quarta-feira, outubro 20, 2010

A diferença entre o bem e o mal





A primeira ideia que uma criança precisa de ter é a da diferença entre o bem e o mal. E a principal função do educador é cuidar de que ela não confunda o bem com a passividade e o mal com a actividade.
Maria Montessori

terça-feira, outubro 19, 2010

Um Livro






Um livro é um mudo que fala,
um surdo que responde,
um cego que guia,
um morto que vive.
Padre António Vieira

segunda-feira, outubro 18, 2010

domingo, outubro 17, 2010

Assim vai o mundo...

A situação da fome em alguns países lusófonos é alarmante, porque se verificou um aumento no índice de fome na Guiné-Bissau, em Moçambique e em Angola .
De acordo com o Índice da Fome no Mundo em 2010, mil milhões de pessoas são atingidas pelo flagelo que tem assumido proporções alarmantes em perto de trinta países devido a conflitos e miséria.
O estudo que incidiu sobre cento e vinte e dois países, retrata quatro cenários onde os níveis de fome são “extremamente alarmantes”. República Democrática do Congo, Burundi, Chade e Eritreia constituem os estados em que o flagelo da fome conhece maior dimensão.
A Guiné-Bissau, Moçambique e Angola integram a lista de vinte cinco estados que têm um nível de fome “alarmante”, ao lado de países como o Zimbabué, Togo, Iémen, Sudão, Ruanda, Haiti, Serra Leoa ou Etiópia. Angola está no nível alarmante com 20 pontos.
Este índice, elaborado pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares, é calculado através de três indicadores: a taxa de mortalidade infantil, o baixo peso infantil e a proporção de população subnutrida.
O índice apresenta os países numa escala de 100 pontos, sendo zero a melhor pontuação - sem fome - e 100 a pior, apesar de nenhum desses dois extremos ser alcançado na prática.
Uma pontuação superior ou igual a 20 revela níveis alarmantes de fome num país, e mais de 30 é "extremadamente alarmante".
A divulgação do Índice da Fome no Mundo 2010, sublinha também que a República Democrática do Congo tem conhecido a maior deterioração de indicadores.
Não é possível reduzir a fome, se não secombater a pobreza nestes países!

sábado, outubro 16, 2010

O Porto Aqui tão Perto

O Centenário da República foi o mote para um concerto pouco habitual. Rui Veloso convidou Rui Reininho, Pedro Abrunhosa e Sérgio Godinho para celebrarem juntos o Centenário da República. Para Rui Veloso, "foi um privilégio estar com estes amigos".
Rui Veloso deu início ao referido concerto. Este foi o pretexto para se cantarem muitas músicas alusivas à cidade, como "Pronúncia do Norte" (Rui Reininho e Pedro Abrunhosa) e "O Porto Aqui Tão Perto" (cantado por todos).
Recorde esta música de Sérgio Godinho, observando a belíssima apresentação sobre a Capital do Norte, que escolhi para hoje.


Agora ouça a música na voz do professor Sérgio Reis.


sexta-feira, outubro 15, 2010

O Prémio Nobel

O Prémio Nobel foi instituído, em testamento, por Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite.
Os prémios são entregues anualmente, no dia 10 de Dezembro, aniversário da morte do seu criador, a pessoas que fizeram pesquisas importantes, criaram técnicas pioneiras ou deram contribuições destacadas à sociedade.
O Nobel da Paz é um dos cinco Prémios Nobel, legado pelo inventor Alfred Nobel. Os prémios de Física, Química, Fisiologia/Medicina, Literatura são entregues anualmente em Estocolmo, sendo o Nobel da Paz atribuído em Oslo.
O Comité Nobel norueguês, cujos membros são nomeados pelo Parlamento norueguês, tem a função de escolher o laureado pelo prémio, que é entregue pelo seu presidente actualmente o Sr. Thorbjørn Jagland.
Actualmente há um sexto prémio, o Nobel da Economia, também atribuído (e entregue em Estocolmo) pela Academia Real das Ciências Sueca. Este prémio foi instituído em 1968 para comemorar o 3º centenário do Banco Central da Suécia.
O Comité Nobel decidiu atribuir a Liu Xiabo o Prémio Nobel da Paz este ano, confirmando assim o favoritismo do dissidente chinês ao galardão.
O ex-professor de literatura passou as últimas duas décadas a entrar e sair de prisões chinesas, por defender uma reforma democrática, e tornou-se, assim, no primeiro cidadão da China a receber o prémio.
Este galardão vai criar um problema diplomático, uma vez que o porta-voz chinês do Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha advertido o comité de que uma escolha desse género «colocaria as cordas erradas nas relações entre a Noruega e a China».
Um grupo de outros dissedentes chineses, muitos exilados no exterior, já tinham manifestado, também, o seu desagrado pela possível decisão, considerando Liu Xiaobo um «laureado inadequado». Acusam-no de difamar colegas activistas, abandonar membros perseguidos do movimento espiritual Falun Gong e ser brando com a liderança chinesa.
Poeta e professor de literatura, Liu cumpre actualmente uma sentença de 11 anos de prisão, por «incitar a subversão ao poder do Estado», após assinar um manifesto em 2008 que pedia uma reforma democrática na China.

