quarta-feira, junho 19, 2024

Um beijo sem nome

Um beijo sem nome

Quando te disse que era da terra selvagem do vento azul e das praias morenas...
Do arco-íris das mil cores, do sol com fruta madura e das madrugadas serenas...
Das cubatas e musseques, das palmeiras com dendém,
das picadas com poeira, da mandioca e fuba também...
Das mangas e fruta pinha, do vermelho do café,
dos maboques e tamarindos, dos cocos, do ai u'é...
Das praças no chão estendidas com missangas de mil cores,
os panos do Congo e os kimonos, os aromas, os odores...
Dos chinelos no chão quente, do andar descontraído,
da cerveja ao fim da tarde, com o sol adormecido...
Dos merengues e do batuque, dos muxiques e dos mupungos,
dos embondeiros e das gajajas, da macanha e dos maiungos...
Da cana doce e do mamão, da papaia e do cajú...

Tu sorriste e sussurraste...
- Sou da mesma terra que tu!
Ana Paula Lavado
Ana Paula Lavado nasceu em África. Angola é a terra que lhe está no sangue, deixando marcas profundas na sua alma, e uma saudade permanente.
Vem para Portugal no ano de 1975, trazendo sol, calor e a frescura da juventude, e na palavra a poesia.
Publicou quatro livros de poesia e algumas participações em Antologias ("Vozes do Vento" em 2007,  "Um Beijo... Sem Nome" em 2008, "Mentes Perversas e Outras Conversas" 2012 e "A Noite E A Cidade" 2021), tanto portuguesas como espanholas.

Aqui lhe deixo agora a Nota Biográfica da poetisa

Arredondou a barriga da mãe no ano de 1960.
O sol de Angola brilhou à sua chegada.
Já roída pela saudade veio para Portugal.
Como muitos... como muitos...
Deambulou, buscando poiso.
Encontrou-o no local onde o Cávado enche a barriga do mar.
Em Esposende amou, teve 4 filhos e maturou as palavras.
Perdeu... cresceu... chegou à idade da madureza.
Em 2007 lançou "Vozes do Vento".
Talvez atordoada com as rajadas do vento norte,
Encantada pela suave modorra das águas prateadas do rio,
Dois mil e oito aparece-nos com as palavras aguareladas pelo Henrique do Vale
em "Um Beijo... Sem Nome".
Esta Mulher,
Mãe,
Amante,
Poeta,
é
Ana Paula Lavado

terça-feira, junho 18, 2024

O Verão Nunca Mais Chega?

O verãoverão nunca mais chega? Está desesperado?

Então aprecie o ditado popular que se segue, e perceba que pode gozar as suas férias em paz. Já não falta quase nada!

"Ande o Verão por onde andar, no S. João há-de chegar!"

segunda-feira, junho 17, 2024

Os Incêndios em Portugal

A Península Ibérica é particularmente vulnerável aos grandes incêndios.
Os incêndios rurais constituem um dos principais obstáculos à sustentabilidade da floresta e dos ecossistemas que lhe estão associados. 
Portugal reduziu em mais de metade os incêndios florestais em seis anos, conseguindo evitar cerca de 60.000, segundo a Agência para Gestão Integrada de Fogos Rurais, que no dia 13 de março lançou uma nova campanha para diminuir ainda mais estes números.
Depois da campanha "Portugal Chama", entre 2019 e 2023, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) lançou agora uma nova iniciativa, que vai prolongar-se até 2026, e mantém a marca "Portugal Chama", mas pretende destacar que "a prevenção começa" em cada um dos portugueses.
Perante um cenário de fogo é importante tentar manter a calma e cumprir as indicações das autoridades. Auxiliar crianças, idosos ou familiares com limitações de mobilidade e levar os animais de companhia. Mas pode fazer mais. Para isso, veja o vídeo abaixo e leia as seguintes recomendações:
  • Ligue de imediato para o 112
  • Se não correr perigo e possuir vestuário adequado, tente extinguir pequenos focos com pás, enxadas ou ramos
  • Evite a exposição ao fumo, tape a boca e o nariz com um pano húmido
  • Proteja o corpo das chamas e do calor com vestuário seco e comprido
  • Não prejudique a ação dos Bombeiros, Sapadores Florestais e outras forças de socorro e siga as suas instruções
  • Retire a sua viatura dos caminhos de acesso ao incêndio
  • Se notar a presença de pessoas com comportamentos de risco informe as autoridades
  • Evite circular em zonas próximas de incêndios

domingo, junho 16, 2024

Joao Ratão

Joao Ratão (1940) é um filme do género drama, realizado por Jorge Brum do Canto. Este filme foi protagonizado Vasco Santana, Miguel, Ângelo Catarino Vaquinhas, Óscar de Lemos, Maria Domingas e António Silva e teve como base a opereta homónima de Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes e João Bastos.
Vasco Santana colaborou no filme no que respeita ao argumento e às poesias das canções deste filme. 

Sinopse:
Vindo da frente de batalha em França (1ª Guerra Mundial), João Ratão regressa á sua aldeia natal onde o espera a família, mas sobretudo a sua amada Vitória. O despeito de dois comerciantes da terra, um dos quais ambiciona casar com Vitória, provoca um escândalo, pois contratam uma artista de circo de passagem para se apresentar como sua amante francesa, abandonada com um filho nos braços...

sábado, junho 15, 2024

Expressões Transmontanas

Trás-os Montes é uma terra de gente aguerrida e lutadora, mas também com expressões muito curiosas. Aqui ficam 28 expressões que só um transmontano entende.
Leia e divirta-se, porque têm muito humor!

