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sábado, novembro 08, 2025

Coimbra: Universidade de Coimbra - Alta e Sofia

"Universidade de Coimbra - Alta e Sofia"  é o conjunto histórico-cultural da cidade portuguesa de Coimbra que foi classificado como Património Mundial da UNESCO em 2013. 

A designação abrange duas áreas distintas: a Alta, que é a parte mais antiga e elevada da cidade (com a Universidade, a Biblioteca Joanina, a Sala dos Atos Grandes, o Pátio das Escolas, a Capela de São Miguel e a Torre do Relógio) e a Sofia, que corresponde à Baixa de Coimbra com os seus colégios históricos e as ruas como a Rua da Sofia, que é uma área histórica e de grande atividade estudantil.

A Sofia, que corresponde à Baixa de Coimbra, é a parte da universidade que se desenvolveu mais tarde, com edifícios dos séculos XVI a XVIII. As fachadas de vários colégios universitários podem ser vistas nesta área. 

A Universidade de Coimbra foi fundada no séc. XIII (1290), é a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas do "Velho Continente". O conjunto desempenhou um papel central na disseminação de conhecimento e na formação de elites em Portugal e nos países de língua portuguesa. 

É um exemplo de uma universidade integrada numa cidade, com uma tipologia urbana específica, que conseguiu manter as suas tradições cerimoniais e culturais (ex: as Repúblicas) ao longo do tempo. 

Não deixe de assistir ao filme abaixo, narrado pela cantora brasileira Adriana Calcanhotto e pelo apresentador de rádio Sílvio Santos que conta a a história de um grupo de estudantes que embarcam numa visita de estudo à Universidade e se perdem do resto da turma.

Guiados por uma personagem misteriosa que os transporta de volta no tempo para testemunharem grandes eventos históricos ali passados. 

sábado, abril 19, 2025

Pudim de Ovos das Clarissas

Este pudim, à base de ovos, manteiga e açúcar, é uma receita das freiras do Convento de Santa Clara de Coimbra. 

O Mosteiro de Santa Clara de Coimbra, popularmente conhecido como Convento de Santa Clara-a-Velha, localiza-se na margem esquerda do rio Mondego, freguesia de Santa Clara e Castelo Viegas, na cidade, município e distrito de Coimbra, em Portugal. 

A grande quantidade de gemas empregue na sua confeção é, por si só, a confirmação de se tratar de um doce conventual.

Estamos quase a celebrar a Páscoa e o Pudim das Clarissas, como também é conhecido, é perfeito para compor uma mesa de festa. Com votos de uma Páscoa docinha aqui lhe deixo várias receitas do Pudim das Clarissas:

Ingredientes:
16 gemas
220 ml de água
25 g de manteiga à temperatura ambiente
500 g de açúcar

 Preparação:
Ligue o forno a 180º C.
Leve o açúcar e a água ao lume e deixe ferver cerca de 5 minutos até a calda atingir um ponto fraco.
Retire e deixe arrefecer.
Quando a calda estiver morna, junte as gemas, ligeiramente batidas, e a manteiga, misturando muito bem até obter um preparado cremoso e homogéneo.
Deite numa forma de chaminé untada e leve ao forno cerca de 50 minutos.
Deixe o pudim arrefecer e desenforme.

domingo, março 09, 2025

É Preciso Acreditar

 Ouça o cantor e compositor português Luiz Goes em É Preciso Acreditar.
É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que o sorriso de quem passa
É um bem para se guardar

Que é luar ou sol de graça
Que nos vem alumiar
Com amor, alumiar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que a canção de quem trabalha
É um bem para se guardar


E não há nada que valha
A vontade de cantar
A qualquer hora, cantar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que uma vela ao longe, solta
É um bem para se guardar

Que se um barco parte ou volta
Passará no alto mar
E que é livre o alto mar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que esta chuva que nos molha
É um bem para se guardar

Que há sempre terra que colha
Um ribeiro a despertar
Para um pão por despertar

sábado, julho 22, 2023

Capas Negras

Capas Negras é um filme português, realizado por Armando de Miranda em 1947. Tem argumento de Alberto Barbosa e José Galhardo. Os principais atores são Amália Rodrigues (Maria de Lisboa), Alberto Ribeiro (José Duarte) e Artur Agostinho (Manecas), Vasco Morgado (Jorge), Barroso Lopes (Coca-Bichinhos), Humberto Madeira (Já-Cá-Canta), António Sacramento (Judge) e Graziela Mendes.

