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quarta-feira, junho 17, 2026

A Dança da Primavera

 A Dança da Primavera (1922) é uma pintura de Alberto Giacometti.

(Frühlingstanz bei Stampa ou Ronde de couples dans un pré près de Stampa) é uma das raras pinturas de paisagens e festas da juventude de Alberto Giacometti. A obra antecede a sua famosa fase de esculturas alongadas e reflete o seu fascínio pelo pontilhismo e pelo modernismo.

1922 foi um ano de viragem para Giacometti, marcando o momento em que o artista se mudou para Paris para estudar na Académie de la Grande Chaumière. Pintado no norte de Stampa, na Suíça (a sua região natal no vale de Bregaglia), a obra apresenta um traçado vibrante. O artista frequentemente começava por fazer esboços na tela com cores primárias (vermelho para as figuras, azul para as paisagens), e é possível notar elementos geográficos locais como a Igreja de San Giorgio ao fundo.

Alberto Giacometti (1901- 1966) foi um renomado pintor e escultor suíço, profundamente influenciado pelo modernismo. A sua obra teve um papel essencial na definição da escultura surrealista, evoluindo posteriormente para um estilo marcado pelo existencialismo e pela representação expressiva da figura humana.

As suas esculturas alongadas e etéreas tornaram-se icónicas, transmitindo uma sensação de solidão e fragilidade. Giacometti explorou a condição humana de maneira única, refletindo angústia e introspecção nas suas criações.

A sua produção inicial em 1922 revela um jovem pintor que estava a assimilar as influências do Impressionismo do seu pai, Giovanni Giacometti, bem como a arte clássica. Para entender melhor como as influências tradicionais e globais se fundiam no estilo maduro e nas pinturas de Giacometti não deixe de ver o vídeo abaixo.

segunda-feira, maio 25, 2026

Rive droite, rive gauche

 Rive droite, rive gauche - Margem Direita, Margem Esquerda - é um filme francês (1984) realizado por Philippe Labro, e que conta no elenco com Gérard Depardieu, Nathalie Baye e Carole Bouquet, entre outros. Bouquet recebeu uma indicação para o César de Melhor Atriz Coadjuvante

Sinopse:
Jacques Guarrigue (Jacques Weber) e Paul Sénanques (Gérard Depardieu) têm uma firma de advocacia. Paul é um advogado bem-sucedido da margem direita do Sena. Entre outros, ele representa o poderoso e temível empresário e investidor Pervillard (Bernard Fresson). Apesar de ser casado, Paul apaixona-se por uma jovem chamada Sacha (Nathalie Baye), ex-funcionária de Pervillard. Quando descobre que ela foi demitida por não permitir que Pervillard a molestasse, torna o caso público provocando um escândalo político contra Pervillard. Sacha demonstra toda a sua gratidão, mas agora precisa temer a fúria de Babée (Carole Bouquet), a esposa ciumenta de Paul.

domingo, maio 24, 2026

A Rive Gauche

A cidade de Paris, capital da França, é atravessada pelo rio Sena

Rive Gauche (margem esquerda, em francês) é o nome que se dá à parte sul da cidade de Paris, em oposição à margem direita do rio conhecida por Rive Droite.

Na margem esquerda incluem-se os seguintes distritos: 5º arrondissement; 6º arrondissement; 7º arrondissement; 8º arrondissement; 14º arrondissement e o 15º arrondissement de Paris (salvo a île des Cygnes).

O nome Rive Gauche designa igualmente um estilo de vida típico. Os distritos V e VI, antigos bairros boémios, artísticos e intelectuais da primeira metade do século XX, ditaram esse estilo, chamado em francês de "bobo" (de bourgeois-bohème, "burguês e boémio"), em oposição aos bairros burgueses clássicos e conservadores dos arrondissements XVI e XVII, situados na margem direita.

Historicamente, esta área da cidade ganhou fama mundial como o coração cultural, intelectual e boémio da cidade. Devido ao seu enorme impacto cultural, o nome transformou-se numa marca de estilo e identidade global.

Enquanto a Rive Droite (margem direita, a norte) se associou historicamente ao comércio, finanças e ostentação Real, a Rive Gauche tornou-se o lar de intelectuais e artistas. Foi o ponto de encontro de figuras como Hemingway, Picasso, Verlaine e Sartre, entre outros. Ainda hoje é assim porque é o ponto de encontro dos jovens estudantes devido à Universidade de Sorbonne, e por isso, dos bistrôs, cafés e bares muito animados, das ruas estreitas e repletas de gente que pretende divertir-se.

É na Rive Gauche que se situam bairros icónicos como o histórico Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés. Nesta parte da cidade situam-se monumentos como a Torre Eiffel, os Jardins do Luxemburgo, o Museu Rodin, o Museu d'Orsay e a prestigiada Universidade da Sorbonne.

