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sexta-feira, março 14, 2025

La Mer

Ouça o cantor brasileiro Caetano Veloso em La Mer. Caetano é não só um excelente compositor, mas também um excelente intérprete: com ele, clássicos da música ganham roupa nova. 

La Mer (O Mar, em português) é uma canção célebre composta e interpretada originalmente pelo cantor e compositor francês Charles Trenet que é também o autor da letra.

A canção "La Mer", aqui interpretada não só por Charles Trenet, mas também por Caetano Veloso, é uma ode ao mar, retratando a beleza e o seu papel eterno como fonte de inspiração e contemplação.

La mer
Qu'on voit danser
Le long des golfes clairs
À des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants sous la pluie

La mer
Au ciel d'été
Confond ses blancs moutons
Avec les anges si purs
La mer
Bergère d'azur infinie

Voyez
Près des étangs
Ces grands roseaux mouillés
Voyez
Ces oiseaux blancs
Et ces maisons rouillées
La mer
Les a bercés
Le long des golfes clairs
Et d'une chanson d'amour
La mer
A bercé mon cœur pour la vie

La mer
Qu'on voit danser
Le long des golfes clairs
À des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants sous la pluie

La mer, la mer
Au ciel d'été
Confond ses blancs moutons
Avec les anges si purs
La mer
Bergère d'azur infinie

Voyez
Près des étangs
Ces grands roseaux mouillés
Voyez
Ces oiseaux blancs
Et ces maisons rouillées

La mer
La mer les a bercés
Le long des golfes clairs
Et d'une chanson d'amour
La mer
A bercé mon cœur pour la vie

Ouça agora Charles Trenet em La Mer (oficial)

sexta-feira, abril 14, 2023

Blue No More

Ouça a canção de Buddy Guy, Blue No More

"Buddy" Guy (1936) é um guitarrista e cantor norte-americano de blues e rock. É conhecido por servir de inspiração a Jimi Hendrix e a outras lendas da música dos anos 60.

Guy também é considerado um importante expoente do chamado Chicago blues, tornado famoso por Muddy Waters e Howlin' Wolf. Foi considerado o 23º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

When I reach heaven's gate
And they see the joy on my face
They might not know me
'Cause I won't be blue no more

None of my songs will sound the same
'Cause all of the heartache and all of the pain
Will be taken from me
And I won't be blue no more

Lord knows the blues
Is deep in my soul
Is my whole life
Is everything I know
It's been my home
And I bring it everywhere I go
Oh, yeah, everywhere I go
I can't leave without it

One of these days (One of these days)
The road is gonna end
He'll call my name (Call my name)
Up yonder then
I believe (I believe, yes)
I won't be (No I won't be)
Blue no more
Yeah I believe
That I won't be (I won't be)
Blue (I won't be blue no more)

sábado, fevereiro 25, 2023

sábado, junho 08, 2019

Por teu livre pensamento (Fado Peniche-Abandono)

Oiça a fadista portuguesa Amália Rodrigues (no vídeo abaixo) no fado Abandono (poema de David Mourão Ferreira) ou Fado Peniche.
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.

Ai! Dessa noite o veneno

Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento

E ao menos ouves o mar.
Amália Rodrigues

sábado, abril 07, 2018

Primavera Nos Dentes

"Primavera nos Dentes" é uma das canções do grupo Secos & Molhados, lançada no seu álbum de estreia. É uma poesia escrita pelo pai de João Ricardo (ator e encenador português), João Apolinário (que foi um poeta e jornalista português que combateu o fascismo em Portugal e nos seus anos de exílio no Brasil. Colaborou em inúmeras publicações importantes nos dois países. É, no entanto, mais conhecido pelos seus poemas, musicados pelo filho João Ricardo e apresentados pelo conjunto Secos e Molhados), e musicada por ele.
A canção é a mais longa lançada pelo grupo, com 4 minutos e 50 segundos. É composta por uma  longa introdução instrumental em Blues, composta por baixo, bateria, guitarra e teclado. A parte vocal da canção, com as vozes de Ney Matogrosso, Gérson Conrad e João Ricardo desagua num grito, após versos poéticos e calmos.
O tempo e a introdução são levemente inspirados em "Breathe", faixa de Dark Side of the Moon dos Pink Floyd.
Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera

quinta-feira, junho 12, 2014

É uma Partida de Futebol

Uma proposta musical, para assinalar, alguns dos acontecimentos futebolísticos que se vão começar a desenrolar no Brasil.
É que, começa hoje o mundial de futebol, realizando-se o primeiro jogo entre o Brasil e a Croácia, na cidade de São Paulo.
Oiça, então, o grupo musical brasileiro Skank em "É uma Partida de Futebol". 

