segunda-feira, outubro 12, 2026

Navi Pillay: A Prémio Nobel da Paz

Navi Pillay é uma prestigiada jurista e ativista sul-africana que foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz de 2026. O Comité Nobel Norueguês atribuiu-lhe a distinção pelo seu percurso de uma vida dedicado à defesa dos direitos humanos, promoção da paz e consolidação do direito internacional.

Em 1967, tornou-se a primeira mulher a abrir um escritório de advogados na província de Natal, destacando-se na defesa jurídica de ativistas antiapartheid.

Navanethem "Navi" Pillay foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos de 2008 a 2014. De ascendência indiana e tâmil, foi a primeira mulher não branca a integrar o Tribunal Superior da África do Sul.

Pillay é um "exemplo na promoção da paz e do direito internacional", segundo o Comité do Nobel. Não só foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país, como também presidiu ao tribunal que julgou o genocídio no Ruanda (entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000) e ainda chefiou a área de direitos humanos da ONU. Mais recentemente, fez parte da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestiniano Ocupado, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2021. É a atual juíza do Tribunal Internacional de Justiça para o genocídio em Myanmar.

Ao ganhar o prémio ironizou referindo que talvez divida o prémio com Trump, como pode ver clicando aqui.

Ainda outro vídeo.

domingo, outubro 11, 2026

Pollock

Pollock  (2001) é um filme realizado por Ed Harris e que conta no elenco com Ed Harris (no papel de Jackson Pollock), Robert Knott, e Marcia Gay Harden (no papel de Lee Krasner).

O argumento baseia-se na biografia vencedora do Prémio Pulitzer, Jackson Pollock: An American Saga, escrita por Steven Naifeh e Gregory White Smith. Jackson Pollock foi um pintor norte-americano e referência no movimento do expressionismo abstrato. Tornou-se conhecido pelo seu estilo único de pintura por gotejamento.

O principal e mais aclamado filme sobre o pintor é Pollock, uma cinebiografia dramática que retrata a vida e a carreira do ícone do expressionismo abstrato norte-americano. O filme foi realizado, produzido e protagonizado por Ed Harris, que passou cerca de 10 anos a preparar-se para o papel.

Marcia Gay Harden venceu o Óscar de Melhor Atriz Secundária (2001) pela sua performance, enquanto Ed Harris foi nomeado para Melhor Ator.

Sinopse:
"Pollock" retrata os últimos 15 anos da vida do pintor norte-americano Jackson Pollock — o anonimato (com dificuldades financeiras), o tormento para alcançar uma genialidade reconhecida, a falta de dinheiro, a consagração (através da sua revolucionária técnica de "gotejamento" - drip painting) e, no fim, a decadência. O filme mostra um Pollock perturbado, à mercê de um estado de espírito que depressa muda da euforia para a mais profunda depressão. Também aborda as suas lutas intensas contra o alcoolismo, transtornos mentais e o casamento tumultuoso com a também pintora Lee Krasner. 
Para além do retrato psicológico, a história realça a forte oposição que este expressionista abstracto encontrou numa altura em que o mundo artístico norte-americano bebia do surrealismo de Picasso, sem disponibilidade para aturar o (mau) génio que foi Jackson Pollock. 
Destaque para a interpretação de Marcia Gay Harden, uma atriz secundária que quase salta para primeiro plano sem, contudo, ofuscar a interpretação de Harris. 

sábado, outubro 10, 2026

Autobiografia do Vermelho & Anne Carson

 A escritora canadiana Anne Carson, de 76 anos de idade, venceu o Prémio Nobel de Literatura de 2026. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira (8/10), pela Academia Sueca, colocando um ponto final no processo de seleção iniciado oficialmente há um ano atrás.

Anne Carson (1950), é uma escritora de língua inglesa conhecida sobretudo pelos livros de poesia que escreveu e pelas suas traduções de literatura grega antiga. Foi a primeira mulher a ganhar o TS Eliot Prize.

Autobiografia do Vermelho é um romance de poesia, metaficção e realismo mágico, da Prémio Nobel de Literatura 2026 Anne Carson. 

Sinopse:
Este romance é vagamente baseado em Geryon, um personagem da mitologia grega que só existe mesmo como uma nota de rodapé, alguém para Hércules matar no decurso dos seus Dez Trabalhos.