O filme foi gravado na Real República do Rás-Teparta, na Rua dos Estudos, em Coimbra. Esta república viria mais tarde a mudar-se para o n.º 6 da Rua da Matemática, onde ainda hoje se encontra. "Capas Negras" esteve 22 semanas em cartaz, tornando-se no maior sucesso do cinema português. Amália Rodrigues obteve o maior sucesso como atriz.

Um amargo e comovente melodrama de sabor coimbrão sobre o caso de amor entre uma bela tricana e um estudante de Direito, de que resulta um filho e gera muitas atribulações para a rapariga até que tudo acabe bem para todos, e que foi um estrondoso êxito nos anos 40.

Sinopse:

 

Em Coimbra o "quintanista" de Direito, José Duarte, e a bela tricana, Maria de Lisboa, vivem uma intensa história de amor. Terminado o curso e julgando-se traído, José Duarte abandona Maria e vai para o Porto. Recusa-se a aceitar as cartas dela e esta acaba por ser presa no Porto pelo abandono do filho. José Duarte decide defende-la, reconhecendo ao mesmo tempo, ser o pai da criança. Armando Miranda realizou em 1947 "Capas Negras", um dos maiores êxitos de bilheteira de sempre do cinema português.  Um pitoresco filme, recheado de amor, música e nobres sentimentos, que Amália Rodrigues domina com a sua fascinante presença e inconfundível voz.

quarta-feira, julho 05, 2023

Sonhar contigo oh Coimbra

Ouça Luíz Goes em Sonhar contigo oh Coimbra (letra e música de Carlos de Figueiredo).

Sonhar contigo, ó Coimbra
Com teu luar e balada
Sonhar contigo, ó Coimbra
Com teu luar e balada

É trazer dentro do peito
Rosas-brancas desfolhadas
É trazer dentro do peito
Rosas-brancas desfolhadas

Rosas do altar que o penedo
Em nossas almas gravou
Rosas do altar que o penedo
Em nossas almas gravou

E a corrente do Mondego
P'ro mar da vida levou
E a corrente do Mondego
P'ro mar da vida levou

Sonho contigo, ó Coimbra

terça-feira, junho 06, 2023

Fado da Despedida


Ouça o cantor, poeta e compositor português Luiz Goes (1933 - 2012), no fado de Coimbra: Fado da Despedida. 

O Fado da Despedida tem letra de João Conde Veiga , música de Luíz Goes e arr. de António Portugal. Os músicos são António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis e Luís Filipe (Tempos de Coimbra, Aula Magna, 1989).

domingo, outubro 25, 2020

A Casa Costa Lobo

A Casa Costa Lobo, na Rua dos Coutinhos, é um imóvel especial situado numa zona privilegiada da cidade de Coimbra. 
José de Sousa Gonzaga comprou o edifício e outros edifícios à volta, unindo-os para ter uma casa grande para toda a família. O que a torna singular é precisamente a junção de construções do século XVII, XVIII e XIX. 
Assim, nesta casa encontra um arco da renascença, uma escadaria ladeada por azulejos do século XVIII, janelas manuelinas, janelas de guilhotina com bancos de século XVII, jardins interiores, e muitas estrelas em referência a Maria Estrela, filha única de José de Sousa Gonzaga a quem esta casa foi oferecida em dote quando casou com o lente da universidade de Coimbra, Francisco Miranda da Costa Lobo. A Casa manteve-se desde então na posse da sua descendência, como habitação da família.



