sexta-feira, julho 18, 2014

Açores

Há um intenso orgulho
Na palavra Açor
E em redor das ilhas
O mar é maior

Como num convés
Respiro amplidão
No ar brilha a luz
Da navegação

Mas este convés
É de terra escura
É de lés a lés
Prado agricultura

É terra lavrada
Por navegadores
E os que no mar pescam
São agricultores

Por isso há nos homens
Aprumo de proa
E não sei que sonho
Em cada pessoa

As casas são brancas
Em luz de pintor
Quem pintou as barras
Afinou a cor

Aqui o antigo
Tem o limpo do novo
É o mar que traz
Do largo o renovo

E como num convés
De intensa limpeza
Há no ar um brilho
De bruma e clareza

É convés lavrado
Em plena amplidão
É o mar que traz
As ilhas na mão

Buscámos no mundo
Mar e maravilhas
Deslumbradamente
Surgiram nove ilhas

E foi na Terceira
Com o mar à proa
Que nasceu a mãe
Do poeta Pessoa

Em cujo poema
Respiro amplidão
E me cerca a luz
Da navegação

Em cujo poema
Como num convés
A limpeza extrema
Luz de lés a lés

Poema onde está
A palavra pura
De um povo cindido
Por tanta aventura

Poema onde está
A palavra extrema
Que une e reconhece
Pois só no poema

Um povo amanhece
Sophia de Mello Breyner - O Nome das Coisas, Morais Editores, Lisboa, 1977

quinta-feira, julho 17, 2014

Henri Cartier Bresson na URSS

Henri Cartier-Bresson (1908 — 2004) foi um fotógrafo francês do século XX, considerado por muitos como o pai do fotojornalismo.
Cartier-Bresson era filho de pais de classe média (família de industriais têxteis), relativamente abastada. Quando criança, ganhou uma máquina fotográfica Box Brownie, com a qual tirou inúmeras fotografias.
Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou até  África, onde passou um ano como caçador. Porém, uma doença tropical obrigou-o a voltar a França. Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista "Photographies" (1931),  que mostrava três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo.
Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, Bresson serviu o exército francês. Durante a invasão alemã, foi capturado e levado para um campo de prisioneiros de guerra. Tentou escapar  por duas vezes e somente à terceira obteve sucesso. Juntou-se, depois, à Resistência Francesa na luta pela liberdade.
Quando a paz se restabeleceu, em 1947, fundou a agência fotográfica Magnum em conjunto com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour "Chim". Começou também o período de desenvolvimento sofisticado do seu trabalho.
Revistas como a Life, Vogue e Harper's Bazaar contrataram-no para viajar pelo mundo e registar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos, da Índia à China, Bresson retratava o seu especial ponto de vista. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.
Na década de 1950, vários livros com trabalhos seus foram lançados, sendo o mais importante "Images à la Sauvette" (ou "The Decisive Moment").
Tornou-se também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registar a vida na União Soviética de maneira livre. Veja a seguir, uma excelente apresentação que é um belíssimo documento histórico, e que mostra as fotografias tiradas por Henri Cartier-Bresson, na sua viagem pela URSS, em 1954.

quarta-feira, julho 16, 2014

O Alasca

O Alasca é um dos 50 estados dos Estados Unidos e é considerado o estado mais setentrional e ocidental deste país. É também o de maior extensão territorial, sendo maior do que os estados do Texas, Califórnia e Montana juntos (respectivamente o segundo, o terceiro e o quarto mais extensos).
O Alasca é o estado mais escassamente povoado dos E.U.A., tendo uma densidade populacional de 0,42 hab/km². Daí que seja  conhecido como "The Last Frontier" ("A Última Fronteira"). Relativamente isolado do restante país, o Alasca é considerado parte dos Estados do Pacífico.
A maior parte da população do Alasca vive na região sul e sudeste do estado.  O Alasca é uma península e faz fronteira somente com o Canadá (território de Yukon e província de Colúmbia Britânica).
O nome Alasca provém da palavra Alyeska, que significa "grande terra" em aleuta, um idioma esquimo-aleutiano falado em partes do seu território.
Este território foi comprado ao Império Russo em 1867, graças à insistência do então Secretário de Estado americano William Henry Seward, por 7,2 milhões de dólares. Naquela época, Seward foi criticado por outros políticos e ridicularizado pela maioria da população americana devido à sua decisão, uma vez que boa parte da população acreditava que o Alasca não passava de uma região imprestável, coberta de gelo, e que só servia como morada de ursos.
Porém, desde então, foram descobertas grandes reservas de recursos naturais que atraíram milhares de pessoas à região. É assim que, em 3 de Janeiro de 1959, o território do Alasca foi elevado à categoria de Estado, tornando-se, então, o 49º estado americano.
Aprecie agora as belezas naturais do Alasca, através da excelente apresentação que se segue. Não perca mais este passeio turístico virtual.