Gerião é um rapaz e também um monstro alado vermelho, que revela o seu espírito frágil e atormentado numa autobiografia iniciada aos cinco anos de idade.
À medida que cresce, ele escapa ao perturbador contexto familiar, encontrando consolo atrás da lente da sua câmara fotográfica, bem como nos braços de Héracles, cavaleiro errante com quem aprende a difícil arte de amar.
Ora intrigante ora assombroso, erudito e acessível, denso e aparentemente simples, Autobiografia do Vermelho é, como a autora lhe chama, um romance em verso.
A história de Gerião constitui um retrato profundamente comovente de um artista em confronto com o fantástico acidente que ele próprio é.
E agora a análise do livro Autobiografia do Vermelho.

sexta-feira, outubro 09, 2026

O Baba au Rhum (ou Babá com Rum)

O Baba au Rhum (ou Babá com Rum) é uma sobremesa clássica da pastelaria francesa e italiana. É um bolinho simples, normalmente em forma de uma pequena coroa (anel) ou de cogumelo (cujo diâmetro pode variar de 5 a 7 cm). É feito de massa lêveda, amanteigada, com uma textura extremamente macia, leve e esponjosa, cuja principal característica é ser completamente embebido numa calda de açúcar aromatizada com rum (daí o nome). Tradicionalmente é servido acompanhado por chantilly fresco ou frutas.

Embora hoje seja um ícone da gastronomia em França é também um verdadeiro património culinário em Nápoles (Itália) onde é conhecido como babà ou babbà.  

A origem do bolo é controversa e, por isso, há diferentes versões. Uma delas, refere-se a uma história curiosa do século XVIII, que atribui a origem desta sobremesa criada na Lorena (França) por Estanislau I da Polónia (Stanislas Leszczynski), rei destronado da Comunidade das Duas Nações (Polónia) e exilado na região da Lorena, e pai de Maria Leszczyńska, esposa de Luís XV da França. 

Stanislas Leszczynski achava o bolo tradicional da época (kouglof) demasiado seco. O seu pasteleiro, Nicolas Stohrer, decidiu molhar o bolo em vinho doce (mais tarde substituído por rum) para o tornar mais macio.

Como o rei, era um grande fã dos contos das Mil e Uma Noites, batizou a nova criação com o nome de "O Ali-Babá" em homenagem ao herói literário. O nome acabou por se tornar mais curto e passou a ser conhecido apenas para "Babá". Outra versão diz que o nome teria vindo da gastronomia russa, e é uma abreviatura de Baba (avó). Outra versão refere ainda que o Babá seria originado do doce Gugelhupf da gastronomia da Áustria e Baviera.

No início do século XIX, o bolo atravessou os Alpes com Joaquim Murat e chegou à cidade de Nápoles, na Itália. Os napolitanos adotaram-no e fizeram-no seu, chamando-o de babà ou babbà, embora a princípio fosse reservado às mesas da alta sociedade. Só após a unificação italiana é que o babà se popularizou e passou a ser encontrado nas confeitarias napolitanas.

A Massa deste bolo é feita à base de farinha, ovos, manteiga e fermento de padeiro. É muito batida para desenvolver o glúten, o que lhe dá a elasticidade necessária para reter o líquido sem se desmanchar. Depois de levedar, é cozido no forno.

Enquanto o bolo arrefece, ferve-se água com açúcar, baunilha e raspas de citrinos (laranja ou limão) de modo a fazer-se uma Calda. O rum é adicionado logo após retirar a calda do lume para preservar o seu aroma e teor alcoólico.

O segredo do sucesso desta sobremesa reside no Banho ou seja em mergulhar os bolos na calda até que fiquem totalmente encharcados, funcionando como uma esponja.

Agora é só ver a receita de Babá com Rum Original, que pode ver no vídeo abaixo.

quinta-feira, outubro 08, 2026

Composição Número 5 (No. 5, 1948)

 A Composição Número 5 (No. 5, 1948) é uma famosa pintura abstrata de Jackson Pollock, criada em 1948.

Jackson Pollock (1912-1956) foi um pintor norte-americano, importante artista do Expressionismo Abstrato, que enfatizava a expressão pessoal espontânea. Desenvolveu a técnica do gotejamento, feita com rápidos respingos sobre a tela e da técnica de action painting (pintura de ação).

Nesta obra utilizou tinta líquida, esmalte sintético e resina nas cores cinza, castanho, branco e amarelo, salpicados e gotejados sobre uma placa de fibra (fiberboard) de aproximadamente 2,40 m por 1,20 m. Pollock colocava a placa diretamente no chão do estúdio e movia-se ao seu redor, derramando e atirando a tinta num fluxo dinâmico, sem utilizar os tradicionais pincéis a passar pela tela.

Em novembro de 2006, a obra foi vendida numa transação privada por 140 milhões de dólares, tornando-se na época uma das pinturas mais caras da história.

quarta-feira, outubro 07, 2026

As Calanques de Piana

As Calanques de Piana (ou Calanches de Piana) são um dos tesouros naturais mais impressionantes da ilha da Córsega, em França.