domingo, outubro 31, 2010

Nova Orleães: A capital do Jazz

Nova Orleães é a maior cidade do estado do Luisiana, nos E.U.A. Esta cidade foi fundada (1718),originalmente, por exploradores franceses. Está situada no sudeste do Estado, ao sul do Lago Pontchartrain. Parte de Nova Orleães está localizada abaixo do nível do mar e protegida das enchentes do Rio Mississippi através de diques. Devastada pelo Furacão Katrina, em 2005, a cidade tenta aos poucos recuperar.
Segundo o censo de 2000, a população da cidade é de 484 674 habitantes enquanto que a região metropolitana possui 1 337 726 habitantes. Nova Orleães é o centro portuário mais movimentado dos Estados Unidos e, o quarto mais movimentado do mundo, graças à sua localização próxima do Golfo do México e do Rio Mississippi, fazendo da cidade um pólo de ligação para produtos que são importados/exportados da e para a América Latina. Além disso, a indústria petrolífera tem também, grande importância para a economia da cidade. O turismo é outra das suas fontes de rendimento.
Nova Orleães possui vários cognomes, que descrevem diversas das suas características. De entre os cognomes, os mais conhecidos são The Crescent City (que descreve o seu formato ao longo do Rio Mississippi), The Big Easy (uma referência feita por músicos, graças à relativa facilidade de encontrar um emprego na cidade) e The City that Care Forgot (associado à natureza amistosa dos habitantes da cidade). O lema de Nova Orleães, não-oficial mas muito citado na cidade, é "Laissez les bons temps rouler" (Deixe os bons tempos rolarem).
Desde os primórdios da história da cidade, que uma característica evidente de Nova Orleães é a existência de uma população cosmopolita, poliglota e multicultural, devido ao grande número de americanos, britânicos, franceses e antilhanos (do Haiti e da Martinica) que se foram aí fixando.
Os termos "Cajun" e "Créole" são, por isso, uma constante e estão ligados à colonização dos estados do Luisiana e do Mississipi. Embora surjam, por vezes, como sinónimos, apresentam algumas diferenças. Ambos designam, contudo, o que advém da cultura francófona, indo do idioma, à música e à culinária.
Os cajun são os descendentes dos acadianos expulsos do Canadá (franceses, brancos, católicos, que colonizaram a Nova Escócia, no Canadá, então Acádia) que se fixaram no estado de Luisiana (no século XVIII, devido a perseguições religiosas e políticas, em consequência da guerra entre a Inglaterra e a França ). Esta população tem uma cultura própria, em especial uma variedade de música popular e de culinária , que já ultrapassou as fronteiras daquele país.
O termo "Créole" refere-se aos imigrantes brancos e negros que vieram para o Luisiana no século XVIII, provenientes das colónias francesas nas Antilhas (a Martinica e o Haiti), e aos índios e brancos nativos que sofreram a sua influência.
Por toda essa miscigenação e sincretismo, decorrentes do "Cajun" e "Créole", Nova Orleães é comparável à cidade de Salvador (no Brasil) e tem como característica marcante ser uma cidade multirracial, além de apresentar menor preconceito racial que outras cidades americanas.
É, por isso, uma cidade conhecida pelo seu legado multicultural (resultante das influências culturais francesas, espanholas e afro-americanas) que vai desde a música à culinária. Nova Orleães tornou-se, assim, um destino turístico internacional mundialmente famoso graças aos seus vários festivais.
Os principais pontos turísticos de Nova Orleães incluem o French Quarter (identificado apenas como, The Quarter) e a Bourbon Street, conhecidos pela sua activa vida noturna. O French Quarter possui vários hotéis, bares e clubes noturnos, bem como a Jackson Square, a St. Louis Cathedral e o Mercado Francês. Neste bairro existe, também, o Café du Monde (famoso pelo seu café com leite), o Preservation Hall e alguns museus.
A região metropolitana de Nova Orleães é sede de diversos festivais anuais, tais como o Mardi Gras, o Ano Novo e o New Orleans Jazz & Heritage Festival ou Jazz Fest.
Este é o maior dos vários festivais musicais da cidade e um dos maiores festivais de música de todo o país.
Nova Orleães tem sido sempre um centro musical importante no Estados Unidos, em resultado da sua mistura de culturas européias, latino-americanas e afro-americanas. Nova Orleães é conhecida pelo papel que músicos afro-americanos da cidade tiveram na formação do jazz. A cidade é actualmente considerada a capital mundial do jazz. Décadas depois do surgimento do jazz, a cidade seria também o berço de um novo estilo musical, o rhythm and blues, que muito contribuiria, posteriormente, para o surgimento e o crescimento da popularidade do rock and roll. Além disso, as áreas rurais próximas da cidade são o berço da música cajun, da música zydeco, e dos blues.