terça-feira, julho 15, 2014

É Pura Vida

Pura vida é uma frase muito utilizada quer na Costa Rica quer em Porto Rico . Literalmente significa vida pura. No entanto, o real significado é algo parecido com "abundância de vida", "cheio de vida" ou  "isto é que é  viver!".
Esta frase pode ser usada de muitas maneiras. Por exemplo,  tanto pode ser usada  como uma saudação quanto como uma despedida ou como uma resposta, querendo significar que as coisas estão a ir muito bem.
De acordo com um pesquisador da Universidade da Costa Rica , Víctor Manuel Sánchez Corrales, a origem da frase é mexicana. De acordo com este pesquisador, pode ter vindo de um filme mexicano chamado "Pura Vida" (1956). O protagonista, interpretado por Antonio Espino y Mora, usou a expressão "pura vida" variadíssimas vezes, em situações em que normalmente não seria utilizada. Os Costarriquenhos adoptaram a frase, que foi formalmente reconhecida e incorporada nos dicionários em meados dos anos 1990.
Entretanto, veja com atenção o vídeo abaixo, porque na Costa Rica é "Pura Vida".
COSTA RICA PURA VIDA from Naoto Ono on Vimeo.

segunda-feira, julho 14, 2014

Os belos anos 20 no Estoril


A Praia do Tamariz
O projeto do Estoril enquanto centro turístico de ambições internacionais surge, em 1913, de acordo com a visão de Fausto Cardoso de Figueiredo.

O início da I Guerra Mundial implicou atrasos consideráveis na sua concretização, pelo que só em 1916 se procedeu à colocação da primeira pedra para a construção do casino.

Segue-se um período de intensa construção nas zonas conquistadas ao pinhal, às terras de lavoura e às pedreiras, facilitada, desde 1940, pela estrada marginal, junto ao mar.

O Estoril assume-se, então, como centro turístico de primeira ordem, recebendo durante e depois da II Guerra Mundial um elevadíssimo número de refugiados e exilados da alta sociedade, Entre eles, detaquem-se: D. Juan de Borbón, Conde de Barcelona, e os Reis Humberto II de Itália, Carlos II da Roménia e Simeão II da Bulgária, o Regente Miklós Horthy da Hungria e inúmeras figuras do panorama desportivo e cultural.

Propomos que assistam a este excelente documentário realizado, em 1927, pelos Serviços Cinematográficos do Exército Português. Um filme que mostra  o quotidiano de quem frequentava ou visitava a linha de Cascais nos anos 20.

Prepare-se para se deliciar com as praias, o vestuário, o ténis, os usos, os costumes e as caras que frequentavam  locais como a Parede, S. João do Estoril, S. Pedro do Estoril e Cascais.

Não perca esta oportunidade! Ora veja!

domingo, julho 13, 2014

Língua, Vidas em Português

Se ainda não viu, vale a pena conferir o excelente documentário (abaixo) sobre a (s) língua (s) portuguesa (s)... Aqui encontrará a Europa, a África, a Ásia e a América unidas pela língua portuguesa.
Neste documentário de Victor Lopes, encontrará uma sequência de depoimentos, sobre a língua portuguesa,  de Mia Couto, José Saramago, Teresa Salgueiro e Pedro Ayres Magalhães (Madredeus), João Ubaldo Ribeiro, Martinho da Vila e, outra vez, Saramago.  

sábado, julho 12, 2014

llha de Sark: Um Lugar Incrível

Sark é muitas vezes considerado como o último estado feudal da Europa e a melhor ilha para se observar o céu estrelado.
A ilha de Sark é uma ilha pertencente ao grupo das ilhas do Canal que pertence administrativamente ao bailiwick de Guernsey (que se situa a norte da Normandia, entre o canal da Mancha e o golfo de Saint-Malo. Divide-se em dois grupos de ilhas: o principal inclui as ilhas de Guernsey, Sark, Herm, Brecqhou e Jethou; o secundário, situado a nordeste, ao largo do cabo francês de La Hague, inclui as ilhas de Alderney e Burhou. O território mais próximo é Jérsia, a sueste, seguindo-se a França a oeste e a Inglaterra a norte).
A ilha de Sark possui 6,40 km² e uma população de 610 habitantes (2002). A população fala o inglês ou um dialeto normando (sercquiais ou sark-francês).
Na ilha não são permitidos carros e os únicos meios de transportes são as bicicletas, os  tractores ou veículos conduzidos por cavalos. A ilha está dividida em duas partes: Little Sark e Greater Sark, reunidas por um istmo chamado La Coupée.
À ilha de Sark pertence Brecqhou, uma ilha privada que não se pode visitar.
Se bem que existissem comunidades monásticas na Idade Média, a verdade é que a ilha estava desabitada no século XVI e era usada como base, para ataques de piratas. Em 1565, a Rainha Isabel I concedeu-a como feudo ao nobre Helleir de Carteret, para ele a povoar com 40 famílias e a proteger dos piratas.
Em Dezembro de 2008 os cerca de 500 eleitores, elegeram pela primeira vez os 28 membros do novo Parlamento. De um lado estavam os irmãos Barclay, que vivem num castelo privado no rochedo de Brecqhou. Os gémeos multi-milionários, David e Frederik, donos da cadeia de hotéis de luxo Ritz e do jornal The Telegraph, chegaram a Sark no início dos anos 90, compraram hotéis e fizeram investimentos. Os seus partidários queriam modernizar a ilha onde não existe iluminação nas ruas. Do outro lado, estavam os apoiantes do Senhor (o atual Seigneur -Senhor- de Sark é John Michael Beaumont), que se opunham aos planos dos Barclay e dos seus partidários, porque querem manter a tradição de Sark, o seu modo de vida e o seu isolamento.
Na eleição, venceram os defensores da tradição. Os derrotados irmãos Barclay  anunciaram que abandonariam os seus negócios e os seus planos para Sark e que ficariam refugiados no seu castelo. Veja agora a excelente apresentação que se segue, e aprecie esta bela e íncrivel  ilha.
  
