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quarta-feira, dezembro 17, 2025

O Natal nos Países Baixos

Sinterklaas e Zwarte Piet (Pedro negro)

Embora nos Países Baixos (Holanda) também se celebre o Natal, as celebrações são mais modestas e as tradições um pouco diferentes.

Nos Países Baixos, S. Nicolau (o santo que deu origem à lenda do Pai Natal) é conhecido entre os holandeses como SinterklaasSinterklaas ou Sint-Nicolaas é uma figura lendária baseada em São Nicolau, padroeiro das crianças.

Para as crianças holandesas, Sinterklaas parte de Espanha no dia 5 de Dezembro e ruma até às suas casas. Assim nos Países Baixos, o dia mais importante não é o dia 25 de dezembro. O dia mais importante é o dia 5 de dezembro - o Dia de Sinterklaas.

A noite de 5 de dezembro, véspera do Dia de São Nicolau, é celebrada por grande parte das famílias holandesas. As crianças enchem os sapatos de feno e açúcar para o cavalo Amerigo de Sinterklaas (cavalo branco) e dele recebem em troca prendas, doces e frutos secos.

O jantar é feito em família e em algumas casas aparece um Sinterklaas que lê alguns poemas, consulta o seu livro vermelho para saber se as crianças se portaram bem e entrega os presentes.

O Sinterklaas é tão importante que tem até um jornal na televisão aberta, o Sinterklaas  journaal, que mostra o que o barbudo e seus ajudantes andam fazer. 

Em certas aldeias holandesas são usados cornos de animais como instrumentos de sopro para afastar os maus espíritos e anunciar a vinda de Cristo.

Durante esta época do ano é comum encontrar em cada canto uma barraquinha com comidas tradicionais, chamadas oliebollenkramen onde pode provar uma variedade de alimentos fritos tradicionais e sazonais, como os Oliebollen.

Os Oliebollen são bolinhos de massa fritos, recheados com uvas passas e groselha, e cobertos com uma camada de açúcar de confeiteiro. É tradição servir oliebollen com café durante esta época do ano.

Nas cidades dos Países Baixos, o dia 24 de dezembro é um dia útil normal, não há sequer o hábito de trabalhar meio dia ou fechar mais cedo. Por outro lado, os holandeses ficam em casa no dia 26 de dezembro que é feriado e conhecido como o segundo dia de Natal.

Os pepernoten
Logo depois do Dia do Sinterklaas, os holandeses decoram as suas casas e as suas árvores com decorações natalícias. Os holandeses são apanhados, igualmente, pela febre das compras de natal que são deixadas debaixo da árvore até à manhã de 25 de Dezembro, quando são tradicionalmente abertas.

A ceia de Natal é feita em família e junto de amigos, tendo como pratos o peru ou outras carnes.

As sobremesas são variadas desde bolos de amêndoa amarga, pepernoten, tartes, speculaas (Bolachinhas de São Nicolau- uma espécie de biscoitos feitos no forno com manteiga, canela e outras especiarias); stroopwafels (parecidas com as bolacha waffle) e Wentelteefjes (as rabanadas holandesas).

Na Holanda, os coros de Natal (Kerstzang) são uma parte importante da celebração. Grupos de pessoas reúnem-se para cantar músicas natalícias nas ruas, em igrejas ou em eventos comunitários. É uma maneira de criar uma atmosfera festiva e compartilhar a alegria do Natal com os outros.

E agora fique com a receita dos Oliebollen.

Ingredientes:
125 gramas de farinha 
75 ml de leite morno 
7 gramas de fermento biológico seco 
20 gramas de manteiga amolecida 
15 gramas de açúcar 
1 colher de chá de raspas de limão 
Uma pitada de sal 
1 ovo 
20 gramas de uvas passas e groselha ou outras frutas secas 
1 colher de sopa bem cheia de açúcar de confeiteiro

Preparação:
Mergulhe as passas por algumas horas em água morna, de preferência na noite anterior. Dissolva o fermento no leite morno. Misture a farinha, o açúcar e as raspas de limão, misture o leite e o fermento com cuidado. Adicione o ovo e o sal e misture até obter uma massa homogénea. Escorra as passas e misture com a massa. Cubra e deixe crescer até que duplique o seu volume, vire a massa e deixe crescer novamente. Enquanto isso, aqueça o óleo na frigideira a 190ºC. Coloque um prato com várias folhas de papel absorvente para absorver o excesso de gordura dos bolinhos fritos. De seguida, use uma colher grande para pegar uma parte da massa, solte-a no óleo quente e frite por cerca de quatro minutos de cada lado ou até dourar. Escorra os bolinhos em papel absorvente e polvilhe-os com açúcar de confeiteiro.
E ainda um vídeo com canções natalícias holandesas.

terça-feira, dezembro 17, 2024

O Arco de Nossa Senhora da Conceição: Velha Goa

 O Arco de Nossa Senhora da Conceição é um dos vestígios de melhoramentos ou intervenções que os portugueses operaram no perímetro amuralhado muçulmano de Goa.