Arrebunhar
Arrebunhar é exatamente o mesmo que "arranhar". Em vez de: "O azeiteiro do teu gato arranhou-me o braço todo", pode dizer "O azeiteiro do teu gato arrebunhou-me o braço todo".

Albarda
A palavra vem do espanhol (a região sofre bastante influência de Espanha) e designa as selas que se colocam nos cavalos, burros e outros animais de carga. Em Trás-os-Montes (e noutras regiões do país), refere-se também ao vestuário de alguém, mais frequentemente para falar de casacos grandes ou algo do género. Por exemplo: "Não te metas nesse caminho de lama que dás cabo da albarda, rapaze!".

Amarrar
A palavra existe e é conhecida para toda a gente, certo? Significa, obviamente, atar com cordas, por exemplo. Contudo, em Trás-os-Montes, a palavra é utilizada como um sinónimo – ou substituto – de "agachar". Se algum dia um transmontano gritar "cuidado, amarra-te!", não é suposto pegar numa corda e prender-se a um poste com ela. A única coisa que tem que fazer é baixar-se.

Carranha
É uma palavra que significa, simplesmente, "macaco do nariz", ou monca: "Pega lá um lenço, que tens aí uma carranha!"

Cibo
Esta palavra significa exatamente o mesmo que "bocado", podendo substituí-la em qualquer contexto. Ao lanche, numa terra transmontana, é comum oferecer-se um "cibo de pão com manteiga", por exemplo

C’moquera
Esta é uma das expressões mais difíceis de explicar. Quer dizer, mais ou menos, "pode ser que sim", sendo utilizada tanto em tom "normal" como em tom de ameaça. Por exemplo, se não fizeres as cadeiras todas este ano – nós sabemos que estás à rasca – "c’moquera" que ainda perdes a bolsa de estudos, se a tiveres. Se se meterem contigo, poderá também só dizer "c’moquera!", em tom de ameaça, como quem diz "Pode ser que leves uma saronda!" O que é uma saronda? Já lá vamos. Só mais um cibo.

C’mássim
Esta tem mais ou menos o mesmo significado que "assim sendo" com a vantagem de não precisar necessariamente de qualquer antecedente. Se a conversa estiver fraca pode simplesmente dizer "C’mássim, vou-me andando para casa". Também pode significar algo como "tem que ser", como no exemplo: "Bem, vou limpar aqui o chão da cozinha, c’mássim..."

Emplouricar
Significa ir para cima de alguma coisa. Os gatos, por exemplo, gostam de andar sempre "emplouricados" nas mesas, nos armários, nas portas, nas janelas, na televisão, nos móveis da casa de banho, na bacia…enfim,  já percebeu a ideia. E uma coisa é certa: "os gatos são mais fofos quando se andam a emplouricar do que quando nos estão a arrebunhar o couro por completo".

Ele é
Esta é um cibo difícil de explicar porque não tem jeito nenhum. Basicamente, é o mesmo que "é", mas por vezes junta-se o "ele" mesmo que não se justifique. Em vez de perguntar "É aqui o festival?", poderá perguntar "Ele é aqui o festival?". Qual é a vantagem? Nenhuma. E a necessidade? Também nenhuma.

Sónia Borges
Fai

Isto é uma variante de "faz", pelo que tem mais que ver com a pronúncia do que com a palavra em si. Por exemplo: "Ó Sandra, fai-me aí um sumo de laranja!". Há quem diga que o verbo "fazer" pode ser conjugado nas outras formas verbais, ao estilo de "fai" ("fais", "faem") mas também há quem diga que não.

Massim
Não há uma correspondência 100% correta para isto mas é parecido com "não mas sim", o que, por si só, não faz muito sentido. Por exemplo, se disser que não quer salada, podem dizer-lhe: "Massim, que te faz bem!"

Manhuço
Manhuço é um aglomerado de qualquer coisa, numa quantidade que seja possível pegar com uma mão mas sem ser possível esconder. Um manhuço de cereais, por exemplo, seria quando mete a mão na caixa dos Chocapitos e tira uma mão cheia deles. Um manhuço de terra é quando agarra numa mão cheia de terra. 
Lapouço
Quer dizer sujo/porco/labrego. Se é uma daquelas pessoas que não consegue comer sem deixar cair metade na barriga, pode dizer-se que é um "lapouço"!. Outras palavras com significado semelhante – ainda que o destas seja um pouco mais forte, significando que a pessoa é mesmo porca – são "Larego" ou "Cochino".

Ladradeira
Isto é o que se chama àquelas senhoras coscuvilheiras, que passam o dia a dar à língua para cá e para lá, a falar da vida do Sr. Francisco, do carro novo da Dona Teresa, da filha bastarda da Maria Cigana. Dedicada a todas essas senhoras, e palavra "ladrar" foi adaptada, de forma pejorativa, para esta bela forma: Ladradeira.

Guicho/a
A pronúncia é "guitcho/a" e é o equivalente a "fino", que descreve alguém inteligente, ou esperto! Em vez de dizer "e és pouco fino, ó Zé!", dirias "E és pouco guitcho, ó Zé! C’moquera!"

Refustedo/Chaldraria
Ambas as palavras querem dizer confusão, ou barulheira. "Isto é que vai para aqui um refustedo/uma chaldraria do caraças!". Contudo, "refustedo" pode também ser utilizado em substituição de uma palavra parecida, mais feia: Por exemplo: "Não te metas nessa lanchonete que só há lá refustedo…"

Larpar
Esta palavra significa o mesmo que comer, mas de uma maneira ligeiramente mais torgueira. Não há muito mais a dizer acerca dela.