Aprecie também o vídeo abaixo, que lhe mostra o que pode ver e fazer quando chegar a Sark.

sexta-feira, julho 11, 2014

As espantosas ilhas dos Açores

O arquipélago dos Açores é considerado o segundo mais belo arquipélago do mundo. 
Os Açores, oficialmente designados por Região Autónoma dos Açores, são um arquipélago transcontinental e um território autónomo da República Portuguesa. Os Açores integram, também, a União Europeia com o estatuto de região ultraperiférica do território desta União.
Aprecie o vídeo abaixo que apresenta uma perspectiva incomum, das bonitas ilhas (em particular, da ilha do Pico) deste arquipélago, localizado no Oceano Atlântico. 
A fotografia feita em lapsos de tempo é de Ian Swarbrick.  
E agora veja uma reportagem que passou no Jornal da Uma, da TVI em 2012, sobre a ilha de São Miguel. 

quinta-feira, julho 10, 2014

artE de pORtas abErtas

artE de pORtas abErtas é um projeto artístico, que conta com a participação de vários artistas e é liderado pelo fotógrafo espanhol José Maria Montero Zyberchema.
A Arte de Portas Abertas acontece no Funchal, na ilha da Madeira. Assim, na Rua Santa Maria, numa  parte antiga da cidade do Funchal , uma rua em ruínas, com muitas casas vazias e áreas de armazenamento, a arte acontece em portas velhas que são pintadas pelos artistas.
Mais tarde, a Câmara Municipal do Funchal mostrou-se interessada na ideia e apoiou o projecto fornecendo as tintas aos participantes .
Em 2010, os primeiros resultados tornaram-se visíveis. Desde então, cada vez mais e mais portas (cerca de 200) se transformaram em telas para que a criatividade dos artistas se expressasse. Já participaram cerca de 100 artistas e cada um foi responsável por uma porta a que deu o seu toque especial.
Com este projecto as ruas intervenccionadas são agora uma atração turística.
Se quiser ficar a conhecer melhor este projecto, veja agora a entrevista a Juan Gonçalves - pintor da porta 7A - do projeto "artE de pORtas abErtas".

quarta-feira, julho 09, 2014

Um Museu Diferente

O passeio virtual de hoje é a um museu diferente: o Museu do Automóvel e da Tecnologia de Sinsheim que se localiza em Sinsheim, na Alemanha.
Sinsheim é uma cidade da Alemanha situada no distrito de Rhein-Neckar-Kreis, região administrativa de Karlsruhe, estado de Baden-Württemberg.
O museu foi aberto ao público em 1981. Possui actualmente mais de 3 mil objetos em exposição que ocupam uma áea de mais de 50.000 m² (em espaços fechados e ao ar livre).
Este museu recebe mais de 1 milhão de visitantes por ano e está aberto todos os dias do ano. Funciona em parceria com o Museu da Tecnologia de Speyer, que se situa a 30 minutos de automóvel. Veja agora o vídeo abaixo, que mostra mais alguns detalhes sobre este museu.

terça-feira, julho 08, 2014

A Lenda das três Árvores

A Lenda das Três Árvores é um pequeno filme de animação que faz uma releitura atemporal de um conto popular clássico, de autor desconhecido, que conta que no alto de uma montanha havia três árvores que sonhavam o que seriam depois de se tornarem adultas.
Muitíssimo bem escrito (embora em língua inglesa) e animado de forma extraordinária, este filme ensina a crianças e a adultos o significado do seu papel no mundo de acordo com a vontade divina.
Ora veja!
Vale bem a pena!