As Calanques de Piana sitauam-se em Piana, entre Ajaccio e Calvi, no Golfo de Porto. Esta paisagem constitui um deleite para os olhos porque estas formações rochosas escarpadas de um vermelho ocre e debruçadas sobre o mar assemelham-se a esculturas abstratas. 

É uma formação geológica em forma de vale profundo com lados inclinados, sendo parte submerso pela água, como se fosse um fiorde mediterrânico. Falésias de granito vermelho mergulham em enseadas azul-turquesa ao longo da estrada entre Piana e Porto.

Estas formações rochosas estão perfuradas por cavidades, os taffoni, devido à ação das variações de temperatura e humidade, associadas à brisa do Mar Mediterrâneo e aos ventos fortes.

Considerada a mais bonita área daquela ilha, apresenta muitos trilhos de caminhada, bem como grutas marinhas. É reconhecida como Património Mundial da UNESCO, desde 1983, juntamente com o golfo de Girolata e a Reserva Natural de Scandola, como parte do golfo de Porto.

As Calanques de Piana oferecem um maravilhoso espetáculo de aglomerados de rochas, picos, esculturas minerais, agulhas e falésias de granito vermelho.  A estrada panorâmica que liga as vilas de Porto e Piana é considerada uma das rotas de condução mais bonitas e cénicas da Europa, serpenteando por entre as rochas esculpidas.
Com vista para o mar, este lugar extraordinário com várias formas convida o espectador a sonhar. Algumas rochas evocam formas distintas, como a cabeça de um cão, um coração ou um bispo. As cores são lindas, especialmente ao pôr do sol! E que contraste fantástico com o azul do mar!
Ainda outro vídeo sobre As Calanques de Piana.

terça-feira, outubro 06, 2026

Frágil

 Ouça o cantor e compositor português Jorge Palma (1950-2026) em Frágil ao vivo no Coliseu dos Recreios em 2007.

Põe-me o braço no ombro 
Eu preciso de alguém 
Dou-me com toda a gente 
Não me dou a ninguém 
Frágil 
Sinto-me frágil 

Faz-me um sinal qualquer 
Se me vires falar demais 
Eu às vezes embarco 
Em conversas banais 
Frágil 
Sinto-me frágil 

Frágil 
Esta noite estou tão frágil 
Frágil 
Já nem consigo ser ágil 

Está a saber-me mal 
Este Whisky de malte 
Adorava estar "in" 
Mas estou-me a sentir "out" 
Frágil 
Sinto-me frágil 

Acompanha-me a casa 
Já não aguento mais 
Deposita na cama 
Os meus restos mortais 
Frágil 
Sinto-me frágil

Frágil 
Esta noite estou tão frágil 
Frágil 
Já nem consigo ser ágil

segunda-feira, outubro 05, 2026

O 5 de Outubro e a Primeira República


O 5 de Outubro e a Primeira República é um livro de Isabel Alçada, António Reis e Ana Maria Magalhães.

Sinopse:
O 5 de Outubro e a Primeira República é uma obra de divulgação sobre um período crucial da História de Portugal - a instauração da República e o regime republicano até 1926. Aliando rigor científico e clareza de exposição, os autores fazem uma síntese, que é também uma chave para entender este agitado e complexo período da nossa História. 

domingo, outubro 04, 2026

A Garça-Tricolor

 A Garça-tricolor é uma espécie de ave pertencente à família Ardeidae, que se encontra no Golfo do México, na América Central, nas Caraíbas, na Colômbia, na Venezuela, no Brasil e no Peru

Para onde quer que viaje no mundo, poderá encontrar pelo menos uma das 64 espécies de garças. A maioria das garças, incluindo as garças-brancas e os abetouros, vive perto da água, já que se alimenta normalmente em zonas pouco profundas a apanhar peixes, rãs, moluscos e outras pequenas criaturas aquáticas. 

As garças-tricolores, como a da imagem ao lado, são aves bastante solitárias que preferem caçar as suas próprias refeições, mas, tal como as outras garças, são sobretudo piscívoras.

sábado, outubro 03, 2026

A Noite Estrelada

 A Noite Estrelada é uma pintura de Vincent van Gogh datada de 1889. A peça é uma pintura a óleo sobre tela, que mede 73,7 × 92,1 cm, e se encontra desde 1941 no MoMA, em Nova Iorque.

Vincent van Gogh (1853 – 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês. 