Em 1966, o estilista Yves Saint Laurent usou o nome para batizar a sua linha "Saint Laurent Rive Gauche". Esta iniciativa histórica provocou uma verdadeira revolução: a democratização da moda, com a primeira loja física de Prêt-à-porter (pronto a vestir) de um designer de alta-costura. Esta loja simbolizou o espírito da época tendo capturada a energia jovem, livre, urbana e rebelde dos estudantes desta parte da cidade na década de 1960.

 Inspirada pelo mesmo conceito, a marca Yves Saint Laurent lançou em 1970 o perfume Rive Gauche. Trata-se de uma fragrância floral aldeídica muito marcante, que se tornou num dos maiores clássicos da perfumaria francesa moderna.

Para conhecer melhor esta parte da cidade de Paris, explore os links acima ou veja os vídeos abaixo. 
Bom passeio virtual.
E ainda outro vídeo.

quinta-feira, maio 07, 2026

O Croissant

A receita do croissant surgiu na Áustria, mas consolidou-se no território francês a partir de meados do século XIX. A sua origem é atribuída aos padeiros de Viena, onde era conhecido pelo nome de Kipferl desde o século XIII, sendo feito de tamanhos variados.

Para alguns autores, a origem do kipferl, viennoiserie antepassado do croissant, dá-se, assim, na Áustria entre os séculos XIII e XVII, e aparece também na Hungria e na Itália, mas não se sabe a receita exata (salgada ou doce) e nem se a massa era folhada ou não. Este tipo de pastelaria também pode ter tido as suas origens no Próximo Oriente e nas cozinhas do palácio de Topkapi, em Istambul, na Turquia.

Terá sido um oficial austríaco, August Zang, associado a um nobre vienense de nome Ernest Schwarzer, que os introduziu em Paris entre 1837 e 1839, abrindo uma padaria de nome Boulangerie Viennoise, cujo sucesso rapidamente inspirou imitadores a produzirem a massa.

Foi feito na França num primeiro momento por trabalhadores que imigraram de Viena, a viennoiserie começou em seguida a ser praticada pelos seus pupilos. A prática espalhou-se e começou a ser chamada de travail viennois (trabalho vienense), e o cozinheiro chamado de viennois (vienense). Dentre esses cozinheiros, distinguiam-se o croissantier, o biscottier e o pâtissier-viennois (pasteleiro-vienense).

No entanto, foi só a partir do começo do século XX que essas receitas, especialmente a do croissant, se tornaram um símbolo da culinária francesa.

O Croissant é, hoje, uma delícia francesa que se espalhou pelo mundo e que faz sucesso tanto na sua versão salgada quanto na doce. 

Ícone da confeitaria, este prato tem uma maciez irresistível e sabor amanteigado. 

A preparação envolve uma massa de farinha, sal, açúcar, água, fermento e, é claro, manteiga de alta qualidade.

O segredo está na técnica meticulosa de esticar e dobrar a massa, criando camadas delicadas e crocantes.

O segredo do croissant está portanto na massa, que deve ser semifolhada. A massa semifolhada possui menos gorduras, menos dobras e leva fermento biológico. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a folhagem do croissant.

Um bom croissant deve ter um bom aspecto, como uma lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo, aerado, e mostrar a consistência certa.

Depois de cuidadosamente assados, os croissants podem receber os mais diversos recheios, incluindo cremes, chocolate, geleias e outras delícias.

segunda-feira, maio 04, 2026

Hacia la Torre

Hacia la Torre

 "Em Direção à Torre" (ou Hacia la Torre), é uma pintura de Remedios Varo Uranga.

Remedios Varo Uranga (1908) foi uma pintora surrealista nascida na Catalunha, Espanha. A sua obra  destacou-se por narrativas fantásticas e uma estética meticulosamente detalhada.

Hacia la Torre (1960), é uma das obras (óleo sobre masonite) mais emblemáticas da surrealista espanhola-mexicana, muitas vezes associada à primeira parte de um tríptico autobiográfico.

Esta pintura reflete o surrealismo com forte influência mística, alquímica e arquitetura medieval.

Esta obra integra um conjunto de três pinturas que narram uma jornada simbólica. O painel da esquerda, Hacia la Torre, representa o abandono de uma educação católica rígida e a saída da casa paterna. A figura feminina na pintura é vista saindo de um edifício de estilo medieval/gótico, movendo-se com determinação, sugerindo um despertar ou uma busca por liberdade e autoconhecimento. A imagem reflete a "reapropriação da narrativa" pelas mulheres, um tema comum no trabalho tardio de Varo no México, onde as suas personagens femininas não são objetos passivos, mas agentes de sua própria história.

