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sábado, dezembro 17, 2022

Ainda o Catar




Agora que o Mundial de Futebol 2022 está a chegar ao fim, não deixe de apreciar a tecnologia usada na divulgação deste evento, que tem decorrido no Catar.

Não deixe de ver porque vale bem a pena.

Venha daí.

quinta-feira, novembro 24, 2022

Catar: O País do Mundial de 2022

O Catar ou Qatar, é um país árabe, conhecido oficialmente como um emirado do Médio Oriente. Situa-se na costa nordeste da Península Arábica, ocupando a pequena península do Catar.  Faz fronteira com a Arábia Saudita a sul, e o Golfo Pérsico envolve o resto do país. Um estreito do Golfo Pérsico separa o Catar da nação insular vizinha, o Bahrein.

A península do Catar localiza-se entre as latitudes de 24° e 27°N e as longitudes de 50° e 52°E. A maioria do país é composta por uma planície árida baixa e coberta de areia. A sudeste encontra-se o Khor al Adaid ("mar interior"), uma área de dunas de areia que cercam uma entrada do Golfo. O clima caracteriza-se por invernos amenos e verões muito quentes e húmidos.

O Catar é um país cuja paisagem abrange um deserto árido e um longo litoral no Golfo Pérsico repleto de praias e dunas. Também na costa, fica a capital Doha, conhecida pelos arranha-céus futuristas e pela arquitetura ultramoderna inspirada no antigo design islâmico, com exemplos como o Museu de Arte Islâmica, feito de calcário e localizado na marginal à beira-mar da cidade, chamado Corniche.

O ponto mais alto no Qatar é Qurayn Abu al Bawl, com 103 metros de altura. Na área de Jebel Dukhan existem as principais jazidas terrestres de petróleo do país, enquanto os campos de gás natural se localizam no mar, a noroeste da península.

O nome Catar deriva de Qatara, que se acredita referir à antiga cidade de Zubarah, um importante porto comercial e cidade da região. A palavra "Qatara" aparece pela primeira vez num mapa do mundo árabe de Ptolomeu.

O Catar é um emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. As posições mais importantes no país são ocupadas por membros ou grupos próximos da família al-Thani. Em 1995, o xeque Hamad bin Khalifa Al Thani tornou-se emir após depor o pai, Khalifa bin Hamad al Thani, num golpe de Estado​​.

O Catar foi um protetorado britânico até se tornar independente em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas provenientes do petróleo e do gás natural (possui a terceira maior reserva mundial de gás). Antes da descoberta do petróleo, a economia do país era baseada principalmente na extração de pérolas e no comércio marítimo. Atualmente, lidera a lista dos países mais ricos do mundo e está classificado em 41º lugar (logo depois de Portugal) na lista das Nações Unidas de países com maior desenvolvimento humano (IDH), e em 3° no mundo árabe. A Freedom House considera o país como "não livre". A  Amnistia Internacional tem noticiado vários atropelos aos direitos humanos. Desde a primeira Guerra do Golfo, tem sido um importante aliado militar dos Estados Unidos e atualmente abriga uma importante base militar na região.

Em 1515, D. Manuel I de Portugal tornou o Reino de Ormuz um Estado vassalo. O Reino de Portugal passou a controlar uma parcela significativa da Arábia Oriental em 1521. O Forte de Al Zubara (provavelmente de origem portuguesa), é uma  fortaleza militar histórica do Catar que é património mundial do UNESCO. Em 1550, os habitantes de al-Hasa colocaram-se voluntariamente sob domínio do Império Otomano, preferindo-o em relação ao Império Português.

O Catar tem uma população estimada em 2,8 milhões de habitantes, dos quais apenas 313 mil são nativos catarianos. Os demais são trabalhadores estrangeiros, especialmente de outras nações árabes (13%), do subcontinente indiano (Índia 24%, Nepal 16%, Bangladesh 5%, Paquistão 4%, Sri Lanka 2%), do Sudeste Asiático (Filipinas 11%) e demais países (7%). Também é um dos poucos países do mundo em que os seus cidadãos não pagam impostos.

