quarta-feira, fevereiro 24, 2021

Escrito na Porta de Um Consultório

Este alerta está colocado na porta de um consultório. 

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.

A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

A diabetes invade quando a solidão dói.

O corpo engorda quando a insatisfação aperta.

A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

O peito aperta quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona.

As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.

A febre aumenta quando as defesas destroem as fronteiras da imunidade.

Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.

O cancro/câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.

E as dores silenciosas? Como falam no nosso corpo?


A enfermidade não é má, ela avisa-nos quando erramos a direção.

O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos.

Existem semáforos chamados Amigos.

Luzes de precaução chamadas Família.

Ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão.

Um potente motor chamado Amor.

Um bom seguro chamado FÉ.

Abundante combustível chamado Paciência

terça-feira, fevereiro 23, 2021

Um Tango Na Vertical


Assista no vídeo abaixo a um Tango dançado na vertical. Este Tango no Varão é maravilhoso!

Ora veja. 

Não perca esta oportunidade.

segunda-feira, fevereiro 22, 2021

As Virgens Suicidas

As Virgens Suicidas é um filme (2000) do género drama realizado por Sofia Coppola e que conta no elenco com Kirsten Dunst, James Woods e Kathleen Turner.

Este filme baseado num romance de Jeffrey Eugenides, é segundo alguns cinéfilos um dos melhores trabalhos de Sofia Coppola. Foi o seu filme de estréia e tem, entre os produtores, o próprio pai, o também realizador Francis Ford Coppola.

A realizadora Sofia Coppola e a atriz Kirsten Dunst viriam a repetir a parceria de As Virgens Suicidas em Maria Antonieta (2006).

As Virgens Suicidas destaca-se por retratar muito bem a adolescência e pela forma com que vai contando a história, e envolvendo o espectador. 

Sinopse:

Durante a década de 70, uma família (os Lisbon) saudável e próspera, vive num bairro de classe média de Michigan. A família é composta pelo sr. Lisbon (James Woods) um professor de matemática e a esposa uma religiosa exigente, mãe de cinco atraentes adolescentes, que atraem a atenção dos rapazes da região. Porém, quando Cecília (Hanna R. Hall), de apenas 13 anos, comete suicídio, as relações familiares desestruturam-se rumo a um crescente isolamento e superproteção das demais filhas, que não podem ter mais qualquer tipo de interação social com rapazes. Mas, esta proibição apenas atiça ainda mais as garotas a arranjarem meios de burlar as rígidas regras da mãe.

domingo, fevereiro 21, 2021

Um Duelo Dançante

Neste fim de semana chuvoso, proponho-lhe que assista a um Duelo Dançante entre dois grandes nomes do cinema dos anos 30 a 50, que pode ver no vídeo abaixo.

Bob Hope, comediante impagável e James Cagney, o inesquecível gangster da época da  famosa " Lei Seca " nos E.U.A.

Veja com se apresentam dançando de forma espetacular sobre uma mesa de banquetes de grande tamanho.

Ambos em plena forma nos seus tempos áureos da cinematografia de Hollywood.

Veja e reveja este vídeo porque lhe mostra este duelo absolutamente fabuloso.

sábado, fevereiro 20, 2021

Comboio Noturno Para Lisboa: O Filme

Comboio Noturno Para Lisboa (2013) é um filme, do género drama, realizado por Bille August que conta no elenco com: Jeremy Irons, Mélanie Laurent, Jack Huston, Bruno Ganz, Nicolau Breyner, Charlotte Rampling, Beatriz Batarda e Christopher Lee.

Este é mais um filme gravado em Portugal e foi uma produção conjunta da Alemanha, Suíça e Portugal. Além da estação de Caxias, neste filme pode ver a Estação de Santa Apolónia em todo o seu esplendor, bem como as ruas e ruazinhas das zonas mais típicas de Lisboa. Assista ao trailer (em baixo) e abra o link acima e veja se reconhece algum destes locais.

Sinopse: 

A vida do professor Raimund Gregorius (Jeremy Irons) um professor suíço, transforma-se depois de conhecer e salvar uma jovem a um passo de cometer suicídio. Ela, no entanto, desaparece deixando poucos vestígios. Tudo o que ele sabe é que ela é portuguesa. Ela contudo, esqueceu-se do casaco, onde ele encontra um livro que o vai fazer apanhar um comboio para Lisboa onde viverá  uma envolvente aventura. Aí, vai deixar-se levar pela história de Amadeu do Prado, um homem que fazia parte da resistência ao Estado Novo e viveu uma vida digna de um romance. 