A sua implantação, no local ou muito próximo da anterior Porta do Mandovim, constitui um dos aspetos para compreender o desenho da linha defensiva da cidade pré - portuguesa. Com o crescimento urbano da cidade de Goa após 1510, a muralha pré ‑ portuguesa da cidade rapidamente se revelou obsoleta, tendo, por isso, começado a ser desmantelada. Contudo, as quatro portas principais mereceram uma atenção particular: a Porta do Cais foi integrada no Palácio dos Vice ‑Reis; a Porta dos Baçais foi integrada no conjunto da Misericórdia e Igreja de Nossa Senhora da Serra; e a Porta da Ribeira foi desmantelada, para no seu local se edificar a Capela de São Martinho. Finalmente, e segundo Gaspar Correia, a Porta do Mandovim depois de ter sido entaipada foi reaberta, figurando na vista de Goa da autoria de Linschoten publicada em 1596. 

Com o advento da Inquisição na Índia, a porta parece ter aumentado de significado, sendo o local por onde os condenados eram conduzidos à Praça do Mandovim, onde se executavam as sentenças. Neste contexto, foi ‑ se afirmando o hábito de os condenados rezarem junto a uma imagem de Nossa Senhora colocada num nicho sobre o arco da porta. Para tal foram construídas escadas de acesso ao nível do nicho. Nesta altura, a estrutura era conhecida como Porta dos Justiçados. Em meados do século XVII a porta foi renomeada Nossa Senhora da Conceição e é provável que tenha sido restaurada no âmbito da iminente invasão da Ilha de Tiswadi em 1683 ‑1684. Consumado o abandono da cidade de Goa, o Arco de Nossa Senhora da Conceição resistiu até ao presente, tendo sido restaurado, provavelmente, na década de 1950, a exemplo do que sucedeu com vários outros edifícios em Velha Goa. O desenho clássico da estrutura apresenta claras afinidades com a versão original do Arco dos Vice ‑ Reis, da autoria do arquiteto Júlio Simão. Ressaltam as dimensões do seu nicho, de onde foi retirada a imagem de Nossa Senhora.
Fonte: https://hpip.org/pt/heritage/details/633

quinta-feira, maio 09, 2024

A Sesta

A Sesta é uma obra do pintor holandês, Vincent van Gogh (1853-1890),  um dos maiores representantes do pós-impressionismo.

Em maio de 1890, Van Gogh mudou-se para Auvers-sur-Oise, região próxima de Paris, onde produziu cerca de oitenta pinturas antes de morrer. Entre elas, "A Sesta". O termo sesta significa o tempo em que se descansa ou dorme depois do almoço, e, que pode acontecer em qualquer lugar. Van Gogh pintou A Sesta para provar isso mesmo.

Diga lá se com este calor não apetece mesmo fazer uma sesta?

segunda-feira, abril 15, 2024

Casta Diva



Proponho-lhe que ouça, mais uma vez, a belíssima voz da cantora (sul africana) Kimmy Skota em Casta Diva (Vincenzo Bellini: Norma, Ato 1), num espetáculo de André Rieu em Maastricht, em 2012.

quinta-feira, abril 11, 2024

O Retorno do Filho Pródigo

O Retorno do Filho Pródigo é uma pintura à óleo de Rembrandt que descreve de forma perfeita o amor de um pai pelo seu filho. Está entre as últimas obras do mestre holandês, possivelmente completada dois anos antes da sua morte, em 1669. A cena evoca o momento em que um pai recebe de volta o seu filho que estava perdido, de acordo com a Parábola do Filho Pródigo, contada por Jesus Cristo na Bíblia (em Lucas 15:11–32, a Parábola do Filho Pródigo).

Rembrandt (1606 - 1669) foi um pintor e gravurista holandês. É geralmente considerado um dos maiores nomes da história da arte europeia e o mais importante da história holandesa, e por alguns, como o maior pintor de todos os tempos.

domingo, janeiro 21, 2024

Vamos até Lisse?

Lisse é um município dos Países Baixos, situado na província da Holanda do Sul. Tem 16,05 km² de área e uma população que em 2020 foi estimada em 22.983 habitantes.

Todos os anos, de meados de março a meados de maio, a paisagem ao redor de Amsterdão explode num grande festival de cores. É a chegada da primavera que provoca o florescer das tulipas. 

O melhor local para testemunhar isto é o Parque Keukenhof, em Lisse, um dos maiores jardins de flores do mundo que fica somente a 30 minutos de Amsterdão. Se quiser aproveitar ao máximo as atrações turísticas de Lisse, a primavera é a melhor época para visitar a cidade. Nesta estação, as flores estão em plena floração, criando uma paisagem espetacular. 