quinta-feira, outubro 14, 2010

16 raparigas e uma bicicleta

Dezasseis raparigas chinesas e uma bicicleta é sinónimo de um grande espectáculo.
Observe o vídeo e as incríveis coordenação, confiança e habilidade.
Vale a pena vê-lo todo até ao fim.
NÃO PERCA O FINAL! É REALMENTE ESPETACULAR!!!
Se também anda de bicicleta, não tente reproduzir este número. Candidata-se a uns bons trambolhões! Ora Veja!


quarta-feira, outubro 13, 2010

Portugal, Uma Praça Para O Mundo

Portugal, Uma Praça Para O Mundo é um pequeno documentário com cerca de sete minutos. Foi realizado pelo esloveno Anze Persin, com música de Rodrigo Leão, para a Parque Expo.
O filme Portugal, Uma Praça Para O Mundo, tem estado patente ao público desde Maio, no pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Xangai. Aliás, foi feito de propósito para ser mostrado aos cerca de 6 milhões de espectadores que se supõe visitem o Pavilhão de Portugal, até ao final do mês de Outubro.
O espaço de exibição tem 380 metros quadrados e lembra o Terreiro do Paço, em Lisboa.
Anze Persin, antigo jornalista, formado em literatura, 33 anos, vive em Portugal desde 2001 e é um fã do nosso país. Começou por estudar a língua, na Faculdade de Letras de Lisboa, depois cinema e desde há cinco anos trabalha em publicidade.
Já tinha feito alguns documentários para a televisão pública da Eslovénia e o documentário é, de acordo com o próprio, o seu primeiro amor.
Segundo o realizador, o título do filme evoca o tema da participação portuguesa no certame: “uma praça para o mundo e um mundo de energias”, conceitos que procuram ampliar a posição geoestratégica do país (“porta atlântica da Europa”) e promover o espírito inovador dos portugueses”.
“O mar é a nossa escola” e “250 dias de sol por ano” são duas das mensagens difundidas pelo filme, com imagens de Mariza, de Cristiano Ronaldo e da assinatura do Tratado de Lisboa, em 2007.
A paisagem humana, filmada sobretudo num ambiente urbano - ou “cosmopolita”, evidencia “outra característica da modernidade” do país: “Portugal tem uma diversidade étnica enorme”.
Em Xangai, as projeções acabam quase sempre em aplausos, um impulso provocado pelo ritmo das imagens e, sobretudo pela banda sonora, da autoria de Rodrigo Leão e do grupo “Toca a Rufar”.
Além do filme de Anze Persin, os visitantes podem ver documentos históricos, entre os quais o primeiro globo terrestre europeu onde aparece a China, e indicadores portugueses na área da energia.
A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), está quase a encerrar as suas portas.
Se não pode ir até lá, aproveite e veja o filme aqui. Vale bem a pena.




