terça-feira, setembro 15, 2026

Perdidamente

 Ouça Luís Represas em Perdidamente (letra de Florbela Espanca e música de João Gil).

Aqui Luís Represas esteve, com som ao vivo, no programa "AUTORES CONTADOS E CANTADOS" (em 2024 ) com autoria e apresentação de Carlos Alberto Moniz, no Auditório Maestro Frederico de Freitas (SPA).
Ser poeta é ser mais alto
É ser maior do que os homens, morder como quem beija
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de aquém e de além dor

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e asas de condor

É ter fome, é ter sede de infinito
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim
É condensar o mundo num só grito

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

Ser poeta é ser mais alto
É ser maior do que os homens, morder como quem beija
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de aquém e de além dor

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e asas de condor

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

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