A religião predominante e oficial do Catar é o islamismo (sunita) embora haja cerca de 5% de seguidores do islamismo xiita. A lei xaria é a principal fonte da legislação do Catar de acordo com a Constituição.

Em 2010, de acordo com o Pew Research Center havia 67,7% de muçulmanos, 13,8% de cristãos, 13,8% hindus e 3,1% budistas. 

A população cristã é composta quase inteiramente por estrangeiros. Desde 2008, os cristãos foram autorizados a construir igrejas em terrenos doados pelo governo, mas a atividade missionária estrangeira é desencorajada oficialmente. Apesar de serem uma parcela significativa da população, hindus e budistas não têm um lugar oficial de culto.

Se quiser saber quais são os melhores passeios no Catar, O País do Mundial de 2022, não deixe de ver os restantes vídeos desta série especial do Viaje Comigo. São mais três vídeos mostrando a cultura, costumes, museus, parques, estádios e atrações turísticas na capital do país, Doha, que pode ver clicando nos links a seguir: Passeios e ComprasMercado Waqif Catar 4 (Os Estádios Do Mundial FIFA 2022).

domingo, abril 03, 2022

Dínamo de Kiev: A Seleção de Futebol Que Preferiu Morrer...

O Dínamo de Kiev
Na Ucrânia, os jogadores do FC Start (nome clandestino do Dínamo de Kiev), hoje, são heróis da Pátria e o seu exemplo de coragem é ensinado nas Escolas e Colégios. Os possuidores de entradas daquela fatídica partida têm direito a assento gratuito no estádio do Dínamo de Kiev

A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comoventes, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dínamo de Kiev nos anos 40. 

Os jogadores jogaram uma partida sabendo que se a ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, pelo seu dramatismo, outro caso similar no mundo.

Para compreender a sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e porque é que um simples jogo de futebol representou para eles o momento crucial das suas vidas.

Tudo começou em 19 de Setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (hoje capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazi. Os homens de Hitler adotaram um regime de castigo impiedoso tendo arrasado tudo.

A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazis, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas. Assim, todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido guarda - redes do Dínamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazis não perseguiam, precisamente pela sua origem, era um fã fanático do Dínamo. Um dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou para um mendigo e de imediato se deu conta de que era o seu ídolo: o gigante Trusevich.

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou os nazis e contratou o guarda - redes para que trabalhasse na sua padaria. A sua ânsia em ajudá-lo foi valorizada pelo jogador, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela da equipa de que era fã.

Kiev destruída dura a 2ª Guerra Mundial

Na convivência, as conversas giravam sempre à volta do futebol e do Dínamo, até que o padeiro teve uma ideia genial: pediu a Trusevich, que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a procurar o resto dos seus colegas. Não só continuaria a pagar-lhe, como juntos podiam salvar os outros jogadores.

Trusevich percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, os seus amigos do Dínamo. Kordik deu trabalho a todos, esforçando-se para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre os seus empregados uma equipa completa.

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram a dar o passo seguinte, e decidiram, alentados pelo seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar aos nazis, a única coisa que sabiam fazer bem. Muitos tinham perdido as suas famílias às mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última coisa que  mantinham das suas vidas anteriores.

Como o Dínamo estava proibido, deram um novo nome à equipa. Assim nasceu o FC Start, que através de contactos alemães começou a desafiar equipas de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em 7 de Junho de 1942, jogaram a sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. O seu rival seguinte foi a equipa de uma guarnição húngara, a quem ganharam por 6 a 2. Depois meteram 11 golos a uma equipa romena.

A coisa começou a ficar séria quando em 17 de Julho enfrentaram uma equipa do exército alemão e a golearam por 6 a 2. Muitos nazis começaram a ficar aborrecidos pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e procuraram uma equipa melhor para os derrotar. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de os derrotar, mas o FC Start ganhou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou por 3 a 2 na revanche.