Engranhado/a
Uma pessoa engranhada – ou, noutra variante, engaranhada – é uma pessoa cheia de frio, ou que está toda encolhida por causa do mesmo. Por exemplo: "Aquela ladradeira está ali toda engaranhada e mesmo assim não se cala! C’moquera ainda apanha uma constipação."

Arreguichada/o
Arreguichar é mais ou menos sinónimo de empinar. Como tal, para dizer que alguém tem a mania, diz-se que anda de nariz "arreguichado", em vez de empinado.

Birolho/a
Um "gajo birolho" é, basicamente, alguém que tem os olhos tortos. Apesar de parecido, não é sinónimo de zarolho, que isso é alguém que só tem um olho. Por exemplo: "O Pedro é birolho, tem um olho no pão e outro no repolho". Os birolhos são, portanto, mais frequentes.

Furgalhos
Isto é exatamente o mesmo que migalhas. É uma questão de preferência. Poderás dizer, por exemplo, "Não deites os forgalhos na cama pá! És birolho ou quê?"

Porí
Porí é uma expressão que pode ser utilizada no lugar de "se calhar". "Porque é que a Maria está ali amarrada? – Não sei, está engaranhada, porí". Em português de Lisboa isto seria equivalente a " Porque é que a Maria está ali agachada? – Não sei, está com frio, se calhar".

Saronda/Tunda
"Saronda"  (palavra já referida anteriormente) é sinónimo de tareia, assim como "tunda". "O ladrão armou-se em guicho mas levou uma saronda que ficou lá estendido!"

Bardino/Gandulo
"Bardino", bem como "gandulo", são palavras utilizadas para descrever um indivíduo vadio, meio delinquente.

Surro
Quando alguém tem algum tipo de sujidade na pele, por exemplo (os lapouços têm frequentemente sujidade que vem da comida que espalham), pode dizer-se que tem surro. "Ó garota vai-te lavar que estás cheia de surro na cara!" é uma expressão que se ouve várias vezes, quando se lida com crianças.

Bilhó
Bilhó é uma maneira de designar castanhas assadas sem casca. No outono, pela altura do S. Martinho, é frequente comer um manhuço de bilhós depois de almoçar. A palavra pode também ser usada para se  referir a uma criança pequena, atrevida, guicha. "Este bilhó não sabe estar quieto!"

Zorra
Talvez das mas engraçadas, é uma palavra que significa "filha bastarda", como, por exemplo, "a filha da Maria Cigana" da qual já falamos exemplo da Ladradeira.

A maneira de dizer as horas:
Este título não se refere a uma expressão transmontana. Neste caso, o que acontece é o seguinte: sempre que ouvir alguém dizer a preposição "as" ao dizer as horas (por exemplo: "são as 3h da manhã", em vez de "são 3h da manhã"), pode assumir, com 99% de certeza, que essa pessoa vem de Trás-os-Montes. Os transmontanos teimam que faz mais sentido assim, quem não é de lá, teima que não. 

sexta-feira, junho 14, 2024

Tous les garçons et les filles

Ouça a cantora francesa Françoise Hardy, recentemente desaparecida, em "Tous les garçons et les filles".

Tous les garçons et les filles de mon âge
Se promènent dans la rue deux par deux
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce que c'est d'être heureux

Et les yeux dans les yeux et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime

Mes jours comme mes nuits sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis
Personne ne murmure "je t'aime" à mon oreille

Tous les garçons et les filles de mon âge
Font ensemble des projets d'avenir
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent très bien ce qu'aimer veut dire

Et les yeux dans les yeux et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime

Mes jours comme mes nuits sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis, oh
Quand donc pour moi brillera le soleil?

Comme les garçons et les filles de mon âge
Connaîtrais-je bientôt ce qu'est l'amour?
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je me demande quand viendra le jour

Où les yeux dans ses yeux et la main dans sa main
J'aurai le cœur heureux sans peur du lendemain

Le jour où je n'aurai plus du tout l'âme en peine
Le jour où moi aussi j'aurai quelqu'un qui m'aime

quinta-feira, junho 13, 2024

A Cidade de Lisboa na Evocação de S.to António (2)

Santo António de Lisboa,
Guardador dos olivais,
Guarda lá o meu lindo amor,
Que cada vez foge mais.  

Santo António de Lisboa,
Não quer que lhe chamem Santo ;
Quer que lhe chamem António
Do Divino Espírito Santo. 

Santo António de Lisboa,
Espêlho de Portugal, 
Ajudai-me a vencer
Esta batalha real. 
Olisipo: boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", A. 2, n.º 5, Jan. 1939

terça-feira, junho 11, 2024

A Cidade de Lisboa na Evocação de S.to António (1)

Santo António de Lisboa,
Não tem velas no altar;
Em o Santo me casando,
Hei de lh 'as lá ir levar. 

Santo António de Lisboa.
Não quer que lhe chamem Santo ;
Quer que lhe chamem António,
General, mar'chal de campo. 

Santo António de Lisboa
Guardador dos olivais,
Guarda lá a minha azeitona
Do biquinho dos pardais. 
Olisipo: boletim do Grupo "Amigos de Lisboa", A. 2, n.º 5, Jan. 1939

O Português falado na Ásia


Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!

Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho aborda o Português falado na Ásia.

Não perca esta oportunidade. 
Ora veja. 

segunda-feira, junho 10, 2024

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Hoje assinala-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Este ano comemoram-se também os 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões (1524 – 2024). A Universidade de Coimbra (UC) vai ser o palco do arranque oficial das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões. 