Remedios Varo é conhecida pelas suas figuras andróginas, atmosfera mística e técnica meticulosa, características evidentes nesta obra.

Durante a Guerra Civil Espanhola, Remedios Varo Uranga mudou-se para Paris, onde foi profundamente influenciada pelo movimento surrealista. Com a ocupação nazi de França, foi forçada ao exílio e, em 1941, estabeleceu-se na Cidade do México. Embora inicialmente tratasse o país como um refúgio temporário, permaneceu lá até à sua morte, em 1963, consolidando-se como uma das grandes artistas surrealistas de sua geração. A sua obra é famosa por misturar misticismo, alquimia, ciência e fantasia. 

As suas criações transportam-nos para um universo onírico, onde personagens andróginas e melancólicas realizam tarefas enigmáticas em cenários que lembram a Idade Média ou laboratórios renascentistas.

terça-feira, março 24, 2026

O Retrato da Sra. Hasellter

 O Retrato da Sra. Hasellter (1942) é uma pintura a óleo sobre tela da artista surrealista ítalo argentina Leonor Fini. A obra, frequentemente associada à exploração de figuras femininas poderosas e enigmáticas por Fini, mede 78,7 x 67,3 cm e pertence a uma coleção particular. É um exemplo notável do seu estilo característico, que muitas vezes rejeitava as visões surrealistas tradicionais da mulher. O seu trabalho nem sempre se encaixava na concepção popular típica de surrealismo, às vezes explorando o tema da "femme fatale" sem qualquer imagem particularmente ambígua ou monstruosa. No entanto, a sua obra frequentemente incluía símbolos como esfinges, lobisomens e bruxas. Muitos dos seus personagens nas pinturas eram mulheres ou seres andróginos.

Leonor Fini (1907 - 1996) foi uma pintora, designer, ilustradora e escritora argentina, conhecida pelas suas ilustrações sensuais de mulheres.

Aos 17 anos, Leonor mudou-se para Milão e depois para Paris. Na capital francesa, fez amizade com Carlo Carrà e Giorgio de Chirico, grandes influenciadores de seu trabalho. Conheceu também Paul Éluard, Max Ernst, Georges Bataille, Henri Cartier-Bresson, Picasso, André Pieyre de Mandiargues e Salvador Dalí

Artista multifacetada, foi pintora, figurinista, designer, cenógrafa e escritora. A sua obra destacou-se pela representação de mulheres fortes e autónomas, desafiando os padrões da época. É frequentemente lembrada como a única artista a pintar mulheres "sem desculpas", retratando-as em situações provocantes e empoderadas.

Leonor Fini faleceu em janeiro de 1996, em Paris, tornando-se um símbolo na arte surrealista e na luta pela liberdade feminina na pintura.

terça-feira, março 03, 2026

O Bolo Ópera

 O Bolo Ópera (Gâteau Opéra) é um dos doces mais clássicos, refinados e técnicos da confeitaria  francesa. Criado em Paris na década de 1950, é conhecido pela sua estrutura elegante, composta por camadas finas e precisas que alternam sabor intenso de café e chocolate. Esta é uma boa opção para quem não dispensa esta deliciosa combinação. Aliás, esta receita da gastronomia francesa traduz-se num intenso contraste entre o amargor do café e o rico sabor do chocolate.

Este bolo foi criado por Cyriaque Gavillon na famosa casa de confeitaria parisiense Dalloyau. A esposa do criador, Andrée Gavillon, batizou o bolo de "Ópera" em homenagem à Ópera Garnier de Paris, e diz-se que as camadas lembravam o palco da ópera ou os palcos dos dançarinos. Embora Dalloyau tenha popularizado o bolo, Gaston Lenôtre também reivindicou a invenção da sobremesa na década de 1960. 

Tradicionalmente composto por sete camadas finas e harmoniosas, geralmente incluindo biscoito Joconde (um tipo de pão de ló leve feito com farinha de amêndoas, que é banhado em calda de café para manter a humidade e o sabor), ganache de chocolate intenso e creme de manteiga (buttercream) de café. Geralmente retangular, com uma glaçagem de chocolate espelhada no topo e a palavra "Ópera" escrita com chocolate. Para ser perfeito, deve ter entre 2,5 e 3 cm de altura, sendo servido em fatias finas.

Os componentes da Receita Tradicional, são: o Biscuit Joconde (massa de amêndoas crocante); Calda de Café (para embeber o biscoito); Buttercream de Café (que é um creme de manteiga com sabor a café); Ganache de Chocolate (chocolate intenso) e Glaçagem (cobertura de chocolate brilhante). 

É uma sobremesa que exige técnica, tempo e paciência, sendo muitas vezes considerada uma das provas de fogo na alta confeitaria, popularizada em escolas como Le Cordon Bleu.

