segunda-feira, abril 20, 2026
Casa Roque Gameiro: Visita Guiada
domingo, abril 19, 2026
Fazer Tapetes Com Tufting
Se não sabe veja aqui o que é o tufting e que tipo de materiais e instrumentos utilizar para o efeito. Por fim, sugiro-lhe que assista ao vídeo abaixo e a outro clicando aqui.
O tufting é uma técnica artesanal têxtil que permite criar tapetes, tapeçarias e almofadas personalizadas inserindo fios de lã numa base esticada (bastidor) com uma pistola especial (tufting gun), criando texturas em relevo de forma rápida. É uma tendência de design de interiores, ideal para DIY (atividade de decorar, construir e reparar em casa, por conta própria, em vez de contratar um profissional), que combina criatividade com a produção de peças felpudas e duráveis.
O tufting transforma a tapeçaria tradicional num processo ágil, em que as peças são coladas, recortadas e finalizadas com feltro ou material antiderrapante para garantir durabilidade.
É um hobby relaxante e gratificante, embora exija esforço físico devido ao peso da máquina.
A tela de base (tufting cloth), os fios de lã, a cola para tapeçaria e uma moldura de madeira (frame).
Fazer o desenho na tela, usar a pistola para preencher com os fios de lã, aplicar cola para fixar, cortar e dar o acabamento final.
Em Portugal, existem estúdios especializados como a Tufting Portugal ou workshops em Lisboa, como a Hands On, e lojas especializadas como a Tuftingshop.
sábado, abril 18, 2026
Mini-curso de Gramática Portuguesa
Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho lhe apresenta um Mini-curso de gramática portuguesa nível A1/A2.
Ora veja.
sexta-feira, abril 17, 2026
Taking A Chance On Love
I hear those trumpets blow again
All aglow again
Taking a chance on love
Here I slide again
About to take that ride again
Starry-eyed again
Taking a chance on love
I never would try
But now I'm taking the game up
And the ace of hearts is high
I see a rainbow blending now
We'll have a happy ending now
Taking a chance on love
About to take that tip again
Got my grip again
Taking a chance on love
Now I prove again
That I can make life move again
In the grove again
Taking a chance on love
quinta-feira, abril 16, 2026
As Filhas do Terramoto
As Filhas do Terramoto é um livro (2026) do escritor português Domingos Amaral (Casa das Letras) e uma sequela de Quando Lisboa Tremeu, um dos bestsellers do autor.
Lisboa, 1758. Sete raparigas desaparecem misteriosamente para serem transformadas em escravas sexuais. Que terrível conspiração domina a cidade?
No verão de 1758, menos de três anos depois do grande terramoto que destruiu Lisboa, a população vive alarmada com o desaparecimento de sete raparigas cujos corpos nunca foram encontrados. Incomodado, Sebastião José de Carvalho e Melo, poderoso ministro do rei D. José, nomeia um recém-formado em Direito, Pina Manique, para investigar essas estranhas ocorrências.
No entanto, existem apenas vagas suspeitas sobre uns mercadores árabes. Para tentar acusá-los, Sebastião José dirige-se às masmorras da Torre de Belém para convencer Santamaria, um piloto de barcos, a auxiliá-lo na investigação, uma vez que o prisioneiro fala a língua dos árabes. A troco dessa ajuda, oferece-lhe a liberdade.
Santamaria recusa a proposta, até saber que uma das raparigas desaparecidas é a sua filha Assunção. É então que aceita ajudar na investigação, mergulhando numa cidade ainda atordoada pelo cataclismo. Nela, o piloto cruza-se com o seu filho Filipe, a antiga escrava Ester, o místico Abraão e o seu rival do passado, Hugh Gold, que em tempos disputou com ele o amor de Margarida, a paixão que Santamaria deseja agora rever.
De repente, Santamaria vê-se envolvido numa terrível conspiração, pois enquanto tenta encontrar a sua filha e desvendar os desaparecimentos, tem de evitar ser implicado no processo dos Távoras.
Numa Lisboa onde Sebastião José já começara a impor a sua lei de ferro, surge então esta história de amor de um pai pelos seus filhos e a sua simultânea tentativa de reencontrar a mulher por quem um dia se apaixonou.
quarta-feira, abril 15, 2026
Encontro de Oceanos
O encontro é uma zona turbulenta conhecida pelos navegadores como um dos trechos mais difíceis de se navegar, e não uma barreira invisível permanente.
