Agora que o Mundial de Futebol 2022 está a chegar ao fim, não deixe de apreciar a tecnologia usada na divulgação deste evento, que tem decorrido no Catar.
Não deixe de ver porque vale bem a pena.
Venha daí.
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O Catar ou Qatar, é um país árabe, conhecido oficialmente como um emirado do Médio Oriente. Situa-se na costa nordeste da Península Arábica, ocupando a pequena península do Catar. Faz fronteira com a Arábia Saudita a sul, e o Golfo Pérsico envolve o resto do país. Um estreito do Golfo Pérsico separa o Catar da nação insular vizinha, o Bahrein.
A península do Catar localiza-se entre as latitudes de 24° e 27°N e as longitudes de 50° e 52°E. A maioria do país é composta por uma planície árida baixa e coberta de areia. A sudeste encontra-se o Khor al Adaid ("mar interior"), uma área de dunas de areia que cercam uma entrada do Golfo. O clima caracteriza-se por invernos amenos e verões muito quentes e húmidos.
O Catar é um país cuja paisagem abrange um deserto árido e um longo litoral no Golfo Pérsico repleto de praias e dunas. Também na costa, fica a capital Doha, conhecida pelos arranha-céus futuristas e pela arquitetura ultramoderna inspirada no antigo design islâmico, com exemplos como o Museu de Arte Islâmica, feito de calcário e localizado na marginal à beira-mar da cidade, chamado Corniche.
O ponto mais alto no Qatar é Qurayn Abu al Bawl, com 103 metros de altura. Na área de Jebel Dukhan existem as principais jazidas terrestres de petróleo do país, enquanto os campos de gás natural se localizam no mar, a noroeste da península.
O nome Catar deriva de Qatara, que se acredita referir à antiga cidade de Zubarah, um importante porto comercial e cidade da região. A palavra "Qatara" aparece pela primeira vez num mapa do mundo árabe de Ptolomeu.
O Catar é um emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. As posições mais importantes no país são ocupadas por membros ou grupos próximos da família al-Thani. Em 1995, o xeque Hamad bin Khalifa Al Thani tornou-se emir após depor o pai, Khalifa bin Hamad al Thani, num golpe de Estado.O Catar foi um protetorado britânico até se tornar independente em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas provenientes do petróleo e do gás natural (possui a terceira maior reserva mundial de gás). Antes da descoberta do petróleo, a economia do país era baseada principalmente na extração de pérolas e no comércio marítimo. Atualmente, lidera a lista dos países mais ricos do mundo e está classificado em 41º lugar (logo depois de Portugal) na lista das Nações Unidas de países com maior desenvolvimento humano (IDH), e em 3° no mundo árabe. A Freedom House considera o país como "não livre". A Amnistia Internacional tem noticiado vários atropelos aos direitos humanos. Desde a primeira Guerra do Golfo, tem sido um importante aliado militar dos Estados Unidos e atualmente abriga uma importante base militar na região.
Em 1515, D. Manuel I de Portugal tornou o Reino de Ormuz um Estado vassalo. O Reino de Portugal passou a controlar uma parcela significativa da Arábia Oriental em 1521. O Forte de Al Zubara (provavelmente de origem portuguesa), é uma fortaleza militar histórica do Catar que é património mundial do UNESCO. Em 1550, os habitantes de al-Hasa colocaram-se voluntariamente sob domínio do Império Otomano, preferindo-o em relação ao Império Português.
O Catar tem uma população estimada em 2,8 milhões de habitantes, dos quais apenas 313 mil são nativos catarianos. Os demais são trabalhadores estrangeiros, especialmente de outras nações árabes (13%), do subcontinente indiano (Índia 24%, Nepal 16%, Bangladesh 5%, Paquistão 4%, Sri Lanka 2%), do Sudeste Asiático (Filipinas 11%) e demais países (7%). Também é um dos poucos países do mundo em que os seus cidadãos não pagam impostos.
A religião predominante e oficial do Catar é o islamismo (sunita) embora haja cerca de 5% de seguidores do islamismo xiita. A lei xaria é a principal fonte da legislação do Catar de acordo com a Constituição.
Em 2010, de acordo com o Pew Research Center havia 67,7% de muçulmanos, 13,8% de cristãos, 13,8% hindus e 3,1% budistas.
A população cristã é composta quase inteiramente por estrangeiros. Desde 2008, os cristãos foram autorizados a construir igrejas em terrenos doados pelo governo, mas a atividade missionária estrangeira é desencorajada oficialmente. Apesar de serem uma parcela significativa da população, hindus e budistas não têm um lugar oficial de culto.
Se quiser saber quais são os melhores passeios no Catar, O País do Mundial de 2022, não deixe de ver os restantes vídeos desta série especial do Viaje Comigo. São mais três vídeos mostrando a cultura, costumes, museus, parques, estádios e atrações turísticas na capital do país, Doha, que pode ver clicando nos links a seguir: Passeios e Compras, Mercado Waqif e Catar 4 (Os Estádios Do Mundial FIFA 2022).
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| O Dínamo de Kiev |
A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comoventes, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dínamo de Kiev nos anos 40.
Os jogadores jogaram uma partida sabendo que se a ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, pelo seu dramatismo, outro caso similar no mundo.
Para compreender a sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e porque é que um simples jogo de futebol representou para eles o momento crucial das suas vidas.
Tudo começou em 19 de Setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (hoje capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazi. Os homens de Hitler adotaram um regime de castigo impiedoso tendo arrasado tudo.