O filme tem como pano de fundo a Revolução dos Cravos em Portugal, o período da Ditadura e a busca pelo autor desconhecido.

sexta-feira, fevereiro 19, 2021

O Bom, o Mau e o Vilão

Oiça a música do filme, O Bom o Mau e o Vilão,  do cineasta italiano Sergio Leone (1929 - 1989).

Nos anos 60, quando o cinema italiano estava essencialmente voltado para as comédias, Sergio Leone especializou-se em filmes épicos e depois na recriação do Oeste e nos filmes de western. 

Passou treze anos preparando o clássico Era uma vez na América, um épico lançado em 1984 no Festival de Cannes.

Foi um dos mais brilhantes cineastas da sua geração e inventor de um estilo em que não faltam lances de pura genialidade. 

Hoje é fonte de inspiração para novos cineastas como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.

Oiça então a música do filme O Bom, O Mau e o Vilão. A banda sonora deste filme foi composta pelo colaborador frequente de Leone, Ennio Morricone.

quinta-feira, fevereiro 18, 2021

O Percurso dos Jeans e a Globalização

Toda a gente conhece os jeans, mas nem todos sabem que eles surgiram de um tecido muito tradicional.

Os jeans passaram por diversas mudanças ao longo de sua história e a sua trajetória é ampla, tanto no sentido material, como simbólico.

Veja o percurso feito por uns jeans de ganga desde o fabrico do tecido até ao produto final.  

Perceberá também os efeitos da  globalização e suas consequências no ambiente.

Para refletir.

Não perca.

quarta-feira, fevereiro 17, 2021

Casuarina

Hoje quarta feira de cinzas oiça a banda brasileira Casuarina, ao vivo, no programa Todas as Bossas
Casuarina é um grupo musical de samba originado na cidade do Rio de Janeiro no ano de 2001.
Um dos maiores expoentes da geração de novos sambistas que fez o ritmo renascer no bairro carioca da Lapa ao longo das últimas décadas, o Casuarina, hoje, é conhecido por amantes do samba de todo o Brasil. Este grupo, foi liderado (até 2017) nos palcos pelo cantor e compositor João Cavalcanti, tem na sua bagagem sete CDs e dois DVDs, com sucessos próprios e de grandes vultos da canção brasileira, como Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes e Jackson do Pandeiro.


Deixo-lhe aqui uma hora de excelente música. 
Não perca!

terça-feira, fevereiro 16, 2021

A Live Irmãos


Neste dia de Carnaval tão diferente do habitual oiça os cantores brasileiros, Seu Jorge e Alexandre Pires, na Live Irmãos.  A live que emocionou o Brasil!

Seu Jorge e Alexandre Pires conduziram maravilhosamente bem este grande show ao vivo que, certamente, se não fosse a pandemia, ou não teria acontecido ou não teria sido tão perfeito.



Curta com alegria este dia de Carnaval assistindo ao vídeo que se segue. 

Não perca esta oportunidade. 

Ora veja!

segunda-feira, fevereiro 15, 2021

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua

Hoje 2ª feira de Carnaval oiça "Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua", nas vozes de João Cavalcanti e de Lenine, que é uma faixa do DVD "10 Anos de Lapa", da banda brasileira Casuarina, gravado em 2012 nos Arcos da Lapa. 

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua, é uma música do cantor e compositor brasileiro Sérgio Sampaio.

Há quem diga que eu dormi de touca

Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga

Que eu caí do galho e que não vi saída

Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada

Que eu não sou de nada e não peço desculpas

Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira

E que Durango Kid quase me pegou

Eu quero é botar meu bloco na rua

Brincar, botar pra gemer

Eu quero é botar meu bloco na rua

Gingar, pra dar e vender

Eu, por mim, queria isso e aquilo

Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso

É disso que eu preciso ou não é nada disso

Eu quero é todo mundo nesse carnaval

Eu quero é botar meu bloco na rua

Brincar, botar pra gemer

Eu quero é botar meu bloco na rua

Gingar, pra dar e vender

domingo, fevereiro 14, 2021

Comboio Nocturno para Lisboa

Comboio Nocturno para Lisboa é um livro do escritor suíço Pascal Mercier, pseudónimo literário do filósofo Peter Bieri. 

Sinopse:

Comboio Nocturno para Lisboa começa numa manhã chuvosa. Uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte de Berna. Raimund Gregorius, um banal professor de grego e latim de 57 anos, evita o acto desesperado e fica surpreendido com o som de uma palavra. Português, responde ela, ao ser questionada sobre a língua que fala.

Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar porquê, entra num comboio para Lisboa atrás deste médico que morreu 30 anos antes, em 1975, pouco depois da Revolução, numa descoberta do outro que acaba por ser uma descoberta de si próprio.

sábado, fevereiro 13, 2021

Uma Visita a Praga: O Mundo Segundo os Brasileiros



Faça um passeio virtual pela bela capital da República Checa, Praga, pela mão do programa televisivo, O Mundo Segundo os Brasileiros.

Conhecida como "cidade das cem cúpulas", Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso património arquitetónico e rica vida cultural. 

Não perca a oportunidade de fazer mais este passeio. 

Ora veja.

sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Hamburger America

George Motz é um cineasta, autor e fotógrafo free-lancer, muito viajado e premiado com um Emmy. Foi também considerado, pelo The New York Times, a maior autoridade em hambúrgueres.

Em 2005 realizou o seu segundo documentário: Hamburguer America. O filme foi indicado para o prémio James Beard, e em 2011 foi reconhecido pelos Arquivos Nacionais dos E.U.A., como parte integrante da história da alimentação americana.

O sucesso do filme deu origem a um guia, estado a estado, também intitulado Hamburguer America, que dá a conhecer aos leitores os hambúrgueres e hamburguerias de cada região.


Motz também é o criador do Food Film Festival em NYC. Este festival proporciona uma série de eventos multissensoriais onde o público é presenteado com a comida que vê na tela.

Sinopse:

Hamburguer America é um documentário (que pode ver em baixo) que conta a história de oito locais dos E.U.A. onde se vendem hambúrgueres e das pessoas que os frequentam.


quinta-feira, fevereiro 11, 2021

Para Animar...





Para animar deixo-lhe aqui Músicas, Danças & Intérpretes, num vídeo sensacional.
Não perca. 
Ora veja!

quarta-feira, fevereiro 10, 2021

O Hambúrguer

O Hambúrguer, com toda a certeza, é sinónimo de comida americana. 

Esta receita foi trazida para os E.U.A. por imigrantes alemães de Hamburgo, nos finais do século XIX. Daí o nome Hambúrguer. Contudo, popularizou-se ainda mais graças às grandes cadeias de comida rápida (fast food).

O Hambúrguer é  feito de carne moída cozinhada. O sanduíche em si possui muitas variantes, sendo montado de acordo com a preferência daquele que o irá comer.

O hambúrguer que conhecemos hoje e que está no imaginário de muitos não é nada parecido, porém, com o clássico hambúrguer americano. Em vez de ser um snack enorme, com várias camadas de carnes, queijos, bacon e molhos, o hambúrguer original é pequeno e bem simples. Tinha mais ou menos um seis ou sete centímetros, muito pequeno, porque assim era possível cozinhá-lo rapidamente. 

Esta receita, poderá ser mais saudável se fizer um bom hambúrguer americano caseiro. Receita que as crianças e adolescentes irão adorar.

Desfrute do autêntico sabor americano na sua mesa, com duas receitas que aqui lhe deixo. Uma no vídeo abaixo e outra que é uma receita caseira (mais saudável) que pode realizar com as suas crianças ou adolescentes. Aproveite o confinamento para experimentar.

Ingredientes:

500 g de carne moída

1 ovo

Tomates

Folhas de alface

1 colher (de sopa) de pão ralado

½ cebola 

Pães de hambúrguer (com ou sem sementes de sésamo)

100 g de queijo cheddar

Ketchup e mostarda

Sal q.b.

Azeite q.b.

Preparação:
Numa tigela, misture a carne moída, o ovo e o pão ralado. Amasse bem até ficar tudo bem homogéneo. Acrescente uma pitada de sal. Molde os hambúrgueres fazendo bolas (tantos quantos quiser) e depois achate-os.

Aqueça um pouco de azeite na frigideira e frite os hambúrgueres. 

Lave a alface e o tomate. Corte a alface em pedaços e faça rodelas com o tomate e a cebola (se não gostar de cebola, pode retirá-la da receita).

Toste um pouco os pães na tostadeira ou no forno por alguns minutos (a 180º C).

Monte o hambúrguer colocando a carne sobre o pão, o queijo cheddar, o tomate, a cebola (se quiser), a alface e coloque um pouco de ketchup e mostarda a gosto.

Agora que está pronto, é só comer!

terça-feira, fevereiro 09, 2021

Tic, Tic, Tac

Oiça o cantor brasileiro Zezinho Corrêa (da banda Carrapicho), recentemente falecido em Manaus com COVID 19, no êxito Tic, Tic, Tac.

Bate forte o tambor galera!