PORTUGAL, UMA PRAÇA PARA O MUNDO from Anze Persin on Vimeo.

terça-feira, outubro 12, 2010

O Sonho do Celta

Mario Vargas Llosa (nascido em Arequipa em 1936), é um escritor, jornalista, ensaista e político peruano, laureado com o Prémio Nobel de Literatura de 2010.
Nasceu numa família de classe média, mas, os seus pais separaram-se após cinco meses de casamento. Devido a este facto não conheceu o pai senão aos dez anos de idade. Viveu a sua primeira infância em Cochabamba, na Bolívia, mas a sua mãe retorna mais tarde ao Peru, para aí viver.
Em 1946 muda-se para Lima e é então que conhece pai. Os pais reconciliam-se e, durante a sua adolescência, a família continuará a viver ali.
Em 1953 é admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, a mais antiga da América. Ali estudou Letras e Direito.
Aos 19 anos, casa-se e passa a ter vários empregos para sobreviver. Em 1958 recebe uma bolsa de estudos "Javier Prado" a vai para a Espanha, onde obtém o doutoramento em Filosofia e Letras. Depois vai para a França, onde vive durante alguns anos. Em 1964 divorcia-se e em 1965 casa-se com a prima Patrícia Llosa, com quem tem três filhos: Álvaro, Gonzalo e Morgana.
Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como "A cidade e os cachorros" (1963), "A Casa Verde" (1966) e "Tia Júlia e o Escrevinhador"(1977). Por A cidade e os cachorros recebeu o Prémio Biblioteca Breve da Editora Seix e o Prémio da Crítica de 1963. A sua obra seguinte, A Casa Verde mostra a influência de William Faulkner. O romance narra a vida das personagens num bordel, cujo nome dá título ao livro. O seu terceiro romance, Conversa na Catedral publicado em 4 volumes, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.
Há um encontro na Catedral entre dois personagens: o filho de um ministro e um motorista particular. O romance caracteriza-se por uma sofisticada técnica narrativa, alternando a conversa dos dois e cenas do passado. Em 1981 publica A Guerra do Fim do Mundo, sobre a Guerra de Canudos, que dedica ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de Os Sertões.
Em 7 de outubro de 2010 foi agraciado com o Prémio Nobel da Literatura pela Academia Sueca de Ciências por sua "pela sua cartografia de estruturas de poder e pelas suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual". O presidente do Peru, Alan García, considerou o prémio a Llosa como "um reconhecimento a um peruano universal".
Quatro anos após “Travessuras da Menina Má", o último romance do mais novo Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, será lançado em 3 de novembro com uma tiragem inicial de 500 mil exemplares em língua espanhola.
"El sueño del celta" é uma obra inspirada num personagem histórico, o irlandês Roger Casement (cônsul britânico no Congo belga em princípios do século XX e amigo de Joseph Conrad), um diplomata que em 1916 liderou um levantamento contra o império britânico. Este sangrento episódio fracassado, levá-lo-ia à prisão e a um pelotão de fuzilamento.
Este romance narra a história daquele personagem, que teve “uma vida muito aventureira e realmente novelesca”, nas palavras do próprio Vargas Llosa.
A obra, que já era esperada entre os falantes de língua espanhola, agora terá ainda mais visibilidade, devido à recente distinção concedida a Vargas Llosa.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Libelinhas

A libélula (também conhecida por libelinha, em Portugal) é um insecto alado pertencente à sub-ordem Anisoptera. Como características distintivas contam-se o corpo fusiforme, com o abdómen muito alongado, olhos compostos e dois pares de asas semi-transparentes. As libelinhas são predadoras e alimentam-se de outros insectos, nomeadamente mosquitos e moscas. Este grupo tem distribuição mundial e tem preferência por habitats nas imediações de águas paradas ou estagnadas (poças ou lagos temporários), zonas pantanosas ou perto de ribeiros e riachos. As larvas de libelinha (chamadas ninfas) são aquáticas, carnívoras e extremamente agressivas, podendo alimentar-se não só de insectos mas também de girinos e peixes juvenis.
Dentro do seu ecossistema, são bastante úteis no controlo das populações de mosquitos e das suas outras presas, prestando assim um serviço importante ao Homem.
As libelinhas adultas têm o sentido da visão extremamente apurado. Os seus olhos são compostos por milhares de facetas (até 30.000) o que lhes confere um campo visual de 360 graus. As libelinhas medem entre 2 e 19 cm de envergadura e as espécies mais rápidas podem voar a cerca de 85 km/h, graças às suas vigorosas asas que lhes permitem um voo extremamente rápido. Estas características facilitam-lhes a captação de presas, mas, ainda assim, não as livram de predadores como as andorinhas, os abelharucos, as garças e os guarda-rios.
Em Portugal além de libelinha ou libélula é conhecida pelos nomes: tira-olhos, lavadeira, cavalinho-das-bruxas, pita, entre outras designações locais.
Vivem no Algarve (e no Vale do Guadiana) numerosas espécies, sobretudo em lagoas e outras águas paradas, onde as larvas demoram um ou mais anos a desenvolver-se.
Em Portugal está confirmada a presença de 65 espécies. Há cerca de um ano atrás, foram recolhidas e identificadas 12 espécies no âmbito de um estágio no Parque Natural do Vale do Guadiana, quatro delas novas para a região.
As maiores ameaças a estas eficazes predadoras de insectos ocorrem na sua fase larvar. A principal ameaça para a conservação destas espécies é a poluição da água. A agricultura e o pastoreio são também factores de ameaça à sobrevivência das libelinhas e libélulas.
No que respeita a medidas de conservação destes insectos, podemos salientar a necessidade de manutenção da qualidade das linhas de água, com especial atenção para a preservação da vegetação ribeirinha existente.
Aprecie agora uma apresentação com imagens de libelinhas captadas em Sagres (Algarve).