Localiza-se no extremo sul do Chile/Argentina, na Terra do Fogo, passando pelo Cabo Horn e Estreito de Magalhães.
Ao contrário de alguns vídeos populares que mostram uma separação total das águas, os oceanos misturam-se de forma gradual e contínua devido às correntes oceânicas.
Alguns vídeos virais que mostram uma linha divisória clara de cores diferentes retratam, geralmente, o encontro de águas de degelo de glaciares com o oceano no Golfo do Alasca, e não o encontro entre os Oceanos Atlântico e Pacífico.
Acredita-se que, em dias calmos, a diferença de densidade, temperatura e salinidade entre os dois oceanos (o Atlântico é geralmente mais salgado) pode criar um efeito visual temporário de fronteira.
terça-feira, abril 14, 2026
Canção da Primavera
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.
Catavento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.
Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo…
segunda-feira, abril 13, 2026
As Cornucópias de Alcobaça
Embora seja incerta a origem das Cornucópias de Alcobaça, tudo indica que foram criadas no Mosteiro de Santa Maria de Cós (ou Coz), fundado no século XII e dependente do Mosteiro de Alcobaça (Património Mundial da Humanidade - UNESCO).
O nome deste doce e o seu formato derivam do latim cornu copiae (corno da abundância), um símbolo da antiguidade que representava a fertilidade e a abundância.
As Cornucópias fazem parte do vasto legado gastronómico dos monges de Cister, que utilizavam o excesso de gemas (após o uso das claras para engomar hábitos ou clarificar vinho) para criar uma doçaria rica em açúcar.
As Cornucópias de Alcobaça são recheadas de ovos-moles, confecionados com gemas e açúcar, quase os únicos ingredientes que entram no receituário da doçaria conventual portuguesa, depois da utilização das claras com objetivos mais prosaicos. Já a massa é fina e crocante, moldada em forma de cone e tradicionalmente frita em azeite (ou óleo). Geralmente é feita com farinha, manteiga, um toque de açúcar e banha. Após a fritura, a massa é muitas vezes passada por açúcar e canela antes de ser recheada.
domingo, abril 12, 2026
As 6 Saias Que Deve Ter No Seu Roupeiro
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
Para mulheres maduras que procuram ser elegantes e modernas, existem alguns modelos de saias que se destacam por valorizar a silhueta feminina com conforto e sofisticação. Estes modelos intemporais são pensados para oferecer versatilidade, transitando facilmente entre o casual e o formal.
A saia em A ou Evasé (midi) porque o corte em "A" desenha o corpo sem marcar, equilibrando as proporções e alongando a silhueta;
A saia Envelope (ou trespassada) porque o seu ajuste personalizável na cintura, se adapta a qualquer tipo de corpo, proporcionando leveza e um toque atual;
A saia Lápis (em alfaiataria) que é a versão moderna da clássica saia justa, feita com tecidos estruturados (muitas vezes com elástico no cós), porque realça a feminilidade com conforto;
A saia Jeans ou de ganga (lavagem escura) em corte reto ou evasé, porque é a peça ideal para looks casuais chiques, mantendo um ar alinhado e jovial;
A saia de Cetim ou Seda, porque sendo fluida traz sofisticação imediata ao look, sendo perfeita tanto para ocasiões formais quanto para um jantar elegante.
sábado, abril 11, 2026
Paisagem Com Lanternas
Nesta paisagem onírica surrealista, uma mulher misteriosa está de costas. Se a mulher nos conduzir pelo caminho, certamente jamais retornaremos ao mundo dos vivos. Os fios de telefone pendurados após terem sido cortados indicam que a comunicação entre o mundo dos vivos e o dos mortos é impossível. À frente, vemos duas figuras carregando um cadáver envolto num lençol branco. Uma luz rasante e inquietante vinda da esquerda projeta sombras sinistras no chão sob as lanternas, e não das lanternas, como seria de esperar.
Paul Delvaux (1897–1994) foi um dos mais influentes pintores surrealistas belgas, conhecido pelas cenas oníricas que misturam o clássico com o estranho.