Internado voluntariamente após decepar a sua própria orelha durante uma crise psicótica, a obra retrata a vista da janela de um quarto do hospital/hospício de Saint-Rémy-de-Provence, como cenário da sua obra, pouco antes do nascer do sol, com a adição de um vilarejo idealizado pelo artista. É considerada uma das mais famosas pinturas de Van Gogh e uma das mais icónicas da arte ocidental. Adquirida por meio do legado Lillie P. Bliss, é amplamente considerada a obra-prima de Van Gogh.

O que mais chama a atenção do espectador são as espirais pintadas no céu, mostrando uma atmosfera revolta, na qual percebemos o estado emocional inquieto do pintor.
Mais algumas curiosidades sobre o quadro de Van Gogh.

sexta-feira, outubro 02, 2026

Chão De Outono

 Da janela
Meço o Outono
Pela cor das folhas cobrindo meu chão
E há cheiro a castanhas
E a fruta madura
Outubro é lagar
Da tua doçura.

Que mãos preciosas tecem iguarias?
Tigelas douradas perfumam as casas
Sabem a marmelo e à minha infância
Que assim vai entrando
Com as suas asas

Macio é o Outono assim temperado
De açúcar e de pau de canela
Trazendo sabores e saberes ancestrais
E as vespas à volta pousando gulosas
Como o meu olhar atrás da janela
Bebendo o milagre das cores outonais

Cedo cai a noite e a nostalgia.
Instantes tão breves. Breve a ilusão
De um cabaz de Outono
Com travo a passado
Trazendo de novo
Uma velha canção

Quando dou por mim
Os frutos do estio
São gostosas geleias
Barradas no pão

No frio do inverno
Só mesmo o calor
Da tua mão
Ana Margarida Borges

quinta-feira, outubro 01, 2026

Negombo: A Pequena Roma

O Canal de Hamilton

Negombo é uma importante cidade comercial e administrativa do Sri Lanka, localizada na costa oeste do país, junto à Laguna Negombo, na Província Ocidental. Negombo é também o maior centro balnear da costa oeste do país conhecido pelas longas praias arenosas e pela indústria pesqueira. Possui uma população de cerca de 142.136 habitantes e é a cidade mais próxima do Aeroporto Internacional Bandaranaike do Sri Lanka (a uma distância de cerca de 9 km).

Esta cidade colonial sofreu não só a influência portuguesa mas também holandesa e inglesa. O nome "Negombo" é uma corruptela portuguesa de seu nome tâmil, Neerkolombu.

A região estava sob o domínio da monarquia cingalesa, sediada em Sri Jayawardanapura Kotte, quando no início do século XVI, os portugueses derrubaram a monarquia cingalesa, cujos membros foram forçados a transferir-se para Seethawaka. Os portugueses construíram um forte em Negombo e assumiram o controle do comércio das especiarias e em particular a produção e exportação da canela para o Ocidente. Durante quase um século influenciaram também a implantação da religião católica na região. Durante a ocupação portuguesa, os Karava (o clã de navegadores dominante em Negombo), anteriormente budistas e hindus, foram convertidos ao catolicismo. Devido ao grande número de conversões, a atual Negombo é por vezes chamada de "Pequena Roma", uma vez que quase dois terços da sua população são católicos.
A cidade abriga uma grande população bilíngue de católicos romanos, conhecidos como tâmis negombos, que possuem o seu próprio dialeto tâmil, mas se identificam maioritariamente como sinhalas. 
Os portugueses reestruturaram a produção e a gestão tradicionais da canela e mantiveram o controle do comércio por mais de um século. O declínio de seu poder teve início na década de 1630, quando o conflito entre os portugueses e o Reino de Kandy chegou a um impasse, tendo o Rei de Kandy procurado a ajuda dos holandeses.
Os holandeses tomaram Negombo aos portugueses em 1646 e negociaram um armistício de dez anos com Portugal. Do legado colonial holandês pouco resta do forte de Negombo, construído em 1672. Ainda assim existem alguns edifícios holandeses, incluindo igrejas reformadas e o Canal Hamilton.

O que pode visitar em Negombo?

Em Negombo, tem várias alternativas para explorar:

1. O Mercado de peixe de Negombo

Aí pode observar os barcos, os pescadores a retirar o peixe das redes de pesca; outros a amanhar o peixe, ali mesmo, já salgado, para depois ser colocado a secar, ao sol, por mulheres, sempre curvadas, que dispõem os peixes ordenadamente em lonas no areal. 

2. O Forte Holandês

A Fortaleza de Negombo é uma antiga forticação fundada pelos portugueses no Sri Lanka. Era provavelmente a quarta em importância para os portugueses no Ceilão, a seguir a Colombo, Jafanapatão e Gale.