domingo, outubro 10, 2010

Estranha Forma de Vida

(...)

Há mar e mágoa, e a sombra de uma nau,
a Gaivota de O'Neil e o rio Tejo,
saudade de saudade em tua voz,
um eco de Camões e o escravo Jau,
amor, ciúme, cinza e vão desejo.
Porque tu, mais que tu, és todos nós.
Manuel Alegre

Na tua voz embarca-se e não mais,
não mais senão o mar e a despedida,
há um rastro de naufrágio em tua voz
onde há navios a sair do cais,
nessa voz por mil vozes repartida.
Porque tu, mais que tu, és todos nós.
(...)
Manuel Alegre
Com a voz inconfundível da nossa musa do fado, Amália Rodrigues, fique com Estranha Forma de Vida (Letra e música: Alfredo Duarte; Amália Rodrigues)



sábado, outubro 09, 2010

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa, in Mensagem

sexta-feira, outubro 08, 2010

Estória do Gato e da Lua

Veja a Estória do Gato e da Lua, do realizador português, Pedro Serrazina. É um filme de animação (35 mm b&w, com 5' 30") de 1995, que se transformou num marco na animação portuguesa.
Nascido em Lisboa em 1968, Pedro Serrazina estudou arquitectura no Porto durante 5 anos. Deixou o curso incompleto para se dedicar profissionalmente ao cinema de animação. O seu primeiro filme, Estória do Gato e da Lua, estreou em competição no festival de Cannes de 1996 e foi premiado com 15 prémios internacionais.
Em 2010 lança Os Olhos do Farol (35mm). É um filme sem diálogos e com a duração de 15 minutos. A técnica que utilizou traduz-se no desenho de personagens sobre combinação de imagem real e texturas pintadas. A banda sonora é de Harry Escott e a co-produção de Sardinha em Lata, Photon Films e Filmógrafo. Se quiser ver o trailer, clique aqui.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Trago Fado Nos Sentidos