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

Bate forte o tambor, eu quero é tic, tic, tic, tic, tac

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

É nessa dança que meu boi balança e o povo de fora vem para brincar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

As barrancas de terras caídas faz barrento o nosso rio mar

Amazonas rio da minha vida imagem tão linda que meu Deus criou

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Fez o céu, a mata e a terra, uniu os caboclos, construiu o amor

Carrapicho - Zezinho Corrêa

segunda-feira, fevereiro 08, 2021

Tinmel

Tinmel é uma antiga povoação berbere do século XI situada no Alto Atlas, em Marrocos, 100 km a sul de Marraquexe. Considerada o berço do Califado Almóada, foi dali que os conquistadores almóadas dirigiram as suas campanhas militares vitoriosas sobre os almorávidas no início do século XII, que viriam a culminar na formação do maior império do Noroeste de África e Península Ibérica desde o Império Romano.

Atualmente  não restam senão ruínas dos seus tempos de glória, nomeadamente das muralhas que cercavam a cidade e da grande mesquita, exemplo das grandes mesquitas dos almóadas, cujo modelo se difundiu por todo o Magrebe ao longo dos séculos seguintes. Esta mesquita foi construída em memória de   Mehdi IBN TOUMERT fundador da dinastia almóada (século XII).

A mesquita ergue-se isolada sobre um trecho verdejante do vale do Nefis. A aldeia atual, chamada Tinmel, Tin Mal ou Ifouriren situa-se mais abaixo, no vale.

A mesquita de Tinmel é uma das únicas duas mesquitas de Marrocos que não muçulmanos podem visitar (a outra é a Mesquita Hassan II em Casablanca). 

domingo, fevereiro 07, 2021

O Melro

Recordando uma noite bem passada em casa de amigos, aqui lhe deixo um conto em forma de poema, de Guerra Junqueiro (1850-1923) um dos poetas filosóficos de Portugal, que ali foi muito bem recitado pela Filó.

O melro, eu conheci-o:

Era negro, vibrante, luzidio,

Madrugador, jovial;

Logo de manhã cedo

Começava a soltar, de entre o arvoredo,

Verdadeiras risadas de cristal. 

E assim que o padre-cura abria a porta

Que dá para o passal,

Repicando umas finas ironias,

O melro de entre a horta,

Dizia-lhe: “Bons dias!”

E o velho padre-cura

Não gostava daquelas cortesias.

O cura era um velhote conservado,

Malicioso, alegre, prazenteiro;

Não tinha pombas brancas no telhado,

Nem rosas no canteiro:

Andava às lebres pelo monte, a pé,

Livre de reumatismos,

Graças a Deus, e graças a Noé.

O melro desprezava os exorcismos

Que o padre lhe dizia:

Cantava, assobiava alegremente;

Até que ultimamente

O velho disse um dia:

 

“Nada, já não tem jeito! este ladrão

Dá cabo dos trigais!

Qual seria a razão

Porque Deus fez os melros e os pardais?!”

 

E o melro entretanto,

Honesto como um santo,

Mal vinha no oriente

A madrugada clara,

Já ele andava jovial, inquieto,

Comendo alegremente, honradamente,

Todos os parasitas da seara

Desde a formiga ao mais pequeno inseto.

E apesar disto o rude proletário,

O bom trabalhador,

Nunca exigiu aumento de salário.

 

Que grande tolo o padre confessor!

Foi para a eira o trigo;

E armando uns espantalhos,

Disse o abade consigo:

“Acabaram-se as penas e os trabalhos.”

Mas logo de manhã, maldito espanto!

O abade, ainda na cama,

Ouviu do melro o costumado canto;

Ficou ardendo em chama;

Pega na caçadeira,

Levanta-se de um salto,

E vê o melro a assobiar na eira

Em cima do seu velho chapéu alto!


Chegou a coisa a termo

Que o bom do padre-cura andava enfermo,

Não falava nem ria,

Minado por tão íntimo desgosto;

E o vermelho oleoso do seu rosto

Tornava-se amarelo dia a dia.

E foi tal a paixão, a desventura,

(Muito embora o leitor não me acredite)

Que o bom do padre-cura

Perdera… o apetite!

Andando no quintal um certo dia

Lendo em voz alta o Velho Testamento,

Enxergou por acaso (que alegria!

Que ditoso momento!)

Um ninho com seis melros escondido

Entre uma carvalheira.

 

E ao vê-los exclamou enfurecido:

 

“A mãe comeu o fruto proibido;

Esse fruto era a minha sementeira:

Era o pão, e era o milho;

Transmitiu-se o pecado.

E, se a mãe não pagou, que pague o filho.

