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quinta-feira, maio 07, 2026

O Croissant

A receita do croissant surgiu na Áustria, mas consolidou-se no território francês a partir de meados do século XIX. A sua origem é atribuída aos padeiros de Viena, onde era conhecido pelo nome de Kipferl desde o século XIII, sendo feito de tamanhos variados.

Para alguns autores, a origem do kipferl, viennoiserie antepassado do croissant, dá-se, assim, na Áustria entre os séculos XIII e XVII, e aparece também na Hungria e na Itália, mas não se sabe a receita exata (salgada ou doce) e nem se a massa era folhada ou não. Este tipo de pastelaria também pode ter tido as suas origens no Próximo Oriente e nas cozinhas do palácio de Topkapi, em Istambul, na Turquia.

Terá sido um oficial austríaco, August Zang, associado a um nobre vienense de nome Ernest Schwarzer, que os introduziu em Paris entre 1837 e 1839, abrindo uma padaria de nome Boulangerie Viennoise, cujo sucesso rapidamente inspirou imitadores a produzirem a massa.

Foi feito na França num primeiro momento por trabalhadores que imigraram de Viena, a viennoiserie começou em seguida a ser praticada pelos seus pupilos. A prática espalhou-se e começou a ser chamada de travail viennois (trabalho vienense), e o cozinheiro chamado de viennois (vienense). Dentre esses cozinheiros, distinguiam-se o croissantier, o biscottier e o pâtissier-viennois (pasteleiro-vienense).

No entanto, foi só a partir do começo do século XX que essas receitas, especialmente a do croissant, se tornaram um símbolo da culinária francesa.

O Croissant é, hoje, uma delícia francesa que se espalhou pelo mundo e que faz sucesso tanto na sua versão salgada quanto na doce. 

Ícone da confeitaria, este prato tem uma maciez irresistível e sabor amanteigado. 

A preparação envolve uma massa de farinha, sal, açúcar, água, fermento e, é claro, manteiga de alta qualidade.

O segredo está na técnica meticulosa de esticar e dobrar a massa, criando camadas delicadas e crocantes.

O segredo do croissant está portanto na massa, que deve ser semifolhada. A massa semifolhada possui menos gorduras, menos dobras e leva fermento biológico. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a folhagem do croissant.

Um bom croissant deve ter um bom aspecto, como uma lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo, aerado, e mostrar a consistência certa.

Depois de cuidadosamente assados, os croissants podem receber os mais diversos recheios, incluindo cremes, chocolate, geleias e outras delícias.

quinta-feira, outubro 03, 2024

Um Show de Sorveteiro





Aprecie o show que um sorveteiro de Istambul, na Turquia, proporciona.
Vale mesmo a pena ver. 
Divirta-se

segunda-feira, junho 03, 2024

Istambul: memórias de uma cidade

Istambul: memórias de uma cidade é um livro de Orhan Pamuk.

Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, uma atividade que o tornou universalmente conhecido e lhe valeu variadíssimos prémios e distinções. Em 2006, recebeu o Nobel da Literatura.

A obra de Pamuk é apreciada por milhares de leitores no Ocidente e no seu país natal, onde os seus livros são sempre bestsellers, apesar das posições críticas manifestadas em relação à política da Turquia.

Sinopse:
O Prémio Nobel da Literatura 2006 traça um retrato magistral da cidade onde habita. De uma forma intimista e ao mesmo tempo muito visual, o autor recria um engenhoso modo de evocar a sua cidade de eleição. Neste livro, Orhan Pamuk fala sobre as primeiras impressões de melancolia que invadem os habitantes de Istambul e os unem nas memórias coletivas de um povo: o de viverem sobre as ruínas das glórias imperiais num país a tentar modernizar-se e permanentemente a receber influências do cruzamento entre este e oeste. Esta elegia a Istambul é-nos revelada pelas personagens criadas por Pamuk, escritores e pintores, artistas na generalidade que através dos olhos do criador vêem e descrevem a cidade. E é também a partir da sua própria história de vida, desde menino até à fase adulta que o autor nos transmite os seus pensamentos, crenças e ideologias sempre com Istambul como pano de fundo. Ao combinar memórias e fotografias com reflexões sobre arte, história e a civilização em geral deixa ao leitor um legado único sobre aquela que é a sua cidade.

quinta-feira, janeiro 25, 2018

Gatos

Gatos (Kedi), é um documentário (2016) da realizadora turca Ceyda Torun. Este documentário é uma espécie de carta de amor aos gatos e à cidade de Istambul.
Istambul, a antiga Bizâncio e Constantinopla, é a maior cidade da Turquia, a quarta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa, com 13 120 596 habitantes na sua área metropolitana (2010). A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus.
Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão.
Sinopse:
Depois de uma pesquisa intensa, que começou com a recolha de 35 histórias de gatos vadios, a realizadora turca acabou por filmar apenas as de sete desses gatos. Seguiu-os por ruelas, barcos, cafés, becos, mercados ou casas de portas abertas, sempre em absoluta de liberdade.
Cada um destes felinos foi batizado com um nome: Sari, Bengü, Psikopat, Deniz, Aslan Parçasi, Duman e Gamsiz.
É um documentário mágico que nos conduz numa viagem pelas ruas de Istambul juntamente com estes seus habitantes de quatro patas que têm personalidades distintas.
Gatos (Kedi) tornou-se um verdadeiro fenómeno mundial, tanto junto do público como da crítica, que não ficou indiferente ao charme destes animais e da cidade de Istambul.
Não deixe, por isso, de ver o trailer oficial (em baixo) deste documentário.
Ora veja!