Cristina Branco é uma cantora portuguesa nascida no Ribatejo em 1972.
Por influência do avô passou a admirar, aos 18 anos, Amália Rodrigues. Mas tudo começou quando, "por brincadeira", num jantar de amigos, cantou fado pela primeira vez embora não se considere fadista.
Pode dizer-se que iniciou a carreira com a gravação do cd (em edição de autor) "Cristina Branco Live in Holland", registado ao vivo em dois concertos realizados no dia 25 de Abril de 1996.
A seguir lança o disco "Murmúrios" onde reúne 14 temas, que vão desde fados tradicionais como "Abandono"(imortalizado por Amália, com texto de David Mourão-Ferreira) a versões de Sérgio Godinho ("As certezas do meu mais brilhante amor") ou José Afonso ("Pomba branca"). A maioria dos temas tem assinatura de Maria Duarte, autora dos textos, e música de Custódio Castelo.
Em França recebeu, em 1999, o Prix Choc da revista "Le Monde de la Musique" pelo melhor CD de música tradicional.
Em Fevereiro de 2000 edita o álbum "Post-Scriptum" (título de um poema de Maria Teresa Horta). Conquistou o Prix Choc, deste vez para o melhor álbum do mês de Março, em França.
Na Holanda foi editado o disco "Cristina Branco Canta Slauerhoff", o segundo desse ano, com textos do poeta holandês J. J. Slauerhoff (1898-1936), com tradução de Mila Vidal Paletti e música de Custódio Castelo. O disco constitui como que uma prova de agradecimento de Cristina Branco ao país que lhe abriu as portas do sucesso embora nunca tenha vivido na Holanda.
O disco "Corpo Iluminado", foi editado em 2001. Em 2002 é reeditado "O Descobridor", novo título para o disco onde canta Slauerhoff, com três novos temas.
O sexto álbum de Cristina Branco, de título "Sensus" foi editado 2003. A música é assinada por Custódio Castelo. O álbum conta com letras de David Mourão-Ferreira, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Eugénio de Andrade, Camões e Shakespeare, entre outros. "Ulisses" é o nome do disco seguinte, editado em 2005.
Em 2006 é editado um registo ao vivo. A cantora começa o ano de 2007 com vários espectáculos de revisitação à obra de José Afonso. Lança o álbum "Abril".
Em 2009 é editado o disco "Kronos", o primeiro sem a colaboração de Custódio Castelo.

Com a voz de Cristina Branco, aprecie Trago Fado Nos Sentidos, uma composição de Amália Rodrigues/José Fontes Rocha.


Trago fados nos sentidos
Tristezas no coração
Trago meus sonhos perdidos
Em noites de solidão

Trago versos, trago sons,
De uma grande sinfonia
Tocada em todos os tons
Da tristeza e da alegria

Trago amarguras aos molhos
Lucidez e desatinos
Trago secos os meus olhos
Que choram desde meninos

Trago noites de luar
Trago planícies de flores
Trago o céu e trago o mar
Trago dores ainda maiores

quarta-feira, outubro 06, 2010

Outra mulher d'armas: Maria Lamas

A 6 de Outubro de 1893, nasceu, em Torres Novas, Maria da Conceição Lamas, jornalista e escritora portuguesa. Maria Lamas notabilizou-se, sobretudo, por ter sido uma combatente de primeira linha na defesa dos direitos humanos. Aos 76 anos de idade, quando regressou a Portugal, após um longo exílio a que se viu forçada por questões políticas, concedeu uma entrevista ao Diário Popular na qual afirmou: «Deixei de ter problemas pessoais. Ultrapassei-os. Mesmo a saúde só me interessa porque quero viver para actuar, para participar no esclarecimento das pessoas e, sobretudo, da Mulher».
Nas suas obras utilizou diversos pseudónimos como, Maria Fonseca, Serrana d’Ayre e Rosa Silvestre.
São especialmente dignos de nota as suas obras na literatura infantil (Maria Cotovia - 1929; A Montanha Maravilhosa - 1933, O Vale dos Encantos - 1942, entre outros).
Como jornalista trabalhou em diversos jornais e revistas como “A Joaninha”, “A Voz”, “Correio da Manhã”, suplemento do jornal O Século intitulado “Modas e Bordados” e na revista “Mulheres”, da qual foi directora.
Publicou, também, alguns romances (O Caminho Luminoso - 1928; Para Além do Amor - 1935, entre outros).
O livro de Maria Lamas, As Mulheres do Meu País, é hoje um clássico da literatura portuguesa e obra incontornável para todos os que se interessam pela história da condição da mulher em Portugal.