É doutrina da Igreja. Estou vingado!”

 

E engaiolando os pobres passaritos

Soltava exclamações:

“É uma praga. Malditos!

Dão me cabo de tudo esses ladrões!

Raios os partam! andai lá que enfim…”

 

E deixando a gaiola pendurada

Continuou a ler o seu latim

Fungando uma pitada.

 

Vinha tombando a noite silenciosa;

E caía por sobre a natureza

Uma serena paz religiosa,

Uma bela tristeza

Harmônica, viril, indefinida.

A luz crepuscular

Infiltra-nos na alma dolorida

Um misticismo heroico e salutar.

As árvores, de luz ainda douradas,

Sobre os montes longínquos, solitários,

Tinham tomado as formas rendilhadas

Das plantas dos herbários.

Recolhiam-se a casa os lavradores.

Dormiam virginais as coisas mansas:

Os rebanhos e as flores,

As aves e as crianças.

Ia subindo a escada o velho abade;

A sua negra, atlética figura

Destacava na frouxa claridade,

Como uma nódoa escura.

E introduzindo a chave no portal

Murmurou entre dentes:

 

“Tal e qual… tal e qual!…

Guisados com arroz são excelentes.”

 

Nasceu a Lua. As folhas dos arbustos

Tinham o brilho meigo, aveludado,

Do sorriso dos mártires, dos justos.

Um eflúvio dormente e perfumado

Embebedava as seivas luxuriantes.

Todas as forças vivas da matéria

Murmuravam diálogos gigantes

Pela amplidão etérea.

São precisos silêncios virginais,

Disposições simpáticas, nervosas,

Para ouvir estas falas silenciosas

Dos mudos vegetais.

As orvalhadas, frescas espessuras

Pressentiam-se quase a germinar.

Desmaiavam-se as cândidas verduras

Nos Magnetismos brancos do luar.

…………………………………………..

…………………………………………..

E nisto o melro foi direito ao ninho.

Para o agasalhar andou buscando

Umas penugens doces como arminho,

Um feltrozito acetinado e brando.

Chegou lá, e viu tudo.

Partiu como uma flecha; e, louco e mudo,

Correu por todo o matagal; em vão!

Mas eis que solta de repente um grito

Indo encontrar os filhos na prisão.

 

“Quem vos meteu aqui?!” O mais velho,

Todo tremente, murmurou então:

 

“Foi aquele homem negro. – Quando veio

Chamei, chamei… Andavas tu na horta…

Ai que susto, que susto! Ele é tão feio!…

Tive-lhe tanto medo!… Abre esta porta,

E esconde-nos debaixo da tua asa!

Olha, já vão florindo as açucenas;

Vamos a construir a nossa casa

Num bonito lugar…

Ai! quem me dera, minha mãe, ter penas

Para voar, voar!”

 

E o melro alucinado

Clamou:

 

“Senhor! Senhor!

É porventura crime ou é pecado

Que eu tenha muito amor

A estes inocentes?!

Ó natureza, ó Deus, como consentes

Que me roubem assim os meus filhinhos,

Os filhos que eu criei!

Quanta dor, quanto amor, quantos carinhos,

Quanta noite perdida

Nem eu sei…

E tudo, tudo em vão!

Filhos da minha vida

Filhos do coração!!…

Não bastaria a natureza inteira,

Não bastaria o céu para voardes,

E prendem-vos assim desta maneira!…

Covardes!

A luz, a luz, o movimento insano

Eis o aguilhão, a fé que nos abrasa…

Encarcerar a asa

É encarcerar o pensamento humano.

A culpa tive-a eu! quase à noitinha

Parti, deixei-os sós…

A culpa tive-a eu, a culpa é minha,

De mais ninguém!… Que atroz!

E eu devia sabê-lo!

Eu tinha obrigação de adivinhar…

Remorso eterno! eterno pesadelo!…

………………………………………….

Falta-me a luz e o ar!… Oh, quem me dera

Ser abutre ou fera

Para partir o cárcere maldito!…

E como a noite é límpida e formosa!

Nem um ai, nem um grito…

Que noite triste! oh, noite silenciosa!…”

 

E a natureza fresca, onipotente,

Sorria castamente

Com o sorriso alegre dos heróis.

Nas sebes orvalhadas,

Entre folhas luzentes como espadas,

Cantavam rouxinóis.

 

Os vegetais felizes

Mergulhavam as sôfregas raízes

A procurar na terra as seivas boas,

Com a avidez e as raivas tenebrosas

Das pequeninas feras vigorosas

Sugando à noite os peitos das leoas.