O seu trabalho é imediatamente reconhecível por temas recorrentes que criam um universo de silêncio e imobilidade.
As Estações de Comboio eram recorrentes na sua pintura. Inspirado por memórias de infância, Delvaux pintava frequentemente comboios e estações ferroviárias solitárias sob o luar.
Outro dos temas utilizado pelo pintor era a Arquitetura Clássica. Ruínas gregas e romanas servem de pano de fundo para as suas cenas, evocando uma sensação de tempo suspenso.
Paul Delvaux, pintor que misturava temáticas oníricas e pessoais, formou-se pela Academia de Belas Artes de Bruxelas, onde mais tarde se tornou professor, desenvolveu uma linguagem visual única, frequentemente associada ao Surrealismo.
Das suas obras podemos destacar: Esqueletos, Jardim Noturno, A tentação de Santo António e A Vénus Adormecida.
sexta-feira, abril 10, 2026
Benguelinha
Que d'aromas tão fragrantes
Não esparzes com candor,
Quando trinas mavioso
Nesse insólito rigor
De um sol forte e constante
Suaves cantos d'amor?!
Do dia no albor,
Sentir o rigor
De escravo viver;
Em cantos d'amor,
Ah! sê meu primor
Não queiras morrer!
Andar pelas fragas,
Viver só de bagas,
Nos ramos dormir?
Na tua prisão
Ai! Tem compaixão
Não vive a carpir!
No meu coração
O doce condão -
Do meigo trinar;
O plumeo cantor,
As juras d'amor,
Ouvio a sorrir -
Endeixas trinou,
Que d'alma exalou,
Que d'alma sentiu! -
quinta-feira, abril 09, 2026
A Costa dos Murmúrios
Em Moçambique começou há algum tempo a guerra colonial e Luís já não é o mesmo homem que Evita conheceu. Quando os homens partem para uma operação militar no Norte do país, Evita fica sozinha e, no desespero de tentar compreender o que modificou Luís, procura a companhia de Helena, a mulher do capitão do marido, Forza Leal.
Com o tempo, ela descobre mais sobre o marido e Moçambique do que teria imaginado na sua pacífica casa europeia. Racismo, violência, injustiça e fatalismo tornam a vida insuportável.
terça-feira, abril 07, 2026
La Bohème
Ouça a cantora ítalo francesa Yuyu (Giuditta Guizzetti) em La Bohème (vídeo oficial)
segunda-feira, abril 06, 2026
Hoje é Segunda-feira de Pascoela
Aqui estão as principais tradições:
A Continuação do Compasso Pascal (Visita Pascal). Em algumas freguesias, principalmente no Norte de Portugal, a visita pascal, onde o pároco leva a cruz decorada para abençoar as casas, estende-se até à segunda-feira de Pascoela.
Realização de Romarias e Piqueniques sobretudo no Alentejo. Nesta região do país, é tradição realizar romarias e almoços no campo neste dia. As famílias reúnem-se para celebrar a ressurreição com convívio, muitas vezes aproveitando o clima primaveril para comer ao ar livre.
A partilha de Folares e Doces. É um dia para continuar a comer os doces típicos da Páscoa, como o folar de carne ou o doce, o pão de ló e as amêndoas, partilhando-os com amigos e vizinhos que visitam a casa.
A visita ou passeio pelos Mercados de Páscoa. Em algumas localidades, como Vila do Conde, ocorrem feiras e mercados de Páscoa que funcionam durante este período, oferecendo animação e gastronomia local.
domingo, abril 05, 2026
Páscoa Na Aldeia
O poema "Páscoa na Aldeia" de Teixeira de Pascoaes retrata uma celebração nostálgica e primaveril na região de Entre-o-Douro-e-Minho. Este poema bucólico é um reflexo do amor de Pascoaes pela sua terra, a região de Amarante e da Serra da Aboboreira, onde passava tempo com a família.
Infância, mês de Abril!
Manhã primaveril!
A velha igreja.
Entre as árvores alveja,
Alegre e rumorosa
De povo, luzes, flores…
E, na penumbra dos altares cor-de-rosa .
Rasgados pelo sol os negros véus.
Parece até sorrir a Virgem-Mãe das Dores.