Em 6 de Agosto, convencidos da sua superioridade, os alemães prepararam uma equipa com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande equipa, utilizada como instrumento de propaganda de Hitler.

Os nazis tinham arranjado um rival à altura para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo, refém dos nazis. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e da falta de desportivismo dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois desta escandalosa derrota da equipa de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem para acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazis locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem fosse uma derrota, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

A superioridade da raça ariana, em particular no desporto, era uma obsessão para Hitler e para os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar a equipa num jogo.

Com um clima tremendo de pressão e ameaças de todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de Agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial das SS entrou no vestiário e disse em russo: "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazi.

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: "Heil Hitler !", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.

Seleção Alemã

Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro golo, mas o Start chegou ao intervalo a ganhar por 2 a 1.

Receberam novas visitas no vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas: "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial das SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até se propuseram a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram nas suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile aos nazis. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o guarda - redes alemão. Driblou-o deixando - o estatelado no chão e, ao ficar em frente à trave, quando todos esperavam o golo, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.

Como toda a Kiev poderia a vir a falar da façanha, os nazis deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois desta última partida, a Gestapo visitou a padaria.

O primeiro a morrer torturado em frente de todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente  Kuzmenko, Klimenko e Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até à libertação de Kiev em Novembro de 1943. O resto da equipa foi torturado até a morte.

Monumento aos heróis do FC Start. 

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um lugar gratuito no estádio do Dínamo de Kiev. Nas escadarias do clube, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda aqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pode derrotar numa dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dínamo, vale mais que todas as jóias do Kremlin: a única foto que se conserva da heróica equipa do Dinamo e o nome dos seus jogadores (em cima). Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda os seus colegas (ao lado).

Na Ucrânia, os jogadores do FC Start são hoje heróis da pátria e o seu exemplo de coragem é ensinado nas Escolas.

No estádio Zenit uma placa diz: "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".


quinta-feira, novembro 26, 2020

El Pibe de Oro

Diego Maradona (1960 - 2020) foi um futebolista e treinador argentino conhecido como El Pibe de Oro. Amplamente considerado um dos maiores futebolistas de todos os tempos, liderou a conquista da Copa do Mundo de 1986, marcando, na semifinal, o Golo do Século.

Diego Maradona morreu ontem na Argentina aos 60 anos. El Pibe de Oro passou por uma cirurgia ao cérebro no início do mês. 

quinta-feira, maio 07, 2020

"Triste de quem tenta ser alguém na vida atirando os homens uns contra os outros."

"Triste de quem tenta ser alguém na vida atirando os homens uns contra os outros.".

Fundamental esta intervenção do futebolista Ricardo Quaresma no Instagram (bit.ly/2W6TtI0)

Transcreve-se na íntegra:

" Quando um homem se ajoelha na frente de Deus devia olhar para Deus com o mesmo amor com que Deus olha para nós, sem distinção de raça ou cor.

Triste de quem se ajoelha só para ficar bem na fotografia, para enganar os outros e parecer um homem de bem aos olhos do povo.

A seleção nacional de futebol é de todas as cores, pretos, brancos e até ciganos. Em todos bate no coração a vontade de dar a glória ao país e no momento de levantar os braços e celebrar um golo acredito que nenhum português celebre menos porque o jogador é preto, branco ou cigano.

Eu sou cigano. Cigano como todos os outros ciganos e sou português como todos os outros portugueses e não sou nem mais nem menos por isso.

Como homem, cigano e jogador de futebol já participei em várias campanhas de apelo contra o racismo, não porque parece bem mas porque acredito que somos todos iguais e todos merecemos na vida as mesmas oportunidades independentemente do berço em que nascemos.

O populismo racista do André Ventura apenas serve para virar homens contra homens em nome de uma ambição pelo poder que a história já provou ser um caminho de perdição para a humanidade.

Olhos abertos amigos, o populismo diz sempre que é simples marcar golo mas na verdade marcar um golo exige muita tática e técnica.