segunda-feira, julho 07, 2014

Lalibela

Lalibela é uma cidade rural da Etiópia onde se encontram igrejas monolíticas, esculpidas na rocha viva. Estas foram mandadas construir por ordem do rei Lalibela (século XII dC). Naquela altura, os cristãos tinham por tradição visitar ao menos uma vez na vida a cidade de Jerusalém. Como Jerusalém estava dominada pelos árabes, os cristãos não podiam exercer essa tradição. Assim, enquanto os católicos europeus passaram a visitar Roma, Lalibela decidiu construir uma réplica de Jerusalém no seu reino. A Etiópia é um país que tem uma das mais antigas tradições cristãs. Para os seus fiéis, de tradição copta, a peregrinação a Lalibela tem o caráter de uma viagem a Jerusalém.
As igrejas de Lalibela, escavadas na rocha, fazem parte do Património Cultural da Humanidade, desde 1978. Localizam-se a 640 km a norte da capital da Etiópia, Adis Abeba, e a 1.500 m de altitude.
Onze igrejas e um mosteiro, além de vários sepulcros e outros lugares sagrados formam uma cidade labiríntica escavada no subsolo. Cada um destes templos foi talhado na rocha vulcânica como se fossem esculturas. O templo de São Jorge, um monólito em forma de cruz grega, é o principal.
No século XII, o rei Lalibela apresentou-se como herdeiro da dinastia Salomónica — estirpe dinástica criada por Menelik I, filho do rei Salomão e da rainha de Sabá — e ordenou a escavação de vários templos na rocha vulcânica a muitos metros de profundidade, dando início às construções deste local sagrado. Se quiser ficar a conhecer melhor este lugar de peregrinação, veja com atenção, a excelente apresentação que se segue.  E agora assista a um vídeo sobre o mesmo assunto.

domingo, julho 06, 2014

Pátria

Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro

Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Do longo relatório irrecusável

E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas

- Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro

Me dói a lua me soluça o mar
E o exílio se inscreve em pleno tempo.
Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, julho 05, 2014

O Fiel Amigo

O bacalhau é o nome comum de várias espécies de peixes classificadas em vários géneros, em particular no género Gadus, pertencente à família Gadidae. Em Portugal é conhecido como o "fiel amigo" sendo o "original", ou o  "verdadeiro", o bacalhau encontrado no oceano Atlântico, chamado Gadus Morhua. Este é uma das cerca de 60 espécies da mesma família de peixes migratórios. O Gadus vive nos mares frios do norte, sendo geralmente de tamanho pequeno, embora alguns exemplares possam chegar a pesar 100 kg e medir pouco menos de dois metros.
Os portugueses  são os maiores consumidores de bacalhau do mundo e conseguiram inventar mil e uma formas de o cozinhar.
O bacalhau é, portanto,  um ingrediente muito utilizado em pratos típicos portugueses. Foi sendo incorporado na nossa alimentação ao longo dos tempos, fazendo parte de cardápios de datas festivas como a Páscoa, o Natal e o Ano Novo. Além de poder ser servido como prato principal, também pode ser servido como acompanhamento ou como apertivo.
Enfim, este ex libris da gastronomia portuguesa  tem marcado a  história, a literatura, a pintura,  a música, em suma, a cultura do nosso país.
A primeira aparição do bacalhau na literatura portuguesa ocorreu provavelmente num auto de Gil Vicente de 1521, "As Cortes de Júpiter", que se refere à partida do Tejo de uma filha de D. Manuel que vai casar com o duque de Saboia.
Já a primeira representação pictórica do bacalhau salgado e seco surge numa pintura de Josefa de Óbidos, da segunda metade do século XVII, alusiva ao mês de março, tempo da Quaresma.
Em 1884, numa carta endereçada ao seu amigo Oliveira Martins, Eça de ­Queiroz escreveu: “"Os meus romances no fundo são franceses, como eu sou em quase tudo um francês – exceto num certo fundo sincero de tristeza lírica, que é uma característica portuguesa, num gosto depravado pelo fadinho, e no justo amor do bacalhau de cebolada”".
Se quiser ficar a conhecer melhor este interveniente da boa comida portuguesa, siga com atenção a bela apresentação que se segue.