Ressurreição de Deus! (…)
Em pleno azul, erguida
Entre a verde folhagem das uveiras.
Rebrilha a cruz de prata florescida…
Na igreja antiga a rir seu branco riso de cal.
Ébrias de cor, tremulam as bandeiras…
Vede! Jesus lá vai, ao sol de Portugal!
Ei-lo que entra contente nos casais;
E, com amor, visita as rústicas choupanas.
É ele, esse que trouxe aos míseros mortais
As grandes alegrias sobre-humanas.
Linda manhã, canções de passarinhos!
A campainha toca: Aleluia! Aleluia! (…)
Velhos trabalhadores, por quem sofreu Jesus.
Esperam o COMPASSO…
E, ajoelhando com séria devoção.
Beijam os pés da Cruz.
sábado, abril 04, 2026
O Bolinhol de Vizela
A sua receita, passada de geração em geração, é feita de forma artesanal, utilizando ingredientes locais.
O Bolinhol de Vizela foi um dos vencedores do concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal (2019).
A história deste doce nortenho remontará ao ano de 1880, sendo que em 1884 esteve já presente na Exposição Industrial Concelhia de Guimarães. Ao longo do século XX foi conquistando palatos, à medida que as Termas de Vizela ganhavam popularidade, entre ingleses ligados ao comércio do Vinho do Porto e famílias endinheiradas no norte do país e de Espanha.
sexta-feira, abril 03, 2026
Quem
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| Ressurreição de Cristo de Rafael Sanzio (1499–1502). |
no terceiro dia
de cada sílaba
nem se há palavra para voltar
do grande rio do
esquecimento.
Não sei se no terceiro dia
alguém me espera. Ou se
ninguém.
Em cada poema levanto a pedra
em cada poema pergunto quem.
quinta-feira, abril 02, 2026
A Páscoa no Mundo
Significado e Símbolos
O Judaísmo (Pessach) celebra o êxodo do Egito, sendo a raiz histórica da data.
Aqui estão algumas das tradições mais marcantes da Páscoa ao redor do mundo:
Na Alemanha o coelho da Páscoa (Osterhase) é a figura central, trazendo ovos de chocolate que são escondidos nos jardins para as crianças procurarem. É costume decorar ovos cozidos e preparar bolos em formato de cordeiro ou coelho.
Na Bulgária, os búlgaros têm a tradição de quebrar ovos cozidos uns nos outros, acreditando que quem ficar com a casca intacta terá sucesso e saúde no ano seguinte.
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| Haux - Omelete gigante |
Em França, na segunda-feira de Páscoa, a cidade de Haux (perto de Bordéus) prepara uma omelete gigante com cerca de 15.000 ovos, uma tradição que alimenta centenas de pessoas.
Já na Suécia a Páscoa tem um toque de Halloween, com crianças vestindo-se de bruxas (påskkärringar) e pedindo doces nas ruas.
Na República Checa as crianças recebem varas de madeira decoradas com laços coloridos, usadas numa tradição simbólica.
quarta-feira, abril 01, 2026
Quando Portugal Dominou o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico
Portugal controlou o Estreito de Ormuz durante grande parte do século XVI e início do XVII. O domínio sobre esta passagem foi um dos pilares da estratégia de Afonso de Albuquerque para estabelecer o Império Português no Oriente.
Aqui estão os pontos principais desse período histórico:
A Conquista (1507 e 1515): Afonso de Albuquerque compreendeu que, para controlar o comércio de especiarias no Oceano Índico, era necessário dominar três pontos-chave: Áden, Malaca e Ormuz;
O Papel do Forte de Ormuz: Os portugueses construíram o imponente Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz. Ainda hoje é possível visitar as ruínas da fortaleza portuguesa na ilha de Ormuz, onde as paredes de pedra avermelhada e as cisternas de água permanecem como testemunhos dessa época. A partir dali, controlavam quem entrava e saía do Golfo Pérsico;O Sistema de Cartazes: Qualquer navio que quisesse navegar na região precisava de uma licença paga aos portugueses (o cartaz);
A Alfândega: Ormuz tornou-se uma das fontes de rendimento mais lucrativas para o império, devido às taxas alfandegárias cobradas sobre cavalos, seda e especiarias;
A Perda do Controlo (1622): O domínio português durou cerca de 107 anos, mas terminou devido à ascensão de novas potências e alianças locais, nomeadamente a Aliança Anglo-Persa (o xá persa Abbas I desejava expulsar os portugueses, mas não tinha frota. Aliou-se, então, à Companhia Inglesa das Índias Orientais, que forneceu o apoio naval necessário);
A Queda: Após um cerco intenso em 1622, a guarnição portuguesa rendeu-se. A cidade de Ormuz foi praticamente destruída e o centro de comércio foi transferido para o continente (Bandar Abbas).