Um primeiro forte foi construído na década de 1590 por Lourenço Teixeira de Macedo a mando de Jerónimo de Azevedo e foi concluída em 1597.

O forte tinha um formato quadrado ou rombóide, algumas peças de artilharia pequena e três baluartes: Nossa Senhora da Vitória, Espírito Santo e São Lourenço. O canto sem baluarte situava-se a oeste, virado para a foz do rio. Perto do forte de Negombo ficava a fortaleza de Manicavaré.

O forte foi conquistado pelos holandeses em 1639, reconquistado pelos portugueses em 1640 e definitivamente perdido para os holandeses em 1644. Foi das estruturas portuguesas menos alteradas pelos holandeses. Os holandeses construíram um novo forte em 1672, não de formato quadrado mas pentagonal, porém só tinha quatro baluartes, o quinto nunca foi construído possivelmente devido ao custo elevado. Foi demolido pelos britânicos.

Um túnel e uma antiga torre no topo de uma pequena colina é o que resta do antigo Forte Holandês que é acessível aos visitantes.

Igreja de Santa Maria

3. A Main Street

Como Negombo esteve sob controlo das forças portuguesas, holandesas e posteriormente inglesas. Tem, por isso, influências externas ainda hoje bem visíveis, nomeadamente pela existência de igrejas e edifícios de arquitetura colonial. É o que acontece, por exemplo, na Main Street.

Para além de ser uma rua eminentemente comercial, aquilo que mais fascina são precisamente os edifícios de traça colonial que ainda existem no início da Main Street. E alguns estão muito bem conservados.
4. A Igreja de Santa Maria
A Igreja de Santa Maria é uma das mais imponentes igrejas de Negombo que vale a pena visitar e apreciar as pinturas no teto da nave central.

5. O Canal Hamilton
Reza a história que os primeiros canais do género foram construídos no Sri Lanka pelos Portugueses. Parte do Canal Hamilton terá sido iniciado pelos Holandeses, mas efetivamente construído pelas forças Britânicas, que passaram a controlar a ilha no início do século XIX.

6. Passeio de barco na lagoa de Negombo
O passeio de barco na lagoa de Negombo é mais uma hipótese no roteiro de um dia em Negombo. Durante o passeio poderá fazer uma paragem para apreciar a "ilha dos macacos".

7. Fim de tarde na praia de Negombo
Para relaxar  e apreciar o pôr do sol nada como um passeio e uma bebida na praia de Negombo. 

quarta-feira, setembro 30, 2026

Algumas Artes: Música, Dança e Pintura

 As Artes reúnem as diferentes formas de expressão criativa e estética do ser humano. Tradicionalmente estavam divididas em 7 artes clássicas, expandindo-se hoje para 11 principais.

A música é geralmente considerada um elemento cultural universal presente em todas as sociedades humanas.
A palavra música, vem do grego mousikê, que quer dizer "arte das musas", numa referência à mitologia grega. Muitos entendidos acreditam que a música já existia na pré-história e tinha caráter religioso e ritualístico em agradecimentos aos deuses ou como forma de pedidos por proteção. 
A música usa o som como matéria prima, organizada através da harmonia, do ritmo e da melodia de modo a formar canções capazes de marcar a vida das pessoas, pois é capaz de provocar emoções. 
Diversas atividades estão envolvidas na criação musical, sendo frequentemente divididas nas categorias de composição, improvisação e performance. A música pode ser executada utilizando uma grande variedade de instrumentos musicais, incluindo a voz humana. Ao longo dos séculos, a música evoluiu de maneira significativa, adaptando-se às mudanças sociais, tecnológicas e culturais. Nos séculos XIX e XX, a música passou por um intenso período de transformação. O século XX foi um grande marco para este tipo de arte, pois houve uma grande revolução, surgiram novos géneros musicais, além de ter sido impulsionada pelo rádio e pelas novas tecnologias.