Cada garfada é uma experiência: o aroma intenso, o derreter suave na boca e o equilíbrio perfeito entre doçura e sofisticação.

Um doce que não é só sobremesa, é pausa, é prazer, é o sabor de um momento elegante.

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

O Filho do Homem

O Filho do Homem é uma pintura (1964) do pintor surrealista belga René Magritte (1898 -1967), produzida com tinta a óleo. 

Magritte pintou-o como um auto-retrato. A pintura consiste num homem de chapéu-coco, em pé à frente de um pequeno muro, com o mar e um céu nublado ao fundo. 

O rosto do homem é, em grande parte, ocultado por uma maçã verde pairando no ar. Apesar disso, os seus olhos podem ser vistos na borda da maçã.

René Magritte iniciou a sua carreira como designer de cartazes e anúncios. Em 1926, ao assinar um contrato com a Galeria la Centaure, em Bruxelas, passou a dedicar-se integralmente à pintura.

No ano seguinte, mudou-se para Paris e passou a integrar o grupo surrealista, tornando-se um dos principais expoentes do movimento. A sua obra desafiou a percepção da realidade pois é marcada por imagens enigmáticas e jogos visuais. Ainda que René Magritte tenha sido o principal nome do surrealismo na Bélgica, ele foi expulso do movimento em 1947 pelo escritor francês André Breton, seu fundador. Ao terminar a Segunda Guerra Mundial o pintor adoptou uma temática mais otimista, chamada por ele de "surrealismo em pleno sol", o que Breton achava pouco condizente com o seu manifesto. 

segunda-feira, novembro 17, 2025

A Tarte Tatin

Quase todos os franceses sabem fazer uma Tarte Tatin, a famosa torta de maçã invertida. Esta tarte está também presente em quase todos os cardápios dos restaurantes franceses. É um doce não muito doce, e bom para todas as horas.

Esta é uma sobremesa clássica da gastronomia francesa que difere das tartes tradicionais. Originária do Vale do Loire, na França, esta receita tornou-se um ícone gastronómico apreciado em todo o mundo. Foi inventada, por acidente, por duas irmãs francesas no século XIX: Stéphanie e Caroline Tatin. Foi por causa disto que acabou por receber o nome de Tatin, que era o sobrenome delas.

Maurice Curnonsky, um famoso crítico gastronómico, e o restaurante Maxim's em Paris desempenharam papéis cruciais no reconhecimento e na disseminação da tarte Tatin para além das fronteiras francesas.

A Tarte Tatin é uma torta/tarte de frutas, conhecida pela combinação de maçãs caramelizadas e uma crosta de massa (que pode ser de massa folhada). É confeccionada ao contrário, as frutas são colocadas na base da forma e a massa por cima. Ao desenformar a tarte após a cozedura no forno, esta fica com as frutas no topo.

segunda-feira, julho 07, 2025

O Macaron

O Macaron é um dos doces franceses mais populares dos últimos tempos, mesmo no nosso país. 

Se for a Paris, nos Champs-Elysées vai encontrar a loja dos macarons mais famosos do mundo, a Laduréeque é uma famosa casa de chá francesa, que já conta com uma filial em Lisboa, na Avenida da Liberdade. 

O macaron é um biscoito redondo, que pode ter entre 3 e 5 centímetros de diâmetro. A massa é feita de claras de ovos em neve, açúcar e farinha de amêndoas, que é cozida até ficar crocante por fora e macia por dentro. Este biscoito tem ainda um recheio cremoso que pode ter diversos sabores, como por exemplo de ganache, de creme de confeiteiro ou de geleia, entre outros. Originalmente, eram produzidos em sabores clássicos, como baunilha, morango, café e chocolate, mas profissionais criativos foram inventando sabores novos. Os macarons são conhecidos também pelas suas cores vibrantes, que podem variar bastante de acordo com o sabor. 

Apesar de ter origem italiana, o macaron popularizou-se em França, principalmente a partir do século XVI, quando foi levado para a corte francesa por Catarina de Médicis

A origem da palavra macaron vem de "maccherone". Na Itália, a palavra "maccherone" é usada para designar uma massa leve. Como o macaron era um biscoitinho leve feito de amêndoas, açúcar e claras, então recebeu esse nome. Quando Catarina de Médicis o levou para França, os franceses não sabiam pronunciar a palavra maccherone. Rapidamente afrancesaram o termo que acabou por se tornar macaron

A receita do "Doce da Rainha" – como eram conhecidos –  foi mantida em segredo e estavam apenas ao alcance da nobreza.

No sec. XVIII as irmãs do Convento de Saint-Sacrement (em Nancy, na Lorena) popularizaram os macarons quando os começaram a produzir e vender.

