A Continuação do Compasso Pascal (Visita Pascal). Em algumas freguesias, principalmente no Norte de Portugal, a visita pascal, onde o pároco leva a cruz decorada para abençoar as casas, estende-se até à segunda-feira de Pascoela.
Realização de Romarias e Piqueniques sobretudo no Alentejo. Nesta região do país, é tradição realizar romarias e almoços no campo neste dia. As famílias reúnem-se para celebrar a ressurreição com convívio, muitas vezes aproveitando o clima primaveril para comer ao ar livre.
A partilha de Folares e Doces. É um dia para continuar a comer os doces típicos da Páscoa, como o folar de carne ou o doce, o pão de ló e as amêndoas, partilhando-os com amigos e vizinhos que visitam a casa.
A visita ou passeio pelos Mercados de Páscoa. Em algumas localidades, como Vila do Conde, ocorrem feiras e mercados de Páscoa que funcionam durante este período, oferecendo animação e gastronomia local.
Em suma, a segunda-feira é vista como um dia de Páscoa Pequena ou de celebração da Pascoela, focada no convívio e na alegria da ressurreição.
Na manhã da segunda-feira de Páscoa, Borba voltou a cumprir a tradição. É dia de Santa Bárbara.
O poema "Páscoa na Aldeia" de Teixeira de Pascoaes retrata uma celebração nostálgica e primaveril na região de Entre-o-Douro-e-Minho. Este poema bucólico é um reflexo do amor de Pascoaes pela sua terra, a região deAmarante e da Serra da Aboboreira, onde passava tempo com a família.
Minha aldeia na Páscoa… Infância, mês de Abril! Manhã primaveril! A velha igreja. Entre as árvores alveja, Alegre e rumorosa De povo, luzes, flores… E, na penumbra dos altares cor-de-rosa . Rasgados pelo sol os negros véus. Parece até sorrir a Virgem-Mãe das Dores. Ressurreição de Deus! (…) Em pleno azul, erguida Entre a verde folhagem das uveiras. Rebrilha a cruz de prata florescida… Na igreja antiga a rir seu branco riso de cal. Ébrias de cor, tremulam as bandeiras… Vede! Jesus lá vai, ao sol de Portugal! Ei-lo que entra contente nos casais; E, com amor, visita as rústicas choupanas. É ele, esse que trouxe aos míseros mortais As grandes alegrias sobre-humanas.
Lá vai, lá vai, por íngremes caminhos! Linda manhã, canções de passarinhos! A campainha toca: Aleluia! Aleluia! (…) Velhos trabalhadores, por quem sofreu Jesus.
E mães, acalentando os filhos no regaço. Esperam o COMPASSO… E, ajoelhando com séria devoção. Beijam os pés da Cruz.
O Bolinhol de Vizela é um doce tradicional português, característico da região de Vizela, com uma textura húmida e uma cobertura doce. É um pão-de-ló fofo, mas simultaneamente húmido, finalizado com uma cobertura de açúcar opaca, pincelada à mão.
A sua receita, passada de geração em geração, é feita de forma artesanal, utilizando ingredientes locais.
O Bolinhol de Vizela foi um dos vencedores do concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal (2019).
A história deste doce nortenho remontará ao ano de 1880, sendo que em 1884 esteve já presente na Exposição Industrial Concelhia de Guimarães. Ao longo do século XX foi conquistando palatos, à medida que as Termas de Vizela ganhavam popularidade, entre ingleses ligados ao comércio do Vinho do Porto e famílias endinheiradas no norte do país e de Espanha.
Encontra Bolinhol – que até tem um livro dedicado à sua história – em várias pastelarias de Vizela sobretudo nas quadras da Páscoa e do Natal.
Não sei como se ressuscita no terceiro dia de cada sílaba nem se há palavra para voltar do grande rio do esquecimento. Não sei se no terceiro dia alguém me espera. Ou se ninguém. Em cada poema levanto a pedra em cada poema pergunto quem.