terça-feira, outubro 05, 2010

Passaram 100 anos

Hoje comemora-se o centenário da revolução republicana (5 de Outubro de 2010). Esta é uma data histórica e como tal não poderia deixar de ser assinalada.
Trata-se de uma data relevante na nossa História - e extremamente inovadora na Europa - porque a nossa foi a terceira República europeia a ser instaurada, depois da França e da Suíça.
No início do século XX a regra no mundo eram os impérios e as monarquias. A excepção verificava-se no continente americano, nomeadamente na América do Norte, que foi a República que serviu de exemplo a todas as outras ibero-americanas.
Com a institucionalização da República as mulheres portuguesas ganharam mais direitos cívicos, sem que isso se verificasse no que se refere aos direitos políticos. Contudo o seu activismo cívico e associativo conheceu um enorme desenvolvimento.
Não poderia deixar hoje, 100 anos depois, de evocar algumas das mais destacadas figuras de mulheres do período inicial da República, designadamente: Adelaide Cabete (1867-1935), médica ginecologista, professora e grande feminista. Adelaide Cabete lutou contra o flagelo da mortalidade infantil, do alcoolismo feminino e da prostituição. Fundou, também, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e organizou o I Congresso Feminista e de Educação.
Ana de Castro Osório (1872-1935), foi outra personalidade que se evidenciou como escritora, em especial de literatura infantil (é considerada a fundadora da literatura infantil em Portugal, tendo escrito, novelas, romances e peças de teatro), editora, pedagoga, publicista, conferencista e defensora dos ideais republicanos. Foi também fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e esteve ligada a outros movimentos feministas.
Angelina Vidal (1853-1917), foi professora, jornalista e propagandista dos direitos dos operários, nomeadamente das mulheres. Era uma republicana assumida, com intervenções públicas de cariz social.
Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911), era médica (foi a primeira mulher a operar no Hospital de S. José) e foi primeira eleitora portuguesa, em 1911. Pertenceu a várias organizações feministas, tendo dirigido a Associação de Propaganda Feminista.
Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925), era romancista e destacou-se no ensino, tendo sido a primeira mulher admitida como professora universitária na Faculdade de Letras de Coimbra. É uma personalidade importante na história da língua portuguesa.
Emília de Sousa Costa (1877-1959), foi escritora e defensora da educação feminina. Contribuiu para a criação da Caixa de Auxílio a Raparigas Estudantes Pobres, leccionou na Tutoria Central de Lisboa, instituição para crianças delinquentes ou abandonadas e pertenceu ao Conselho Central da Federação Nacional dos Amigos das Crianças.
Maria Veleda (1871-1955), foi professora do ensino primário, foi escritora para crianças e fez parte da Liga Republicana de Mulheres Portuguesas e do Grupo Português de Estudos Feministas, sendo defensora da emancipação e participação política das mulheres.
Virgínia Quaresma (1882-1973), jornalista, distinguiu-se pelas suas reportagens de teor político e social, designadamente nos jornais O Século e A Capital e, também, no Brasil. Foi das primeiras mulheres a licenciarem-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido condecorada com a Ordem de Santiago pelos serviços prestados ao país durante a Grande Guerra.
Amélia Santos foi uma heroína popular que ajudou os combatentes posicionados na Rotunda, no dia 5 de Outubro de 1910.
Estas foram algumas das muitas mulheres que ao longo destes 100 anos lutaram pelos direitos com que hoje convivemos quase diariamente. Mulheres combativas, corajosas e lutadores, mas, injustamente esquecidas. Não poderia, especialmente hoje, deixar de as lembrar.
A luta pela instrução, protecção, saúde e educação cívica das crianças e das mulheres foi o princípio orientador das suas acções. Segundo elas só a educação podia contribuir para a emancipação das mulheres e a construção de uma sociedade mais justa e um mundo melhor.
Todas elas constituíram a vanguarda do movimento social da emancipação feminina, um importante núcleo da propaganda republicana e um precioso contributo para a defesa e consolidação dos ideais da liberdade e democracia.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Bailado?!

Aprecie o vídeo que lhe proponho hoje. A leveza dos bailarinos (ou serão ginastas?) é extraordinária. Aliada à leveza, é de notar a flexibilidade, a harmonia, o trabalho em equipa e o espírito de sacríficio.
É que tudo isto parece fácil mas, não é!
Ora veja.

domingo, outubro 03, 2010

Something

Esta apresentação musical é um tributo a George Harrison. A música SOMETHING faz parte do genial LP Abbey Road, de 1969, o penúltimo dos Beatles. "Something" é uma canção composta por George Harrison. É a única música de Harrison lançada como lado A de um compacto dos Beatles. Depois de "Yesterday" é a música mais gravada dos Beatles. Muitos melómanos consideram-na a melhor composição de Harrison.
Aprecie o início da música com a sequência do cavaquinho, das guitarras e por fim a entrada triunfal da orquestra. Preste atenção às baterias!!! Em seguida aprecie o dueto entre Paul MacCartney e Eric Clapton. Junte-lhes o back vocal e terá um clímax indescritível!!!
Vai conseguir identificar PAUL McCARTNEY, no cavaquinho e na viola, ERIC CLAPTON, na guitarra e RINGO STAR, na bateria.
Depois dos Beatles já muitos cantores interpretaram Something. Há quem afirme que Frank Sinatra a achava como a música mais bonita que conhecia. Chegou mesmo a gravá-la.