As vistas da Casa Costa Lobo sobre a cidade são soberbas: a Sé Velha, a Universidade, o Rio Mondego e Santa Clara. 
"Não é uma casa museu, é uma casa onde vivem pessoas" mas, como "sempre foi uma casa que recebeu muito, gostamos de partilhar o espaço". 
É assim que Joana Costa Lobo apresenta a Casa Costa Lobo
Se a quiser ficar a conhecer melhor assista, em baixo, ao programa televisivo da RTP2, que faz uma visita a esta casa.

segunda-feira, maio 04, 2020

Visite Coimbra

Assista ao vídeo em baixo, do Turismo do Centro, e faça um passeio virtual por Coimbra.
Em 2013, a UNESCO reconheceu o valor excecional da Universidade de CoimbraAlta e Sofia atribuindo-lhe o selo de Património da Humanidade, o que posiciona a cidade como um dos destinos turísticos e culturais de eleição da região e do país.
Coimbra é detentora de uma vasta e única riqueza patrimonial concretizada ao longo de séculos, tendo sido escolhida por D. Afonso Henriques para primeira capital do Reino de Portugal. A cidade foi berço de reis e centro multicultural, reconhecido pela instalação definitiva da Universidade, em 1537, uma das mais importantes e prestigiadas instituições de ensino em Portugal.
Intimamente ligadas à Cidade e à Universidade estão as tradições académicas, as repúblicas, as vivências entre estudantes e futricas e a canção de Coimbra, onde o erudito e o popular se fundem, constituindo um património imaterial de excelência.
Igualmente atrativa é a paisagem natural de Coimbra, destacando-se os seus parques e jardins de significativo valor histórico e científico, que convidam a momentos de contemplação enobrecendo a história e o património de Coimbra.

quinta-feira, novembro 15, 2018

Os Ratinhos e a Faiança Ratinho

Em Portugal por necessidades económicas ou outras, a movimentação da população nem sempre foi feita para o exterior. Até meados da década de 60 do século XX, realizavam-se migrações que eram temporárias ou sazonais e dentro do país. Do Norte mais povoado, do centro litoral e do interior pobre, muitas movimentações se produziram ao longo dos tempos. Grandes grupos ficaram conhecidos por várias designações e alguns foram imortalizados em livros da autoria do escritor Alves Redol.
Para as ceifas do Alentejo e apanha da azeitona, todos os anos se deslocavam os "ratinhos" vindos das regiões montanhosas das Beiras. Para o mesmo trabalho vinha gente do barrocal e serras algarvias, eram os "algarvios".
Estes trabalhadores agrícolas realizavam, então, um movimento sazonal antiquíssimo, pois o termo aparece já na obra de Gil Vicente. 
Com o tempo o termo "ratinho", tornou-se sinónimo de rústico, plebeu e acabou também por designar uma faiança grosseira feita em oficinas populares de Coimbra, em oposição à faiança fina produzida por Domingos Vandelli, naquela mesma cidade.
Neste último caso, o termo "Ratinho", não designa uma fábrica ou uma oficina, mas sim um tipo de faiança rústica fabricada em Coimbra, entre o segundo terço do século XIX até às primeiras décadas do século XX.
Hoje, com o gosto formado na arte contemporânea, temos capacidade para admirar as formas quase abstractas desta loiça e o que no passado parecia grosseiro e "ratinho", parece-nos actualmente ingénuo, espontâneo e cheio de beleza.
A beleza ingénua desta faiança de Coimbra, atrai hoje os antiquários e coleccionadores e evoca a arte do Islão.

segunda-feira, junho 23, 2014

O Museu Machado de Castro

O Museu Nacional de Machado de Castro é um dos mais importantes museus de belas artes e arqueologia de Portugal, tanto pela quantidade como pela qualidade das suas coleções. Encontra-se instalado no antigo Paço Episcopal de Coimbra (freguesia da Sé Nova), e foi classificado como Monumento Nacional em 1910. O museu abriu ao público em 1913.
O seu acervo foi constituído, essencialmente, pelos bens das extintas casas religiosas da região de Coimbra, bem como por peças adquiridas pelo estado e doadas por particulares.
Em 2006 o museu encerrou para uma importante campanha de obras que incluíram a construção de um novo edifício, tendo reaberto no final de 2012.
As colecções do museu contabilizam cerca de 15000 peças entre escultura, pintura, desenho, artes decorativas (ourivesaria, cerâmica, mobiliário, e têxteis) e arqueologia ( esculturas, epigrafia, numismática).
Se não conhece este museu aprecie o vídeo que se segue, e que lhe dá uma breve panorâmica desta casa da cultura portuguesa.
Já agora, se não sabe, Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822) foi um dos maiores e mais renomados escultores portugueses. Machado de Castro foi um dos escultores de maior influência na Europa do século XVIII e princípio do século XIX.