Aprecie agora, a belíssima apresentação sobre Nova Orleães, que escolhi para hoje, de preferência ouvindo Louis Armstrong, Ella Fitzgerald ou Oscar Peterson.

sábado, outubro 30, 2010

Ando Devagar Porque Já Tive Pressa

Ando Devagar ou Tocando em Frente é uma música escrita e composta por Almir Sater (que é um compositor, cantor, tocador de viola e actor brasileiro - 1956) e Renato Teixeira (que é também um compositor e cantor brasileiro - 1945).
Conta-se que num dia qualquer em que Almir Sater estava em São Paulo, para a realização de uma temporada musical, saiu do seu apartamento para tomar um cafézinho num mercado poróximo. Quando chegou ao mercado, encontrou Renato Teixeira que o convidou para experimentar uma viola nova que acabara de comprar.
Enquanto tomavam café, Almir Sater dedilhou a viola e soltou... "Ando devagar"... ao que Renato Teixeira acrescentou de imediato ..."porque já tive pressa".
Dizem as más línguas que esta maravilha ficou pronta em 10 minutos.
Tempos mais tarde, alguém perguntou a Almir Sater como é que esta música fora feita e ele respondeu...
“Ela já estava pronta... Deus apenas esperou que eu e o Renato nos encontrássemos para mostrá-la pra gente".
Não sei se isto é lenda ou e é verdade... Mas, isto, também não tem importância.
A música e a letra são realmente espetaculares...
Uma música e letra raras, feitas num raro momento de inspiração.
Confira aqui a letra , e ouça a música que escolhi para hoje.

quinta-feira, outubro 28, 2010

The King of Rock'n Soul

Solomon Burke (1940 — 2010), conhecido como The King of Rock 'n Soul e Big Soul, foi um cantor e compositor de música soul, gospel e rock americano. Foi também o responsável pela introdução de ritmo gospel, nas músicas de soul e rock & roll.
De origem humilde e bastante católico, foi pregador e mestre de cerimónias de um programa de rádio gospel. É o autor de temas como "Down In The Valley" (cuja versão mais conhecida se encontra na voz de Otis Redding), "Cry to Me" (que ficará para sempre associada ao filme Dirty Dancing), Proud Mary ou "Everybody Needs Somebody to Love", que os Rolling Stones tornaram mundialmente famosa.
Solomon Burke teve um início de carreira fulgurante com inúmeros singles nos top durante os anos 60. Nas décadas seguintes passou injustamente ao lado dos grande palcos. Neste século, contudo, Burke teve finalmente o reconhecimento que merecia. O seu nome foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 2001, o seu álbum Don't Give Up On Me (2002) incluia canções especificamente compostas para ele por gente como Tom Waits, Bob Dylan, Brian Wilson, Elvis Costello e Van Morrison, a sua parceria com os Blind Boys of Alabama, I Pray On Christmas, ganhou um Grammy; o seu álbum Nashville (2006) dedicado a uma das suas grandes paixões musicais, o country contou com a colaboração de Dolly Parton, Emmylou Harris e Gillian Welch; e o seu último álbum Like a Fire conta com temas escritos para ele por figuras como Eric Clapton, Ben Harper e Keb'Mo'.
Solomon Burke "O Rei do Soul Rock" comemorou seu 70.º aniversário em Março de 2010 e visitou o Japão em Maio do mesmo ano, antes da sua turné por toda a Europa em Julho (incluindo Portugal) e Agosto de 2010. Faleceu no dia 9 de Outubro, no Aeroporto de Amsterdão (Schiphol).
Ouça-o e veja-o, agora, num medley de soul dedicado a B.B. king, Joe Tex, Otis Redding; Wilson Picket, etc.