sábado, outubro 02, 2010

Um paraíso perto de nós

O Algarve é a minha sugestão para um fim-de-semana prolongado ou para uns dias de férias nesta altura do ano. Claro que, para quem os puder fazer!
O Algarve é a região mais a sul de Portugal Continental, ocupa uma área de 5,412 km² onde residem cerca de 458,734 habitantes (INE 2010).
Constitui uma das regiões turísticas mais importantes de Portugal e da Europa. O clima temperado mediterrânico, caracterizado por Invernos amenos e curtos e Verões longos, quentes e secos e, as águas tépidas e calmas que banham a sua costa, permitem uns dias de descanso agradável e reparador. Para além disso, pode desfrutar das suas paisagens naturais, do património histórico e etnográfico ou da deliciosa e saudável gastronomia. Têm sido estes atributos que têm atraído milhões de turistas nacionais e estrangeiros todos os anos e que fazem do Algarve uma das regiões mais ricas e desenvolvidas do país.
O turismo constitui, actualmente, o motor económico do Algarve. É uma região que alia a tradição a algumas das melhores praias do Sul da Europa, e a condições excepcionais para a prática de actividades e desportos ao ar livre.
Se não puder ir até lá, dê uma espreitadela ao vídeo que seleccionei para hoje.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Viajar no tempo

De 01 a 05 de Outubro de 2010, duas vezes por noite (às 21.30h ou 24.00h), durante 10 minutos vai ser possível viajar no tempo.
Vai poder ver a barca de S. Vicente que está ligada ao mito da origem de Lisboa.
Vai poder assistir ao simular do terramoto de 1755 e à reconstrução da baixa lisboeta.
Vai poder passear pelas arcadas e encontrar figuras célebres ligadas à República.
Vai poder conviver com destacadas personalidades da política e da cultura e vai poder participar nos grandes momentos que marcaram a História de Portugal.
Tudo isto será possível porque a Sociedade Frente Tejo, vai realizar pela primeira vez em Portugal um espectáculo multimédia, com animação e efeitos de vídeo mapping, projectado em toda a fachada do Arco da Rua Augusta no Terreiro do Paço.
Se gosta de viajar no tempo, aproveite a oportunidade! Vá até ao Terreiro do Paço e leve um amigo também.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Buracos Azuis

Existem numerosos buracos azuis no mundo, mas nenhum é tão impressionante como o localizado em Belize. Este incrível “fenómeno geográfico” conhecido como Buraco Azul está situado a 96,5 km do continente. O Great Blue Hole é parte integrante do Lighthouse Reef System e é um local maravilhoso para a prática do mergulho. Próximo da superfície, forma um círculo perfeito que mede cerca de 400 metros. No centro deste buraco a profundidade atinge os 145 metros. Obviamente, este buraco é um grande sucesso entre os mergulhadores.
Os Buracos Azuis são grutas submarinas, também conhecidas por cavernas verticais ou poços submarinos. Foram formados na idade do gelo quando o nível médio das águas do mar era mais baixo, cerca de 100 ou 120m.
O Buraco Azul mais fundo do mundo é o Dean´s Blue Hole que tem 202 m de profundidade! Fica situado em Long Island (numa baía a oeste da cidade de Clarence na ilha Longa) nas Bahamas.
O buraco azul de Dean é quase circular à superfície onde atinge um diâmetro de, aproximadamente, 25 a 35 m. A uma profundidade de 20 m, o buraco alarga-se de forma considerável, formando uma caverna que possui cerca de 100 m de diâmetro.
Os buracos azuis receberam este nome devido ao contraste entre o azul-escuro que se vê no fundo e o azul mais claro das águas que os rodeiam. Os dois tons de azul devem-se aos reflexos do céu.