segunda-feira, junho 24, 2013

A Biblioteca Joanina

A Universidade de Coimbra é símbolo de uma “cultura que teve impacto na humanidade”. Quem proferiu esta afirmação foi a UNESCO, que anunciou no dia 22 de Junho, a classificação da Universidade de Coimbra como Património Mundial da Humanidade. Esta decisão tomada na 37ª sessão do Comité do Património Mundial, que aconteceu em Phom Penh, no Cambodja, concretiza um projecto com 15 anos.
Para assinalar este facto, proponho-lhe que conheça melhor um dos tesouros que faz parte da Universidade de Coimbra, e que é a Biblioteca Joanina. Esta biblioteca deve o seu nome ao monarca sob cuja égide se verificou a sua edificação: D. João V, o Rei Magnânimo. A Biblioteca Joanina é uma biblioteca do século XVIII situada no Palácio das Escolas da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito daquela Universidade. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. A sua construção começou no ano de 1717, no seguimento de um projecto régio de reforma dos estudos universitários (consequência da difusão das correntes iluministas em Portugal), no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728. O mestre de obras foi João Carvalho Ferreira. A decoração pintada só foi realizada alguns anos mais tarde, já nas vésperas da Reforma Pombalina: os frescos dos tectos e cimalhas foram executados por António Simões Ribeiro, pintor, e Vicente Nunes, dourador. O grande retrato do Rei é atribuído ao italiano Domenico Duprà e a pintura e douradura das estantes foi realizada por Manuel da Silva. O mobiliário, em madeiras exóticas, brasileiras e orientais, foi executado pelo entalhador Francesco Gualdini. Esta biblioteca reúne cerca de 70 mil volumes, a maior parte dos quais no andar nobre, o único, dos três pisos do edifício, aberto ao público. Aí se conservam os principais fundos de Livro Antigo (documentos até 1800) da Universidade. Os seus cerca de 1250 m² úteis actuais, foram obtidos com o arranjo de dois níveis de caves, para depósito e salas de trabalho.
Exteriormente assemelha-se a  um paralelipípedo, onde se salienta o portal nobre, de estilo barroco, encimado por um grande escudo nacional do tempo do monarca que a mandou construir: D. João V.
Interiormente compõe-se de três salas que comunicam entre si através de arcos idênticos ao portal e integralmente revestidos de estantes, decorados a motivos chineses (na primeira sala em contraste ouro sobre fundo verde, na segunda, ouro sobre fundo vermelho e na última ouro sobre fundo negro).
Toda a sua arquitectura envolve um retrato de D. João V que, colocado na parede do topo do edifício, na última sala, funciona como "ponto de fuga" da biblioteca da Universidade de Coimbra, também chamada, noutros tempos, Casa da Livraria. A nave central da Joanina faz com que a sua estrutura se assemelhe à de uma capela, em que o retrato de D. João V ocupa o lugar do altar. A dourada moldura da tela imita uma cortina, que se abre para exibir, numa "esplendorosa composição alegórica", o rei.
Se, agora, quiser ficar a saber mais algumas curiosidades e segredos acerca desta biblioteca, não perca  o vídeo seguinte, onde Carlos Fiolhais fala sobre a Joanina.