A dança é uma manifestação artística e cénica realizada por meio de movimentos corporais que são executados dentro de um determinado ritmo. A dança é formada por três elementos: o movimento corporal, o espaço e o tempo. É o uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre), com passos ritmados ao som e compasso de uma música. Nasceu associada às práticas mágicas do homem, que dançava, pela sobrevivência, para a natureza, em busca de alimentos, água e como forma de agradecimento. Com o passar do tempo o rito separou-se da dança e surgiram novos estilos.
A dança é praticada desde os tempos pré-históricos, e por isso geralmente se diz que ela é uma expressão cultural que acompanha a humanidade. É uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do teatro e da música, pois no antigo Egito existiam danças astro-teológicas e na Grécia era frequentemente vinculada aos jogos.
Desde os rituais da pré-história, passando pelas danças das civilizações antigas, pela influência da religião na Idade Média, até ao refinamento do Renascimento e ao surgimento do balé clássico.
Com o passar dos séculos, a dança foi ganhando novas formas de expressão, libertando-se de regras rígidas e dando origem a estilos modernos e contemporâneos. Hoje, ela reflete a diversidade cultural, a criatividade e a influência da tecnologia.
A pintura possui diversas técnicas e estilos que são utilizados desde tempos remotos. A pintura refere-se genericamente à técnica de aplicar um pigmento de forma pastosa, líquida ou em pó a uma superfície, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas. Diferencia-se do desenho pelo uso dos pigmentos líquidos e do uso constante da cor, enquanto aquele apropria-se principalmente de materiais secos.
Num sentido mais específico, é a arte de pintar uma superfície, tal como um papel, uma tela, ou uma parede (pintura mural ou frescos). O suporte mais comum é a tela (normalmente feita com um tecido tensionado sobre uma moldura de madeira), embora durante a Idade Média e o Renascimento o fresco tenha tido mais importância. É possível também usar o papel (embora seja muito pouco adequado à maior parte das tintas).
Quanto aos materiais, normalmente, envolve uma preferência pessoal do pintor e da sua disponibilidade. O papel é suporte comum para a aguarela e o guache, e eventualmente para a tinta acrílica.
As técnicas mais conhecidas são: a pintura a óleo, a tinta acrílica, o guache, a aguarela, a caseína, a resina alquídica, o fresco, a encáustica e a têmpera de ovo. É também possível lidar com pastéis e lápis de cera, embora estes materiais estejam mais identificados com o desenho.
Este tipo de arte surgiu na pré-história, quando os nómadas faziam uso de pinturas nas paredes rochosas, o que deixou marcas nas cavernas por onde passavam. As pinturas mais antigas conhecidas têm aproximadamente 40 000 anos, encontradas tanto na região franco-cantábrica na Europa Ocidental, quanto nas cavernas do distrito de Maros (Sulawesi, Indonésia). 
A pintura é importante, pois ela é tão antiga quanto a história da humanidade. Com o passar do tempo evoluiu e surgiram uma série de movimentos artísticos no final do século XIX e início do século XX - como o impressionismo, o pós-impressionismo, o fauvismo, o expressionismo, o cubismo, o dadaísmo, o abstracionismo, o surrealismo, etc. - que desafiaram a visão renascentista do mundo.

terça-feira, setembro 29, 2026

Ponta do Pé

Ouça a cantora brasileira Anitta em Ponta do Pé (Clipe Oficial).
"Ponta do Pé" é uma música do segundo ato do seu oitavo álbum de estúdio, EQUILIBRIVM II.
Diferente dos seus habituais sucessos de funk e reggaeton, a faixa é um mergulho profundo da artista no samba de gafieira, com uma sonoridade leve, boémia e acústica. A canção conta com um rico naipe de instrumentos que inclui o cavaquinho, o violão, o trombone, a flauta, o trompete e o saxofone.
Rosto colado, balanços e beijos te trago
Propostas na frente do bar, eu, você e um litrão
Já é o suficiente pra eu ficar

E não querer ir embora
Hoje me escondo das horas pra colar num colo qualquer
Desde que deixe na ponta do pé

Quero um pouco daquilo que me deixa tonta
Eu 'to pronta pra vida, bebê
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Eu quero um pouco daquilo que me deixa tonta
Eu 'to pronta pra vida, bebê
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Na ponta (ponta do pé)
Aprontar (na ponta do pé)
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Na ponta (ponta do pé)
Aprontar (na ponta do pé)
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Samba, samba aeh, samba aí, samba, vem, vai
Samba, samba mais, perna bamba, mas não cai
Samba de raiz, samba aí, samba mais, vai
Samba, samba aqui, até bambeia, mas não cai

Samba, samba aeh, samba aí, samba, vem, vai
Samba, samba mais, perna bamba, mas não cai
Samba de raiz, samba aí, samba mais, vai
Samba, samba aqui, até bambeia, mas não cai

Eu vim de longe
Tomara que caia muito ouro e prata na pele de bronze
Sempre fiz por onde, então pode cortejar
Enquanto chega mais, chega mais perto
Chega mais daquele jeito

Quero um pouco daquilo que me deixa tonta
Eu 'to pronta pra vida, bebê
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Eu quero um pouco daquilo que me deixa tonta
Eu 'to pronta pra vida, bebê
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Na ponta (ponta do pé)
Aprontar (na ponta do pé)
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Na ponta (ponta do pé)
Aprontar (na ponta do pé)
Ninguém me segura no samba porque eu 'to solta
Pra aprontar na ponta do pé