No século XIX, o confeiteiro Pierre Desfontaines, da Ladurée, teve a ideia de unir dois biscoitos com recheio, criando a versão que conhecemos hoje.

Deixo-lhe a seguir uma receita da Filipa Gomes (24 kitchen) e ainda dois vídeos sobre os macarons

O processo de preparação pode ser um desafio, pois a massa é delicada e requer técnicas específicas. É importante seguir as instruções com atenção, pois o macaron é um doce sensível à humidade e à temperatura. 

Ingredientes:
100 gr Açúcar de Confeiteiro
1 chávena Amêndoas Peladas e Laminadas
1 c. sopa Cacau em Pó
2 Ovos tamanho L
4 c. sopa Açucar Fino
1 lata Leite Condensado Cozido
Ladurée - Paris

Preparação:
1. Aqueça o forno a 175ºC e forre um tabuleiro com papel vegetal.
2. Junte amêndoas cruas laminadas e sem pele com açúcar de confeiteiro e triture tudo até ficar bem fino.
3. Adicione o cacau, e continue a triturar.
4. Quando tudo estiver em farinha, peneire para uma taça.
5. De seguida, bata as claras de ovo, e quando começar a formar uma espuma, adicione lentamente o açúcar fino, para que tudo fique bem incorporado.
6. Continue a bater até obter a consistência de picos duros, junte a farinha de amêndoa e envolva tudo suavemente.
7. Transfira a massa para um saco de pasteleiro e coloque no tabuleiro formas redondas com cerca de 3 centímetros cada, mantendo-as afastadas entre si.
8. Deixe repousar alguns minutos, e de seguida leve ao forno durante cerca de 15 minutos.
9. Por fim, recheie os macarons com leite condensado cozido, e deixe arrefecer antes de poder surpreender os seus convidados.

Aqui vai o 1º vídeo.
E agora o segundo. 

domingo, abril 06, 2025

O Beijo

 Auguste Rodin (1840 -1917), foi um escultor francês. e é considerado o pai da escultura moderna.

Paixão, movimento e entrega total emanam de uma das mais famosas esculturas de Auguste Rodin, O Beijo.

O Beijo está atualmente no Museu Rodin, em Paris. Nesta obra, o artista inspirou-se nos delírios amorosos vividos com Camille Claudel, sua assistente. Como muitos dos mais conhecidos trabalhos de Rodin, incluindo "O Pensador", o casal que se abraça retratado na escultura apareceu originalmente como parte de um grupo, no trabalho de Rodin os "Os Portões do Inferno". O casal foi posteriormente removido e substituído por outro casal de namorados localizado na coluna direita dos "Portões".

sábado, março 22, 2025

O Beijo do Hotel de Ville

Robert Doisneau
 Robert Doisneau (1912 - 1994) foi um famoso fotógrafo nascido na cidade de Gentilly, Val-de-Marne, na França. Era um apaixonado por fotografias de rua, registando a vida social das pessoas que viviam em Paris e nos seus arredores.

O Beijo do Hotel de Ville é talvez a mais famosa fotografia de um beijo que existe, e, uma das fotos mais vendidas de todos os tempos. Na cidade do amor, Paris, Robert Doisneau capturou a essência do amor: o tempo que parece parar quando se beija a pessoa amada.

sábado, fevereiro 01, 2025

A Art Déco

A Art Déco ou Déco, é um estilo de artes visuais, arquitetura e design internacional que começou na Europa em 1910 (pouco antes da primeira guerra mundial, conheceu o seu apogeu nos anos 1920 e 1930 e declinou entre 1935 e 1939). O nome deste estilo artístico tem origem na abreviatura do termo Artes Decorativas, resultante da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris em 1925. 
A Art Déco tem muito em comum com a Art Nouveau, mas um objetivo completamente diferente, ela surge para refletir o otimismo e a opulência dos anos 1920 e fez avançar a linguagem do design na direção da geometrização.

O estilo Art Déco é uma mistura de diversos estilos, às vezes contraditórios, e movimentos artísticos surgidos no início do século XX na França, inspirados na vanguarda do momento e com outras influências como o exotismo, o cubismo, o futurismo, e o princípio da Obra de Arte Total herdado da Art Nouveau. É assim um pastiche de muitos estilos diferentes unidos pelo desejo de serem modernos.

A simetria, as linhas e a utilização da geometria são comuns. O estilo Art Déco teve uma enorme influência em diferentes campos artísticos, nomeadamente na pintura, representada entre outros artistas por Tamara de Lempicka, na arquitectura existindo como exemplos vários edifícios muito conhecidos pelo mundo fora e no cinema onde o expoente mais conhecido é a longa - metragem Metrópolis.