terça-feira, março 31, 2026
A Semana Santa de Braga
A Semana Santa de Braga 2026 decorre entre 29 de março e 5 de abril de 2026. Este evento é um dos momentos religiosos e culturais mais marcantes da cidade, atraindo milhares de fiéis e turistas ao centro histórico para assistir às seculares procissões e celebrações litúrgicas.
segunda-feira, março 30, 2026
A Páscoa em Portugal
A Páscoa em Portugal, e em particular nas suas aldeias, é uma celebração profunda de tradições religiosas e familiares. É marcada pela Encomendação das Almas (um ritual quaresmal - sobretudo no Centro de Portugal - onde grupos de pessoas cantam nas ruas pedindo pelas almas), pela visita do Compasso Pascal (um costume com mais de 500 anos que se caracteriza por um grupo liderado pelo pároco, com uma cruz florida, que percorre as ruas no domingo de Páscoa - por vezes até à segunda-feira - para abençoar as casas), pelos Tapetes de Flores (os moradores preparam a entrada de casa com flores, pinho e ervas para indicar que desejam receber o compasso), e por Sabores Típicos como o Folar da Páscoa (feito de forma artesanal com ovos, açúcar e canela, símbolo de união) e o Cabrito Assado (o prato principal tradicional do almoço de Páscoa).
As casas são abençoadas com água benta, fortalecendo os laços comunitários e os reencontros.A Páscoa no mundo rural é uma época de "renascimento", ideal para viver o lado mais intimista e comunitário, muitas vezes com lareiras acesas e partilha de doces entre vizinhos.
domingo, março 29, 2026
A Boleima de Portalegre
Embora Portalegre seja o reino da boleima, cada localidade do Alto Alentejo (Portalegre, Castelo de Vide, Ponte de Sôr, Marvão, Alter do Chão e Elvas) tem a sua receita.
Em comum, o facto de ser uma das mais doces e populares tradições alentejanas da Páscoa. Existem versões "ricas" e "pobres", mas todas assumem uma forma quadrada ou retangular, a cor castanha, dourada, o açúcar amarelo e a canela como toque final.
Reza a história que o bolo é uma variante do pão ázimo consumido pelos Judeus para recordarem a fuga de Israel. O fermento não faz parte da receita, pois a fuga foi tão repentina que não houve tempo para levedar o pão. Ao contrário da grande maioria dos doces típicos portugueses, também não leva ovos, já que o objetivo inicial da receita era aproveitar as sobras de massa do pão, a que então se foram acrescentando ingredientes como o açúcar, a canela, a maçã ou as nozes.
Boleima de Pão, Canela, Noz e Maçã (Portalegre, Fronteira e Cabeço de Vide - Alto Alentejo)
Preparação:
Descascam-se as maçãs e cortam-se às meias luas. Numa tigela mistura-se o açúcar e a canela.
Num alguidar amassa-se a massa do pão com o azeite e a farinha. Unta-se um tabuleiro com
manteiga e polvilha-se com a farinha. Divide-se a massa em duas partes e forra-se o tabuleiro
com uma dessas partes, polvilha-se com a mistura do açúcar e a canela, cobre-se com a maçã e
os pedacinhos de nozes e polvilha-se novamente com o açúcar, cobre-se com a restante massa
e polvilha-se com açúcar e canela. Com um a faca, corta-se a massa aos quadrados e sobre
cada um deles coloca-se uma meia-lua de maçã, polvilha-se com açúcar e canela e leva-se a
cozer em forno médio. depois de cozida, desenforma-se.