APáscoaé uma das festividades mais celebradas no mundo, marcando a ressurreição de Jesus Cristo no cristianismo, mas também incorporando tradições seculares e culturais diversas, muitas vezes ligadas à chegada da primavera no Hemisfério Norte. A data, que em 2026 ocorre no início de abril (Sexta-feira Santa a 3 e Domingo a 5), é definida pelo primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera/outono.
Significado e Símbolos
O Cristianismo celebra a ressurreição deJesus, sendo considerada a celebração mais importante, muitas vezes acima do Natal. O Judaísmo (Pessach) celebra o êxodo do Egito, sendo a raiz histórica da data.
Ovos, coelhos, cordeiros e chocolate são usados para representar fertilidade, nova vida e a doçura da renovação.
Apesar das diferenças, a Páscoa é globalmente reconhecida como um momento de reunião familiar e celebração da esperança.
Aqui estão algumas das tradições mais marcantes da Páscoa ao redor do mundo:
Na Alemanha o coelho da Páscoa (Osterhase) é a figura central, trazendo ovos de chocolate que são escondidos nos jardins para as crianças procurarem. É costume decorar ovos cozidos e preparar bolos em formato de cordeiro ou coelho.
Na Bulgária, os búlgaros têm a tradição de quebrar ovos cozidos uns nos outros, acreditando que quem ficar com a casca intacta terá sucesso e saúde no ano seguinte.
Haux - Omelete gigante
Em França, na segunda-feira de Páscoa, a cidade de Haux (perto de Bordéus) prepara uma omelete gigante com cerca de 15.000 ovos, uma tradição que alimenta centenas de pessoas.
Já na Suécia a Páscoa tem um toque de Halloween, com crianças vestindo-se de bruxas (påskkärringar) e pedindo doces nas ruas.
Na República Checa as crianças recebem varas de madeira decoradas com laços coloridos, usadas numa tradição simbólica.
Nos Estados Unidos e Inglaterra, o egg rolling (rolar ovos) é tradicional, com a Casa Branca a realizar uma cerimónia famosa na segunda-feira após a Páscoa.
A Semana Santa de Braga 2026 decorre entre 29 de março e 5 de abril de 2026. Este evento é um dos momentos religiosos e culturais mais marcantes da cidade, atraindo milhares de fiéis e turistas ao centro histórico para assistir às seculares procissões e celebrações litúrgicas.
Assista agora, caso não se possa deslocar até lá, à versão integral do documentário produzido pelo Município de Braga sobre as tradições da Semana Santa de Braga.
Esta obra é o resultado de dois anos de intensa pesquisa sobre a mais vistosa e a mais famosa Semana Santa em Portugal e foi apresentada publicamente no Theatro Circo.
A Páscoa em Portugal, e em particular nas suas aldeias, é uma celebração profunda de tradições religiosas e familiares. É marcada pela Encomendação das Almas (um ritual quaresmal - sobretudo no Centro de Portugal - onde grupos de pessoas cantam nas ruas pedindo pelas almas), pela visita do Compasso Pascal (um costume com mais de 500 anos que se caracteriza por um grupo liderado pelo pároco, com uma cruz florida, que percorre as ruas no domingo de Páscoa - por vezes até à segunda-feira - para abençoar as casas), pelos Tapetes de Flores (os moradores preparam a entrada de casa com flores, pinho e ervas para indicar que desejam receber o compasso), e por Sabores Típicos como o Folar da Páscoa (feito de forma artesanal com ovos, açúcar e canela, símbolo de união) e o Cabrito Assado (o prato principal tradicional do almoço de Páscoa).
As casas são abençoadas com água benta, fortalecendo os laços comunitários e os reencontros.
A Páscoa no mundo rural é uma época de "renascimento", ideal para viver o lado mais intimista e comunitário, muitas vezes com lareiras acesas e partilha de doces entre vizinhos.
Veja agora, nos vídeos abaixo, como se celebra a Páscoa com tradição emalgumas Aldeias de Portugal.