Pelas 21h30, realiza-se no Pátio das Escolas, o concerto "Eram tudo memórias de alegria", aberto ao público em geral (com lugar para duas mil pessoas sentadas).

O concerto é inspirado num verso de Camões - "Eram tudo memórias de alegria" (Os Lusíadas, III, 119).

sábado, junho 08, 2024

Corrientes y Esmeralda


Veja  Alejandro Beron & Kelly Lettieri em  "Corrientes y Esmeralda" (com Osvaldo Pugliese).

Corrientes y Esmeralda é um tango cuja letra pertence a Celedonio Flores enquanto que a música é de Francisco Pracánico.

Osvaldo Pugliese (1905 – 1995) foi um pianista e músico de tango da Argentina.

Os seus principais tangos foram "Recuerdo" (1924) e "La yumba" (1946).

sexta-feira, junho 07, 2024

A Bombax ou Árvore do Algodão de Seda


A Bombax ou Árvore do Algodão de Seda é uma árvore com flores exóticas fantásticas e é também conhecida como árvore do algodão de seda.
Esta árvore pertence à família dos baobá, é originária da Índia e torna as ruas do Médio Oriente e Ásia (Israel e Índia) muito coloridas.

Tem grandes flores vermelhas, tão intensamente coloridas que quase parecem

ser feitas de plástico. Aparentemente, esta árvore magnífica pode ser cultivada em miniatura, como uma árvore de bonsai, a partir de uma única semente plantada. Outra árvore desta família, a Bombax ellipticum, tem forma de concha de tartaruga.
Há um outro tipo de árvore Bombax que tem uma história sinistra a ela associada: de acordo com o folclore de
Trinidad e Tobago, o "Castelo do Diabo" é uma árvore do algodão de seda que cresce nas profundezas da

floresta em que Bazil, o demónio da morte, foi preso por um carpinteiro. Segundo a lenda, o carpinteiro enganou o diabo para entrar na árvore (na qual ele esculpiu sete quartos, um por cima do outro), e Bazil ainda reside lá.

Por último, este tipo de árvores podem ter raízes enormes, como as da foto ao lado. Este emaranhado incrível encontra-se no Lago Camécuaro, no México.

quinta-feira, junho 06, 2024

Os Telhados na China

A China está a mudar a cor dos seus telhados? Sim, estão de facto a pintá-los de azul. No entanto, o hábito de pintar telhados de azul não é algo novo na China.

Na verdade, muitas províncias chinesas adotam essa tradição cultural há séculos. A cor azul é vista de forma positiva na cultura chinesa e está associada a significados como prosperidade e riqueza. Além de representar prosperidade, o azul também é visto como uma cor protetora.

Acredita-se que ela tenha o poder de afastar más energias e trazer segurança para o ambiente. A tradição de usar o azul em telhados é uma parte importante da herança cultural chinesa e asiática: é uma prática que tem sido transmitida de geração em geração.

Nas grandes cidades, a água da chuva flui para as ruas, para as calçadas, estacionamentos, coberturas e telhados, entrando em contacto com a poluição, com contaminantes vários e outros resíduos durante todo este percurso. Muitas vezes o final deste caminho é o oceano, contribuindo assim, para a sua poluição.

O "Blue Roof" ou Telhado Azul é também  uma nova tecnologia que já conquistou espaço nas coberturas dos prédios nos Estados Unidos, em cidades como Nova Iorque, por exemplo, centros urbanos onde existe baixa permeabilidade do solo. Considerada uma estratégia LID (Low Impact Development – Desenvolvimento de baixo Impacto) a ideia é reter a água da chuva na cobertura das edificações! 
Isso mesmo! 
Fazer com que o chamado "runoff", ou seja o escoamento da água pluvial seja mais lento e de forma filtrada, primeiro evitando o excesso de água nas ruas, inundações, deterioração das vias e calçadas, sobrecarga do sistema de escoamento, e segundo fazendo com que o volume que chega aos reservatórios para aproveitamento esteja com menos impurezas.

 Quer os Blue Roof quer os Green Roof contribuem, assim, para uma jornada mais limpa da água.

quarta-feira, junho 05, 2024

O Arroz Proibido

Existe uma grande variedade de arroz, incluindo o arroz branco, integral, selvagem, jasmim, basmati, o arroz preto, entre outros. 

O Arroz Proibido nada mais é que o arroz preto ou negro. Em italiano é conhecido como riso venere.

É originário da China, onde é conhecido como arroz proibido. Proibido porque só era reservado para o imperador,  já que na altura se dizia promotor da longevidade. Todos as outras pessoas estavam proibidas de o consumir.

É um arroz integral de profunda cor negra com reflexos púrpura, de grão médio e não glutinoso da espécie Oryza sativa L., como o agulha ou o carolino, mas sofreu uma mutação genética ocasional que lhe deu a cor. A partir daí, essa mutação foi sendo replicada. 

Tem um sabor intenso, que remete para as castanhas. Fica macio e cremoso e é um bom acompanhamento para peixes e frutos do mar.

É um alimento com muito valor nutricional, rico em fibra, e uma fonte natural de ferro. 

Também é saciante, rico em proteínas e ajuda a regular o colesterol . Está carregado de fibras, em primeiro lugar porque é integral, mas também pelas suas próprias características. Os hidratos que contém são de libertação lenta, ideais para regular o açúcar no sangue. 

Durante a cozedura liberta um delicado aroma de frutos secos que o acompanha durante a degustação.