Tamara de Lempicka

O Edifício Chrysler, o Empire State Building e outros arranha-céus de Nova York, construídos durante as décadas de 1920 e 1930, são monumentos do estilo Art Déco.

Art Déco afetou assim: as artes decorativas, a arquitetura, o design de interiores e desenho industrial, a moda, a pintura, as artes gráficas, o cinema e o design de vários tipos de meios de transporte (carros, comboios e transatlânticos). Sem prescindir do requinte, os objetos têm decoração geometrizada quer no design, na arquitetura, na escultura, na joalharia, no mobiliário e nas luminárias, mesmo quando são feitos com materiais aparentemente simples. 

O estilo Art Déco ficou associado às elites e à burguesia da década de 1920,  porque utilizava materiais inovadores como o aço, o alumínio, o betão armado, as lacas, o vidro, a madeira, ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim etc., ou seja, materiais muito caros e escassos para a época. 

Na década de 1930, durante a Grande Depressão, o estilo Art Déco tornou-se mais moderado. Novos materiais foram chegando, incluindo a cromagem, o aço inoxidável e o plástico. Uma forma mais elegante do estilo, chamada Streamline Moderno, surgiu na década de 1930; apresentava formas curvas e superfícies lisas e polidas.

Durante o seu apogeu, contudo, a Art Déco representou luxo, glamour, exuberância e fé no progresso social e tecnológico.

O pico da popularidade deste estilo na Europa, ocorreu durante os "Felizes Anos Vinte" e continuou com grande importância nos Estados Unidos, após os "Loucos Anos Vinte" através da década de 1930. Embora, na época, muitos movimentos de design tivessem raízes em correntes filosóficas ou políticas, tal não aconteceu à Art Déco, que foi meramente decorativa. Na altura, esta foi vista como um estilo elegante, funcional e ultramoderno. No entanto, não pode ser considerada um movimento artístico devido à ausência de uma doutrina unificadora que fornecesse conceitos e paradigmas definidos.

 A Art Déco é um dos primeiros estilos verdadeiramente internacionais, mas o seu domínio terminou com o início da Segunda Guerra Mundial e a ascensão dos estilos de modernismo, estritamente funcionais e sem adornos, e o estilo internacional de arquitetura que se lhe seguiu.
Para saber um pouco mais sobre este assunto não deixe de ver os dois vídeos que se seguem. Não perca.
Aqui vai o primeiro.
E agora aqui vai o segundo.

domingo, janeiro 26, 2025

A Art Nouveau

A Art Nouveau ou Arte Nova é um estilo internacional de arquitetura e de artes decorativas - especialmente o início da arte aplicada à indústria - que foi muito apreciado de 1890 até aos anos 1920.  A Art Nouveau ilustra a transição do século XIX para o XX na arte, pensamento e sociedade.

A expressão Art Nouveau é a expressão francesa para "arte nova", e é também conhecida como Jugendstil, termo alemão para "estilo da juventude", que recebeu o nome devido à revista Jugend. A Arte Nova é uma reação à arte académica do século XIX. Este movimento artístico é inspirado principalmente por formas e estruturas naturais, não somente de flores e plantas, mas também de linhas curvas.

No início, esta forma de arte não se designava nem Art Nouveau nem Jugendstil. Estes dois nomes proveem, respectivamente, da galeria Maison de l'Art Nouveau (Casa da Arte Nova) de Samuel Bing (também conhecido como Siegfried Bing) em Paris e da revista Jugend (Juventude) em Munique, porque ambas promoveram e popularizaram o estilo.

A Art Nouveau foi mais popular na Europa, mas a sua influência foi global. O período em que esteve muito em voga foi chamado de Belle Époque. O estilo Art Nouveau conheceu várias formas em vários locais. Na França, as entradas do metropolitano de Paris feitas por Hector Guimard eram do estilo Art Nouveau. Émile Gallé praticou o estilo "Escola de Nancy". Victor Horta teve um efeito decisivo na arquitetura na Bélgica

A Art Nouveau também era o estilo de indivíduos distintos como Gustav Klimt, Charles Rennie Mackintosh, Alfons Mucha, René Lalique, Antoni Gaudí e Louis Comfort Tiffany, cada um dos quais interpretou a Arte Nova à sua própria maneira.

Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o estilo mudou para um estilo mais geométrico, uma característica do movimento artístico Art Déco (1910-1939).

Apesar da Arte Nova ter sido substituída pelos estilos modernistas do século XX, é, atualmente, considerado uma importante transição entre o historicismo e o modernismo. Além disso, os monumentos Arte Nova são reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura na sua lista de Patrimónios Mundiais como contribuições significativas para o património cultural. 