sexta-feira, julho 04, 2014

Hotel Santa Rosa

O post de hoje é mais uma proposta de um passeio turístico virtual, neste caso até Itália.
Proponho-lhe, então, que conheça um dos hoteis de cinco estrelas existentes na costa amalfitana em Itália.
O Hotel Santa Rosa situa-se em Conca dei Marini (Fiordo di Furore), próximo de Positano na costa de Amalfi.
Positano é uma comuna italiana da região da Campânia, província de Salerno. Tem cerca de 3.862 habitantes e estende-se por uma área de 8 km², tendo uma densidade populacional de 483 hab/km².
Este hotel boutique resultou da transformação de um antigo mosteiro, em hotel, em 1924. O Mosteiro Santa Rosa Hotel & Spa encontra-se perto de vários ex-líbris, como a Igreja de São Pancrácio, a Gruta Esmeralda e o Arsenal da República. Fica, também, nas imediações de outros pontos de interesse turístico, entre os quais o  Duomo de Amalfi e o Museu Cívico.
Este líndissimo e romântico hotel é considerado um dos 39 hoteis - castelo, existentes em toda a Itália. Se o quiser ficar a conhecer, não precisa de ir até lá, basta seguir com atenção a excelente apresentação que se segue.
 Ora veja! Vale bem a pena!

quinta-feira, julho 03, 2014

O Museu da Evolução Humana

O destino de hoje é a cidade de Burgos em Espanha, onde se localiza o Museu da Evolução Humana. É um museu  e uma cidade que merecem uma visita, quanto mais não seja, virtual.
Burgos é uma cidade espanhola localizada no centro da província de Burgos, comunidade autónoma de Castela e Leão, que fica a uma distância de 244 km de Madrid.  Tem uma área 108 km²,  uma população de 174 075 habitantes (2007) e uma densidade populacional de 1 611,81 hab./km².
Graças à sua localização, Burgos tem prosperado economicamente. Burgos é, também, uma cidade rica em arte gótica, destacando-se as igrejas de Santa Gadea (século XII), Santo Estêvão (século XIII) e S. Gil (séc. XIII-XIV), o Hospital del Rey, o Solar del Cid, os conventos das Carmelitas e Agostinhas, e, sobretudo, a Catedral de Burgos (cuja construção foi iniciada em 1221, inspirada no modelo francês de Reims).
Mas, não perca a possibilidade de visitar o Museu da Evolução Humana de Burgos, através da excelente apresentação que se segue.  O edifício deste museu foi desenhado pelo arquitecto Juan Navarro Baldeweg e está dividido em quatro andares.
O museu mostra-nos a evolução biológica, a História da vida na Terra e a Teoria da Evolução de Darwin. Explica, também, a evolução cultural e recria três ecossistemas: a selva, a savana e a tundra-estepe, como explicação das variações climáticas, das adaptações do habitat e exposição de cenários das dificuldades de sobrevivência.

quarta-feira, julho 02, 2014

Lisboa Menina e Moça

A Academia Latina (Latin Academy of Recording Arts and Sciences) distinguiu Carlos do Carmo com um Grammy pela sua obra. É a primeira vez que um português recebe tal distinção. Parabéns Carlos do Carmo!
Carlos do Carmo (1939), é um cantor e intérprete de fado português, filho de outra grande fadista, Lucília do Carmo.
Com uma carreira rica, quer a nível internacional quer a nível nacional, não poderia deixar de referir o facto de ter apadrinhado o candidatura do Fado a Património Mundial da Humanidade.
Agora proponho-lhe que oiça Carlos do Carmo em "Lisboa Menina e Moça", do DVD "Ao Vivo no Coliseu dos Recreios".
Não poderia deixar de reproduzir um dos comentários patentes por baixo do vídeo que escolhi para este post:
"Escutar Carlos do Carmo, é ouvir a voz de um povo cantando uma das mais belas cidades do mundo. Lisboa, é claro!"

terça-feira, julho 01, 2014

A música: um símbolo de união

Este é um dos grandes vídeos do Mundial do Brasil (Copa do Mundo). 
Veja o que aconteceu quando a  "Factor 12 Brass Band", banda que foi animar a seleção holandesa se encontrou com a "Banda Militar de Porto Alegre", no dia do jogo entre Holanda e Austrália, realizado em Porto Alegre, no Brazil.
Como a música é uma linguagem universal, veja como as duas bandas tocaram em conjunto a "Aquarela do Brasil".
Estes momentos registados em vídeo, certamente ficarão na memória de todos, como um grande símbolo de união deste (a)  Mundial (Copa) !!!

segunda-feira, junho 30, 2014

Camaro Amarelo

"Camaro Amarelo" foi a música do ano de 2012, da dupla de música sertaneja brasileira Munhoz & Mariano. O "Camaro Amarelo"" é uma canção do género sertanejo, extraída do álbum "Ao Vivo em Campo Grande Vol II."
O vídeo oficial (abaixo) foi feito em maio de 2012, durante a gravação do segundo DVD da dupla, no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande (Brasil). Nesta ocasião, Munhoz & Mariano, apresentaram-se para cerca de 90 mil pessoas. A música popularizou-se pelo seu refrão: "Agora eu fiquei doce igual caramelo, tô tirando onda de Camaro amarelo".
No show, as fãs vão ao delírio com a dança de Mariano. Ora veja!