Olhos abertos amigos, o racismo apenas serve para criar guerras entre os homens em que apenas quem as provoca é que ganha algo com isso.

Olhos abertos amigos, a nossa vida é demasiado preciosa para ouvirmos vozes de burros...isto se queremos chegar ao céu.”

quarta-feira, novembro 02, 2016

6- O Acontecimento Que Mais Me Marcou...


A) Portugal ganhar o Europeu porque:

Pela primeira vez ganhou o seu primeiro europeu de futebol;
F. Covas - 12º B

Pela primeira vez pude testemunhar a união entre os portugueses e até chorei quando ganhamos;
Anónimo  - 12º C

Foi um acontecimento único para todos os portugueses;
Anónimo



Por ser algo inédito e que catapulta Portugal para a ribalta.
C. Bento - 12º C



B) Foi o Benfica ser tricampeão porque:

É o meu clube e gosto muito dele.
A. Adamou - 12º C

domingo, julho 10, 2016

terça-feira, julho 01, 2014

A música: um símbolo de união

Este é um dos grandes vídeos do Mundial do Brasil (Copa do Mundo). 
Veja o que aconteceu quando a  "Factor 12 Brass Band", banda que foi animar a seleção holandesa se encontrou com a "Banda Militar de Porto Alegre", no dia do jogo entre Holanda e Austrália, realizado em Porto Alegre, no Brazil.
Como a música é uma linguagem universal, veja como as duas bandas tocaram em conjunto a "Aquarela do Brasil".
Estes momentos registados em vídeo, certamente ficarão na memória de todos, como um grande símbolo de união deste (a)  Mundial (Copa) !!!

quinta-feira, junho 12, 2014

É uma Partida de Futebol

Uma proposta musical, para assinalar, alguns dos acontecimentos futebolísticos que se vão começar a desenrolar no Brasil.
É que, começa hoje o mundial de futebol, realizando-se o primeiro jogo entre o Brasil e a Croácia, na cidade de São Paulo.
Oiça, então, o grupo musical brasileiro Skank em "É uma Partida de Futebol". 

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Adeus Monstro Sagrado

Mário Coluna (1935 — 2014) foi um futebolista luso - moçambicano. Mário Coluna, antigo jogador do Benfica, morreu anteontem, aos 78 anos, na cidade de Maputo (Moçambique). Foi um dos melhores jogadores do Benfica, entre 1954/55 e 1960/70, sendo duas vezes campeão europeu, em 1961 e 1962. Foi o segundo africano a erguer a Taça dos Campeões Europeus (o primeiro foi José Águas, de nacionalidade angolana, em 1961). Foi 57 vezes internacional, marcando 8 golos, entre 1955 e 1968. Foi o capitão da selecção nacional portuguesa, que alcançou o 3º lugar no Campeonato do Mundo de Futebol, em 1966.
Venceu dez Ligas Portuguesas, sete Taças de Portugal e cinco Taças de Honra da Associação de futebol de Lisboa, tudo ao serviço do Sport Lisboa e Benfica. Em Dezembro de 1966, foi agraciado com a Medalha de Prata da Ordem do Infante D. Henrique. Foi presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF). Antes de ser eleito para a FMF, criou uma Academia de Futebol na vila da Namaacha, para formação de jovens (garotos) moçambicanos, com apoio financeiro da FIFA.
Mário Coluna conhecido como "Monstro Sagrado", foi um dos mentores de Eusébio. Quando Eusébio chegou a Lisboa, trazia uma carta de recomendação da mãe para ser entregue a Mário Coluna, para que este olhasse pelo jovem que ia para o Benfica, onde o "Monstro Sagrado", sete anos mais velho, já era a grande referência.
No mesmo ano e num curto espaço de tempo o Benfica perde duas das suas referências, duas das suas glórias: Coluna e Eusébio.
Adeus "Monstro Sagrado". Descansa em paz.

