido que se tornou o seu melhor amigo. Durante as décadas seguintes Picasso procurou competir com Matisse tentando impressioná-lo.
O ano de 1907 foi muito importante na carreira de Picasso: pintou Les Demoiselles d’Avignon (MOMA, em Nova Iorque) considerado um trabalho importante que conduziu ao desenvolvimento do cubismo e da abstração moderna. Esta tela revolucionou a arte e é uma de suas obras mais admiradas.
Pablo Picasso (1881-1973) foi um dos mais influentes artistas do século XX. Criou mais de 22.000 obras de arte, incluindo cerâmica, escultura, litografia, mosaico e outras formas de arte. Trabalhou, também, com temas e estilos diferentes.
A vida e arte de Picasso sempre estiveram completamente interligadas, já que a sua vida pessoal esteve sempre presente no seu trabalho. .
Picasso nasceu em Málaga, Espanha. Estudou em Barcelona e Madrid. Em 1904, estabeleceu-se na capital francesa. Se quiser ficar a saber mais sobre Picasso, clique aqui.
A apresentação que escolhi para hoje mostra o Picasso do Período Azul. Aprecie.

quarta-feira, setembro 18, 2013

Velasquez

Diego Velázquez (1599 — 1660) foi um pintor espanhol e principal artista da corte do Rei Filipe IV de Espanha. Foi um artista individualista do período barroco contemporâneo, tendo sido importante como retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou inúmeros retratos da família real espanhola e outras notáveis figuras europeias e plebeus. A sua produção artística culminou com a sua obra-prima, Las Meninas (1656). Desde o primeiro quarto do século XIX que a obra de Velázquez serviu de modelo para  pintores realistas e impressionistas, em especial Édouard Manet que chegou a afirmar que Velázquez era o "pintor dos pintores". Desde essa época, os artistas mais modernos, incluindo os espanhóis Pablo Picasso e Salvador Dalí, bem como o pintor anglo-irlandês Francis Bacon , homenagearam Velázquez recriando várias das suas obras mais famosas. A grande maioria dos seus quadros estão no Museu do Prado, em Madrid. Fique a conhecer melhor a obra deste artista vendo a bela apresentação que se segue.  

quinta-feira, outubro 06, 2016

Homens Bons

Homens Bons é o mais recente livro do escritor Arturo Pérez-Reverte, que narra a épica aventura de dois homens que quiseram mudar o mundo através dos livros.
Arturo Pérez-Reverte (1951), é um novelista e jornalista espanhol. Desde o ano de 2003 é, também, membro da Real Academia Espanhola.
Há já alguns anos, que este jornalista de profissão se dedica exclusivamente à literatura, tendo publicado: A Sombra da Águia; O Tango da Velha Guarda e O Hussardo, entre outros. A sua obra está traduzida em quase trinta idiomas.

Sinopse:
"Na Europa do século XVIII, dois homens viajam em segredo. 
A sua missão? Levar para Espanha algo proibido: os 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. A delicada tarefa está nas mãos do bibliotecário don Hermógenes Molina e do almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola. Mas estes dois académicos estão longe de imaginar as peripécias que os aguardam…
Da Madrid de Carlos III à Paris libertina e pré-revolucionária, com os seus cafés e tertúlias filosóficas, don Hermógenes e don Pedro embarcam numa intrépida aventura, repleta de heróis e vilãos, intrigas e incertezas. 
Arturo Pérez-Reverte, com o rigor – e baseando-se em acontecimentos e personagens reais, transporta-nos para a magnífica era do Iluminismo, quando a ânsia de liberdade derrubava a ordem estabelecida, e dá-nos a conhecer os heróicos homens que quiseram mudar o mundo com os livros.
Um romance sobre fé e razão, Teologia e Ciência, sombra e luz".

terça-feira, abril 09, 2013

O Museu do Prado

O Museu do Prado é o mais importante museu de Espanha (Madrid) e um dos mais importantes do Mundo. Foi mandado construir por Carlos III, mas, só foi inaugurado no reinado de Fernando VII. Este importante museu alberga belas e preciosas obras de arte, que se constituem em inúmeras e valiosíssimas colecções, entre elas, as de pintura e escultura. A colecção de pintura é bastante completa e complexa, englobando pintura espanhola, francesa, flamenga, alemã e italiana. Bela e interessante é a colecção de pintura francesa. Esta deriva das relações hispano-francesas no século XVII e das aquisições de alguns reis e nobres espanhóis, como Filipe IV e Filipe V, reunindo obras de pintores como Nicolas Poussin, Claude Lorrain, Van Loo e de Antoine Watteau. A colecção de pintura espanhola é a mais importante do museu, sendo a que lhe concede o renome internacional. Obedecendo a um critério cronológico, o Prado expõe desde os murais românicos do século XII à produção de Francisco Goya. Esta colecção alberga obras de pintores espanhóis de fama internacional, como José de Ribera, José de Madrazo y Agudo e o filho deste, Federico de Madrazo y Kuntz, Esteban Murillo, Velázquez e Goya. Já a colecção de escultura é composta por mais de duzentas e vinte esculturas da Antiguidade Clássica, trazidas de Itália entre os séculos XVI e XIX. A colecção alberga esculturas que vão do período greco-arcaico ao período helenístico, e ainda obras do Renascimento. Se ainda não conhece este Museu, ou não pode ir até lá, não deixe de ver a belíssima apresentação que se segue.

sábado, janeiro 26, 2013

Malhoa

José Malhoa (1855 – 1933) foi um pintor, desenhador e professor português. Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão. Destacou-se, também, por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista. Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago. Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha. Se quiser conhecer melhor este pintor português veja a  bela apresentação que se segue.

sábado, maio 23, 2015

Lago Caddo: Um Lago Encantado

O Lago Caddo é um lago de cerca de 103 km2, que se localiza na fronteira entre o estado do Texas e o estado do Louisiana.
Caddo Lake é o segundo maior lago do sul dos Estados Unidos e tem o nome de uma tribo indígena nativa, os Caddo ou Caddoans,que habitou esta região até à sua triste expulsão no século XIX.
É uma área húmida protegida, devido à sua riqueza vegetal e animal. Esta é uma área de proteção internacional, de acordo com a Convenção de Ramsar, onde cresce a maior floresta de ciprestes do mundo e onde se regista um dos mais belos entardeceres da região.
O lago Caddo é um, de apenas um punhado de lagos naturais existentes no Texas, e está integrado no Caddo Lake State Park, que é um parque estadual localizado no leste do Texas.
A formação deste lago está sujeita a controvérsia, mas reza a lenda, que o lago se formou devido a uma série de terramotos que ocorreram em New Madrid, em 1812. Pode haver alguma verdade nesta lenda, porque o Lago Reelfoot no Tennessee foi formado após um terramoto, mas a maioria dos geólogos acredita que o Lago Caddo foi formado gradualmente e não de forma abrupta.
Se quiser ficar a conhecer melhor esta região dos E.U.A., aprecie a excelente apresentação e o vídeo, que se seguem.
Não perca esta oportunidade. Vale mesmo a pena.
Agora veja o vídeo.