Os portugueses chegaram ao antigo Ceilão em 1505, liderados por Lourenço de Almeida. Inicialmente, estabeleceram acordos comerciais e de proteção com o rei de Kotte em troca de especiarias (especialmente canela).
Conflitos internos e a crescente interferência colonial enfraqueceram o reino. Os portugueses acabaram por assumir o controle total da região após a morte do último rei de Kotte e a doação do reino à Coroa Portuguesa (Campanha de Dharmapala). O Rei D. João Dharmapala de Kotte foi o primeiro rei cingalês a converter-se ao Catolicismo. Incapaz de conter os ataques do rival Reino de Ceitavaca, aliou-se totalmente aos portugueses aos quais o próprio rei acabou por doar os seus domínios antes de morrer.
É de notar que durante o período holandês (1658-1796) se produziram na Índia obras portuguesas de relevo sobre a história de Ceilão (Fernão de Queiroz, João Ribeiro). Ao mesmo tempo, reavivaram-se as missões católicas, na clandestinidade, com a entrada em Jaffna do Padre José Vaz, Oratoriano goês, em 1687. A quimera de um regresso das forças do Estado da Índia a Ceilão sobreviveu ao longo de todo o século XVIII, época em que o português crioulo se reforçou na ilha enquanto língua de comunidades cristãs consideradas luso-descendentes ou "portuguesas" ("Portuguese Burghers"), nomeadamente em Columbo (forma de grafia tradicional e antiga usada em Os Lusíadas e em registos clássicos) no litoral do Sudoeste da ilha, e em Batticaloa, onde hoje sobrevive.A cidade de Kotte, perto de Colombo, é hoje a atual capital do Sri Lanka.
Veja os vídeos a seguir:
Os Portuguese Burghers.
Anda os descendentes dos Portugueses.O Turismo no antigo Reino de Kotte.


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