sexta-feira, abril 26, 2013

Romagem à Lapa

Aqui fica mais uma vez, o Fado de Coimbra, que está muito ligado às tradições académicas da respectiva Universidade.
Este tipo de fado tem a sua origem nos estudantes, que de todo o país chegavam a Coimbra para estudar, levando as suas guitarras. O Fado de Coimbra é, ainda hoje, exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico. Este traje é constituído por calças e batina pretas, cobertas por um capa de fazenda de lã, igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. O local mais típico é na praça junto ao Mosteiro da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar.
O Fado de Coimbra é acompanhado musicalmente por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica (também aqui chamada de "viola"). No entanto, a afinação e a sonoridade da guitarra portuguesa e da guitarra clássica são, em Coimbra, diferentes das do fado de Lisboa, na medida em que as cordas são afinadas um tom abaixo. Esta afinação pretende transmitir à música uma sonoridade mais soturna, relativamente ao Fado de Lisboa.
Os temas mais glosados são: os amores estudantis, o amor pela cidade, e outros temas relacionados com a condição humana.
Dos cantores ditos "clássicos", o destaque vai para o Hilário, o António Menano e o Edmundo Bettencourt. Nos anos 1950 do século XX, iniciou-se um movimento que levou os novos cantores de Coimbra a adoptar a balada e o folclore. Começaram igualmente a cantar grandes poetas, clássicos e contemporâneos, como forma de resistência à ditadura de Salazar. Neste movimento destacaram-se nomes como Adriano Correia de Oliveira e José Afonso (Zeca Afonso), que tiveram um papel preponderante na autêntica revolução operada desde então na Música Popular Portuguesa. No que respeita à guitarra portuguesa, Artur Paredes  (pai de Carlos Paredes) revolucionou a afinação e a forma de acompanhamento da Canção de Coimbra, associando o seu nome aos cantores mais progressistas e inovadores.
"Saudades de Coimbra" ("Do Choupal até à Lapa"), "Balada da Despedida" ("Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida"), "O meu menino é d’oiro", "Fado Hilário" e "Samaritana "– são algumas das mais conhecidas Canções de Coimbra.
Oiça, agora, outro dos grandes nomes do Fado de Coimbra, Luiz Goes, em "Romagem à Lapa". É mais um vídeo do concerto realizado na Aula Magna em 1989. Luiz Goes conta com o apoio de António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurelio Reis e Luís Filipe.

domingo, março 03, 2013

Fado da Despedida

Mais uma vez o fado de Coimbra, na voz de Luiz Goes, com o "Fado da Despedida".
Os Tempos de Coimbra, na Aula Magna, em 1989. O Fado da Despedida tem música e letra de Luiz Goes. Os arranjos são de António Portugal e os músicos são: António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis e Luís Filipe.

Ser fadista foi meu sonho
Mas não foi esse o meu fado
Deus traçou-me outro destino
Cheio de amor e carinho
Fui cantar para outro lado

Abandonei a guitarra
Despedi-me e fui pra longe
Deixei tudo o que gostava
Pra responder à chamada
Pois meu destino é ser monge

As saudades que eu senti
Descrevê-las bem não sei
Pois esta vida de luz
Que à verdade nos conduz
Vale bem o que deixei

Não choram pelo meu fado
E de mim não tenham dó
Sou feliz e só por isto
Entreguei-me todo a Cristo
Nunca mais me senti só

 

quinta-feira, junho 17, 2010

Coimbra do Choupal

Coimbra é uma cidade portuguesa que é a capital do Distrito de Coimbra (que tem 31 freguesias, 13 das quais urbanas ou maioritariamente urbanas). É a principal cidade da região Centro de Portugal e conta com cerca de 135 314 habitantes (2008). A cidade de Coimbra é banhada pelo rio Mondego e é considerada uma das mais importantes cidades portuguesas quer devido às suas infraestruturas quer à sua importância histórica e privilegiada posição geográfica na região centro. É um centro urbano de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais. Coimbra foi o berço de nascimento de seis reis de Portugal, da primeira dinastia, assim como da primeira universidade do país e uma das mais antigas da Europa. Foi também capital do reino e tem como padroeira a Rainha Santa Isabel. No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos. Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno da história da Universidade de Coimbra. A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante as invasões francesas e, posteriormente, com a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade torna a recuperar o esplendor perdido. É só no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado. Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Da Univesidade surgiram e resistem ainda hoje em plena actividade, primeiro o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, o mais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888. Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo. Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, o Orfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo. Cidade historicamente ligada aos estudantes, conta actualmente com perto de 30 mil, grande parte dos mesmos de fora da cidade. A vida estudantil tem contribuído para o desenvolvimento de uma vida social, política e cultural intensa que tem passado pelo fado de Coimbra, pela serenata monumental, pela Queima das Fitas, pala "cabra" da velha torre, pelas Repúblicas estudantis, pelas praxes, pelo traje académico, pelas tricanas, pelos lentes e futricas, pelos caloiros e veteranos, pelas lutas académicas e movimentos estudantis, pela Igreja de Santa Cruz, pelo Hilário, pelo Zeca Afonso, pelo Menano, pelo Adriano Correia de Oliveira, pelo Luís Cília,etc, etc.
Aprecie, agora, o vídeo que escolhi para hoje e que mostra uma serenata em Coimbra, com o fado À Meia Noite, ao Luar.