E agora, veja o vídeo onde Solomon Burke interpreta Proud Mary.

quarta-feira, outubro 27, 2010

Princesa Prometida

Aldina Duarte é uma cantora portuguesa. Nasceu em Lisboa tendo crescido no bairro social de Chelas.
Começou a trabalhar num jornal, depois numa rádio e por fim no Centro de Paralisia Cerebral. Cantou no coro de um grupo meio musical, meio teatral, Valdez e as Piranhas Douradas, enquanto trabalhava no Centro de Paralisia Cerebral.
Participou no filme "Xavier", de Manuel Mozos, onde interpretava o fado "A Rua do Capelão".
Acabou, depois, a cantar fado nas lides fadistas do Clube do Fado, à Sé, em Lisboa.
O repertório do seu álbum de estreia ("Apenas o Amor"), foi repescado de entre alguns dos espécimes mais dignos do fado tradicional ("Fado Menor", "Fado Bailado", "Fado Carriche", "Fado das Horas", "Fado Tango", "Fado Laranjeira"), com especial predominância para o fado menor. Os temas das letras, escritos pela própria Aldina Duarte, acompanham essa escolha.
No segundo álbum, "Crua", inclui 12 fados tradicionais, com letras de João Monge.
Em 2008 lançou o disco "Mulheres Ao Espelho". A antologia "DIGA 33 - OS POETAS DAS QUINTAS DE LEITURA", inclui o poema "Princesa Prometida" da sua autoria.
Aprecie o video clip (realizado por Ricardo Rezende) de Princesa Prometida que é um fado do álbum de Aldina Duarte: Mulheres ao Espelho.

segunda-feira, outubro 25, 2010

They don't care about us

Imagina prisioneiros dançarinos? Então veja o vídeo que escolhi para hoje e que foi filmado (em HD) numa prisão de alta segurança.
Os dançarinos são prisioneiros do Centro de Detenção e Reabilitação da Província de Cebu, nas Filipinas. Têm imensas coreografias - que fazem sucesso, muitas no youtube e que foram uma idéia de Byron Garcia, um consultor de segurança do governo da província de Cebu. Byron Garcia afirma que a rotina de exercícios melhorou "drasticamente" o comportamento dos presos e que dois ex-detidos se transformaram em dançarinos desde então. "Usando a música, pode envolver-se o corpo e a mente. Os prisioneiros têm que contar, memorizar passos e seguir a música", disse Garcia à BBC.
"Os prisioneiros dizem-me: "é preciso colocar a mente longe da vingança, da loucura, de planos para escapar da prisão ou de planos para nos juntarmos a um gangue", acrescentou Garcia.
A dança é obrigatória para todos os 1,6 mil detidos na prisão de Cebu, excepto para os idosos e doentes.
Conseguiram negociar a visita à prisão do antigo coreógrafo de Michael Jackson, Travis Payne e dos dançarinos Daniel Celebre e Dres Reid para aprender algumas performances de This is it.
Na minha opinião, este é o melhor dos vídeos realizados pelos já famosos prisioneiros filipinos, não só pela coreografia (do filme This Is It) mas também pela letra (They don't care about us) e pela mensagem que transmite.
Simplesmente fantástico! Não perca. Vale a pena ver!

sábado, outubro 16, 2010

O Porto Aqui tão Perto

O Centenário da República foi o mote para um concerto pouco habitual. Rui Veloso convidou Rui Reininho, Pedro Abrunhosa e Sérgio Godinho para celebrarem juntos o Centenário da República. Para Rui Veloso, "foi um privilégio estar com estes amigos".
Rui Veloso deu início ao referido concerto. Este foi o pretexto para se cantarem muitas músicas alusivas à cidade, como "Pronúncia do Norte" (Rui Reininho e Pedro Abrunhosa) e "O Porto Aqui Tão Perto" (cantado por todos).
Recorde esta música de Sérgio Godinho, observando a belíssima apresentação sobre a Capital do Norte, que escolhi para hoje.


Agora ouça a música na voz do professor Sérgio Reis.


domingo, outubro 10, 2010

Estranha Forma de Vida

(...)