Além disso, a cidade também oferece outras atividades para quem deseja explorar a cultura holandesa, como visitar o Castelo de Lisse, fazer um passeio de barco pelos canais da cidade, conhecer o Museu de Zwarte Tulp ou explorar a antiga fazenda Old Zandvliet.

 Absolutamente imperdível!

sexta-feira, julho 07, 2023

As Casas Cubo de Roterdão

Roterdão é a segunda maior e mais importante cidade dos Países Baixos. Sede do maior porto marítimo da Europa, possui cerca de 617 347 habitantes (dados de 2012). Está situada nas margens do rio Nieuwe Maas na província da Holanda do Sul. Parte da cidade está na ilha IJsselmonde.

Roterdão é uma cidade visitada por milhões de turistas porque é um dos lugares mais recomendados para férias urbanas inesquecíveis. Aqui encontrará museus interessantes, locais históricos fascinantes, centros culturais e também algumas verdadeiras pérolas no campo da arquitetura, com destaque para as famosas casas cubo (amarelas) que ficam no antigo porto da cidade.

As casas cubo, são um conjunto de edifícios habitacionais que foram construídos em Roterdão nos anos oitenta do século XX pelo arquiteto Piet Blom. Estas casas têm uma estrutura única que as tornou numa atração turística, incluindo uma delas que transformou Baal Koruka num apartamento museu aberto ao público em geral (todos os dias).

O complexo único de edifícios inclui nada menos que quarenta cubos ligados entre si num ângulo exato de 45 graus. Cada um deles tem três andares nos quais há três quartos, uma sala, um WC e uma cozinha. Em relação à altura do teto, é interessante saber que devido à forma geométrica única em que a casa é construída, o teto em parte tem apenas 1.5 metro de altura – o que exige atenção e cautela.

Ao longo dos anos os edifícios tornaram-se um nome familiar e transformaram-se num dos os símbolos icónicos de Roterdão.

sexta-feira, março 24, 2023

Com os Holandeses

Com os Holandeses é um livro do escritor português J. Rentes de Carvalho

Sinopse:

"Sobre o clima, os costumes, as manhas, a bruteza, os vícios, a má comida... A lista começou com Júlio César, alongou-se no decorrer dos séculos, tem casos extremos como o do mal-agradecido Voltaire que, em vez de dar graças pelo refúgio oferecido, sintetizou venenosamente os Países Baixos em "Canards, canaux et canailles". Jesuíta e diplomata, António Vieira disse pior, mas diplomaticamente. De facto são muitos os críticos mordazes de um país em que outros só vêem campos de tulipas, moinhos a rodar serenamente, montes de queijo, diques, água, abundância de belas raparigas loiras e desempenadas. Assim, o optimista Ramalho Ortigão escreveu a suave aguarela que, para muitas gerações, funcionou como relato exemplar de um país exemplar. O meu caso difere."

quinta-feira, junho 23, 2022

Maastricht: Cidade de Origem dos Brum Faialenses

Maastricht é uma cidade dos Países Baixos. Contava com 122 491 habitantes em 2017 sendo uma das mais antigas cidades daquele país e, hoje, é capital da província de Limburgo. Espalha-se por ambas as margens do rio Mosa, na extremidade sudoeste dos Países Baixos, num território estreito, encravado entre a Bélgica e a Alemanha. O nome da cidade deriva dos seus nomes latinos, Traiectum ad Mosam e Mosae Traiectum (Travessia da Mosa), que se refere à ponte construída pelos romanos durante o reinado de César Augusto.

Há várias instituições que se localizam na cidade, entre as quais a Universidade de Maastricht e o Museu Bonnefanten, de arte.

Foi nesta cidade que, no ano de 1992 foi assinado o tratado de Maastricht, que substituiu o tratado de Roma de 1957. Tinha, como objetivo principal, a unificação monetária europeia, através do Euro, realizada em 1 de janeiro de 2002.

Mas, Maastricht, é também a cidade de origem dos Brum faialenses.

Brasão dos Brum faialenses
Guilherme de Brum (Wilhelm van der Bruyn Kamasch), natural de Maastricht,  no último quartel do século XV (aproximadamente em 1480) emigrou para a Ilha da Madeira, talvez porque esta ilha tenha sido um polo de atração da cultura e comércio do açúcar que,  nos primeiros tempos do séculos XV, atraiu tanta gente (judeus, genoveses, venezianos, flamengos e franceses).

Guilherme de Brum casou com Violante Vaz Ferreira Pimentel. Ele e os filhos, ou só os filhos (António, Catarina e Cosme de Brum) migraram para a ilha açoriana do Faial onde se fixaram e se espalharam pelas ilhas, colónias  e terras portuguesas.

Fontes: Armorial Lusitano; Famílias Faialenses (Marcelino Lima) e Imigração e Emigração nas Ilhas (Região Autónoma da Madeira)