Embora Portalegre seja o reino da boleima, cada localidade do Alto Alentejo (Portalegre, Castelo de Vide, Ponte de Sôr, Marvão, Alter do Chão e Elvas) tem a sua receita.
Em comum, o facto de ser uma das mais doces e populares tradições alentejanas daPáscoa. Existem versões "ricas" e "pobres", mas todas assumem uma forma quadrada ou retangular, a cor castanha, dourada, o açúcar amarelo e a canela como toque final.
Reza a história que o bolo é uma variante do pão ázimo consumido pelos Judeus para recordarem a fuga de Israel. O fermento não faz parte da receita, pois a fuga foi tão repentina que não houve tempo para levedar o pão. Ao contrário da grande maioria dos doces típicos portugueses, também não leva ovos, já que o objetivo inicial da receita era aproveitar as sobras de massa do pão, a que então se foram acrescentando ingredientes como o açúcar, a canela, a maçã ou as nozes.
Boleima de Pão, Canela, Noz e Maçã (Portalegre, Fronteira e Cabeço de Vide - Alto Alentejo)
Ingredientes:
1 kg de pão em massa,
0,5 l de azeite cru,
200 g de farinha de trigo,
açúcar louro q.b.,
canela em pó q.b.,
1 kg de maçãs,
150 g de nozes partidas aos pedacinhos,
manteiga ou banha q.b. para untar a forma,
farinha q. b. para polvilhar a forma.
Preparação: Descascam-se as maçãs e cortam-se às meias luas. Numa tigela mistura-se o açúcar e a canela. Num alguidar amassa-se a massa do pão com o azeite e a farinha. Unta-se um tabuleiro com manteiga e polvilha-se com a farinha. Divide-se a massa em duas partes e forra-se o tabuleiro com uma dessas partes, polvilha-se com a mistura do açúcar e a canela, cobre-se com a maçã e os pedacinhos de nozes e polvilha-se novamente com o açúcar, cobre-se com a restante massa e polvilha-se com açúcar e canela. Com um a faca, corta-se a massa aos quadrados e sobre cada um deles coloca-se uma meia-lua de maçã, polvilha-se com açúcar e canela e leva-se a cozer em forno médio. depois de cozida, desenforma-se. Fonte: entrevista a Maria Jesuína dos Santos Mourato (n/d:1950), com o 1.º ciclo, proprietária, por Adelaide Martins [Leader-Sor]/ 2012. Organização/ data - Paulo Lima | antropólogo/ 2012-outubro/maio-2013.
Os Portos Fluviais do Tejo foram historicamente fundamentais para o desenvolvimento de Lisboa (foz e porto de abrigo) e do Ribatejo, servindo como eixos logísticos vitais para o transporte de mercadorias (vinho, lenha, pedra) e pessoas. Locais como Vila Franca de Xira (antiga zona de armadas e cais de pesca),o Porto de Muge (conhecido pela influência das marés - a ação das marés estende-se longe, afetando a navegação até áreas a cerca de 70 km da foz- e ligação à pesca), Salvaterra de Magos - Vala Real (antigo e crucial canal de transporte de mercadorias) e o novo terminal da Castanheira do Ribatejo(terminal fluvial em desenvolvimento para cargas) destacam-se na ligação entre margens e o estuário.
A chegada do comboio no séc. XIX reduziu a importância comercial, mas os portos mantêm relevância no turismo, desporto e, recentemente, no transporte de cargas para reduzir o tráfego rodoviário.
A valorização do território baseia-se nestes antigos portos, que hoje se reorientam para o lazer e a sustentabilidade.
Se quiser saber mais alguma coisa sobre este assunto assista ao programa Visita Guiada sobre os Antigos Portos Fluviais do Baixo Tejo.
A partir da história da navegação no rio Trancão e passando pela antiga Vala Real de Salvaterra de Magos, o geógrafo Jorge Gaspar explica-nos como os afluentes do Baixo Tejo serviram, durante séculos, para alimentar Lisboa.