domingo, junho 29, 2014

É dia de Pedro e Paulo

Hoje é o dia de São Pedro e... já agora... também o dia de S. Paulo.
Tal como São João e Santo António, São Pedro é um santo popular. A tradição manda que a população festeje a data decorando as ruas com balões, fitas de várias cores e manjericos. Há bailes e marchas populares nalgumas ruas de algumas localidades e, nos bairros mais castiços de Lisboa e Porto, onde a música está sempre presente.
Em termos gastronómicos, a sardinha assada, o pimento, a broa, o caldo verde, o chouriço e o vinho são os elementos principais da festa.
Neste dia de S. Pedro algumas cidades celebram o feriado municipal como por exemplo, Póvoa de Varzim, Sintra, Montijo, Castro Verde, São Pedro do Sul, Seixal, Felgueiras e Bombarral.
Mas como disse este dia é conhecido, não só como o dia São Pedro, mas também como o de São Paulo.
Embora São Paulo não seja considerado um santo popular, aqui fica uma breve biografia.
São Paulo nasceu em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor, cidade aberta às influências culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Descende de uma família de judeus da diáspora, pertencente à tribo de Benjamim, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contactos com a vida e a cultura do Império Romano.
Os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus) e o apelido Paulo. Mais tarde, a partir da sua primeira viagem missionária ao mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o sobrenome latino Paulus.
Paulo é chamado “o Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de facto a personalidade mais importante que conhecemos. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade.
Escreveu 13 cartas às igrejas por ele fundadas: cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos. Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filémon; aos colossenses; aos efésios. Pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito.
Quando estava preso em Cesareia, Paulo apela para César e o governador Festo envia-o para Roma, aonde chegou na primavera do ano 61. Viveu dois anos em Roma em prisão domiciliária. Sofreu o martírio no ano 67, no final do reinado de Nero, na Via Ostiense, a 5 quilómetros dos muros de Roma.

sábado, junho 28, 2014

O Palácio das Quatro Estações

Hoje o nosso passeio vai ser até Midões, localidade do concelho de Tábua. O objectivo é conhecer o Palácio de Midões ou Palácio das Quatro Esatções.
Este palácio ocupa a parte central de Midões. A data exacta da sua construção é desconhecida, embora provavelmente, seja um edifício do século XIX. É um palácio brasonado e com características arquitectónicas interessantes, incluindo quatro estatuetas no telhado. Pensa-se que esta quatro esculturas alegóricas das estações do ano (Inverno, Primavera, Verão e Outono) contribuiram para a sua designação como o Palácio das Quatro Estações.
O bonito Palácio de Midões encontra-se hoje em avançado estado de degradação e está à venda por quase 450.000 €.
Se quiser ficar a conhecer melhor mais este exemplo do nosso património edificado, basta dar uma olhadela ao vídeo que se encontra a seguir.

sexta-feira, junho 27, 2014

Biblioteca Pessoal

A Quetzal editou recentemente o livro, "Biblioteca Pessoal" de Jorge Luis Borges.
Este livro inclui os prólogos dos primeiros sessenta e quatro títulos, de uma série de cem, que haveria de constituir uma coleção que seria a súmula das preferências literárias do escritor.
"Que outros se gabem dos livros que lhes foi dado escrever; eu gabo-me daqueles que me foi dado ler", disse Jorge Luis Borges, facto que é recordado na abertura desta obra.
Mais do que um livro de ensaios, trata-se de apontamentos das leituras múltiplas e diversificadas que o escritor argentino fez ao longo da sua vida. Aqui encontramos uma visão que vai dos contos de Júlio Cortázar até às histórias extraordinárias de Edgar Allan Poe, passando por livros de autores tão diferentes como Jean Cocteau, Henrik Ibsen, Herman Hesse, Bernard Shaw, Herman Melville, Oscar Wilde, Voltaire entre muitos outros.
Aqui fica, portanto, a sugestão de leitura da "Biblioteca Pessoal" de Borges, pelo menos a que idealizou até à data da sua morte e sobre a qual afirmou: "Desejo que esta biblioteca seja tão variada quanto a curiosidade que a mesma induziu em mim."

quinta-feira, junho 26, 2014

Técnicas de "gamanço"

O vídeo que lhe proponho que veja hoje é muito instrutivo. Num pequeno filme feito em Haia, a polícia holandesa retrata algumas situações de roubo a incautos cidadãos.
Acho que vale a pena ver estas "técnicas de gamanço", porque se fica a saber que é preciso estarmos de olhos bem abertos e que todo o cuidado é pouco, perante a actuação destes "artistas do gamanço", também conhecidos como "pocket pickers".