Samba, samba aeh, samba aí, samba, vem, vai
Samba, samba mais, perna bamba, mas não cai
Samba de raiz, samba aí, samba mais, vai
Samba, samba aqui, até bambeia, mas não cai

Samba, samba aeh, samba aí, samba, vem, vai
Samba, samba mais, perna bamba, mas não cai
Samba de raiz, samba aí, samba mais, vai
Samba, samba aqui, até bambeia, mas não cai
Compositores: Douglas Moda, Jenni Mosello, Lucas de Araújo Fraga, Lucas Vaz

segunda-feira, setembro 28, 2026

O Mont-Blanc

 A Angelina é uma clássica casa de chá de Paris. É um daqueles lugares que de tanta história e tradição já se tornaram um clássico do património parisiense. Apesar de existirem algumas filiais, a "original" é a Angelina Paris Rivoli, localizada na Rue de Rivoli, em em frente ao Jardim das Tulherias, no 1º arrondissement de Paris.
O austríaco Anton Rumpelmayer fundou o salão de chá Angelina, que recebeu o nome da sua nora. Desde o início, o estabelecimento atraiu membros elegantes da alta sociedade, seduzidos pela sua decoração sumptuosa e pelo seu menu doce.

Das várias delícias que pode encontrar por lá, saiba que o Mont-Blanc é o bolo com assinatura, desde a sua inauguração em 1903. A receita original é dessa época e é seguida à risca até aos dias de hoje. 

O doce é feito de suspiros recheados com chantilly e cobertos por um delicioso creme de castanha portuguesa, num formato que lembra o esparguete. Tudo isto é polvilhado com açúcar de confeiteiro, como pode ver na foto ao lado.

domingo, setembro 27, 2026

O Periquito-do-pacífico

O Periquito-do-pacífico, tuim-do-pacífico ou tuim-peruano (Forpus coelestis) é uma espécie de ave da família Psittacidae. Mede cerca de 13 cm. Vive de 15 a 20 anos em cativeiro se bem alimentado. Pode ser encontrada no Peru, Equador e Venezuela.

Conhecidos pela sua inteligência, curiosidade e, sobretudo, pelo seu temperamento vivo, os periquitos-do-Pacífico são pequenos, mas cheios de personalidade. Estas adoráveis aves, vivem em grandes bandos e tal como algumas raças de cães pequenos, demonstram uma coragem que desmente o seu tamanho: muitas vezes, enfrentam inimigos maiores e defendem vigorosamente o seu território quando são ameaçados. Quanto à dieta, os periquitos-do-Pacífico são sobretudo granívoros e frugívoros, como atesta a imagem, o periquito está a mastigar uma guloseima acabada de descascar, em Guayaquil, Equador.

sábado, setembro 26, 2026

Malala

 Malala é um filme (coprodução dos EUA e Emirados Árabes de 2015), realizado por Davis Guggenheim, do género documentário biográfico sobre Malala, com o título original: "He Named Me Malala".

O documentário mostra a vida da jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai e destaca o seu papel global na defesa do direito à educação das raparigas.

Sinopse:
É um retrato íntimo da vida, da história e da trajetória pessoal da ganhadora do Prémio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, como uma das principais defensoras da educação de meninas ao redor do mundo.
Retrata a sua recuperação após sobreviver a um ataque dos Talibãs em 2012, por falar sobre a educação das mulheres e suas consequências, incluindo seu discurso na ONU. Explora a relação com o pai, Ziauddin Yousafzai, e a inspiração por trás do seu nome.

sexta-feira, setembro 25, 2026

Kandy: A Capital Cultural do Sri Lanka

 Kandy é a segunda maior cidade do Sri Lanka e a capital da chamada "Região Montanhosa". Rica em história antiga e lendas, a cidade é conhecida por possuir uma das localizações e um dos climas mais privilegiados da Ásia. A cidade situa-se a 115 kms de Colombo e destaca-se pela sua beleza e por ser o coração do budismo.

Visitar Kandy é conhecer a capital cultural do Sri Lanka, uma cidade que foi o centro do poder político e militar de um reino que desafiou portugueses e holandeses durante séculos, mantendo-se inconquistado até ao século XIX quando se submeteu ao poder dos ingleses.

