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sábado, maio 23, 2026

Morenica

 Ouça a canção Morenica interpretada pelo grupo Al'Fado.

Al'Fado é o novo projeto musical que mistura raízes Sefarditas com a canção portuguesa por excelência, o Fado. As canções são cantadas em Português, Hebraico e Ladino – dialeto medieval de origem espanhola.
Sediado em Lisboa, o ensemble Al’Fado assume influências musicais que vão do Flamenco ao Jazz, passando pelas Músicas do Mundo, como resultado da diversidade cultural dos músicos portugueses e israelitas que o integram: Gal Tamir (voz e clarinete), Avishay Back (baixo), João Roque (guitarra) e Diogo Melo de Carvalho (percussões e melódica).

quinta-feira, janeiro 29, 2026

Rapsódia Fadista

 Ouça a Rapsódia Fadista  interpretada por António Chainho.

António Chainho (1938 - 2026) foi um guitarrista e compositor português, reconhecido internacionalmente, considerado um embaixador da guitarra portuguesa. Com espetáculos em Espanha, França, Estados Unidos da América, Inglaterra, Brasil, Suécia, entre outros, António Chainho teve a possibilidade de atuar a solo e de participar em grandes eventos internacionais, ao lado dos maiores solistas do mundo, como Paco de Lucia, John Williams.
O músico e compositor português faleceu no dia em que completava 88 anos.

domingo, março 09, 2025

É Preciso Acreditar

 Ouça o cantor e compositor português Luiz Goes em É Preciso Acreditar.
É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que o sorriso de quem passa
É um bem para se guardar

Que é luar ou sol de graça
Que nos vem alumiar
Com amor, alumiar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que a canção de quem trabalha
É um bem para se guardar


E não há nada que valha
A vontade de cantar
A qualquer hora, cantar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que uma vela ao longe, solta
É um bem para se guardar

Que se um barco parte ou volta
Passará no alto mar
E que é livre o alto mar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que esta chuva que nos molha
É um bem para se guardar

Que há sempre terra que colha
Um ribeiro a despertar
Para um pão por despertar

sexta-feira, abril 19, 2024

Os Telhados de Lisboa

 Há telhados e telhados... Há até quem diga que determinada pessoa tem telhados de vidro...

Mas, o que nos trás hoje aqui, são os Telhados de Lisboa. Telhados que até foram pintados (por Maluda) e cantados em fado, por Hermínia Silva e Tristão da Silva, como pode ver nos vídeos abaixo.

Lisboa é uma cidade colorida. As cores vão do branco, ao laranja, ao ocre, ao pêssego, ao amarelo, ao verde, ao azul e ao vermelho. Lisboa é a cidade do Tejo, das colinas, das calçadas, mas também dos telhados. Dos telhados da cor do tijolo. 

Lisboa - Maluda

Os Telhados de Lisboa são parte integrante da identidade da cidade que deve ser preservada e promovida.

Ouça agora Herminia Silva em Telhados de Lisboa.

E agora ouça Tristão da Silva em Nos Telhados de Lisboa.

domingo, setembro 17, 2023

Homem Só, Meu Irmão

Ouça  Luiz Goes em "Homem Só, Meu Irmão" (letra e música de Luiz Goes, do álbum "Canções do Mar e da Vida", 1969).

Tu, a quem a vida pouco deu,

que deste o nada que foi teu 

        em gestos desmedidos... 

Tu, a quem ninguém estendeu a mão 

e mendigas o pão dos teus sentidos,

        homem só, meu irmão! 


Tu, que andas em busca da verdade 

e só encontras falsidade 

        em cada sentimento, 

inventa, inventa amigo uma canção 

que dure para além deste momento, 

        homem só, meu irmão! 

Tu, que nesta vida te perdeste 

e nunca a mitos te vendeste 

        -- dura solidão -- 

faz dessa solidão teu chão sagrado, 

agarra bem teu leme ou teu arado, 

        homem só, meu irmão!

sábado, julho 22, 2023

Capas Negras

Capas Negras é um filme português, realizado por Armando de Miranda em 1947. Tem argumento de Alberto Barbosa e José Galhardo. Os principais atores são Amália Rodrigues (Maria de Lisboa), Alberto Ribeiro (José Duarte) e Artur Agostinho (Manecas), Vasco Morgado (Jorge), Barroso Lopes (Coca-Bichinhos), Humberto Madeira (Já-Cá-Canta), António Sacramento (Judge) e Graziela Mendes.