quarta-feira, junho 25, 2014

I Say A Little Prayer

Veja o vídeo abaixo onde  Aretha Franklin interpreta "I Say A Little Prayer," no "The Cliff Richard Show" (1970).
Aretha Franklin (1942) é uma cantora norte-americana de gospel, R&B e soul que se transformou em ícone da música negra. Foi considerada a maior cantora de todos os tempos pela revista Rolling Stone e a nona maior artista da música de todos os tempos.
Aretha tornou-se a primeira mulher a fazer parte do "Rock & Roll Hall of Fame" em 1987.
A "Rainha do Soul" ou "Dama do Soul" é conhecida pelas suas interpretações na música soul e R&B, mas também é uma adepta de jazz, rock, blues, pop e até mesmo de ópera.
Aretha é a segunda cantora a possuir mais prémios Grammy na história, atrás apenas de Alison Krauss.
O estado de Michigan, nos EUA, declarou a sua voz como sendo uma maravilha natural.

terça-feira, junho 24, 2014

O Porto está em festa

A cidade do Porto está em festa devido aos Santos Populares, em concreto, por causa do S. João.
O São João do Porto é uma festa popular que acontece de 23 para 24 de Junho nesta cidade. Embora a festividade católica celebre o nascimento de São João Batista, a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Junho e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou esta festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.
O S. João do Porto é uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, os alhos porros foram substituídos pelos martelos de plástico.
Há ainda quem salte as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais (como por exemplo, Fontainhas, Miragaia, Massarelos, etc.) compre os vasos de manjericos com quadras populares e assista ao tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I. Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto, onde se pode dançar até de madrugada.
Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos registos do século XIV, que Fernão Lopes, se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João. Este cronista deixou escrito na sua crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e explicando como era vivida pelas gentes daquela cidade. Pensa-se no entanto que esta festa fosse ainda mais antiga, pois existia uma cantiga que dizia que até os moiros da moirama festejavam o S. João.

segunda-feira, junho 23, 2014

O Museu Machado de Castro

O Museu Nacional de Machado de Castro é um dos mais importantes museus de belas artes e arqueologia de Portugal, tanto pela quantidade como pela qualidade das suas coleções. Encontra-se instalado no antigo Paço Episcopal de Coimbra (freguesia da Sé Nova), e foi classificado como Monumento Nacional em 1910. O museu abriu ao público em 1913.
O seu acervo foi constituído, essencialmente, pelos bens das extintas casas religiosas da região de Coimbra, bem como por peças adquiridas pelo estado e doadas por particulares.
Em 2006 o museu encerrou para uma importante campanha de obras que incluíram a construção de um novo edifício, tendo reaberto no final de 2012.
As colecções do museu contabilizam cerca de 15000 peças entre escultura, pintura, desenho, artes decorativas (ourivesaria, cerâmica, mobiliário, e têxteis) e arqueologia ( esculturas, epigrafia, numismática).
Se não conhece este museu aprecie o vídeo que se segue, e que lhe dá uma breve panorâmica desta casa da cultura portuguesa.
Já agora, se não sabe, Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822) foi um dos maiores e mais renomados escultores portugueses. Machado de Castro foi um dos escultores de maior influência na Europa do século XVIII e princípio do século XIX.

domingo, junho 22, 2014

Os carros de Tintin

O post de hoje é dedicado a todos aqueles que apreciam o Tintim e o mundo automóvel. Sugiro-lhe que veja a excelente apresentação que se segue e que mostra os automóveis usados nos álbuns de Tintin. Não perca! É uma verdadeira preciosidade!
Já agora aproveito para lhe dizer que, em 2004, uma editora em Portugal,  lançou  uma colecção de 34 miniaturas dos carros de Tintin, acompanhadas por  fascículos, profusamente ilustrados, que davam ao leitor informações e curiosidades sobre o álbum e o carro em questão, em cada história aos quadradinhos do belga Hergé.
Entretanto, se é fã do Tintin, não deixe de ver a seguir, mais uma das Aventuras de Tintin: O Carnaguejo das Tenazes de Ouro.

sábado, junho 21, 2014

A Poesia Adora Andar Descalça Nas Areias Do Verão...

A poesia não vai à missa,
não obedece ao sino da paróquia,
prefere atiçar os seus cães
às pernas de deus e dos cobradores
de impostos.
Língua de fogo do não,
caminho estreito
e surdo da abdicação, a poesia
é uma espécie de animal
no escuro recusando a mão
que o chama.
Animal solitário, às vezes
irónico, às vezes amável,
quase sempre paciente e sem piedade.
A poesia adora
andar descalça nas areias do Verão.
Eugénio de Andrade