E agora aprenda a prepará-lo;

Ingredientes:
1 xícara (chá) de arroz preto
½ cebola
3 xícaras (chá) de água
1 colher (sopa) de azeite
1 folha de louro
½ colher (chá) de sal

Preparação:
Descasque e pique a cebola bem fininha. Numa chaleira, leve um pouco mais de 3 xícaras (chá) de água ao fogo baixo, até ferver.

Leve uma panela média ao fogo baixo. Quando aquecer, regue com o azeite e acrescente a cebola. Tempere com uma pitada de sal e refogue por cerca de 2 minutos, até murchar. Junte o louro e misture bem.
Acrescente o arroz e mexa bem para envolver todos os grãos com o azeite por cerca de 1 minuto – isso ajuda a deixar o arroz soltinho depois de cozido.
Meça 3 xícaras (chá) da água fervente e regue o arroz. Tempere com o sal, misture bem e aumente o fogo para médio, não mexa mais.
Assim que a água atingir o mesmo nível do arroz, diminua o fogo e tape parcialmente a panela. Deixe cozinhar até que o arroz absorva toda a água – para verificar se a água secou, fure o arroz com um garfo e afaste delicadamente alguns grãos do fundo danpanela; se ainda estiver molhado, deixe cozinhar mais um pouquinho.
Desligue o fogo e mantenha a panela tapada por 5 minutos antes de servir para que os grãos terminem de cozinhar no próprio vapor. Em seguida, solte os grãos com um garfo, transfira para uma tigela e sirva quente.

terça-feira, junho 04, 2024

Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas

Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas é um livro de José da Silva Maia Ferreira.

José da Silva Maia Ferreira Medeiros Matoso de Andrade Câmara (Luanda (?), 7 de junho de 1827 - Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1881) foi um poeta, servidor público e jornalista angolano.

É autor do primeiro livro editado em Angola e escrito por um angolano, Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas (Loanda, Imprensa do Governo, 1849) — considerado o marco de inauguração da literatura de Angola —, tendo também colaborado no Almanach de Lembranças (Lisboa: 1879).

Aqui lhe deixo um pequeno poema desse livro:

N’UM ALBUM.

Estrela luzente dos bens primorosa
Um raio dos teus mui fagueiro e brilhante
Grava em minh’alma qu’aspira amorosa
Effluvios d’amor — que jurastes constante!
Nem Anjos — nem flôr — nem dos bosques cantôr
Igualam teu riso donoso e fragrante —
Ah! — dá-me esse riso em troca d’amor!....

Considerado um dos pioneiros da literatura angolana, a sua poesia denuncia o conhecimento e gosto por alguns autores românticos portugueses e franceses, nomeadamente Almeida Garrett e Lamartine, e reflete o constrangimento e o conflito psicológico que o permanente deambular pelo mundo lhe provoca, constituindo-se como um termómetro do modus vivendi da sociedade burguesa angolana da época.

segunda-feira, junho 03, 2024

Istambul: memórias de uma cidade

Istambul: memórias de uma cidade é um livro de Orhan Pamuk.

Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, uma atividade que o tornou universalmente conhecido e lhe valeu variadíssimos prémios e distinções. Em 2006, recebeu o Nobel da Literatura.

A obra de Pamuk é apreciada por milhares de leitores no Ocidente e no seu país natal, onde os seus livros são sempre bestsellers, apesar das posições críticas manifestadas em relação à política da Turquia.

Sinopse:
O Prémio Nobel da Literatura 2006 traça um retrato magistral da cidade onde habita. De uma forma intimista e ao mesmo tempo muito visual, o autor recria um engenhoso modo de evocar a sua cidade de eleição. Neste livro, Orhan Pamuk fala sobre as primeiras impressões de melancolia que invadem os habitantes de Istambul e os unem nas memórias coletivas de um povo: o de viverem sobre as ruínas das glórias imperiais num país a tentar modernizar-se e permanentemente a receber influências do cruzamento entre este e oeste. Esta elegia a Istambul é-nos revelada pelas personagens criadas por Pamuk, escritores e pintores, artistas na generalidade que através dos olhos do criador vêem e descrevem a cidade. E é também a partir da sua própria história de vida, desde menino até à fase adulta que o autor nos transmite os seus pensamentos, crenças e ideologias sempre com Istambul como pano de fundo. Ao combinar memórias e fotografias com reflexões sobre arte, história e a civilização em geral deixa ao leitor um legado único sobre aquela que é a sua cidade.

domingo, junho 02, 2024

Bara Bará Bere Berê

Ouça Alex Ferrari em Bara Bará Bere Berê (Vídeo oficial).

Assim ó

Bara bara bará, Bere bere berê
Bara bara bará, Bere bere bere berê
Bara bara bará, Bere bere berê
É Alex Ferrari fazendo Bara Bere

E quando eu te pegar, você vai ficar louca
Vai ficar louca, louquinha dentro da roupa

Quando eu te pegar vou fazer diferente
Tenho certeza vai pirar a sua mente

A bebida ta subindo a cabeça enlouquecendo
O clima ta esquentendo so vai dar eu e você
Pra gente entao fazer

Assim ó

Bara bara bará, Bere bere berê
Bara bara bará, Bere bere bere berê
Bara bara bará, Bere bere berê
É Alex Ferrari fazendo Bara Bere

sábado, junho 01, 2024

Na Escola

Para assinalar o Dia da Criança ouça Os Quatro e Meia em Na Escola, canção galardoada, no 1 de outubro de 2023, com o Globo de Ouro de Melhor Canção do Ano!! 