Há mar e mágoa, e a sombra de uma nau,
a Gaivota de O'Neil e o rio Tejo,
saudade de saudade em tua voz,
um eco de Camões e o escravo Jau,
amor, ciúme, cinza e vão desejo.
Porque tu, mais que tu, és todos nós.
Manuel Alegre

Na tua voz embarca-se e não mais,
não mais senão o mar e a despedida,
há um rastro de naufrágio em tua voz
onde há navios a sair do cais,
nessa voz por mil vozes repartida.
Porque tu, mais que tu, és todos nós.
(...)
Manuel Alegre
Com a voz inconfundível da nossa musa do fado, Amália Rodrigues, fique com Estranha Forma de Vida (Letra e música: Alfredo Duarte; Amália Rodrigues)



quinta-feira, outubro 07, 2010

Trago Fado Nos Sentidos

Cristina Branco é uma cantora portuguesa nascida no Ribatejo em 1972.
Por influência do avô passou a admirar, aos 18 anos, Amália Rodrigues. Mas tudo começou quando, "por brincadeira", num jantar de amigos, cantou fado pela primeira vez embora não se considere fadista.
Pode dizer-se que iniciou a carreira com a gravação do cd (em edição de autor) "Cristina Branco Live in Holland", registado ao vivo em dois concertos realizados no dia 25 de Abril de 1996.
A seguir lança o disco "Murmúrios" onde reúne 14 temas, que vão desde fados tradicionais como "Abandono"(imortalizado por Amália, com texto de David Mourão-Ferreira) a versões de Sérgio Godinho ("As certezas do meu mais brilhante amor") ou José Afonso ("Pomba branca"). A maioria dos temas tem assinatura de Maria Duarte, autora dos textos, e música de Custódio Castelo.
Em França recebeu, em 1999, o Prix Choc da revista "Le Monde de la Musique" pelo melhor CD de música tradicional.
Em Fevereiro de 2000 edita o álbum "Post-Scriptum" (título de um poema de Maria Teresa Horta). Conquistou o Prix Choc, deste vez para o melhor álbum do mês de Março, em França.
Na Holanda foi editado o disco "Cristina Branco Canta Slauerhoff", o segundo desse ano, com textos do poeta holandês J. J. Slauerhoff (1898-1936), com tradução de Mila Vidal Paletti e música de Custódio Castelo. O disco constitui como que uma prova de agradecimento de Cristina Branco ao país que lhe abriu as portas do sucesso embora nunca tenha vivido na Holanda.
O disco "Corpo Iluminado", foi editado em 2001. Em 2002 é reeditado "O Descobridor", novo título para o disco onde canta Slauerhoff, com três novos temas.
O sexto álbum de Cristina Branco, de título "Sensus" foi editado 2003. A música é assinada por Custódio Castelo. O álbum conta com letras de David Mourão-Ferreira, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Eugénio de Andrade, Camões e Shakespeare, entre outros. "Ulisses" é o nome do disco seguinte, editado em 2005.
Em 2006 é editado um registo ao vivo. A cantora começa o ano de 2007 com vários espectáculos de revisitação à obra de José Afonso. Lança o álbum "Abril".
Em 2009 é editado o disco "Kronos", o primeiro sem a colaboração de Custódio Castelo.

Com a voz de Cristina Branco, aprecie Trago Fado Nos Sentidos, uma composição de Amália Rodrigues/José Fontes Rocha.


Trago fados nos sentidos
Tristezas no coração
Trago meus sonhos perdidos
Em noites de solidão

Trago versos, trago sons,
De uma grande sinfonia
Tocada em todos os tons
Da tristeza e da alegria

Trago amarguras aos molhos
Lucidez e desatinos
Trago secos os meus olhos
Que choram desde meninos

Trago noites de luar
Trago planícies de flores
Trago o céu e trago o mar
Trago dores ainda maiores

domingo, outubro 03, 2010

Something

Esta apresentação musical é um tributo a George Harrison. A música SOMETHING faz parte do genial LP Abbey Road, de 1969, o penúltimo dos Beatles. "Something" é uma canção composta por George Harrison. É a única música de Harrison lançada como lado A de um compacto dos Beatles. Depois de "Yesterday" é a música mais gravada dos Beatles. Muitos melómanos consideram-na a melhor composição de Harrison.
Aprecie o início da música com a sequência do cavaquinho, das guitarras e por fim a entrada triunfal da orquestra. Preste atenção às baterias!!! Em seguida aprecie o dueto entre Paul MacCartney e Eric Clapton. Junte-lhes o back vocal e terá um clímax indescritível!!!
Vai conseguir identificar PAUL McCARTNEY, no cavaquinho e na viola, ERIC CLAPTON, na guitarra e RINGO STAR, na bateria.
Depois dos Beatles já muitos cantores interpretaram Something. Há quem afirme que Frank Sinatra a achava como a música mais bonita que conhecia. Chegou mesmo a gravá-la.