O Centro Histórico de Riga, na Letónia, é considerado como "a melhor coleção de construções Art Nouveau na Europa". tendo sido incluído na lista da UNESCO, em 1997, em  conjunto com quatro casas: Casa Tassel, Casa Solvay, Casa van Eetvelde e Casa-Museu Horta em Bruxelas, feitas por Victor Horta (1861-1947).

Se quiser conhecer um pouco mais sobre este movimento artístico não deixe de ver os dois vídeos que se seguem. Aqui vai o primeiro.
E agora o segundo.

sexta-feira, novembro 15, 2024

Paris, outono de 73

 Paris, outono de 73
Estou no nosso bar mais uma vez
E escrevo pra dizer
Que é a mesma taça e a mesma luz
Brilhando no champanhe em vários tons azuis
No espelho em frente eu sou mais um freguês
Um homem que já foi feliz, talvez
E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor
Saudades, certamente, de algum grande amor

Mas ao vê-lo assim tão triste e só
Sou eu que estou chorando
Lágrimas iguais
E, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando
Nem sei... nem lembro mais

sexta-feira, setembro 20, 2024

Amalfi: Ilustração de Uma Mulher com Vestido Amarelo

Amalfi: ilustração de uma mulher com vestido amarelo (1922) é uma obra (poster) de George Barbier, o grande artista da Art Déco.

George Barbier (1882 - 1932) foi um dos maiores ilustradores de França do começo do século XX, além de desenhador de moda e pintor.

Barbier liderou um grupo de artistas da École des Beaux Arts em Paris. Conhecidos pelo seu estilo extravagante e elegante, eles foram apelidados de "Os Cavaleiros da Pulseira". Este grupo de ilustradores e artistas ajudou a formar a estética do período Art Déco.

Barbier foi introduzido nos círculos da elite pelos primos Bernard Boutet de Monvel e Pierre Brissaud, e os amigos Paul Iribe, Georges Lepape e Charles Martin. Durante a sua carreira, este artista ainda trabalhou com desenhos para vidreiras, joalharia e papéis de parede. Também escreveu ensaios e vários artigos para a prestigiada Gazette du bon ton.

Nos anos 20 trabalhou com Erté em desenhos de cenários e vestuário para a Folies Bergère, e em 1929 redigiu a apresentação da aclamada mostra de Erté, alcançando grande popularidade com a regular publicação de desenhos na revista L'Illustration.

Morreu em 1932, no auge do sucesso.

E ainda um outro vídeo.

sexta-feira, julho 12, 2024

Sabe o que é o Croque Madame?

A culinária francesa é conhecida pelas suas criações requintadas e saborosas que encantam os paladares das pessoas ao redor do mundo. O Croque Madame é uma receita original francesa. 

O Croque Madame é um prato perfeito para brunchs ou simplesmente quando está com preguiça de fazer algo mais rebuscado.  O Croque Madame, tal como o Croque Monsieur, é muito fácil de preparar. 

O Croque Madame é um clássico sanduiche muito popular e consumido nos cafés e bistros franceses.

O Croque Madame é uma variação do Croque Monsieur, uma sanduíche de pão de forma com presunto, queijo e molho béchamel criado em 1910 por Michel Lunarca o dono do bistrot Le Bel Âge que ficava no Boulevard des Capucines na cidade de Paris.

Reza a lenda que o Croque Monsieur foi coroado com um ovo estrelado por cima da sanduíche e batizado como Croque Madame pelo chefe, para atender uma cliente que achou o nome muito machista.

Porém, historiadores da culinária francesa afirmam que o nome é uma alusão à aparência similar do ovo frito sobre o pão de forma, aos chapéus femininos da época.

Ingredientes:
1 colher de chá de farinha de trigo 
1 colher (chá) de manteiga
500 ml de leite quente
Noz moscada a gosto
Sal a gosto
30 gramas de manteiga cortada e pequenos pedaços
4 fatias de pão de forma
200 gramas de fiambre 
200 gramas de queijo gruyère 
50 g de mostarda dijon
2 ovos
2 fios de Azeite
Preparação:
Comece por preparar o molho bechamel (molho branco) da seguinte forma:
Derreta a manteiga numa panela pequena, junte a farinha e mexa sem parar até conseguir uma textura cremosa. 
Adicione o leite quente e mexa constantemente por 15 minutos ou até engrossar o molho. Junto depois a noz moscada ralada e uma pitada de sal. 
Retire a panela do fogo, coloque a manteiga fria em pedaços, cubra com plástico-filme e reserve no frigorífico.
Pré aqueça o forno a 180 graus.
Passe a mostarda nas fatias de pão e faça duas sanduíches adicionando o fiambre fatiado e o queijo gruyère ralado.
Tire o molho bechamel, reservado no frigorífico, com uma colher o distribua na parte superior das sanduíches fazendo uma camada bem servida e finalize com o queijo gruyère ralado.
Leve ao forno até dourar e derreter o queijo. Entretanto, estrele o ovo com uma colher de manteiga derretida e um fio de azeite numa frigideira, deixando-o com a gema bem mole.
Quando pronto, retire o sanduíche do forno e finalize com o ovo estrelado na parte superior.