O decano Jorge Gaspar guia-nos ainda por algumas das mais emocionantes histórias dos grandes rios da Europa, defendendo que foram as navegações fluviais que construíram a identidade do território que se estende do Cabo da Roca aos Urais.
Agora que a Páscoa se aproxima a passos largos, deixo-lhe aqui uma sugestão de receita para experimentar: Bacalhau à Conde de Brito.
"Bacalhau à Conde de Brito" é uma receita tradicional portuguesa, muito popular, que consiste em bacalhau desfiado, refogado com azeite, cebola, alho e louro, frequentemente preparado com batatas e natas.
Ingredientes: 1 cebola 1 dl de azeite 3 dentes de alho 450 g de bacalhau demolhado sal pimenta 4 dl de natas 300 g de batata 150 g de queijo ralado Salsa picada para enfeitar (facultativo)
Preparação: Coza o bacalhau e reserve. Corte a cebola ás rodelas e refogue no azeite, junto com os alhos picados. Junte o bacalhau cozido e desfiado. Tempere de sal e pimenta. Junte as natas e retifique os temperos. Reserve. Descasque as batatas, lave-as e corte-as em rodelas bem finas. Num tabuleiro disponhas em camadas alternadas as batatas e o preparado de bacalhau. Polvilhe com o queijo e leve ao forno, a 150º, durante cerca de 45 minutos ou até as batatas estarem macias. Antes de servir polvilhe com salsa picada ou outra erva de cheiro a gosto.
O Lado Negro do Chocolate (2010) é um documentário premiado do jornalista, realizador e produtor dinamarquês Miki Mistrati(1968).
Este cineasta decidiu investigar o que existe por trás do doce mais amado do mundo: o chocolate.
O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças?
Miki Mistrati decidiu investigar informações relacionadas com o trabalho escravo infantil em plantações de cacau. A busca de respostas para estes boatos levou-o até ao Mali, na África Ocidental, onde câmaras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da vizinha Costa do Marfim.
Quando questionadas sobre os factos, empresas beneficiadas com esta situação tais como a Nestlé, a Mars e a Kargill, entre outras, recusaram-se a dar qualquer explicação.
A Costa do Marfim é o maior produtor de cacau, respondendo por cerca de 40% da produção mundial. Empresas como a Nestlé, a Barry Callebaut e a Mars assinaram em 2001 o Protocolo do Cacau, comprometendo-se a erradicar totalmente o trabalho infantil no sector, até 2008.
O Protocolo Harkin-Engel, frequentemente referido como o "Protocolo do Cacau", é um acordo internacional assinado em 2001 com o objetivo de eliminar as piores formas de trabalho infantil e o trabalho forçado na produção de cacau, principalmente na África Ocidental, de onde provém mais de 60% do cacau mundial.
Será que o seu chocolate tem um sabor amargo? Acompanhe Miki até à África vendo "O Lado Negro do Chocolate".
Depois de ver este documentário, nunca mais comerá chocolate da mesma maneira despreocupada.
A paz sem vencedor e sem vencidos Que o tempo que nos deste seja um novo Recomeço de esperança e de justiça. Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência Para podermos ler melhor a vida Para entendermos vosso mandamento Para que venha a nós o vosso reino Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos Dai-nos a paz que nasce da verdade Dai-nos a paz que nasce da justiça Dai-nos a paz chamada liberdade Dai-nos Senhor paz que vos pedimos
O Mosteiro de Santa Clarade Coimbra, popularmente conhecido como Convento de Santa Clara-a-Velha, localiza-se na margem esquerda do rio Mondego, freguesia de Santa Clara e Castelo Viegas, na cidade, município e distrito de Coimbra, em Portugal.
A grande quantidade de gemas empregue na sua confeção é, por si só, a confirmação de se tratar de um doce conventual.