O filme foi gravado na Real República do Rás-Teparta, na Rua dos Estudos, em Coimbra. Esta república viria mais tarde a mudar-se para o n.º 6 da Rua da Matemática, onde ainda hoje se encontra. "Capas Negras" esteve 22 semanas em cartaz, tornando-se no maior sucesso do cinema português. Amália Rodrigues obteve o maior sucesso como atriz.

Um amargo e comovente melodrama de sabor coimbrão sobre o caso de amor entre uma bela tricana e um estudante de Direito, de que resulta um filho e gera muitas atribulações para a rapariga até que tudo acabe bem para todos, e que foi um estrondoso êxito nos anos 40.

Sinopse:

 

Em Coimbra o "quintanista" de Direito, José Duarte, e a bela tricana, Maria de Lisboa, vivem uma intensa história de amor. Terminado o curso e julgando-se traído, José Duarte abandona Maria e vai para o Porto. Recusa-se a aceitar as cartas dela e esta acaba por ser presa no Porto pelo abandono do filho. José Duarte decide defende-la, reconhecendo ao mesmo tempo, ser o pai da criança. Armando Miranda realizou em 1947 "Capas Negras", um dos maiores êxitos de bilheteira de sempre do cinema português.  Um pitoresco filme, recheado de amor, música e nobres sentimentos, que Amália Rodrigues domina com a sua fascinante presença e inconfundível voz.

quarta-feira, julho 05, 2023

Sonhar contigo oh Coimbra

Ouça Luíz Goes em Sonhar contigo oh Coimbra (letra e música de Carlos de Figueiredo).

Sonhar contigo, ó Coimbra
Com teu luar e balada
Sonhar contigo, ó Coimbra
Com teu luar e balada

É trazer dentro do peito
Rosas-brancas desfolhadas
É trazer dentro do peito
Rosas-brancas desfolhadas

Rosas do altar que o penedo
Em nossas almas gravou
Rosas do altar que o penedo
Em nossas almas gravou

E a corrente do Mondego
P'ro mar da vida levou
E a corrente do Mondego
P'ro mar da vida levou

Sonho contigo, ó Coimbra

segunda-feira, junho 26, 2023

Era Uma Vez Um Jardim

Ouça Era Uma Vez Um Jardim (1º vídeo) na voz da cantora brasileira Nara Leão. 

Nara Leão (1942 - 1989) foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Pelo lado paterno era descendente de portugueses, dos Açores, e pelo materno era descendente de imigrantes italianos 

No 2º vídeo ouça a cantora, de ascendência portuguesa, Maria Teresa.

A cantora Maria Teresa, com ascendência portuguesa e nascida na França interpreta fados no estilo de Nara Leão. No seu disco Era Uma Vez Um Jardim,  apresenta fados, música portuguesa e brasileira. Nascida na França, Maria Teresa aprendeu a cantar com sua mãe, portuguesa.

Era uma vez um jardim que se chamava Terra
Como fruto maduro brilhava ao sol.
Não era o inferno nem o paraíso,
E as flores sem nome se abriam em riso

Lara ia lara ia lara ia

Era uma vez um jardim onde havia uma casa
Com o leito de espuma pra fazer amor.
Sem fazer ruído um regato corria,
Pelo caminho levava a alegria.

Lara ia lara ia lara ia

Era uma vez um jardim onde havia uma praia
Em que a gente vivia feliz e sem dor.
O canto da Terra era a liberdade,
E as crianças felizes em roda brincavam.

Lara ia lara ia lara ia

Era uma vez um jardim que se chamava Terra
Onde o amor espalhava toda claridade.
Ninguém se lembrava de fazer a guerra,
Na beira da estrada os caminhos em flor.

Lara ia lara ia lara ia

Para onde foi o jardim onde a gente morava?
Até as flores da estrada perderam a cor.
Onde está esta casa de portas abertas,
que eu ainda procuro cheio de saudade.

Lara ia lara ia lara ia
Era Uma Vez Um Jardim, aqui na voz de Nara Leão.
E agora uma outra interpretação na voz de Maria Teresa.

sábado, junho 24, 2023

Cravo de São João

Ouça o cantor português António Zambujo no Cravo de São João (ao vivo em Sofia, 19.06.2011).

Este fado tem letra de Aníbal Nazaré e música de Martinho da Assunção. "Cravo de São João" fez parte do disco "Por meu Cante" (2004) de António Zambujo. 

