Da janela
Meço o Outono
Pela cor das folhas cobrindo meu chão
E há cheiro a castanhas
E a fruta madura
Outubro é lagar
Da tua doçura.
Que mãos preciosas tecem iguarias?
Tigelas douradas perfumam as casas
Sabem a marmelo e à minha infância
Que assim vai entrando
Com as suas asas
Tigelas douradas perfumam as casas
Sabem a marmelo e à minha infância
Que assim vai entrando
Com as suas asas
Macio é o Outono assim temperado
De açúcar e de pau de canela
Trazendo sabores e saberes ancestrais
E as vespas à volta pousando gulosas
Como o meu olhar atrás da janela
Bebendo o milagre das cores outonais
De açúcar e de pau de canela
Trazendo sabores e saberes ancestrais
E as vespas à volta pousando gulosas
Como o meu olhar atrás da janela
Bebendo o milagre das cores outonais
Cedo cai a noite e a nostalgia.
Instantes tão breves. Breve a ilusão
De um cabaz de Outono
Com travo a passado
Trazendo de novo
Uma velha canção
Instantes tão breves. Breve a ilusão
De um cabaz de Outono
Com travo a passado
Trazendo de novo
Uma velha canção
Quando dou por mim
Os frutos do estio
São gostosas geleias
Barradas no pão
Os frutos do estio
São gostosas geleias
Barradas no pão


Sem comentários:
Enviar um comentário