Estamos quase a celebrar a Páscoa e oPudim das Clarissas, como também é conhecido, é perfeito para compor uma mesa de festa. Com votos de uma Páscoa docinha aqui lhe deixo várias receitas do Pudim das Clarissas:
Ingredientes: 16 gemas 220 ml de água 25 g de manteiga à temperatura ambiente 500 g de açúcar
Preparação: Ligue o forno a 180º C. Leve o açúcar e a água ao lume e deixe ferver cerca de 5 minutos até a calda atingir um ponto fraco. Retire e deixe arrefecer. Quando a calda estiver morna, junte as gemas, ligeiramente batidas, e a manteiga, misturando muito bem até obter um preparado cremoso e homogéneo. Deite numa forma de chaminé untada e leve ao forno cerca de 50 minutos. Deixe o pudim arrefecer e desenforme.
O folar era tradicionalmente confecionado na época da Páscoa. O clero recolhia o folar das famílias no Domingo de Páscoa, no denominado "Compasso ou visita Pascal". Hoje o folar está na mesa de todos os transmontanos sempre que há um casamento ou um batizado.
A primeira referência à receita com a designação de "Folar de Valpaços" surge, em 1959, no Livro de Pantagruel (Bertha Rosa Limpo, 1959), aparecendo posteriormente em várias publicações nacionais de culinária, destacando-se, entre elas, o livro Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lurdes Modesto(1982).
A reputação e utilização direta do nome "Folar de Valpaços" é referida por Virgílio Nogueiro Gomes, na sua obra "Transmontanices – Causas de Comer" (2010) e nas suas crónicas "Folares e a Páscoa" (2009) e "Cadernos de Receitas" (2012).
Numa taça, dissolva o fermento com um pouco de água morna.
Adicione a farinha à mistura de sal e ovos. Junte depois os restantes ingredientes. Misture tudo e bata energicamente até formar uma bola de massa elástica.
Deixe essa bola de massa levedar até dobrar de tamanho e ganhar algumas bolhas.
Corte a massa levedada em porções. Estenda a massa, recheie com as carnes e enrole a massa.
Coloque a massa numa forna untada com manteiga e deixe a levedar por cerca de 30 a 40 minutos.
Estamos na Quaresma e já muito próximos de celebrar a Páscoa.
Nalgumas regiões do nosso país o cabrito, o borrego e o anho fazem parte da
mesa do almoço do Domingo de Páscoa.
OCabrito Assado à Moda de Bragaé um prato de destaque à mesa dos minhotos no Domingo de Páscoa. Com algumas variações na forma de assar o cabrito, o Minho opta pela versão assada no forno, acompanhada com batatas assadas e arroz com miúdos.
Cabrito, borrego e anho não são a mesma coisa. O cabrito é da raça caprina e os seus progenitores a cabra e o bode.
A ovelha é o ovino fêmea, dos 7 meses até o primeiro parto - 12-24 meses, enquanto o carneiro é o macho.
O borrego é um cordeiro com menos de um ano, da raça ovina e a sua carne é mais clara e macia. Finalmente o anho, é por sua vez, nada mais do que um cordeiro (o cordeiro é o filhote da ovelha e tem até 7 meses e a sua carne é suculenta, macia e vermelha ou rosada). O borrego tem entre 7 e 15 meses. A carne é macia, mas de um vermelho mais forte.
Os cabritos são cuidadosamente selecionados quando têm apenas um mês e meio de vida, concentrando um peso entre os três e os cinco quilos no máximo - sendo a carne mais tenra e rosada. Variando de região para região é possível assá-lo de diferentes maneiras.
Assim, perto de Coimbra chega a ser assado à moda do leitão. Contudo, na região minhota manda a tradição uma versão assada no forno, acompanhada por batatas assadas e por arroz com miúdos. Deixo-lhe, pois aqui, uma receita de Cabrito à Moda de Braga.
Ingredientes: 500 gramas de batatas pequenas para assar 1 perna e 1 pá de cabrito 4 dentes de alho 1 colher de chá de colorau 2 folhas de louro pimenta q.b. sal q.b. 2.5 dl de vinho branco 50g de banha 150g massa pimentão Tomilho e alecrim qb.