Quando a vi ela trazia
Bem juntinho ao coração
Como um hino de alegria
Um cravo de são João
Passou por mim apressada
Da primeira vez que a vi
Achei a moça engraçada
E nunca mais a esqueci

Vinha bonita
Com o seu vestido de chita
Tinha uma graça infinita
Tinha um ar bem português
O meu olhar
Pousou nela como um beijo
E fiquei com o desejo
De a encontrar outra vez

Fez-me o destino a vontade
Novamente a encontrei
Mas para falar a verdade
Que diferença eu lhe achei
Elegante no trajar
De luxo e ostentação
E uma orquídea no lugar
Do cravo de são João

Vinha elegante
Num vestido extravagante
E tinha um ar petulante
Que cheirava a perdição
Naquela orquídea
Sua vida se resume
Porque perdeu o perfume
Do cravo de são João

quinta-feira, junho 15, 2023

As Escadinhas de S. Cristóvão

As Escadinhas de S. Cristóvão ficam no centro histórico de Lisboa, mais precisamente na Mouraria.

Pode aceder às Escadinhas de São Cristóvão pode fazê-lo a partir da Baixa/Martim Moniz (a partir de um pequeno túnel situado na Rua da Madalena) para o bairro da Mouraria, ou a partir da Rua e do Largo de São Cristóvão, mesmo de frente para a igreja com os mesmo nome.

O nome das escadinhas vem da igreja. A igreja que agora tem o nome de São Cristóvão terá sido moçárabe, de finais do século XII, na altura Igreja de Santa Maria de Alcamim.

A veneração por São Cristóvão (é um santo mártir que viveu no século III, e padroeiro dos viajantes ou automobilistas) terá acontecido depois de um incêndio que ocorreu no reinado de D. Manuel I.

A igreja foi restaurada entre 1610 e 1672 e foi uma das poucas igrejas na zona centro da capital a resistir ao terramoto de 1755.

Uma das particularidades destas escadinhas é a existência de um mural de homenagem ao Fado vadio que foi pintado por Nuno Saraiva, Hugo Makarov, Mário Belém, Pedro Soares Neves, UAT e Vanessa Teodoro.

terça-feira, junho 06, 2023

Fado da Despedida


Ouça o cantor, poeta e compositor português Luiz Goes (1933 - 2012), no fado de Coimbra: Fado da Despedida. 

O Fado da Despedida tem letra de João Conde Veiga , música de Luíz Goes e arr. de António Portugal. Os músicos são António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis e Luís Filipe (Tempos de Coimbra, Aula Magna, 1989).

quarta-feira, maio 03, 2023

Romagem à Lapa

Ouça o cantor português Luiz Goes em Romagem à Lapa, na Aula Magna em 1989, com António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis e Luís Filipe.

Luís Goes (1933 - 2012) foi um médico e músico português. Cantor e compositor, conhecido pelo seu nome artístico como Luiz Goes, é considerado um dos expoentes máximos da canção de Coimbra.

Se um dia a vida parasse e agente voltasse
Ao tempo que havia
E se o Mondego passasse e a todos levasse
A um velho dia
Talvez a lapa cantasse e em pedra gravasse
A nossa alegria
Talvez a Lapa sorrisse e à pedra se ouvisse
« Olá poesia »

Se agora o rio pudesse juntar quem padece
de tal nostalgia
E tanta gente viesse, sem sonhos nem prece
E sem rebeldia
Talvez a Lapa chorasse em pedra gravasse
A nossa agonia
Talvez a Lapa sofresse e à pedra dissesse
" Adeus poesia "

quarta-feira, setembro 21, 2022

Sopra o Vento

Ouça a fadista portuguesa Joana Amendoeira em Sopra o Vento (poema de Fernando Pessoa).

Sopra o vento, sopra o vento

Sopra alto o vento lá fora

Mas também meu pensamento

Tem um vento que o devora


Há uma íntima intenção

Que tumultua o meu ser

E faz do meu coração

O que um vento quer varrer


Não sei se há ramos deitados

Abaixo no temporal

Se pés do chão levantados

Num sopro onde tudo é igual


Dos ramos que ali caíram

Sei só que há mágoas e dores

Destinadas a não ser

Mais que um desfolhar de flores


Sopra o vento, sopra o vento

Sopra alto o vento lá fora

Mas também meu pensamento

Tem um vento que o devora


Sopra o vento, sopra o vento

Sopra alto o vento lá fora

Mas também meu pensamento

Tem um vento que o devora

quarta-feira, julho 20, 2022

Amália Rodrigues

O site que lhe proponho que visite, aqui, é uma verdadeira relíquia. É mesmo para amantes do Fado e Amalianos.

Oiça Amália Rodrigues em 284 canções com letras e vídeos.

Um tesouro para revisitar ou descobrir o vasto repertório amaliano.

Se gostarem de Fado e de Amália Rodrigues não deixem de o visitar. Não perca esta oportunidade porque vale bem a pena.

domingo, julho 10, 2022

Mar Salgado

 



Ouça o cantor Carlos do Carmo em Mar Salgado (poema de Fernando Pessoa - Mensagem).