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Adeus Pantera Negra

Morreu o Eusébio. Morreu o ídolo. Ficam as memórias de infância e adolescência. Ficam as memórias das tardes quentes de domingo no Lobito (Angola) e dos jogos de futebol. Ficam as memórias dos irmãos e da torcida pelo Eusébio e pelo Benfica. Adeus "Pantera Negra". Adeus "Magagaga" (o supersónico). Descansa em paz.
Eusébio da Silva Ferreira  (1942  — 2014), conhecido simplesmente por Eusébio, foi um futebolista português nascido no Bairro de Mafalala, Lourenço Marques, atual Maputo, em Moçambique . É considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos. O nome de Eusébio aparece muitas vezes nas listas e votações de melhores jogadores de futebol de sempre feitas pelos críticos de futebol e fãs. Foi eleito o nono melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela IFFHS , faz parte da lista dos 50 melhores jogadores de todos os tempos do Planète Foot , ficou no 8º lugar da lista "Os melhores do século XX" elaborada pela revista Placar e foi eleito o décimo melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela revista World Soccer . Pelé nomeou Eusébio como um dos 125 melhores jogadores de futebol vivos na sua lista FIFA 100, elaborada em 2004. Eusébio ficou em sétimo lugar na votação online para o Jubileu de Ouro da UEFA. Em Novembro de 2003, para comemorar o Jubileu da UEFA, foi escolhido como o jogador de ouro de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol como o seu melhor jogador dos últimos 50 anos.
Conhecido como "O Pantera Negra", "A Pérola Negra" ou "O Rei" em Portugal, Eusébio marcou 733 golos em 745 jogos oficiais na sua carreira. Era conhecido pela sua velocidade, técnica, atleticismo e pelo seu poderoso e preciso remate de pé direito, tornando-o num prolífico goleador e num dos melhores marcadores de livres de sempre. É considerado o melhor futebolista de sempre do Benfica e de Portugal e um dos primeiros avançados de classe mundial africanos.
Eusébio ajudou a Seleção Nacional Portuguesa a alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, sendo o maior marcador da competição, com nove golos (seis dos quais foram marcados em Goodison Park) . Ganhou a Bola de Ouro em 1965 e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966. Eusébio jogou pelo Sport Lisboa e Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, sendo associado principalmente ao clube português, e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 jogos oficiais.
Ganhou a Bota de Ouro, em 1968, façanha que mais tarde repetiu em 1973 e ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973.
Desde que se retirou, Eusébio foi um embaixador de futebol e um dos rostos mais conhecidos do desporto. Eusébio foi muitas vezes elogiado pelo seu conhecido fair-play e humildade, até mesmo pelos adversários tendo recebido várias homenagens em sua honra, por parte da FIFA, da UEFA, da Federação Portuguesa de Futebol e do Benfica. Fique agora com duas homenagens, em vídeo, ao Pantera Negra. A 1º é já a seguir. E agora vem a segunda.

domingo, janeiro 05, 2014

Eusébio

Num dia triste como o de hoje, só um poeta como o Manuel Alegre poderia descrever de forma magistral o nosso Eusébio,  a "Pantera Negra" ou "The King" ou o "Magagaga".



Havia nele a máxima tensão
Como um clássico ordenava a própria força
Sabia a contenção e era explosão
Não era só instinto era ciência
Magia e teoria já só prática
Havia nele a arte e a inteligência
Do puro e sua matemática
Buscava o golo mais que golo – só palavra
Abstracção ponto no espaço teorema
Despido do supérfluo rematava
E então não era golo – era poema.
Manuel Alegre

segunda-feira, junho 22, 2009

Futebol?

Raimundo Fagner e Zeca Baleiro são dois monstros da música popular brasileira(MPB). Mais uma vez o Nordeste dá cartas na música. Vale a pena ouvi-los quer a solo quer em parceria. Bons intérpretes e compositores, letras interessantes, sintonia e cumplicidade são algumas das características destes dois nordestinos.
E agora vejam como é que o futebol pode dar origem a uma letra e a uma canção excelentes. Se quiser conhecer a letra de Canhoteiro clique aqui.