Preparação:
1. Para a Marinada: Colocar o pimentão numa taça e num almofariz esmagar a 2 c.chá pimenta preta e 2 dentes de alho. Esmagar até formar uma pasta. Colocar ainda sal, alecrim, tomilho, vinho branco. Misturar muito bem, no caso de estar liquido juntar mais pimentão doce. Finalizar com 1 fio de azeite. 2. Colocar as partes do cabrito num recipiente, juntamente com o líquido. 3. Deixar marinar durante 24h. Virar a carne de 6 em 6 horas. 4. Confeção: Pré-aquecer o forno a 180ºC. 5. Aquecer uma frigideira, com banha e azeite, e colocar as partes no cabrito a selar até caramelizar. 6. De seguida colocar as mesmas num tabuleiro de ir ao forno, juntamente com o liquido da marinada, coberto com folha de aluminio, até aos últimos 30 minutos. Deixar no forno pelo menos 2 horas ou até a carne se começar a soltar do osso. 7. Cortar a batata em gomos e esmagar dois dentes de alho. Colocar tudo num tabuleiro, juntamente com alecrim, azeite, sal e colorau. Colocar no forno quando faltar 1 hora para terminar o cabrito. 8. Ao molho juntar um pouco da marinada e um pouco de água, e colocar num pequeno tacho. 9. Esmagar a batata com um esmagador, e temperar com alecrim picado e o molho da carne, pimenta e envolver tudo muito bem. 10. Desfiar o cabrito, e servir sobre a cama de esmagada de batata.
A Basílica do Santo Sepulcro é um local em Jerusalém, situada no Bairro Cristão da Cidade Antiga, onde a tradição cristã afirma que Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e de onde ressuscitou no Domingo de Páscoa. Constitui um dos locais mais sagrados da cristandade.
Com votos de uma Santa Páscoa, proponho-lhe uma visita virtual á Basílica do Santo Sepulcro, através do vídeo abaixo e ainda de um site que lhe permite uma visita virtual de 360º deste local sagrado.
Conheça e veja as várias dependências do Santo Sepulcro, em Jerusalém. O site passa automaticamente de dependência em dependência, com a câmera a mover-se lentamente, 360 graus. Depois de entrar na primeira sala, clique no botão direito do rato e escolha Full Screen (tela cheia). Na barra inferior há um dispositivo que, depois de o clicar pode escolher ainda várias possibilidades de operar a câmera para baixo, para cima, mais rápido ou mais devagar...
Preste atenção às instruções pois é magnífico e uma preciosidade! Clique aqui para abrir e deixe rolar. Não perca esta oportunidade. Vale bem a pena.
Com votos de uma Santa Páscoa aqui lhe deixo mais uma receita de Bolo Rançoso que faz parte do receituário gastronómico do Alentejo.
Ingredientes: 250 gr. de amêndoa pelada e ralada 200 gr. de açúcar amarelo 80 gr. de manteiga 2,5 dl de água 250 gr. de doce de chila 9 gemas mais 1 ovo completo 3 colheres de sopa de farinha com fermento
Preparação:
Num tacho, leve a amêndoa ao lume juntamente com a água e o açúcar amarelo. Ferva até a água reduzir e quase secar totalmente, fica uma mistura húmida. Deixe arrefecer e junte a manteiga amolecida e o doce de chila. Misture bem. Por fim, adicione as gemas batidas mais o ovo, e a farinha. O bolo é cozido numa forma untada com manteiga e coberta por papel vegetal, também este untado com manteiga. Quando a massa do bolo já estiver na forma, cubra o topo da mesma com farinha.
Este truque serve para evitar que o bolo queime e para formar crosta. Também o pode cobrir com folha de alumínio. Portanto, coloque uma camada de farinha por cima da massa até esta ficar bem tapada. Leve o bolo a cozer a 160/180º, conforme a potência do seu forno. Pode levar 40-50 minutos a cozer a 160º. O bolo deve ficar firme mas húmido. Espete um palitinho ou abane a forma do bolo, delicadamente, dentro do forno e se a massa se agitar muito é porque ainda está mal cozida. Para servir, deixe arrefecer e tire a farinha do bolo com um pincel.