Foi na escola que aprendi
Sobre plantas e animais
Dividi, multipliquei
Com três casas decimais

Hoje sei quais são as rochas
Que se formam nos vulcões
Fiz ditados, li poemas
Pontuei as orações

E de todas essas coisas
Que na escola eu aprendi
Nem um apontamento houve
Para me preparar para ti

Se algo existe nesta vida
Que algum saber requer
É a ciência de entender
Como pensa uma mulher

Se algo existe nesta vida
Que algum saber requer
É a ciência de entender
Como pensa uma mulher

Aprendi a picotar
Fiz centenas de postais
Sei os sólidos e as formas
Bissetrizes, diagonais

Decorei as dinastias
E o nome de cada rei
Ainda lembro as capitais
Dos países que apontei

E de todas essas coisas
Que na escola eu aprendi
Nem um apontamento houve
Para me preparar para ti

Se algo existe nesta vida
Que algum saber requer
É a ciência de entender
Como pensa uma mulher

Se algo existe nesta vida
Que algum saber requer
É a ciência de entender
Como pensa uma mulher

De mochila presa às costas
Com dez quilos, talvez mais
Tantas vezes fui à escola
Aprender coisas banais

Se algo existe nesta vida
Que algum saber requer
É a ciência de entender
Como pensa uma mulher

Se algo existe nesta vida
Que algum saber requer
É a ciência de entender
Como pensa uma mulher

Tanto aprendi
Tanto aprendi
Nada sobre ti
Nada sobre ti
Tanto aprendi (se algo existe nesta vida)
Tanto aprendi (que algum saber requer)
Nada sobre ti (É a ciência, é a ciência)
Nada sobre ti (É a ciência da mulher)
Tanto aprendi
Tanto aprendi
Nada sobre ti
Nada sobre ti

sexta-feira, maio 31, 2024

7 Looks Elegantes Com Mocassins

Está cansada de usar sempre os mesmos sapatos, ténis e sapatilhas? 

Deseja melhorar o seu estilo sem deixar de lado o conforto? Então precisa de conhecer o poder dos Mocassins!

Os Mocassins são um calçado versátil , atemporal, elegante e confortável que pode ser usado de várias maneiras e em várias ocasiões. 

O vídeo abaixo, mostra-lhe 7 looks elegantes e versáteis que pode usar com este calçado. Descubra como combinar os mocassins para arrasar em qualquer ocasião.

terça-feira, maio 28, 2024

Angélica

Ouça o cantor brasileiro Chico Buarque em Angélica - que é uma homenagem a Zuzu Angel.

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?

Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar

Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?

Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar

Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?

Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

segunda-feira, maio 27, 2024

Angola, 27 de maio de 1977: história, memória e silenciamentos

Angola, 27 de maio de 1977: história, memória e silenciamentos é uma Live transmitida a 21 julho 2022 pelo canal YouTube do projeto P-DEIAM, com moderação de Nuno Vidal. Aqui Leonardo Bahiense fala da sua investigação sobre o 27 de Maio em Angola
 
Leonardo Bahiense está a preparar um livro sobre as ações eliminacionistas sobre angolanos no 27 de Maio.

Leonardo Bahiense é brasileiro, doutorado em história e psicanalista em formação contínua. Tem trabalhos sobre a extrema direita, racismo e terrorismo. Atualmente, investiga o genocídio numa perspetiva transnacional, sobretudo as ações eliminacionistas sobre grupos africanos (angolanos, ruandeses, nama e herero). O seu trabalho recorre teoricamente às epistemologias do Sul e à psicanálise. Esta apresentação foca-se nas ações eliminacionistas (repressão e extermínio ) infligidas aos angolanos aprisionados nas cadeias e campos de Angola após o dia 27 de maio de 1977.
Lembrar Para Não Esquecer

Na Ponta do Pinda

Em setenta e seis
da Ponta do Pinda
atiraram homens ao mar.
Ninguem viu...
e os deuses, viram?

Em setenta e seis
atiraram da falésia abaixo
os homens para o mar.
Eram seis horas da tarde
se a hora for importante...

Em setenta e seis
os karkamanos
atiraram homens atados
de mãos e pés
da Ponta do Pinda abaixo
para o mar.

Perguntem as ondas da falésia
onde o mar bate no gres
 é lá que existem cazumbis
procurando ainda em vão
se libertarem das amarras
no fundo da falésia
da Ponta do Pinda.

Na Ponta do Pinda (Angola) em 76 atiraram homens ao mar... poema de Namibiano Ferreira

27 de Maio de 1977: 47 Anos de Memória

Lembrar para não esquecer: faz hoje 47 anos.

Em Angola o ano de 1977 foi vivido com muito sofrimento. Foi marcado por prisões arbitrárias, fuzilamentos coletivos, interrogatórios sob tortura, desaparecimentos, campos de concentração, delação, intimidação, medo e silêncio. 

A urgência da memória das vítimas, a recordação e a saudade do meu irmão, Rui Coelho, trazem-me aqui de novo.

Rui Coelho cobardemente assassinado, foi uma, das milhares de vítimas da tragédia do 27 de Maio em Angola.

Tinha 25 anos. Não conheceu o filho. 
Da sua execução não se sabem local, data ou circunstâncias.

Não teve direito a qualquer tipo de julgamento ou defesa.

Rui Coelho nem sequer estava em Angola por alturas do 27 de Maio de 1977. O seu assassinato aconteceu porquê? Para quê?

Será demasiado querer saber porque morreu, e como morreu, o meu irmão? 
Será possível que continuemos sem saber dos seus restos mortais? 
Será possível que continuemos sem puder fazer-lhe um funeral digno?

