sábado, maio 23, 2026
Morenica
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Rapsódia Fadista
domingo, março 09, 2025
É Preciso Acreditar
sexta-feira, abril 19, 2024
Os Telhados de Lisboa
Mas, o que nos trás hoje aqui, são os Telhados de Lisboa. Telhados que até foram pintados (por Maluda) e cantados em fado, por Hermínia Silva e Tristão da Silva, como pode ver nos vídeos abaixo.
Lisboa é uma cidade colorida. As cores vão do branco, ao laranja, ao ocre, ao pêssego, ao amarelo, ao verde, ao azul e ao vermelho. Lisboa é a cidade do Tejo, das colinas, das calçadas, mas também dos telhados. Dos telhados da cor do tijolo.
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| Lisboa - Maluda |
Os Telhados de Lisboa são parte integrante da identidade da cidade que deve ser preservada e promovida.
Ouça agora Herminia Silva em Telhados de Lisboa.
domingo, setembro 17, 2023
Homem Só, Meu Irmão
Ouça Luiz Goes em "Homem Só, Meu Irmão" (letra e música de Luiz Goes, do álbum "Canções do Mar e da Vida", 1969).
Tu, a quem a vida pouco deu,
que deste o nada que foi teu
em gestos desmedidos...
Tu, a quem ninguém estendeu a mão
e mendigas o pão dos teus sentidos,
homem só, meu irmão!
Tu, que andas em busca da verdade
e só encontras falsidade
em cada sentimento,
inventa, inventa amigo uma canção
que dure para além deste momento,
homem só, meu irmão!
Tu, que nesta vida te perdeste
e nunca a mitos te vendeste
-- dura solidão --
faz dessa solidão teu chão sagrado,
agarra bem teu leme ou teu arado,
homem só, meu irmão!
sábado, julho 22, 2023
Capas Negras
O filme foi gravado na Real República do Rás-Teparta, na Rua dos Estudos, em Coimbra. Esta república viria mais tarde a mudar-se para o n.º 6 da Rua da Matemática, onde ainda hoje se encontra. "Capas Negras" esteve 22 semanas em cartaz, tornando-se no maior sucesso do cinema português. Amália Rodrigues obteve o maior sucesso como atriz.
Um amargo e comovente melodrama de sabor coimbrão sobre o caso de amor entre uma bela tricana e um estudante de Direito, de que resulta um filho e gera muitas atribulações para a rapariga até que tudo acabe bem para todos, e que foi um estrondoso êxito nos anos 40.
Sinopse:
Em Coimbra o "quintanista" de Direito, José Duarte, e a bela tricana, Maria de Lisboa, vivem uma intensa história de amor. Terminado o curso e julgando-se traído, José Duarte abandona Maria e vai para o Porto. Recusa-se a aceitar as cartas dela e esta acaba por ser presa no Porto pelo abandono do filho. José Duarte decide defende-la, reconhecendo ao mesmo tempo, ser o pai da criança. Armando Miranda realizou em 1947 "Capas Negras", um dos maiores êxitos de bilheteira de sempre do cinema português. Um pitoresco filme, recheado de amor, música e nobres sentimentos, que Amália Rodrigues domina com a sua fascinante presença e inconfundível voz.
quarta-feira, julho 05, 2023
Sonhar contigo oh Coimbra
Com teu luar e balada
Sonhar contigo, ó Coimbra
Com teu luar e balada
É trazer dentro do peito
Rosas-brancas desfolhadas
É trazer dentro do peito
Rosas-brancas desfolhadas
E a corrente do Mondego
P'ro mar da vida levou
E a corrente do Mondego
P'ro mar da vida levou
Sonho contigo, ó Coimbra
segunda-feira, junho 26, 2023
Era Uma Vez Um Jardim
Ouça Era Uma Vez Um Jardim (1º vídeo) na voz da cantora brasileira Nara Leão.
Nara Leão (1942 - 1989) foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Pelo lado paterno era descendente de portugueses, dos Açores, e pelo materno era descendente de imigrantes italianos
No 2º vídeo ouça a cantora, de ascendência portuguesa, Maria Teresa.