Finalização do prato:
Sirva quente num prato acompanhado de uma porção de salada a seu gosto.

Notas:
Algumas dicas interessantes para extrair outros sabores do seu Croque Madame:
Pode substituir o queijo gruyère por mussarela.
Se lhe agradar, adicione pimenta-do-reino branca e preta ao molho bechamel.

domingo, abril 28, 2024

Os Telhados de Paris

Os telhados parisienses possuem um potencial inestimável porque são muito bonitos e fotogénicos e têm seduzido, por isso, cineastas, fotógrafos, músicos e poetas. O cinza das placas de zinco, as chaminés com a aparência de pequenos potes de cerâmica ocre e, aqui e além, esculturas revestidas de ouro formam um conjunto extraordinário.

Mas os telhados de Paris não são todos cinzentos. Apenas 70% dos telhados são cinzentos: é de facto um casamento único entre o cinzento claro do zinco e o cinzento mais escuro da ardósia! Os telhados da Madeleine ou da Opera Garnier também têm uma cor muito específica de Paris, um verde-cinza claro: isto é, cobre com o seu tom avermelhado, que fica verde com o tempo.

Tudo começou em meados do século XIX, durante a transformação de Paris por Napoleão III e a obra do Barão Haussmann: alargar as ruas, dar ar fresco aos parisienses e modernizar a cidade. Os famosos edifícios de Haussmann espalharam-se pela capital francesa. Para os seus telhados, Haussmann opta por placas de zinco: um material barato, fácil de cortar e instalar. E acima de tudo, um produto totalmente novo que na época representava absoluta modernidade!

Graças à lei de ocupação do solo, que impede a construção de torres, e a lei de proteção do património francesa, os telhados são protegidos e restaurados quando é necessário, sempre dentro do mesmo modelo.

Delphine Burkli, prefeita de um bairro de Paris, deseja que os telhados daquela cidade sejam inscritos na lista do Património Mundial da Unesco. De referir que em Paris, só as margens do Sena estão inscritas na lista da Unesco. Enquanto tal não acontecer, contemplemos esta maravilha da arquitetura francesa, neste imenso museu a céu aberto chamado Paris!

Os telhados de Paris tornaram-se um local obrigatório para os adeptos das esplanadas já que oferecem vistas espetaculares sobre a cidade. Estes lugares altos oferecem a possibilidade de saborear uma bebida ou uma boa refeição enquanto se desfruta de uma vista deslumbrante sobre os telhados da capital.

Ouça agora a cantora brasileira Zélia Duncan em Telhados de Paris.

terça-feira, maio 09, 2023

Paris : O Mundo Segundo os Brasileiros

Hoje Dia da Europa a minha proposta é uma viagem até a uma das capitais europeias.

Passeie por Paris (França), sem sair de casa, através do programa televisivo O Mundo Segundo os Brasileiros.


"O Mundo Segundo os Brasileiros mostra o lado desconhecido de Paris. Com Mariana o programa visita o famoso Mercado das Pulgas, com surpresas e histórias da cidade e um restaurante bem animado. O paulistano Luiz mostra que a capital da França não guarda apenas o glamour das grandes avenidas e revela como são os bairros de imigrantes da cidade."

A série televisiva "percorre os principais roteiros turísticos do mundo, lugares muitas vezes longínquos, pouco explorados e repletos de descobertas e contrastes. África, Ásia, Oceania, Europa e Américas: a cada destino uma nova aventura, narrada por personagens reais em tom documental e quase autobiográfico. A cada novo episódio, as várias facetas de uma mesma cidade, com dicas, roteiros, histórias e revelações emocionantes."

Ora veja!

segunda-feira, dezembro 07, 2020

Meia Noite em Paris

O vídeo abaixo é o início do filme "Meia-noite em Paris" do realizador americano Woody Allen.

Proponho-lhe este passeio pela cidade de Paris. É um passeio precioso nestes tempos de confinamento e de pandemia. Aprecie a mudança de cores naquela cidade, não só à medida que as estações se sucedem mas também quando o dia dá lugar à noite.

A música é de Sidney Bechet, um compositor de jazz, nascido em New Orleans, que depois de passar por Chicago e New York se radicou em Paris.

A música de fundo, com o título,  "Si tu vois ma mère", é de sua autoria. 

Para os amantes do jazz... 

Não perca.