E agora veja um vídeo sobre os buracos azuis.

quarta-feira, setembro 29, 2010

As Ditaduras

«As ditaduras promovem a opressão, as ditaduras promovem o servilismo, as ditaduras promovem a crueldade: o mais abominável é o facto de promoverem a idiotice.»
Jorge Luís Borges.

Jorge Luis Borges (1899 — 1986), foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino.
Segundo um estudo de Antonio Andrade, Jorge Luis Borges tem ascendência portuguesa: o bisavô de Borges, Francisco, teria nascido em Portugal em 1770 e vivido na localidade de Torre de Moncorvo (Norte de Portugal), antes de emigrar para a Argentina, onde teria casado com Cármen Lafinur.
Borges nasceu numa família da classe-média, estudou na Suíça, viajou pela Europa e viveu em Espanha. Em 1921 regressou à Argentina onde começou a publicar os seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Iniciava-se, assim, uma das mais brilhantes carreiras literárias do século XX.
Trabalhou como bibliotecário e professor universitário. Em 1955, foi nomeado director da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prémio internacional de editores.
A sua obra foi, amplamente, traduzida e publicada nos Estados Unidos e na Europa.
Os seus livros mais conhecidos são, Ficciones (1944) e O Aleph (1949). São colectâneas de histórias curtas, interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Toda a obra de Jorge Luis Borges contribuiu significativamente para o desenvolvimento da chamada literatura fantástica.
O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

terça-feira, setembro 28, 2010

Dançando o Bolero

Sugiro que assista, a um grande espetáculo apresentado pela DCI Blast Band (Drum Corps International).
A DCI é constituída por um grupo de 68 profissionais de percussão e instrumentos de sopro, combinados com coreografia e cor. Nasceu em Indiana (EUA) a partir de um projecto para ensinar música a jovens. Eles cantam, eles dançam, eles são excelentes...
Assista, então, a uma bonita versão do Bolero de Ravel. É um grande espectáculo em qualquer parte do mundo.
Boléro, é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra por Maurice Ravel. O Bolero tem um ritmo invariável e uma melodia uniforme e repetitiva. Deste modo, a única sensação de mudança é dada pelos efeitos de orquestração e dinâmica, com um crescendo progressivo.
É uma obra singular que Ravel considerava como um simples estudo de orquestração. A sua imensa popularidade surpreendeu Ravel.
Joseph-Maurice Ravel (1875 – 1937) foi um compositor e pianista francês, conhecido sobretudo pela subtileza das suas melodias instrumentais e orquestrais, entre elas, o Bolero, que considerava trivial e que descreveu como "uma peça para orquestra sem música".
Foi influenciado significativamente por Debussy, mas também por compositores anteriores, como Mozart, Liszt e Strauss. No entanto, rapidamente encontrou o seu próprio estilo, que ficou, porém, marcado pelo Impressionismo.
Hoje o Bolero de Ravel é mundialmente conhecido e é a obra musical francesa mais tocada no mundo.

segunda-feira, setembro 27, 2010

A Arte do Bonsai

O Bonsai é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados. O termo Bonsai, significa (em Japonês) "árvore em bandeja".
Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa, na verdade foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de cerâmica. Há provas de que, já em 200 d.C., os chineses cultivavam plantas envasadas como prática habitual da sua actividade de jardinagem.
A planta deve ser uma réplica artística de uma árvore natural, em miniatura.
Existem inúmeras espécies de bonsai, algumas passam pela flor para chegar ao fruto, enquanto outras apenas florescem em grande esplendor.
Os bonsai apresentam-se nos mais variados tamanhos e estilos, estando divididos em quatro principais modelos: tronco único e erecto; tronco projectado para baixo; tronco composto e raízes.

domingo, setembro 26, 2010

É o nosso fim!

Um filme (Somos Todos Um) que precisamos ver... e tornar a ver... tantas e quantas vezes forem necessárias, até termos consciência de que tudo está interligado. Afinal... somos todos uma família!!!
Não é um filme religioso... não é um filme científico... não é um filme espiritual ou de auto-ajuda.
Ele, simplesmente... É o nosso fim! Ou melhor fala do fim do futuro!
Não percebeu nada? Então veja o vídeo. Já vai entender tudo!