A lua triste, a lua melancólica,

Desdêmona marmórea,

Rolava pelo azul da imensidade,

Imersa numa luz serena e fria,

Branca como a harmonia,

Pura como a verdade.

E entre a luz do luar e os sons e as flores,

Na atonia cruel das grandes dores,

O melro solitário

Jazia inerte, exânime, sereno,

Bem como outrora a mãe do Nazareno

Na noite do calvário!…

 

Segundo o seu costume habitual,

Logo de madrugada

O padre-cura foi para o quintal,

Levando a bíblia e sobraçando a enxada.

Antes de dizer missa,

O velho abade inevitavelmente

Tratava da hortaliça

E rezava a Deus Padre Onipotente

Vários trechos latinos,

Salvando desta forma, juntamente,

As ervilhas, as almas e os pepinos.

 

E já de longe ia bradando:

“- Olé!

Dormiram bem?… Estimo…

Eu lhes darei o mimo,

Canalha vil, grandíssima ralé!

Então vocês, seus almas do diabo,

Julgam que isto que era só dar cabo

Da horta e do pomar,

E o bico alegre e estômago contente,

E o camelo do cura que se aguente,

Que engrole o seu latim e vá bugiar!…

Grandes larápios!… Era o que faltava!

Vocês irem ao milho,

E a mim mandar-me à fava!

Pois muito bem, agora que vos pilho

Eu vos ensinarei, meus safardanas!

Vocês são mariolões, são ratazanas,

Têm bico, é certo, mas não têm tonsura…

E nas manhas um melro nunca chega

Às manhas naturais de um padre-cura.

O melhor vinho que encontrar na adega

É para hoje, olé!… Que bambochata!

Que petisqueira! Melros com chouriço!…

E então a Fortunata

Que tem um dedo e um jeito para isso!…

Hei de comer-vos todos um a um,

Lambendo os beiços, com tal gana enfim,

Que comendo-vos todos, mesmo assim

Eu fico ainda quase em jejum!

E depois de vos ter dentro da pança,

Depois de vos jantar,

Vocês verão como o velhote dança,

Como ele é melro e sabe assobiar!…”

 

Mas nisto o padre-cura titubeante,

Quase desfalecendo,

Atônito de horror, parou diante

Deste drama estupendo:

O melro, ao ver aproximar o abade,

Despertou da atonia,

Lançando-se furioso contra a grade

Do cárcere. Torcia,

Para os partir os ferros da prisão,

Crispando as unhas convulsivamente

Com a fúria de um leão.

Batalha inútil, desespero ardente!

Quebrou as garras, depenou as asas

E alucinado, exangue,

Os olhos como brasas,

Herói febril, a gotejar em sangue,

Partiu num voo arrebatado e louco,

Trazendo dentro em pouco

Preso no bico um ramo de veneno.

E belo e grande e trágico e sereno

Disse:

“Meus filhos, a existência é boa

Só quando é livre. A liberdade é a lei.

Prende-se a asa, mas a alma voa…

Ó filhos, voemos pelo azul!.. Comei!” –

E mais sublime do que Cristo quando

Morreu na cruz, maior do que Catão,

Matou os quatro filhos, trespassando

Quatro vezes o próprio coração!

Soltou, fitando o abade, uma pungente

Gargalhada de lágrima, de dor,

E partiu pelo espaço heroicamente,

Indo cair, já morto, de repente

Num carcavão com silveiras em flor.

 

E o velho abade, lívido de espanto,

Exclamou afinal:

“Tudo o que existe é imaculado e é santo!

Há em toda a miséria o mesmo pranto,

E em todo o coração há um grito igual.

Deus semeou de almas o universo todo.

Tudo que o vive ri e canta e chora…

Tudo foi feito com o mesmo lodo,

Purificado com a mesma aurora.

Ó mistério sagrado da existência,

Só hoje te adivinho,

Ao ver que a alma tem a mesma essência

Pela dor, pelo amor, pela inocência,

Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!

Só hoje sei que em toda a criatura,

Desde a mais bela até à mais impura,

Ou numa pomba ou numa fera brava,

Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!…

……………………………………………………

Ah, Deus é bem maior do que eu julgava!…”


E quedou silencioso. O velho mundo,

Das suas crenças antigas, num momento,

Viu-o sumir exausto, moribundo

Nos abismos sem fundo

Do temeroso mar do Pensamento.