A cantora Maria Teresa, com ascendência portuguesa e nascida na França interpreta fados no estilo de Nara Leão. No seu disco Era Uma Vez Um Jardim, apresenta fados, música portuguesa e brasileira. Nascida na França, Maria Teresa aprendeu a cantar com sua mãe, portuguesa.
Como fruto maduro brilhava ao sol.
Não era o inferno nem o paraíso,
E as flores sem nome se abriam em riso
Sem fazer ruído um regato corria,
Pelo caminho levava a alegria.
O canto da Terra era a liberdade,
E as crianças felizes em roda brincavam.
Ninguém se lembrava de fazer a guerra,
Na beira da estrada os caminhos em flor.
Onde está esta casa de portas abertas,
que eu ainda procuro cheio de saudade.
sábado, junho 24, 2023
Cravo de São João
Ouça o cantor português António Zambujo no Cravo de São João (ao vivo em Sofia, 19.06.2011).
Este fado tem letra de Aníbal Nazaré e música de Martinho da Assunção. "Cravo de São João" fez parte do disco "Por meu Cante" (2004) de António Zambujo.
Bem juntinho ao coração
Como um hino de alegria
Um cravo de são João
Passou por mim apressada
Da primeira vez que a vi
Achei a moça engraçada
E nunca mais a esqueci
Com o seu vestido de chita
Tinha uma graça infinita
Tinha um ar bem português
O meu olhar
Pousou nela como um beijo
E fiquei com o desejo
De a encontrar outra vez
quinta-feira, junho 15, 2023
As Escadinhas de S. Cristóvão
As Escadinhas de S. Cristóvão ficam no centro histórico de Lisboa, mais precisamente na Mouraria.
Pode aceder às Escadinhas de São Cristóvão pode fazê-lo a partir da Baixa/Martim Moniz (a partir de um pequeno túnel situado na Rua da Madalena) para o bairro da Mouraria, ou a partir da Rua e do Largo de São Cristóvão, mesmo de frente para a igreja com os mesmo nome.
O nome das escadinhas vem da igreja. A igreja que agora tem o nome de São Cristóvão terá sido moçárabe, de finais do século XII, na altura Igreja de Santa Maria de Alcamim.
A veneração por São Cristóvão (é um santo mártir que viveu no século III, e padroeiro dos viajantes ou automobilistas) terá acontecido depois de um incêndio que ocorreu no reinado de D. Manuel I.
A igreja foi restaurada entre 1610 e 1672 e foi uma das poucas igrejas na zona centro da capital a resistir ao terramoto de 1755.
Uma das particularidades destas escadinhas é a existência de um mural de homenagem ao Fado vadio que foi pintado por Nuno Saraiva, Hugo Makarov, Mário Belém, Pedro Soares Neves, UAT e Vanessa Teodoro.
terça-feira, junho 06, 2023
Fado da Despedida
Ouça o cantor, poeta e compositor português Luiz Goes (1933 - 2012), no fado de Coimbra: Fado da Despedida.
O Fado da Despedida tem letra de João Conde Veiga , música de Luíz Goes e arr. de António Portugal. Os músicos são António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis e Luís Filipe (Tempos de Coimbra, Aula Magna, 1989).
quarta-feira, maio 03, 2023
Romagem à Lapa
Ouça o cantor português Luiz Goes em Romagem à Lapa, na Aula Magna em 1989, com António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis e Luís Filipe.
Luís Goes (1933 - 2012) foi um médico e músico português. Cantor e compositor, conhecido pelo seu nome artístico como Luiz Goes, é considerado um dos expoentes máximos da canção de Coimbra.
Ao tempo que havia
E se o Mondego passasse e a todos levasse
A um velho dia
Talvez a lapa cantasse e em pedra gravasse
A nossa alegria
Talvez a Lapa sorrisse e à pedra se ouvisse
« Olá poesia »
de tal nostalgia
E tanta gente viesse, sem sonhos nem prece
E sem rebeldia
Talvez a Lapa chorasse em pedra gravasse
A nossa agonia
Talvez a Lapa sofresse e à pedra dissesse
" Adeus poesia "
quarta-feira, setembro 21, 2022
Sopra o Vento
Sopra o vento, sopra o vento
Sopra alto o vento lá fora
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora
Há uma íntima intenção
Que tumultua o meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer
Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual
Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores
Sopra o vento, sopra o vento
Sopra alto o vento lá fora
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora
Sopra o vento, sopra o vento
Sopra alto o vento lá fora
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora
quarta-feira, julho 20, 2022
Amália Rodrigues
Oiça Amália Rodrigues em 284 canções com letras e vídeos.