Rui Coelho e o 27 de maio de 1977, não podem cair no esquecimento. 
Lembrar, para não esquecer.

domingo, maio 26, 2024

Mães da Praça de Maio: 47 Anos de Memória e Resistência

"Mães da Praça de Maio" é uma entidade argentina de mulheres que viram os seus filhos assassinados ou desaparecidos durante a ditadura militar, que governou o país entre 1976 e 1983. 
No dia 30 de abril de 1977, sob o regime da ditadura militar na Argentina, 14 mulheres reuniram-se na Praça de Maio, em frente à sede do governo em Buenos Aires, para protestar pelos seus filhos desaparecidos, iniciando assim uma luta incansável por verdade, memória e justiça. 
Lidia Stella Mercedes Miy Uranga (1930), mais conhecida como Taty Almeida, é uma docente e activista argentina pelos direitos humanos que integra a ONG Madres de Plaza de Mayo.
Taty Almeida (com 94 anos), integrante e uma das fundadoras das Mães da Praça de Maio, conversou com a jornalista brasileira Marcia Carmo, para a TV 247.
Lembrar Para Não Esquecer. 
Não perca a oportunidade. Ora veja

sábado, maio 25, 2024

Henfil

Henfil é um filme (documentário) realizado por Angela Zoé que conta no elenco com Jaguar, Ziraldo e Lucas Mendes. 

Henrique de Souza Filho, mais conhecido como Henfil (1944 - 1988), foi um cartunista, jornalista e escritor brasileiro.

Henfil defendia o fim da ditadura militar pelo qual o Brasil passou. Nessa época, uma série de cartunes de Henfil que ficou bastante conhecida foi O Cemitério dos Mortos-Vivos, em que "enterrava" personalidades públicas que, na opinião do cartunista, eram favoráveis a ditadura.

Em 1965, recebeu o troféu Cid Rebelo Horta como melhor cartunista.
Em 1981, Henfil ganhou o Prémio Vladimir Herzog na categoria Artes pelo conjunto da sua obra no veículo: Revista IstoÉ.

Sinopse:
O documentário regista uma proposta curiosa feita a uma turma de jovens animadores: tentar trazer para a atualidade as obras do cartunista, jornalista e ativista brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil. Além desse processo, o filme traz-nos depoimentos de amigos e revelações sobre como o artista hemofílico lidava com sua doença e utilizava os seus desenhos como instrumento de luta contra a censura política da sua época.

sexta-feira, maio 24, 2024

Três Irmãos de Sangue

Três Irmãos de Sangue é um filme brasileiro de 2006 (documentário), realizado por Ângela Patrícia Reiniger.

O filme mostra a vida de Betinho, Henfil e Chico Mário e como as suas ações se misturam com a história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século XX.
Os irmãos destacaram-se na luta em defesa dos direitos humanos e da justiça social.
Betinho, cientista social, exilado político, fundador da Campanha Contra a Fome e a Miséria e Pela Vida, tendo sido indicado em 1994 para o Prémio Nobel da Paz. Henfil, cartunista que lutou pelo regresso dos exilados durante a ditadura militar e que criou a expressão Diretas Já, como forma de exigir a volta da democracia ao Brasil e Chico Mário que foi um músico pioneiro na criação de música independente e compositor de canções contra a tortura.

Sinopse:
"Três Irmãos de Sangue"
retrata a vida dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário, brasileiros que fizeram da solidariedade a sua grande arma na luta pela vida e que ajudaram a tornar o Brasil um país mais justo e solidário. Três Irmãos de Sangue (Completo) Um filme que mostra um pouco do que foi a vida desses três irmãos revolucionários que o Brasil teve a honra de conhecer: Betinho, Chico Mário e Henfil.
Agora assista ao trailer.

quinta-feira, maio 23, 2024

Zuzu Angel

"Zuzul Angel"  é um  filme (2006) do realizador Sergio Rezende.

Filme que conta com um grande elenco (Patrícia Pillar, Daniel Oliveira, Leandra Leal, Othon Bastos, Antônio Pitanga, Ângela Vieira, Alexandre Borges, Elke Maravilha, Paulo Betti, Nelson Dantas, Luana Piovani e muitos mais).

Nos anos negros da ditadura brasileira, Zuzu Angel era uma estilista de sucesso que conquistava o mundo com o seu talento, até que seu filho Stuart desapareceu. O filme é baseado na vida da estilista brasileira e mãe do militante político Stuart Angel Jones que foi torturado e assinado pela ditadura militar. 
Filme premiado e comovente. Uma história de amor e de luta que realmente existiu.

Sinopse:
Na esperança de encontrar seu filho Stuart Angel Jones (Daniel Oliveira), preso pela ditadura militar brasileira, a estilista Zuzu Angel (Patrícia Pillar) passa a perceber que precisará de esforços muito grandes para enfrentar os militares que se apossaram do poder. Vindo a notícia da morte de seu filho, Zuzu Angel passa a valer-se de seu talento, fama e reputação para militar aberta e destemidamente contra a ditadura civil-militar brasileira. 

Veja agora o Trailer.

E agora veja o filme.

quarta-feira, maio 22, 2024

Sete Anos em Maio

Sete Anos em Maio (2019) é uma curta/média-metragem realizada por Affonso Uchoa.

Neste filme o jovem negro Rafael dos Santos Rocha conta a sua história acidentada de ex-detido perseguido e torturado pela polícia. A sua longa narração, à noite, num descampado semi-iluminado, é uma das coisas mais pungentes que o cinema mostrou nos últimos tempos. O que há de real e de ficção nesta narrativa ficará sempre em aberto.