A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazis, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas. Assim, todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido guarda - redes do Dínamo.
Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazis não perseguiam, precisamente pela sua origem, era um fã fanático do Dínamo. Um dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou para um mendigo e de imediato se deu conta de que era o seu ídolo: o gigante Trusevich.
Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou os nazis e contratou o guarda - redes para que trabalhasse na sua padaria. A sua ânsia em ajudá-lo foi valorizada pelo jogador, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela da equipa de que era fã.
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| Kiev destruída dura a 2ª Guerra Mundial |
Na convivência, as conversas giravam sempre à volta do futebol e do Dínamo, até que o padeiro teve uma ideia genial: pediu a Trusevich, que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a procurar o resto dos seus colegas. Não só continuaria a pagar-lhe, como juntos podiam salvar os outros jogadores.
Trusevich percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, os seus amigos do Dínamo. Kordik deu trabalho a todos, esforçando-se para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre os seus empregados uma equipa completa.
Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram a dar o passo seguinte, e decidiram, alentados pelo seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar aos nazis, a única coisa que sabiam fazer bem. Muitos tinham perdido as suas famílias às mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última coisa que mantinham das suas vidas anteriores.
Como o Dínamo estava proibido, deram um novo nome à equipa. Assim nasceu o FC Start, que através de contactos alemães começou a desafiar equipas de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.
Em 7 de Junho de 1942, jogaram a sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. O seu rival seguinte foi a equipa de uma guarnição húngara, a quem ganharam por 6 a 2. Depois meteram 11 golos a uma equipa romena.
A coisa começou a ficar séria quando em 17 de Julho enfrentaram uma equipa do exército alemão e a golearam por 6 a 2. Muitos nazis começaram a ficar aborrecidos pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e procuraram uma equipa melhor para os derrotar. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de os derrotar, mas o FC Start ganhou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou por 3 a 2 na revanche.
Em 6 de Agosto, convencidos da sua superioridade, os alemães prepararam uma equipa com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande equipa, utilizada como instrumento de propaganda de Hitler.
Os nazis tinham arranjado um rival à altura para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo, refém dos nazis. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e da falta de desportivismo dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.
Depois desta escandalosa derrota da equipa de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem para acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazis locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem fosse uma derrota, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.
A superioridade da raça ariana, em particular no desporto, era uma obsessão para Hitler e para os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar a equipa num jogo.
Com um clima tremendo de pressão e ameaças de todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de Agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial das SS entrou no vestiário e disse em russo: "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazi.
Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: "Heil Hitler !", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.
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| Seleção Alemã |
Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro golo, mas o Start chegou ao intervalo a ganhar por 2 a 1.
Receberam novas visitas no vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas: "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial das SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até se propuseram a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram nas suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.
Deram um verdadeiro baile aos nazis. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o guarda - redes alemão. Driblou-o deixando - o estatelado no chão e, ao ficar em frente à trave, quando todos esperavam o golo, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.
Como toda a Kiev poderia a vir a falar da façanha, os nazis deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois desta última partida, a Gestapo visitou a padaria.
O primeiro a morrer torturado em frente de todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente Kuzmenko, Klimenko e Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até à libertação de Kiev em Novembro de 1943. O resto da equipa foi torturado até a morte.
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| Monumento aos heróis do FC Start. |
Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um lugar gratuito no estádio do Dínamo de Kiev. Nas escadarias do clube, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda aqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pode derrotar numa dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.
Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dínamo, vale mais que todas as jóias do Kremlin: a única foto que se conserva da heróica equipa do Dinamo e o nome dos seus jogadores (em cima). Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda os seus colegas (ao lado).
Na Ucrânia, os jogadores do FC Start são hoje heróis da pátria e o seu exemplo de coragem é ensinado nas Escolas.
No estádio Zenit uma placa diz: "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".
Diego Maradona morreu ontem na Argentina aos 60 anos. El Pibe de Oro passou por uma cirurgia ao cérebro no início do mês.
Transcreve-se na íntegra:
Olhos abertos amigos, o populismo diz sempre que é simples marcar golo mas na verdade marcar um golo exige muita tática e técnica.
Anónimo
Mário Coluna conhecido como "Monstro Sagrado", foi um dos mentores de Eusébio. Quando Eusébio chegou a Lisboa, trazia uma carta de recomendação da mãe para ser entregue a Mário Coluna, para que este olhasse pelo jovem que ia para o Benfica, onde o "Monstro Sagrado", sete anos mais velho, já era a grande referência.
Eusébio da Silva Ferreira (1942 — 2014), conhecido simplesmente por Eusébio, foi um futebolista português nascido no Bairro de Mafalala, Lourenço Marques, atual Maputo, em Moçambique . É considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos. O nome de Eusébio aparece muitas vezes nas listas e votações de melhores jogadores de futebol de sempre feitas pelos críticos de futebol e fãs. Foi eleito o nono melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela IFFHS , faz parte da lista dos 50 melhores jogadores de todos os tempos do Planète Foot , ficou no 8º lugar da lista "Os melhores do século XX" elaborada pela revista Placar e foi eleito o décimo melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela revista World Soccer . Pelé nomeou Eusébio como um dos 125 melhores jogadores de futebol vivos na sua lista FIFA 100, elaborada em 2004. Eusébio ficou em sétimo lugar na votação online para o Jubileu de Ouro da UEFA. Em Novembro de 2003, para comemorar o Jubileu da UEFA, foi escolhido como o jogador de ouro de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol como o seu melhor jogador dos últimos 50 anos.