terça-feira, setembro 28, 2010

Dançando o Bolero

Sugiro que assista, a um grande espetáculo apresentado pela DCI Blast Band (Drum Corps International).
A DCI é constituída por um grupo de 68 profissionais de percussão e instrumentos de sopro, combinados com coreografia e cor. Nasceu em Indiana (EUA) a partir de um projecto para ensinar música a jovens. Eles cantam, eles dançam, eles são excelentes...
Assista, então, a uma bonita versão do Bolero de Ravel. É um grande espectáculo em qualquer parte do mundo.
Boléro, é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra por Maurice Ravel. O Bolero tem um ritmo invariável e uma melodia uniforme e repetitiva. Deste modo, a única sensação de mudança é dada pelos efeitos de orquestração e dinâmica, com um crescendo progressivo.
É uma obra singular que Ravel considerava como um simples estudo de orquestração. A sua imensa popularidade surpreendeu Ravel.
Joseph-Maurice Ravel (1875 – 1937) foi um compositor e pianista francês, conhecido sobretudo pela subtileza das suas melodias instrumentais e orquestrais, entre elas, o Bolero, que considerava trivial e que descreveu como "uma peça para orquestra sem música".
Foi influenciado significativamente por Debussy, mas também por compositores anteriores, como Mozart, Liszt e Strauss. No entanto, rapidamente encontrou o seu próprio estilo, que ficou, porém, marcado pelo Impressionismo.
Hoje o Bolero de Ravel é mundialmente conhecido e é a obra musical francesa mais tocada no mundo.

domingo, setembro 19, 2010

Georgia on my Mind

Ray Charles (1930 — 2004) foi um pianista e cantor de música soul. Ajudou a definir este estilo musical ainda no fim dos anos 50, além de ter sido um inovador intérprete de R&B.
É considerado um dos maiores génios da música negra americana e foi também um dos responsáveis pela introdução de ritmo "gospel" nas músicas de R&B.
Órfão na adolescência e cego desde os sete anos, Ray Charles iniciou a sua carreira tocando piano e cantando em grupos de "gospel", no final dos anos 40. A princípio foi influenciado por Nat King Cole, no entanto em 1952, enveredou pelo R & B. Após 1955 e devido ao sucesso de Elvis Presley, Ray Charles aproveitou e lançou sucessos como "I Got a Woman" (gravada depois por Elvis), "Talkin about You", "What I'd Say", "Litle girl of Mine", "Hit the Road Jack", entre outros, tornando-o um astro reverenciado do pop negro.
A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum género musical negro específico: conviveu com o jazz, gravou baladas românticas, etc. Entre os seus sucessos desta fase, estão canções como "Unchain My Heart", "Ruby", "Cry Me a River", "Georgia on My Mind" e baladas country tais como "Sweet Memories", e o seu maior sucesso comercial, "I Can't Stop Loving You", de 1962.
Apesar dos problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida. Mais do que nos álbuns que gravou, era nas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado. Ouça-o agora em "Georgia on my Mind" e verifique isso mesmo.