Sinopse:
Uma noite, há sete anos atrás, Rafael chegou a casa depois do trabalho e descobriu que pessoas que ele não conhecia o procuravam. O rapaz fugiu imediatamente, sem olhar para trás. A partir daquele momento, a sua vida mudou, como se aquela noite nunca tivesse terminado. Um dia, ao redor de um incêndio improvisado perto de uma fábrica, ele decide confidenciar a sua jornada a um estranho que teve uma experiência semelhante, também marcada por violência, vícios e miséria. O relato íntimo de Rafael encontra o testemunho coletivo de uma nação inteira oprimida pela pobreza, repressão policial e corrupção institucional.

terça-feira, maio 21, 2024

O Eterno Sonho de Kianda

O Eterno Sonho de Kianda é um livro do escritor espanhol (Navarra) Borja Monreal Gainza (com tradução de Ana María García Iglesias e Diogo Marques e ilustração de Loraxi López). 

Vencedor em Espanha do prémio de romance Benito Pérez Armas, O Sonho Eterno de Kianda é um romance  ambicioso que nos acompanha pela história recente de Angola enquanto nos fala da necessidade do diálogo inter-geracional e das dificuldades e frustrações das nossas aspirações utópicas. 

Sinopse:
Quando a mãe adoece, Kianda decide regressar a Angola numa viagem que será também um regresso ao passado da família, às razões do seu trágico exílio e aos segredos do misterioso desaparecimento do pai, o guerrilheiro Rui Alves. Em Angola, a história de Kianda e da sua mãe vai-se entrelaçar com a de Fábio e Paulo, dois amigos de infância cujos caminhos divergiram, assim como os seus respectivos posicionamentos perante o governo. Ao fundo, o passado e o presente de Angola e, no epicentro de tudo, os trágicos acontecimentos do 27 de Maio, que, apesar da distância, continuam na origem de uma sociedade fragmentada que procura reconciliar-se com o seu passado. 

segunda-feira, maio 20, 2024

Tortura Branca

Tortura Branca, Testemunhos de Prisioneiras Políticas Iranianas é um livro da escritora iraniana Narges Mohammadi.

A ativista de 51 anos ficou conhecida por lutar contra a pena de morte no Irão, um dos países que mais utiliza este método de punição. Mohammadi está na prisão de Evin, em Teerão (capital do Irão), cujos presos incluem pessoas ligadas ao ocidente e presos políticos.

Sinopse:

Em Tortura Branca, Narges Mohammadi, Prémio Nobel da Paz, revela as experiências de catorze mulheres, incluindo ela própria, nas prisões mais infames da República Islâmica do Irão.

Nenhuma destas mulheres cometeu qualquer crime: são prisioneiras de consciência ou reféns usadas como moeda de troca. Através da tortura física e psicológica, o Estado iraniano acredita que pode reabilitar as suas almas. As entrevistas recolhidas em Tortura Branca, realizadas enquanto todas as prisioneiras estavam na prisão ou a aguardar julgamento, são documentos impressionantes de humanidade, resiliência e integridade.

Enquanto os iranianos continuam a lutar pelo movimento "Mulheres, Vida, Liberdade", Tortura Branca condena o regime teocrático iraniano pelos seus crimes.

domingo, maio 19, 2024

O Pianista

O Pianista é um filme (2002), do género drama biográfico, realizado por Roman Polanski e que conta no elenco com Adrien Brody, Thomas Kretschmann e Emilia Fox.

O Pianista foi indicado para sete Oscars, incluindo na categoria de melhor filme tendo vencido nas categorias de Melhor Realizador (Roman Polanski), melhor ator (Adrien Brody) e melhor roteiro adaptado (Ronald Harwood). O filme também ganhou outros prémios, entre eles 2 BAFTA, 6 Césars, e a Palma de Ouro de Cannes. 

Sinopse:
O pianista polaco Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas numa rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram a haver também restrições nazis aos judeus polacos. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães começaram a construir muros para encerrar os judeus nalgumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a refugiar-se em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

sábado, maio 18, 2024

Move Over

 Ouça Janis Joplin em Move Over (The Original US TV Show Appearances 1969, 1970).

You say that it's over baby, Lord
You say that it's over now
But still you hang around me, come on
Won't you move over

You know that I need a man, honey Lord
You know that I need a man
But when I ask you to you just tell me
That maybe you can

Please don't you do it to me babe, no!
Please don't you do it to me baby
Either take this love I offer
Or just let me be

I ain't quite a ready for walking, no no no no
I ain't quite a ready for walking
And what you gonna do with your life
Life all just dangling?

Oh yeah
Make up your mind, honey
You're playing with me, hey hey hey
Make up your mind, darling
You're playing with me, come on now
Now either be my loving man
I said-a, let me honey, let me be, yeah

You say that it's over, baby, no
You say that it's over now
But still you hang around me, come on
Won't you move over

You know that I need a man, honey, I told you so
You know that I need a man
But when I ask you to you just tell me
That maybe you can

Hey! Please don't you do it to me, babe, no
Please don't you do it to me baby
Either take this love I offer
Honey let me be

I said won't you, won't you let me be
Honey, you're teasing me
Yeah, you're playing with my heart, dear
I believe you're toying with my affections, honey

I can't take it no more baby
And furthermore, I don't intend to
I'm just tired of hanging from the end of a string, honey
You expect me to fight like a goddamned mule
Wah, wah, wah, wah, honey