E chorou e chorou… A Igreja, a Crença,

Rude montanha pavorosa, escura,

Que enchia o globo com a sombra imensa

Dos seus setenta séculos de altura;

O Himalaia de dogmas triunfantes,

Mais eternos que o bronze e que o granito,

Onde aos profetas Deus falava antes

Entre raios e nuvens trovejantes,

Lá dos confins sidéreos do infinito;

Esse colosso enorme, em dois instantes

Viu-o tremer, fender-se e desabar

Numa ruína espantosa,

Só de tocar-lhe a asa vaporosa

De uma avezinha trêmula, a expirar!…

…………………………………………

…………………………………………

E, arremessando a bíblia, o velho abade

Murmurou:

“Há mais fé e há mais verdade

Há mais Deus com certeza

Nos cardos secos de um rochedo nu

Que nessa bíblia antiga… Ó Natureza,

A única bíblia verdadeira és tu!…”

Guerra Junqueiro

sábado, fevereiro 06, 2021

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

A Propósito da N.ª Sr.ª das Candeias: Provérbios de Fevereiro

O Dia de Nossa Senhora das Candeias comemora-se a 2 de fevereiro.

Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação são outros nomes atribuídos à Santa Maria celebrada neste dia.

Em Portugal, onde se realizam muitas procissões em sua honra, a santa é o orago de dezenas de freguesias com o nome de Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Purificação.

A santa começou a ser especialmente venerada em Portugal no século XV. Quando se descobriu uma imagem da Mãe de Deus entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, em Lisboa, fundou-se ali um convento e uma igreja dedicada à santa. Com a expansão marítima de Portugal, o culto da santa foi espalhado pelo mundo, com especial relevo no Brasil.

A propósito da N.ª Sr.ª das Candeias aqui lhe deixo alguns provérbios de Fevereiro que a ela se referem, entre outros. Se quiser conhecer outros provérbios e suas variantes, referentes ao mês de fevereiro, basta clicar aqui.

- Se a Candelária (2/2) chora, está o Inverno fora, se a Candelária rir está o Inverno para vir.

- Se a Senhora das Candeias (2/2) ri e chora, está o inverno meio dentro e meio fora.

- Se a Senhora das Candeias (2/2) chora, está o inverno fora.

- Se a Senhora das Candeias (2/2) rir, está o inverno para vir

- Dia de S. Brás (3/2), a cegonha verás, e se não a vires o Inverno vem atrás.

- Bons dias em Janeiro, pagam-se em Fevereiro.

- Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.

- Água de Fevereiro enche o celeiro.

- Em dia de S. Matias (24/2) começam as enxertias.

- Em Fevereiro, vai acima ao outeiro: se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.

- Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.

- Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.

quinta-feira, fevereiro 04, 2021

O Arquipélago de Tuamotu

O Arquipélago de Tuamotu ou Tuamotus é uma corrente de quase 80 ilhas e atóis, que se estende de noroeste a sudeste duma região do Oceano Pacífico Sul, que é aproximadamente do tamanho da Europa ocidental. 

Este arquipélago é administrado pelo governo da Polinésia Francesa, possui uma área territorial de cerca de 850 km² e tem quase 16 mil habitantes, formando a maior cadeia de atóis do mundo. As suas maiores e principais ilhas são Anaa, Fakarava, Rangiroa, Hao e Makemo.

As ilhas Tuamotu foram inicialmente povoadas por polinésios. O povo do Tahiti originalmente referia-se às ilhas como o Paumotus, que significa as "Ilhas Subservientes", até que uma delegação das ilhas convenceu as autoridades francesas a mudar o nome para Tuamotus, que significa "Ilhas Distantes".

No mapa do mundo, o Arquipélago de Tuamotu tem um segundo nome: as Ilhas Rossianos, pois muitos dos atóis receberam o nome dos russos: Kutuzov, Barclay de Tolly, Kruzenstern, Lazarev, Rumyantsev. 

Tetamanu

A antiga vila de Tetamanu, onde a primeira igreja de Tuamotu foi construída, fica situada na ilha de Fakarava. 

Fakarava é um atol do arquipélago de Tuamotu. Estende-se por uma área de 100,5 km², com 1578 habitantes, segundo os censos de 2007, com uma densidade de 16 hab/km².  O atol fica a 488 km a nordeste de Taiti.

O Tetamanu Village Resort, localizado no extremo sul de Fakarava,  numa reserva da biosfera da UNESCO, é uma charmosa pousada localizada a apenas uma hora e meia à vela ou a 45 minutos de vôo de Rangiroa.

Para quem gosta de mergulho nada como conhecer o Centro de Mergulho Tetamanu que está localizado na Vila Tetamanu.