sexta-feira, junho 20, 2014

Uma Cidade Mártir

Oradour - sur- Glane é uma comuna francesa situada na região de Limousin e localizada a cerca de vinte km a noroeste de Limoges.
A cidade tornou-se conhecida internacionalmente, por ter sido o local de um dos maiores massacres cometidos pelos soldados nazis durante a Segunda Guerra Mundial, transformando-se numa cidade mártir.
Dias após o desembarque das tropas aliadas na Normandia, a 6 de junho de 1944, no que ficou conhecido como o Dia D, tropas alemães estacionadas na França dirigiram-se aos locais de desembarque para travar combate com as forças aliadas. Uma delas, a 2ª Divisão Panzer SS Das Reich, da Waffen-SS, as tropas de combate de elite da SS, atravessou boa parte do país em direção à costa, tendo sido diversas vezes fustigada, no caminho, por sabotagens e ações da resistência francesa, os "maquis".
A 10 de junho de 1944, nas proximidades da vila de Oradour-sur-Glane, o comandante de um dos batalhões da divisão, comunicou aos seus oficiais subordinados que tinha sido avisado por dois civis franceses da região, que um oficial SS tinha sido preso pelos guerrilheiros na cidade e que seria executado e queimado publicamente.
O massacre de Oradour-sur-Glane, a 10 de junho de 1944, foi uma espécie de vingança por causa destes acontecimentos e o resultado de um ataque da Terceira Companhia do Primeiro Batalhão de Regimento Der Führer, da SS Division Das Reich das Waffen-SS, contra a população indefesa.
Oradour-sur-Glane sofreu o maior massacre de civis cometidos na França, pelo exército alemão, contabilizando 190 homens, 245 mulheres e 207 crianças metralhadas e queimadas na igreja. A maior parte dos seus edifícios ficaram destruídos, deixando esta localidade em ruínas. Hoje, para que os homens não esqueçam o que foi a guerra e este massacre, transformou-se num memorial à dor que a França viveu durante a ocupação alemã. Não deixe de ver a excelente apresentação que se segue e que mostra a devastação provocada nesta localidade pelo exército alemão.
Veja agora o vídeo que se segue ou, um pequeno documentário da France TV, clicando aqui,  que procura descobrir as razões deste massacre.

quinta-feira, junho 19, 2014

Sofro de não te Ver

Sofro
de não te ver,
de perder
os teus gestos
leves, lestos,
a tua fala
que o sorriso embala,
a tua alma
límpida, tão calma...

Sofro
de te perder,
durante dias que parecem meses,
durante meses que parecem anos...

Quem vem regar o meu jardim de enganos,
tratar das árvores de tenrinhos ramos?
Saúl Dias, in "Sangue (Inéditos)"

quarta-feira, junho 18, 2014

Kaysersberg

Kaysersberg é uma comuna francesa de 24,82 km², com 2676 habitantes e situada no Alto-Reno, na região da Alsácia.
A primeira referência a Kaysersberg data de 1227.
O  interesse estratégico e económico desta localidade é evidente, daí a existência de referências históricas tão longínquas.
A 1ª Grande Guerra não afectou esta cidade, que serviu de base de rectaguarda, às tropas alemãs que combatiam na frente dos Vosges.
O mesmo não aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade foi martirizada pelos combates, em Dezembro de 1944, que conduziram à libertação da França.
A sua recuperação foi, contudo, rápida e hoje é considerada uma das pérolas da Alsácia.
Se quiser ficar a conhecer melhor esta pequena preciosidade, não deixe de ver a excelente apresentação que se segue. Não perca esta oportunidade!
Ora veja!

terça-feira, junho 17, 2014

A Rainha Ginga

"A Rainha Ginga" é o novo livro do escritor angolano José Eduardo Agualusa.
Sinopse:
"Durante quatro décadas, uma mulher de armas combate no sertão africano em defesa do seu povo.
No século XVI, a cobiça e a luxúria europeia invadiam o continente africano. Portugueses, espanhóis e holandeses lutavam pela riqueza de África, traficando escravos para o Brasil.
Filha de um guerrilheiro opositor da presença europeia, a rainha Ginga cedo revela aptidão e desejo de comandar as tribos chefiadas pelo seu pai. Mulher culta, de rara beleza de espírito, Ginga torna-se a mulher mais poderosa de África.
Ginga, a Rainha de Angola é um intenso romance vivido no sertão africano onde lenda e realidade se confundem numa narrativa histórica sobre as relações entre Portugal e Angola e, sobretudo, sobre uma mulher indomável que enfrentou as grandes potências para defender o seu povo. Uma figura ímpar de Angola e inspiradora de gerações vindouras na defesa de ideias que pertencem a todos os tempos".
Entretanto,  fique a saber que Dona Ana de Sousa ou Ngola Ana Nzinga Mbande ou Rainha Ginga (1583 — 1663) foi uma rainha ("Ngola") dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII. O seu título real na língua quimbundo - "Ngola" -, foi o nome utilizado pelos portugueses para denominar aquela região (Angola). Nzinga viveu durante um período em que o tráfico de escravos africanos e a consolidação do poder dos portugueses na região estavam a crescer rapidamente.
Mas, se quiser ficar a saber um pouco mais, leia este novo romance de José Eduardo Agualusa.