Um tesouro para revisitar ou descobrir o vasto repertório amaliano.
Se gostarem de Fado e de Amália Rodrigues não deixem de o visitar. Não perca esta oportunidade porque vale bem a pena.
domingo, julho 10, 2022
Mar Salgado
Ouça o cantor Carlos do Carmo em Mar Salgado (poema de Fernando Pessoa - Mensagem).
Carlos do Carmo (1939 - 2021), foi um cantor e intérprete de fado português.
quinta-feira, outubro 14, 2021
Desgarrada Ao Peixe Congelado
sábado, janeiro 02, 2021
Por Morrer Uma Andorinha
Se deixaste de ser minha, minha dor
Não deixei de ser quem era e tudo é novo
Por morrer uma andorinha sem amor
Não acaba a primavera diz o povo
Por morrer uma andorinha sem amor
Não acaba a primavera diz o povo
Como vês, não estou mudado felizmente
E nem sequer descontenteou derrotado
Conservo o mesmo presente do passado
E guardo o mesmo passado bem presente
Conservo o mesmo presente do passado
E guardo o mesmo passado bem presente
Eu já estava habituado a este fado
E a que não fosses sincera em teu amor
Por isso, não fico à espera do sabor
Duma ilusão que eu não tinha e nem renovo
Se deixaste de ser minha minha dor
Não deixei de ser quem era e tudo é novo
Vivo a vida como dantes a cantar
Não tenho menos nem mais do que já tinha
E os dias passam iguais pra não voltar
Aos dias que vão distantes de seres minha
E os dias passam iguais pra não voltar
Aos dias que vão distantes de seres minha
Horas minutos instantes desta vida
Seguem a ordem austera com rigor
Ninguém se agarra à quimera sem valor
Do que o destino encaminha e não é novo
Pois por morrer uma andorinha sem amor
Não acaba a primavera diz o povo
Por morrer uma andorinha sem amor
Não acaba a primavera diz o povo
Compositores: Joaquim Frederico De Brito, Américo Marques Dos Santos, Francisco Viana
Agora um segundo vídeo, sobre oi mesmo tema.
domingo, novembro 22, 2020
Lisboa Menina e Moça
Oiça o cantor brasileiro Martinho da Vila em Lisboa Menina e Moça.
Um Fado com o ritmo do Samba. Aprecie!
No Castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaço o novelo de azul e mar
À Ribeira encosto a cabeça
A almofada, da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
No Terreiro eu passo por ti
Mas da Graça eu vejo-te nuaQuando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Compositores: Paulo De Carvalho; Joaquim Pessoa, Fernando Tordo e Ary Dos Santos.
quinta-feira, julho 02, 2020
Amália: Estranha Forma de Vida
Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais são meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus
Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão
Que estranha forma de vida
Coração independente
Coração que não comando
Vive perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coração independenteEu não te acompanho mais
Pára, deixa de bater
Se não sabes onde vais
Porque teimas em correr
Eu não te acompanho mais
Se não sabes onde vais
Porque teimas em correr
Eu não te acompanho mais
terça-feira, janeiro 07, 2020
As Escadinhas do Bairro América

As Escadinhas do Bairro América, perto de Santa Apolónia, ganharam o nome do bairro em que foram construídas. O Bairro América foi construído entre 1915 e 1920, na Quinta das Marcelinas. Os nomes das ruas deste bairro são dedicados em exclusivo a personalidades oriundas do continente americano: os norte-americanos B. Franklin e G. Washington (o primeiro presidente dos Estados Unidos da América), o brasileiro Rui Barbosa, o venezuelano S. Bolívar e Fernão de Magalhães.
Durante as Festas dos Santos Populares e da Cidade de Lisboa o fado castiço assenta arraiais nas Escadinhas do Bairro América, em pleno coração de Lisboa, com a participação de vários fadistas (como pode ver em baixo) promovendo a canção de Lisboa junto de residentes e de turistas.



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