Carlos do Carmo (1939 - 2021), foi um cantor e intérprete de fado português.

quinta-feira, outubro 14, 2021

Desgarrada Ao Peixe Congelado


Foi assim que há 50 anos foi lançado em Portugal o peixe congelado!
Para incentivar o seu consumo nada como uma Desgarrada Ao Peixe Congelado. Um anúncio que é uma verdadeira preciosidade que não posso deixar de divulgar.
Veja em baixo o anúncio passado há 50 anos na RTP . 
Quem é que ainda se lembra?

sábado, janeiro 02, 2021

Por Morrer Uma Andorinha

Oiça Carlos do Carmo & Camané em "Por Morrer Uma Andorinha",  do álbum "Fado É Amor".

Se deixaste de ser minha, minha dor

Não deixei de ser quem era e tudo é novo

Por morrer uma andorinha sem amor

Não acaba a primavera diz o povo

Por morrer uma andorinha sem amor

Não acaba a primavera diz o povo

Como vês, não estou mudado felizmente

E nem sequer descontenteou derrotado

Conservo o mesmo presente do passado

E guardo o mesmo passado bem presente

Conservo o mesmo presente do passado

E guardo o mesmo passado bem presente

Eu já estava habituado a este fado

E a que não fosses sincera em teu amor

Por isso, não fico à espera do sabor

Duma ilusão que eu não tinha e nem renovo

Se deixaste de ser minha minha dor

Não deixei de ser quem era e tudo é novo

Vivo a vida como dantes a cantar

Não tenho menos nem mais do que já tinha

E os dias passam iguais pra não voltar

Aos dias que vão distantes de seres minha

E os dias passam iguais pra não voltar

Aos dias que vão distantes de seres minha

Horas minutos instantes desta vida

Seguem a ordem austera com rigor

Ninguém se agarra à quimera sem valor

Do que o destino encaminha e não é novo

Pois por morrer uma andorinha sem amor

Não acaba a primavera diz o povo

Por morrer uma andorinha sem amor

Não acaba a primavera diz o povo

Compositores: Joaquim Frederico De Brito, Américo Marques Dos Santos, Francisco Viana

Agora um segundo vídeo, sobre oi mesmo tema.

domingo, novembro 22, 2020

Lisboa Menina e Moça

Oiça o cantor brasileiro Martinho da Vila em Lisboa Menina e Moça.

Um Fado com o ritmo do Samba. Aprecie!

No Castelo, ponho um cotovelo

Em Alfama, descanso o olhar

E assim desfaço o novelo de azul e mar

À Ribeira encosto a cabeça

A almofada, da cama do Tejo

Com lençóis bordados à pressa

Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina

Da luz que meus olhos vêem tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

No Terreiro eu passo por ti

Mas da Graça eu vejo-te nua

Quando um pombo te olha, sorri

És mulher da rua

E no bairro mais alto do sonho

Ponho o fado que soube inventar

Aguardente de vida e medronho

Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina

Da luz que os meus olhos vêem tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada

Cidade por minhas mãos despida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

Compositores: Paulo De Carvalho; Joaquim Pessoa, Fernando Tordo e Ary Dos Santos.

quinta-feira, julho 02, 2020

Amália: Estranha Forma de Vida

Oiça a fadista portuguesa Amália Rodrigues em Estranha Forma de Vida (1965).

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais são meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão
Que estranha forma de vida

Coração independente
Coração que não comando
Vive perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coração independente

Eu não te acompanho mais
Pára, deixa de bater
Se não sabes onde vais
Porque teimas em correr
Eu não te acompanho mais

Se não sabes onde vais
Porque teimas em correr
Eu não te acompanho mais

terça-feira, janeiro 07, 2020

As Escadinhas do Bairro América






As Escadinhas do Bairro América, perto de Santa Apolónia, ganharam o nome do bairro em que foram construídas. O Bairro América foi construído entre 1915 e 1920, na Quinta das Marcelinas. Os nomes das ruas deste bairro são dedicados em exclusivo a personalidades oriundas do continente americano: os norte-americanos  B. Franklin e  G. Washington (o primeiro presidente dos Estados Unidos da América), o brasileiro Rui Barbosa, o venezuelano S. Bolívar e Fernão de Magalhães.
Durante as Festas dos Santos Populares e da Cidade de Lisboa o fado castiço assenta arraiais nas Escadinhas do Bairro América, em pleno coração de Lisboa, com a participação de vários fadistas (como pode ver em baixo) promovendo a canção de Lisboa junto de residentes e de turistas.