A passagem de Tumakohua
A passagem de Tumakohua, onde o Centro de Mergulho Tetamanu está situado, abriga uma grande quantidade e diversidade de peixes e de tubarões. A uma profundidade de 20 - 30m pode descobrir todo o ecossistema desta passagem: garoupas, peixes-unicórnio e napoleões e muitos outros nadam sobre um fundo de coral rosa.

A partir do Centro de Mergulho pode chegar a outros fabulosos locais de mergulho onde ficará cativado pela beleza e riqueza da vida subaquática e emocionado pelo encontro com grandes predadores.

É uma parte do mundo paradisíaca e simplesmente divina.

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

A Casa dos Espíritos: o filme

 A Casa dos Espíritos é um filme (1994) do género drama, realizado por Bille August e que conta nos principais papeis com os seguintes atores: Meryl Streep, Glenn Close e Jeremy Irons.

A ação de A Casa dos Espíritos, adaptado do livro homónimo de Isabel Allende, passa-se toda no Chile. Contudo, nenhuma das cenas do filme foi gravada no Chile. E, surpreendentemente, a maior parte do filme foi gravada na Dinamarca, em Lisboa e no Alentejo. 

Sinopse:

A história do Chile da década de 20 aos anos 70 é contada através da saga da família Trueba, que começa com a união de um homem simples (Jeremy Irons), que fica rico, com uma jovem (Meryl Streep) de poderes paranormais. A saga se desenvolve até esta família ser atingida pela revolução, que no início da década de 70 derrubou o presidente Salvador Allende. A história da família Trueba percorre várias gerações e vários momentos históricos do país, num cenário de cortar a respiração. 

terça-feira, fevereiro 02, 2021

Madrid: O Mundo Segundo os Brasileiros

Conheça a cidade de Madrid através do programa televisivo: O Mundo Segundo os Brasileiros.

Madrid é a capital e a maior cidade da Espanha. Tem uma população de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas, com uma área metropolitana com cerca de 6,5 milhões de habitantes. É a segunda maior cidade da União Europeia, depois de Berlim, e a sua área metropolitana é a terceira maior da UE, depois de Londres e Paris. A área urbana da capital espanhola abrange um total de 604,3 de Km2.

Não perca mais esta visita virtual, através do vídeo abaixo ou clicando aqui. Em tempos de pandemia, estas são outras alternativas para se distrair.

segunda-feira, fevereiro 01, 2021

A Casa dos Espíritos

 A Casa dos Espíritos é um livro da escritora peruana Isabel Allende.

Isabel Allende viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. 

Em 1982, o seu primeiro romance, A Casa dos Espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura pelo Plano Nacional de Leitura.

Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas.

Sinopse:

Nesta sua surpreendente obra de estreia, Isabel Allende constrói um universo repleto de espíritos, de personagens multifacetadas e humanas, entre elas Esteban Trueba, o patriarca, que vive obcecado pela terra e pela paixão absoluta pela esposa, que ele sente sempre para lá do seu alcance.

Clara é a matriarca esquiva e misteriosa, dotada de poderes sobrenaturais, que prediz as tragédias da família e estabelece o destino da casa e dos Trueba. Blanca, a sua filha suave e rebelde, nutre um amor pelo filho do capataz do seu pai, o que provoca o desprezo de Esteban, mesmo quando deste amor nasce a neta que ele adora: Alba, uma beleza luminosa e uma mulher ardente e voluntariosa.

As paixões da família Trueba, as suas lutas e segredos desenvolvem-se ao longo de três gerações e de um século de violentas mudanças. Num contexto de revolução e contrarrevolução, a autora dá vida a uma família unida por laços de amor e ódio mais complexos e duradouros que as lealdades políticas que a poderiam separar. 

domingo, janeiro 31, 2021

O Chalet Saudade



O Chalet Saudade
localiza-se no centro da vila de Sintra, embora afastado das suas ruas mais turísticas pois fica numa encosta do Vale da Raposa e na envolvência do Monte da Lua, do Castelo dos Mouros e do Palácio da Vila.
O Chalet Saudade foi construído no século XIX, a sua localização e características arquitetónicas permitem a obtenção de excelentes vistas panorâmicas ao redor.
O Chalet Saudade foi, há uns anos, completamente remodelado mantendo o mobiliário português vintage, os frescos em trompe l’œil, os jardins românticos, as fontes e os lagos. 
A localização desta casa de hóspedes permite explorar a romântica Vila de Sintra e os seus arredores.  
Proponho-lhe hoje que faça uma visita virtual a este Chalet, clicando aqui, e aqui ou visualizando o vídeo abaixo. 
O vídeo é uma reportagem do programa (2013) da SIC Notícias, Espaços & Casas, sobre  a arquitetura, design de interiores e espaços públicos.