Hoje é domingo de Páscoa ou Domingo da Ressurreição, para os cristãos. Contudo, judeus e cristãos comemorarão - cada um à sua maneira - a solenidade da Páscoa.
Enquanto a comemoração judaica relembra a passagem do anjo da morte durante a décima praga que possibilitou a libertação dos judeus da escravidão, a Páscoa cristã relembra o sacrifício de Cristo e a sua ressurreição, isto é, a sua passagem da morte para a vida.
Os judeus referem-se a esta festa pelo seu nome original: Pessach. Pessach, de origem hebraica, quer dizer "passagem" e deu origem, entre outras, às palavras "Páscoa" em português, "Pascua" em espanhol, "Pasqua" em italiano, e "Pâques" em francês.
De acordo com o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita do Brasil, Pessach"É a festa que comemora a passagem do povo israelita da escravidão do Egito para a libertação da Terra Prometida, através da travessia do Mar Vermelho".
A Páscoa cristã também está associada à ideia de "passagem": no caso, da morte para a vida. A solenidade que celebra a Ressurreição de Jesus é a mais importante do cristianismo. Mais até do que o Natal, que festeja a encarnação divina através do nascimento de Cristo.
De acordo com o que afirma o teólogo Isidoro Mazzarolo, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), citando a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15, 17. "A vitória de Jesus sobre a morte é o que confere sentido ao cristianismo. Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé!"
Enquanto a Páscoa está centrada na figura de Jesus, a Pessach evoca a memória de Moisés. Foi ele que, segundo o Livro do Êxodo, recebeu de Deus a missão de libertar os israelitas da opressão do faraó e, pelos próximos 40 anos, guiá-los até a Terra Prometida.
A Páscoa é uma solenidade tão importante que não basta um dia para a celebrar. Por essa razão, judeus e cristãos levam vários dias para festejar, respectivamente, a passagem do cativeiro à liberdade e da morte para a vida.
Os cristãos marcam a Semana Santa com missas especiais e procissões. Na sexta - feira santa, é o dia em que muitos fiéis evitam comer carne em respeito à morte de Cristo. No domingo, muitas famílias em Portugal celebram a tradição comendo cabrito, borrego ou leitão assados e doces específicos desta época (Pão-de-ló,folares, etc.). As amêndoas, os coelhos e os ovos de Páscoa tornaram-se, com o passar do tempo, também um dos símbolos desta data.
Já os judeus não podem comer nada feito à base de farinha. Uma iguaria que não pode faltar à mesa é o pão ázimo, feito só de trigo e água, sem fermento. Conhecida como matzá, simboliza a pressa do povo hebreu ao fugir da escravidão no Egito.
"Durante a Pessach, comemos ervas amargas para lembrar a amargura da escravidão, mas também bebemos vinho para recordar a doçura da liberdade. Não somos nem escravos nem livres. Ainda estamos no caminho", diz o rabino Michel Schlesinger.
O Sábado de Aleluia é o dia que antecede a data da Páscoa. Neste dia realiza-se a Vigília Pascal, onde os fiéis dedicam o seu dia e principalmente a madrugada a realizar orações em nome de Jesus, aguardando a chegada da sua ressurreição.
Pentatonix é um grupo americano a cappella originalmente composto por cinco vocalistas: Scott Hoying, Kirstin "Kirstie" Maldonado, Mitchell "Mitch" Grassi, Avriel "Avi" Kaplan (vocalista baixo) e Kevin "KO" Olusola, formado na cidade de Arlington, Texas. O grupo venceu a terceira temporada do programa The Sing-Off, da rede de televisão norte-americana NBC em 2011, cantando um arranjo a cappella da canção "Eye of the Tiger".