No meio das ruas e bazares sempre animados, encontramos o Mercado Central (o lugar ideal para comprar uma recordação de viagem), o Centro das Artes e Artesanato e o Dalada Maligawa, conjunto arquitetónico formado por pavilhões cor-de-rosa com tetos vermelhos onde se encontra o Templo do Dente de Buda, principal centro religioso dos budistas. O Templo da Relíquia do Dente Sagrado (Sri Dalada Maligawa) foi construído dentro do complexo do palácio real e abriga a única relíquia remanescente do Buda, um dente, que é venerado pelos Budistas. O templo é uma das principais atrações de Kandy e um famoso Património Mundial da UNESCO no Sri Lanka.
Mas, se quiser conhecer melhor esta cidade e os seus arredores não deixe de visitar também:

  • O Jardim Botânico Real de Peradeniya situado a poucos kms da cidade. É possível encontrar ali mais de 4.000 espécies de plantas, entre elas sobressaem especiarias de todos os tipos e aromas, da canela à noz-moscada. Este lugar é um paraíso tropical escondido no meio do burburinho da cidade, é um verdadeiro pedaço do Éden para escapar à agitação urbana das redondezas;
  • A Pekoe Trail (Passeios a Pé) é composta por percursos do século XIX, recentemente transformados em iniciativas de turismo sustentável com financiamento da União Europeia e dos EUA. Cada etapa liga-se a cidades e vilarejos onde é possível a hospedagem - seja em hotéis de luxo, em fazendas extremamente acolhedoras ou em alojamentos simples e autênticos de trabalhadores de plantações de chá. Esta proposta singular é uma das mais recentes atrações em Kandy.
  • O icónico Lago Kandy tem uma localização bastante central, o lago é visível de muitas das atrações da cidade, especialmente do Miradouro de Kandy. Visitá-lo no momento certo, de preferência ao pôr do sol, é fundamental para vivenciar toda a beleza e a atmosfera única do local.
  • O Circuito dos Três Templos: Embora o Templo da Relíquia do Dente de Buda seja um lugar incrível, ele não é o único templo a incluir no seu roteiro por Kandy. O circuito dos três templos abrange três templos magníficos, cada um deles uma verdadeira obra-prima do artesanato. Gadaladeniya Viharaya, Embekke e Lankathilaka são outros exemplos da relação do Sri Lanka com o budismo, sendo perfeitos para combinar com uma visita ao Jardim Botânico num belo passeio de um dia.

quinta-feira, setembro 24, 2026

Dá-Me Lume

Ouça o cantor português Jorge Palma (1950 - 2026) em Dá-Me Lume.
 Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha tom
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo à mão de semear
Mostrei-te a origem do bem e o reverso
Provei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Eu tinha o espírito aberto
Às vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro
E ao paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse crítico de arte
Havia de declarar-te
Obra-prima à escala mundial
Mas eu não passo de um homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
Compositores: Jorge Palma

quarta-feira, setembro 23, 2026

O Bolo Carmelita Alentejano

 O Bolo Carmelita é um bolo tradicional de inspiração conventual com raízes em receitas de família no Alentejo que combinam a riqueza dos ovos, da amêndoa e, por vezes, da cenoura.

Celebrando o outono que se inicia hoje, deixo-lhe duas receitas deste bolo tradicional da gastronomia portuguesa: a Receita Antiga do Bolo Carmelita Alentejano que passa de geração em geração.

Ingredientes para o recheio:
250 g de ovos moles
200 g de amêndoa moída
100 g de amêndoa triturada
200 g de açúcar

Ingredientes para a massa exterior:
100 g de amêndoas bem moídas
6 claras em castelo
200 g de açúcar
q.b. de farinha
Preparação:
Depois de se amassar bem a farinha, a amêndoa, as claras em castelo e o açúcar, estende-se esta massa numa base metálica redonda, ou prato de barro vidrado, e deita-se por cima o recheio de amêndoas, ovos moles e açúcar.
Deixa-se o bolo carmelita secar naturalmente e serve-se.

E ainda outra receita do Bolo Carmelita.

Ingredientes:
750 g de açúcar
1 colher de sobremesa de manteiga
9 gemas
raspa da casca de 2 laranjas
450 g de polme de cenoura
açúcar em pó q.b.
Preparação:
Batem-se as gemas com o açúcar e a manteiga derretida, juntando-se depois o polme das cenouras (cozem-se as cenouras e passam-se pelo passe-vite) e a raspa das laranjas.
Em estando tudo bem incorporado deita-se o preparado numa forma de canudo previamente bem untada com manteiga.
Leve a cozer ao forno pré-aquecido (170ºC) cerca de + ou - 1 hora e 30 minutos (convém verificar se está cozido.
Depois de cozido, desenformado e arrefecido, polvilhe com açúcar em pó e sirva.