terça-feira, setembro 14, 2010

Estudo Errado

Para comemorar o início de mais um ano lectivo escolhi o vídeoclipe Estudo Errado que tem como base uma canção de Gabriel O Pensador.
Esta postagem é destinada a professores, pais e alunos. Com ela é possível reflectirmos sobre o papel da família, da escola e do estudante no processo de formação da sociedade.
Gabriel O Pensador (1974) é o nome artístico de um cantor e compositor brasileiro.
Gabriel transformou-se num dos maiores nomes do rap e pop brasileiro e diferenciou-se de boa parte dos seus pares por ser branco e da classe-média. Mas, desde o começo da sua actividade profissional que tem feito letras de crítica social e moral, como acontece na música rap.
O Pensador apareceu no fim de 1992, quando ainda era estudante de Comunicação Social, com a música "Tô Feliz (Matei o Presidente)". O personagem da letra era Fernando Collor de Mello, que tinha acabado de renunciar ao cargo. Gabriel lançou em 1993 o seu primeiro disco (Gabriel o Pensador), que foi um sucesso graças às faixas, "Lôraburra" e "Retrato de um Playboy", além de "Lavagem Cerebral".
Em 1995, lançou o álbum "Ainda É só o Começo", que provocou polémica com as músicas "Estudo Errado" e "FDP³".
Dois anos depois, lança "Quebra-Cabeça". Com o sucesso em Portugal, e após ser a atracção escolhida pela banda irlandesa U2 para fazer a abertura dos seus shows brasileiros em 1998, Gabriel prosseguiu com o disco "Nádegas a Declarar", lançado no fim de 1999.
Em 2001, Gabriel lançou o seu quinto disco, "Seja Você Mesmo (Mas Não Seja Sempre o Mesmo)".
Em 2003, Gabriel lança em CD e DVD, os seus maiores sucessos. "Cavaleiro Andante" foi o sétimo disco de Gabriel, o Pensador, lançado em 2005.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Nenhuma Estrela Caiu

Proponho-lhe que oiça Mísia a cantar o poema de José Saramago - Nenhuma Estrela Caiu.
Mísia (nome artístico) é uma cantora de fado, nascida no Porto, fruto do amor de um português por uma salerosa bailarina espanhola. A sua vida pessoal e artística tem girado entre Portugal e Espanha. Esta mulher de pele branca, cabelo preto, olhos em arco e ar arrojado suscitou, por vezes algum espanto no meio artístico português. Quem era aquela jovem de franja negra e olhos intensos que aparecia a querer saber o que era o fado sem pedir licença a ninguém? Ainda por cima a querer romper com a tradição usando sonoridades e letras pouco vulgares?
Mísia às origens mais formais do fado foi buscar sustentação para se lançar noutros voos. Juntou sonoridades (instrumentos que este género não ouvia há muitos anos - o violoncelo, o acordeão e o piano) e principalmente, descobriu um mundo novo de palavras, rico em liberdades poéticas. Começou a cantar os mais importantes nomes da literatura portuguesa: Lídia Jorge, Mário Cláudio, Eduardo Prado Coelho, Vasco Graça Moura, Agustina Bessa Luís e José Saramago.
Os discos foram-se sucedendo:"Mísia" (1991); "Fado" (1993); "Tanto menos, tanto mais" (a meio da década de 90) e "Garras dos Sentidos" (1998). Maria João Pires acompanha-a no disco lançado quase de imediato, "Paixões Diagonais" que cruza muitas estreias de autores, tantos nas melodias como nas letras.
A nova década, porém, dá lugar à tradição. Quer fazer uma evocação às casas de fado, aos textos populares, e grava Ritual (em 2001). Carlos Paredes e as suas melodias, que Mísia enche das palavras comovidas de uma verdadeira homenagem ao mestre da guitarra, dão corpo a "Canto", em 2003, premiado pela crítica especializada na Alemanha.
Outras histórias, influências e tradições misturam-se em "Drama Box" (2005): como o tango, o bolero e o fado. Este é um disco repleto de afectos sonoros e cumplicidades artísticas: Fanny Ardant, Miranda Richardson, Ute Lemper, Carmen Maura, Maria de Medeiros e Sophia Calle participam no projecto, depressa transformado em espectáculo ao vivo. Esta procura das emoções que ilustram o "fado" de outras culturas está aliás agora bem presente em "Ruas" (de 2009).
Já agora, sabia que Mísia foi declarada pelo jornal El País, uma das 100 personalidades mais importantes de 2009? Sabia que em Espanha já a chamam de "La Reina Del Nuevo Fado"?
Já agora sabia que há também uma cantora japonesa com o mesmo nome? É verdade! Há mesmo!

segunda-feira, setembro 06, 2010

A Estrela de Luan



Luan Santana é o novo fenómeno da música brasileira. Jovem, bonito, simples e com boa voz tem conquistado o Brasil com a sua música sertaneja.
Com apenas 19 anos o cantor tem já dois Discos de Platina , pelos álbuns Luan Santana - Ao Vivo e Tô de Cara.
Apresentou-se pela primeira vez para uma grande platéia em 2008. Em Março de 2010, recebeu o prémio de "revelação musical" no troféu Melhores do Ano 2009, realizado pelo programa Domingão do Faustão, da Rede Globo.
Enquanto não vem em digressão a Portugal, veja-o a interpretar o mega-sucesso "Meteoro".