Fonte: entrevista a Maria Jesuína dos Santos Mourato (n/d:1950), com o 1.º ciclo, proprietária, por Adelaide Martins [Leader-Sor]/ 2012. Organização/ data - Paulo Lima | antropólogo/ 2012-outubro/maio-2013.
sábado, março 28, 2026
Os Portos Fluviais do Tejo
![]() |
| Salvaterra de Magos - Vala Real |
A chegada do comboio no séc. XIX reduziu a importância comercial, mas os portos mantêm relevância no turismo, desporto e, recentemente, no transporte de cargas para reduzir o tráfego rodoviário.
sexta-feira, março 27, 2026
Dia Mundial do Teatro
O teatro é uma forma de arte milenar que consiste na representação de histórias, emoções e conflitos humanos perante uma audiência, utilizando atores, cenários e técnicas de palco. O termo originário do grego theatron ("lugar para ver"), abrange a dramaturgia, o edifício físico e a arte cénica.
Hoje 27 de março assinala-se, em todo o país e no resto do mundo, mais um Dia Mundial do Teatro.
Muitas salas lisboetas prestigiam esta data com espetáculos gratuitos e outras atividades relacionadas com a grande arte do palco.
Se está em Lisboa pode ir até ao Teatro da Trindade que celebra este dia com uma programação especial. No teatro dirigido por Diogo Infante, pode participar em duas visitas guiadas, e assistir aos espetáculos Brokeback Mountain, na sala estúdio, e A Gaivota, na sala Carmen Dolores.
Já A Barraca, dirigida por Maria do Céu Guerra e Hélder Mateus Costa comemora este dia com dois espetáculos: A Farsa de Inês Pereira e O Príncipe de Spandau.quinta-feira, março 26, 2026
Summertime
quarta-feira, março 25, 2026
Bacalhau à Conde de Brito
"Bacalhau à Conde de Brito" é uma receita tradicional portuguesa, muito popular, que consiste em bacalhau desfiado, refogado com azeite, cebola, alho e louro, frequentemente preparado com batatas e natas.
1 cebola
1 dl de azeite
3 dentes de alho
450 g de bacalhau demolhado
sal
pimenta
4 dl de natas
300 g de batata
150 g de queijo ralado
Salsa picada para enfeitar (facultativo)
Preparação:
Coza o bacalhau e reserve. Corte a cebola ás rodelas e refogue no azeite, junto com os alhos picados.
Junte o bacalhau cozido e desfiado. Tempere de sal e pimenta. Junte as natas e retifique os temperos. Reserve.
Descasque as batatas, lave-as e corte-as em rodelas bem finas.
Num tabuleiro disponhas em camadas alternadas as batatas e o preparado de bacalhau. Polvilhe com o queijo e leve ao forno, a 150º, durante cerca de 45 minutos ou até as batatas estarem macias.
Antes de servir polvilhe com salsa picada ou outra erva de cheiro a gosto.
terça-feira, março 24, 2026
O Retrato da Sra. Hasellter
Leonor Fini (1907 - 1996) foi uma pintora, designer, ilustradora e escritora argentina, conhecida pelas suas ilustrações sensuais de mulheres.
Aos 17 anos, Leonor mudou-se para Milão e depois para Paris. Na capital francesa, fez amizade com Carlo Carrà e Giorgio de Chirico, grandes influenciadores de seu trabalho. Conheceu também Paul Éluard, Max Ernst, Georges Bataille, Henri Cartier-Bresson, Picasso, André Pieyre de Mandiargues e Salvador Dalí.
Artista multifacetada, foi pintora, figurinista, designer, cenógrafa e escritora. A sua obra destacou-se pela representação de mulheres fortes e autónomas, desafiando os padrões da época. É frequentemente lembrada como a única artista a pintar mulheres "sem desculpas", retratando-as em situações provocantes e empoderadas.
segunda-feira, março 23, 2026
Bonjour Bonjour
Invadidos que somos pela música anglo-saxónica, hoje proponho-lhe que ouça música francesa com a cantora Yuyu em "Bonjour Bonjour" (vídeoclip oficial).
domingo, março 22, 2026
Quando vier a Primavera
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro (n.16 de abril de 1889) - Poesia (Poemas Inconjuntos)














































